Viagens de Edgard Pinto Neves
Viagem ao Sítio do Sossego em Rio
Dourado, distrito de Casemiro de Abreu em Maria Fumaça
Minha primeira viagem foi aos dez anos ao Sítio do Sossego – Em Rio Dourado - Acampamento dos Embaixadores do Rei
Por volta dos meus dez anos fui em viagem ao Sítio do Sossego num acampamento dos Embaixadores do Reis em Rio Dourado, distrito do Município de Casemiro de Abreu no Estado do Rio de Janeiro.
Participava da classe de Intermediários e de Embaixadores do Rei da Primeira Igreja Batista de Campo Grande, era Pastor na época o Pastor Antônio Dutra Júnior.
Uma breve história da Igreja Batista de Campo Grande no Rio de Janeiro, da qual participei e fui membro por muitos anos, os meus primeiros passos na Igreja se deram em meados do ano de 1945, possuía 4 anos, quando fui morar em Campo Grande, minha história nessa Igreja contarei em minha biografia.
"Em 18/12/1903 – Sábado, ocorreu à organização da Egreja de Christo denominada Baptista do Curato de Santa Cruz (hoje PIB de Campo Grande), sob os auspícios da IB Engenho de Dentro (hoje 2ª IB do Rio de Janeiro). Membros-fundadores (15)". (1)
Vale lembrar a atuação da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro (PIBRJ) na direção do Pastor Francisco Fulgêncio Soren a organização das Igrejas Batista no Rio de Janeiro, na capital e no interior do estado, foram organizadas no período de 1900 a 1927 11 igrejas, sendo 9 na capital e 2 no Estado.
"O projeto consistia em 9 pontos estratégicos em que membros da Igreja moravam nos locais distantes da Igreja e faziam-se cultos nas casas, "cultos domésticos", com o crescimento quantitativo de membros, organizavam-se Igrejas, a Primeira Igreja Batista de Campo Grande ficava no ponto de Evangelização da Segunda Igreja do Rio de Janeiro, Santa Cruz e Madureira.
Para existir como igreja local, toda Igreja Batista filiada à Convenção Batista Brasileira deveria passar por um concílio. Após progredir como ponto de pregação, geralmente era realizado um encontro com os pastores e diáconos da região, no qual o líder da congregação e seus membros eram submetidos a uma série de perguntas referentes as doutrinas batistas. Caso fossem aprovados, essa nova igreja deveria se comprometer em ser fiel na cooperação com as outras igrejas batistas do Brasil, porém não submissa. (ESTATUTOS DA PIBRJ, 1914. p. 5)". (2)
Saí da Igreja em 1978 para participar da organização da Igreja Batista em Comari, foram Pastores no período em que passei na Primeira Igreja Batista de Campo Grande: Pastor Antônio Dutra Júnior, Israel José Pinheiro, José Nice Pinheiro e Belardin de Amorin Pimentel.
Fiz minha inscrição para participar desse acampamento, foi um dos primeiros acampamentos, se não me engano o segundo, isso se deu em meados dos anos de 1951.
"Os Embaixadores do Rei é um agrupamento missionário de jovens da Convenção Batista do Brasil, CBB, filiada ao Departamento nacional dos Embaixadores do Rei e União Masculina de Homens Batista do Brasil, participam jovens da idade de nove aos dezessete anos. Esse agrupamento foi criado pelo Missionário americano no Brasil, William Alvin Hatto, em 1948, na Primeira Igreja Batista da Tijuca, (3) atualmente, Andaraí.
Essa viagem, foi realizada para o segundo acampamento no sítio do Sossego em julho de 1951 e foi um prêmio a minha dedicação ao evangelho e obediência a tudo que o Senhor Deus determinava, a inscrição ao acampamento foi uma iniciativa de minha mãe.
Foram ao todo trinta cinco acampantes, fui o pioneiro de minha família, irmãos e primos, também dos jovens, adolescentes da Primeira Igreja Batista de Campo Grande do Rio de Janeiro, não conhecia ninguém, nem mesmo os responsáveis pelos embaixadores do Rei no âmbito nacional.
Quando soube da inscrição fiquei em êxtase, próximo do dia da viagem preparei com o devido cuidado minha mala, recebi vários conselhos no sentido de ter atenção para nada ocorrer durante a viagem e na estadia no acampamento, principalmente não esquecer nada, foi infrutífero o conselho, esqueci uma calça.
Um dia antes da viagem, fui para casa da minha vó Marieta na Tijuca, por eu morar em Campo Grande, longe da Estação Leopoldina na Av. Francisco Bicalho no Centro do Rio de Janeiro, onde sairia o trem e a partida seria muito cedo, foi necessário ir para casa de vó, onde meu meio-irmão, o Tito, levar-me-ia para a estação do trem, ele possuía um taxi, carro da marca Packard, era filho do meu pai com outra mulher, Maria, filha adotiva de vó, seu nome de batismo era João Batista da Conceição Santana, mais tarde faleceu num acidente de carro em São Paulo.
A estação Barão de Mauá, Leopoldina, situada na Av. Francisco Bicalho, no centro da cidade do Rio de Janeiro, próxima à Praça da Bandeira e da estação dos trens elétricos da CBTU, hoje Super-Via, Engenheiro Lauro Miller.
Da rua Maria Amália na Tijuca onde vó morava à Estação Ferroviária Leopoldina era um pulo, quando avisei meu irmão que ele me levaria a estação e eu iria para o acampamento de jovens da Igreja Batista, teve
um chilique, disse que não ia me levar que o acampamento não era para homens, era um convento, telefonou para os responsáveis, os xingou, mãe não gostou da atitude dele, deu-lhe uma compostura, se acalmou.
No outro dia,
levou-me da Rua Maria Amália, na Tijuca, à Estação de trem Barão de Mauá,
Leopoldina, na Av. Francisco Bicalho, no Centro do Rio de Janeiro.
“A Estação
Central da Leopoldina é uma construção de grande porte, inaugurada em 6 de
novembro de 1926. O edifício é um projeto do arquiteto inglês Robert Prentice,
atuante no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XX.
A leitura da
fachada principal é um tanto prejudicada pela falta da ala esquerda que lhe
devia conferir simetria e completude. O aspecto externo é inspirado na
arquitetura palladiana inglesa. O espaço interior do grande salão é dominado
por uma abóbada de fina estrutura metálica.
Em 15 de
novembro de 1924, tiveram início as obras do edifício. A estação da Leopoldina
Railway foi inaugurada sob o nome Estação Barão de Mauá, com muita propriedade,
numa justa homenagem a quem foi o pioneiro do transporte ferroviário nacional e
patrono das ferrovias brasileiras, em 6 de dezembro de 1926, sendo o Presidente
da República Arthur da Silva Bernardes e o Ministro da Viação e Obras Públicas
Francisco Sá.
A estação possui 130m de fachada principal e quatro pavimentos", (4)
Atualmente encontra-se desativada e não há previsão de sua reconstrução.
A viagem foi em Maria Fumaça, locomotiva a vapor.
“A
Locomotiva a vapor é uma locomotiva propulsionada por um motor a vapor que se
compõe de três partes principais: a caldeira, produzindo o vapor usando a
energia do combustível, a máquina térmica, transformando a energia do vapor em
trabalho mecânico e a carroçaria, carregando a construção.
O
vagão-reboque (também chamado "tender") de uma locomotiva a vapor
transporta o combustível e a água necessários para a alimentação da máquina.
As primeiras
locomotivas apareceram no século XIX sendo o mais popular tipo de locomotiva
até o fim da Segunda Guerra Mundial.
No Brasil as
locomotivas a vapor receberam o apelido de "Maria Fumaça" em virtude
da densa nuvem de vapor e fuligem expelida por sua chaminé, sendo que no final
do século XIX e início do século XX, os matutos e caipiras, davam-lhe o nome de
"Balduína", uma corruptela de Baldwin, a marca das locomotivas de
origem norte-americana, usadas à altura.
A primeira
locomotiva a rodar no Brasil foi a "Baroneza", que em 30 de abril de
1854 percorreu em pouco mais de 23 minutos o trecho de 14,5 Km entre o porto de
Mauá, no fim da Baía da Guanabara e a localidade de Fragoso, inaugurando a
Estrada de Ferro Mauá, a primeira do país e que adotava a bitola indiana
(trilhos com 1676mm de largura).
A viagem inaugural contou com a presença
ilustre do imperador do Brasil, Dom Pedro II”. (5)
Chegamos à Gare, estação ferroviária Barão de Mauá, ficamos extasiados com a arquitetura da estação, amplo corredor, onde passavam apressados os passageiros que seguiriam para as estações de seus destinos.
O nosso embarque foi no fim do corredor junto à
parede do lado direito, o nosso destino seria Rio Dourado, depois de Casimiro de Abreu, após deixar-nos na estação de destino, onde uma outra condução nos conduziria ao Sítio, o
trem seguiria em frente para Campos dos
Goytacazes.
No horário em que sairíamos,
a locomotiva chegou, imponente, com seu ruído característico, estrepitoso, soltando fumaças brancas e
espessas, com um silvo agudo, como a informa sua presença imperiosa, linda, trazia os vagões em
qual viajaríamos, parou com grande barulho, sublime encanto para um garoto em sua primeira viagem sozinho, sem seus pais estarem por perto.
Os
responsáveis pela nossa viagem, colocaram-nos a postos para o embarque no vagão a
que nos era destinado, embarcamos, estava em ar de graça, algo para mim
inédito, seria a primeira vez que a faria sozinho para tão longe.
Os fiscais
da estação, que autorizam a partida do trem, começaram a apitar dando ordens para o trem partir, o a locomotiva, por ação do maquinista, deu um apito sonoro, estridente, informando sua partida, ela, a locomotiva, movimentou-se, antes expeliu uma densa fumaça negra e impulsionada pela força motriz oriunda do vapor de suas caldeiras, deu condições as suas roda de tração movimentarem-se, com um forte solavanco para
frente rompeu a inércia, apitou, piui, houve outro solavanco tirando os vagões de seu estado inicial e seguiu em viagem, correu pelo meu corpo um
frenesi de pura alegria, encantamento e fascinação.
Quando estudava no ensino fundamental, o professor ensinava sobre movimento e velocidade, mostrava-nos o que era inércia, um corpo que resiste ao movimento, aceleração, só por meio de uma força contrária ao seu estado inicial, parado, o colocaria em movimento, falava também sobre velocidade, dava um exemplo: "se uma pessoa estivesse parada num ponto de ônibus, sua velocidade era nula, porém se estivesse dentro do ônibus em movimento, parado, com a velocidade do ônibus consistiria estar na mesma velocidade dele, se num momento qualquer este ônibus parasse bruscamente, essa pessoa continuaria na velocidade do ônibus indo para frente".
Lembrei-me dessa aula, quando o trem ao partir deu os solavancos para os vagões movimentarem-se.
O trem
seguiu por um embaralhado de trilhos, indo a procura de sua via de viagem, ao passar sobre eles fazia um barulho, um grito fino e estridente do aço de suas rodas ao raspar o trilho de
sustentação e direção, um silvo agudo.
Seguia por sua via bem a direita, próximo a estrada rodoviária, com intrepidez, no lenga-lenga e na bela onomatopeia, “chega mais, chega mais, chega mais, chega mais”, no livro de memórias de um amigo e companheiro, Beto Gonçalves, “Pedaços de Mim”, ele apresenta a onomatopeia: “pouca terra, pouca terra, pouca terra”, vamos ficar com as duas vozes. (6)
"A Estrada de Ferro Leopoldina (EFL) foi uma das maiores ferrovias em extensão, alcance e longevidade, características que contrastam com a sua mais completa desorganização interna e subsequente colapso, já que pouco resta de sua malha original nos dias de hoje" (7)
Passamos pela estação de São Cristóvão, do lado esquerdo, via ferroviária Supervia e pelo lado direito, bem junto ao muro de separação da via ferroviária
com a rua Visconde de Niterói, a exuberante Quinta da Boa Vista, antiga morada
dos Imperadores D. Pedro I e II, um vistoso local em que grande parte dos
moradores do Rio de Janeiro passam suas horas de lazer, belos e encantadores
jardins, ao fundo da morada, o zoológico, com inúmeros animais da fauna brasileira e estrangeira, na parte da frente na antiga morada dos monarcas, o
Museu, com variadas peças antigas e de enorme valor cultural.
História da Quinta da Boa Vista:
"Em 1803, o traficante de escravos Elias Antônio Lopes ergueu um casarão sobre uma colina, localização que tinha uma boa vista da Baía de Guanabara. É daí que vem o nome Quinta da Boa Vista.
