Viagem a Buenos Aires - Argentina

INTRODUÇÃO 

  Uma inesquecível viagem ao congresso mundial da juventude Batista em Buenos Aires, Argentina, em 1967, tanto instrutiva em termos de desenvolvimento religioso para juventude, quanto no conhecimento da história dos estados, cidades dos quais passamos, num turismo bastante cheios de conhecimentos, contaremos aqui. 

 

  Antes de irmos para a Praça da Bandeira, local de embarque no ônibus para Buenos Aires. 

  Tivemos uma boa ideia, conhecer um pouco do Bairro onde morei por muitos anos em Campo Grande no Rio de Janeiro, vejamos sua organização, também conhecermos a criação das Igrejas Batistas no mundo e no Brasil. 

 

  Como todos os cidadãos têm o dever de conhecer a história do bairro, cidade, estado onde mora e como Cristãos a história, desenvolvimento das Igrejas, sua doutrina, principalmente as que frequentamos. 

  Assim surge a oportunidade de conhecer um pouco do Bairro de Campo Grande na cidade do Rio de Janeiro.  

  Moramos, antes de virmos para Campo Grande, na Tijuca, rua Maria Amália, próximo à casa de minha avó, Marieta, mãe de meu pai, não sei se em decorrência de um grave acidente que me aconteceu, nos mudamos desta casa. 

  Nos fundos de nossa casa havia um precipício de uns quinze metros de altura, caí lá de cima, no tombo uma tampa de alumínio da caixa d’água de uma fábrica de macarrão, ficava embaixo junto ao barranco do precipício na rua Carvalho Alvin, na Tijuca, aliviou minha queda, conta-se que fui empurrado, fiquei quinze dias em coma no hospital, depois mudamos para Rocha Miranda, na estrada do Sapê.  

 

   Nasci em Niterói, quando minha mãe estava preste ao parto que me traria a este mundo, foi convidada por minha avó realizá-lo em Niterói, na casa dela, minha avó Emiliana, conta minha mãe em seu diário que meu avô, Theófilo Ferreira Pinto, ficou muito contente com o meu nascimento, o neto primogênito da família. 

  Minha mãe conheceu meu pai indo de bonde para o trabalho em Niterói, ela trabalhava num laboratório químico, meu pai saltou no estribo do bonde e fez-lhe um galanteio, aí nasceu o amor entre os dois, conta minha mãe, ela cantava no coral da Primeira Igreja Batista de São Gonçalo, meu pai ficava na janela da Igreja, vendo-a a cantar, logo depois veio o casamento, desta união nasceram cindo filhos, quatro homens e uma menina, parece-me que meu pai morava próximo a casa de minha mãe, no Barreto, quando a conheceu, porquanto seu irmão mais velho faleceu e foi sepultado no cemitério de Maruim, neste mesmo bairro, certa vez meu pai contou-me que foi visitar o túmulo de seu irmão no cemitério, era feriado, dia de finados, chegou tarde, fora da hora de visitas, o portão estava fechado, ele pulou o muro, chegou ao túmulo, foi  acender as velas que levou, tremia muito, um pavor tomou conta dele, gastou todos os fósforos que levou e não acendeu nenhuma vela, tomou a iniciativa de pegar a vela acesa de um túmulo vizinho ao de seu irmão, quando ouviu uma voz cavernosa dizer-lhe larga minha vela, largou tudo e saiu correndo para nunca mais voltar. 

   Algum tempo depois, quando morávamos em Rocha Miranda, surgiu uma oportunidade para o meu pai comprar uma casa, meu pai era funcionário público, lotado na Marinha do Brasil e consignatário do IPASE, teve a facilidade de comprar pelo Instituto uma casa em Comari, Campo Grande, isso em 1948. 

  Comprou a casa, mudamos então para ela, quando chegamos em Campo Grande, o bairro era promissor, fomos quase um dos primeiros moradores do bairro Comari, havia muitas casas vazias. Na casa que morávamos em Rocha Miranda faltava água, era muito difícil consegui-la, também não havia chuveiro, tomávamos banho em bacia ou balde, na nova casa tinha chuveiro e quando chegamos, eu e meus irmãos, adentramos na casa para tomarmos banho de chuveiro, foi uma festa. 

  Havia muitas casas vazias próxima a nossa casa, eu e meus irmãos divertíamos em conhecê-las, em Comari há uma praça, toda cercada por árvores, no seu entorno vários prédios de dois andares e lojas no térreo, no início o comércio se restringia a bares e padaria, teve também uma sala de cinema e um clube, o Comari Esporte Clube, para se chegar à praça, chega-se por sua rua principal, a rua Comari, ela é cortada pela rua Iturbides Esteve no início da praça, no fim da praça saem as ruas Coxito Granado, onde morávamos e a Peter Pan, vai e contorna o córrego Cabuçu, conhecido por rio morto. 

Meu irmão, o segundo da prole, gostava de frequentar o Clube Comari, principalmente quando havia baile e lá ia ele, minha mãe quando sabia que ele lá estava, ia buscá-lo, ele, malandramente, para se esconder de seus amigos, passava o braço sobre os ombros de mãe e saí com ela dançando. 

Em Campo Grande havia o serviço de bonde elétrico, os que nos serviam de transporte, usavam a via que ia para Monteiro, Pedra de Guaratiba ou Ilha de Guaratiba e um outro este seguia para Rio da Prata, seu trajeto era diferente do nosso. Os bondes usavam uma via só, tanto para ir ao Centro de Campo Grande, quanto para o interior, havia, portanto, desvios para a passagem do que ia para o centro e para o outro vindo para o interior, na via que servia ao bairro Monteiro, dois entroncamentos, desvios, um ao lado da fábrica de torrefação de café, chamada de Sacipan, o outro entroncamento no chamado língua da sogra, quase em frente à casa de Adelino Moreira.  

 

Meu pai era bastante jovem, faleceu aos trinta e oitos anos, certa vez, eu com nove anos, chamou-me, ordenou-me ir ao centro de Campo Grande, comprar alimentos num caminhão que comercializava legumes e verduras, ele ficava na praça Boa Ventura, na saída da estação ferroviária, fui, desci a rua Comari até a estrada do Monteiro, onde embarquei no bonde para o centro, lá cheguei, comprei o que devia, nisso começou a chover forte, haviam dois bondes parados e com as cortinas baixadas para evitar da chuva molhar os passageiros, pela minha percepção o bonde que estava à frente seria o que ia para Monteiro, o meu bonde, não olhei o letreiro para onde ele ia, embarquei, seguiu o seu trajeto, na esquina do pecado, cruzamento das estradas Cesário de Melo com a estrada do Cabuçu e rua Aurélio de Figueiredo, não seguiu a estrada Cesário de Melo e sim a estrada do Cabuçu indo na direção do Rio da Prata, vi que não era o meu trajeto, falei com o trocador, mandou-me soltar na ponte do rio morto e apanhar o outro que logo viria a seguir, foi o que eu fiz, retornei ao centro de Campo Grande, embarquei no bonde certo, quando cheguei em casa foi aquela festa, passei no teste.  

 

Outra vez, logo após o natal, fui com meu pai ao armazém do Pekim, uma birosca que vendia alimentos fiado ao meu pai, eu havia ganho na festa de natal uma bela espingarda de tiro de festim, no caminho, na rua Comari, um garoto pediu-me para vê-la, examinou, gostou dela, mas fez uma terrível pergunta, quem havia me dado ela, eu na maior inocência desse mundo, disse-lhe que fora Papai Noel, foi como se a bomba atômica houvesse caído entre nós, o garoto saiu pulando e caçoando de minha resposta, meu pai sem graça, explicou-me que fora ele que havia me dado e Papai Noel não existia, quando chegamos em casa contou a minha mãe o ocorrido, minha mãe nas vésperas do natal pedia-nos colocar os nossos sapatos próximo a janela e Papai Noel passaria e nos daria os presentes, pela manhã era aquela correria e encantamento, éramos pequenos, com este ocorrido não houve mais a magia do natal com seus presentes.  

Meu pai levava-me para assistir jogos de futebol no campo do Comari, soltava pipa, balão, certa vez ao soltar um balão, pediu a minha mãe para subir no telhado da casa e esticar o balão, ele enxeria-o de ar e colocaria fogo na bucha, com o fogo e o ar quente, fez o balão subir, na subida soltava pingos inflamados de parafina derretida, nisso meu irmão, o Itinha, passou por baixo do balão e um dos pingos caiu em seu cabelo e pegou fogo, mãe ainda estava no telhado da casa, quando viu o cabelo de meu irmão em chamas, tocou horror.  

Outras vezes nos levava a Quinta da Boa vista em São Cristóvão, a praia, Pedra de Guaratiba, de bonde, era uma farra, atualmente está imprópria para banho, tomada inteiramente em toda sua extensão por lama. 

Campo Grande para mim foi um lugar mágico, onde passei a maior parte de minha vida, passeei por suas ruas, algumas ainda não asfaltadas, tomei banho de rio, cachoeira, caí de bicicleta, joguei futebol no campo do Comari e no antigo estádio de futebol do Campo Grande, andei de bonde, vez enquanto caia ao pegá-lo ou ao saltar dele andando, ia de bonde para praia, uma infância e adolescência sadia. 

Vim para Campo Grande, Rio de Janeiro em tenra idade, frequentei a Primeira Igreja Batista em Campo Grande, Rio de Janeiro, participei de todas as classes, desde joia de Cristo, juniores, adolescente, quando jovem frequentava a Classe da Mocidade e nos anos de 1967, por ser militar e Sargento do Exército Brasileiro lotado na AMAN, em Resende, não era muito assíduo à Igreja e a classe de mocidade, mas quando estava de folga gostava de frequentá-la, porquanto suas atividades eram atraentes e ativas, na parte eclesiásticas sábios ensinos da Palavra de Deus, nas atividades extraclasse passeios e retiros, eram bastante concorridos e eu fazia questão de participar de todos eles. 

