Ministério Terreno de Jesus Cristo

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A PROMESSA DE DEUS A HUMANIDADE. O NASCIMENTO DE JESUS

Gênesis 3: 13-15

Jesus, o Cristo, o Messias, foi, desde o início da criação de todas as coisas, prometido aos homens, ela, a promessa, se deu por motivo da desobediência do homem ao Senhor.

Deus, sendo onisciente, conhecia a natureza humana, sendo ela propensa ao pecado.

E disse o SENHOR Deus à mulher: Por que fizeste isto? E disse a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.

Então o SENHOR Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da sua vida. 

E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”. Gênesis 3: 13-15

Então o Senhor escolheu o seu único Filho, inocente, imaculado, sem pecado, antes de todas as coisas serem criadas, para que ele, Jesus, reconcilia-se a humanidade com ele, o Pai.

Jesus, o Filho de Deus, estava com ele e é Deus.

“NO princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.”. João: 1: 1-4 

Por motivo da desobediência do primeiro homem, o pecado passou a toda humanidade, por isso todos pecaram diante de Deus, havia, portanto, a necessidade de salvar o homem da morte eterna, pois, o pecado lhe dava a morte.  

“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. Rm. 3: 23

Diante do representante da raça humana, o primeiro homem, havia duas alternativas, obedecer ao Senhor Deus ou não, escolheu a desobediência.

"Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás". Gen. 2: 17 

No desobedecerem ao Senhor, receberam como castigo a morte física e a espiritual, porém o Senhor, em sua infinita misericórdia, deu-lhes o direito de substituir a sua morte espiritual pela morte de um inocente, sem mácula, o cordeiro pascoal.

Com o correr dos tempos e pela dureza do coração humano em fazer do sacrifício expiativo um ato meramente formal, sem o significado espiritual, houve necessidade do sacrifício de Jesus, o cordeiro sem mácula.

“Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação,

Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.

Porque, se o sangue dos touros e bodes, e a cinza de uma novilha esparzida sobre os imundos, os santifica, quanto à purificação da carne,

Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?

E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão”. Hebreus 9: 11-14; 22

Deus não poderia vir em forma de Deus, pois se acaso viesse como um anjo, tiraria do homem a poder da liberdade de escolha pela fé, também o resgate só poderia ser feito pela morte do pecador,

Veio como todos os homens, nasceu de uma mulher íntegra. Maria foi escolhida, pela graça do Senhor, para ser o instrumento da vinda do Filho de Deus ao mundo, não que seja a mãe de Deus, esse título lhe foi outorgado pelos homens em 431 da era atual.

Ele é eterno, sem princípio ou fim. Veio em semelhança de homem, levando sobre si os pecados da humanidade, tornando-se o Filho do homem, Deus homem, para cumprir a missão de resgatar o pecador.

"Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram...

Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo". Romanos. 5: 12 e 17

O nascimento de Jesus ocorreu pela providência de Deus e foi assim:

"Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo.  

Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente. 

E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo; 

E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados". Mt. 1: 18-21

Louvamos ao Senhor pelo seu grande amor em ter nos dado seu filho para reconciliar-nos com ele.

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele". João 3: 16-17

Possamos, nós, refletirmos sobre esse grande amor, em ter o Senhor Deus dado seu único filho para morrer pelo homem pecador, seus inimigos.

Devemos crer no sacrifício de Cristo em ter morrido numa cruz em nosso lugar e ressuscitado ao terceiro dia, vencendo a morte e ter-nos dado a vida eterna nele.

“E, pedindo luz, saltou dentro e, todo trêmulo, se prostrou ante Paulo e Silas.

E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar?

E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa”. Atos 16: 29-31

Louvado seja o Senhor Deus, a ele toda honra, louvor e glória. 

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 12/12/2020

 

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O nascimento de Jesus – O cumprimento da promessa divina

Evangelho de Lucas 1 e 2

O nascimento e gestação de Jesus foi sobrenatural, não anulando sua natureza humana, nem a divina. Deus preparou o mundo e a ocasião propícia para o nascimento de seu filho.

O idioma universal o grego, a paz, pelas armas romanas, as vias e as estradas construídas pelos romanos permitiam o tráfego de pessoas pelas aldeias e países próximos, davam todas as condições para o crescimento e a expansão do evangelho de Cristo no mundo.

O advento do Messias foi anunciado a todo mundo pelos Profetas do Velho Testamento, portanto é chegado o grande momento para sua vinda ao mundo.

Não foi anunciado por trombetas ou alarido do povo, mas num encontro supremo do Anjo de Deus, Gabriel, a uma piedosa jovem judia, em que Deus escolheu para ser a mãe de seu único Filho, Maria de Nazaré.

Houve um evento importante ocorrido antes do advento do Messias, o nascimento de João Batista, a voz do deserto, o precursor do Messias.

Sua mãe, Isabel e seu pai, Zacarias, eram idosos e não tinham filhos, numa família judia era opróbrio tal fato, Zacarias era sacerdote, foi sorteado para o serviço no Templo e recebeu a visita do anjo Gabriel dizendo-lhe que seria pai e seu filho o precursor do Messias:

E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus,
E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto”.
Lucas 1:16,17

Nessa época o Rei da Judeia era Herodes, “o Grande, edomita pelo sangue e judeu pela religião. Era um governante capaz, mas cruel e corrupto.” (Comentário de Moody ao Livro de Lucas)

 Aos seis meses da gestação de Isabel, ela era prima de Maria, mãe de Jesus.

“E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. 

E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres.

E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras, e considerava que saudação seria esta.

Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus.

E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.

Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai;

E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.

E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum?

E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.”. Lucas 1:26

O anjo também lhe falou que Isabel, sua prima, havia concebido um filho e fazia seis meses que isso teria acontecido. 

Maria foi a casa de Isabel nas montanhas na cidade de Judá. Lá chegando e ao saudar Isabel o neném que estava em seu ventre saltou e Isabel foi cheia do Espírito Santo.

“E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo.

E exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre.

E de onde me provém isto a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor?

Pois eis que, ao chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre.

Bem-aventurada a que creu, pois hão de cumprir-se as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas” Lucas 1:41-45 

E Maria então entoou um cântico.

“Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador; Porque atentou na baixeza de sua serva;

Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada, Porque me fez grandes coisas o Poderoso; E santo é seu nome. E a sua misericórdia é de geração em geração sobre os que o temem...” Lucas 1:46-50

O imperador Romano, César Augusto, decretou um edito para que todos os moradores do reino se alistassem, presume-se que isto fora ordenado para angariar mais impostos.

“E ACONTECEU naqueles dias que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse

(Este primeiro alistamento foi feito sendo Quirino presidente da Síria).

E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade”. Lucas 2: 1-3

A organização administrativa dos judeus era feita por famílias, baseadas nos filhos de Jacó, portanto cada um possuía sua cidade de origem, isso foi feito, quando na divisão das terras realizada por Josué, após a conquista de Canaã. 

A responsabilidade de José, perante a lei, sendo judeu e diante do edito, José e Maria, eram descendentes da tribo de Davi, sua família de origem era de Judá, deveriam alistar-se em Belém da Judeia, pois residiam em Nazaré, província da Galileia.

“E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. E subiu também José da Galileia  da cidade de Nazaré, à Judeia,  à cidade de Davi, chamada Belém (porque era da casa e família de Davi). A fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida”. Lucas 2:4-5 

Foram em direção à Belém.

Interessante que residiam em Nazaré, uma cidade distante de Belém por 145 quilômetros em aclive, não possuíam meios de transportes, iam a pé, Maria quase ao fim de sua gestação.

“De forma que o trajeto percorrido pelos moradores de Nazaré até Jerusalém, para participar das festas de preceito, seguia o caminho do rio Jordão até Jericó, os judeus evitavam a estrada das montanhas pela Samaria, pois não conversavam com os samaritanos. Total de quilômetros: 145 Km”.

( WWW.abiblia.org)

Quando lá chegaram cumpriu-se os dias da gravidez de Maria. Não havia lugar nas estalagens, conseguiram uma estrebaria e ali, numa manjedoura, nasceu o Filho de Deus.

E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem”. Lucas 2: 7

Não foi num palácio, tampouco numa mansão ou berço de ouro, porém numa estrebaria e numa manjedoura.

Quão magnificente são as misericórdias de Deus, fez-se homem simples, humilde para salvar a humanidade de seus pecados.

Sem majestade ou título nobre, mas de um  homem comum.

Nascia ali numa estrebaria o Filho de Deus, o Messias que livraria os homens de seus pecados, levando-os ao Pai.

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”. Isaías 8:6

E quantos, naquela época e nos dias atuais, não lhe dão estalagem em seus corações.

“Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome”. João 1: 11-12

Maria o envolveu em panos e deitou-o na manjedoura. Jesus, o Rei dos reis, o Cristo, o Messias prometido, é nascido.

Sem uma única testemunha, somente o pai e os animais ali contidos. Que homem extraordinário foi José, um pai adotivo.

Notamos que Cristo, o Filho do Homem e o Filho de Deus, possuía duas naturezas a carnal e a divina. A carnal para, como homem, levar o fardo do pecado de todos os homens, sem pecado, em sacrifício vivo a Deus.

A divina para por si mesmo purificar todos os homens de seus pecados.

“Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito”. I Pedro 3:18

Não foram convidados os maiorais dos Judeus, tampouco os reis da terra, para vê-lo, porém aos pastores, simples trabalhadores, dizem alguns que esse trabalho era destinado aos menos favorecidos.

"Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho. E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor.

E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor". Lucas. 2: 8-11

Eles apressadamente foram vê-lo, e nesse mesmo instante apareceu nos céus uma multidão dos exércitos celestiais louvando o Senhor, dizendo:

"Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens". Lc. 2: 14

Qual deveria ter sido a emoção dos pastores ao vir os exércitos celestiais louvar a Deus pelo nascimento de seu filho, Jesus e propiciar a salvação aos homens?

Jesus, o Cristo, o Messias prometido é nascido. Não há mais para os homens desculpas pelos seus pecados, pois aquele que foi prometido em todo o Velho Testamento, ele nasceu e está junto aos homens, para acusá-los, condená-los e levá-los a juízo todos os que não creiam  em seu nome, porém veio, principalmente e primordialmente, salvar toda humanidade de seus pecados. E todos os que crerem nele, terão a vida eterna.

"Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece". João 3: 36

E qual é a nossa admiração, louvor, honra e glória que temos dado ao Cristo vivo que nasceu, viveu, sujeitou-se a todos os sofrimentos, a morte e a ressurreição para salvar-nos da condenação eterna?

O Evangelista Lucas sempre cita em seu Evangelho o carinho de Maria com os acontecimentos em relação a Jesus, seu filho.

“Mas Maria guardava todas estas coisas, conferindo-as em seu coração”. Lucas 2: 19

 Creia no Senhor Jesus para gozar as delícias da vida eterna.

Crer no Senhor Jesus e será salvo tu e a tua casa.

Louvado seja o Senhor Deus. A ele toda glória, louvor e honra.  Amém

Original escrito por Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro. 19/12/2020

Referências bibliográficas:

Bíblia na tradução revisada e atualizada por João Ferreira de Almeida

Comentários nos Evangelho de Dwight L. Moody

E site: WWW.abiblia.org


O Ministério Terreno de Jesus Cristo.

A Infância de Jesus a circuncisão, os Magos e Herodes.

Lucas 2: 21

A infância de Jesus tem, ao longo do tempo, suscitado interesse em muitos conhecê-la, e levantado várias hipóteses a respeito, sem respaldo bíblico, para compreendê-la, somente nas Escrituras Sagradas, teremos os fiéis relatos dos primeiros anos de sua vida.

Aos oito dias de nascido, segundo a lei, foi apresentado no templo e circuncidado.  

"E, quando os oito dias foram cumpridos, para circuncidar o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo lhe fora posto antes de ser concebido". Lucas 2: 21

O nome Jesus significa: “Jeová é a salvação”.

Beacon diz: “Para os que foram salvos por meio da Sua graça, o seu Nome conserva um encanto, uma doçura especial. Vincent Taylor adequadamente comenta: “De todos os nomes,

nenhum é mais precioso aos ouvidos cristãos do que o nome de ‘Jesus’.”

No ato da apresentação no Templo e circuncisão deveria ser resgatado, de acordo com os mandamentos, por ser de família humilde, por um par de rolas ou dois pombinhos.

“(Segundo o que está escrito na lei do Senhor: Todo o macho primogênito será consagrado ao Senhor); E para darem a oferta segundo o disposto na lei do SENHOR: Um par de rolas ou dois pombinhos". Lucas 2: 23-24

Havia em Jerusalém um homem íntegro, temente a Deus e o Espírito Santo revelou-lhe que não morreria antes de ver o Salvador, o Messias de Deus, ele, nesse dia, foi impelido pelo Espírito de Deus ir ao templo, lá, ao vir o menino, trazido por seus pais, tomou-o no colo e agradeceu ao Senhor o beneplácito de ver o Messias.

"Havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem era justo e temente a Deus, esperando a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele.

E fora-lhe revelado, pelo Espírito Santo, que ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor.

E pelo Espírito foi ao templo e, quando os pais trouxeram o menino Jesus, para com ele procederem segundo o uso da lei,

Ele, então, o tomou em seus braços, e louvou a Deus, e disse: Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, Segundo a tua palavra;

Pois já os meus olhos viram a tua salvação, A qual tu preparaste perante a face de todos os povos; Luz para iluminar as nações, E para glória de teu povo Israel". Lucas 2: 25-32

E a profetiza Ana, uma viúva de quase oitenta e quatro anos que no período de setenta e sete anos, vivia no templo e não se afastava dali, ao vir Jesus glorificava-o e falava a todos sobre ele.

Passado, aproximadamente, um ano do nascimento de Jesus, ele, Jesus, recebe a visita de nobres, mas de um país distante, do oriente, os Magos, eram chamados assim por serem estudiosos, acredita-se que por terem seguido a estrela, sejam astrólogos, conheciam também sobre o Messias.

"E, TENDO nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém,

Dizendo: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo". Mateus 2: 1-2

Eis a internacionalização das promessas de Deus aos homens, o Messias para todas as nações da terra.

Deus ao falar com a Abraão para sair de perto de seus pais e de sua terra, disse: "e em ti serão benditas todas as famílias da terra". Gen. 12: 3b

Herodes, o Grande, os sacerdotes, os escribas e toda Jerusalém perturbou-se, ao ouvirem os magos falarem sobre o nascimento de Jesus.

Herodes convocou os Sacerdotes e os Escribas, componentes do Sinédrio, eram os Fariseus e Saduceus, para saber onde nasceria o Messias, disseram-lhe que Belém seria a cidade de seu nascimento. Astutamente o rei pede aos magos que fossem vê-lo, depois trouxessem o local exato, para ele ir adorá-lo também.

Herodes era um rei mau, assassino, cruel, mandou matar seus parentes, três filhos e a esposa, para não ocuparem seu trono.

Conta-se que próximo a sua morte, terrível morte, estava cheio de chagas, purulentas e mal cheirosas, sabendo que ninguém gostava dele e não haveria em seu velório alguém que sentisse sua morte, mandou trazer vários nobres e ordenou que com sua morte, fossem eles mortos, para parecerem que morreram em dor pelo seu passamento. Após sua morte Arquelau e Salomé, seus filhos, não permitiram que cumprissem essa ordem. (Flávio Josefo, escritor judeu, História dos Judeus, Antiq. Jud. Livro 17, cap.6 e 7)

Herodes ao pedir aos magos o local exato em que estava o menino para ir adorá-lo, possuía o desejo insano em matá-lo.

A diferença de adoração, os estrangeiros adorando o Messias como Rei. Enquanto aqueles, para quem era destinado, desejavam matá-lo.

Os magos partem em direção à Belém, a estrela vista no oriente, guiava-os pelo caminho.

“Todas as tentativas de se explicar a estrela como um fenômeno natural são inadequadas dada a razão dela conduzir os magos de Jerusalém até Belém e então permanecer sobre a casa”. (Beacon)

Chegando à casa onde Jesus estava, adoraram-no e presentearam-no com ouro, incenso e mirra.

Ouro, significando sua ascensão ao trono do rei Davi, o Rei dos reis, o Filho do Homem.

Incenso, sua missão redentora, o Messias, o Cristo de Deus, o Filho de Deus.

Mirra, sua morte, pois mirra era usada para embalsamar os defuntos e possuía a  natureza curativa, a  realização dos milagres, o Médico dos médicos.

O óleo de mirra é um óleo essencial, extraído de uma árvore burserácea de resina perfumada, existente no oriente médio, usado no Egito, antes da ida de Jacó para lá, era usado para todos os males do corpo, principalmente na preparação fúnebre no embalsamento das múmias.

A Rainha Ester o usou como embelezamento, antes de ser apresentada ao rei Assuero. Hoje as Igrejas usam-no como óleo de unção.

Os magos, por revelação divina, seguem por outro caminho, sem comunicar ao rei Herodes o local onde Jesus estava.

Porém Herodes não se deu por vencido. E o Senhor Deus, através de um sonho, avisou José que Herodes tentaria matar o menino.

"E, tendo eles (os Magos) se retirado, eis que o anjo do Senhor apareceu a José em sonhos, dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito, e demora-te lá até que eu te diga; porque Herodes há de procurar o menino para o matar.

E, levantando-se ele, tomou o menino e sua mãe, de noite, e foi para o Egito". Mateus 2: 13-14

A distância de Belém ao Egito era de 320 quilômetros em estrada mal conservada, sem asfalto e eles o fizeram a pé, a tradição coloca um burrinho levando Maria e Jesus sobre ele, dizem os comentaristas que realmente poderia ter ocorrido.

Herodes em sua crueldade ordenou, fossem mortos todos os meninos com idade de dois anos para baixo.

"Então Herodes, vendo que tinha sido iludido pelos magos, irritou-se muito, e mandou matar todos os meninos que havia em Belém, e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos". Mateus 2: 16

O Evangelista Mateus, por escrever para os judeus, cita cada acontecimentos com Jesus, provando-os com as Escrituras do Velho Testamento.

A ida de José, Maria e Jesus para o Egito.

"E esteve lá, até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Do Egito chamei o meu Filho". Mateus 2: 15

E a matança dos meninos por Herodes, cita Jeremias.

" Então se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias, que diz:

Em Ramá se ouviu uma voz, Lamentação, choro e grande pranto: Raquel chorando os seus filhos, E não querendo ser consolada, porque já não existem". Mateus 2: 17-18

Após a morte de Herodes, Jesus e seus pais retornam, indo residir na cidade de Nazaré.

"E, ouvindo que Arquelau reinava na Judéia em lugar de Herodes, seu pai, receou ir para lá; mas avisado em sonhos, por divina revelação, foi para as partes da Galileia.

E chegou, e habitou numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito pelos profetas: Ele será chamado Nazareno". Mateus 2: 22-23

A palavra Nazaré significa desprezado, corroborando com Isaias 53:3a “Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens...”

Arquelau era cruel como o pai e na Galileia o Imperador era Herodes Antipas, filho também de Herodes, o Grande, porém um pouco melhor.

Deus em seu infinito amor e misericórdia preparava e cuidava de seu filho para a redenção do homem pecador.

Devemos conhecer esse cuidado, o amor de Deus, sua misericórdia, compaixão e crer em Jesus.

E Jesus "crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele". Lucas 2: 40

José e Maria eram ciosos de suas responsabilidades como pais na criação de seus filhos, principalmente em relação a Deus e a lei, levavam todos os anos seus filhos à Jerusalém para as festas cerimoniais.

E, Jesus, aos doze anos, foi à Jerusalém com seus pais à Pascoa, não retornou com eles, deixando-os preocupados.

Então seus pais retornaram à Jerusalém a procura dele e encontraram-no assentado, argumentando com os doutores da lei, interrogava-os e respondia suas perguntas, todos admiraram-se com sua sabedoria.

"E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os. E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas". Lucas 2: 46-47

Jesus estava tratando de assuntos do Senhor Deus, seu pai.

Seus pais quando o acharam, disseram-lhe que haviam procurado em toda parte, mas não o encontraram e porque não havia ido com eles.

“E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?”. Lucas2:49

Notamos que Cristo era o Filho do Homem e o Filho de Deus, possuía duas naturezas a carnal e a divina.

A carnal para como homem levar o fardo do pecado, sem pecado, em sacrifício vivo a Deus, a divina para por si mesmo purificar todos os homens de seus pecados.

“Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito”. I Pedro 3:18

Porém era obediente a José e Maria. Retornou à Nazaré e ali lhes foi sujeito. 

"E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito.

E sua mãe guardava no seu coração todas estas coisas.

E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens". Lucas 2: 51-52

Nada mais as Escrituras canônicas dizem a respeito de sua infância e adolescência.

A responsabilidade, a importância e o privilégio dos pais na criação de seus filhos. O exemplo na dedicação de suas vidas ao trabalho, na honestidade, no estudo das Escrituras Sagradas e no tempo separado para a comunhão com Deus irá refletir decisivamente no caráter e no comportamento de seus filhos no decorrer de suas vidas.

Jesus, o Filho de Deus, criados por José e Maria, foi instruído nos costumes da vida humana, na carpintaria, na agricultura, na pecuária e na pesca, em todos os seus ensinamentos, usou-os para ilustrar os seus sermões.