Próximo ao caminho de São Cristóvão, o negociante Elias Antônio Lopes possuía uma casa e uma chácara. Em 1º de janeiro de 1809, com a vinda da Família Real Portuguesa, a propriedade foi doada ao Príncipe Regente. Acrescida por aquisições de propriedades vizinhas, a casa passou a denominar-se Quinta Real da Boa Vista, servindo de residência da Família Real Imperial até a Proclamação da República. A partir de 1869, a Quinta foi ajardinada e urbanizada, segundo o projeto de Augusto François Marie Glaziou, diretor dos Parques e Jardins da Casa Imperial. A parte central do jardim ficou pronta em 1878, concebido ao gosto romântico, onde prevalecem as curvas, com lagos, pontes, elevações e depressões, cascatas artificiais e quiosques. Um dos quiosques foi construído à feição de templo greco-romano e o outro ao gosto oriental, o atual portão, no final da Av. Pedro II, data dos últimos anos do Império, o primitivo, todo de terracota, serve de entrada para o Jardim Zoológico. Este foi presente do Duque Nothumberland à D. João VI e é uma cópia do de Sion House, de Londres. MUSEU NACIONAL: O museu se encontra instalado em área tombada pelo IPHAN, ou seja no Parque da Quinta da Boa Vista. Esta área que foi utilizada como residência pela Família Real no Brasil, recebeu tratamento paisagístico de autoria de Augusto François Marie Glaziou, em 1869, nomeado à época diretor dos Parques e Jardins da Casa Imperial, e do Major Gomes Archer. O tratamento da vegetação e dos acessórios para ambientação local, seguiu o gosto romântico, e para concretizá-lo foram utilizados lagos, pontes, cascatas, grutas, quiosques, a obra de paisagismo foi concluída em 1875, mas o parque conserva até hoje a marca deste período". (8)
Meu pai, enquanto vivo, junto com minha mãe, levava-nos ao local
Na minha
adolescência e juventude gostava de frequentá-la, participava no parque de
diversões, tinha preferência pela montanha russa, com suas estridentes e
barulhentas passagens sobre os trilhos sustentados por armações de madeiras.
Mais tarde levei
minha filha primogênita, com menos de um ano de idade, foi junto com sua mãe
para um passeio pelos belos jardins e com o passar do tempo fui com os meus
filhos, sobrinhos e cunhados.
Num certo
dia, no ano de 1972 pelo Projeto Aquário da TV Globo, houve um
concerto sinfônico pela OSB, apresentou a abertura da sinfonia 1812 de
Tchaikovsky, amo essa sinfonia, sendo o Maestro Isaac Karabtchevsky, acompanharam os músicos na
apresentação canhões do Exército, fogos de artifícios e sinos, fui com minha
esposa, Nerias, minha mãe, Débora, minha filha, Denise, minha cunhada, Sandra, esposa de meu irmão
Itamar e sua filha, minha sobrinha, Solimar.
Em 2018, levei minha filha, Denise e o meu neto, o Theo, para visitarem o Museu Nacional, passaram por memoráveis momentos de deslumbramento no que viram.
Dias depois,
ainda em 2018, por volta da comemoração do meu aniversário de cinquenta e sete anos
da minha despedida do Colégio Batista Shepard, Rua José Higino, pois o deixei no fim do ano de 1961, quando fui apresentar-me para servir o Exército Brasileiro, aproveitei para
visita-lo e também o Seminário Batista do Sul do Brasil, fui com minha filha,
Nadejda, Naná, e minhas netas, Mylena e Naomy, após a visita ao colégio e
seminário, fomos à Quinta da Boa Vista e ao Museu Nacional, chegamos tarde, após
a hora de funcionamento e visitas, não conseguimos entrar, aproveitamos, tiramos fotos
das alamedas, jardins, do lago e da ilha.
Pouco dias
depois houve, para todos nós, uma grande decepção, foi quando o Museu Nacional
pegou fogo e com ele uma perda inominável da cultura nacional brasileira,
quiçá, internacional, indubitavelmente frustrou muitos estudiosos que ali
encontravam objetos para suas pesquisas.
O trem
continuava o seu trajeto, “chega mais, chega mais, chega mais, pouca terra,
pouca terra, pouca terra”, do lado esquerdo ladeando a via férrea o "CEFET –
Centro Federal de Educação Tecnológico Celso Suckow da Fonseca, local de alto
aprimoramento em tecnologia,
Voltamos os
olhos para o lado direito, chegamos a um belo estádio de futebol, pista de
atletismo e pista de obstáculos militar e um charmoso prédio do quartel do 1GCan40AAe, (Primeiro Grupo de Canhões Quarenta Automático Antiaéreo), Unidade de Elite,
fazia junto as unidades militares, Companhia de Guarda Presidencial, Batalhão
de Polícia, BPE, e a Quinta Brigada de Cavalaria, a segurança presidencial. Era composto pelos canhões antiaéreos Bolfor, Possuía três baterias, BCSv, Bateria de Comando e Serviço; 1*Bia e 2*Bia, Primeira e Segunda Bateria de Canhões Antiaéreo.
"Os canhôes antiaéreos automáticos Bolfors 40mm foram denominados pela empresa Bolfor como devastadores.
A empresa sueca Bofors desenvolveu sua arma antiaérea de 40 mm na década de 1930, e seria um dos projetos de armas mais bem-sucedidos da história moderna. Usado por ambos os lados na Segunda Guerra Mundial e em todos os teatros, versões aprimoradas da arma Bofors de 40 mm continuam a servir nas linhas de frente militares até hoje. Nos EUA, eles fazem parte do armamento dos aviões AC-130 Spectre, por exemplo. A maioria dos exemplos usados pelos Estados Unidos foram feitos sob licença pela Chrysler, a montadora de automóveis. Algo como 60.000 foram produzidos durante a guerra, principalmente para uso naval". (10)
Foi nesse quartel o 1 GCan40AAAé que dei a partida para o meu futuro profissional, onde aprendi amar a Pátria, a família, os amigos, ser obediente, tratar todos com real afeição e camaradagem, isso foi nos idos de 1962, 15/01/1962, quando me incorporei ao serviço militar como soldado do Exército Brasileiro.
O ano de 1962 foi um ano conturbado, faltou arroz e feijão, havia tumulto por todos os lugares do Rio de Janeiro, tivemos de tomar guarda em vários locais, num desses lugares foi o Edifício A Noite, na Praça Mauá, encontra-se atualmente desativado a espera de sua reconstrução, nesse edifício transmitia a Rádio Nacional.
"Construído na década de 1920, entre 1927 e 1929, foi durante algum tempo o prédio mais alto da América Latina, inaugurando o que na época se chamou de “arranha-céu”. São 24 andares em estilo art déco, com forte presença dos princípios construtivos da Escola de Chicago e com um terraço que apresenta um cenário especial da baía da Guanabara.
O edifício “A Noite”
adquiriu seu nome popular, justamente, porque quando foi inaugurado, em 1929,
abrigava a sede do Jornal A Noite – periódico fundado em 1911, por Irineu
Marinho. O letreiro do jornal, fixado nos andares mais altos do prédio de 22
andares, acabou caracterizando a construção, que foi projetada pelos
arquitetos Joseph Gire – que também projetou o Copacabana Palace e o Hotel
Glória – e Elisiário Bahiana, em estilo art déco e erguida em concreto
armado.
Era do
mirante, no terraço do edifício com mais de 100 metros de altura, que se
conseguia uma vista privilegiada da cidade e da baía de Guanabara.
O A Noite também já foi um dos focos da boemia nos anos iniciais do século XX. A partir de 1936, a então recém-inaugurada Rádio Nacional ocupou o edifício. Nomes como Emilinha Borba, Dalva de Oliveira e Cauby Peixoto brilharam nos corredores da Rádio (11)
Quando jovem, antes de servir o Exército, trabalhava na Imprensa Naval na Marinha, junto ao Primeiro distrito Naval, fui, junto com um amigo, almoçar no restaurante que havia no mirante desse edifício.
No tempo que servi no 1* GCan, fiquei de guarda no edifício A Noite, deslumbrei-me com as máquinas de teletipo, eram muitas e ocupavam uma sala inteira, trabalhavam sozinhas e o seu barulho era característico de uma máquina de escrever, durante a noite com o frenesi constante das máquinas era fantasmagórico.
Fizemos, neste mesmo ano, guarda na Exposição
Russa em São Cristóvão, para evitar qualquer ato de vandalismo contra ela, havia denúncia de atentado a bomba.
Tenho gratas
lembranças desse quartel, não existe mais, deixaram, quando o destruíram para construírem
algo para Olimpíadas, o portão e a casa da guarda, eles foram tomados por famílias de
sem tetos, fui tirar fotos dele, mas não houve condições.
Em novembro desse ano, 1962, fui matriculado no Curso de Sargentos, na Arma de
Comunicações, no quadro de Suprimento de Comunicações e Eletrônica, sendo, após
a conclusão do curso, transferido para o Parque de Manutenção e Depósito de
Material de Comunicações e Eletrônica, sediado em Triagem, na Rua Dr. Garnier, fiquei no Parque de 1962 a 1966, quando fui transferido para AMAN, voltei em 1968 e fiquei até 1991, quando fui para a reserva remunerada.
O trem
seguia seu curso, admirava tudo que via em seu trajeto, do outro lado, o esquerdo, o Museu do Índio.
Uma pequena história do Museu do Índio:
“O Museu do
Índio foi construído pelo Duque de Saxe, Luís Augusto Maria Eudes de
Saxe-Coburgo-Gota foi um príncipe alemão da Casa de Saxe-Coburgo-Gota, oficial
da Marinha austro-húngara e almirante da Armada Imperial Brasileira, em
1862 e doado em 1910 ao Serviço de Proteção aos Índios, órgão
estatal comandado pelo Marechal Rondon, quando de sua criação, em
1910. O objetivo era que o espaço fosse uma área de preservação da cultura
indígena brasileira. Inicialmente, o prédio abrigou a sede do órgão federal, e
posteriormente, entre 1953 e 1977, abrigou o Museu do Índio, criado
por Darcy Ribeiro. Após essa data, o museu foi transferido para Botafogo,
Rua das Palmeiras”. (12). Atualmente está desativado e em ruinas.
Ao lado do Museu encontra-se a Escola Municipal Friendenreich,
"Arthur Friendenreich foi o primeiro craque futebolista do Brasil, "El Tigre", isto na época amadora que durou até 1933, numa excursão pela a Europa com o time Paulistano em 1925, disputou dez jogos, voltou invicto". (13)
Levei minha filha, a Denise, nessa escola para assistir um campeonato de basquete para deficientes físicos em cadeira de rodas.
Havia um Clube do Otimismo ligado ao jogador Zico, ídolo do Flamengo, na rua Ana Néri em São Francisco Xavier e treinavam basquete na quadra de futebol de salão no Quartel, possuíam autorização do comando e eu ficava como responsável.
Do outro
lado, o direito, em direção para onde ia o trem, na rua Visconde de Niterói, junto ao Presídio Evaristo de Moraes (Galpão
da Quinta), o Centro Municipal de Zoonose, hoje uma clínica veterinária e ao fundo o cemitério dos cachorros e gatos. Nesse local era onde sacrificavam os cachorros vadios e de rua trazido pela carrocinha de triste lembrança.
Lembro-me de meus sobrinhos, ganharam um poodle americano, de um tio casado com uma americana
e radicado nos Estados Unidos, o animal deu mole, foi passear na rua no exato momento que a
carrocinha passava, não deu outra, foi pego e levado para esse galpão, foi
aquele drama.
Passado uma
semana do ocorrido, ao chegar em casa meus filhos e minha esposa contaram-me
sobre o fato, pediram para eu fazer alguma coisa, não tinha a menor ideia como tirá-lo
de lá, nem para onde fora levado.
Chegando no
trabalho contei aos companheiros o acontecido, disseram-me onde ele poderia
estar e se ainda estivesse vivo, conseguiria pegá-lo. O meu quartel era na rua Dr. Garnier em Triagem, próximo ao local onde o cachorro poderia estar.
Lá fui eu,
era perto de onde trabalhava, chegando lá contei a história, fiz um pequeno
drama, eles disseram-me que nesse mesmo dia houve um sacrifício, levaram-me ao
galpão, poderia ser que ele lá estivesse, acompanhei o agente, ao passar por um
local amplo, deu-me a noção de ser o lugar onde eram mortos, horrendo, não irei
descrever, havia cachorros mortos por toda sua extensão, ficou gravado em minha
lembrança um cachorro morto junto ao meio fio.