Capítulo I 

Uma breve história do bairro Campo Grande no Rio de Janeiro 

Campo Grande é o bairro mais extenso e populoso da cidade do Rio de Janeiro. Antes da fundação da cidade, a região de Campo Grande era habitada por índios da tribo Picinguaba. Após 1565, esse território passou a pertencer à grande Sesmaria de Irajá. Sesmaria era um lote de terras distribuído a um beneficiário, em nome do rei de Portugal, com o objetivo de cultivar terras virgens. Originada como medida administrativa nos períodos finais da Idade Média em Portugal, a concessão de sesmarias foi largamente utilizada no período colonial brasileiro. Foi um sistema português adaptado no Brasil que normatizava a distribuição de terras destinada a produção agrícola. 

Em 1673, toda a área que hoje corresponde a Campo Grande foi desligada da Sesmaria de Irajá e doada pelo governo colonial a Barcelos Domingos. Ainda em 1673, foi criada a Paróquia de Nossa Senhora do Desterro, marco da ocupação territorial da região”, conta o historiador Maurício Santos. 

O crescimento urbano, como em quase toda a cidade do Rio de Janeiro, se deu em volta da religião e da água. Explica-se: a região de Campo Grande se desenvolveu nos entornos da Igreja de Nossa Senhora do Desterro e do poço que a Paróquia possuía. 

A partir da segunda metade do século XIX, a região viu a implantação de uma estação da Estrada de Ferro D. Pedro II, em 1878. O transporte ferroviário facilitou o acesso e o povoamento da área, o que ajudou a urbanizar mais intensamente uma parte do bairro. 

No ano 1915, os bondes de tração animal deram lugar aos elétricos. Isso possibilitou ainda mais a integração da região com outras áreas mais urbanizadas. Essa troca colaborou com a formação de um forte comércio interno em Campo Grande, que prevalece até hoje em dia. 

Campo Grande foi considerada uma grande região produtora de laranjas, o que lhe rendeu o apelido “Citrolândia”. 

Outro ponto histórico que marca o bairro é a presença de cristãos evangélicos, que deixaram a sua marca no bairro construindo muitas igrejas evangélicas. 

Campo Grande sempre se desenvolveu mais individualmente, em relação ao restante da cidade. Por esse e outros motivos, em 1968, Francisco Negrão de Lima, então governador do estado da Guanabara, promulgou uma lei que reconhecia Campo Grande como cidade, não como bairro”, destaca Maurício Santos. 

Entretanto, Campo Grande é tido como um bairro do Rio de Janeiro. Um bairro com muita história e importância para nós, cariocas”. (diariodorio.com/breve-historia-de-campo-grande-o-maior-bairro-do-rio-de-janeiro/) 

 

 

 

Capítulo II 

Origem, organização e história das Igrejas Batistas no mundo 

Acredito na importância do conhecimento da história, da origem e da organização das Igrejas em geral, principalmente das Igrejas Batista no mundo e no Brasil. 

Há teorias relativas à origem e organização das Igrejas Batista no mundo, para alguns ela iniciou em Jerusalém, Jesus e João Batista no batismo de Jesus no rio Jordão. Dando começo ao ministério de Jesus, essa teoria foi defendida pelos historiadores Orchard, Cramp e Cathcart  (Memória dos Batistas-Pr. Isaltino G. Coelho Filho) 

Essa teoria possuí muitos simpatizantes, porém todos os credos cristãos advogam sua origem neste evento o que é obvio. 

Há a hipótese histórica neotestamentária do surgimento da Igreja cristã seguindo os propósitos formalizados em pentecoste no ministério dos Apóstolos, entretanto com o correr dos tempos houve a influência de opiniões das mais diversas, idolatria, apostasia e heresias, incorrendo no afastamento dos princípios doutrinários dos Apóstolos, surgindo os dissidentes, entre os quais os anabatistas, os menonitas, os puritanos, alguns pontos do pensamento dos anabatistas foge por completo da doutrina batista, ocorrendo o afastamento dos verdadeiros batistas. 

“As igrejas batistas geralmente subscrevem as doutrinas da competência da alma (a responsabilidade e prestação de contas de cada pessoa diante de Deus), sola fide (salvação apenas pela fé somente), sola scriptura (somente a escritura da Bíblia, como regra de fé e prática) e governo da igreja congregacionalista. Os batistas geralmente reconhecem duas ordenanças: batismo e comunhão, (Ceia do Senhor)”. (Wikipédia-Igrejas Batistas) 

Alguns historiadores aceitam como a Primeira Igreja Batista no mundo a que foi criada em 1609 por dois ingleses em Amsterdam, Holanda, Thomas Helwys e John Smyth, sendo que Smyth era anabatista, batizou-se a si mesmo e a Thomas Helwys, afastaram-se dos anabatistas e formaram a Primeira Igreja Batista com 40 membros 

Sendo eles ingleses retornaram para Inglaterra, Thomas Helwys organizou a Igreja Batista em Spitalfields, nos arredores de Londres, em 1612. 

Ainda em 1612, Thomas Helwys foi preso por publicar o folheto Uma Declaração Breve do Mistério da Iniquidade, no qual advertia à monarquia inglesa para que se submetesse a Deus, constando também uma crítica ao papado e aos puritanos. Ele permaneceria na prisão até falecer, em 1616. No teor da obra, escreveu: 

“A religião do homem está entre Deus e ele: o rei não tem que responder por ela e nem pode o rei ser juiz entre Deus e o homem. Que haja, pois, heréticos, turcos ou judeus, ou outros mais; não cabe ao poder terreno puni-los de maneira nenhuma”. Thomas Helwys 

Naqueles tempos, havia perseguição aos batistas e a outros dissidentes ingleses, por não concordarem com certas práticas e doutrinas da igreja oficial, a Anglicana. Entre esses "dissidentes" estava John Bunyan, um batista, que escreveu sua obra-prima O Peregrino, 

enquanto estava preso injustamente.  

Devido a perseguição, muitas pessoas emigraram para a América, para as colônias da Nova Inglaterra (que viriam a formar os Estados Unidos). 

Em solo americano, a primeira igreja batista nasceu através de Roger Williams, que organizou a Primeira Igreja Batista de Providence em 1638, na colônia que ele fundou com o nome de Rhode Island, e John Clark, que organizou a Igreja Batista de Newport, também em Rhode Island, em 1648. Os batistas se espalharam pelas diversas colônias da América do Norte e foram influentes na formação da Constituição Americana, de 1788. Atualmente, a Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos conta com quase 16 milhões de membros, sendo a maior comunidade evangélica daquele país e a maior convenção batista do mundo. As igrejas batistas continuariam a se expandir, embora praticamente restritas à Inglaterra e aos Estados Unidos, até o final do século XVIII, quando missionários batistas começaram a ser enviados a todas as partes do mundo, afastando-se do eixo Estados Unidos, Europa, passando a enviar missionários para Ásia, África e América Latina. 

Em 1865 veio para o Brasil imigrantes americanos do Sul dos Estados Unidos, após a guerra da sucessão e derrota dos sulistas, criando a primeira Igreja Batista no Brasil em Santa Barbara do Oeste, interior de São Paulo, sendo o culto no idioma inglês.  

“A Primeira Igreja Batista em Santa Barbara do Oeste foi organizada no dia 10 de setembro de 1871, composto por 12 (doze) famílias, sendo um total de 29 pessoas sob a liderança do pastor Richard Ratcliff 

Ratcliff registrou-se como Ministro do Evangelho na Secretaria do Império, nos termos do Decreto Imperial Nº 6.884 de 20 de abril de 1878.  

Em 1880, os batistas contaram com o apoio do ex-padre Antônio Teixeira de Albuquerque, que foi batizado e ordenado ao ministério pastoral, na presença de uma congregação de americanos e brasileiros, na Igreja da Estação”. (Memórias dos Batistas – Almirance Cidade) 

Albuquerque foi o único filho de Felipe Ney de Albuquerque e Helena Maria da Conceição. Por imposição do pai, foi para o Seminário Católico de Olinda, completando o curso em 1871. Em 30 de novembro do mesmo ano foi ordenado padre. 

Ficou 3 anos como sacerdote em Alagoas, porém abandonou o sacerdócio porque, após assistir secretamente reuniões evangélicas do missionário presbiteriano John Rockwell Smith, concluiu que doutrina católica não era bíblica. Casou-se em 1878 em Pernambuco com Francisca de Jesus, com quem teve cinco filhos.  

Após tomar contato com os batistas em Santa Bárbara d'Oeste, uniu-se a eles. Fez sua profissão de fé no 3º domingo de 1880 e foi batizado na igreja. No mesmo dia foi ordenado pastor batista na loja maçônica da cidade. Pregava em Piracicaba e Capivari”. (WilipédiaPadre Amtônio Texeira de Alburquerque)- 

Em 1882, quando foi organizada a Primeira Igreja Batista, voltada para a evangelização do Brasil, já existiam duas outras igrejas batistas, organizadas por imigrantes norte-americanos, residentes na região de Santa Bárbara do D’Oeste e Americana, São Paulo. 

Os casais de missionários batistas norte-americanos, entre eles o missionário William Buck Bagby fundador da Primeira Igreja Batista no Brasil na Bahia em idioma português, em duas ocasiões escreveu em O Jornal Batista (21.06.1916): “Foi no Estado de S. Paulo que se organizou a Primeira Igreja Baptista da America do Sul. Foi no anno de 1870 que esta igreja foi organizada na Colonia Norte-Americana de Santa Barbara, e os baptistas dessa Colonia e igreja enviaram um pedido e apello aos baptistas no sul dos Estados Unidos, para que enviassem missionarios baptistas para evangelizar no Brasil. Foi a este Estado que vieram o escriptor e sua esposa, para iniciar o trabalho baptista entre os brasileiros, em 1881. Foi em Santa Barbara tambem que se baptizou o primeiro baptista brasileiro, o ex-padre Antonio Teixeira de Albuquerque. Este irmão foi comnosco a Bahia em 1881 para principiarmos o trabalho baptista naquella cidade”. Este texto de Bagby foi republicado no Jornal Batista (18.11.1926, p. 4) (Memória dos Batistas) 

Os missionários batistas norte-americanos, recém-chegados ao Brasil, Willian Buck Bagby e Anne Luther Bagby, os pioneiros; e Zacharias Clay Taylor, Kate Stevens Crawford Taylor, auxiliados pelo ex-padre Antônio Texeira de Albuquerque, batizado em Santa Bárbara D’Oeste; decidiram iniciar a sua missão na cidade de Salvador, Bahia, com 250.000 habitantes. Ali chegaram no dia 31 de agosto de 1882 e no dia 15 de outubro, organizaram a PIB do Brasil com 5 membros; os dois casais de missionárias e o ex-padre Antônio Teixeira.  