Sejamos ciosos em tudo, no trabalho, na honestidade, nos estudos seculares e nas Escrituras da Palavra de Deus, para com o nosso exemplo influenciar, os nossos filhos e a todos de nosso convívio, para eles crerem em Jesus Cristo por ação do nosso exemplo e trato responsável com o evangelho de Cristo.

Louvamos o Senhor Deus. A ele toda a glória, honra e louvor.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil 26/12/2020.

Bibliografia:

Bíblia tradução, revisão e atualização de João Ferreira de Almeida – Editada pela SBB.

Comentários: CPAD

Dwight L. Moody

Mathew Henry

Beacon.

 

 

Ministério terreno de Jesus

Não julgueis para não serem julgados.

Mateus 7: 1-5 e Lucas 6: 36-38

O Mestre condena o julgamento pessoal em relação ao próximo, porquanto julgamos indevidamente pela nossa medida que consideramos correta, por vezes incorreta e injusta. Levando a vários transtornos e incontornáveis problemas morais e espirituais, fazendo com que o próximo sofra indevidamente, pela leviandade de nosso julgamento.

Quantas discórdias, isolamentos e sofrimentos ocorrem por um julgamento indevido, seja na família, na sociedade, no emprego ou na própria Igreja.

"NÃO julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós". Mateus 7: 1-2

“Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão.

Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo”. Lucas 6: 37-38

Ao julgar o próximo, esquece de ser, também, sujeito aos mesmos desvios. Antes de julgar qualquer ato contra o próximo, examinar a si mesmo, primeiramente, em espírito levar a Deus o problema daquele que se achar em falta com o Senhor e o próprio Deus se encarregará da correção.

“Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão;

Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada.

E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano”. Mateus 18:15-17

Sublime amor o de Jesus para com o pecador, enquanto muitos por ideias esdrúxulas, considerando-se santos, julgam e condenam o próximo por um pequeno deslize e têm quem os condena, Jesus, o Mestre divino e conclama a todos para serem misericordiosos para com o próximo.

"Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso”. Lucas 6: 36  

As medidas das quais se usam não são as mesmas de Deus, pois ele é misericordioso, benigno e amorável.

No desejo de muitos em purificar as Igrejas e religiões, considerando-se mensageiros de Deus, tomam atitudes contrárias a essência de Deus que é o amor. Um amor provado.

"Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.

Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. 

Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores". Romanos. 5: 6-8

O Mestre continua sua arguição sobre o julgamento, diz:

"E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?

Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu?

Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão". Mateus 7: 3-5

Uma interessante comparação entre um cisco (argueiro) e trave, poderia ser uma tábua.

E diz mais:

"E dizia-lhes uma parábola: Pode porventura o cego guiar o cego? Não cairão ambos na cova?" Lucas 6: 39

O Mestre exige de todos, para tê-lo como referência.

"O discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre". Lucas 6: 40

Tudo que se faz, deve ser para honra e glória do Senhor, para agires desta forma, deve-se procurar a perfeição com o Senhor, através de seu Espírito e de sua graça para com cada um dos seus discípulos.

"Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco" II Coríntios 13: 11

Louvado seja o Senhor Deus, a ele toda honra, poder e Glória! 

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 26/06/2021


Ministério Terreno de Jesus Cristo

Perolas aos cães e Orações respondidas.

Mateus 7: 6-11

O Mestre ensina não dar pérolas, bens preciosos, a quem as rejeitas.

Ensina orar, pedir, buscar e bater, para ganhar, achar e abrir.  

O Sermão do Monte é uma preciosidade literária, riquíssima, de onde se extrai os mais belos ensinamentos.

Encontra-se nele conselhos do Mestre para toda vida espiritual dos discípulos e para os todos em todas as épocas.

Um dos conselhos é o contato evangelístico com os incrédulos mais resistentes, os de dura cerviz, que ao levar-lhes a mensagem de vida, eles se voltam contra o mensageiro, para isso deve-se discernir o momento certo para falar-lhes de Cristo e fugir de discussões vazias que não levam a lugar nenhum.

"Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem". Mateus 7: 6

Esses eram os dois animais que os judeus possuíam maior ojeriza, os cães e os porcos.

Jesus compara-os aos incrédulos renitentes, ao ouvir as mensagens deles, não irão crer, porém lançarão de meios para destrui-los. Mostra que ao dar aos cães e porcos famintos alimentos diferentes, mesmo de alta qualidade, eles os pisariam com os pés e não satisfeitos, lançariam-se sobre os mensageiros e os destruiriam, isso ocorre em muitos lugares e em alguns são mortos.

O Evangelho é para todos, mas nem todos irão crer. O Apóstolo Paulo ao pregar em Atenas, eles o ouviam, porém, ao falar-lhes da ressurreição, o deixaram, não creram, entretanto outros creram, Paulo não defendeu sua tese, tampouco criticou os não crentes, apenas saiu do meio deles. O Apóstolo Paulo diz a eles em sua conclusão do sermão ao Deus desconhecido o seguinte:

"Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos.

E, como ouviram falar da ressurreição dos mortos, uns escarneciam, e outros diziam: Acerca disso te ouviremos outra vez.

E assim Paulo saiu do meio deles.

Todavia, chegando alguns homens a ele, creram; entre os quais foi Dionísio, areopagita, uma mulher por nome Dâmaris, e com eles outros". Atos 17: 31-34

Este é o exemplo que todos os servos de Cristo, devem seguir.

Jesus ao falar da oração, algo que todos não devem deixar de fazer.

Apresenta três tipos, ou formas de apresentar-se a Deus, um pedir, outro buscar e por fim, com maior ênfase, bater.

"Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á". Mt. 7: 7

Haverá de Deus, ao seu tempo, respostas a todas as solicitações.

"Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á.

E qual de entre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra?

E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente?

Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?" Mateus. 7: 8-11

Esta é a firmeza para aquele que deposita fé em Deus, pois ele ouve e ouvirá as nossas súplicas.

Nota-se a comparação que Jesus faz da relação entre um pai e seus filhos, eles, os pais, sendo pecadores, maus, dão aos filhos coisas boas.

Mostra, então, o Senhor Jesus, Deus como Pai, Santo e Bom, dará as melhores benesses para todos os seus filhos.

Para se conseguir a resposta as orações, tem-se como única condição, fé e a confiança de que receberá o que se pede, porém estará sujeito a vontade do Senhor, ele irá responder e fará o melhor para todos os seus servos.

Algumas pessoas não sabem como se chegar a Deus em oração, porque existem vários pronomes de tratamento para as autoridades terrenas, como vossa santidade para os chefes das ordens religiosas, majestade para os reis, excelências para os governantes, senhoras e senhores para o restante, mas não encontramos um tratamento adequado a superioridade do Senhor Deus sobre todos.

Jesus dá a forma para se chegar a Deus, superior a todos os outros tratamentos, um tratamento sublime, íntimo, mostrando a nossa proximidade com Deus, uma intimidade que só o Senhor poderia nos dar, a de sermos seus filhos, podermos chamá-lo de Pai.

"Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;

Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;

O pão nosso de cada dia nos dá hoje;

E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores;

E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém". Mateus 6: 9-13

Profunda e abrangente esta oração.

Pai nosso, que estás nos céus.

Temos Deus como nosso Pai, aquele que apoiamos o nosso rosto em seu peito, choramos as nossas tristezas, recebemos dele o abraço que precisamos e termos as nossas lágrimas enxutas por ele.

Santificado seja o teu nome; Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.

Santificar o nosso viver, dando-nos condições de participarmos de seu reino de acordo com a vontade dele em nós.

O pão nosso de cada dia nos dá hoje;

Suprindo as nossas necessidades como um Pai Amoroso com os seus filhos.

E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores;

Perdoando as nossas faltas, como um Pai amorável, cobra o perdão que devemos aos nossos devedores. 

E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal;

Livrando-nos da tentação e do mal.

Porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.

A ele todo poder, glória em ser o nosso Rei e Pai. Amém! 

Louvado seja o nome do Senhor Deus, a ele todo poder, honra e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 03/07/2021

 

 

Ministério terreno de Jesus.

A Recíproca e os dois Caminhos.

Mateus 7: 12-14

Jesus, preste a concluir o sermão do Monte, faz uma síntese de tudo que foi explanado nestas poucas palavras.

"Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas". Mateus 7: 12

Neste pequeno resumo, o Mestre, diz para fazer aos outros o que gostariam que vos fizessem, não era nova estas palavras para eles, pois estavam prescritas na lei e nos profetas.

Toda a lei e os profetas visavam uma relação amorável entre Deus e os homens e as mulheres, sendo recíproco entre todos.

“A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei.

Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.

O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor”. Romanos 13:8-10

Muito se fala sobre amor.

O que vem a ser “amor”.

Há uma variedade de definições, pensamentos dos mais diversos no conceito humano.

Camões dizia:

"Amor é um fogo que arde sem se ver,

É ferida que dói e não se sente,

É um contentamento descontente,

É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer,

É um andar solitário entre a gente,

É nunca contentar-se de contente,

É um cuidar que ganha em se perder."

Procurar o verdadeiro amor nos humanos comuns, não será possível encontrá-lo, porquanto, amor é uma dádiva de Deus, pois a essência de Deus é o amor, “Deus é amor”, e ele provê o amor a todos os humanos que nasceram de novo em Cristo Jesus.

Jesus ao ser perguntado por um doutor da lei: Qual o maior mandamento? Responde:

"Mestre, qual é o grande mandamento na lei?

E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.

Este é o primeiro e grande mandamento.

E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas". Mateus 22: 36-40

Nota-se a ênfase de Jesus ao citar estas palavras resumindo a lei e os profetas, nestas profundas e abrangentes palavras, diferentemente daquelas ensinadas pelos fariseus e escribas.

"Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.

Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor". I João 4: 7-8

A essência de Deus é o amor, e todos os participantes do reino do Senhor, semelhantes a ele, devem amar o seu próximo como a si mesmo, ou como Jesus aconselha no sermão do Monte, fazer aos outros o mesmo que gostariam que vos fizessem.

O Apóstolo Paulo define com precisão o que seja o amor:

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.

Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;

Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;

Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.

Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.

Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor”. 1 Coríntios 13:1-13

Jesus apresenta dois caminhos para os homens e mulheres seguirem, sendo a escolha individual e pelo toque inefável do Espírito Santo.

A porta de entrada para os dois caminhos são, uma estreita para o caminho estreito e a outra larga para o caminho largo.

"Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;

E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem". Mateus 7: 13-14

As escolhas dos homens e mulheres são feitas para o que lhes agrada, as mais atraentes, mais confortáveis e prazerosas, seguem também as escolhas feitas, em que haja o maior número de pessoas a segui-lo, quanto maior número de pessoas seguindo determinada ideia ou objetos, consideram-se o melhor.

No correr da vida humana apresenta-se duas portas de entradas para dois caminhos, uma porta estreita para um caminho estreito e uma porta larga para um caminho largo.

No caminho largo encontra-se todas as liberdades e prazeres efêmeros do mundo, neles se perdem a vida eterna.

No caminho estreito há liberdades, porém restritas, respeitando o bom convívio com Deus, os prazeres são do espírito, com limites à carne.

Portanto, poucos o seguem, produz valores eternos, espirituais, tendo ao fim a vida eterna.

No caminho largo a felicidade é limitada pelo tempo, ela é efêmera, porém o sofrimento é eterno e contínuo.

No caminho estreito a felicidade não tem limites é eterna.

"Porfiai por entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão". Lucas 13: 24

Porfiai denota esforço, luta, guerra contra o que é contrário aos ensinos e mandamentos de Jesus.

Estejamos alerta e vigilantes não sabemos o momento de irmos ao encontro do Mestre, pode ser agora ou demorar um pouco mais.

Enquanto estivermos em vida, devemos ter em mente que a vida eterna inicia no momento de se crer em Jesus.

Cuidando em fazer ao próximo o que ele nos fez, amando-nos sem contestação, sentindo o que eles sofrem como se fosse em nós.

Se assim agirmos não haverá contendas, mágoas, incompreensões e qualquer ofensa, pois a definição de amor é dar-se pelo outro. 

E haverá paz entre todos nós. AMÉM

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

 

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 10/07/2021 


Ministério Terreno de Jesus

Conclusão do Sermão do Monte

Os Falsos Profetas, Casa sobre a Rocha e na Areia e a Autoridade de Jesus.

Mateus 7: 15-20

Ao final do Sermão do Monte, Jesus adverte os seus fiéis para estarem atentos aos falsos profetas, pois eles advirão ao seu tempo.

"Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores.

Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?

Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus.

Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo.

Portanto, pelos seus frutos os conhecereis". Mateus 7: 15-20

A difusão do Evangelho de Cristo tem ao longo de sua história lutado contra os falsos profetas, são heresias de todas as formas e meios, muitos são levados por elas.

“O povo de Deus de todas as épocas precisou estar alerta contra os líderes mentirosos...

O teste do profeta é a sua conformidade com as Escrituras”. (D.L.Moody-CPAD)

“A igreja de Jesus Cristo tem sido afligida por esses falsos profetas ao longo de toda a sua história.

Eles às vezes têm feito muito para destruir o rebanho”. (Beacon-CPAD).

E Jesus próximo a sua morte ratifica a sua advertência em relação aos falsos profetas.

"E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.

Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que eu vo-lo tenho predito". Mateus 24: 11 e 25

Os falsos profetas possuem uma particularidade entre eles e é possível identificá-los, os frutos produzidos por eles, mostram claramente quem são e desejam.

Os frutos que produzem estão em desacordo com a vontade do Senhor Deus, não falam, não pregam, nem ensinam sobre o Reino de Deus, nem sobre Jesus Cristo, seus ensinos e mandamentos.

Jesus não só adverte os líderes, como também os mais simples e os mais diversos membros da irmandade Cristã, a Igreja.

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?

E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade". Mateus 7: 21-23

Há necessidade de observar a mensagem individual que se profere, ver se realmente tem procedência bíblica e fazem referências ao Reino de Deus e a Jesus, seus ensinos e mandamentos.

Jesus exorta seus fiéis a conhecê-lo nas Escrituras.

"Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam". João 5: 39

Esta é a verdade, ensinar, pregar, evangelizar sobre a vida, morte e ressurreição de Cristo Jesus, também os seus ensinos e seu ministério terreno.

E cumprir sua ordem para evangelizar e ensinar a todos os homens.

"Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém". Mateus 28: 19-20

Concluindo o sermão do Montes Jesus compara os que aprendem os seus ensinos e os praticam a um homem prudente que constrói sua casa sobre fundamentos firmes, uma rocha.

E aqueles que não aprendem, nem praticam os seus ensinos a um homem imprudente que constrói sua casa sem fundamentos firmes, na areia.

"Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha;

E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.

E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; 

E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda". Mateus. 7: 24-27 

Deve-se sujeitar ao Espírito Santo, examinar as Escrituras diligentemente, pois são elas que testificam de Jesus, desde o primeiro versículo de Gênesis ao último versículo do Apocalipse falam de Cristo.

“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam”. João 5:39

“E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina;

Porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas”. Mateus 7:28,29

A autoridade de Jesus estava incorporada nele próprio por ser o Filho de Deus, o próprio Deus.

Nisso está a necessidade de ouvir, ler, aprender os seus ensinos, mandamentos e colocá-los em pratica, sem contudo esquecer de orar em todo o tempo.

Para se ter conhecimento, fortaleza doutrinária sobre os ensinos do Mestre, tem-se de ter a armadura de Deus contra os dardos satânicos, para não ser influenciados pelos falsos profetas. 

“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.

Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.

Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mal e, havendo feito tudo, ficar firmes. 

Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça;

E calçados os pés na preparação do evangelho da paz;

Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.

Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;

Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos”. Efésios 6:11-18

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 17/07/2021

 

 

Ministério terreno de Jesus

A cura de um leproso

Mateus 8: 1-4

Jesus encerrou o sermão do Monte, os seus ouvintes ficaram admirados pela autoridade de suas palavras, ensinava, não como os escribas que faziam repetições intermináveis.

Desceu o monte com uma grande multidão que o seguiu, não se tem notícia se todos creram nele, porém as Escrituras dizem:

"Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei". Isaías. 55: 11

Mostra-nos, então, que a mensagem pregada sempre terá efeito, mesmo não sentindo o resultado imediato.

Jesus encerra o sermão e desce o monte.

"E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina; Porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas.  

E, DESCENDO ele do monte, seguiu-o uma grande multidão.

E, eis que veio um leproso, e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo". Mateus. 7: 28-29 e 8: 1-2

Um leproso aproximou-se de Jesus, adorou-o e pediu-lhe que o curasse.

Para os judeus a lepra era uma doença considerada um castigo de Deus, pois foram pelo Senhor castigados Miriã, (Nm. 12: 10) Geazi (II Rs 5: 27) e Uzias (II Cr. 26: 21)

O relato desta cura apresentado por Mateus é o mais fiel na cronologia do ministério de Jesus, enquanto Marcos e Lucas coloca-o em momentos distintos. Marcos 1: 40-45 e Lucas. 5: 12-16

“As palavras de Jesus são seguidas pelas suas obras. 

Da mesma maneira que Moisés, depois de dar aos israelitas a Lei no monte Sinai começou a realizar milagres para o povo, assim também o novo Moisés, depois de dar no monte os mandamentos básicos do Reino, realizou milagres para dar provas do poder do Reino. A respeito dele, ainda mais verdadeiramente do que a respeito do primeiro Moisés, poderia ser dito que “era poderoso em suas palavras e obras At. 7:22”,

(Beacon-CPAD)

O que é um milagre?

Duas definições podem aproximar no seu entendimento, uma por Beacon: “uma interferência na Natureza por um poder sobrenatural”.

Outra por C.S. Lewis: “O milagre central afirmado pelos cristãos é a Encarnação... qualquer outro milagre é a preparação para isso, ou é o resultado disso”.

Deus agindo no imponderável. 

“Os milagres não são o mais importante do evangelho. A mensagem central do evangelho é a salvação do pecador, a reconciliação com Deus e a promessa da vida eterna, através da fé em Jesus”. (https://www.respostas.com.br)

A lepra, naquela época, era terrível para quem a contrair-se, corroía o físico e afastava o doente do convívio social, havia pelo povo uma discriminação total.

Entre nós é considerada uma doença segregacionista, mas com a medicina evoluída do nosso tempo, melhorou o diagnóstico, a prevenção e o tratamento, há programas específico e propaganda extensiva nos meios de comunicações.

“A lepra conhecida há mais de três ou quatro mil anos na Índia, China e Japão, já existia no Egito quatro mil e trezentos anos antes de Cristo, segundo um papiro da época de Ramsés II...

Era desconhecida entre as tribos indígenas do Novo Mundo...

Aportou no Brasil com os primeiros colonizadores portugueses, principalmente açorianos, e para sua disseminação bastante

contribuíram os escravos africanos.

Entretanto, outros povos posteriormente concorreram para a sua expansão...

Segundo nos relata FERNANDO TERRA, os primeiros doentes de lepra foram observados no Rio de Janeiro em 1600. Já em 1737, há referências à existência de 300 doentes do mal de HANSEN...

Então, em 1741, o Capitão General GOMES FREIRE DE ANDRADE, Conde de Bobadella, Governador do Rio de Janeiro, mandou edificar, por conta própria, em São Cristóvão, as primeiras habitações tocas para recolher os doentes de lepra, mantidos por ele até a sua morte.

Do asilo surgiu o Hospital de Lázaros que desde 1763 está a cargo da Irmandade do S.S. da Candelária, tendo agora a denominação de

Hospital Frei Antônio, em homenagem ao Bispo D. ANTÔNIO DO DESTÊRRO”. (Departamento Nacional de Saúde

SERVIÇO NACIONAL DE LEPRA

MANUAL DE LEPROLOGIA)

No tempo de Jesus quem estivesse com a doença, seria afastado conforme a lei, o doente não poderia aproximar das pessoas, ficava isolado, ninguém poderia tocá-lo, se o fizesse seria considerado imundo. Sujeito a um processo de limpeza corporal. 

No relato bíblico, o doente ao tomar conhecimento de que Cristo poderia curá-lo, vai ao seu encontro, o adora e roga-lhe a cura.

"E, eis que veio um leproso, e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo". Mateus. 8: 2

Tal era sua aflição, teve fé e sabia que Jesus poderia curá-lo.

"Se tu quiseres podes tornar-me limpo".

Indescritível fé, a certeza de que Jesus o curaria.

"E Jesus, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; sê limpo. E logo ficou purificado da lepra". Mateus. 8: 3

O toque que purifica.

Aquele homem que ninguém poderia aproximar-se dele, Jesus o toca.

Ele, o Mestre, é superior a contaminação, seja pela enfermidade, ou pelo pecado.

O homem pode ser o mais miserável de todos, pode estar na sarjeta, sendo consumido pelo álcool, pelas drogas, pelo pecado da lascívia, da promiscuidade, leproso de alma, Cristo tem o toque maravilhoso para a alma.

Tornando-o limpo de coração e o faz bem-aventurado.

"Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus". Mateus. 5: 8

Jesus o adverte para que a ninguém comente o fato, antes de apresentar-se ao sacerdote e apresentar sua oferta estabelecida pela lei, para que o sacerdote o libere ao convívio social.