Chegamos ao
galpão, chocante, muitos cachorros, tétrico e horripilante, se Dante Alighieri precisasse
de uma imagem do inferno quando escreveu a Divina Comédia, essa seria a melhor
imagem.
Agora qual o
cachorro dos meus sobrinhos?
Não o
conhecia direito, fiquei olhando, lembrei-me de uma característica dele, toda
vez que visitava os meus cunhados, em Pavuna. via-o empoleirado sobre o muro da casa, no
galpão havia um parapeito de uns 20 cm, separava a grade do público.
Sobre o
parapeito um cachorro com a aparência dele, pedi para levá-lo. Passei na
enfermaria, foram aplicadas umas injeções nele.
E para carregá-lo
para casa?
Chamei um
táxi, falei para o motorista as condições dele, estava imundo, cheirava mal, os
pelos grudados um nos outros, disse-me que levava, consegui alguns jornais e papelão, forrei o banco de traz e fomos para casa.
O drama
ainda não havia terminado, faltava descê-lo em casa, moro num condomínio, com
muitos edifícios.
Cheguei em
casa, falei para o motorista parar junto a área de serviço, paguei a corrida,
chamei o elevador, pela Graça de Deus ninguém a vista, nem o porteiro, o
elevador chegou, peguei o cachorro e entrei rapidinho, subiu, ao subir o elevador não para
em nenhum andar, cheguei no apartamento, minha querida esposa se prontificou a
limpá-lo, coitadinha da minha querida, cortou os pelos, deixou lindo e cheiroso,
um outro cachorro.
Avisamos os
sobrinhos e meus cunhados. Ao chegarem, meu sobrinho mais velho, o Maurício,
subiu para certificar se era o cachorro deles.
Quando o
cachorro ouviu a voz dele, ficou alucinado. O Maurício viu e desceu para buscar
os outros, deu doideira no cachorro, quis morder a Nerias, coitado o que ele
passou deve ter sido a pior coisa da vida.
O trem
seguia seu curso, chega mais, chega mais, piuí, piuí, nisso como uma cortina de
teatro ao abrir, surge do outro lago, o esquerdo de nossa viajem, o magnífico, deslumbrante, o maior do
mundo, o maravilhoso Maracanã, emoldurado ao longe pelas montanhas da Serra do
mar, as montanhas da Tijuca, tendo a sua esquerda de quem olha, o Pão de Açúcar
e o Cristo do Corcovado, bem ao centro nas montanhas as antenas de vários
sistemas de comunicações.
As
construções do Maracanã iniciaram com efeito 1948 para ser o estádio da Copa do
Mundo em 1950.
O nome Maracanã foi retirado da Ave Maracanã-Guaçu, espécie que habitava a região do estádio.
Em sua
inauguração, faltava terminá-lo, o primeiro jogo foi entre as seleções do Rio de
Janeiro e de São Paulo, com a vitória da seleção de São Paulo, o primeiro gol
feito no estádio foi de Didi, chamado de folha seca, por dar efeito na bola ao
chutar em gol após uma falta, ela fazia uma curva e caia dentro do gol.
Em 1950, no
último jogo entre Brasil e Uruguai, decisão da Copa do Mundo, com o estádio
literalmente tomado por duzentas mil pessoas, o Brasil perdeu, foi uma
grande tristeza para todos os brasileiros.
A primeira
vez que fui ao Maracanã, foi numa festa de comemoração do Natal, onde teve
distribuição de presentes, muitos doces, apresentação de artistas e atividades
circenses.
Minha mãe
levou-me junto de meus irmãos, Itinha e Teófilo.
Quando lá cheguei fiquei deslumbrado pelo que via, perdi-me de minha mãe e de meus irmãos, uma assistente social encontrou-me e encaminhou-me para uma sala a espera de mãe, nessa sala havia muitas crianças perdidas, para engabelar deram-nos vários doces e alguns presentes.
Pouco tempo depois a porta da sala
abre e quem entra?
Meu irmão Itinha, seu apelido, o nome Itamar, recebeu o nome de meu pai, chegou aos prantos, perdidão da silva, briguei com ele, estava numa boa e ele veio se juntar a mim, havia se perdido também.
Só no término da programação minha mãe foi nos
apanhar, disse ela que sabia onde estávamos e seria um castigo ao Teófilo que ficou ao seu lado, perder
a festa por nossa culpa.
A primeira
vez que assistir um jogo de futebol no Maracanã, foi com meu tio Tião,
Sebastião da Conceição Santana, isso em 1953, o jogo entre Flamengo e Vasco,
sendo empate em 3x3, nesses três anos 1953,54,55, o Flamengo foi tricampeão
carioca, meu tio jogou no time amador do Flamengo, era também halterofilista.
Assisti
muitos jogos desde os mais impactantes, aos menos importantes.
Num final de um campeonato carioca, não me lembro a data, foi entre Flamengo e Fluminense, fui com meu irmão o Itinha, torcia pelo Fluminense, ficamos na divisão do campo, ele para o lado da torcida do Fluminense e eu para a torcida do Flamengo, cinco a dois para o Flamengo.
Outros doi jogos que me marcaram, foi
da seleção do Brasil contra a da Alemanha, fui com meu filho e meu cunhado o
Ró, Brasil um a zero, gol de Júnior.
Outro jogo
foi a despedida de Pelé, Vasco e Santos, fui com o meu cunhado, o Vidson, houve
um fato interessante, Pelé cavou uma falta, o juiz da partida deu a falta, Pelé
converteu em gol, o Maracanã inteiramente tomado pela torcida do Vasco ficou em silêncio, eu no
meio da torcida vascaína, no gol do Pelé fiquei em pé e levantei os braços
saldando o gol, Cara corajoso, logo depois o Vidson, meu cunhado, avisou-me que os torcedores
do Vasco próximo a nós disseram, se o Vasco perdesse o jogo eu ia apanhar.
Os de
menores importâncias foram Fluminense e Canto do Rio, outro jogo, não
havia nada para tocar-me, fui, como sempre de geral, jogavam Vasco e
Botafogo, durante o jogo caiu um temporal de fazer gosto, os que da geral
correram para abrigar-se, estava junto, o melhor lugar era as cadeiras cativas, fizeram cadeirinha com as mãos para alguém subir e o que subia, puxava os outros, nesse jogo,
Manga, goleiro do Botafogo, fechou o gol.
Certa vez
fui com o meu cunhado, o Ebenézer, seus filhos, Maurício e Tato, o Marcelo,
levei também meu filho, o Edgard Júnior, para assistir Flamengo e Fortaleza,
Flamengo sete a zero, foi uma festa, nessa época um navio vindo da Austrália carregado com latas de maconha, cannabis sativa, a tripulação ao sentir que seria interceptada pela PF, lançou ao mar sua carga inundando as praias do litoral do Rio de Janeiro e São Paulo, fizeram a festa e no jogo em que estávamos o estádio era um fumacê enorme. Esse episódio se deu em "25 de setembro de 1987". (14)
Assisti
todos os grandes jogadores brasileiros participarem de partidas no Maracanã.
Aos domingos visitava minha vó materna, vó Emiliana, morava próximo ao Maracanã na rua Maxwell, ao vir para minha casa ela davam-me uns trocados para a passagem e lanche, eu tirava dele cinco cruzeiro para entrar de geral no Maracanã.
Em 1960, houve o Congresso Mundial das Igrejas Batista, minha mãe participou do coral
de mil vozes, eu fui cicerone de um casal canadense e assisti a pregação do
Pastor Bylli Grahan, sendo traduzido para o português pelo Pastor Nilson do
Amaral Fanini.
Houve outros
grandes eventos, infelizmente não os assisti, foram:
“Tina
Turner, Frank Sinatra, esse assisti pela Televisão, Madonna, Backstreet Boys, The Police, Rolling Stones,
Kiss, entre outros artistas, fizeram história no Maracanã com públicos de mais
de 100 mil pessoas. Entre as grandes apresentações internacionais, em 1990,
Paul McCartney entrou para o Guinness Book (livro dos recordes) pela maior
plateia em apresentação solo, reunindo mais de 180 mil pessoas no estádio”.
(15)
O Maracanã é um complexo esportivo onde encontra-se a pista de atletismo Célio de Barros, atualmente em processo de reconstrução, a piscina olímpica, Júlio Delamare e o Maracanãzinho.
Quando servia no Gcan40, fui várias vezes ao Maracanãzinho assistir jogos de basquete, principalmente em jogos do Flamengo, Algodão era um dos astro, um companheiro do quartel conseguia um camarote para assistirmos, certa vez sentou junto de nós a jogadora da seleção brasileira, a Norminha, quando contei ao meu tio na casa de vó, ele ficou empolgado, pensou que era a Norma Bengel.
Também assisti vários eventos musicais evangélicos, palestras e outros mais.
Depois do
Maracanã, ao seu lado, margeando-o, o rio Joana, encontrava-se a antiga favela a do esqueleto, este esqueleto era de um hospital do INPS, depois abandonado.
“Na década
de 1930, começou a ser construído no local um hospital do Instituto Nacional de
Previdência Social (INPS), porém as obras foram logo abandonadas, restando,
inacabado, ficando o seu esqueleto, o qual deu nome à favela.
A favela
surgiu logo após a construção do Estádio do Maracanã (1950) bem ao lado, quando
o terreno foi invadido.
Inicialmente,
os barracos foram sendo construídos em torno do prédio inacabado do hospital do
INPS, chamado de "Esqueleto", que era a parte de melhor terreno, mas,
em poucos anos, a favela já era uma das maiores da cidade e possuía uma enorme
quantidade de tipos de barracos.
Dos mais
elaborados, quase casas populares, passando por barracões de madeira bem
estruturados, até precárias palafitas em uma área pantanosa num dos braços do
Rio Joana. Também havia barracos do tipo apartamento dentro da estrutura
abalada do Esqueleto, que havia sofrido seguidos incêndios
Por ação do
então governador da Guanabara, Carlos Lacerda, a favela foi removida no início
da década de 1960 e seus moradores foram assentados, em sua maioria, em um
conjunto habitacional recém-construído na Vila Kennedy, na época bairro de
Bangu, na Zona Oeste da Cidade.
Em 1969,
começou a ser construído, no local, o campus da Universidade do Estado da
Guanabara, aproveitando a estrutura inacabada do hospital do INPS.
O campus foi
inaugurado em 1976, já com o novo nome da universidade: Universidade do Estado
do Rio de Janeiro, UERJ”. (16)
Morei
próximo à favela do esqueleto, quando criança, na rua vinte quatro de maio, entre
as Estações de trem Mangueira e São Francisco Xavier.
Quando estudei
no Seminário Teológico Batista Betel no Rocha, um professor americano alugou
uma casa e fez dela um local para os estudantes que moravam longe ficassem
abrigados, pagávamos uma vaga, uma cama e um armário, essa casa ficava na vinte
quatro de maio próximo à favela do esqueleto, ela foi demolida mais tarde para
dar lugar ao viaduto da Mangueira.
"O Seminário Teológico Betel foi fundado em 1939 pelo Pastor José de Miranda Pinto, está situado à Av. Mal. Rondon 1020/Rocha/RJ".
Certa vez,
eu e um amigo, quando o conheci estudávamos no Colégio Batista Shepard, convidou-me
para evangelizarmos na Mangueira, ele nessa ocasião estudava no Seminário Teológico
Batista do Sul e morava na mesma casa em que eu morava, fomos nós dois em
direção à Mangueira, atravessamos a
passarela que dá acesso a estação de trem da Mangueira e liga a rua vinte quatro
de maio, a rua São Francisco Xavier e a favela do esqueleto à rua Visconde de
Niterói do outro lado da linha férrea, passamos sobre a linha férrea, ainda existe essa passarela, há muito tempo não passo por ela, fomos para o outro lado, ao passar em frente à casa de D. Neuma, nesse dia ela estava na varanda com D.
Zica, duas importantes figuras da Mangueira, fundadoras da Escola de Samba Primeira
de Mangueira, cumprimentamos as duas, falamos de Jesus e entregamos um folheto evangélico
a cada uma. Esse amigo, mais tarde, tornou-se Bispo da Igreja Episcopal, não tive mais notícia sobre ele.
Quando morei na 24 de maio era criança, frequentávamos a Igreja de São Francisco Xavier, esta Igreja foi fundada pelo Pastor e Missionário Salomão Ginsburg e o seu primeiro Pastor.