O missionário William Buck Bagby e sua esposa organizaram outras Igrejas, a Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro, a Primeira Igreja Batista de São Paulo, a Primeira Igreja Batista de Santos, a Primeira Igreja Batista do Braz, Primeira Igreja Batista de Mongi da Cruz, Primeira Igreja da Liberdade e outras, também criaram o Colégio Batista Brasileiro em São Paulo, foram para o Rio Grande do Sul, continuaram o trabalho profícuo de evangelização. Participou da fundação da Convenção Batista Brasileira em 22 de junho de 1907 na Bahia. 

Faleceu aos 83 anos sendo sepultado em Porto Alegre. Sua esposa, Anne Luiher Bagby, mudou-se para Recife, onde residia sua filha Hellen. Anne faleceu aos 83 anos, no dia 24 de dezembro de 1942 (Wikipédia-William Buck Bagby) 

 

A História da Juventude Batista Brasileira começa em 1881 quando chegaram os primeiros missionários, eram jovens, foram enviados dos Estados Unidos para o Brasil. Dois casais de missionários e um brasileiro fundaram a primeira igreja batista voltada para a evangelização de brasileiros. Dos cinco, quatro tinham menos de 35 anos: Zachary Taylor de 31 anos, William Bagby de 26 anos, Ann Bagby de 23 anos e Kate Taylor de 20 anos. Foram estes jovens missionários que iniciaram aquilo que hoje é a bem estabelecida obra dos batistas no Brasil. 

Nos anos seguintes mais jovens chegaram, dentre eles, o grande Shlomo Louis Ginsburg, que aqui ficou conhecido como Salomão Ginsburg, nascido na Rússia e tendo morado na Alemanha, na Inglaterra e em Portugal, Ginsburg chega ao Brasil em 1891, aos 24 anos. Nesse mesmo ano, ele lança a primeira edição do Cantor Cristão. 

Em 10 de Janeiro de 1901, outro missionário William Entzminger lança o Jornal Batista, que em sua capa traz uma matéria assinada por Myron Clark tratando da importância da igreja se preocupar com as juventudes”. 

(https\\www,juventudebatista.com.br) 

A mocidade da Primeira Igreja Batista de Campo Grande no Rio de Janeiro era bastante ativa, tínhamos o retiro de carnaval em Itatiaia e visitávamos vários locais turísticos do Rio, um deles foi um excelente passeio de lazer e instrutivo que participei, foi uma excursão feita de barca da Cantareira pela Baia de Guanabara, onde passamos por vários pontos turístico e histórico. 

O embarque foi feito no píer da Praça Quinze. 

A viagem para Buenos Aires para o Congresso Mundial da Juventude Batista Surgiu o convite pela Junta da Mocidade Batista Brasil 

Surgiu o convite pela Junta da Mocidade Batista Brasileira, da Convenção Batista Brasileira e da Junta Mundial da Mocidade Batista, para os jovens brasileiros participarem do Congresso Mundial da Mocidade Batista Mundial em Buenos Aires. 

Fiquei encantado por essa oportunidade e vivamente interessado e escrevi-me junto com dois amigos da Mocidade Batista da Primeira Igreja Batista de Campo Grande, o Jeremias, terceiro Sargento da Aeronáutica e o outro funcionário público do Estado do Rio de Janeiro, não me lembro o nome.

Por eu ser Terceiro Sargento do Exército, houve a necessidade de pedir autorização ao Ministério do Exército para fazer a viagem e  tirar o passaporte. Consegui a autorização e tirei férias.

Na data programada para a viagem saíamos de casa pegamos o bonde na estrada do Monteiro e seguimos para o centro de Campo Grande. 

Chegamos ao ponto final do ponto do bonde, rua Cel. Augustinho com Ferreira Borges, soltamos atravessamos a passagem de nível do trem, não havia nessa época a passagem subterrânea para entrar na estação, encaminhamo-nos para a entrada da estação, compramos a passagem, o ticket era em papelão para quando o fiscal passasse, ele picotaria o ticket. 

Sentamo-nos, nessa época o trem andava vazio. Partiu em direção a Central do Brasil. Não havia muros ao longo da via. O barulho do chacoalhar do trem sobre os trilhos, até hoje os tenho na mente, suaves quando não havia edificações, barulhentos quando havia e surdos quando passava sobre pontes. Do final da Ferreira Borges até Senador Camará era matagal, no fim da reta da Ferreira Borges havia o serviço de coleta de lixo urbano, feito por tração animal. Hoje rodoviária de Campo Grande, Centro Comercial Popular, local em grande desenvolvimento. 

Chegamos a primeira estação após Campo Grande, Augusto Vasconcelos, estação típica do interior, não havia muros, era bem devassada, com uma passagem de nível, a estação única, ou seja, o trem, parava de um lado para ir e na volta do outro, em Santíssimo, a próxima parada, também era assim. 

Passamos por Senador Camará e chegamos a Bangu, nessa época havia a fábrica de tecido Bangu, local badalado do soçaite carioca, hoje não existe mais a fábrica, presumo que também o rio das tintas proveniente da tintura dos tecidos, não seja mais tinto, no local que existia a fábrica, há um shopping. 

 

O bairro Bangu é conhecido por ser o bairro mais distante do mar e o mais quente do Rio de Janeiro, com temperaturas que frequentemente ultrapassam os 40*C ao longo do ano, rivalizava com Campo Grande, sua história começa junto ao bairro de Campo Grande  

Bangu possui uma história rica e bem antiga no Rio de Janeiro, que começou ainda no século XVII, primeiro como uma grande fazenda produtora de café, algodão e cana, depois como o grande e povoado bairro que é hoje.  

Inicialmente Bangu pertencia a sesmaria de Campo Grande que ia de Realengo a Santa Cruz. Há inúmeras teoria relativa ao nome Bangu, nenhuma delas são confiáveis. 

“No ano de 1673, Manuel de Barcelos Domingues, um dos primeiros povoadores da cidade do Rio de Janeiro, construiu uma capela particular em sua Fazenda Bangu, primitivamente Engenho da Serra. Aquela região era parte até então da Freguesia de Campo Grande. Em 1740, João Manoel de Melo recebeu por sesmaria a Fazenda do Bangu. Em 1743, João Freire Alemão comprou a fazenda da viúva de João Manoel de Melo, que teve ainda como proprietários Anna Francisca de Castro Morais e Miranda (1798), Manoel Miguel Martins, o Barão de Itacurussá (1870)”. (Wikipédia-Bangu) 

“A Fábrica Bangu, Companhia Progresso Industrial do Brasil, foi fundada em 6 de fevereiro de 1889, sendo fundamental para o desenvolvimento do bairro. 

A fábrica Bangu foi durante um tempo a maior e mais moderna unidade industrial do Rio e produzia um algodão de fibra longa considerado um dos melhores do mundo. 

Em 2000, o prédio da Fábrica Bangu foi tombado pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade. Em 5 de fevereiro de 2004, a fábrica encerra suas atividades e o bairro deixa sua função fabril para assumir-se como um bairro comercial e residencial.  

Shopping veio em seguida, em 2007, e mantém toda a estrutura tombada pelo Iphan. 

O Bangu Atletico Clube teve origem junto com a Fábrica Bangu em 6 de fevereiro de 1889, mas embora já fosse praticado o esporte desde este tempo, o clube só viria a ser fundado oficialmente em 17 de abril de 1904” (bangu blog) 

Na rua Silva Cardoso 299 em Bangu encontra-se a Primeira Igreja Batista de Bangu, organizada em 28 de julho de 1928 com 23 membros, o seu primeiro Pastor foi, o Pastor Hélio de Oliveira Barbosa. 

Saindo de Bangu, passamos pela estação Guilherme da Silveira onde está o estádio de futebol do Bangu Atlético Clube. 

O nosso trem é elétrico e veloz, segue viagem com o seu barulho peculiar, refletindo nas casas ao longo da via, conta-se que um morador de uma dessas casas, tinha por hábito acorda as cinco horas da manhã após o trem passar, num dia o trem não passou, o morador sentiu algo estranho, o que havia ocorrido? 

Eu por exemplo quando ia à casa de minha tia no Galo Branco, São Gonçalo, estava acostumado escutar pela manhã o trem maria fumaça apitar quando se aproximava da passagem de nível que ali havia 

Aproximamo-nos da estação de Padre Miguel, temos gratas lembranças deste bairro, pois uma vez por semana levava minha mãe à Primeira Igreja Batista para participar dos ensaios de uma parte do coral que cantou no estádio do Maracanã por ocasião do Congresso Mundial das Igrejas Batista com a presença do palestrante Billy Graham, sendo traduzido para o português pelo Pastor João Sorem, no meu primeiro livro incorri num lapso de memória citei como tradutor o Pastor Nilson de Amaral Fanine 

Seguindo em frente, adentramos na estação de Realengo, junto a estação existem vários quarteis do Exército, traz-me grata lembrança o tempo que passei cursando na EsIE, o curso de Aperfeiçoamento de Sargento (CAS), durante o curso a turma era composta por setenta e sete alunos, quando próximo ao final do curso minhas notas eram boas e disputava as primeiras colocações, houve então uma aula de Engenharia a tarde, em vídeo e áudio, não escutei a aula, poucos dias depois veio a prova, caiu nesta prova a aula dada anteriormente, não tive um bom desempenho, tirei, para mim, nota baixa 06 (seis), perdi espaço nos primeiro lugares, caindo para o sexto lugar, no final do curso mantive o sexto lugar, saí com nota final de 8,2, classificação MB, o que me deu condições de nas promoções vindouras, serem por merecimento, todas as minhas promoções a partir de segundo Sargento foram por merecimento. 