"Disse-lhe então Jesus: Olha, não o digas a alguém, mas vai, mostra-te ao sacerdote, e apresenta a oferta que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho". Mateus. 8: 4

Não que Jesus precisasse de autenticação ao seu milagre, mas para que se cumprisse a lei. Ele próprio disse que não veio destruir a lei, mas sim cumpri-la.

Também como um testemunho da cura para que o ex-enfermo pudesse conviver na sociedade, entre eles, com o veredito do sacerdote.

Preciosos são ensinamentos dos milagres de Jesus.

O homem ou a mulher sentem-se enfermos física e espiritualmente, procuram o Mestre para curá-lo. 

Necessário que o enfermo se sinta doente de alma ou fisicamente, procure o Mestre humildemente e o adore em oração sincera, conforme a vontade de Deus ele irá curá-los.

O homem o adorou, tendo fé que o Mestre poderia, se esta fosse a vontade dele, curá-lo. Esta é a primordial condição para ser curado, fé inabalável em Jesus, adorando-o como o salvador de sua alma.

Jesus, em sua compaixão intensa, cura quem o procura, mesmo a mais difícil enfermidade do corpo, da alma, do comportamento e de tudo que o afasta do convívio social e de Deus, perdoa os seus pecados mais íntimos, tornando-os limpos da enfermidade corporal e da alma.

E Jesus deseja que todos os enfermos física e espiritualmente roguem a ele a cura para sua enfermidade e para o livramento de seu pecado.

E Jesus com seu toque de ternura, inefável, diz-lhe quero, sê limpo.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 24/07/2021 


Ministério Terreno de Jesus.

A Cura do Paralítico de Betesda.

João 5: 1-47

A cegueira espiritual

“DEPOIS disto havia uma festa entre os judeus, e Jesus subiu a Jerusalém” João 5:1

Jesus, em sua peregrinação terrena, cumpriu todos os requisitos de um bom judeu, foi a todas as festas realizadas em Jerusalém.

Esta festa, dita nesses versos, traz alguma controvérsia entre os estudiosos, pois o autor não informa qual a festa, nos manuscritos antigos está inserido “a festa”, provavelmente indique a Festa dos Tabernáculos, pois assim era chamada na tradição judaica.

De acordo com João é a segunda festa que Jesus vai a Jerusalém.

“Ora, em Jerusalém há, próximo à porta das ovelhas, um tanque, chamado em hebreu Betesda, o qual tem cinco alpendres.

Nestes jazia grande multidão de enfermos, cegos, mancos e ressicados, esperando o movimento da água.

Porquanto um anjo descia em certo tempo ao tanque, e agitava a água; e o primeiro que ali descia, depois do movimento da água, sarava de qualquer enfermidade que tivesse”. João 5: 2-4

Este tanque chamado Betesda, casa da graça, casa da misericórdia ou para alguns, casa das oliveiras.

Nesse local aglomeravam-se vários enfermos e deficientes que buscavam a cura para as suas necessidades físicas.

Dentre essa multidão havia um homem enfermo, há trinta e oito anos jazia sobre uma cama, não podia movimentar-se, esperava que algum piedoso o levasse, lançando-o as águas para ser curado, pacientemente esperava.

Acredita-se que não ficava permanentemente naquele local, alguém o levava e o deixava ali 

Jesus ao vê-lo, sabendo que ficava há muito tempo nesse lugar, perguntou-lhe se desejava ser curado.

O Mestre nada faz para quem não deseja o seu cuidado, ele oferece a cura, a salvação, o seu perdão e quem aceitar, receberá.

Nada é imposto e sim oferecido. 

"Disse-lhe Jesus: Queres ficar são?

O enfermo respondeu-lhe: Senhor, não tenho homem algum que, quando a água é agitada, me ponha no tanque; mas, enquanto eu vou, desce outro antes de mim. Jesus disse-lhe:

Levanta-te, toma o teu leito, e anda”. João 5:.5-8

O homem ao aceitar a graça de Deus, levanta-se de imediato ao ouvir a ordem de Jesus que lhe é dada, no mesmo momento, não há contemporização, o seu efeito logo se realiza.

“Logo aquele homem ficou são; e tomou o seu leito, e andava. E aquele dia era sábado”. João 5: 9

Um momento sutil, a dúvida, a consciência, era sábado, não podia fazer nada, nem levar sua esteira companheira de seu sofrimento por trinta e oito anos.

“Logo aquele homem ficou são; e tomou o seu leito, e andava. E aquele dia era sábado.

Então os judeus disseram àquele que tinha sido curado: É sábado, não te é lícito levar o leito”. João 5: 9-10

Percebe-se pela resposta do paralítico aos judeus, ele não conhecia Jesus.

“Ele respondeu-lhes: Aquele que me curou, ele próprio disse: Toma o teu leito, e anda.

Perguntaram-lhe, pois: Quem é o homem que te disse: Toma o teu leito, e anda?

E o que fora curado não sabia quem era; porque Jesus se havia retirado, em razão de naquele lugar haver grande multidão”. João 5: 11-13

 No Templo, mais tarde, Jesus o encontra, dá-lhe alguns conselhos e pede-lhe que não peques mais.

O paralítico diz aos judeus que fora Jesus quem o curou, os judeus indignados interpelam o Mestre por ter curado o paralítico num sábado.

Cristo em suas mensagens procura enfatizar que a lei fora dada por Deus para normatizar a vida religiosa e civil dos homens a ela sujeitos, não para escravizá-los.

O sábado é para o homem, para descanso, para um momento com Deus e não uma obrigação ferrenha que não se pode fazer o bem, ou alguma necessidade inadiável.

Jesus diz que o seu Pai trabalha permanentemente e ele trabalha também.

“E por esta causa os judeus perseguiram a Jesus, e procuravam matá-lo, porque fazia estas coisas no sábado.

E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”. João 5: 16-17

Muitos religiosos procuram dissociar o material, carnal, terreno, do espiritual, dando maior ênfase ao material, carnal e terreno.

“Mas Jesus respondeu, e disse-lhes: Na verdade, na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer o Pai; porque tudo quanto ele faz, o Filho o faz igualmente.

Porque o Pai ama o Filho, e mostra-lhe tudo o que faz; e ele lhe mostrará maiores obras do que estas, para que vos maravilheis.

Pois, assim como o Pai ressuscita os mortos, e os vivifica, assim também o Filho vivifica aqueles que quer”. João 5: 19-21

Nesse ponto Jesus mostra que ele vivifica os mortos em pecado, porém vivos, mas mortos espiritualmente.

“Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida”. João 5:24

Crer em Jesus é um ato imperioso para se ter a vida eterna, porém, mesmos aqueles que leem constantemente as Escrituras, quanto aqueles judeus, pelos seus conceitos terrenos, não encontram Jesus, seus ensinos, mandamento no que leem.

“E o Pai, que me enviou, ele mesmo testificou de mim. Vós nunca ouvistes a sua voz, nem vistes o seu parecer.

E a sua palavra não permanece em vós, porque naquele que ele enviou não credes vós.

Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam;

E não quereis vir a mim para terdes vida”. João 5:37-40

Jesus diz para eles por não crerem nele, tendo Deus o enviado e por honrarem entre si, dando honras uns para os outros, aceitariam um outro qualquer em seu próprio nome.

“Eu vim em nome de meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis.

Como podeis vós crer, recebendo honra uns dos outros, e não buscando a honra que vem só de Deus?

Não cuideis que eu vos hei de acusar para com o Pai. Há um que vos acusa, Moisés, em quem vós esperais.

Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim; porque de mim escreveu ele.

Mas, se não e credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras?” João 5: 43-47

Muitos se afastam de Deus por não conhecerem o Senhor Jesus, seus ensinos, mandamentos, sua vida, sofrimento, morte, ressurreição e em especial numa fé transcendental que cura, perdoa, salva e dá vida eterna ao que crer.

E o conhecimento sobre Jesus está a mão de todos, somente um passo, ler as Escrituras com desvelo, desejo sincero de encontrar a verdade que liberta, cura e salva eternamente.

Louvado seja Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 28/08/2021

Referência bibliográfica.

Craig S. Keener-Com.Hist.Cult.daBíblia-VidaNova


Ministério Terreno de Jesus

A Morte de João o Batista.

Mateus 14: 3-5; Marcos 6: 13-30; Lucas 3: 19-20

 

A morte de João Batista é documentada pelos três Evangelhos sinóticos, foi assassinado por Herodes Antipas.

“Naquele tempo ouviu Herodes, o tetrarca, a fama de Jesus,

E disse aos seus criados: Este é João o Batista; ressuscitou dos mortos, e por isso estas maravilhas operam nele.

Porque Herodes tinha prendido João, e tinha-o maniatado e encerrado no cárcere, por causa de Herodias, mulher de seu irmão Filipe”. Mateus 14:1-3

Herodes Antipas era filho de Herodes, o Grande, sua mãe Maltace era samaritana, foi Tetrarca da Galileia e da Pereia, sendo responsável por ¼ do governo romano, era Indomeu, descendente de Esaú.

“Vindo de uma família cuja característica era a intriga e a violência, “ele se mostra como um príncipe sensual, astuto, caprichoso, cruel, fraco, inescrupuloso, supersticioso e despótico”. (Beacon-CPAD)

A causa da prisão de João Batista foi ele ter feito um comentário sobre o casamento de Herodes com Herodias, esposa de seu meio irmão Felipe.

“Porque João lhe dissera: Não te é lícito possuí-la”. Mateus 14:4

“Pois João dizia a Herodes: Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão”. Marcos 6:18

“Sendo, porém, o tetrarca Herodes repreendido por ele por causa de Herodias, mulher de seu irmão Filipe, e por todas as maldades que Herodes tinha feito,

Acrescentou a todas as outras ainda esta, a de encerrar João num cárcere”. Lucas 3:19,20

“Essa cena ocorreu na fortaleza de Maquero, localizada em uma cordilheira cercada por terríveis desfiladeiros e que contemplava o lado oriental do mar Morto. Era uma das fortalezas mais solitárias, mais horríveis e mais inexpugnáveis do mundo.

A desolada masmorra, com seus instrumentos de tortura, ainda se encontra no mesmo lugar e qualquer pessoa pode visitá-la”. (Beacon-CPAD)

Quando o pecado assombra uma pessoa, ela tende, arrepender-se, ou escondê-lo no inconsciente, tornando-se escrava dele, preso ao sentimento de culpa, ou revoltando-se contra quem a repreende.

“Herodias. Filha de Aristóbulo, um meio irmão de Antipas.

Fora esposa de seu tio, Herodes Filipe, dando-lhe uma filha, Salomé.

Antipas, entretanto, persuadiu-a a deixar seu marido para casar-se com ele, ainda que ele já fosse casado com a filha do Rei Aretas (que fugira para a casa de seu pai, dando lugar a uma guerra). Tal casamento era adúltero e incesto”. (D.L.Moody)

Salomé, filha de Herodias, seu nome não é citado nos Evangelhos, fora citado por Flávio Josefo, historiador hebreu do primeiro século, o qual lhe faz uma ode.

Herodias, assim como Jezabel contra Elias, intentou no seu coração matar João Batista.

“E Herodias o espiava, e queria matá-lo, mas não podia”. Marcos 6:19

Herodes e Herodias temiam o povo, pois o povo o tinha como Profeta, aguardaram o momento propício e este surgiu, o aniversário de Herodes.

“E, chegando uma ocasião favorável em que Herodes, no dia dos seus anos, dava uma ceia aos grandes, e tribunos, e príncipes da Galiléia,

Entrou a filha de Herodias, e dançou, e agradou a Herodes e aos que estavam com ele à mesa. Disse então o rei à menina: Pede-me o que quiseres, e eu to darei.

E jurou-lhe, dizendo: Tudo o que me pedires te darei, até metade do meu reino”. Marcos 6:21-23

Observa-se a progressão do pecado, Herodes casa com sua cunhada, esta era casada com seu meio irmão e ele casado com a filha do rei Aretas, rei dos árabes nabateus, um duplo adultério, com a repreensão de João Batista aos dois, o pecado aflorou e para sufocar a consciência do erro, intentaram matar João Batista, a quebra do mandamento de Deus, “não matarás”, para conseguirem o seu intento, usaram de forma covarde uma menina para realizarem sub repticiamente o dolo, sem deixar a mostra o desejo de assassinar João Batista.

“E ela, instruída previamente por sua mãe, disse: Dá-me aqui, num prato, a cabeça de João o Batista.

E o rei afligiu-se, mas, por causa do juramento, e dos que estavam à mesa com ele, ordenou que se lhe desse.

E mandou degolar João no cárcere.

E a sua cabeça foi trazida num prato, e dada à jovem, e ela a levou a sua mãe”. Mateus 14: 8-11

Há uma pequena diferença no texto de Mateus e de Marcos quanto ao pedido da menina, Mateus informa que ela estava instruída anteriormente pela mão, enquanto Marcos dia que ela pediu a sua mãe, não há divergências;

“A frase instruída previamente deve ser traduzida como “incitada” *ou “instigada”. De acordo com o seu costume de fazer generalizações, Mateus simplesmente afirma que Salomé agiu instigada pela mãe. Marcos, seguindo sua própria característica, preenche os detalhes de que ela saiu e consultou sua mãe”. Beacon-CPAD)

“Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte”. Tiago 1: 15

Não há diante de Deus impunidade, todos que pecaram ou vierem pecar foram ou serão punidos, a história não desmente esta assertiva.

Disse, certa vez um Pastor, “o pecado não abandona o pecador”, pode-se pelo arrependimento e confissão a Deus ser perdoado, porém o seu erro sempre estará a espreita para derrubá-lo.

Foi o que ocorreu com Herodes, foi derrotado pelo Exército de seu sogro Arestas, o nabasteus.

Flávio Josefo, historiador judeu do primeiro século, citou que o povo creditava sua derrota a Aretas por ter matado João Batista.

Os discípulos de João Batista enterraram seu corpo e aderiram a Jesus Cristo.

“E os seus discípulos, tendo ouvido isto, foram, tomaram o seu corpo, e o puseram num sepulcro.

E os apóstolos ajuntaram-se a Jesus, e contaram-lhe tudo, tanto o que tinham feito como o que tinham ensinado.

E ele disse-lhes: Vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco. Porque havia muitos que iam e vinham, e não tinham tempo para comer”. Marcos 6: 29-31

 

Louvado seja o nosso Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 21/08/2021

 

 

O Ministério Terreno de Jesus Cristo

O segundo milagre de Jesus - A cura do filho de um nobre

João 4: 45-54

No retorno de Jesus de Jerusalém para a Galileia, após a festa da Páscoa, teve uma conversa com Nicodemos, Fariseu, príncipe dos judeus, ainda em Jerusalém e vai para a Judeia, chegando na Judeia ocorre um entrevero entre os discípulos de João, o Batista e alguns judeus em relação a purificação e enciumados com o trabalho de Jesus procuram o Batista, reclamam que Jesus batizava e muitos vinham batizar-se com ele, entretanto Jesus não batizava e sim seus discípulos. “(Ainda que Jesus mesmo não batizava, mas os seus discípulos)”. João 4:2

João, o Batista, diz para eles: “É necessário que ele cresça e que eu diminua”. João 3:30

“Deixou a Judéia, e foi outra vez para a Galileia.

E era-lhe necessário passar por Samaria.

Foi, pois, a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó tinha dado a seu filho José”. João 4: 3-5

Samaria era o caminho mais curto para se chegar à Galileia, porém os judeus preferiam um caminho mais longo, porquanto não se davam com os samaritanos.

Jesus continua sua viagem, chegando à Galileia é bem recebido na cidade pelos habitantes galileus, eles viram as coisas que fizera em Jerusalém, ficaram maravilhados por sua coragem ao expulsar os cambiadores no Templo, demostrando autoridade em realizá-las e pelos milagres ali feitos, deram-lhe, portanto, boas-vindas, porém Jesus não permaneceu ali, tinha ciência que a manifestação não era crença nele e sim admiração pelo ocorrido em Jerusalém.

“Chegando, pois, à Galileia, os galileus o receberam, vistas todas as coisas que fizera em Jerusalém, no dia da festa; porque também eles tinham ido à festa”. João 4:45

“O fato de que os galileus que estiveram em Jerusalém e viram os seus milagres ali, estivessem prontos a aceitá-lo, não os colocava na classe de crentes permanentes e verdadeiros. Finalmente, os galileus o desertariam”. (D.L.Moody-CPAD)

Jesus segue para Caná da Galileia, onde fizera água tornar-se em vinho.

“Caná era uma pequena vila da Galileia. Por ser da Galileia (lugar aparentemente deserto), suas únicas fontes de renda eram a pescaria e a plantação de uvas e alguns grãos, após o período da safra as pessoas viviam apenas do alimento que conseguiram juntar em celeiros, a uva por si, era um dos alimentos mais preciosos, pois delas era possível fazer sucos, vinhos e até vinagres. Cresceu muito nos últimos anos, sobretudo pela paz que reina na cidade entre cristãos e muçulmanos. Possui cerca de 8.000 habitantes, dos quais 2.000 são cristãos. É uma das maiores cidades cristãs da Terra Santa. A cidade também é a pátria dos profetas Jonas e Natanael”.

“Segunda vez foi Jesus a Caná da Galileia, onde da água fizera vinho. E havia ali um nobre, cujo filho estava enfermo em Cafarnaum”. João 4: 46

De Caná a Cafarnaum levava-se um dia de viagem.

Um nobre, não se tem informações a respeito de seu título ou ocupação no reino, provavelmente de Herodes, alguns dizem que era herodiano, mas não há nada que indique o seu cargo, apenas que era um nobre de grande importância no reino de Herodes Atipas.

“Os herodianos constituíam um partido político que favorecia a autoridade dos Herodes, sob o governo de Roma. os seus membros mostraram forte hostilidade para com Jesus Cristo, em diversas ocasiões (Mt 22.16 – Mc 3.6 – 12.13). Nestas questões eram partidários dos fariseus e dos saduceus. Que esta liga era apenas uma coisa acidental, sendo a consequência de julgarem ser necessário combater o perigo comum, parece deduzir-se de raras vezes fazer-se menção dos herodianos. o seu fim político era a fundação de um independente império judaico, governado por Herodes, servindo-lhes de proteção a soberania de Roma até que fossem bastante fortes para poderem sacudir o odiado jogo”. (Dic. Bíblico-biblia.com.br)

Alguns teólogos acreditam que seja Cuza, procurador de Herodes, esposo de Joana que com outras mulheres mais tarde auxiliaram Jesus em seu ministério. Conforme Lucas 8: 3

“E Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com seus bens”.

O nobre, sabendo da ida de Jesus para a Galileia, veio de Cafarnaum até Caná da Galileia a procura do Mestre para curar seu filho que estava à morte.

A distância de Caná da Galileia para Cafarnaum era aproximadamente de 30 a 40 km e de Cafarnaum para chegar a Caná da Galileia era necessário subir um aclive íngreme, pois Caná estava a 212 metros de altitude e Cafarnaum a menos de 160 metros de altitude do mar.

Para esse Pai, ardoroso e amoroso para com seu filho, a distância e a altitude não era transtorno para que seu filho fosse curado.

Impressionante a fama de Jesus ter chegado aos lugares longínquos, pois apenas tem-se registro da expulsão dos ambulantes do Templo em Jerusalém e o milagre da transformação da água em vinho, o mais interessante é a divulgação ter sido feita sem as parafernálias eletrônicas atuais.

O pai aproximando-se de Jesus roga-lhe para que ele o acompanhe até sua casa e curasse o menino. A palavra rogar no grego, dá a real dimensão da aflição desse pai, pois ela significa que ele instou várias vezes o Mestre para lhe acompanhar e mostrou-se muito aflito.

Jesus, em todo o tempo, diante de alguém que deseja ser curado ou curar alguém de sua família, amigos, vizinhos. Ele sonda o coração da pessoa para ver se realmente a fé demonstrada é do interior de sua alma ou apenas um desejo do milagre sem o sentimento espiritual da pessoa.

Algo impessoal, frio, uma relação de enfermo para com o médico. Sem aquela fé que transcende o próprio ser, um sentimento de total dependência no Mestre e a confiança de que ele fará algo com o enfermo, seja a cura ou o suporte, conforto, para conviver com a enfermidade.

"E havia ali um nobre, cujo filho estava enfermo em Cafarnaum.

Ouvindo este que Jesus vinha da Judeia para a Galileia, foi ter com ele, e rogou-lhe que descesse, e curasse o seu filho, porque já estava à morte.

Então Jesus lhe disse: Se não virdes sinais e milagres, não crereis". João 4: 46-48

Quantos há que só creem se virem sinais e prodígios, e há aqueles, mesmo vendo os sinais, milagres e prodígios, não creem.

Ele solicita ao Mestre para ir com ele e curar o seu filho, pois estava à morte. O tempo corre, se não houver pressa a morte pode chegar e não há mais o que fazer.

Jesus vendo a fé que havia no coração daquele Pai.

 "Disse-lhe Jesus:

Vai, o teu filho vive. E o homem creu na palavra que Jesus lhe disse, e partiu”. João 4: 50

Impressionante a fé desse pai, creu na palavra de Jesus, sem o fato presencial do filho no local, partiu e logo, ao aproximar de sua casa, os serviçais saíram-lhe ao encontro e disseram-lhe que seu filho estava bem e em vida. O pai pergunta lhes a que horas ficara são, disseram as sete horas, ele entendeu que foi a mesma hora que Jesus lhe disse: “O teu filho vive e creu, e toda sua casa”. João 4: 53 

Uma demonstração de total confiança em Jesus, pois ao ouvir que poderia ir que seu filho estava vivo, ele foi sabendo que realmente seu filho havia sido curado. O que realmente aconteceu, seu filho foi curado.