Uma Breve história da Igreja Batista em São Francisco Xavier
"Em 13 de maio de 1920 H. Penn, Salomão L. Ginsburg e um grupo de irmãos se reuniram para organizar a Igreja Batista em Jockei Club, na Rua Ana Neri, número 219.
Com o crescimento da igreja, foi comprada uma propriedade localizada na Rua Licínio Cardoso, número 331, atual 487. A igreja passou a se chamar IGREJA BATISTA EM SÃO FRANCISCO XAVIER, O segundo pastor foi o Pr. Francisco Nascimento (o mais próximo do casal), permanecendo até a década de 50), quando participamos da Igreja os Pastores eram o Pr. Eber Vasconcelos o terceiro a assumir o pastoreio na década de 50 e saiu para assumir a I.B. Memorial de Brasília na década de 60 após a fundação da cidade.
O quarto pastor da igreja e sucessor do Pr. Eber, foi o Pr. Marcílio G. Teixeira que esteve a frente da igreja até o início dos anos 70".
Durante a história da igreja foram levantados pastores e missionários e 11 igrejas filhas foram organizadas. São elas: Igreja Batista Central de Olaria, Igreja Batista em Ramos, Higienópolis, Filadélfia, Jacarezinho, Vigário Geral, Honório Gurgel, Alegria e Nova Sião. (17)
Saí da Igreja em São Francisco Xavier e fui, a convite do Pastor Ezequias Lopes de Souza, da Segunda Igreja Batista do Rio de Janeiro para auxiliá-lo na evangelização, fui diretor financeiro da Igreja e professor de Teologia no curso de Obreiros na Igreja, este curso era patrocinado pelo Seminário Batista do Sul.
A Segunda Igreja Batista do Rio de Janeiro está situada à rua Adolfo Bergamine em Engenho de Dentro
O início da
organização das Igrejas Batista no Rio de Janeiro partiu da Primeira Igreja
Batista do Rio de Janeiro, tendo a frente seu Pasto F. F. Sorem, mobilizou os
membros de sua Igreja que moravam em vários locais distante a criarem em suas
casa o culto doméstico, convidando os amigos, vizinhos e parentes para
estudarem a Bíblia, louvarem a Deus e orarem, com o crescimento de pessoas
nessas casas, organizou-se congregações e tomando vulto, organizou-se Igrejas,
organizavam-se um concílio de Pastores e a Congregação era organizada em
Igreja,
“Para
existir como igreja local, toda Igreja Batista filiada à Convenção Batista
Brasileira deveria passar por um concílio. Após progredir como ponto de
pregação, geralmente era realizado um encontro com os pastores e diáconos da
região, no qual o líder da congregação e seus membros eram submetidos a uma série
de perguntas referentes as doutrinas batistas. Caso fossem aprovados, essa nova
igreja deveria se comprometer em ser fiel na cooperação com as outras igrejas
batistas do Brasil, porém não submissa.
(ESTATUTOS
DA PIBRJ, 1914.
Após a
fundação da PIB de Niterói, a segunda igreja instituída pela PIBRJ foi alicerçada
no bairro de Engenho de Dentro. Por ser também a segunda comunidade batista da
capital, essa instituição foi intitulada como Segunda Igreja Batista do Rio de
Janeiro.
Organizada no dia 12 de junho de 1901, essa congregação recebeu 21 cartas da igreja
mãe. Vale mencionar que, após ser elevada ao status de igreja, essa comunidade ficou
encarregada de acompanhar as congregações dos bairros de Santa Cruz e
Madureira (O
JORNAL BATISTA, junho de 1901).
Vale lembrar
que quase todas as zonas da cidade do Rio de Janeiro foram alcançadas pelas
ações missionárias da PIBRJ”. (18)
“Segunda
Igreja Batista do Rio de Janeiro, fundada em 12 de junho de 1901, pelo Pastor
W. E. Entsminger, cuja trajetória abençoada vem sendo escrita na história
eclesiástica pela generosidade e empenho de homens e mulheres comprometidos com
a Palavra de Deus, que no passado e no presente, através do incansável trabalho
de evangelização, tem alcançado multidões de pessoas que foram salvas pelo
poder libertador de Jesus Cristo”. (19)
Vamos seguir
viagem até Rio Dourado.
O trem segue
seu curso, expelindo fumaça, apitando, soltando alguns pedaços de carvão fumegantes,
caindo nos passageiros, mas a inebriante viagem a tudo era relevado a segundo
plano, do lado esquerdo a favela do esqueleto e no lado direito a suntuosa
favela de mangueira de belas histórias.
Essas terras
foram doadas ao Visconde de Niterói pelo Imperador D. Pedro II, após sua morte
deu-se o início a ocupação do morro e sua história.
“Quando os
primeiros barracos e barracões foram armados na Mangueira, o Visconde de
Niterói já havia falecido. Por conta disso, foi mais tranquilo para as pessoas,
que eram muito pobres, realizarem a ocupação” frisa o historiador Maurício
Santos.
Inicialmente
o morro era conhecido por pedregulho, pelas grandes pedras que possui no alto
do morro. Em 1852 com a implantação das linhas telegráficas para servir ao
Palácio Imperial, passou a chamar-se morro do Telégrafo, o nome mangueira foi
adotado por existir muitas árvores de mangueira no local e era uma das
principais produtoras de mangas do Rio de Janeiro.
Os escravos
fugitivos das casas dos nobres em São Cristóvão e os alforriados foram os
primeiros moradores e era entre as suas mangueiras que a cavalaria ia procurar
os escravos fugitivos.
Em 1908 o
Prefeito Francisco Pereira Passos realizou a reconstrução da Cidade do Rio de
Janeiro, no início foram demolidas várias casas em que moravam militares e
civis ao redor do 9* Regimento de Cavalaria que ficava no fundo do Palácio
Imperial, o comandante permitiu deles levassem coisas que sobrassem das
demolições das casas e foram morar no morro de Mangueira.
As
demolições dos casarões antigos, foram devido a várias epidemias ocorridas no
Rio de Janeiro, também para abrir vias de escoamento a população, não havia uma
política de saneamento básico, era, portanto, necessário uma reformulação
completa desses lugares, conta-se que
moravam no centro mais de um milhão de pessoas, sub locadas em cabeça de porco,
cortiços, permitindo a difusão de enfermidades entre a população, esse pessoal
expulso do centro muitos foram morar no morro de mangueira e 1916 houve um
incêndio no morro Santo Antônio, muitos que perderam seus barracos foram para a
Mangueira, com a remodelação do Centro da Cidade 1908, conta-se, a “historiadora
Margarida de Souza Neves, que Coelho Neto chamou a cidade modernizada de ‘Cidade
Maravilhosa’, tornando hino oficial da cidade. Estava feito a reforma que
transformou o Rio de Janeiro na capital do progresso”. (21)
Com a
remoção da favela do esqueleto para Vila Kenedy, alguns optaram por morar em
Mangueira
“Surgia
assim em Mangueira uma comunidade de gente pobre, constituída quase que na
totalidade por negros, filhos e netos de escravos, inteiramente identificada
com as manifestações culturais e religiosas que caracterizavam esse segmento social
e racial” (22)
Fábrica
Chapéu Mangueira.
A Fábrica de
Mangueira foi fundada inicialmente 1857, no Largo Santa Rita e na rua de São
Pedro, no centro da capital do Império por José Antônio Fernandes Lopes,
português. Seu irmão mais novo, José Luiz Fernandes Lopes (posteriormente José
Luiz Fernandes Braga), veio de Portugal trabalhar na fábrica, porém
converteu-se a Jesus Cristo na Igreja Evangélica Fluminense, atual Igreja
Congregacional, por ter-se convertido, não desejou mais trabalhar aos domingos,
sendo demitido pelo irmão.
Robert Reid
Kalley, o escocês pastor da igreja, agiu e conseguiu, junto à colônia britânica
do Rio de Janeiro, um emprego de vigia noturno no porto para José Luiz.
Acreditamos
que Salomão Ginsburg havia plantado a semente do evangelho no coração dele
quando foi para Portugal aprender o português e ficou hospedado em sua casa.
Com a morte
de seu irmão, José Antônio Fernandes Lopes, assumiu a direção da fábrica,
comprou a parte do outro sócio e a parte dos herdeiros, tornando-se o único
dono.
Após um
incêndio ocorrido em 1896, a fábrica foi reconstruída dois anos depois, à beira
da Rua 8 de dezembro, ao lado da frondosa mangueira e da estação de trem que
deram nome à região. Em 1910, a fábrica adotou o nome fantasia Chapéus Mangueira,
àquela altura já bastante popular na cidade. Na inauguração houve um culto de
agradecimento a Deus, O jornal O Cristão informou
que no culto
o pastor orou a fim de “implorar a direção e bênção de Deus sobre o proprietário
e operários”. E no final da matéria, a informação relevante: “Esta fábrica não
funciona aos domingos. Ele fundou o Hospital Evangélico e a ACM (Associação
Cristã de Moços)”. (23)
Com sua
morte em 1820 a fábrica faliu, as instalações da fábrica hoje é depósito das
alegorias da Escola Samba Estação Primeira de Mangueira. A Escola tem esse nome
Primeira por apropriar-se do nome da Estação de Mangueira que foi a primeira
estação vinda da Central do Brasil para o interior da cidade.
O trem segue
em frente, antes de dobrar a direita seguindo seu destino, ele irá deixar o
tronco principal da ferrovia, o que vai para os subúrbios do Rio de Janeiro, São
Francisco Xavier até Deodoro, quando um outro tronco se desvia a esquerda, indo
para Vila Militar até Santa Cruz e Matadouro, em Santa Cruz há uma via ferroviária
que segue até Mangaratiba, esta era servida por locomotiva a óleo diesel, está
desativada.
Antes da
rodovia Rio/Santos, para se chegar a Itaguaí e Mangaratiba necessitava ir até o
km 32 da antiga Rio/São Paulo, ou entrar numa via por Santa Cruz e chegar as
margens do rio da guarda, para atravessar para o outro lado do rio, havia uma
ponte que servia ao trem e aos carros, nas margens opostas tinha um sinal, que dava
a permissão aos carros de passarem pela ponte, enquanto o trem não estivesse
chegando nela.
Certa vez,
eu, meus dois irmãos, Itinha e Jorge, mais meu cunhado, o Vidson, fomos pescar
em Sahy, chegamos a essa ponte, o sinal estava fechado para nós, olhei do outro
lado nenhum carro, dei uma de esperto, todo esperto se atrapalha com sua
própria esperteza, levei o carro para cima da ponte, quando olhei, vi que o
sinal estava fechado para os dois lados, o trem estaria vindo, disse para a
turma, se o trem aparecer, abram a porta e pulam fora, tudo correu bem, fomos
pescar, na praia ao lado, praia grande, um rapaz alugava uma canoa, pegamos a
canoa e fomos para traz da ilha, estávamos pescando próximo das pedras, nisso
meu irmão, o Jorge, fisga uma cobra do mar, o animal veio sibilando num desespero
terrível e enroscando na linha de pesca, meu tomou um susto e tocou horror,
chamou Arthur, ele era o responsável pela poita, nisso veio uma onda, levantou
a canoa, estava por uma onda e quebrou nas pedras, a nossa canoa tocou com a
popa na pedra, estávamos apenas com um remo, o rapaz remava desesperadamente, a
canoa não se mexia, ainda estava no fluxo da onda que foi, quando ela refluiu e
todos nós com mão remávamos conseguimos sair do sufoco. Ficou na memória.
As praias do
litoral verde do rio de Janeiro, próximo à divisa de São Paulo, eram na época
as que mais nos atraiam, Itacuruçá, Muriqui, Sahy, Praia Grande, Mangaratiba, Angra
dos Reis e Paraty.
No carnaval
de 1970, com o crescimento e motivação ao camping, fiz um selvagem em Sahy, fui
com minha esposa, Nerias, minha filha Denise, com um ano de idade, minha irmã
Rita, seu esposo, Osvaldo, meu cunhado, Vidson e o meu irmão Itinha, sua esposa
a Sandra e sua filha Solimar, esta com um ano. Um acampamento sui generis, o
primeiro e selvagem, todos nós em barracas do Exército, elas foram desativadas
do serviço militar, por não cumprirem mais o seu papel a qual eram destinadas, obsoletas.
foram distribuídas aos que desejavam tê-las, consegui algumas e camas de
campanha.