Um fato interessante, no dia do término do curso minha esposa pediu-me comprar uma camisa branca para o meu filho, seria a formatura dele no CA, fui para a EsIE, esqueci por completo da camisa e da formatura de meu filho, na EsIE um sargento de Campinas convidou-me para ir cumprimentar o seu antigo Comandante na Escola Preparatória de Cadetes, era na ocasião o Secretário de Segurança do Rio de Janeiro, fui com o amigo, no retorno passamos na Praça Tiradentes, onde fica o Teatro João Caetano, haveria neste dia um show de uma famosa cantora, quando ela esteve em Campinas e na Escola onde servia o meu amigo, após o seu show disse-lhe que quando viesse ao Rio, fosse ao seu show cumprimentá-la, nesse dia ela não estava e chegaria mais tarde, optamos irmos para casa, quando cheguei em casa minha esposa não gostou nada do meu esquecimento, fez aquele drama, consegui acalmá-la, tudo voltou ao normal, aí inadvertidamente contei-lhe a ida ao Teatro e não ter encontrado a cantora, o mundo veio abaixo, dizia ela: você não me ama mais! 

O pior que ela nunca mais esqueceu este fato, toda briguinha que ocorria entre nós lá vinha ela: porque não vai procurar sua queridinha”” 

Paguei por um pecado que não cometi. 

O trem segue seu destino, passa por Magalhães Bastos, chega à estação Vila Militar, local prioritariamente militar, dentre as organizações ali existente encontra-se a Policlínica da Vila Militar, levei meus filhos para consultarem nesta Policlínica, há também o Hospital Geral da Vila Militar (HGVM), atualmente seu nome passou para Hospital Geral, há um fato interessante, minha filha caçula, a Nadejda, Naná, quando nos seus dois anos saiu do quarto, eu estava na sala lendo o jornal, quando ela veio ao meu encontro, com um grito agudo, cambaleou, no mesmo instante joguei o jornal fora, corri e a alcancei antes que caísse ao chão, seus gritos lembrava uma pessoa sem respiração, peguei ela no colo e sai desesperado pela rua, esqueci de meu carro na garagem, um vizinho deu-me uma carona até o Hospital Rocha Faria em Campo Grande, no hospital fui recebido por uma estagiária, pediu-me uma radiografia de seu pulmão, fui no local do RX, disseram não poder atender-me, por não ser pedido feito por um médico plantonista, nisto pedi ao meu vizinho, levasse-me à Vila Militar ao HGVM, levou-me, no hospital da Vila Militar não me recordo dos procedimentos preliminares, acho o susto foi tão grande, apagou da minha memória, só tenho na lembrança minha filha sentada em meu colo fazendo nebulização, logo depois chegaram esbaforidas minha mãe e minha irmã, outra ocasião fiquei também hospitalizado no HGE aguardando vaga no HCE para fazer exame de cateterismo, o que fiz no HCE mais tarde e em decorrência desse exame, fui submetido a uma cirurgia de ponte safena.  

Saímos da Vila Militar, o nosso trem segue em direção a estação Deodoro, uma estação de baldeação para os passageiros que se destinam as estações não servidas pelos trens diretos, os que vem de Matadouro, Santa Cruz, Campo Grande, Bangu e outras, e os que vem de outra via, Japeri, Queimados, Nova Iguaçu e outras desse ramal. 

Foi inaugurada em 1859 com o nome de Sapopemba. De lá partia a linha de Mangaratiba, antigamente chamado de ramal de Angra dos Reis, que passa pela Vila Militar de Realengo. 

Ainda no início do século passa a se chamar Deodoro, em homenagem ao proclamador da República Brasileira. O jornal O Estado de S. Paulo, em sua edição de 26 de setembro de 1907, publicava a notícia: O Dr. Aarão Reis, director da Estrada de Ferro Central do Brasil, mudará o nome da estação de Sapopemba para o de Marechal Deodoro, por ocasião da inauguração dos trabalhos na Villa Militar”. (Wikipédia-estação Deodoro)  

A estação de Deodoro e a de Engenho de Dentro são de estrutura de ferro galvanizada feita na Alemanha e montada no Brasil 

Não saltamos, seguimos em direção a Engenho de Dentro, passamos pelas estações Marechal Hermes. 

“A estação de Marechal Hermes tem sua construção em estilo eclético, inspirado no modelo inglês, com uma estrutura também marcada pela presença de telhas francesas, amplas coberturas e detalhes de azulejos de origem alemã e belga”. (Rio Memórias)  

 Seguimos Bento Ribeiro, Honório Gurgel, Madureira, Cascadura. 

Sobre Cascadura Maria Graham, em 1824, publicou em Londres um livro com o título "Diário de uma viagem ao Brasil" no qual relata um passeio a fazenda Santa Cruz e faz referência ao local de "Casca d’Ouro", próximo ao Campinho. Alguns estudiosos dão versão para origem do bairro, dizem que o povo passara a expressão Casca d’Ouro para Cascadura. 

Entretanto, o jornalista e historiador Max Vasconcellos, em seu trabalho "Vias Brasileiras de Comunicação", atribui o nome do bairro ao fato de que por ocasião dos trabalhos de abertura da estrada de ferro os operários tiveram grande dificuldades de remover com picaretas a pedreira (cascadura) próxima da estação de trem. No entanto uma outra versão é dada por antigos moradores, sendo o nome uma referência ao antigo Barão Tereré (Região de Minas Gerais), que fazendo uma visita à Fazenda, por sua natureza arrogante despertou repúdio dos moradores locais, os quais lhe atribuíram a designação de Casca Grossa, mais tarde sendo modificado para Cascadura. No entanto, todas essas possíveis origens para o nome do bairro não passam de mera especulação, pois a grande verdade é que nunca saberemos ao certo a verdadeira origem”; (Wikipédia-estação Cascadura) 

Continuando a viagem em nosso trem vem a seguir Quintino Bocaiúva, Encantado, Engenho de Dentro, esta estação assemelha-se a de Deodoro, ela foi inaugurada em 1873 para facilitar aos trabalhadores acessos as oficinas de manutenção dos trens da ferrovia D. Pedro II. 

Chegamos a Engenho de Dentro, uma bela Gare em estrutura de ferro galvanizada, veio da Alemanha e montada no Brasil, do lado esquerdo a segunda oficina dos trens, a primeira fica em Deodoro. Em Engenho de Dentro outra estação de baldeação para as estações intermediárias servidas pelo trem paradouro, ou Deodoro. 

Breve história da estação ferroviária de Engenho de Dentro. 

Foi inaugurada em 1873. No local se localizavam as oficinas da Central (depois RFFSA). Também está localizado nas cercanias o museu da Rede Ferroviária Federal, no qual se encontra a mais antiga locomotiva do Brasil, a Baroneza, que inaugurou a linha de Guia de Pacobaíba, em 1854. 

Tenho gratas lembranças deste bairro onde obtive excelentes conhecimentos doutrinários na Segunda Igreja Batista do Rio de Janeiro, relatei estes fatos em meu primeiro livro.  

No local onde existia as oficinas elas foram desativadas, dando lugar ao estádio Olímpico Nilton Santos e entregue ao Clube de Futebol Botafogo, há no local também o museu ferroviário, onde encontra-se a locomotiva Baroneza, a primeira locomotiva a circular no Brasil 

Desembarcamos na estação de Engenho de Dentro, aguardamos o trem que vinha de Deodoro, o qual nos levaria a estação Lauro Muller. Embarcamos, seguimos em frente, passamos pelas estações Todos os Santos, Meier. 

Uma breve história do bairro Meier:  

No século XVIII, o bairro era uma fazenda de cana-de-açúcar. Em 1760, houve desentendimentos entre os jesuítas (os donos da fazenda) e a Coroa Portuguesa, que os expulsou do Rio de Janeiro. A fazenda, então, foi dividida em três partes: Engenho Novo, Cachambi e São Cristóvão. Em 1884, Dom Pedro II presenteou um amigo com parte das terras. Esse amigo tinha o nome de Augusto Duque Estrada Meyer, (filho do comendador Miguel João Meyer, português de origem alemã e um dos homens mais ricos da cidade no final do século XVIII), conhecido como "camarista Meyer" por ter livre acesso às câmaras do Palácio Imperial (Wikipédia-bairro Meier) 

Breve história da Igreja Batista do Meier, lendo o artigo em que se conta a história da Primeira Igreja Batista do Meier, observa-se o primoroso trabalho da Junta de Evangelismo da Convenção Batista Carioca na figura de seu presidente 

missionário Salomão Ginsburg, para que houvesse condições para o início de evangelização, foram a procura de um galpão ou armazém desocupado para alugar, encontraram na rua Dias das Cruz número 29, antigo 185, deram início aos trabalhos de evangelização no dia 16 de dezembro de 1915. 

Os trabalhos iniciais foram confiados ao Seminarista Casemiro Gomes de Oliveira, cursava no Seminário Batista do Sul do Brasil, sendo o pioneiro da futura Igreja Batista do Meier, com sua conclusão do curso no Seminário recebeu um convite para pastorear uma Igreja na cidade de Vitória da Conquista na Bahia, em seu lugar assumiu o Missionário William Edwin Entzminger em 11 de novembro de 1918   

Em 08 de dezembro a Igreja Batista do Engenho de Dentro concedeu formalmente, por decisão em sua Assembleia Geral, as cartas de transferência de vinte e cinco de seus membros, que congregavam no Ponto de Pregação Batista do Méier, para se constituírem em Igreja Batista do Méier 

Em 25 de dezembro de 1918 nascia a Igreja Batista do Méier, cujo documento formal que a tornou existente encerra estes Antecedentes Históricos. Nesta ocasião foi empossado no Pastorado da Igreja o Pastor Willian Edwin Entzminger, era até então o dirigente da Congregação que ora torna-se Igreja. 

O Pastor Entzminger deixou o Pastorado da Igreja em 04\08\1919 por motivo de doença de sua esposa e ter viajado aos Estados Unidos para tratá-la. Assumiu o Pastorado o Pastor Ricardo Jacob Inke e ficou até 04\09\1921, assumindo o Pastorado o Pastor Henrique Rodolpho Penna, neste período a Igreja já contava com 80 membros.  

Em 01\07\1934 assumiu o Pastorado do Igreja o Pastor José de Miranda Pinto, na ocasião a Igreja contava com 186 membros. (Resumo do Site da Igreja Batista do Meier-Nossa História) 

 

Em 1915, o missionário polonês Salomão Ginsburg convocou um brasileiro integrante da IEF para achar um novo ponto de pregação para a Igreja Batista fora da zona central.  