Será que ainda ocorrem curas, milagres e prodígios como esses?

Sem dúvida! Há ocorrências de curas maravilhosas. A fé em Jesus renova o nosso ser.

Porém há casos que a pessoa possui uma fé inabalável, mas não há cura, por quê?

Deus tem um propósito na vida de cada um de nós, pode ser que a cura não venha agora, demore um pouco, ou o seu propósito é que possamos glorificá-lo mesmo em nossa enfermidade e ele nos dará o refrigério, a vitória e ele nos acompanhará sempre ao nosso lado, sustentando-nos.

Deus em Cristo nos dá a vitória, mesmo quando pensamos que ele não respondeu as nossas orações.

Se olharmos com mais atenção e cuidado, veremos o seu agir em nossa vida, ao pedirmos um emprego, as vezes ele não vem, a paciência na espera é um dos predicados do servo de Cristo, porquanto ao seu tempo ele virá e nesse tempo de espera, o Senhor, nos auxiliará, somente devemos ter fé.

Se virmos com cuidado, ele está nos sustentando, não nos falta o alimento, o auxílio financeiro, de onde vem, as vezes nem sabemos.

"Clamou este pobre, e o SENHOR o ouviu, e o salvou de todas as suas angústias”. Salmos 34

Por isso irmãos não desfalecemos em nossa fé, mantemo-nos fiéis a Deus e ele socorrerá cada um de nós em nossas necessidades, seja a cura para uma enfermidade, um emprego, um auxílio financeiro, mesmo em nossa angústia, ele ao seu tempo nos socorrerá.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele toda a glória, poder e honra.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 14/08/2021


Ministério Terreno de Jesus Cristo

 

Parábola de Jesus – O Filho perdido – O Pai misericordioso.

Parábola do Filho Pródigo.

 Lucas 15: 11-32

“Parábola é uma pequena narrativa que usa alegorias para transmitir uma lição moral. As parábolas são muito comuns na literatura oriental e consistem em histórias que pretendem trazer algum ensinamento de vida”. Dic. Da língua Portuguesa.

Esta parábola de Jesus é a mais amada e pregada em todo o mundo, a parábola do filho pródigo.

Jesus é criticado pelos fariseus e saduceus em ensinar, ser acompanhado e ouvido por aqueles a quem eles consideravam pecadores, discriminavam-nos, não somente eles, mas todos que se acercavam deles, não lhes davam nenhum afeto. Os fariseus e saduceus consideravam-nos pecadores e alijados do reino de Deus.

“E Chegavam-se a ele todos os publicanos e pecadores para o ouvir.

E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: 

Este recebe pecadores, e come com eles.E ele lhes propôs esta parábola, dizendo”. Lucas 15:1-3

O Mestre conta-lhes três parábolas, dentre elas a do filho pródigo, mostrando-lhes o cuidado e o desejo de Deus para com todos aqueles, por um motivo qualquer se afastaram dele e os espera com paciência o seu retorno, em arrependimento e serão recebidos pelo Pai eterno com júbilo e carinho.

Esta parábola é encontrada somente no Evangelho de Lucas

“E disse: Um certo homem tinha dois filhos;

E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda”. Lucas 15: 11

Pela lei dos judeus o filho mais velho tinha direito a dois terços da herança dos pais, enquanto aos outros filhos era dividido entre eles um terço da herança. Era comum os pais dividirem com os filhos a herança, estando ainda vivo, porém não era muito comum, os filhos pedirem aos pais a divisão da herança, mas não era proibido. (Deut. 21: 17)

Observa-se que esse pai era abastado, os filhos possuíam tudo em comum, nada lhes faltava.

Mas como é comum aos homens e mulheres, algo lhes falta, sentia-se atraído pela luxuria do mundo, a aparente efervescência, o frenesi que o mundo apresenta aos olhos dos jovens e para alguns adultos.

Este jovem, como há muitos, foi a busca dos prazeres que o mundo oferece.

“E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente”. Lucas 15: 12

“Muitos dos jovens mais ricos do tempo de Jesus iam a Roma ou Antioquia em busca da vida alegre da cidade”. (D.L.Moody-CPAD)

Estava com dinheiro, enquanto os tinha, angariou amigos, mulheres e a alegria, os prazeres do mundo, tudo lhe parecia fácil, entregou-se a concupiscência dos olhos, da carne, viveu dissolutamente.

Quando alguém se sente tolhido naquilo que deseja fazer, seja pela rigidez e obrigações familiares, na Igreja, sociedade em que vive, procura, de alguma forma, afastar-se desse convívio, mesmo tendo tudo.

Afastam-se, vão a busca daquilo que acham lhes fará, livres. Tem, por algum tempo, o engano do sentimento de liberdade, da alegria e da felicidade, mas a realidade é outra.

“Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte”. Provérbios 16: 25

E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades.

E foi, e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos, a apascentar porcos.

E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada”. Lucas 15: 14-16 

Como tudo que vem ao homem com facilidade, atraído pelo dinheiro, saúde, beleza, também se esvai com a mesma facilidade que vieram, quando acaba o dinheiro, saúde, beleza. Os amigos, as mulheres e os prazeres efêmeros se afastam.

Surgem as obrigações, as dívidas, a fome física e espiritual. Abre-se a cortina da crueza da vida, como ela é realmente.

Jesus ao contar-lhes esta parábola, mostra-lhes a imprudência que uma pessoa comete, quando vai a busca de prazeres efêmeros, mostra que quando acaba tudo aquilo que lhe era atraente, surge o espectro da fome, a ruína espiritual, uma realidade cruel a todos que enveredam para o pecado.

“Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” Romanos 7: 24

Assim foi aquele jovem, sentia-se com fome, física e espiritual, teve tudo, agora restava-lhe a fome, ninguém lhe dava coisa alguma, miserável estado em que se encontrava.

Algo impensável para um judeu, eles poderiam criar porcos, porém não os comiam, tampouco trabalhar como apascentador de porcos. Esse jovem chegou a uma situação degradante e socialmente, para um jovem judeu de uma família abastada era algo humilhante.

Temos inúmeros exemplos. 

Será que para ele haveria uma saída, ou salvação?

“LEVANTAREI os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro”. Salmos 121:1

Há para todos uma saída, uma salvação é só levantar os olhos, rever sua situação, o estado em que se encontra. 

Aquele jovem levantou os seus olhos e viu o que ocorria naquele momento com ele, também o que acontecia em sua casa paterna, tomou uma atitude. Arrependeu-se do que havia feito, levantou-se e foi a procura de seu pai.

Uma atitude corajosa viu sua situação real, arrependeu-se e foi a busca de seu pai.

Todos os homens em qualquer situação deverão fazer o mesmo, olhar para si próprio, fazer uma introspecção, “conheça-te a ti mesmo” (Sócrates), arrepender-se e ir para os braços do Senhor Jesus. A única esperança.

“Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá”. Efésios 5: 14

Resoluto foi para a casa de seu pai.

Interessante que como a todos os homens, ao arrepender-se de seus pecados, Deus em sua infinita misericórdia o espera e sentido que esse homem que se arrepende vem a busca de seu perdão, o Senhor Deus em sua infinita misericórdia corre ao seu encontro e o abraça efusivamente.

E, tornando em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome!

Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti;

Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros.

E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.

E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho.

Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés;

E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos;

Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se”. Lucas 15: 11-24

Um pai misericordioso, esperava o seu filho perdido e ao vê-lo, ainda longe, correu e lhe abraçou, beijou-lhe o rosto, nem deixou seu filho terminar o que dizia, deu ordem para lhe preparar um banquete e honrá-lo em sua casa.

Jesus ao contar-lhes esta parábola, mostra-lhes que para Deus não há acepção de pessoas, todos estão sujeitos ao pecado, se por qualquer motivo enveredar pelo erro, o Senhor estará sempre a espera do pecador para perdoá-lo.

Jesus é a única esperança para todos os homens.

Se tu estás perdido em seus problemas, pecados, erros cometidos e deseja retornar a alegria passada, ter a felicidade no coração. Levante seus olhos para si próprio e veja sua situação diante de Deus, arrepende-se de seus pecados e venha incontinente para os braços do Senhor e ele o espera alegre com seus braços abertos.

Senhor Deus é um pai misericordioso e lhe dará a salvação eterna em gozo perene.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele toda honra, louvor e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 07/08/2021


Ministério Terreno de Jesus.

A Cura do Paralítico de Betesda.

João 5: 1-47

A cegueira espiritual

“DEPOIS disto havia uma festa entre os judeus, e Jesus subiu a Jerusalém” João 5:1

Jesus, em sua peregrinação terrena, cumpriu todos os requisitos de um bom judeu, foi a todas as festas realizadas em Jerusalém.

Esta festa, dita nesses versos, traz alguma controvérsia entre os estudiosos, pois o autor não informa qual a festa, nos manuscritos antigos está inserido “a festa”, provavelmente indique a Festa dos Tabernáculos, pois assim era chamada na tradição judaica.

De acordo com João é a segunda festa que Jesus vai a Jerusalém.

“Ora, em Jerusalém há, próximo à porta das ovelhas, um tanque, chamado em hebreu Betesda, o qual tem cinco alpendres.

Nestes jazia grande multidão de enfermos, cegos, mancos e ressicados, esperando o movimento da água.

Porquanto um anjo descia em certo tempo ao tanque, e agitava a água; e o primeiro que ali descia, depois do movimento da água, sarava de qualquer enfermidade que tivesse”. João 5: 2-4

Este tanque chamado Betesda, casa da graça, casa da misericórdia ou para alguns, casa das oliveiras.

Nesse local aglomeravam-se vários enfermos e deficientes que buscavam a cura para as suas necessidades físicas.

Dentre essa multidão havia um homem enfermo, há trinta e oito anos jazia sobre uma cama, não podia movimentar-se, esperava que algum piedoso o levasse, lançando-o as águas para ser curado, pacientemente esperava.

Acredita-se que não ficava permanentemente naquele local, alguém o levava e o deixava ali 

Jesus ao vê-lo, sabendo que ficava há muito tempo nesse lugar, perguntou-lhe se desejava ser curado.

O Mestre nada faz para quem não deseja o seu cuidado, ele oferece a cura, a salvação, o seu perdão e quem aceitar, receberá.

Nada é imposto e sim oferecido. 

"Disse-lhe Jesus: Queres ficar são?

O enfermo respondeu-lhe: Senhor, não tenho homem algum que, quando a água é agitada, me ponha no tanque; mas, enquanto eu vou, desce outro antes de mim. Jesus disse-lhe:

Levanta-te, toma o teu leito, e anda”. João 5:.5-8

O homem ao aceitar a graça de Deus, levanta-se de imediato ao ouvir a ordem de Jesus que lhe é dada, no mesmo momento, não há contemporização, o seu efeito logo se realiza.

“Logo aquele homem ficou são; e tomou o seu leito, e andava. E aquele dia era sábado”. João 5: 9

Um momento sutil, a dúvida, a consciência, era sábado, não podia fazer nada, nem levar sua esteira companheira de seu sofrimento por trinta e oito anos.

“Logo aquele homem ficou são; e tomou o seu leito, e andava. E aquele dia era sábado.

Então os judeus disseram àquele que tinha sido curado: É sábado, não te é lícito levar o leito”. João 5: 9-10

Percebe-se pela resposta do paralítico aos judeus, ele não conhecia Jesus.

“Ele respondeu-lhes: Aquele que me curou, ele próprio disse: Toma o teu leito, e anda.

Perguntaram-lhe, pois: Quem é o homem que te disse: Toma o teu leito, e anda?

E o que fora curado não sabia quem era; porque Jesus se havia retirado, em razão de naquele lugar haver grande multidão”. João 5: 11-13

 No Templo, mais tarde, Jesus o encontra, dá-lhe alguns conselhos e pede-lhe que não peques mais.

O paralítico diz aos judeus que fora Jesus quem o curou, os judeus indignados interpelam o Mestre por ter curado o paralítico num sábado.

Cristo em suas mensagens procura enfatizar que a lei fora dada por Deus para normatizar a vida religiosa e civil dos homens a ela sujeitos, não para escravizá-los.

O sábado é para o homem, para descanso, para um momento com Deus e não uma obrigação ferrenha que não se pode fazer o bem, ou alguma necessidade inadiável.

Jesus diz que o seu Pai trabalha permanentemente e ele trabalha também.

“E por esta causa os judeus perseguiram a Jesus, e procuravam matá-lo, porque fazia estas coisas no sábado.

E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”. João 5: 16-17

Muitos religiosos procuram dissociar o material, carnal, terreno, do espiritual, dando maior ênfase ao material, carnal e terreno.

“Mas Jesus respondeu, e disse-lhes: Na verdade, na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer o Pai; porque tudo quanto ele faz, o Filho o faz igualmente.

Porque o Pai ama o Filho, e mostra-lhe tudo o que faz; e ele lhe mostrará maiores obras do que estas, para que vos maravilheis.

Pois, assim como o Pai ressuscita os mortos, e os vivifica, assim também o Filho vivifica aqueles que quer”. João 5: 19-21

Nesse ponto Jesus mostra que ele vivifica os mortos em pecado, porém vivos, mas mortos espiritualmente.

“Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida”. João 5:24

Crer em Jesus é um ato imperioso para se ter a vida eterna, porém, mesmos aqueles que leem constantemente as Escrituras, quanto aqueles judeus, pelos seus conceitos terrenos, não encontram Jesus, seus ensinos, mandamento no que leem.

“E o Pai, que me enviou, ele mesmo testificou de mim. Vós nunca ouvistes a sua voz, nem vistes o seu parecer.

E a sua palavra não permanece em vós, porque naquele que ele enviou não credes vós.

Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam;

E não quereis vir a mim para terdes vida”. João 5:37-40

Jesus diz para eles por não crerem nele, tendo Deus o enviado e por honrarem entre si, dando honras uns para os outros, aceitariam um outro qualquer em seu próprio nome.

“Eu vim em nome de meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis.

Como podeis vós crer, recebendo honra uns dos outros, e não buscando a honra que vem só de Deus?

Não cuideis que eu vos hei de acusar para com o Pai. Há um que vos acusa, Moisés, em quem vós esperais.

Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim; porque de mim escreveu ele.

Mas, se não e credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras?” João 5: 43-47

Muitos se afastam de Deus por não conhecerem o Senhor Jesus, seus ensinos, mandamentos, sua vida, sofrimento, morte, ressurreição e em especial numa fé transcendental que cura, perdoa, salva e dá vida eterna ao que crer.

E o conhecimento sobre Jesus está a mão de todos, somente um passo, ler as Escrituras com desvelo, desejo sincero de encontrar a verdade que liberta, cura e salva eternamente.

Louvado seja Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 28/08/2021

Referência bibliográfica.

Craig S. Keener-Com.Hist.Cult.daBíblia-VidaNova

 

 

 O início do Ministério de Jesus na Galileia

Mateus 4: 13-30; Marcos 1: 14-15; Lucas 4: 14-15

Na Palavra de Deus, desde antes da criação de todas as coisas, o Messias é citado e seu advento proclamado por todos os escritores e Profetas do Antigo Testamento.

No tempo ideal para o seu aparecimento, veio Jesus ao mundo cumprindo tudo aquilo para o qual era determinado, salvar o mundo de seus pecados.

“Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei”. Gálatas 4:4

Nasceu como um menino, vindo do ventre de uma mulher pia, viveu como todas as crianças judias e no seu tempo certo, já adulto, pela lei aos trinta anos, foi batizado por João o Batista, precursor de seu ministério salvífico.

E Jesus após o batismo, mesmo tendo a natureza divina, sendo ele Deus, sofreu a tentação, para senti-la em si próprio o que os homens e as mulheres a sofrem.

“Por isso convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo.

Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados”. Hebreus 2: 17-18

Depois do batismo, Deus confirma a todos ser ele seu Filho Amado.

“E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele.

E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”. Mateus 3: 16-17

Ao saber que João, o batista, estava preso, ele inicia de fato o seu ministério, o que é registrado nos evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas.

Por ser João, o batista, o precursor de sua missão, não era mister realizar seu ministério em paralelo com ele, o último profeta, só quando da prisão de Batista e encerrada a missão precursora dele, Jesus inicia de fato seu ministério redentor.

Para iniciá-lo escolheu a cidade em que passou sua infância, Nazaré e era seu costume ir todos os sábados a Sinagoga.

“Então, pela virtude do Espírito, voltou Jesus para a Galileia, e a sua fama correu por todas as terras em derredor.

E ensinava nas suas sinagogas, e por todos era louvado.

E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler.

E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito:

O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração,

A pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do SENHOR.

E, cerrando o livro, e tornando-o a dar ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele.

Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos”. Lucas 4: 14-21

Ficaram perplexos com sua sabedoria, pois pelo relato de Lucas, ele discorreu explicando as Escrituras e sem dúvida, falou de seu advento messiânico.

Maravilharam-se de seus argumentos, mas não aceitaram suas afirmações, discriminaram-no por suas raízes de homem comum. 

Rejeitaram-no e desejaram matá-lo, por recriminá-los em não aceitarem seu testemunho como o Messias,

“E todos, na sinagoga, ouvindo estas coisas, se encheram de ira.

E, levantando-se, o expulsaram da cidade, e o levaram até ao cume do monte em que a cidade deles estava edificada, para dali o precipitarem.

Ele, porém, passando pelo meio deles, retirou-se”. Lucas 4: 28-30

Pela providência divina Jesus passou pelo meio deles ileso e foi para Cafarnaum, uma das cidades da Galileia.

Interessante que há um contraste entre a cidade de Nazaré e Cafarnaum, Nazaré era uma cidade pequena e obscura nas montanhas, enquanto Cafarnaum era cosmopolita, estava situada próxima a principal estrada para Damasco, para o norte até o Egito e para o sul, era, portanto, uma localização estratégica para a difusão do evangelho, foi sua habitação e quartel general. 

“E, deixando Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, cidade marítima, nos onfins de Zebulom e Naftali;

Para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías, que diz: 

A terra de Zebulom, e a terra de Naftali, Junto ao caminho do mar, além do Jordão, A Galileia das nações;

O povo, que estava assentado em trevas, Viu uma grande luz; E, aos que estavam assentados na região e sombra da morte, A luz raiou”. Mateus 4: 13-16

Observa-se que já as profecias falavam desse acontecimento, essa citação de Mateus, encontra-se em Isaías 9: 1-2

O ministério de Cristo resumia-se em instrução, proclamação e curas. Ele usava as sinagogas como locais de evangelizações.

"Então, pela virtude do Espírito, voltou Jesus para a Galileia, e a sua fama correu por todas as terras em derredor.

E ensinava nas suas sinagogas, e por todos era louvado". Lucas. 4: 14-15

Um revestimento que todos os mensageiros da palavra de Deus necessitam possuir, para proclamar o Evangelho de Cristo. Ser cheio do Espírito Santo.

Como ser cheio do Espírito Santo? 

Ter uma vida pautada na oração constante, na fé em Cristo e na obediência a Palavra de Deus, cumprido na vida particular, os deveres de servo fiel, ditas nas Escrituras e em total dependência ao Mestre.

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”. Gálatas 2:20

Jesus inicia o seu ministério conclamando o povo ao arrependimento, pois é chegado o reino dos céus.

“Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus”. Mateus 4: 17

Em Marcos e Lucas a referência é o reino de Deus.

"E, depois que João foi entregue à prisão, veio Jesus para a Galileia, pregando o evangelho do reino de Deus,

E dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho". Marcos. 1: 14-15

"Ele, porém, lhes disse: Também é necessário que eu anuncie a outras cidades o evangelho do reino de Deus; porque para isso fui enviado.

E pregava nas sinagogas da Galileia". Lucas. 4: 43-44

Não há controvérsia ou divergências entre eles.

Mateus escreveu seu evangelho para os judeus e eles, os judeus, tinham conhecimento sobre o reino de Deus, para eles um reino temporal e Mateus leva-os a conhecerem o verdadeiro reino, o Reino dos Céus, espiritual em Cristo.

Enquanto Marcos escreve para os romanos e Lucas para os gregos que possuíam uma ideia errônea do reino dos céus, um reino de deuses e os evangelistas leva-os, a conhecerem o Reino de Deus, o Reino de um único Deus.

Nestas passagens Jesus nos indica a chegada de seu reino, o Reino de Deus, no momento presente, neste instante, estabelecendo-o junto a todos que se arrependem de seus pecados, aceitando seus ensinos, cumprindo seus mandamentos e crendo em seu nome. 

Passando a fazer parte de seu reino, sendo seus súditos, fazendo-os filhos de Deus por adoção e ação do Espírito Santo no coração de todos os que creem em seu nome e tem as suas vestiduras, o coração, lavadas no sangue de Cristo que morreu na cruz e ressuscitou para reconciliar os que creem nele com Deus.

Jesus convida a todos para fazerem parte de seu reino. 