Organizamos
nosso camping no estilo indígena as barracas com o pessoal ao redor das dos
víveres, tudo muito bem feito, a alimentação era ali feita, a água para beber e
cozinhar apanhávamos num poço de uma casa na entrada da praia próximo a estrada
Rio Santos estava em construção, para tomar banho usávamos uma pequena queda d’água
na ponte ferroviária, passamos dias agradáveis, no último dia de nossa estada,
caiu um toró de fazer gosto, inundou a barraca do Itinha, tivemos que mudar a
Sandra com a Solimar para a minha barraca, eu e o Itinha nos arrumamos com as
barracas dos mantimentos. Em nossa ida para o acampamento, a Rio Santos estava
em construção, levei a primeira turma para organizar o local, no retorno para
buscar as mulheres e as crianças, a trepidação da estrada fez os parafusos de
uma das rodas do meu carro saltarem, tive que tirar um parafuso de cada roda
para prender a que soltou. Meu carro era um Mercedes bens 1952, o pretinho
querido, amado pelos companheiros do quartel.
Passados
alguns do acampamento, minha irmã disse-me que na praça da matriz de Campo
Grande, Igreja Nossa Senhora do Desterro, estava uma pessoa vendendo títulos do
Camping Club do Brasil, não seria o caso de eu comprar um título e assim
acampar com mais segurança, comprei o Título de Proprietário, acampei em quase
todos os campings do Rio de Janeiro.
Minha filha, a Denise, já casada, soube que o camping de Araruama II estava ensinando crianças a velejar, matriculou sua filha e sobrinha, a Thamiris e Mylena, a Thamiris ganhou várias medalhas e participou da trans Araruama com o barco Optimista saindo da Praia do Barbudo até a Ponte dos Leites e com o barco Dingue, saindo de São Pedro de Areia até o Clube Náutico de Araruama, um feito memorável, chegando em quinto lugar entre 18 barcos, saiu de São Pedro em penúltimo lugar, 17, chegou em quinto entre feras tempo depois o Adm. Do Camping Clube, seu Ademar, convidou a Denise para assumir a cantina do camping Araruama II.
Uma breve história do Campismo no Brasil.
Muito interessante não extrairei o assunto por completo, deixarei na referência bibliográfica o endereço para quem estiver interessado pesquise, muito bom o assunto, não percam.
“O campismo foi introduzido no Brasil na década de 1910 pela Marinha, que também trouxe o escotismo. Até o início da década de
1960 a modalidade era praticada somente em barracas, de forma selvagem, mas já em 1964 foi inaugurada por Pedro Luiz Scheid a primeira fábrica de trailers, a Turiscar, que surgiu da necessidade de fabricar um equipamento que pudesse oferecer praticidade e rapidez na montagem e desmontagem do acampamento.
A partir disso a produção de veículos recreativos começou a crescer e mais fábricas foram abertas, principalmente nas regiões Sul
e Sudeste, dando início à produção de motor homes, ou motor-casa. As famílias passaram a adquirir cada vez mais a cultura do acampamento e o campismo atingiu seu ápice entre as décadas 1970 e 1980, de forma que o Camping Clube do Brasil, fundado em 1966 por Ricardo Menescal e com sede na cidade do Rio de Janeiro, foi a primeira instituição do ramo. “Nesses quarenta e oito anos de atividades, o CCB procurou estreitar laços entre governos, municípios e atividades afins na busca do desenvolvimento da pratica saudável do campismo”, afirma o secretário administrativo do Camping Clube do Brasil”.
Willian Tadeu. (1)
Vamos retornar ao nosso tem ali em Triagem, antes em Itaguaí, frequentávamos um sítio de um amigo, filho de um Vereador, onde passávamos em vários retiros de carnaval patrocinado pela Igreja Congregacional de Campo Grande.
Chegamos em Santa Cruz, moramos em Sepetiba, próximo a Igreja principal, Católica, vez enquanto íamos ao matadouro apanhar órgãos que não eram comercializado, bucho, fígado, rins, cérebro e outros, o ônibus que nos conduzia ia por uma estrada de terra, vez outra atolava após as chuvas.
Em Deodoro a via principal segue em direção a Nova Iguaçu, Queimados e Paracambi, até São Paulo, esta via para São Paulo está desativada.
Chegamos à Triagem, onde está nosso trem contornando o barranco, este foi escolhido para dar sustentação ao Viaduto de Mangueia.
Referência
Bibliográfica:
(1)
Jornal
da FETHESP/ Edição especial sobre campismo/Órgão Informativo da Federação dos
Empregados em Turismo e Hospitalidade do Estado de São Paulo
O nosso trem
contorna o morro de Mangueira a direita e perpendicular a esquerda a estação de
Triagem, a rede ferroviária auxiliar, Super Via, esta linha de trem segue em
direção a baixada fluminense, passa por Vieira Fazenda, onde se encontra a
cidade de Polícia, mais a frente Maria da Graça, ao lado paralela a rede
ferroviária a Faculdade de Reabilitação a FRASCE, estudei nesta faculdade. Fiz
Terapia Ocupacional nos anos 80, fui laureado com um prêmio em dinheiro por
participa de um concurso de monografia em homenagem ao seu patrono, Egas Munis,
fui o segundo colocado, sendo que o primeiro, por exigência de um professor,
fez uma pesquisa de campo sobre o trabalho de Terapia Ocupacional nos centros
públicos e privados, mais tarde o professor pediu-me desculpas por ter influído
no resultado do concurso.
Continuando,
nós, ao deixarmos o nosso trem para conhecer o ramal da linha auxiliar,
passamos por Del Castilho, existia nesse local a fábrica de cerâmica Klabin.
“1931: Wolff
adquire a Manufatura Nacional de Porcelanas, no subúrbio de Del Castilho, que
fabricava de forma artesanal pratos e travessas de louça, isoladores elétricos,
ladrilhos e azulejos. Era um negócio que tinha tudo para dar errado, pois os
equipamentos eram ultrapassados, os produtos tinham qualidade inferior e a
fábrica estava com dívidas acumuladas. Wolff pagaria apenas quando pudesse.
Decidiu-se por um contrato de locação de cinco anos com opção de compra. Wolff
investe em equipamentos, traz técnicos do exterior e se concentra na produção
de azulejos. Dez anos depois da aquisição, a Manufatura Nacional de Porcelanas
Klabin torna-se a maior produtora de azulejos do mundo, barateia os custos e
vence a concorrência estrangeira”. (26)
“Shoppings,
normalmente, remetem à modernidade, ao futuro. Entretanto, o Nova América, que
fica em Del Castilho, na zona norte da cidade, tem uma relação muito forte com
o passado.
A história
desse shopping começou bem antes de o espaço com lojas e áreas de lazer surgir.
Em 1925, funcionava, onde o hoje fica o Nova América, a Companhia de Tecidos
Nova América.
“Durante os
anos 1920, a cidade do Rio de Janeiro viveu um período de muito desenvolvimento
e a Companhia de Tecidos Nova América fez parte disso, já que era uma das
maiores empresas cariocas e brasileiras da época”, conta o historiador Mauricio
Santos.
De 1925 até
1991, a Companhia de Tecidos Nova América funcionou a todo vapor no lugar onde
hoje fica o Shopping. Depois disso, a fábrica foi transferida para a unidade de
Fonte Limpa, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Foi aí que
começou a história do Shopping Nova América, que passou a funcionar em 1995. A
arquitetura da fábrica, toda em tijolinhos, estilo inglês do início do século
XX, foi mantida”. (27)
Inhaúma, fui
morar próximo a Inhaúma em 1982, no Engenho da Rainha, propriamente Tomaz
Coelho, participei ativamente nos trabalhos de evangelização na comunidade
Águia de Ouro numa congregação ali existente, só deixei a Igreja quando vim
morara em Saquarema em 1991.
Um pouco da
história da Primeira Igreja de Inhaúma.
A
ORGANIZAÇÃO DA IGREJA:
Finalmente,
em setembro daquele ano foi organizada a atual Primeira Igreja Batista em
Inhaúma (PIBI), 25ª Igreja Batista criada no Distrito Federal. Nos anais da
organização costa a presença de 58 membros fundadores, sendo 39 oriundos da
Igreja Batista em Tauá e os demais da Igreja Batista do Méier, da Igreja
Batista da Tijuca, da Igreja Batista do Engenho de Novo, da Igreja Batista em
São João de Meriti e da Igreja Batista em Campo Grande, atualmente a Primeira
Batista em Inhaúma localiza-se na Rua Padre Januário.
“A igreja
foi fundada há 90 anos.
A Primeira
Igreja Batista em Inhaúma foi fundada em 7 de setembro de 1933, na Rua Castro
Lopes 46-B, no referido bairro, sob o título de Igreja Batista em Inhaúma.
Contudo, o início da sua história antecede ao próprio momento de sua
organização.
Os
irmãos-fundadores da nova instituição passaram por muitas lutas para
consolidarem a Igreja no Bairro de Inhaúma.
Em dezembro
de 1932 o Diácono Silvino Carlos dos Santos e mais 17 irmãos, alguns deles
originários da Igreja Batista de Pilares, organizaram a Congregação Batista
Independente de Inhaúma.
Em um curto
espaço de tempo, o trabalho da incipiente organização foi ampliado, levado o
grupo a formar a Igreja Batista independente de Inhaúma, cujo pastorado foi
entregue ao acima citado diácono, que nele permaneceu até maio de 1933, quando
foi eleito o Pastor Professor Walfrido Monteiro.
Naquele
mesmo ano, a referida Igreja foi incorporada à Igreja Batista em Tauá, sob
forma de uma Congregação totalmente integrada ao seio da denominação Batista”.
(28)
Em Tomaz
Coelho há uma bifurcação, o Metro que corre integrado aos trens da Rede Ferroviária
Super Via a deixa e segue a direita indo para a Pavuna no mesmo sentido da via
D’Ouro, passa por Vicente Carvalho, Irajá até Pavuna.
No outro
sentido, à esquerda, os da Super Via passam por Cavalcante, onde encontrava a
pujante editora Batista a JUERP.
“A Junta de
Educação Religiosa e Publicações, JUERP, foi criada pela CBB (Convenção Batista
Brasileira), em 1907. Como atividade editorial, no entanto, já existia antes
disto, pois desde 1901, O Jornal Batista já era editado pela Casa Publicadora
Batista, contendo algumas instruções sobre o ensino bíblico dominical, as aulas
da então denominada Escola Bíblica Dominical. Sua existência está vinculada ao
estudo bíblico aos domingos nas igrejas batistas”.
Extensas
publicações foram editadas por ela, um artigo de ninha autoria foi publicado no
Jornal Batista, “Os Deficiente que Deus usou”, por este artigo fui convidado
para realizar uma série de Conferências sobre o tema na Primeira Igreja Batista
em Jacobina, Bahia. Em outra ocasião participei de um concurso literário,
estilo romance, usei o tema “O Julgo Desigual”, fui classificado, porém dava
direito somente a um livro ser publicado, foi de um português.
Seguindo em
frente encontramos a estação de trem Magno, uma estação paralela a de
Madureira, esta proximidade faz do local ocorrência de muita gente vinda vários
lugares, consumidores e ambulantes, ao lado da estação de Magno, o Mercado
popular, vende de tudo, um pouco a frente o estádio do Madureira F.C.
Continuando a
estação Rocha Miranda, traz-me gratas lembranças.
Quando meu
pai faleceu, minha não sentiu desejo de dormir em nossa casa no mesmo dia do
funeral, pediu ao meu tio, este filho adotivo de vó Marieta, a casa dele tinha
três quartos, bem espaçosa, permitiu e dormimos na casa dele, durante a madrugada
meu irmão mais novo, o Jorge, passou mal, provavelmente em decorrência dos
acontecimentos do dia, vomitou, mãe acendeu a luz do quarto para limpá-lo,
quase de imediato, as luz apagou, ouvimos vozes dizendo ser geral, pela manhã
descobrimos que o tio havia desligado a luz para economizar os gastos dela, de
pronto, mãe ao saber desse detalhe, deu ordens para irmos à casa de vó Emiliana
em Rocha Miranda, vó morava entre o bairro de Bento Ribeiro com Rocha Miranda,
na rua Traipu, quase divisa.
Éramos frequentes
a Igreja Batista de Bento Ribeiro, converti-me a Jesus numa pregação do Pastor
Jogli Alves Feitosa, Pastor da Primeira Igreja Batista de Rocha Miranda.