Um galpão que serviu de redação do jornal O Subúrbio, no início da rua Dias da Cruz, marcou o ponto de partida da Igreja que ainda era vinculada a do Engenho de Dentro. Em 1918, mudaram-se para o número 79, e se tornaram a Igreja Batista do Meye 

Muitos foram os pastores estrangeiros da Igreja, principalmente americanos. 

Até que em 1934, assume a função o Pr. José de Miranda Pinto e a igreja se muda para o templo da rua Hermengarda. Os 30 anos de muitos serviços no pastorado e seminário Betel, fundado em 1939, do Pastor os credenciaram a ser nome do Colégio Estadual Pastor Miranda Pinto, na Praça Avahy, em 1971 ao lado da G.Bernanos, já existente no Cachambi. O Pastor falecera 4 anos antes, em 1967. A antiga igreja é demolida e recebe o edifício Miranda Pinto, já utilizado pelo coral da Igreja Batista nos saudosos espetáculos das Janelas de Natal. Sua esposa e viúva D. Tabita Kraul era da Letônia, e fugiu quando a União Soviética a invadiu. Em 1946 se casou com o Pastor Miranda Pinto, e desde seu falecimento deu continuidade ao trabalho do Pr. até os anos 2000, quando a idade a fez descansar (2010). Seus filhos, Benoni (falecido em 2021) e Neander Kraul, também se formaram pastores. 

 

 

O nosso trem segue seu percurso, passa por Engenho Novo, Sampaio, Riachuelo, Rocha. No Rocha está o Clube dos Submentes e Sargentos do Exército o qual fui administrador conto este fato em meu primeiro livro, do Rocha passa por São Francisco Xavier, Mangueira, Maracanã, São Cristóvão estas estações foram objetos de comentários em nosso primeiro livro. Chegamos à estação de Lauro Muller, descemos as escadas e estamos na Praça da Bandeira 

 

Enquanto aguardamos os ônibus os quais nos levaram a Buenos Aires, vamos até a casa de minha tia em São Gonçalo. 

Nas viagens que fazíamos a casa de minha tia, era adolescente, saíamos de casa no bairro  Comari  em Campo Grande, iamos até a estrada do Monteiro, embarcávamos no bonde e chegávamos ao centro de Campo Grande e pegávamos o trem até a Central do Brasil, estação D. Pedro II, da Central seguíamos pela Av. Marechal Floriano e admirávamos os monumentos, no início logo a esquerda, o Ministério do Exército, Palácio Duque de Caxias, a direita, em frente ao Palácio Duque de Caxias o Pantheon, onde encontram-se os restos mortais de Duque de Caxias , Luiz Alves de Lima e Silva e de sua esposa, Ana Luísa de Loreto Carneiro Viana, Duquesa de Caxias. Na frente do Pantheon  vista para Av. Presidente Varga e o Campo de Santana, a escultura equestre do Duque de Caxias. 

Seguindo em frente o antigo Palácio do Itamarati, mais à frente o prédio da Light, atualmente museu, em seu interior uma réplica do bonde que circulava no Rio de Janeiro. 

Seguindo, junto a esquina com a rua Camerino o antigo e memorável Colégio D. Pedro II, hoje uma triste lembrança daquela época, atualmente inteiramente e em todo seu entorno pinchado, não lembra mais o seu tempo glorioso de um dos melhores Colégios do Rio de Janeiro, quiçá, do Brasil.  

Após atravessarmos a Av. Rio Branco encontramos vário bares vendendo como aperitivo siris de oceano, grandes, enormes, depois de cozidos, vermelhos nunca tinha visto daquele tamanho.  

Seguindo, mais à frente na esquina junto a Rua Primeiro de Março encontra-se a Igreja Batista da Esperança, fundada e organizada pelo Pastor David Gomes em 1966, foi seu Pastor por muito tempo, meu professor no Seminário Teológico Batista Betel. Também diretor da Sociedade Batista de Missões Nacionais, da Convenção Batista Brasileira.  

Continuando nossa caminhada a esquerda o Edifício da Marinha, Primeiro Distrito Naval, em frente à histórica Praça XV de Novembro. 

Breve história da Praça XV 

A importância histórica e política da Praça KV, como o Paço Imperial e o Palácio Tiradentes. A praça também possui quatro monumentos históricos: o Chafariz do Mestre Valentim; a Estátua Equestre de Dom João VI; a Estátua Equestre do General Osório; e a Estátua do Almirante Negro. 

A praça recebeu esse nome por homenagear o dia 15 de novembro de 1889, marcado pela Proclamação da República do Brasil. Nesse dia, foi instaurada a república federativa presidencialista no Brasil, em substituição à monarquia constitucional parlamentarista em vigor desde 1822. 

 

No governo do vice-rei dom Luís de Vasconcelos, foi construído o Chafariz do Mestre Valentim, inaugurado em 1789 e que é até hoje um dos símbolos da praça. Sua função era abastecer com água, além da população, as embarcações que ancoravam perto da praça”. (Wikipédia-Praça KV) 

Logo a seguir a estação das barcas que ligam a cidade do Rio de Janeiro a Niterói,  

 Diversos do prédio é um imponente exemplar de um dos estilos vigentes — ao menos dos prédios públicos e palacetes — da época.  

Mas esta estação não foi a primeira a operar o transporte de passageiros pela Baía de Guanabara. A utilização da baía, inclusive, é muito anterior à invasão dos portugueses. Os tupinambás já utilizavam canoas para se locomover entre suas diferentes margens e, a partir do século XVI, os colonizadores usaram, por anos, as mesmas canoas indígenas, até que barcos e faluas – movidos por remadores escravizados – passassem a Localizado na histórica Praça XV. 

A construção do edifício foi iniciada durante a gestão do prefeito Pereira Passos, em 1904, e sua inauguração se deu em 1912. A arquitetura eclética (que combina elementos de estilos arquitetônicos diversos) do prédio é um imponente exemplar de um dos estilos vigentes — ao menos dos prédios públicos e palacetes — da época.  

Já a navegação a vapor, depois de uma primeira tentativa malsucedida em 1817, foi iniciada em 1835. No dia 14 de outubro daquele ano, o serviço da Sociedade de Navegação de Nictheroy entrou em funcionamento, com três barcas inglesas denominadas Praiagrandense, Niteroiense e Especuladora, que começaram a fazer o trajeto entre a então Corte imperial e a cidade de Niterói. 

O atracadouro era na antiga Praia de Dom Manuel, localizada à direita da atual Praça XV — e, à época, um dos principais portos da cidade. Além desse, havia ainda outros pontos de embarque e desembarque dos vapores, tais como nas praias do Caju, Botafogo e São Cristóvão. Esses portos – já em atividade antes do surgimento das barcas a vapor – perderam importância e, a partir dos anos 1860, o transporte para as regiões das zonas sul e norte passou a ser feito na Praça KV 

Embarcamos na barca, fomos para um mirante na proa superior e ali admiramos as paisagens, ao partir, logo a direita o aeroporto Santos Dumont, junto dele a Escola Naval situada na ilha de Villegagnom. 

Breve história da Ilha de Villegagnon 

Denominada como ilha de Serigipe pelos indígenas, e como Ilha das Palmeiras pelos conquistadores portugueses, a sua atual denominação é uma homenagem ao primeiro colonizador, o almirante francês Nicolas Durand de Villegagnon, que a invadiu em 1555, nela erguendo o Forte Coligny, quando da tentativa de estabelecimento da França Antártica 

Durante a invasão, colonos protestantes calvinistas realizaram na ilha o primeiro culto e celebração, nas Américas, da Santa Ceia, conforme as doutrinas reformadas. Pouco tempo depois estes missionários foram questionados por Villegagnon, que os obrigou a declararem os termos de sua fé e, em seguida, foram martirizados. Esta declaração de fé ficou conhecida como a confissão da Guanabara. Em 24 de março de 2007, foi inaugurado um marco na ilha em memória destes acontecimentos. 

Em 15 de março de 1560, com a chegada de Amador de Medeiros com reforços oriundos da Capitania de São Vicente,[1][2] teve lugar o ataque dos portugueses comandados por Mem de Sá, que desembarcou tropas e artilharia na Ilha. Dois dias mais tarde os franceses abandonaram o forte, procurando refúgio junto aos Tamoios 

A fortaleza foi arrasada e, no dia 17 de março foi celebrada a primeira missa portuguesa na ilha. 

Após a Independência do Brasil, a ilha foi transferida para a Marinha e, a partir de 3 de dezembro de 1843 passou a sediar o Corpo de Imperiais Marinheiros. 

Em 1935 iniciaram-se as obras de construção da tradicional Escola Naval, sob responsabilidade da Marinha do Brasil, inauguradas em 11 de junho de 1938”. (Wikipédia-Ilha de Villegagnon) 

Ao fundo da Baia a ilha de laje, o Forte São João, mais ao fundo o Pão de Açucar, do lado esquerdo, logo na entrada da Baia a Fortaleza de Santa Cruz da Barra 

A Fortaleza de Santa Cruz da Barra, localizada em Niterói, é uma das construções militares mais importantes do Brasil, com uma história rica que remonta ao período colonial. 

  • Origem e Construção: Sua construção começou em 1555, durante a ocupação francesa liderada por Nicolau Durand de Villegaignon. Inicialmente, era uma estrutura simples, com apenas dois canhões, criada para proteger a entrada da Baía de Guanabara contra invasões. 

  • Desenvolvimento Estratégico: Após a expulsão dos franceses, os portugueses assumiram o controle e expandiram a fortaleza, tornando-a uma peça-chave na defesa da região. Durante os séculos XVII e XVIII, a fortaleza foi continuamente reforçada para resistir a ataques de inimigos estrangeiros. 

  • Importância Histórica: Ao longo dos séculos, a Fortaleza de Santa Cruz desempenhou um papel crucial na proteção do Rio de Janeiro, especialmente contra invasões marítimas. Ela também foi palco de eventos históricos significativos, como a resistência a ataques franceses e holandeses. 