Creia somente, tenhas fé que serás aceito pelo Senhor Jesus e ele irá renová-lo numa nova criatura. . 

Louvado seja o Senhor Deus, a ele toda honra, poder, glória e louvor 

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – 04/09/2021

 

 O Ministério Terreno de Jesus Cristo

Os primeiros discípulos

Mateus 4: 18-22; Marcos 1: 16-20; Lucas 5: 1-11

Jesus escolhe os seus primeiros discípulos, uma escolha divinal, feita com propósito universal na propagação de seu Reino até os confins do mundo.

Simples pescadores, poucos afeitos ao mundo dos letrados, mas poderosos em palavras, vidas e abnegação a Deus, através do Espírito Santo.

A caminhada de Jesus, rumo ao calvário, ocorreu antes da escolha dos Apóstolo, ainda na Judeia, depois de seu batismo, foi para a Galileia, pregou na Sinagoga em Nazaré, sua cidade natal, por ser ele conhecido e de família pobre, os judeus de Nazaré o rejeitaram e desejando matá-lo, foi, pela providência divina, salvo e passou pelo meio deles sem que ninguém o visse.

Fixou residência em Cafarnaum, cidade cosmopolita,

Passou a pregar o arrependimento como condições para entrar no Reino de Deus.

Num determinado dia, andando junto ao mar da Galileia, Jesus chama os seus primeiros discípulos.

“E Jesus, andando junto ao mar da Galileia, viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores;

E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.

Então eles, deixando logo as redes, seguiram-no.

E, adiantando-se dali, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco com seu pai, Zebedeu, consertando as redes;

E chamou-os; eles, deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram-no”. Mateus 4:18-22

O texto no Evangelho de Marcos segue o mesmo de Mateus, enquanto o texto de Lucas difere um pouco da narrativa.

“E aconteceu que, apertando-o a multidão, para ouvir a palavra de Deus, estava ele junto ao lago de Genesaré;

E viu estar dois barcos junto à praia do lago; e os pescadores, havendo descido deles, estavam lavando as redes.

E, entrando num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra; e, assentando-se, ensinava do barco a multidão.

E, quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar.

E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sobre a tua palavra, lançarei a rede.

E, fazendo assim, colheram uma grande quantidade de peixes, e rompia-se-lhes a rede.

E fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco, para que os fossem ajudar. E foram, e encheram ambos os barcos, de maneira tal que quase iam a pique”. Lucas 5:1-7

Os acontecimentos nos textos, tanto no de Mateus, Marcos e Lucas, são os mesmos, difere apenas a narrativa de Lucas por apresentar mais detalhes.

Antes desse encontro, eles conheceram Jesus através de João Batista.

André e João, o Evangelista, eram discípulos de João Batista, numa ocasião em que estavam com João Batista, Jesus passou e João disse:

"Eis aqui o Cordeiro de Deus". João 1: 36

André e João ao ouvir falar de Jesus, o seguiram. Jesus vendo que o seguiam, perguntou-lhes o que desejavam?

"E Jesus, voltando-se e vendo que eles o seguiam, disse-lhes: Que buscais? E eles disseram: Rabi (que, traduzido, quer dizer Mestre), onde moras? Ele lhes disse: Vinde, e vede.

Foram, e viram onde morava, e ficaram com ele aquele dia; e era já quase a hora décima.

Era André, irmão de Simão Pedro, um dos dois que ouviram aquilo de João, e o haviam seguido.

Este achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo).

E levou-o a Jesus. E, olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)". João 1: 38-42

Os momentos agradáveis que passaram com Cristo, ouvindo-o, tiveram a certeza de ser Jesus, o Cristo, o Messias prometido, essa certeza levaram a proclamar aos seus entes queridos este grande achado.

Achamos o Messias.

Simão seguiu seu irmão André e Jesus ao vê-lo, disse-lhe: "Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas".

A palavra Cefas em aramaico é Pedro, que significa pedra.  Deus troca o nome dos seus servos fiéis, Abrão para Abraão, Jacó para Israel.

Além desses quatros pescadores, há outros discípulos que Jesus convidou nesses primeiros momentos de seu ministério terreno.

No outro dia, Jesus deseja ir a Galileia e convida Felipe a segui-lo, uma característica muito forte em Felipe, ele era conhecedor das Escrituras e quando ao convidar Natanael para conhecer Jesus, ele cita as profecias acerca do Messias.

“No dia seguinte quis Jesus ir à Galiléia, e achou a Filipe, e disse-lhe: Segue-me.

E Filipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro.

Filipe achou Natanael, e disse-lhe: Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José". João 1: 43-45

A princípio Natanael, como todos os Judeus, acreditavam que o Messias viria de Belém da Judeia e não da cidade de Nazaré, rejeita o convite, Felipe convida-o, então, a conhecer Jesus e Natanael vai até Jesus e este lhe diz, ao vê-lo:

"Jesus viu Natanael vir ter com ele, e disse dele: Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo. Disse-lhe Natanael: De onde me conheces tu? Jesus respondeu, e disse-lhe: Antes que Filipe te chamasse, te vi eu, estando tu debaixo da figueira". João 1: 47-48

Ao ouvir a resposta do Mestre, ele descobriu que Jesus era realmente o Messias prometido.

"Natanael respondeu, e disse-lhe: Rabi, tu és o Filho de Deus; tu és o Rei de Israel. Jesus respondeu, e disse-lhe: Porque te disse: Vi-te debaixo da figueira, crês?

Coisas maiores do que estas verás. E disse-lhe: Na verdade, na verdade vos digo que daqui em diante vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem". João 1: 49-51

Quando o homem ao conhecer Jesus, escuta sua palavra e crer nele, sua vida se transforma, passa a ser um novo homem e vê os milagres e prodígios, acontecerem em sua própria alma.

Os discípulos a partir desse momento passaram a ser espectador dos milagres que Jesus realizava, das suas mensagens de vida, do seu sacrifício e da sua ressurreição.

Quando Pedro vê as redes cheias de peixes, num horário não propício para pesca e ter passado a noite inteira pescando sem nada pescar, sentiu como Isaías diante do Trono de Deus.

“Então disse eu: Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos.

Porém um dos serafins voou para mim, trazendo na sua mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz;

E com a brasa tocou a minha boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniquidade foi tirada, e expiado o teu pecado”. Isaías 6:5-7

Esta é a mesma situação do homem e da mulher, quando está diante de Deus, sente-se pecador, sua alma é desnudada, ele humildemente arrepende-se de seus pecados, confessa-os a Deus, o Senhor o transforma num novo homem e numa nova mulher e eles passam a segui-lo em novidade de vida.

“E vendo isto Simão Pedro, prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, ausenta-te de mim, que sou um homem pecador.

Pois que o espanto se apoderara dele, e de todos os que com ele estavam, por causa da pesca de peixe que haviam feito.

E, de igual modo, também de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. E disse Jesus a Simão: Não temas; de agora em diante serás pescador de homens.

E, levando os barcos para terra, deixaram tudo, e o seguiram”. Lucas 5:8-11

E cada um de nós, a semelhança dos discípulos de Jesus, sejamos iguais a eles, crendo nele, realizando sua obra, convidando, primeiramente os seus parentes e depois a vizinhança para conhecê-lo.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória. Amém!

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 11/09/2021


Ministério Terreno de Jesus Cristo.

Primeira viagem missionária de Jesus.

Mateus 8: 14-17; Marcos 1: 21-39; Lucas 4: 31-44

Após Jesus passar pela tentação, seguiu para a cidade de Nazaré, onde fora criado, foi rejeitado pelos moradores locais, por conhecê-lo, não deram crédito a mensagem em alusão a sua missão messiânica.

Seguiu em direção a Cafarnaum, escolheu seus discípulos e com eles visita a Sinagoga no sábado, como lhe era peculiar.

E sendo convidado a explanar e ensinar as Escrituras, o fez com tal superioridade intelectual aos Escribas que atraiu admiração do povo.

“Entraram em Cafarnaum e, logo no sábado, indo ele à sinagoga, ali ensinava.

E maravilharam-se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas”. Marcos 1: 21-22

As sinagogas eram, em geral, centros comunitários, lugares de oração e estudos das Escrituras.

“E estava na sinagoga deles um homem com um espírito imundo, o qual exclamou,

Dizendo: Ah! que temos contigo, Jesus Nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus.

E repreendeu-o Jesus, dizendo: Cala-te, e sai dele.

Então o espírito imundo, convulsionando-o, e clamando com grande voz, saiu dele”. Marcos 1:23-26

Causa-nos espanto que num lugar religioso, com presenças de pessoas espirituais, encontram-se entre eles pessoas com espíritos imundos, adversários aos que ali se encontram.

Alguns estudiosos tentam associar esses espíritos imundos aos magos que vicejavam no meio dos judeus e gentios, acreditam que estavam associados, com frequência, à magia; os magos buscavam dominar outras forças espirituais invocando os nomes delas.

“Se o demônio aqui está tentando dominar Jesus dessa maneira (a expressão “Sei quem tu és” era usada, nos textos mágicos, para dominar os poderes espirituais), como sugeriram alguns estudiosos, o plano não funcionou”. (1)

“E veio espanto sobre todos, e falavam uns com os outros, dizendo: Que palavra é esta, que até aos espíritos imundos manda com autoridade e poder, e eles saem?

E a sua fama divulgava-se por todos os lugares, em redor daquela comarca”. Lucas 4: 36-37

Com a demonstração do poder de Deus em Jesus Cristo ao expulsar o demônio, uma grande multidão fez-se presente, vindo de várias províncias vizinhas à procura de cura e libertação dos demônios.

Saindo da Sinagoga, foram à casa de Simão (Pedro) e André, encontraram a sogra de Pedro com febre, Jesus tocou em suas mãos e a febre a deixou, ela se pôs de pé e logo os servia, uma característica importante, por aqueles que são tocados por Cristo e libertos de todos os males, curados, logo passam a servi-lo.

“Ora, levantando-se Jesus da sinagoga, entrou em casa de Simão; e a sogra de Simão estava enferma com muita febre, e rogaram-lhe por ela.

E, inclinando-se para ela, repreendeu a febre, e esta a deixou. E ela, levantando-se logo, servia-os”. Lucas 4: 38-39

Com a permanência de Jesus em Cafarnaum produziu uma imensa afluência de pessoas ao local, eram trazidos enfermos e endemoninhados para Jesus curar e expulsar os demônios.

"E, tendo chegado à tarde, quando já se estava pondo o sol, trouxeram-lhe todos os que se achavam enfermos, e os endemoninhados. E toda a cidade se ajuntou à porta.

E curou muitos que se achavam enfermos de diversas enfermidades, e expulsou muitos demônios, porém não deixava falar os demônios, porque o conheciam". Mc. 1: 32-34

O Mestre a todos curava e expulsava os demônios, aos demônios não permitia que falassem, pois eles sabiam quem ele era e não havia ainda chegado a hora de revelá-lo, tampouco por espíritos endemoninhados.

Isso era realizado após o pôr do sol, à tardinha, era sábado e pela lei, não podiam carregar nada, tampouco curar qualquer pessoa, somente após o pôr do sol.

A compaixão, amor e paciência de Cristo é infinita.

Os servos de Cristo, tendo-o como exemplo, devem atender todos os que procuram por uma palavra de consolação, orações para todo o tipo de angústia, adversidade, doenças e estejam impedindo-os em seu desenvolvimento espiritual, recebendo a todos com paciência, amor e longanimidade, tendo para todos um tempo, mesmo se estiver cansado

Tendo realizado seu fatigante trabalho, ainda teve forças, para sair, durante a madrugada, para um lugar privado, para estar a sós com o Pai, consultando-o.

"E, levantando-se de manhã, muito cedo, fazendo ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava". Mc. 1: 35

O Mestre ao sair para orar, foi só e ficou a sós com Deus.

Ele nos dá um conselho para que a nossa oração tenha melhor recompensa, é, quando, oramos a sós.

"Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente". Mateus 6: 6

Jesus em todo o seu ministério orava, principalmente quando estava para realizar alguma atividade, pois precisava da ajuda do Pai. Ele estava se preparando para a viagem missionária às aldeias da Galileia. Precisava de Deus junto dele na empreitada.

Jesus era o Filho do homem, possuía uma natureza humana, por isso necessitava fortalecer-se no Pai.

Sua missão era divina, ele é o Filho de Deus, o próprio Deus encarnado, o seu poder é divino e eterno, porém nas missões terrenas era necessário o apoio do Deus Pai. Também, tornava-se imperioso para os homens e mulheres seguirem seu exemplo de um Deus de orações.

Os seus discípulos sentindo a falta do Mestre e não compreendendo sua saída, o procuram, encontrando-o, rogam-lhe para retornar, pois havia uma multidão esperando-o.

"E seguiram-no Simão e os que com ele estavam.  E, achando-o, lhe disseram: Todos te buscam". Marcos 1: 36-37

A missão de Jesus era anunciar o evangelho, levá-lo a todas aquelas províncias, não poderia deter-se somente em um lugar, mesmo que houvesse uma multidão.

Na visão dos discípulos era uma oportunidade apresentar-se ante a multidão e fazer seus milagres.

A missão de Jesus não era a realização de milagres ou expulsão de demônios e sim a proclamação do Reino de Deus, convidando os homens arrepender-se de seus pecados e crer em sua missão redentora e assim conseguirem a salvação eterna dada por ele.

Esta deve ser a mensagem primordial de nossos púlpitos, a salvação eterna no sangue de Cristo. 

"Ele, porém, lhes disse: Também é necessário que eu anuncie a outras cidades o evangelho do reino de Deus; porque para isso fui enviado.

E pregava nas sinagogas da Galileia". Lucas 4: 43-44

Jesus é compassivo, amorável e paciente diante das adversidades dos homens, em seus sofrimentos.

Ele está sempre disposto a curar, expulsar os demônios e dar aos seus servos vitórias sobre todos os seus problemas.

Ele está pronto a dar a vida eterna a todos que desejarem em seu coração.

Pois esta é a essência de sua vinda a terra salvar o que se havia perdi 

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.


Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 18/09/2021

 Referência bibliográfica.

Craib S.Keneer-Com.His.Cult.da Bíblia(1)


Ministério Terreno de Jesus Cristo.

A Cura de um Paralítico em Cafarnaum.

Mateus 9: 1-8; Marcos 2: 1-12; Lucas 5: 17-26

A volta de Jesus a Cafarnaum marcou o fim de sua primeira viagem à Galileia.

“E alguns dias depois entrou outra vez em Cafarnaum, e soube-se que estava em casa.

E logo se ajuntaram tantos, que nem ainda nos lugares junto à porta cabiam; e anunciava-lhes a palavra”. Marcos 2: 1-2

O relato do milagre de Jesus realizado em Cafarnaum, encontra-se nos Evangelhos sinóticos, Mateus; Marcos e Lucas, havendo detalhes mais significativos em Marcos e Lucas.

 

Cafarnaum foi a cidade escolhida por Jesus como seu quartel general, a casa em que estava hospedado, presume seja a de Pedro.

 

Souberam que Jesus estava na casa, foram todos para lá, os fariseus, os escribas, os doutores da lei e uma multidão, para ouvi-lo e serem curados.

 

A fama de Jesus crescia em decorrência de seus ensinos e milagres, na mesma ordem a oposição.

 

“A crescente popularidade do Senhor naturalmente devia despertar o desfavor delas, uma vez que a sua mensagem, pela sua própria natureza, era contraditória à crença e prática

das mesmas e os fariseus são apresentados murmurando entre si, ou abertamente levantando questões e objeções”. (1)

 

"E aconteceu que, num daqueles dias, estava ensinando, e estavam ali assentados fariseus e doutores da lei, que tinham vindo de todas as aldeias da Galileia, e da Judéia, e de Jerusalém.

E a virtude do Senhor estava com ele para curar”. Lucas 5: 17

 

Nisto quatro amigos trouxeram um companheiro, deitado numa cama inerte, paralítico, para Jesus curar, não havia lugar para entrar e chegar junto a ele, procuraram alguma fresta por entre as pessoas para fazê-lo entrar. Subiram ao telhado, os telhados conforme Lucas, eram revestidos de palha e barro, fizeram uma abertura e baixaram o paralítico por ele.

 

“E eis que uns homens transportaram numa cama um homem que estava paralítico, e procuravam fazê-lo entrar e pô-lo diante dele.

 

E, não achando por onde o pudessem levar, por causa da multidão, subiram ao telhado, e por entre as telhas o baixaram com a cama, até ao meio, diante de Jesus". Lucas 5: 18-19

 

Observamos dois fatos de suma importância nesse relato.

 

Primeiro, Jesus estava cheio do Espírito Santo. "E a virtude do Senhor estava com ele para curar".

 

Somente a cura é realizada através de Jesus, com a anuência de Deus, por intermédio do Espírito Santo. A ação de cura é feita pela Trindade, Deus Pai, Deus Filho e Deus o Espírito Santo.

 

O outro fator, a intercessão ou auxílio de outros, no processo da fé do enfermo em Jesus em curá-lo.

 

Não se fizeram de rogado, mesmo diante da adversidade encontrada. Estes amigos ao encontrarem a entrada obstruída, abriram um espaço entre as telhas e colocaram o paralítico diante de Jesus.

 

O Mestre vendo a fé que havia no coração deles, disse-lhe:

 

"E, vendo ele a fé deles, disse-lhe: Homem, os teus pecados te são perdoados". Lucas 5: 20

 

Os evangelhos Mateus, Marcos e Lucas, apresentam o espanto dos fariseus, escribas, doutores da lei e dos que ouviram essas palavras, porém não há registro daqueles amigos, tampouco do enfermo em relação a ela, a fé que possuíam não permitia a dúvida ao Mestre, sabiam que de alguma forma, Jesus agiria na vida deles.

 

Mathew Henry como traduzindo o que Jesus disse, diz: “Mesmo que eu não te cure, não dirás que me buscaste em vão se eu te assegurar que os teus pecados estão perdoados. Não verás isto como um alívio suficiente, mesmo que continues paralítico?” (2)

 

Esta é a verdadeira fé, mesmo que não haja a cura da enfermidade, sentimo-nos confortado de que o Senhor agirá em nossa vida, dando-nos suporte para vencê-la em todas as dificuldades.

 

Isto nos reveste de confiança tal que tendo os nossos pecados perdoados, faremos parte do reino de Deus, mesmo com a nossa deficiência ou enfermidade.

 

John Flavel em 1671 disse: "Se a morte de Cristo satisfez a Deus no que diz respeito aos nossos pecados, quão incomparável é o amor de Deus para com pobres pecadores!

 

Se Cristo, por meio de sua morte, consumou uma plena satisfação pelo pecado, Deus pode perdoar com segurança o maior dos pecadores que crer em Jesus".

 

Porém, ao vir que no pensamento daqueles judeus, blasfemavam contra o que o Mestre havia dito, Jesus lhes diz:

 

"E os escribas e os fariseus começaram a arrazoar, dizendo: Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão só Deus?

 

Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, respondeu e disse-lhes:

 

Que arrazoais em vossos corações? Qual é mais fácil? dizer:

 

Os teus pecados te são perdoados; ou dizer: Levanta-te, e anda?

 

Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra poder de perdoar pecados (disse ao paralítico), a ti te digo: Levanta-te, toma a tua cama, e vai para tua casa". Lucas 5: 21-24

 

“Que é mais fácil? Seria mais fácil dizer "Os teus pecados te são perdoados", porque se não existissem, não haveria nenhuma evidência

externa. Se Jesus ordenasse a cura, e o homem não ficasse curado, todos saberiam que aquele que operava a cura era fraudulento.

 

Levanta-te, toma o teu leito. Jesus fez do seu poder de curar um teste para o seu poder de perdoar. Realizando o que seus críticos

consideravam o mais difícil, mostrou que podia fazer o que eles achavam mais fácil”. (3)

 

Beacons em seu comentário do Evangelho de Mateus, diz: "A cura deste paralítico de Cafarnaum é “a primeira história que coloca o divino poder de cura de Jesus em uma relação direta com o seu divino poder e autoridade para perdoar pecados”. (4)

 

Jesus tem poder para perdoar os pecados dos homens e curá-los de suas enfermidades.

 

Para os judeus havia uma relação próxima entre a enfermidade e o pecado, causa e efeito.

 

Jesus ao dizer-lhe: “Seus pecados são perdoados”, enfrentou a causa e ao dizer-lhe:

“Levanta-te, toma a tua cama, e vai para tua casa", atacou o efeito.

 

“Os judeus acreditavam que as enfermidades eram consequências do pecado na vida de uma pessoa (Jo 9.2). Existe a possibilidade de que a paralisia deste homem tenha sido causada, em parte, por um severo complexo de culpa, e que ele precisasse, inicialmente, cuidar desse aspecto”. (5)

 

A nossa responsabilidade diante de Deus, mostra-nos que a nossa fé é conhecida pelo Senhor antes de a manifestarmos e tudo que fizermos é conhecido por ele.

 

"E, levantando-se logo diante deles, e tomando a cama em que estava deitado, foi para sua casa, glorificando a Deus.

 

E todos ficaram maravilhados, e glorificaram a Deus; e ficaram cheios de temor, dizendo: Hoje vimos prodígios" Lucas. 5: 25-26

 

A fé produz ação, não é somente possuir a fé de sermos curados, ou os nossos pecados serem perdoados, mas o produto dessa fé é obedecer ao Mestre sem contestação, o paralítico levou sua cama e através de seu ato fez com que o povo glorificasse o Senhor.  