Fui levado
às águas batismais pelo Pastor José Linz de Albuquerque, Pastor da Primeira
Igreja Batista de Bento Riberio, por ser menor de idade, nove anos, não fui
aprovado para o batismo, houve uma reunião entre as lideranças para aprovarem o
batismo, fui arguido por eles no conhecimento do Evangelho, fui aprovado, isso
se deu em 12/10/1950.
História e Organização
da Primeira Igreja Batista de Bento Ribeiro
“A Primeira
Igreja Batista de Bento Ribeiro, foi organizada no bairro de Bento Ribeiro –
Rio de janeiro, de uma forma um tanto quanto diferente das demais coirmãs na
sua formação. As circunstâncias motivaram o desejo de um intrépido grupo de
irmãos em lançar mãos à obra, no sentido desse grande e nobre ideal! O fato
surpreendente e inusitado, é que esses idealizadores não eram nativos da terra
carioca. Na década de 20, assolava o país terrível recessão, castigando
cruelmente as regiões norte e nordeste. Essas as mais sofridas, com grande
escassez de trabalho.
A demanda ao
Sul do país era a esperança de dias melhores, principalmente nos estados do Rio
e São Paulo, com perspectivas positivas. Nessa época aportavam ao Rio de
Janeiro, várias levas de nordestinos por via marítima especialmente de
Pernambuco, inclusive vários crentes também com esse mesmo objetivo -
sobrevivência. Já instalados em residências de parentes e principalmente
amigos, procuravam cultuar ao Senhor normalmente. Não se filiavam às igrejas
locais por um princípio básico: Eram membros de igrejas filiadas à outra
convenção Batista dissidente; denominada – Associação Batista Brasileira. Essa
duplicidade foi extinta no ano de 1938, graças à concordância de ambas as
partes.
Arregimentado
o primeiro grupo de irmãos, resolveram organizar uma congregação, tendo em
vista a organização de uma igreja batista, assim que as condições o
permitissem, com a ajuda e orientação do Santo Espírito do Senhor.
Primeira
reunião – 04 de abril de 1929 – Na Rua Tácito de Esmeriz, 91 – Bento
Ribeiro/RJ; Segunda reunião – 07 de abril de 1929 – Eleição da Diretoria da
congregação. Moderador - José Honório Freire Secretário – Agripino Ferreira de
Barros Tesoureiro – Antônio Rufino dos Santos Superintendente da EBD – Diácono
Agripino Ferreira de Barros Secretária – Maria Margarida do Nascimento
Tesoureira – Pureza de
Organização
da Congregação em Igreja – Entusiasmados com o crescimento da obra, resolveram
contratar a Associação Batista Brasileira (Convenção que se reunia com a igreja
Batista Mares/BA, de 25 a 27 de Junho de 1929), para estudo das condições de
trabalho na congregação com fito da Organização em Igreja. A citada Convenção
enviou a Bento Ribeiro – o Pastor Tiago Corrêa de Araújo, Pastor da Igreja
Batista de Cordeiro – Recife – Pernambuco, que dirigindo a congregação por
espaço de três meses e vinte e quatro dias, foi organizada a igreja no dia 28
de Julho de 1929, com sede na Rua Pacheco da Rocha, número 134 em Bento Ribeiro
com a seguinte denominação – Primeira Igreja Batista Brasileira em Bento
Ribeiro – Rio de Janeiro/RJ – Eleita a seguinte diretoria:Pastor Presidente –
Pr. Tiago Corrêa de Araújo Vice-Moderador – José Honório Freire Primeiro
Secretário – Diácono Agripino Ferreira de Barros Segundo Secretário – Armando
Gomes Tesoureiro – Antonio Rufino dos Santos (30)
História e
Organização da Primeira Igreja Batéis de Rocha Miranda
“Um pouco de
nossa história:
Dia 25 de janeiro de 1934, oriundo das Igrejas
Batistas em Madureira e Bento Ribeiro, treze irmãos, desejosos de anunciar o
Evangelho de Jesus Cristo, reuniram-se com o propósito de organizar a Igreja
Brasileira em Rocha Miranda, situada na Rua dos Diamantes, 99. A data da
organização foi marcada para 02 de fevereiro de 1934.
Após onze
meses de atividades, o grupo transferiu-se para a Praça das Pérolas, número 7,
hoje Praça Oito de Maio.
A igreja crescia, graças ao esforço
evangelístico de seus membros. A necessidade de um local para as celebrações
tornou-se cada vez maior. Todos uniram-se em oração e Deus não foi tardio em
dar a resposta. Deus proporcionou aqueles queridos irmãos um terreno na Rua
Cotijuba, 61. O mesmo foi adquirido com muito esforço e sacrifício. Todavia com
muita alegria.
Dia 18 de agosto de 1935, em um culto festivo,
era lançada a pedra fundamental do novo templo. Já não eram treze, mas trinta e
oito, o número de membros. Houve um crescimento de 192,2%. As organizações
estavam em plena atividade e os cultos eram abrilhantados por um expressivo
coral.
Não obstante tantas bênçãos, a Igreja começou
a sentir que não poderia viver isolada de suas co-irmãs. Assim, no dia 18 de
dezembro de 1936, sob a direção da Primeira Igreja Batista em Ricardo de
Albuquerque, que promoveu o concílio examinador, uniu-se a Convenção Batista
Brasileira, como o nome de Igreja Batista em Rocha Miranda.
Em 1959, o pequeno templo construído com tanta
dedicação por nossos fundadores, já não comportava os que vinham para adorar ao
Senhor. Pastor Rodolpho Cabral de Mattos levou a Igreja a tomar decisão de
construir um novo templo. Tudo estava preparado, quando num domingo, enquanto
pregava, Pastor Rodolpho sentiu-se mal, vindo a falecer pouco tempo depois. A
dor foi grande, mas o sonho de um novo templo, não se desfaleceu.
Em 1981, o sonho começou a se tornar
realidade, sob a liderança do Pastor Isaías Matins, a Igreja voltou a decidir
pela construção de “Uma casa digna de um Rei”. Novo projeto, campanhas, a
euforia geral. E, assim, em março de 1982, com muita emoção, em mutirões,
começamos a demolir o velho templo, para dar lugar ao novo.
Sessenta e três anos passados. Lutas,
dificuldades, mas sempre a certeza da presença do Senhor. Estamos alegres pela
Sua fidelidade para conosco, por tudo que nos fez. Estamos alegres, porque
muitos de nossos filhos, estão espalhados pelo nosso Brasil, servindo a Deus
como pastores, missionários, líderes ativos em suas Igrejas. Estamos alegres,
pelo futuro promissor que já podemos descortinar. Estamos alegres porque temos
sido fiéis aos propósitos divinos de salvar e edificar vidas.
Soli Deo
Glória (31)
Antes de
voltarmos ao trem em Triagem, vamos falar um pouco da estadia na casa de vó.
Havia
próximo à casa de vó um palacete em Marechal Hermes.
“Ele ficava
na rua Boqueirão e abrangia um quarteirão. Foi construído a mando do Marechal
Hermes da Fonseca para a sua esposa Nair de Teffé, que além de Primeira-Dama
entre 1913-14, foi a primeira caricaturista brasileira. Anos depois o casarão
pertenceu a uma família libanesa, que morou no palacete por muitos anos. Eles
foram os últimos moradores do palacete que, infelizmente, no início dos anos 80
já estava em ruínas. A herdeira o vendeu e o palacete acabou sendo demolido
para a construção de um condomínio de casas, que levou o nome de Condomínio
Palacete”. (32)
Nas
proximidades do Natal, realizavam festa para criançadas carentes do bairro, vó
nos levava lá, onde ganhávamos guloseimas e alguns brinquedos, no alto falante,
como sempre, o cantor Francisco Alves, catava a música “Canção da Criança”. Uma
das estrofes dia:
“Criança
feliz, que vive a cantar
alegre
embalar seu sonho infantil
ó meu bom
Jesus, que a todos conduz
olhai as
crianças do nosso Brasil!”.
“Em setembro
de 1952 Alves, que sempre procurava desenvolver atividades filantrópicas,
gravara a "Canção da Criança", com a participação do coral formado
por meninas da "Casa de Lázaro", em benefício da qual a renda desta
seria revertida; foi para divulgar este trabalho que viajou à capital paulista
para apresentar-se num show, pela Rádio Nacional, no Largo da Concórdia; ali
dirigiu-se ao final à multidão que o escutava, fazendo um pedido para que todos
ajudassem a infância”.
Um pouco de
Francisco Alves:
“Alves era
uma figura alta e magra; andava sempre elegante e bem penteado; muito
sorridente e avesso às bebidas. Como seu ídolo Vicente Celestino, tinha uma voz
de tenor mas, com o tempo, consolidou-se em barítono. De origem humilde, deixou
uma vasta produção de mais de quinhentos discos; sua morte trágica causou
imensa comoção no país, num sentimento que um de seus biógrafos, David Nasser
(que também era amigo e compositor de algumas músicas por ele interpretadas),
escreveu: "Tu, só tu, madeira fria, sentirás toda agonia do silêncio do
cantor". (33)
Vó morava na
rua Traipu no fim da descida do morro da rua Pacheco da Rocha, aos domingos,
após a Escola Dominical e culto matutino, seguíamos pela rua Pacheco da Rocha e
no meio do morrinho ouvíamos músicas na Rádio Nacional no programa “o Rei da
Voz”, com a morte de Francisco Alves, outros cantores passaram a se apresentar,
Orlando Silva, Silvio Caldas, Carlos Galhardo e outros. (Há pela Wikipédia uma
bela biografia dele.)
Certa vez
indo para casa acompanhado por duas moças da Igreja, vizinha de vó, perguntei a
elas, se uma delas queria me namorar, riram muito, disseram que eu devia comer
muito feijão. Deve ter sido realmente hilariante, eu tinha dez anos.
Próximo a
Igreja, na rua Pacheco da Rocha, havia uma farmácia de judeus, minha mãe
empregou-me nesta farmácia, no primeiro salário, não me lembro a quantia,
comprei um tamborim, minha mãe teve crise, tive que trocar, no segundo salário
comprei um anel, mãe quase morreu, bem eu não sabia da história, só mais tarde
soube, eu estava empregado na farmácia, mas quem pagava meu salário era minha
mãe de sua pensão, empregou-me para eu não ficar atoa.
Quando fui
para casa de vó, estava traumatizado, fui reprovado por falta no ensino
fundamental por motivo de morte de meu pai, matricularam-me no Colégio Nossa
Senhora da Paz em Rocha Miranda. Houve um concurso de matemática na escola
entre os alunos promovido pela direção, para premiar quem conseguiria dividir
um número pelo divisor de mais de três números, ganhei uma medalha pelo
terceiro lugar, perdeu-se após a morte de mãe.
No fim da
rua Traipu. onde vó morava, havia uma rua perpendicular a ela, ao lado um valão
fétido, nesta rua, vez enquanto, o bloco carnavalesco do bairro realizava
ensaio, num dia de ensaio, falei para minha vó que ia balançar meu corpo no
ensaio, vó foi contra, disse-me que não possuía nenhum traquejo daquilo, não
sabia nada de bloco de carnaval, para eu não ir, pois os garotos poderiam me
machucar, não me conheciam, não dei ouvidos, fui, quando cheguei no local a
garotada me olhou com deboche, um marreco no meio de profissionais, um garoto
veio dançar na minha frente, eu parecia um poste, cintura dura, pernas pareciam
chumbada no chão, uma triste figura, ainda por cima um barulho ensurdecedor, um
outro garoto por maldade, aproximou de mim e deu-me uma rasteira, tombo na
certa, caí no valão, fiquei com lama dos pés à cabeça, a garotada riu, eu, todo
envergonhado, saí do valão correndo e fui para casa, vó, quando me viu, ficou
apavorada e triste com a situação, deu-me roupas limpas e mandou-me tomar banho,
depois de banho tomado, vó me beijou, abraçou-me e disse-me: porque não a ouvi.
A vida é
assim, aprendemos com os erros.
Voltamos a Triagem
ao nosso trem.
Do lado esquerdo da estação de Triagem olhando para frente, há o depósito da Light, voltando pela rua, o Depósito de Suprimento do Exército, ao lado, os fundos do antigo Depósito Manutenção de Engenharia, tirei guarda de Cabo da Guarda no portão deste quartel. Seguindo junto a esquina da rua Lucínio Cardoso, o Laboratório Químico do Exército, mais à frente a escola, Tempo Feliz, matriculei meus filhos nesta escola, o meu filho, por não parar quieto, vire e mexe, machucava-se e tinha de levá-lo ao HCE, certa vez brincando no balanço da escola, o assento do balanço bateu em sua testa, abrindo o supercílio, levei ao HCE para costurar a ferida do supercílio, indo mais a frente a rua Mal. Suckow, essa rua termina na rua Dr. Garnier, a qual em sua esquina erguia o inefável PqDepMatComElt, onde passei o melhor de minha vida profissional. As saudades e as lembranças são imensas.