  • Patrimônio Nacional: Em 1939, a fortaleza foi tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional, reconhecendo sua relevância cultural e arquitetônica. Hoje, é um marco histórico e turístico, oferecendo visitas guiadas que permitem explorar suas muralhas, canhões e vistas deslumbrantes da Baía de Guanabara. 

A Fortaleza de Santa Cruz é um testemunho vivo da história militar e colonial do Brasil, preservando memórias de um passado que moldou a identidade do país”. (Copilote-Microsoft) 

Atravessamos a baia de Guanabara e logo a direita a antiga oficina das barcas, hoje estão os prédios da UFF. 

Próximo a oficina das barcas a praia de Boa Viagem. 

Ilha da Boa Viagem localiza-se no interior da baía de Guanabara, na cidade de Niterói, estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Encontra-se descrita em diversos relatos e retratada em pranchas dos séculos XVIII e XIX como um local paradisíaco, para o que contribuíram as suas características naturais, com grutas e vegetação submersas, tornando-a em um incomparável pesqueiro. 

O local foi batizado de Ilha da Boa Viagem porque os navegadores que chegavam ou saíam da Baía de Guanabara se ajoelhavam no convés das embarcações para agradecer a boa viagem que teriam tido ou para pedir a bênção para uma nova viagem fora da Baía. Eram comandantes e marinheiros que ajudavam a manter o local, e os donativos eram dados de acordo com a distância da viagem”. (Wikipédia-Prefeitura Municipal de Niterói) 

 

 

Chegamos a Niterói, desembarcamos da barca, somos recebidos pela estatua, do índio Araribóia, considerado fundador da cidade de Niterói,  

Arariboia (do tupi araryboîa, "araramboia";[3] Ilha de Paranapuã, c.1520Niterói, 1589) foi um chefe do povo temiminó, pertencente à etnia tupi, que habitava o litoral brasileiro no século XVI. Ao ser batizado pelos jesuítas, recebeu o nome cristão de Martim Afonso de Sousa, em homenagem ao donatário da Capitania de São Vicente, Martim Afonso de Sousa.[4] 

Ficou conhecido na história devido à sua aliança com os portugueses, fundamental para a conquista da baía de Guanabara frente aos tamoios e franceses, em 1567. Como recompensa, recebeu da coroa portuguesa a propriedade de terras localizadas na entrada da baía de Guanabara. Ali foi estabelecida a aldeia de São Lourenço, que futuramente daria origem à cidade de Niterói, da qual é considerado o fundador”. (Wikipédia-Araribóia) 

Neste local embarcamos no bonde em direção a São Gonçalo, chegamos ao bairro Barreto, Covanca, onde nasci, há uma bifurcação, para a esquerda o Bairro Neves não nos interessava, o nosso trajeto era o do lado direito, via Dr. March 

Antes de minha tia comprar o terreno e construir sua casa no Galo Branco, ela morava no bairro Barro Vermelho, próximo a casa dela havia um córrego cheio de peixinhos, chamava-os de barrigudinhos, pegávamos umas minhocas fininhas e amarrávamos na linha de pesca e os peixinhos as comiam e se engasgavam era a nossa pescaria, retornávamos os peixinhos pescado a água, erámos pequenos,  

O bonde seguia até o rodo em São Gonçalo, onde pegávamos o ônibus para o Galo Branco. 

Breve história de São Gonçalo 

“A região onde está situado o município era primitivamente habitada por índios tamoios que foram surpreendidos pelos primeiros conquistadores, portugueses e franceses. São Gonçalo foi fundado em 6 de abril de 1579 pelo colonizador Gonçalo Gonçalves.  

Seu desmembramento, iniciado no final do século XVI, foi efetuado pelos jesuítas, que instalaram uma fazenda na zona conhecida como Colubandê no começo do século XVII, às margens da atual rodovia RJ-104. 

Em 1646, foi alçada à categoria de paróquia, já que, segundo registros da época, a localidade-sede ocupava uma área de 52 km², com cerca de seis mil habitantes, sendo transformada em freguesia. Visando à facilidade de comunicação, a sede da sesmaria foi posteriormente transferida para as margens do rio Imboaçu, onde foi construída uma capela, monumento atualmente restaurado. O conjunto de marcos históricos remanescentes do século XVII inclui a fazenda Nossa Senhora da Boa Esperança, em Ipiíba, a propriedade do capitão Miguel Frias de Vasconcelos, no Engenho Pequeno, a capela de São João, o porto do Gradim e a Fazenda da Luz, em Itaóca; todas as lembranças do passado colonial de São Gonçalo”. (Wikipédia-São Gonçalo) 

Quando chegávamos na casa de minha tia, era uma festa. 

  Breve história da Igreja Batista em São Gonçalo 

  A história centenária da Igreja Batista de São Gonçalo começa em 1915 com um ponto de pregação. Em 1917 foi oficializada como congregação; a primeira Congregação da Primeira Igreja Batista de Niterói. No ano de 1919 tornou-se Igreja, situada na rua Coronel Moreira César 175, a Primeira Igreja Batista em São Gonçalo. No início, a igreja foi liderada pelo irmão Otaviano, pois o pastor Manoel Avelino pastoreava a Pib em Niterói e cuidava de outras igrejas. No entanto, os membros da Pib em São Gonçalo solicitaram seu retorno, o pastor Avelino ficou à frente da igreja até 1930.                     

  Neste mesmo ano, o evangelista Waldemar Zarro assumiu o cargo de pastor-presidente. Conhecido por ser um homem ativo e envolvido com as causas sociais, o pastor Waldemar Zarro deixou sua contribuição para o município de São Gonçalo com a construção de um asilo, uma escola, o auxílio na construção do Hospital Luiz Palmier além de participar das mobilizações para recolhimento de agasalhos e cobertores. Na década de 1960 Waldemar Zarro inaugura um novo templo (o templo atual). O antigo templo, que ficava ao lado, permaneceu ali até 1990. O pastor Waldemar Zarro construiu, junto com a igreja, três santuários para abrigar a PIBSG, inclusive o atual. Em maio de 1974, Waldemar Zarro é recolhido para junto do Pai. A igreja escolhe o jovem gaúcho Mauro Israel para dar continuidade a essa jornada. Em abril de 2002, aos 52 anos, Mauro Israel retorna a sua pátria celestial. Com um intervalo de dois anos, a Primeira Igreja Batista em São Gonçalo escolhe Levi Rodrigues de Mello como seu pastor-presidente. Um novo ciclo se inicia na Pib em São Gonçalo. (Portal da Primeira Igreja Batista em São Gonçalo pibsg@pibsg.org.br) 

   

Nesta Igreja, por muitos anos meus avós, Theófilo Ferreira Pinto e Emiliana Ferreira Pinto, minha mãe Debora Pinto Neves. meus tios, Waltrudes Pinto de Freitas, ele tocava clarinete, minha tia, Maria Isabel, apelidada de menina, Silas, Seminarista do Seminário Teológico Betel e Emanuel Ferreira Pinto (a todos in memoriam) todos eles estão nas moradas celestiais. Meus primos, Carlos Alberto, Carlinhos, Aécio, Henrique, Ledi, Eunice, chamamos de Nicinha e Silas Pinto de Freitas, foram por muito tempo membros desta memorável Igreja. 

Minha tia amava ler livros clássicos e quando lá estávamos ela fazia um sarau, e comentava alguns desses livros, aguçando nosso interesse em lê-los, o que fazíamos, alguns desses livros: Don Quixote de La Mancha, Robinson Crusoé, Sargento de Milícias, Cortiço e outros, um sensacional encontro cultural entre nós. 

Retornamos a Praça da Bandeira 

A Praça da Bandeira leva este nome por ter sido nela erguida pela primeira vez a nova Bandeira Brasileira em 19 de novembro de 1889, quando foi criada a república. 

 

Após a Proclamação da República, em 1889, houve no local a cerimônia de hasteamento do novo modelo atual de nossa bandeira, o que aliás, deu origem ao nome da nova praça”. (Rio de Outrora) 

 

A estação Lauro Muller, junto a Praça da Bandeira. foi inaugurada em 12 de novembro de 1907, após a Estrada de Ferro Central do Brasil modificar o leito da linha entre as estações Pedro II e São Cristóvão." Comissão Construtora do Cais do Porto, o diretor Francisco de Paiva Ramos, pelo ofício 605, de 25 de maio de 1903, sugeriu a elevação da linha entre São Cristóvão e São Diogo, acabando com a travessia das passagens de níveis das ruas Praia Formosa, Figueira de Melo e São Cristóvão. Aprovada a ideia. Os trabalhos de elevação da linha, que incluíam a construção do viaduto metálico por onde ela atravessa o Mangue, perto da Leopoldina. Com a elevação, São Diogo perdeu a sua importância, e surgiu a estação de Lauro Muller, nome do ministro da Viação da época, que inaugurou a obra com Afonso Pena, presidente da República. 

Com as obras realizadas e entregues em 12 de fevereiro de 1942, o acesso à estação de Lauro Muller passou a ser realizado pela Praça da Bandeira. 

Na década de 2000, a estação foi rebatizada com o nome da praça onde está localizada”, (Wikipédia-Praça da Bandeira) 

Na Praça da Bandeira. Lembro-me, quando Sargento, estava fardado, atravessava a praça, veio em meu sentido contrário o Pastor Feliciano Amaral, cantor Batista renomado (in memoriam), ao vê-lo, pensei que fosse um Coronel conhecido, prestei a continência, ele riu, continuou seu caminho, acho que ficou surpreso. 

Na data programada para a viagem esperamos os ônibus na Praça da Bandeira, no Centro do Rio de Janeiro, eram três ônibus.

Esses ônibus tinham na fuselagem a foto do Zé  Carioca, um papagaio estilizado pela Disney como símbolo do povo brasileiro, no filme Aquarela do Brasil.

Instalado nos ônibus seguimos pela Via Francisco Bicalho, depois Avenida Brasil, na altura da Penha, depois do Mercado São Sebastião, entramos na rodovia Washington Luiz, porquanto não havia passagem pela Serra das Araras na rodovia Dutra, nem entrada, como atualmente, no Arco Metropolitano, a rodovia Dutra fora destruída pela chuva, na época era apenas uma via, subida e descida, foi necessário construir uma outra pista para subir.

Inicialmente Três Rios era identificado por entre Rios, vejamos sua história. 