 

"Mas que diz? A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos,

 

A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.

 

Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação". Romanos 8: 8-10

 

Uma outra observação que se faz ao ato do paralítico em levar sua cama, ele foi sozinho, Jesus não o levou, nem tampouco o exibiu a multidão, não fez propagando de seu ato de cura.

 

Diz Mathew Henry: "E, Jesus, não o levou consigo para o exibir, o que fariam em tais situações aqueles que buscam a glória que vem dos homens". (6)

 

O Senhor Jesus é o que cura, perdoa os pecados e nos dá a vida eterna.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 25/09/2021

 

Referências bíblicas

Beacon/CPAD (4; 5)

D.L.Moody/CPAD (1; 3)

Mathew Henry/CPAD (2; 6)



Ministério Terreno de Jesus.

Jesus, o Senhor do sábado.

Mateus 12: 1-8; Marcos 2: 23-28; Lucas 6: 1-5

Em cada milagre, em cada pronunciamento, em cada ato, feito por Jesus, há uma mensagem para aquela época e para os dias de hoje.

Nada foi realizado sem um propósito real de divulgar o Poder de Jesus, sua missão messiânica, seus ensinos, seus atributos divinos e humanos e seu contato com Deus, o Pai.

Isso fazia os fariseus enfurecerem-se: Primeiro, por mostrar sua divindade no contato com Deus, o Pai, para os fariseus ele blasfemava e estava sujeito à morte;

Segundo, para eles, Jesus não cumpria a lei sabática, mas curava, alimentava-se e realizava alguma obra durante o sábado, fora dos preceitos dos fariseus.

“Havia três coisas que distinguiam particularmente

os judeus dos gentios na época de Jesus. A primeira era a observância do sábado. Os fariseus eram especialmente rígidos a esse respeito. O Talmude, que é o grande depositório do judaísmo farisaico, tem 24 capítulos sobre o assunto. A segunda característica que distinguia a vida dos judeus era a circuncisão. E a terceira era a proibição de comer carne “impura” (1) 

“E ACONTECEU que, no sábado segundo-primeiro, passou pelas searas, e os seus discípulos iam arrancando espigas e, esfregando-as com as mãos, as comiam”. Lucas 6:1 

“E aconteceu também noutro sábado, que entrou na sinagoga, e estava ensinando; e havia ali um homem que tinha a mão direita mirrada. E os escribas e fariseus observavam-no, se o curaria no sábado, para acharem de que o acusar”. Lucas 6: 6-7

O coração dos fariseus não estava no benefício que Jesus realizava, mas na letra fria da lei que eles interpretavam de acordo com suas visões legalistas.   

O Mestre diz a eles a verdadeira interpretação da lei, ela veio para o benefício dos homens e mulheres, não para o seu mal, escravizando o povo ao cumprimento de algo que lhe traria malefícios, sendo que eles mesmos não a cumpriam.

“E alguns dos fariseus lhes disseram: Por que fazeis o que não é lícito fazer nos sábados? E Jesus, respondendo-lhes, disse: Nunca lestes o que fez Davi quando teve fome, ele e os que com ele estavam? Como entrou na casa de Deus, e tomou os pães da proposição, e os comeu, e deu também aos que estavam com ele, os quais não são lícitos comer senão só aos sacerdotes?”. Lucas 6:2-4 (I Samuel 21:1-6)

Mostra para eles que os sacerdotes sacrificavam nos sábados.

“Ou não tendes lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e ficam sem culpa?” Mateus 12:5

A lei foi dada por Deus para o ordenamento do povo num mundo idólatra, pois fora escolhido pelo Senhor, para fazê-lo conhecido entre as Nações em todo o mundo, havia a necessidade de ser separado e diferenciado dos outros povos, cumpridor de seus deveres, como cidadãos de uma Nação Santa.

Isso não os fazia escravo da lei. Se houvesse fome, poderia saciá-la, se estivesse doente, poderia ser curado e não como pensavam os fariseus.

A lei deveria ser vista como um cumprimento espiritual, um louvor a Deus e não uma forma de exteriorizar um sentimento que não havia.

“Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício, não condenaríeis os inocentes”. Mateus 12:7

“Misericórdia é a junção de duas palavras em latim: miseratio (miséria) + cordis (coração). Assim, pode-se entender literalmente misericórdia como "coração que se debruça sobre a miséria [humana]" ou "coração compadecido". (2)

A citação de Jesus encontra-se em Oséias:

“Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos”. Oséias 6: 6

Os fariseus e escribas eram legalistas davam maior valor aos ritos cerimoniais e as práticas exteriores.

Para Jesus a misericórdia é o principal da Lei, as práticas exteriores são secundárias. A lei deveria ser vista como um cumprimento espiritual, um louvor a Deus e não uma forma de exteriorizar um sentimento que não havia num ritual.

O Mestre apresenta o seu principal atributo, o divinal.

“E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. Assim o Filho do homem até do sábado é Senhor”. Marcos 2:27-28

Os fariseus viam o poder de Jesus em curar os enfermos, mas o coração estava fechado para essa evidência, eles desejavam um homem com poder de livrá-los do jugo Romano. Jesus não apresentava essa característica de homem de guerra, porém de um homem compassivo, amante dos sofredores, fazendo uma relação de aproximação do homem pecador com Deus, livrando-lhe das garras do pecado e do sofrimento.

“E perguntou-lhes: É lícito no sábado fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida, ou matar? E eles calaram-se. E, olhando para eles em redor com indignação, condoendo-se da dureza do seu coração, disse ao homem: Estende a tua mão. E ele a estendeu, e foi-lhe restituída a sua mão, sã como a outra”. Marcos 3:4-5

Os fariseus pressurosos em destruir Jesus foram procurar os herodianos, um partido político devotado à família de Hetodes, eram odiados pelos judeus, foram em busca do inimigo, para fazer conselho em como matar o Mestre que só fazia o bem.

“E, tendo saído os fariseus, tomaram logo conselho com os herodianos contra ele, procurando ver como o matariam”. Marcos 3:6

Quando não há por parte de quem se opõe argumentos para contestar o oponente, procuram calá-lo pela violência ou pela morte.

Nos dias de hoje há muitos que fecham o coração para as mensagens do Mestre, mesmo vendo as maravilhas operando na vida de muitos, mas se fazem como os fariseus.

Enchem os púlpitos com obrigações que não há nas Escrituras, não pregam mais sobre Jesus, falam de prosperidade, vendem de tudo como via de salvação. Contam estórias imaginárias, sem base bíblica. Puras heresias.

O Senhor Jesus é o Senhor da lei, do sábado, o Rei dos reis, somente a ele devemos adorar, pregar nos púlpitos e em nossas conversas falar a mensagem de Cristo que salva.  

 

Ele, Jesus, é o Senhor da vida. Quem crer nele tem a vida eterna.

"Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas; Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que creem; porque não há diferença.

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus”. Rom. 3: 20-24

Seja Jesus o vosso exemplo de vida.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 02/10/2021

Referência Bibliográfica:

Beacon/CPAD (1)

Wikipédia (2)


Ministério Terreno de Jesus Cristo

 

A oposição crescente dos Fariseus e Saduceus a Jesus Cristo.

 

Mateus 12: 14-21

 

Havia na época de Jesus três partidos entre os judeus:

 

Os Fariseus, legalistas, davam um excelso valor as leis e as tradições orais, interpretavam-nas com rigor excessivo para que o povo as cumprisse, não cumprindo-as poderiam ser condenados à morte. Acreditavam no poder espiritual, nos anjos e na ressurreição.

 

Os Saduceus, o partido dos sacerdotes, aceitavam apenas o Torah, a lei, os cinco livros do pentateuco, não acreditavam no poder espiritual, nem na ressurreição, viviam digladiando-se com os fariseus, eram próximos dos romanos.

 

“Os herodianos eram apoiadores da dinastia de Herodes. Eles formavam um grupo político, sem motivação religiosa, que era favorável à aliança do governo judeu com Roma.

 

É interessante saber que os fariseus e os herodianos eram grupos opostos. Os fariseus se preocupavam com seus interesses religiosos, enquanto os herodianos se preocupavam apenas com seus interesses políticos. O fato de Jesus ser identificado como o Filho de Davi, ou seja, um herdeiro legítimo da dinastia de Davi, era visto pelos herodianos como uma ameaça”. (1)

 

Esses grupos faziam uma oposição cruel contra Jesus.

 

Após a cura de um homem da mão mirrada num sábado, os fariseus, saduceus e herodianos, aconselharam-se em matar Jesus, este conhecendo o desejo do coração deles afastou- se, uma multidão o seguiu, ele curou a todos os necessitados.

 

“Embora alguns nos tratem sem piedade, não devemos, por causa disso, tratar os outros sem piedade”. (2)

 

“E, tendo saído os fariseus, tomaram logo conselho com os herodianos contra ele, procurando ver como o matariam”. Marcos 3:6

“E os fariseus, tendo saído, formaram conselho contra ele, para o matarem.

 

Jesus, sabendo isso, retirou-se dali, e acompanharam-no grandes multidões, e ele curou a todas.

 

E recomendava-lhes rigorosamente que o não descobrissem”. Mateus 12:14-16

 

“Ao invés de se sentirem obrigados por este milagre a crer em Jesus como o seu Messias, os fariseus formaram conselho contra Ele, para o matarem. Esta ação dá uma ideia da dimensão da voluntária e obstinada rejeição deles a Cristo. Não existe nada mais irracional e despropositado do que o fanatismo religioso”. (3)

 

Jesus ao recomendá-los que nada dissessem sobre ele ou sobre os milagres, resguardava a si próprio, pois não havia ainda chegado a sua hora, também receava uma revolta, por parte da multidão, contra o governo de Roma, o que seria catastrófica.

 

O Evangelista Mateus, por ser judeu, escreve preferencialmente para o povo judeu e cita em seu evangelho passagem do Velho Testamento em relação a Jesus, nestas passagens faz referências ao servo sofredor, o Messias, usa as passagens de Isaias 42: 1-4

 

“Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz:

 

Eis aqui o meu servo, que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se compraz; porei sobre ele o meu espírito, e anunciará aos gentios o juízo.

 

Não contenderá, nem clamará, nem alguém ouvirá pelas ruas a sua voz;

 

Não esmagará a cana quebrada, e não apagará o morrão que fumega, até que faça triunfar o juízo”.

Mateus 12:17-20

 

“Porei sobre ele o meu Espírito” refere-se à unção do Espírito Santo no poder de suas mensagens, sinais e prodígios.

 

“Não contenderá, nem clamará, nem alguém ouvirá

pelas ruas a sua voz”, refere-se a mansidão do Messias, o cordeiro de Deus, indo para o sacrifício voluntário, para salvar o mundo de seus pecados, em contraste ao messias esperado pelos judeus, um messias guerreiro.

 

“Não esmagará a cana quebrada”, pode ser um junco ou mesmo uma cana, trincada, refere-se ao pecador em sua luta para se redimir, Jesus não irá pisoteá-lo, mas o acolherá em seu seio amorável.

 

“Não apagará o morrão que fumega”, o fim do pavio de uma lamparina ainda queimando, refere-se àquela pessoa fraca na fé, lutando consigo mesmo, com sua luz bruxuleante, ele irá dar-lhe força na fé, na confiança e dará sua mão para levantá-lo em sua fraqueza em todos os momentos.

 

“Ele não os desencoraja, e muito menos os rejeita ou os afasta; a cana que está quebrada não será esmagada e pisoteada, mas será sustentada, e ficará forte como um cedro ou uma palmeira próspera;

 

A vela recentemente acesa, embora somente fumegue e não tenha chama, não será apagada, mas soprada para alimentar a chama. O dia das pequenas coisas é o dia das coisas preciosas, e por isso Ele não o desprezará, mas fará dele o dia das grandes coisas”. (4)

 

A profecia de Isaías previu o Evangelho e o Messias sendo estendidos aos gentios, não algo exclusivo dos judeus, mas para todos os povos em toda a terra.

 

“E no seu nome os gentios esperarão”. Mateus 12: 21

 

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória

 

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 09/10/2021

 

Referências Bibliográficas.

Site-internet -estiloadoração.com (1)

Mathews Henry/CPAD (2; 4)

Beacon/CPAD (3)


Ministério Terreno de Jesus Cristo

O clamor por um milagre – Dois cegos, mas não tanto, pois viam com a visão da alma.

Mateus 9: 27-31

Com os impressionantes milagres operados por Jesus, sua fama se estendeu por todos aqueles lugares, mostrava a todos o seu grande poder divinal em curar, expulsar demônios e perdoar os pecados.

O poder sobrenatural de Deus em Jesus, sendo o Mestre, o próprio Deus encarnado em forma humana, somente ele poderia e poderá aperar esses milagres extraordinários na vida dos homens e mulheres, ele era e é o representante de Deus junto aos homens e mulheres aqui na terra, o Deus-Homem, e, por parte de Jesus, na atualidade, o Espírito Santo. 

Com a vinda de Jesus a terra, trouxe uma nova realidade de vida a todos, em todas as épocas e o seu maior milagre foi a expiação de nossos pecados pelo seu sacrifício, cravando-os na cruz do calvário.

Após um dia cansativo do Mestre, de divinal proveito para si, para os seus discípulos e para toda a humanidade, foi para casa em Cafarnaum, presume-se seja a de Pedro, o seu quartel-general, onde refazia suas forças para continuar a sua empreitada, a missão de resgatar o homem de seus pecados, fazê-los conhecedores dos mistérios de Deus, seus ensinos, mandamentos, para guardá-los e transmiti-los ao mundo, fazendo-o conhecido de todos, para crerem nele, terem a vida eterna, conhecendo-o e adorá-lo na novidade de vida em espírito.

E espalhou-se aquela notícia por todo aquele país.

E, partindo Jesus dali, seguiram-no dois cegos, clamando e dizendo: Tem compaixão de nós, filho de Davi.

 

E, quando chegou à casa, os cegos se aproximaram dele; e Jesus disse-lhes: Credes vós que eu possa fazer isto? Disseram-lhe eles: Sim, Senhor”. Mateus 9: 26-28  

 

Dois cegos, deficientes visuais, clamavam a Jesus em busca de um milagre, para poderem ver com seus olhos as maravilhas criadas por Deus.

Nós que vemos com os nossos próprios olhos tudo que nos cerca, não fazemos, nem imaginamos, o quanto deve ser a falta de não enxergar, mas muitos encontram-se cegos, deficientes espirituais, não veem as excelentes maravilhas espirituais de Deus na vida que levam.

Aqueles dois cegos eram deficientes físicos, porém não o eram espiritualmente, viam Jesus, o Messias prometido, possuíam a visão do espírito, viam o Mestre, a luz do mundo, estavam em trevas físicas, não a espiritual.

“Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.

E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam”. João 1: 4-5

Há cegos físicos, porém ao conhecerem Jesus, mesmo continuando com sua deficiência visual, física, mas possuindo o poder vivificador de Cristo sendo transformados de tal forma que seu ser interior, o seu espírito, revestem-se de intensa luz em experimentar a felicidade eterna, de fazerem parte do Reino de Deus.

 

“Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”. João 8: 12

 

Os dois cegos continuavam clamando, Jesus não lhes deu atenção, presume-se que ele não queria repercussão ao seu nome, tampouco a divulgação do milagre.

 

Não era sua hora de sacrificar-se pela humanidade e se acaso fosse antecipada, poderia impedir a continuação de suas mensagens e ensinos, não dando tempo de seus discípulos assimilarem o total conteúdo do evangelho, para pregarem ao mundo.

 

Chegando à casa, deu atenção aos dois cegos.

 

"E, quando chegou à casa, os cegos se aproximaram dele; e Jesus disse-lhes: Credes vós que eu possa fazer isto? Disseram-lhe eles: Sim, Senhor". Mateus 9: 28

 

O teste decisivo do Mestre aos que desejam a cura física ou espiritual, verificar neles a sua verdadeira fé em que ele poderá transformá-los física e espiritualmente, pelos seus testemunhos, mesmo o Senhor Jesus conhecendo o que há no interior do coração da pessoa, ele deseja que seja confessada a ele a fé, a certeza de que ele possa curá-lo.

 

"A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.

 

Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.

 

Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido". Romanos 10: 9-11

 

É imprescindível a confissão de fé do enfermo, do pecador, de todos que se chegam a Jesus, para através de sua fé, serem purificados por Jesus, renovados em nova vida, curarem-se e obterem a salvação eterna.

 

Foi o que ocorreu aos dois cegos, Jesus perguntou-lhes: “Credes vós que eu possa fazer isto? Disseram-lhe eles: Sim, Senhor. E foram curados”.

 

"Tocou então os olhos deles, dizendo: Seja-vos feito segundo a vossa fé.

 

E os olhos se lhes abriram. E Jesus ameaçou-os, dizendo: Olhai que ninguém o saiba. Mas, tendo eles saído, divulgaram a sua fama por toda aquela terra". Mateus 9: 29-31

 

O inefável toque do Mestre.

 

O Senhor, por vezes, demora em responder os nossos clamores, orações, há um propósito de Deus em fazê-lo, fazer-nos conhecer que foi ele quem nos abençoou, não foram os nossos clamores, tampouco as nossas obras, mas a graça de Deus em nos dá o melhor no momento próprio, para proteger-nos e crescermos na fé, na confiança e não nos desfalecermos diante de outras adversidades, tentações que virão, mas para continuarmos na fé, sabendo que sempre ele estará ao nosso lado, em todos os momentos e no mais aflitivos da vida.

 

As nossas orações não influem no coração de Deus, nem em suas misericórdias, compaixão ou amor, ele as tem prontas a nos dar pela sua graça.

 

A oração é o meio de chegarmos ao trono de Deus em humildade, mostrando a nossa incapacidade de fazermos qualquer coisa sem a sua presença em nossas ações, vida, atitudes, trabalhos e estudos.

 

Uma demonstração clara da nossa dependência total a Deus, ela, também, torna-se uma condição de crescimento na fé, na esperança, longanimidade e na paciência.

 

Oremos em todo o tempo, clamemos ao Senhor Deus e ele pressurosamente virá em nosso socorro.

 

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.

 

Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.

 

Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. Mateus 11: 28-30

 

Para que Deus possa agir no nosso coração, na nossa vida, necessário nos é, a humildade de reconhecer em Deus o nosso provedor, crermos em Jesus, ter fé em seu nome e ações, numa dependência total ao Senhor.

 

Louvamos o Senhor Deus, a ele toda honra, poder e glória.

 

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro Brasil – 16/10/2021



Ministério de Terreno de Jesus Cristo.

 

A viúva da cidade de Naim - O choro e o toque divinal de Jesus

Lucas 7: 13-17

 

Jesus, após ter curado o servo do Centurião em Cafarnaum, seguiu com seus discípulos e uma grande multidão em direção à cidade de Naim.

 

“Essa cidade ficava sobre o cume a noroeste do Monte Hermom menor, era uma bela cidade, distinguia-se uma linda vista da planície de Esdraelom e a região histórica que a envolve.

 

En-dor ficava ao leste de Suném, localizada agradavelmente entre palmeiras, distava de Naim um quilômetro e meio para sudoeste e um dia de viagem de Cafarnaum.

 

A estrada usada pelos peregrinos que seguiam em direção a Jerusalém passava por Naim.

 

Há atualmente no local da antiga aldeia uma grande pedra, pela tradição, Jesus descansou nela “hejeret Yeshua”, pedra de Jesus”.  (1)

 

“Este episódio só consta do texto de Lucas. Naim ficava na planície de Esdraelom, a cerca de três quilômetros do monte Tabor, aproximadamente trinta quilômetros a sulsudoeste de Cafarnaum, e a uns dez quilômetros ao sul de Nazaré. Pertencia à tribo de Issacar. Naim significa “agradável” ou “formosura”. (2)

 

Ao chegarem à entrada da cidade, depararam com um cortejo fúnebre que se dirigia para o sepulcro, fora da cidade. Os povos do oriente não permitiam cemitérios dentro da cidade.

 

Seguia-o uma grande multidão e com eles a mãe do rapaz que falecera, viúva, provavelmente dependia dele, porquanto era filho único.

 

Jesus tomou-se de íntima compaixão.

 

“E aconteceu que, no dia seguinte, ele foi à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos, e uma grande multidão;

 

E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade.

 

E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores”. Lucas 7: 11-13

 

A fila de um cortejo fúnebre judaico quem ia a frente era sempre um parente próximo, neste caso a mão do jovem, as pessoas entravam na fila por traz, Jesus veio pela frente e tocou no esquife, interrompendo o féretro, um judeu, pela lei, e tocasse no esquife ficava impuro por um dia, se no cadáver por uma semana, Jesus, por sua natureza divina, estava acima desse conceito.  

 

Em todos os momentos que ele se defrontava e defronta-se com o sofrimento dos homens e das mulheres, sente compaixão por todos e move-se em seu íntimo, sofre em si próprio a carência do povo.

 

O sofrimento, o choro dos homens e das mulheres, não passam despercebidos por Jesus, ele sente profundamente no seu coração a necessidade de cada um, como se fosse consigo mesmo.

 

Essa era a missão do Messias, levar as dores de todos e salvá-los dos seus pecados.