Ao dobrar a esquina da rua Dr. Garnier, seguindo em frente, do lado direito o portão do inesquecível Parque de Manutenção de Material de Comunicações e Eletrônica, onde passei o melhor de minha vida profissional, fiz excelentes amizades com ilustres companheiros, continuamo-nos a lembrar deste tempo nos encontros anuais, dos quais matamos as saudades e lembramos dos gratos momentos passados no Parque.
Porém para
esclarecimento mais atual deste tempo, terei de voltar ao 1GCan40AAé, minha
incorporação ao Exército foi em 15/01/1962, antes de apresentar-nos efetivamente
ao Quartel, fizemos uma prova para selecionar os soldados que serviriam como cabos, ou seja cabos sem divisas, as duas
lagartixas, porém recrutas, no mês de março deste mesmo ano, ao término do
curso de cabo e no dia em que sairia a promoção no boletim da Unidade,
estávamos varrendo o pátio da Bia, quando o soldado encarregado do boletim deu
as boas novas a nossa promoção a cabos, foi aquela alegria, dançávamos e
cantávamos, nisso apareceu uma máquina fotográfica, perfilamos e colocamos a
vassoura em ombro armas, um companheiro, sobrinho do premiado jornalista do
Jornal do Brasil, Camilo Castelo Branco, disse-nos que não ia atrapalhar nossa
fotografia, mas no dia em que um de nós candidatar-se a Presidente da República
a foto aparecia, ninguém quis tirar a foto.
Passou, em
agosto foi a matrícula ao concurso para o curso de sargento, um bom número de
soldados e cabos do 1GCan foram matriculados para o concurso e fizeram a prova,
no fim do mês veio o resultado da prova, GEEENTEEE (desculpa a imodéstia) SÓ,
EUZINHO FOI APROVADO.
Mas como na
minha vida nada foi fácil, não seria agora tão fácil, junto com o resultado
veio a informação que eu não fora matriculado no curso de sargento, pois não fora
previsto para minha QM o curso, qualificação militar, o curso de controlador de
tiro.
A vida
segue, no outro dia estavam na varanda da Bia, o Cmd. Da BCsv e o Cmd. Da 1Bia,
o meu Comandante chamou-me e disse que faria o possível para eu fazer o curso
de sargento, ao lado dele, o Cmd. Da 1 Bia, disse-me para ir ao Ministério do
Exército e falasse com o Comandante do Exército, pois era um General de bom
coração e me ouviria, pedi autorização para ir ao M.Ex, fui, quando cheguei no
primeiro andar onde dava acesso ao gabinete do Gen. Um ajudante de ordens me
interpelou e quis saber do que eu pretendia, disse-lhe o que havia acontecido,
levou-me a uma sala cheia de Oficiais e contou minha história, disseram para eu
ir ao meu quartel e pedir para enviar um Rádio ao MEx. Dizendo precisarem de
meus préstimos como sargento, enviaram o rádio e fui matriculado no curso de
suprimento de Comunicações, o curso seria realizado no Parque de Comunicações.
Em setembro,
antes do desfile da Independência, o Comodante da Bia de Comando, designou-me
para representar a Bia sentado na cadeira do atirador do canhão, eram três
canhões, o meu, o do meio, no dia do desfile, ao sair da Praça Mauá o caminhão que
puxava o canhão em que eu estava sentado, entrou forte na Av. Rio Branco, quase
tombou o canhão comigo, o motorista era o Soneca.
Perfilados
íamos chegando defronte ao palanque presidencial, o Presidente era João Goulart,
o corneteiro tocou a ordem de apresentar armas, imediatamente elevamos o tubo
do canhão a noventa graus, passamos com garbo.
Em novembro fui para o Parque fazer o curso, tudo corria bem, em fevereiro de 1963, quase ao fim do curso, o Capitão S/1 do GCan chamou-me lá, disse-me que eu não havia me engajado e como tal não era mais cabo do Exército, estava no Exército por força do curso que fazia e assim após o término dele e apresentação ao GCan seria dada minha baixa do Exército.
Vim ao Parque e contei minha história aos companheiros, disseram-me que no BPE, Batalhão de Polícia do Exército, encontrava-se preso um cabo do Parque e estava para apresentar-se ao Parque, como tal seria dispensado do serviço ativo e sua vaga estaria em aberto.
Falei com o Sargenteante responsável pela S/1, Secretaria, o Assunção, sangue bom, de um coração enorme e contei minha história, falou que falaria com o Coronel, Cel. Moore, outro de enorme coração, disse para o Sargento que ao término do curso, não me desligasse, colocasse-me como Adido se Efetive Fosse esperando a troca de QM quando, então estaria apto a ser transferido para o Parque.
Terminou o curso, fui aprovado, mas não fui apresentado ao GCan, o Capitão S/1 ficou doido, chamou-me lá, disse-me que ainda não havia fechado o relatório do ano anterior por minha culpa, deu-me alguns dias para resolver o problema, se não, daria minha baixa mesmo como adido ao Parque, falei com o Assunção, mandou-me ir ao M.Ex pegar o Boletim do Exército em mão, fui e peguei o Boletim onde fora publicado minha transferência de QM. Solucionado o problema, Deus cuida de nós.
No Parque o Assunção perguntou-me qual era minha atividade na vida civil antes de entrar no Exército, disse-lhe que trabalhei na Imprensa Naval no Ministério da Marinha, perguntou-me se eu sabia encadernar livros, disse-lhe que possuía uma pequena noção, pronto não deu outra, ordenou-me organizar o arquivo do Parque.
Certo dia, durante a visita de Oficiais da Diretoria de Comunicações ao Parque, um Major, perguntou-me que eu estava fazendo, disse-lhe que estava organizando o arquivo do Parque, gostou do meu serviço, não pensou duas vezes, levou-me para o Ministério do Exército para organizar o arquivo da Diretoria de Comunicações, passei a partir daí a dar expediente no Ministério.
Trabalhava no Ministério do Exército na Diretoria de Comunicações e Eletrônica, na última semana do mês de dezembro do ano de 1965 estava no Ministério trabalhando, as 17 horas terminou o expediente do dia, fui, como sempre, para casa de trem, morava em Campo Grande, peguei o trem na Central do Brasil e cheguei na estação de Campo Grande, quando o trem parou e abriu as portas, uma avalanche de pessoas desembarcou, nisso, de supetão caiu um temporal de fazer gosto, todos começaram a correr para abrigar-se da chuva.
A plataforma, para dar condições ao trem, por ventura, viesse da Central do Brasil pelo lado esquerdo, fizeram um corte na calçada inicial da plataforma na superfície dela, diminuindo o espaço para os passageiros, na correria que acontecia, alguns corriam sem rumo certo, eu corria também e procurava desviar-me dos outros, nisso dei-me conta que estava caindo em direção aos trilhos, aprumei o corpo, para não cair de bruços e ter um traumatismo craniano, caí em pé, só que a perna esquerda tocou no dormente da via primeiramente e sozinha recebendo no impacto todo o peso do corpo, houve uma grave luxação no joelho esquerdo, ou seja a perna esquerda soltou do joelho e os músculos da coxa, mais fortes, puxaram-na para embaixo da coxa.
Prontamente fui socorrido pelos transeuntes e levado para o Hospital Rocha Faria, na época já era deficiente auditivo e usava um aparelho para ouvir, era de caixinha, não havia então os auriculares perdi no tombo, mas tarde chegando à plataforma um rapaz achou e guardou para mim, não o conhecia, elemento bom de coração. O hospital Rocha Faria não estava equipado para tratar-me, enviaram-me para o Hospital Carlos Chagas em Marechal Hermes, não sabiam que eu era militar. Chegando lá, prepararam a sala de operação, nestes instantes, chegaram minha mãe e minha irmã para dar-me apoio, souberam do acontecido por um amigo de meu irmão, o Theófilo, a importância dos familiares nos momentos difíceis. Tudo correu bem.
Minha mãe pediu ao Gen. R.O, (Rodrigo Otávio Jordão Ramos), para que eu fosse para casa, deu-me autorização.
Levaram-me para casa, minha mãe, Dona Débora, meu padrasto, seu Oseías, meus irmãos, Itinha, Theófilo, Rita e Jorge, cuidaram de mim, durante 45 dias e após, fui levado para o HCE, tiraram o gesso e colocaram outro da metade da perna a metade da coxa, passei mais 13 dias com ele, fiquei no HCE.
Após esses procedimentos, minha perna esquerda era somente pele e osso.
Voltei ao trabalho na DCE, nesse período houve a chamada dos prováveis candidatos a promoção de Sargentos, para realizarem exames médicos, eu era um deles, não fiz os exames com receio de ser reprovado e dar baixa do Exército, não tinha cinco anos de Efetivo serviço.
Em maio do ano de 1966, os, meus companheiros do curso de Sargento que não haviam ainda sido promovidos, foram promovidos nessa época, deixei de ser promovido por falta de inspeção de saúde, no outro dia, atravessando a via da Central do Brasil para chegar ao Ministério do Exército, elevei meus olhos aos céus e disse para mim mesmo: “Se Deus assim quis, assim fez, louvado seja o seu nome”. Fui trabalhar. Pouco horas depois chegou um Cabo procurando-me, disse que havia me procurado por vários quarteis e o major responsável pelas promoções disse para ele que somente o promoveria se me achasse, disse-me que o major queria falar comigo, fui, deu-me um prazo de 21 dias para fazer os exames de saúde e ao fim, se tudo estivesse certo me promoveria. Fiz os exames e pedia os resultados todos em mãos, no dia da inspeção de saúde sentei-me entre dois sargentos, pedi a eles que quando fosse chamado tocasse em minha perna, pois tiraria o aparelho auditivo.
O médico chamou-nos para perícia, ordenou tirar a camisa e auscultou-nos, após deu o resultado mais esperado: “ESTÃO APROVADOS”, sufoquei meu grito na garganta e fui para o pátio, levantei meus braços aos céus e gritei, “GLÓRIA A DEUS, LOUVADO SEJA O SEU NOME”. Deus não solta a mão dos seus servos.
No dia primeiro de junho de 1966 fui promovido a Sargento do Exército Brasileiro e designado para servir na AMAN.
Voltamos ao trem em Triagem
De volta ao nosso trem em Triagem, temos do lado direito na rua Visconde de Niterói a antiga fábrica da Kibon, sua história começa na China, porém com a guerra travada entre a China e o Japão em 1938, forçou sua vinda para o Brasil
Seu nome inicial era U. S. Harkson do Brasil (iniciais do nome de seu proprietário Ulisses Harkson), com a guerra de 1938 entre a China e o Japão, veio para o Brasil, primeiramente situaram-se na rua do Matoso no ano de 1941, os primeiros sovertes foram o Eskibom e o Chicabon.
Porém com o crescimento da favela da Mangueira próxima a Kibon e o aumento da violência na região a fábrica do Rio foi desativada e suas instalações foram doadas para virar um Centro Comunitário. Hoje funciona a FAETEC. (Wikipédia-Memória de São Cristóvão)
Estamos em Triagem, o local, junto ao bairro de Benfica, num passado próximo, foi um ativo polo industrial, havia as fábricas da Gillete, da CCPL, o Depósito Geral do Exército, com o aumento e crescimento das favelas surgiu um incremento na violência do entorno, estes estabelecimentos deixaram de existir, a Gillete, nem o muro existe mais, a CCPL e o Depósito do Exército foram desativados ou seguiram para outro lugar, dando lugar a condomínios, ficou apenas o SENAI e o HCE, tenho deste hospital gratas lembranças, meus filhos e minhas duas netas aí nasceram, minha mãe fez cirurgia de catarata pelas mãos de um companheiro do Parque, PqDepMatComElt, antigo Sargento e na época da cirurgia de minha mãe, Coronel e chefe da Clínica Oftalmológica, sempre fui bem tratado, nesta última vez fui operado para implantação de ponte safena, só houve a perda de minha esposa, faleceu em decorrência de ter contraído uma super bactéria. No mais só tenho a agradecer aos médicos, enfermeiros e todos os profissionais que ali labutam para salvar vidas.