Breve História do Município de Três Rios  

A referência mais remota sobre o território do município de Três Rios data do início do século XIX, quando Antônio Barroso Pereira obteve, por requerimento de 16 de setembro de 1817, “terras de sesmaria no sertão entre os rios Paraíba e Paraibuna…” É no teor da concessão da referida sesmaria, exarada pela coroa portuguesa, que se identifica a origem da primeira toponímia do município “Entre Rios”. 

A 14 de dezembro de 1938, pelo decreto 634, o distrito de Entre-Rios conseguiu a sua emancipação político-administrativa e o novo município foi instalado a 1º de janeiro de 1939. 

Todavia, o município, nascido com a toponímia de Entre-Rios, viu-se no início dos anos 40 obrigado, por órgãos federais, a mudar a sua denominação pela triplicidade do nome existente em outros municípios brasileiros. A partir de 31 de dezembro de 1943, pelo decreto-lei 1056, o município de Entre-Rios passou a chamar TRÊS RIOS, numa clara conotação aos três mais importantes rios que cortavam o seu território os rios Paraíba do Sul, Piabanha e Paraibuna”. (Portal do Município de Três Rios) 

 

Seguimos, passamos por Paraíba do Sul, tenho gratas lembranças deste Município, uma estância mineral, onde o atual Senador Pastor Magno Malta, junto com Pastor José Francisco Veleso e o Pastor Jonathan criaram a clínica de recuperação para jovens dependentes químicos, a OPTA, para viciados em álcool, alcoólatras e drogas e fundaram a Igreja Batista Betel.  

Meu filho era alcoólatra e dependente de drogas, por muito tempo lutamos contra esta situação, quando descobrimos esta clínica ficamos esperançosos, certa vez caminhando com o meu filho por uma estrada que dá cesso a nossa casa, ele em dado momento disse-me que desejava tirar a cabeça do corpo e lançá-la ao solo e chutá-la, perguntei-lhe se desejava ir para esta clínica, disse que sim, era a grande oportunidade de levá-lo para a clínica, entramos em contato com os responsáveis da clínica e o preparamos para no outro dia levá-lo, nesta época não possuía carro, minha filha mais velha, conseguiu uma condução com um vereador de nosso município, cedeu seu veículo e dois segurança para levá-lo, no outro dia o carro chegou, meu filho sumiu, como eu tinha ideia por onde ele andava, fui procurá-lo, encontrei e embarcamos ele junto com os seguranças e minha filha, ele foi para a clínica, ali ficou nove meses, sua recuperação foi fantástica, tornou-se um fiel servo de Jesus Cristo e atualmente é Pastor de uma Igreja da Assembleia de Deus. 

Breve história de Paraíba do Sul 

 

Conhecida como “Rainha das Águas Minerais”, Paraíba do Sul é a mais antiga estância hidromineral do Estado do Rio de Janeiro e está situada na região Turística conhecida como Caminhos Coloniais, a 135 km da capital e faz parte do roteiro da Estrada Real com o caminho novo, que foi a alternativa ao Caminho do ouro que saia de Minas em direção ao Rio de Janeiro.  

Com um relevo predominantemente montanhoso, a cidade destaca-se muito por sua natureza. Porém, suas maiores atrações estão ligadas à religião e à história, devido ao seu acervo histórico exuberante.  

Em 1681, Garcia Paes, filho do bandeirante Fernão Dias, descobriu um remanso no rio Paraíba do Sul que possibilitaria o encurtamento do tráfego entre as Minas Gerais e o Porto do Rio de Janeiro em aproximadamente 15 dias. 

A cidade também conta com o Museu Histórico de Tiradentes, praças e pontes históricas, Pontos de Artesanato, Manifestações Culturais, Vinícola, Alambiques e uma Estação Ferroviária centenária, além de sua natureza exuberante.  

O Museu Histórico de Tiradentes, no distrito de Inconfidência, também chamada de Sebollas, recebeu parte dos despojos mortais do mártir da Inconfidência e objetos pessoais. Tiradentes pregou seus ideais de liberdade em nossas aldeias e estradas”. (Portal do Município de Paraíba do Sul) 

Continuando entramos em Volta Redonda 

Quando havia folga na AMAN, visitava este Município, pois no Colégio Batista muitos companheiros da Primeira Igreja Batista em Campo Grande eram funcionários deste colégio, ia para vê-los, vez enquanto, fazíamos evangelismo pessoal em cidades adjacentes. 

Somente em 1744, no entanto, os primeiros desbravadores denominaram a curiosa curva do Rio Paraíba do Sul, de Volta Redonda, quando a região era explorada apenas por garimpeiros em busca de ouro e pedras preciosas. 

Por volta de 1860, foi criado o primeiro núcleo urbano, chamado Arraial de Santo Antônio da Volta Redonda. A navegação pelo Rio Paraíba do Sul entre Resende e Barra do Piraí teve grande expansão nas décadas de 1860 e 1870, período em que a Estrada de Ferro D. Pedro II também chegaria à região.   

Em 1941 tem início o ciclo de industrialização de Volta Redonda, escolhida como local para instalação da Usina Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em plena II Guerra Mundial, marcando as bases da industrialização brasileira. 

Este interessante acidente geográfico - a volta redonda - que havia sido berço de nações indígenas como a dos Puris e Acaris, que teve a presença de grandes exploradores, barões do café, escravos, barqueiros e agricultores, cedia lugar aos operários vindos das mais diversas regiões. Seus novos moradores perceberam a desvantagem da dependência do distrito para com o município-sede em 1954. Após uma série de marchas políticas, Volta Redonda conquista sua emancipação em 17 de julho, marcando um novo ciclo no desenvolvimento de sua história. Em 1973, o município foi considerado Área de Segurança Nacional, situação que prevaleceu até 15 de novembro de 1985, quando foram restabelecidas a eleições direta para prefeito”.(Wikipédia-Volta Redonda) 

História do Colégio Batistas de Volta Redonda 

 

 

Saindo de Volta Redonda adentramos em Barra Mansa 

Breve História de Barra Mansa 

Barra Mansa teve o território desbravado em fins do século XVIII, formando-se o núcleo original às margens dos caminhos das tropas que demandavam o interior do país. O povoado passou a atuar como base de abastecimento dos fluxos migratórios desencadeados pela mineração. 

Graças à excelente posição geográfica, o local foi perdendo o caráter de ponto de pousada e passou a expandir as funções comerciais. A consequente atração de colonos para suas terras, no início do século XIX, fez com que o café despontasse como principal produto. 

 

Em 1832, o governo decretou a criação do município, com desmembramento de terras de Resende. Em 1857, a vila de Barra Mansa foi elevada à categoria de cidade. A exaustão dos solos mais férteis e a liberação do braço escravo provocaram o declínio da cafeicultura e o êxodo rural. A cultura do café cedeu lugar à pecuária de corte extensiva, evoluindo posteriormente para a produção leiteira. 

No final da década de 30, teve início o desenvolvimento industrial do município, com a implantação de setores ligados às indústrias alimentares. O grande marco da expansão industrial no Brasil, deflagrada no pós-guerra, foi representado pela instalação, na década de 40, da primeira usina da CSN, em Volta Redonda, na época ainda distrito de Barra Mansa. A indústria metalúrgica e mecânica se estabeleceu na década de 50. 

A cidade foi formada na margem direita do Rio Paraíba do Sul e cresceu longitudinalmente ao longo do mesmo. Na década de 40, surgiram soluções verticais e os bairros residenciais alastraram-se e ocuparam vales próximos e áreas distantes. 

Barra Mansa e Volta Redonda, juntas, exercem influência direta sobre grande parte da Região do Médio Paraíba, bem como sobre a porção meridional do Centro-Sul fluminense. Devem tal condição ao fato de abrigarem conurbação, representada pelas duas sedes. O crescimento está relacionado à implantação da CSN, que desempenhou papel multiplicador na atividade industrial da região, com consequente aumento de serviços. (https/barra mansa.org.br.) 

Uma viagem de sonho, estava encantado, seria a primeira vez que visitaria um país estrangeiro

Saímos de Barra Mansa e entramos na rodovia Presidente Dutra, seguimos passamos por várias cidades, uma delas Resende onde está a AMAN, contei alguns fatos vivido por mim neste estabelecimento de ensino, da cidade pouco falei, há na cidade de Resende duas Igrejas Batista a Primeira e a Central, era mais assíduo na Igreja Central e pouco na Primeira Igreja, sendo que aos fins de semana em minha folga na AMAN viajava para o Rio de Janeiro, quase não ficava em Resende. 

Após a refeição seguimos em frente, passamos por várias cidades ao longo da rodovia, chegamos em São Paulo a noite. 

Três pessoas de São Paulo que compraram passagem de avião, desejavam trocar conosco as passagens de avião, eu não aceitei a troca, deixar uma viagem que me parecia uma aventura, por uma insossa, não mesmo.

Saímos de São Paulo, pegamos a Régis Bittencourt, seguimos em frente. Interessante são as nuances da natureza, as montanhas, com seus matiz verdes e os vales, um verde escuro, as cerrações, como tufos de algodão dividindo as montanhas pelo meio, ou surgindo dos vales como fumaça.

Subimos a Serra Gaúcha a noite, a lua nos fez companhia, fui para frente, próximo ao motorista, para admirar tão bela aparição.

Fizemos uma parada em Santa Maria, fomos ver a Catedral, concidentemente era a formatura dos alunos da Universidade, juntamos a eles.

Cantamos várias música, dentre elas, "O Luar do Sertão".

Logo depois seguimos viagem, passamos por Belo Horizontino, chegamos a Porto Alegre, fizemos uma parada técnica no Colégio Batista, tivemos um dia para conhecer a cidade.

Subimos o morro da antena de televisão, lá de cima uma visão deslumbrante, a  imponência do Rio Guaíba, em sua margem esquerda o estádio de futebol, o Beira Rio, casa do Internacional, visitamos o monumento ao Gaúcho, o Laçador, símbolo do Gaúcho: 

"A estátua do Laçador (ou monumento ao Laçador) é um monumento da cidade de Porto Alegre. É a representação do gaúcho pilchado. Foi definida por lei municipal como Símbolo Oficial de Porto Alegre em 1992. Sua autoria é do escultor pelotense Antônio Caringi. 