 

“Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.

 

Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados “. Isaías 54: 4-5

 

Jesus aproximou-se do cortejo fúnebre, não foi a pedido, mas de livre vontade, impulsionado pela misericórdia ao vir aquela pobre viúva em sofrimento, sabia que ela, sem aquele filho, estaria desamparada.

 

Nota-se que o Mestre ao chegar à cidade de Naim, chegou no momento certo, nem antes, nem depois, se chegasse antes, o jovem estaria sendo velado, Jesus passaria e não veria o cortejo, se chegasse depois, o jovem estaria sepultado, ele e sua mãe perderiam o impressionante milagre que Jesus realizou em suas vidas, ressuscitou o jovem e proveu a mãe da presença de seu filho.

 

A oportunidade aparece no momento certo. Hoje, agora, amanhã não existe, hoje é o momento apropriado para crer em Jesus.

 

“Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, Não endureçais os vossos corações, como na provocação”. Hebreu 3: 15

 

Os maiores sofredores daquela época eram mulheres, principalmente as viúvas e os órfãos, estavam entregues à própria sorte.

 

Os judeus e os gentios não cuidavam deles, tinham como impróprios para exercerem qualquer atividade produtiva, eram rejeitados e não havia por eles nenhuma afeição dos homens, faziam acepções de pessoas.

 

Deus exorta a todos tantos os daquela época, quantos os de hoje:

 

“A nenhuma viúva nem órfão afligireis. Se de algum modo os afligires, e eles clamarem a mim, eu certamente ouvirei o seu clamor.

 

E a minha ira se acenderá, e vos matarei à espada; e vossas mulheres ficarão viúvas, e vossos filhos órfãos”.  Êxodo. 22: 22-24

 

O Mestre ao dirigir à palavra a mulher, disse-lhe: Não chores.

 

Sublimes palavras! Não chores!

 

“O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”. Salmos 35: 5

 

Ao dizer-lhe não chores, identificava sua vitória sobre a morte.

 

Então diz ao defunto: levanta-te e ele levantou-se, sentou-se e começou a falar e Jesus o entregou a sua mãe.

 

Mas antes, de falar-lhe, Jesus toca no esquife, algo impensável para um rabi, pois o tornava imundo perante a lei sacerdotal, tanto é que todos pararam admirados ou estupefatos.

 

Porém o Mestre é superior a qualquer tradição humana, tradições que nada mais eram que paradigmas e os afastavam, faziam acepções de pessoas. Jesus Cristo não faz acepção de pessoas.

 

Jesus mostrou-lhes autoridade sobre as tradições, ao tocar no esquife e sobre a morte, ressuscitando o jovem.

 

“E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o defunto assentou-se, e começou a falar. E entregou-o a sua mãe”. Lucas 7:14-15

 

E todos que presenciaram, foram tomados de temor, passando a glorificar o Senhor e a fama de Jesus correu por toda parte.

 

Aqueles que sofrem e são tocados por Jesus, sentem temor, esse temor é um sentimento da necessidade de estar na presença constante do Mestre e fazer-lhe a vontade, glorificando-o.

 

“E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo.

 

E correu dele esta fama por toda a Judeia e por toda a terra circunvizinha”. Lucas 7:16-17

 

Jesus veio ao mundo com um propósito, dar sua vida, sofrer, morrer e ressuscitar em prol da humanidade e com este ato, levou sobre si o que nos faria morrer eternamente, o pecado que escravizava a nossa carne, não permitindo-a realizar o bem, somente o mal.

 

Sujeito ao pecado estávamos presos a todas as malignidades que a incredulidade acarreta ao ser humano. Por isso Jesus tomou o nosso lugar na cruz, porquanto ela, a cruz, estava destinada a todos nós, este ato de amor morrendo em nosso lugar, deu-nos vida eterna nele. 

 

“Aniquilará a morte para sempre, e assim enxugará o Senhor DEUS as lágrimas de todos os rostos, e tirará o opróbrio do seu povo de toda a terra; porque o SENHOR o disse”. Isaías 25:8

 

Jesus aniquilou a morte e com ela o sofrimento eterno que toda a humanidade estava destinada a sofrer, por motivo do pecado.

 

“E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas”. Ap. 21:4

 

Porém para que todos os homens e mulheres tenham acesso ao que Jesus trouxe para a salvação da humanidade, a sua vida, sofrimento, morte e ressurreição, é necessário crer nele.

 

“Disse Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;

 

E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?” João 11: 25-26

 

Creia no Senhor Jesus e nos fins dos tempos tu irás ressuscitar, para estares em glória com ele.

 

Louvado seja o Senhor Deus, a ele toda honra, poder e glória.

 

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 23/10/2021

 

Referência Bibliográfica:

Con.Dic.Bíb./Ed.Imp.Bíb.Br.CBB-1978 (1)

 

Beacon/CPAD (2)


Ministério Terreno de Jesus Cristo.

A Blasfêmia contra o Espírito Santo.

Mateus 12: 23-32

Jesus em seu ministério terreno realizou inúmeros milagres, eles revelavam o seu caráter amorável e sua essência divina. 

Mostrava ao povo, pelos sinais e prodígios que eles eram oriundos do Senhor Deus, davam-lhe autoridade e autenticidade para cumprir sua missão de reconciliação do homem e da mulher com Deus, através do seu ministério terreno, sofrimento, morte e ressurreição.

Jesus por onde caminhava, uma multidão sempre o acompanhava, curava a todos.

Trouxeram-lhe um endemoninhado cego e mudo, a cegueira e a mudez eram produzidas pelo demônio, ao ser expulso o demônio pelo Mestre sua visão e mudez foram restauradas, o povo admirou-se pelo seu extraordinário poder em curar doenças e expulsar demônios, disseram ser ele o filho de Davi, o Messias esperado.

 “Trouxeram-lhe, então, um endemoninhado cego e mudo; e, de tal modo o curou, que o cego e mudo falava e via.

E toda a multidão se admirava e dizia: Não é este o Filho de Davi? 

Mas os fariseus, ouvindo isto, diziam: Este não expulsa os demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios” Mateus 12: 22-24

A inveja faz fechar os olhos dos invejosos para as evidências divinas do Mestre.

Os fariseus eram orgulhosos, severos, vaidosos, cruéis e de dura cerviz.

Os fariseus, por inveja, acusam Jesus de expulsar os demônios pelo príncipe dos demônios, belzebu.

A palavra belzebu deriva de “baal-zebube, deus de Ecron”  (senhor do lugar alto).

Os judeus o consideravam como satanás.

“Mas os fariseus, ouvindo isto, diziam: Este não expulsa os demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios”. Mateus 12: 24

O Mestre responde, dizendo que se ele expulsava os demônios pelo príncipe deles, o reino dele estava dividido e não subsistiria.

Mas se ele expulsava os demônios por belzebu, quem os discípulos deles, os fariseus, os vossos filhos, citado por Jesus, os expulsavam?

“Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá.

E, se Satanás expulsa a Satanás, está dividido contra si mesmo; como subsistirá, pois, o seu reino?

E, se eu expulso os demônios por Belzebu, por quem os expulsam então vossos filhos? Portanto, eles mesmos serão os vossos juízes”. Mateus 12: 25-27

Há evidências de que alguns judeus expulsavam demônios e eram aceitos pelos fariseus, eles não condenavam essas pessoas, mas atribuíam o que elas faziam ao Espírito de Deus e com isso valorizavam a si mesmos pela ação de seus discípulos ao expulsar demônios.

Sendo assim, a oposição deles era meramente por despeito e inveja a Cristo, eles admitiam que outras pessoas expulsassem demônios pelo Espírito de Deus, mas sugeriam que Ele, Jesus, o fazia por ter um pacto com Belzebu, eram hipócritas.

Porém, se ele, Jesus, expulsava os demônios pelo Espírito de Deus, era, portanto, chegado o Reino de Deus e eles deveriam estar atento a essa evidência.

“Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, logo é chegado a vós o reino de Deus.

Ou, como pode alguém entrar na casa do homem valente, e furtar os seus bens, se primeiro não maniatar o valente, saqueando então a sua casa?

Mateus 12: 25-29 

O valente só é derrotado por um mais forte do que ele, Jesus é esse guerreiro, vencedor e na cruz do calvário derrotou satanás por completo.

Os fariseus seguiam as leis e as tradições severamente, não se misturavam com os gentios e mesmo com alguns dos judeus que consideravam como pecadores, eram meticulosos no cumprimento das leis e mantinham o povo escravo a ela.

Por crer que a religião e a vida pública eram uma só, esperavam o Messias como o libertador político.

Temiam que os romanos tirassem os seus pseudos direitos e conviviam numa falsa ilusão de poder. Não aceitaram Jesus, tudo faziam para o povo descrer nele e manter-se sujeitos aos romanos.

Porém o Mestre responde a todos que por um motivo ou outro, agem como os fariseus, não permitindo que outros evangelizem diferente daquilo que pensam ou interpretam nas Escrituras.

“Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha”. Mateus 12: 30

A incredulidade faz o homem perder a visão das verdades eternas.

Quando estão diante das verdades eternas de Jesus, pela Escritura ou pelo maravilhoso poder do Espírito Santo, convencendo-os de seus pecados, fecham-se em si próprio, não dando margem para que o Espírito de Deus possa agir em seus corações. Tornam-se incrédulos a Deus, ao Espírito Santo e a Jesus.

“Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens.

E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro”. Mateus 12: 31-32

Os fariseus ao citarem o fato de que o Mestre expulsava os demônios pelo príncipe dos demônios, incitavam o povo à incredulidade, em relação aos milagres, prodígios, ensinos e mandamentos de Jesus, eram pedras de tropeço e de escândalo. 

“Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou.

Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entende, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis;

Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.

Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos”. Romanos 1: 19-22

Quando o coração do homem e da mulher endurecem para as coisas de Deus, tornando-se incrédulos as suas verdades e as manifestações espirituais, blasfemam contra o Espírito do Senhor, porquanto o Espírito do Senhor é quem toca no coração do homem e da mulher para convencê-los de seus pecados e ao dizerem que não há pecado ou não tem pecado, estão sendo mentirosos. Dando voz ao pai da mentira, satanás.

Jesus diz aos fariseus:

“Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra.

Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.

Mas, porque vos digo a verdade, não me credes”. João 8: 43-45

Em I João encontramos o que ele diz aos que dizem não terem pecados.

“Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.

Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós”. I João 1: 8-10

Sendo assim, Jesus diz aos incrédulos que, do coração é que procede as coisas boas ou más.

Se viverem no pecado, a incredulidade tomará conta de todo o seu ser e não haverá perdão para ele.

Se o homem e a mulher, convencidos pelo Espírito Santo, derem ouvidos a voz de Deus, arrependerem-se de seus pecados e confessá-los ao Senhor, ele lhes dará o perdão e os livrará da morte eterna. 

Creia no Senhor Jesus hoje, agora, ele diz que hoje é o dia aceitável para fazê-lo.

“Hoje, se ouvirdes a sua voz, Não endureçais os vossos corações”. Hebreus 4: 7

Creia no Senhor Jesus e serás salvo da ira futura.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele toda honra, poder e glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 30/10/2021



Ministério Terreno de Jesus Cristo

O sinal de Jonas.

A impossibilidade de se fugir da presença de Deus.

Texto da mensagem. Mateus 12: 38-42; Marcos 8: 11-12; Lucas 11: 29-32

Jesus ao ser acusado pelos fariseus e saduceus de fazer os milagres por meio de belzebu, o deus dos demônios, ele refuta a acusação, dizendo, se ele expulsava os demônios por meio de belzebu o reino dele estava dividido, porém se ele os expulsava pelo Espírito Santo era, portanto, chegado o Reino dos Céus.

“Foi exatamente isso o que aconteceu. Na pessoa de Jesus o Reino “chegou repentinamente”. Mas eles o estavam rejeitando”. (1)

Diz mais: tudo pode se dizer contra todos, até contra o próprio Filho, será perdoado aos homens e as mulheres, porém se blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado em nenhum momento de vida.

“E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro”. Mateus 12:32

“A blasfêmia contra o Espírito é uma rejeição escarnecedora do Espírito, como o único Revelador da santa propiciação realizada por Deus”. Isto é impenitência, ‘continuada até o fim das provações’”(2)

Os fariseus e saduceus não ficaram satisfeitos com as respostas de Jesus, tampouco pela visão maravilhosa da expulsão do demônio e a cura da cegueira e mudez do homem, a inveja cegou o entendimento deles, pedem-lhe então um sinal, algo sensacional, para autenticar se os seus prodígios e milagres eram realmente de Deus, Jesus recusou atendê-los.

“Então alguns dos escribas e dos fariseus tomaram a palavra, dizendo: Mestre, quiséramos ver da tua parte algum sinal.

Mas ele lhes respondeu, e disse: Uma geração má e adúltera pede um sinal, porém, não se lhe dará outro sinal senão o sinal do profeta Jonas;

Pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra”. Mateus 12: 38-40

Eles sempre pediam um sinal, desejavam algo surpreendente, mas como o próprio Jesus disse a eles, se houvesse algo impressionante a vista deles, eles não creriam.

“E saíram os fariseus, e começaram a disputar com ele, pedindo-lhe, para o tentarem, um sinal do céu”. Marcos 8:11

E outros, tentando-o, pediam-lhe um sinal do céu. Lucas 11:16

Disseram-lhe, pois: Que sinal, pois, fazes tu, para que o vejamos, e creiamos em ti? Que operas tu?” João 6:30

Porém eles estavam cegos, presos aos seus conceitos, vaidades, o status quod em que viviam e não queriam mudar, mesmo diante da realidade presenciada por eles.

O Profeta Jonas era muito conhecido por eles, ele foi o profeta que desobedeceu a ordem divina, ir à cidade de Nínive levar a mensagem de Deus para aquele povo arrependesse dos seus pecados e chegasse ao Senhor, se não aceitasse a advertência divina, a cidade de Nínive seria destruída.

Nínive era a principal cidade da Assíria, era um povo cruel e idólatra.

Façamos uma síntese dos acontecimentos com o Profeta Jonas, sem sair do contexto apresentado por Jesus em relação a sua morte, sepultamento e ressurreição.

Jonas sentiu-se desesperado, não desejava ir a Nínive levar a mensagem de Deus, falar àquele povo seria um ato de sacrifício, ele sabia, se o povo de Nínive arrependesse de seus pecados, Deus os aceitaria e não os destruiria, o que Jonas não desejava. Fugiu da presença de Deus.

COMO SE POSSÍVEL FOSSE ALGUÉM FUGIR DA PRESENÇA DO SENHOR!

Jonas era um profeta, mas não conhecia as características reais do seu Deus, falava com ele, ouvia sua voz, porém o seu conhecimento espiritual não era completo.

Muitos há, ainda não conhecem o Senhor Deus, oram a ele, falam dele, pregam sobre sua Palavra, mas o desconhecem em sua inteireza divina, não possuem intimidade com ele, ou enganam a si mesmo.

Deus é uma pessoa espiritual, uno e indivisível.

Deus é eterno, preexistiu, preexiste e continuará preexistindo.

Deus é onisciente, conhece todas as coisas, em todos os momentos, passados, presentes, futuros e em todos os lugares nada está encoberto aos seus olhos.

Deus é onipresente, está em todos os lugares no mesmo momento e instante.

Deus é onipotente, é único e todo poderoso.

Jonas em sua fuga para Tarsis, levou junto consigo o pecado da desobediência, o pecado sempre acompanha o pecador.

Ao embarcar no navio, em fuga, procurando esconder-se de Deus, fez aquele navio e os homens que estavam nele, sofressem o risco de naufrágio e afogamento por sua culpa, o peso de seu pecado era maior que a flutuabilidade permitida ao navio, descoberto ser ele o culpado pelo acontecimento, lançaram-no ao mar e foi engolido por um grande peixe.

A providência de Deus nunca se afasta do pecador, dá-lhe sempre uma nova oportunidade de arrependimento.

Ele, em seu desatino, descobriu que o Senhor Deus se encontrava até nas profundezas do mar.

Deus é onisciente e onipresente, o Senhor tem ciência de tudo o que fazemos, antes mesmo de o fazermos.

A fuga de Jonas não estava encoberta, oculta, o Senhor teve conhecimento prévio do que ele faria.

Ninguém pode fugir da presença de Deus.

A onisciência, a onipresença e a onipotência de Deus, fez aqueles marinheiros, lançarem Jonas ao mar e foi engolido por um grande peixe.

A onipresença de Deus o socorreu, lá nas profundezas, no abismo do mar, dentro do ventre do animal marinho, o Senhor ali estava.

Jonas ao sentir e reconhecer que não era possível fugir da presença de Deus, clamou por misericórdia, foi atendido e liberto, o peixe o depositou na praia.

Quando se está preso ao pecado, sem reconhecê-lo, sem se arrepender, a alma sofre pela ausência de Deus, o corpo, em consequência, adoece, surge uma infinidade de enfermidades, mas ao reconhecer o pecado e arrepender-se, a vida muda, torna-se ao homem e a mulher uma nova esperança, um recomeço extraordinário realizado pelo Espírito de Deus.

Jonas arrependido seguiu para Nínive, levou a mensagem e o povo se arrependeu, sendo perdoados os seus pecados por Deus e não sofreu a cidade de Nínive sua destruição.

Jesus ao citar esse fato, confronta aqueles doutores da lei, assim como Jonas que conhecia as misericórdias do Senhor, não quis ir para Nínive, pois sabia que Deus por sua compaixão perdoá-los-ia, se aceitassem a sua advertência.

Jonas preso que estava a um conceito humano de misericórdia, não desejou ir a Nínive.

Os fariseus e saduceus, presos aos seus conceitos relativo a lei e obediência aos romanos, não aceitavam o que a própria lei e os profetas informava sobre o Messias, da qual eram doutores, não criam no seu enviado. E ele mesmo diz.

“Porquanto assim como Jonas foi sinal para os ninivitas, assim o Filho do Homem o será também para esta geração". Lucas. 11: 30

Faz também um paralelo com sua morte e ressurreição, sobre o fato de Jonas ter estado três dias no ventre do peixe e ao terceiro dia liberto na praia, Cristo no seio da terra ficou por três dias e ao terceiro dia ressurgiu.

Jesus é universal, ele é para todas as nações e para todos os homens e mulheres, suas misericórdias, compaixão e amor está estendida a todos.

Basta apenas o desejo de conhecê-lo sem reservas.

Se abrires o coração para o Mestre, conhecerás e o verás em toda a sua magnitude e glória, envolvendo-o com suas misericórdias, compaixão, graça e amor, dando-te a vida eterna, no momento, no mesmo instante em que creres nele.

Qualquer pessoa pode crer nele, mesmo o que aos próprios olhos ache-se o mais perfeito dos homens, ou o mais cruel dos homens, todos sem distinções, são recebidos por ele, desde que sinta no coração o Espírito Santo, convencendo-o de seu pecado, arrependendo-se deles e confessando-os a Deus, farás parte do seu reino e terás uma nova vida, vida, esta, produzida por Deus santa e irrepreensível.

Creia no Senhor Jesus e terás a vida eterna, serás o mais feliz de todos os homens.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele toda honra, poder e glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 06/11/2021

Referências bibliográficas

Beacon,CPAD (1;2)

D.L.Moody/CPAD

Craig S. Keener/Com.Hist.Cult.Biblico-Vida Nova


Ministério Terreno Jesus.

A Família natural e espiritual de Jesus.

Mateus 12: 46-50

A multidão seguia Jesus por toda parte, chegava de vários lugares para ouvi-lo, as pessoas o procuravam para serem curadas das enfermidades e libertas dos demônios.

"E foram para uma casa. E afluiu outra vez a multidão, de tal maneira que nem sequer podiam comer pão.

 

E, quando os seus ouviram isto, saíram para o prender; porque diziam: Está fora de si”. Marcos 3: 20-21

 

Trouxe, portanto, para o Mestre a inveja dos escribas e fariseus, o medo de perderem os privilégios obtidos dos romanos e virem à autoridade religiosa que possuíam ser ofuscada com a superioridade de Jesus.

A oposição recrudescia, parece-nos que os seus familiares, foram influenciados e pensaram que Jesus não estava bem psicologicamente. 

Após o entrevero com os escribas e fariseus, Jesus foi procurado por sua mãe e seus irmãos, estava numa casa e eles não podiam chegar ao Mestre por causa da multidão, alguém lhe diz que os seus familiares desejavam falar-lhe.

"E disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, que querem falar-te". Mateus 12: 47

 

Jesus veio a este mundo material em forma humana, numa reencarnação sobrenatural.

 

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus...

 

E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”. João 1: 1 e 14

 

Sua gestação foi como a de todos os humanos, nasceu de uma mulher virgem, a quem Deus achou merecedora da graça de ser ela o receptáculo do seu Espírito em seu corpo, Maria. Teve como pai adotivo um homem justo, José, que o recebeu, após o Espírito Santo lhe falar, ser ele, o menino Jesus, gerado pelo Espírito de Deus. Sua infância foi igual a todas as crianças judias e seguiu, no decorrer da vida até a morte e ressurreição, todos os preceitos contidos na lei.

 

Pelas Escrituras foi o filho mais velho de sua família terrena. Porém há controvérsias a respeito de seus irmãos.