“Benfica é um bairro de classe média, mas com a transferência do Distrito Federal em 1960 o bairro foi abandonado pelo poder público entrando em declínio.
Ainda existem sobrados do século XIX, da época em que a região era sede do poder político da cidade.
O Conjunto Residencial Prefeito Mendes de Moraes, conhecido pela imprensa especializada como " Conjunto do Pedregulho" ou mais popularmente como "Minhocão", é um ícone da arquitetura modernista brasileira. O projeto, de 1947, é do renomado arquiteto Affonso Eduardo Reidy, tendo recebido painéis assinados por Roberto Burle Marx e Cândido Portinari.
Também era localizada em Benfica a fábrica da Cooperativa Central dos Produtores de Leite, invadida há alguns anos e transformada em um cortiço. Em janeiro de 2012 a fábrica foi alvo do Morar Carioca: foi implodida para a construção de 688 unidades habitacionais.
O bairro era apelidado como "entrada do subúrbio carioca". Wikipédia.
O trem, após estas longas pausas, segue seu destino, passa sob o viaduto de Benfica, chega à estação de Manguinhos.
Lembro-me que certo dia, o Rio de Janeiro foi açoitado por um terrível temporal alagando boa parte da cidade e Manguinhos foi um dos locais bastante afetado, um ex-soldado que era subordinado a mim, chamou-me para conhecer o que havia acontecido em Manguinhos, possuía na época uma amizade com um arquiteto e ele era candidato a vereador no Rio de Janeiro, fui até lá, quando cheguei o ex-soldado estava conversando com um elemento da Associação de Moradores do Bairro, mostrou-me o local, fiquei chocado, estava tomado de lama, algumas crianças brincava no lamaçal, disse para eles que aquelas crianças estavam sujeitas a pegar uma série de doenças, disseram-me ele possuíam anticorpos, não ficariam doentes atoa.
Disseram-me, também, que um porco se enroscou na rede do gol do campo de futebol e morreu, quando eu saia, convidaram-me para participar de um churrasco de costelinha de porco, sorte a minha, não consumo nada de derivados de porco.
“Rio - As histórias do Complexo de Manguinhos com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) se confundem. Os primeiros moradores do conjunto de favelas da Zona Norte do Rio foram trabalhadores do então Instituto de Patologia Experimental de Manguinhos, no início do século XIX. Mas a relação entre a comunidade e um dos principais centros de pesquisa científica do país vai muito além. Isso sem falar no Pavilhão Mourisco ou Castelo de Manguinhos, um símbolo da fundação, que foi construído entre 1905 e 1906. A estrutura, projetada pelo arquiteto português Luiz Moraes Júnior, foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1981. Hoje, a tentativa de que a construção se torne patrimônio da Unesco.
"Oswaldo Cruz chegava ali na ponta do castelo de barco. Aquela área era toda alagada, de manguezal", conta o professor, sobre o médico-sanitarista brasileiro pioneiro no estudo e na prevenção de doenças tropicais, que foi um dos primeiros diretores da instituição”. (O Dia)
Chegamos em Ramos, onde encontra-se a Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense e na perpendicular, a entrada do Complexo do Alemão.
Meu filho tocava guitarra e cavaquinho, era amigo de uns rapazes que junto a seu Pai frequentavam o pavilhão da Escola de Samba, eles reservavam umas mesas para curti o ensaio, certa vez convidaram-me para participar com eles do ensaio, fui, mas não era minha praia. Hoje o pai, os dois filhos, sendo um Pastor da Igreja da Assembleia no Nordeste, meu filho também é Pastor, uma história que contarei quando escrever minha viagem a Buenos Aires.
“Ramos é um bairro da Zona da Leopoldina, na Zona Norte do município do Rio de Janeiro, no Brasil. Bairro carioca tradicional e um dos principais redutos do samba e chorinho carioca, faz limites com os bairros Olaria, ao norte, Complexo do Alemão, a oeste, Bonsucesso, ao sul, e Maré, que fica no outro lado da Avenida Brasil, a leste.
Região de antigos engenhos de açúcar, chácaras e olarias que remontam ao século XVIII, no século XIX também viveu o surto do café.
A região do atual bairro de Ramos pertencia à Fazenda do Engenho da Pedra[5] (depois Fazenda N.S. de Bonsucesso), dentro da Sesmaria de Inhaúma. Ainda no século XVII, foram pioneiras as Estradas Velha do Engenho da Pedra e a Estrada Nova do Engenho da Pedra (atual Av.Teixeira de Castro), que davam acesso à região. Existiam outros caminhos que se comunicavam com o litoral, onde chegavam no “Cais de Pedra”, uma enorme pedra junto a Praia do Apicú (atual Praia de Ramos).[6]
Em 1868, com a inauguração da Estrada de Ferro Leopoldina, o capitão José Fonseca Ramos exigiu a construção de uma estação de trem em sua fazenda, uma vez que a ferrovia cruzava as suas terras. Essa iniciativa, que pretendia dar maior comodidade à sua família e agregados, fez nascer um dos mais tradicionais bairros do Rio de Janeiro.
A região ganhou um grande desenvolvimento quando foi urbanizada pelo engenheiro Joaquim Vieira Ferreira Sobrinho, que, por volta de 1910, fundou a Vila Gérson e a escola Gérson. Até hoje, vários logradouros ainda têm o nome dos parentes deste engenheiro, como a Rua Miguel Vieira Ferreira (seu pai), Rua Gerson Ferreira (seu filho) e a Rua Ruth Ferreira (sua esposa).[7]
Já no século XX, Ramos foi um dos redutos da elite da chamada Zona da Leopoldina. O Social Ramos Clube era frequentado por moradores ilustres e os convites para os seus salões eram disputados. Em 1938, o Cine Rosário era um dos maiores do Rio de Janeiro com seu projeto arquitetônico art decó.
Entre as agremiações carnavalescas do bairro, destaca-se a escola de samba Imperatriz, oito vezes campeã no carnaval carioca. O Grêmio Recreativo Cacique de Ramos, fundado em 1961, tem sede em Olaria.[8], Ramos sempre se posicionou com enorme relevância no samba[9] do Rio de Janeiro.
Grandes nomes da música brasileira ligam-se ao bairro como os dos compositores Pixinguinha,[10] Villa-Lobos e, mais recentemente, Zeca Pagodinho e Almir Guineto.
Pixinguinha compôs o Hino de Ramos em 1965, para os festejos de 80 anos do bairro.
Villa-Lobos tornou-se assíduo frequentador ao conhecer a sua futura esposa durante uma visita a um amigo, músico, morador do bairro. Veio a ser, inclusive, um dos fundadores do bloco carnavalesco Recreio de Ramos.
Zeca Pagodinho e Almir Guineto ligam-se ao nome do Cacique de Ramos, que também é o berço de grupos como o Fundo de Quintal. Em 2009, a escola de samba Imperatriz, através do enredo "Imperatriz… Só quer mostrar que faz samba também" homenageou o bairro de Ramos na Marquês de Sapucaí.
Possui uma tradicional vizinhança capaz de contar histórias da época em que os morros eram propriedades privadas. Cortado pela linha férrea, o bairro possui uma praia eternizada no samba de Dicró Praia de Ramos. Até a década de 1970, início da década de 1980, ainda era utilizada pelos banhistas usuais, sendo a partir de então impraticável o uso, devido à péssima qualidade da água. Em 1994, com a definição dos limites geográficos do bairro da Maré a Praia de Ramos passou a fazer parte deste novo bairro. Em 15 de Dezembro de 2001, durante o governo Garotinho, inaugurou-se nesta mesma praia o Piscinão de Ramos, que apesar de ter o nome de Ramos, baseia-se apenas na Praia homônima no bairro da Maré”. (Wikipédia)
O nosso trem com o seu matraquear característico de uma “Maria Fumaça”, lançado fumaça e fulinge, segue seu caminho, chegamos à estação de Bonsucesso um dos mais clássicos bairros da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, dentro de Bonsucesso cabem memórias do mundo todo.
“Onde hoje fica Bonsucesso, ficava, no período colonial, o Engenho da Pedra, cujas terras se estendiam até ao porto de Inhaúma, por onde era escoada a produção agrícola e de açúcar do recôncavo do Rio de Janeiro.
A dona das terras do Engenho da Pedra era Cecília Vieira de Bonsucesso, por conta disso a região passou a ser chamada de “Engenho da Pedra de Bonsucesso”.
“D. Cecília Vieira de Bonsucesso possibilitou a reforma da capela de Santo António, que era cortada pelo Rio Faria. Este fato, que aconteceu em 1754, foi um marco para toda a região onde hoje em dia fica Bonsucesso”, frisa a pesquisadora Manoela da Silva.
Em 1914, Guilherme Maxwell, engenheiro, comprou terras na região de Bonsucesso. Sob influência das notícias sobre a primeira guerra mundial, Guilherme decidiu lotear as ruas com nomes de cidades de países que combatiam a Alemanha no conflito. Surgiram assim, respectivamente, a Praça das Nações e as avenidas Paris, Londres, Bruxelas, Roma e Nova Iorque.
Mais ou menos no mesmo período, um membro da família Frontin, expandiu o bairro, loteando a área além da linha férrea da Leopoldina. A influência da primeira Guerra Mundial seguia firme e forte. Vias com nomes como Clemenceau (Georges Clemenceau, primeiro-ministro francês durante a Primeira Guerra), Marechal Foch e General Galieni”. (Wikipédia)
Em Bonsucesso está a Universidade Superior Unificada Augusto Mota-SUAM.
Primeira Igreja Batista Central de Olaria
Segunda Igreja Batista de Ramos
Segunda Igreja Batista em Higienópolis
Primeira IgrejaIgreja Batista do Jacarezinho
Igreja Batista Nova Jerusalém
Primeira Igreja Batista em Vigário Geral
Igreja Batista em Honório Gurgel
Igreja Batista em Alegria
Igreja Batista Nova (17)Depois, mais tarde, casado e com filhos, morei na Av. Marechal Rondon, fiz parte efetiva na Igreja Batista de São Francisco Xavier e o seu Pastor, o sexto foi o Pr. José Vilaça da Silva. Ele esteve a frente no final dos anos 70 até 1983, fui professor dos intermediários, responsável pela evangelização no morro de Mangueira, no Parque Bandeira, havia uma Congregação onde pregava, fiz evangelismo no chamado buraco quente, para fazer o trabalho evangélico nas favelas somente acompanhado por um morador.Saí da Igreja a convite do Pastor de Souza para auxiliar nos trabalhos evangelísticos da Segunda Igreja Batista do Rio de Janeiro, situada à rua Adolfo Bergamini no Engenho de Dentro, entre muitos afazeres, fui diretor de Finanças e professor de Teologia num curso avançado de Teologia para obreiros, patrocinado pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil.
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Igreja Batista Nova (17)Depois, mais tarde, casado e com filhos, morei na Av. Marechal Rondon, fiz parte efetiva na Igreja Batista de São Francisco Xavier e o seu Pastor, o sexto foi o Pr. José Vilaça da Silva. Ele esteve a frente no final dos anos 70 até 1983, fui professor dos intermediários, responsável pela evangelização no morro de Mangueira, no Parque Bandeira, havia uma Congregação onde pregava, fiz evangelismo no ch
Primeira Igreja Batista Central de Olaria
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Segunda Igreja Batista em Higienópolis
Primeira IgrejaIgreja Batista do Jacarezinho
Igreja Batista Nova Jerusalém
Primeira Igreja Batista em Vigário Geral
Igreja Batista em Honório Gurgel
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Igreja Batista Nova (17)Depois, mais tarde, casado e com filhos, morei na Av. Marechal Rondon, fiz parte efetiva na Igreja Batista de São Francisco Xavier e o seu Pastor, o sexto foi o Pr. José Vilaça da Silva. Ele esteve a frente no final dos anos 70 até 1983, fui professor dos intermediários, responsável pela evangelização no morro de Mangueira, no Parque Bandeira, havia uma Congregação onde pregava, fiz evangelismo no chamado buraco quente, para fazer o trabalho evangélico nas favelas somente acompanhado por um morador.Saí da Igreja a convite do Pastor de Souza para auxiliar nos trabalhos evangelísticos da Segunda Igreja Batista do Rio de Janeiro, situada à rua Adolfo Bergamini no Engenho de Dentro, entre muitos afazeres, fui diretor de Finanças e professor de Teologia num curso avançado de Teologia para obreiros, patrocinado pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Breve História da Segunda Igreja
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