A estátua foi tombada como patrimônio histórico de Porto Alegre em 2001. O monumento é feito de bronze, tem 4,45 metros de altura e pesa 3,8 toneladas. A estátua tem um pedestal de granito trapezoidal de 2,10 metros de altura. obra definitiva a ser instalada em Porto Alegre foi esculpida em bronze e inaugurada em 20 de setembro de 1958, data comemorativa a Revolução Farroupilha, no Largo do Bombeiro". (Extraído da Wikipédia)

No outro dia pela manhã, seguimos nossa viagem, passamos pela ponte móvel, essa ponte eleva-se em duas seções para passagem de navios, ao passarem, volta ao normal.

"Ponte do Guaíba, cujo nome oficial é Ponte Getúlio Vargas, É uma ponte móvel, sendo a primeira de quatro pontes da Travessia Régis Bittencourt, com extensão total de 7,7 km, localizada sobre o Lago Guaíba na cidade de Porto Alegre, capital do estado brasileiro do Rio Grande do Sul. 

Considerada um dos principais cartões-postais de Porto Alegre, ela liga a capital ao sul do estado, na intersecção das rodovias BR-116 e BR-290. Seu trajeto é praticamente o mesmo da rota de aproximação para a cabeceira 11 do Aeroporto Internacional Salgado Filho, então, às vezes, é possível ver aviões preparando-se para pousar no aeroporto.

Até a década de 1950, a travessia sobre o lago, de Porto Alegre até a cidade de Guaíba, na Grande Porto Alegre, era feita por balsas, que saíam da Vila Assunção, na Zona Sul de Porto Alegre. Com a saturação do sistema de travessias por balsa, a partir de 1953, começou-se a discutir alternativas. Foram apresentados doze projetos de cinco empresas.

Foram propostas a construção de uma ponte na Vila Assunção ou uma ponte ou túnel saindo da região central de Porto Alegre. A proposta vencedora foi a de uma ponte que aproveitasse as ilhas sobre o lago. 

O projeto da ponte foi elaborado na Alemanha, em 1954, e analisado no Laboratoire Dauphinois d'Hidraulique, em Grenoble, na França. 

O contrato foi assinado em 26 de outubro de 1954 pelo governador Ernesto Dornelles e a obra iniciou quase um ano depois, em 20 de outubro de 1955. 

A construção teve cerca de 3,5 mil operários envolvidos na obra. A ponte foi inaugurada em 28 de dezembro de 1958, durante o governo de Ildo Meneghetti no estado do Rio Grande do Sul, com apenas um trevo de acesso, voltado para o centro da cidade. Foi no governo de Leonel Brizola que, sendo  os outros acessos foram concluídos". (Extraído da Wikipedia)

Chegamos a Pelotas

Município do Rio Grande do Sul, fica às margens da Lagoa dos Patos, sendo a quarta cidade mais populosa do Estado do Rio Grande do Sul.

“O nome do município, “Pelotas”, teve origem nas embarcações de varas de corticeira forradas de couro, usadas para a travessia dos rios na época das charqueadas. Charqueada é uma área rural onde se produz o charque, onde a carne salgada é exposta para o processo de desidratação.

A primeira referência histórica sobre o município de Pelotas (RS) tem a data de 1758, quando Gomes Freire de Andrade, Conde de Bobadela doou, ao coronel Thomáz Luiz Osório, as terras que ficavam às margens da Lagoa dos Patos. Fugindo da invasão espanhola, em 1763, muitos dos habitantes da Vila de Rio Grande (no extremo Sul do Brasil) buscaram refúgio nas terras de Osório. A eles vieram juntar-se os retirantes da Colônia do Sacramento, entregue pelos portugueses aos espanhóis em 1777, cumprindo o tratado de Santo Ildefonso assinado entre os dois países.

Em 1780, o português José Pinto Martins, que abandonara o Ceará em consequência da seca, funda às margens do Arroio Pelotas a primeira charqueada, valendo-se da abundância de gado a esmo pelos campos. A prosperidade do estabelecimento, favorecida pela localização, estimulou a criação de outras charqueadas e o crescimento da região, dando origem à povoação que demarcaria o início da cidade de Pelotas. Tanto o charque quanto o couro eram exportados, principalmente para a França, pelo porto localizado à margem do Canal São Gonçalo que liga as lagoas dos Patos e Mirim, o que gerou enorme riqueza.

Fundada em 1812, por iniciativa do padre Pedro Pereira de Mesquita, a Freguesia de São Francisco de Paula passou a condição de vila em 1832. Três anos depois, foi elevada à categoria de cidade com o nome de Pelotas, em homenagem às rústicas embarcações feitas com couro animal e quatro varas corticeiras, para a travessia dos rios.  A cidade prosperou devido às charqueadas e aos curtumes, transformando-se, nas primeiras décadas do século XIX, de incipiente povoação que era ao final do século XVIII em verdadeira capital econômica da região, mantendo-se durante todo aquele século como uma das mais ricas e adiantadas cidades da Província do Rio Grande do Sul.

Os navios que levavam o charque para o Nordeste traziam de volta grandes quantidades de açúcar, transformado, no interior dos casarões pelotenses, em doces finos. Além de ser considerada a “cidade do charque”, Pelotas recebeu o título de Capital Nacional do Doce, especialmente em função da produção doceira, oriunda do intercâmbio charque-açúcar. A integração do Rio Grande do Sul ao mercado nacional deu a Pelotas o título de uma das mais importantes cidades do interior do Brasil, durante o século XIX.

Habitaram a cidade nove barões, dois viscondes e um conde, o que rendeu à sua sociedade a pecha de “aristocracia do charque” ou os “barões da carne-seca”, enquanto a economia se desenvolvia em função da produção do charque, pedaços de carne salgada secos ao sol. Os recursos gerados por essa atividade permitiram o desenvolvimento de uma arquitetura eclética de alta qualidade, capaz de chamar a atenção de viajantes e forasteiros.

Os bens tombados apresentam uma semelhança importante: compartilham uma história comum, em maior ou menor grau, relacionada com o ciclo do charque. Ao longo do século XX, a região também se consolidou como a maior produtora de pêssego para a indústria de conservas do país, além de outros produtos como aspargo, pepino, figo e morango. O município sediou um grande parque agroindustrial de conservas alimentícias, além da maior capacidade de abate de bovino no âmbito estadual, tornando-se um grande beneficiador de peles e couros". (IPHAN)c


De Pelotas seguimos para Jaguarão, divisa ao sul do Brasil com Uruguai, após a liberação da alfândega em Rio Bonito, atravessamos para o Uruguai, muitas mulheres com trajes típico de camponesa, ofereceram-se, por um bom preço, tirarmos fotos delas conosco, recusamos, pois ainda havia muitos lugares para ir e precisaríamos de dinheiro. 

Chegamos a noite na cidade Treinta e Três no Uruguaio, havia na praça uma festa, como se fosse um grito de carnaval.

"O departamento de Treinta y Tres foi constituído em 1884, com territórios pertencentes aos departamentos de Cerro Largo e Minas (atualmente Lavalleja). Possui este nome em homenagem aos Trinta e Três Orientais, que liderados por Juan Antonio Lavalleja, lutaram pela independência da antíga Província Cisplatina (o atual Uruguai) do Império do Brasil". (Extraído da Wikipedia)

Não ficamos para a festa, seguimos para Montevideo, lá hospedamos num hotel.

 

O outro dia foi livre, tiramos para conhecer a cidade. Interessante que acostumados por montanhas, não vimos nenhuma, a cidade é baixa, algumas elevações sem característica de montes elevados. Visitamos a praça Lá Carreta, onde existe um monumento de um carro de boi, Lá Carreta

 

É um monumento histórico, foi inaugurado em 14 de Outubro de 1934.

 

No Parque há um lago, onde passeamos de pedalinho, o amigo nosso perdeu a carteira, os documentos e uma quantia em dinheiro, eu e o Jeremias nos cotizamos para nada lhe faltar, a sorte que o passaporte ficava com os líderes do passeio.

 

No outro dia pela manhã fomos para Colônia, província no Uruguaio, embarcamos no barco que faria a travessia do Rio de La Plata, interessante que não avistávamos o outro lado do Rio, as margens em Buenos Aires.

 

Havia os aerobarcos mais velozes, faziam em uma hora, enquanto o nosso barco mais lento aproximadamente 2 horas.

 

Chegamos a Buenos Aires, fomos recebidos por uma família, onde ficaríamos hospedado, o local para onde fomos chamava -se Ciudadela.

 

 O local era próximo das reuniões do Congresso, um segredo, não fui a nenhuma reunião temática, preferi conhecer a cidade, só ia ao local para as refeições, saia com umas garotas chilenas, três, ou de uma paraguaia, conheci o entorno da casa rosada, Palácio do Governo Argentino, a Praça de Maio, o Obelisco, o zoológico e a Calle Formosa em Buenos Aires.

 

Como não conhecia direito o comportamento argentino, preferi as pizzarias.

 

Comprei uma calça, veio com defeito, fui enganado.

 

Fizemos, junto com o grupo, um tour de barco pelo Rio Tigre, visitamos algumas ilhas No ultimo dia, no domingo, houve o encerramento do Congresso no Estádio do Idependiente, ao final, a paraguaia convidou-me para ir numa Igreja em Assumpcion, não me lembro se era a Igreja dela ou de algum parente, lá fui eu, o culto terminou tarde e vim para o centro de Buenos Aires, já era mais de dez horas, o metrô estava fechado, fui obrigado ir de ônibus, não sabia o local onde saltar, vi alguns outdoor, na intuição, achei que era o local, pedi para parar o ônibus, pela graça de Deus, era o local que eu estava hospedado. Não perguntei a ninguém, pois achei que seria enganado.

 

No outro dia, o retorno, voltamos via Uruguai, passamos por Punta del Este, os uruguaios muito solicitos, diferentes dos argentinos, só caçoava de nós, por motivo de termos perdido a Copa do Mundo em 1950 para eles, os uruguaios. Comprei um boneco com as características do Gaúcho uruguaio e dei para minha mãe.

 

O restante da viagem de retorno dormir toda ela.

 

Uma viagem de sonho.

 

 

 


 

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