 

“No século IV, Helvídio (380 d.C.) afirmou que eles

eram filhos de José e Maria. Essa é a opinião mais natural, especialmente devido ao fato de os nomes de seus irmãos terem sido mencionados aqui. Essa opinião é provavelmente apoiada pela maioria dos protestantes e evangélicos.

 

Epifânio (382 d.C.) afirmou que eles eram meio irmãos de Jesus, filhos de um casamento anterior de José. O fato de o nome de José não ser mais mencionado depois que Jesus iniciou o seu ministério público, levou à conclusão de que ele devia ser um homem de certa idade, e que já havia morrido. Essa é a opinião oficial da Igreja Ortodoxa Grega

e tem o apoio de um número considerável de protestantes e anglicanos.

 

Jerônimo (383 d.C.) deu um passo adiante. Ele considerou os “irmãos” como “primos”. Essa interpretação foi finalmente adotada pela igreja Católica romana. Ela faz parte da sublimação e da adoração da “Virgem Santíssima”, agora fortalecida pelos dogmas oficiais romanos da sua Imaculada Conceição e da Assunção de seu corpo”. (1)

 

Mas quando o Mestre em sua cidade natal fez esses mesmos prodígios, eles, os escribas e fariseus, o repeliram citando a família de Jesus, para desacreditá-lo junto ao povo.

“Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas? E não estão entre nós todas as suas irmãs?

De onde lhe veio, pois, tudo isto?

E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa”. Mateus 13: 55-57 

A resposta de Jesus sobre os seus familiares que o buscavam, não foi desonrosa, mas de profundo significado para a eclesiologia.

Primeiramente ele sabia, em seu conhecimento prévio, que seus parentes vieram tirar-lhe de sua missão, salvar, com sua morte e ressurreição, a humanidade que havia se perdido.

Satanás mais uma vez procura tirar Jesus de sua missão redentora, agora usa seus irmãos para essa tarefa.

O Mestre ao responder aos que lhe trouxeram a notícia de que seus irmãos o procuravam e desejavam falar-lhe, ele, Jesus, apresenta a real essência da relação com a sua verdadeira família, esta espiritual.

Todos os homens e mulheres convertidos a Jesus, estes são a sua família, mãe, irmãos e irmãs.

"Ele, porém, respondendo, disse ao que lhe falara: Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos?

 

E, estendendo a sua mão para os seus discípulos, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos;

 

Porque, qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, e irmã e mãe". Mateus 12: 48-50

 

Tiago e Judas, seus irmãos, converteram-se mais tarde e o Apostolo Paulo cita Tiago quando de sua visita a Jerusalém.

“Depois, passados três anos, fui a Jerusalém para ver a Pedro, e fiquei com ele quinze dias.

E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, “irmão do Senhor”, diferenciando-o de Tiago filho de Zebedeu. Gal. 1: 18-19

“No ano 62 da era atual, Tiago nessa época, era Bispo da Igreja de Jerusalém, foi morto por ordem do Sumo Sacerdote e do concílio oficial, o sinédrio”. (2)

A maior oposição ao homem e a mulher advém dos familiares, no desejo de seguir o Mestre surge vários familiares contra essa vontade sincera do coração arrependido.

Há por parte de alguns, fazerem alusão aos familiares já falecidos, criando superstições.

Outros apelam para a violência física ou psicológica. Jesus tem ciência disso, pois sofreu antes de todos, por isso possui a autoridade para dizer a todos para segui-lo.

“E assim os inimigos do homem serão os seus familiares...

E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna”. Mateus 10: 36 e 19: 29

O apelo de Jesus é para todos crerem nele, se houver algum empecilho por parte de qualquer pessoa, mesmo de seus familiares, assim mesmo, o siga.

Ele mesmo diz:

"Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada;

 

Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra;

 

E assim os inimigos do homem serão os seus familiares". Mateus 10: 34-36

 

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo o louvor, poder e Glória.

 

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 13/11/2021

 

Referências Bibliográfica:

Beacon/CPAD (1)

Uma breve história do cristianismo-Geoffrey Blainey-Editora Fundamento-2012 (2)


Ministério Terreno de Jesus

A Parábola do Semeador.

Mateus 13: 1-52; Marcos 4: 1-34; Lucas 8: 4-18

“Tendo Jesus saído de casa, naquele dia, estava assentado junto ao mar;

E ajuntou-se muita gente ao pé dele, de sorte que, entrando num barco, se assentou; e toda a multidão estava em pé na praia”. Mateus 13: 1-2

Jesus estava em Cafarnaum, saindo de casa, provavelmente a do Apóstolo Pedro, ao vir a multidão, usou como palanque um pequeno barco e passou ensiná-los por parábolas.

O mar da Galileia era cercado por pequenas montanhas, dava ao público condições acústicas para ouvir as mensagens de Jesus.

Jesus ensinava por parábolas para fazer compreensível ao povo seus ensinos, usava verdades complexas de uma forma simples, falava o que seus ouvintes entendiam, explicava realidades difíceis de entender, como salvação e Reino de Deus. Com suas parábolas, Jesus fez o caminho da salvação acessível a todos.

“Arndt e Gingrich afirmam exatamente o que ela significa: “Uma parábola é um curto discurso que faz uma comparação; ela expressa um único pensamento completo”. O que vem a seguir é uma definição interessante: “Sendo o mais simples, a parábola é uma metáfora ou símile tirada da natureza ou da vida comum, atraindo o ouvinte por sua vivacidade ou

estranheza, e deixando a mente com dúvida suficiente sobre a sua exata aplicação, a ponto de provocá-la a ter um pensamento ativo”. (1)

Iniciou com a parábola do Semeador. Uma realidade bem conhecida deles e de fácil percepção que produziria neles o desejo de conhecer seu significado.

"E ensinava-lhes muitas coisas por parábolas, e lhes dizia na sua doutrina:

 

Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear". Marcos 4: 2-3

 

O Mestre inicia com uma frase bastante apropriada para aquele momento de grande concentração de pessoas, o alarido, o levantar e assentar, os murmúrios, buchichos. Diz o Mestre:

"Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear". Marcos 4: 3

 

Uma palavra imperativa, contendo uma ordem ou um chamado à atenção. Ouvi, porquanto para conhecer o que o Mestre deseja ensinar é necessário ouvir o que se está dizendo para assimilar o seu conteúdo.

 

Jesus diz então: "Eis que saiu o semeador a semear".

 

A importância do mensageiro de Deus, o semeador. Inicialmente Jesus foi este semeador.

 

O que faz o semeador, ele não é apenas um lançador de sementes ao solo. Porém procura inicialmente conhecer a semente a ser lançada.

 

Como a semente é a palavra de Deus, ele deve conhecê-la profundamente, estudá-la com afinco, para não incorrer no erro de apresentá-la incompleta e incompreensível sem o respaldo divino, sendo pregador de uma mensagem só.

 

"O que semeia, semeia a palavra". Marcos 4: 14

 

"Esta é, pois, a parábola: A semente é a palavra de Deus". Lucas 8: 11

 

 

O Mestre exige que se estude a palavra de Deus, pois ela fala dele.

 

"Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam". João 5: 39

 

"Examinai tudo. Retende o bem". I Tessalonicenses 5: 21

 

O semeador prepara também o solo e o conhece.

 

Jesus conhecia as Escrituras Sagradas e fazia uso delas, sendo ele o próprio Deus. Ele é o semeador inicial, ao iniciar seu ministério, dizia a todos que era chegado o reino dos céus.

 

Ele, o Mestre, conhecia a todos, revolucionou o seu tempo. Era o Filho do Homem, quebrou paradigmas que eles evocavam como o certo.

 

Valorizou os menos favorecidos, a mulher, as crianças, os enfermos, os pobres de espíritos, os mansos, todos aqueles que eram pelos judeus discriminados os samaritanos, os publicanos, os gentios e muitos considerados pecadores.

 

A todos eles, o Mestre estendeu sua mão, aceitando-os em seu convívio.

 

Ao falar-lhes por parábolas tinha em mente despertar interesse dos desejosos realmente em ouvi-lo, assimilar os seus ensinos e colocá-los em prática.

 

Jesus apresenta a parábola do semeador e seus quatro tipos de solos que porventura caia a semente e a facilidade ou não de sua germinação.

 

Poderemos, grosso modo, estipular uma porcentagem de interesses pela palavra de Deus, de acordo com a parábola do semeador, ou seja, entre quatro ouvintes, três de algum modo não seguirão o Mestre, apenas um terá total interesse em segui-lo e produzirá frutos para a vida eterna. Uma cruel realidade.

 

"E aconteceu que semeando ele, uma parte da semente caiu junto do caminho, e vieram as aves do céu, e a comeram;

 

E outra caiu sobre pedregais, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque não tinha terra profunda; Mas, saindo o sol, queimou-se; e, porque não tinha raiz, secou-se.

 

E outra caiu entre espinhos e, crescendo os espinhos, a sufocaram e não deu fruto.

 

E outra caiu em boa terra e deu fruto, que vingou e cresceu; e um produziu trinta, outro sessenta, e outro cem. E disse-lhes: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça". Marcos 4: 4-9

 

Tendo os seus discípulos e alguns poucos interessados na explicação do Mestre acerca da parábola, ele próprio dá a interpretação e Diz:

 

"O que semeia, semeia a palavra; E, os que estão junto do caminho são aqueles em quem a palavra é semeada; mas, tendo-a eles ouvido, vem logo Satanás e tira a palavra que foi semeada nos seus corações.

 

E da mesma forma os que recebem a semente sobre pedregais; os quais, ouvindo a palavra, logo com prazer a recebem; Mas não têm raiz em si mesmos, antes são temporãos; depois, sobrevindo tribulação ou perseguição, por causa da palavra, logo se escandalizam.

 

E outros são os que recebem a semente entre espinhos, os quais ouvem a palavra; Mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera.

 

E os que recebem a semente em boa terra são os que ouvem a palavra e a recebem, e dão fruto, um a trinta, outro a sessenta, outro a cem, por um". Marcos 4: 14-20

 

Jesus inicia sua explicação sobre a parábola, dizendo que a semente é a palavra de Deus.

 

Em Marcos ele diz: "O que semeia, semeia a palavra". Marcos 4: 14

 

Em Lucas encontramos: "A semente é a palavra de Deus". Lucas 8: 11

 

O semeador deve lançar a semente ao solo, aqui personificados a semente, a palavra de Deus e o solo, os ouvintes da palavra.

 

Para que haja frutos para a vida eterna a semente a ser lançada somente deve ser a palavra de Deus, as Escrituras Sagradas, o Velho Testamento e o Novo Testamento, sendo Jesus o principal personagem da mensagem, sem incorrer em histórias mirabolantes, sem um contexto bíblico.

 

Pois só quem salva, liberta o pecador de seus pecados é Jesus. Somente ele deve ser o centro da pregação.

 

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo o louvor, poder e Glória.

 

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 20/11/2021

 

Referência bibliográfica:

 

Beacon/CPAD/ (1)


Ministério Terreno de Jesus

A parábola do trigo e do joio. 

Mateus 13: 24-30

Jesus continua suas mensagens por parábolas. A parábola é um meio importante para fazer-se compreensível na narrativa de um discurso, uma história simples para explicar uma realidade complexa. 

Recordando a parábola do semeador, os discípulos de Jesus perguntam-lhe, por que lhes falava por parábolas, o Mestre responde que a quem possui o desejo de conhecer os mistérios de Deus lhe é dado esse privilégio, mas para os recalcitrantes lhes é vedado.

“Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado;

Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado.

Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não veem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem.

E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, e vendo, vereis, mas não percebereis.

Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mau grado com seus ouvidos, E fecharam seus olhos; 

Para que não vejam com os olhos, E ouçam com os ouvidos, e compreendam com o coração, e se convertam, e eu os cure. 

Mas, bem-aventurados os vossos olhos, porque veem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.

Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram”. Mateus 13: 11-17

“Jesus lembrou aos discípulos que seus olhos espirituais eram bem-aventurados, porque podiam ver a verdade; também seus ouvidos, porque podiam ouvir. Este é o privilégio dos filhos de Deus - de todos os que ouvem o evangelho e que mantêm seus corações abertos para a verdade dele.

Que privilégio este viver desde que Cristo veio!” (1) 

“Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeia a boa semente no seu campo; 

Mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou joio no meio do trigo, e retirou-se. 

E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio. 

E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu, no teu campo, boa semente? Por que tem, então, joio? 

E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. 

E os servos lhe disseram: Queres, pois que vamos arrancá-lo? 

Ele, porém, lhes disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele. Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro”. Mateus 13: 24-30

O semeador, Jesus, semeia a sua palavra, muitos a aceitam, esses são o trigo, porém vem o inimigo, satanás, e semeia o joio, são os incrédulos, hipócritas, satanás semeia-os, infiltra-os, no meio do trigo. 

O joio é uma planta semelhante ao trigo e esconde-se no meio dele, sem que haja uma identificação perfeita sobre quem é o joio ou o trigo, quando o trigo cresce e frutifica, aparece então o joio. 

Se no início do crescimento do trigo e do joio tentarem separá-los, pode-se confundir e tirar o trigo no lugar do joio. 

Com o crescimento dos servos do Senhor e de sua Igreja inevitavelmente surgiram ou aparecerão homens e mulheres não genuinamente convertidos, mas semelhantes aos fiéis, irão fazer disseções e confusões na Igreja de Cristo. 

A história tem mostrado ao longo do tempo essa veracidade. Temos visto o que tem ocorrido com a verdadeira Igreja de Cristo, o aparecimento de muitas heresias, falsos profetas e levado muitos a segui-las.  

Jesus explicou essa parábola aos seus discípulos, diz: 

“O que semeia a boa semente, é o Filho do homem; O campo é o mundo; e a boa semente são os filhos do reino; e o joio são os filhos do maligno”. Mateus 13: 37-38 

Não podemos pré-julgar, nem saberíamos distinguir os verdadeiros servos de Cristo dos que não são, não temos condições de fazê-lo corretamente. Porém somente aos anjos, nos fins dos tempos, é dado esse direito de separar o joio do trigo. 

“O inimigo, que o semeou, é o diabo; e a ceifa é o fim do mundo; e os ceifeiros são os anjos. 

Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será na consumação deste mundo. 

Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniquidade”. Mateus 13: 39-41

“O trigo de Deus então será reunido, e não estará mais espalhado. Haverá feixes de grãos, como também montes de joio. Os grãos de trigo serão, então, colocados a salvo, e não serão mais expostos ao vento e ao tempo, ao pecado e à dor; não serão mais separados, e embora estejam distantes no campo, estarão próximos no celeiro. O céu é um celeiro de grãos, no qual o trigo será não só separado do joio das más companhias, mas separado da palha de suas próprias corrupções”. (2)

“E ele, respondendo, disse-lhes: O que semeia a boa semente, é o Filho do homem;

O campo é o mundo; e a boa semente são os filhos do reino; e o joio são os filhos do maligno;

O inimigo, que o semeou, é o diabo; e a ceifa é o fim do mundo; e os ceifeiros são os anjos.

Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será na consumação deste mundo.

Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniquidade.

E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes.

Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. Mateus 13: 37-43

Uma preocupação constante, devemos ter em mente, se estamos vivendo realmente em espírito ou na carne, ou se somos trigo ou joio. 

O rei Davi sempre teve essa preocupação diante de si e a Deus ele pedia: 

“Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto”. Salmos 51: 10 

“Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra. 

Com todo o meu coração te busquei; não me deixes desviar dos teus mandamentos. 

Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti”. Salmos 119: 9-11

A vida de quem crer em Jesus, arrepende-se de seus pecados e confessa-os a Deus, viverá em espírito e verdade, para que isso aconteça é necessário um contato diário com o Senhor. Em orações a ele, na leitura de sua palavra e na prática do viver diário, espelhando no comportamento o que ele nos ordena cumprir.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 27/11/2021

Referências bibliográfica.

Beacon/CPAD-(1)

Mathew Henry/CPAD-(2)


Ministério Terreno De Jesus

A parábola: O grão de mostarda

Marcos 4: 30-32

Jesus ensina seus discípulos por algumas parábolas, nota-se, há uma sequência natural entre elas, iniciou com a do semeador, um intercâmbio entra a palavra de Deus e seus ouvintes e a forma de ouvi-la e aceitá-la; outra parábola a do joio e do trigo  mostra os ouvintes convertidos as suas palavras e os não convertidos, os falsos crentes e a terceira parábola, a do grão de mostarda, mostrando a expansão do reino de Deus no mundo, uma pequena congregação de justos impulsionados pelo Espírito Santo, esparramando-se pelo mundo afora, levando a Palavra de Deus e convertendo milhares de pessoas a Cristo Jesus.

Jesus, na parábola do grão de mostarda, compara uma pequena semente ao reino de Deus na terra e seu extraordinário crescimento em quantidade e qualidade, este foi o principal argumento dos estudiosos ao analisarem esta parábola no princípio da Igreja e do Evangelho.

“E dizia: A que assemelharemos o reino de Deus? ou com que parábola o representaremos?

É como um grão de mostarda, que, quando se semeia na terra, é a menor de todas as sementes que há na terra;

Mas, tendo sido semeado, cresce; e faz-se a maior de todas as hortaliças, e cria grandes ramos, de tal maneira que as aves do céu podem aninhar-se debaixo da sua sombra”. Marcos 4: 30-32

Jesus começou seu ministério terreno com doze discípulos e algumas mulheres que os auxiliava, porém acompanhava-o uma grande multidão, com sua morte na cruz, somente esses poucos discípulos lhe foram fiéis.

E, após a ressurreição e assunção do Senhor ao Reino dos Céus, os seus onze discípulos, pois Judas suicidou-se, foi acrescentado mais um para compor o número de doze Apóstolo, como referência as tribos de Israel, foi feito uma oração para Deus escolher quem seria o décimo segundo Apóstolo no lugar de Judas, a escolha recaiu sobre Matias.

No local em que estavam reunidos, um Cenáculo, encontravam-se também Maria, mãe de Jesus e as mulheres que os acompanhavam, junto deles estavam cento e vinte pessoas, aguardavam, por ordem do Mestre, o derramamento de seu Espírito para, através dele, terem conhecimento, poder, força e sabedoria na Palavra de Deus e assim vencerem todas as vicissitudes que encontrariam durante a missão de evangelização universal ordenada por Cristo Jesus.

“E, entrando, subiram ao cenáculo, onde habitavam Pedro e Tiago, João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, irmão de Tiago.

Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos...  

(... ora a multidão junta era de quase cento e vinte pessoas). Atos 1: 13-15

Com o advento do Espírito Santo, o derramamento do Espírito vindo sobre eles, converteram-se neste ato ao evangelho quase três mil almas.

“De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas”. Atos 2: 41

E o crescimento do reino continuou com o testemunho dos Apóstolos.

“Muitos, porém, dos que ouviram a palavra creram, e chegou o número desses homens a quase cinco mil”. Atos 4: 4

O evangelho crescia principalmente entre os judeus nas sinagogas, depois entre os gentios prosélitos.

Os Apóstolos, Diáconos, Missionários e o Apóstolo Paulo, após sua conversão, pregaram o evangelho nas províncias próximas, nas mais distantes, na Europa e em Roma, o Espírito Santo foi a mola propulsora do crescimento evangélico em todo o mundo, onde homens e mulheres abnegadas falaram de Cristo até aos confins do mundo.

Mesmo com a mais cruel perseguição, não conseguiram calar os que se convertiam a Cristo e a palavra de Deus crescia poderosamente.

“Assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia”. Atos 19: 20

Um pequeno grão de mostarda lançado na terra, a Palavra de Deus, germinou, cresceu enormemente, chegando aos dias atuais conhecida no mundo inteiro.

Um fenômeno impressionante em que se prega o amor a Deus, ao próximo, principalmente aos inimigos, “o carvalho que perfuma o machado que o abate”.

Jesus ao dizer que a semente da mostarda, um pequeno grão, que ao ser semeado cresce e dá proteção às aves que se aninham embaixo de suas folhagens, mostra a verdadeira face do evangelho.

“A sua folhagem era formosa, e o seu fruto abundante, e havia nela sustento para todos; debaixo dela os animais do campo achavam sombra, e as aves do céu faziam morada nos seus ramos, e toda a carne se mantinha dela”. Daniel 4: 12

Um pequeno grão que foi semeado e espalhou-se de tal forma que trouxe aos convertidos a Cristo, o abrigo, proteção, salvação eterna, segurança, conforto e fé em Deus nos momentos mais difíceis da vida e até na morte. Podendo afirmar como o Apostolo Paulo:

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”. Gálatas 2: 20

Diante da magnificente glória de Deus ao vir o pequeno grão de mostarda semeado ao longo dos séculos e o seu crescimento maravilhoso, trazendo a todos que creem nele, paz, alegria, segurança, salvação eterna, não se pode ficar inerte a essa ação do Espírito Santo no coração, converta-se a Cristo.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória!

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 04/12/2021


Ministério Terreno de Jesus

 A Parábola do Fermento

Mateus 13: 33

Jesus diz ser o fermento semelhante ao Reino dos

Céus, deduz-se que o evangelho, pela ação do Espírito Santo, o faz crescer invisivelmente no coração do homem e da mulher e por meio dos convertidos a Jesus, influencie outros a se converterem e semelhantemente ao fermento no meio da farinha, levedando toda a massa, realizando um avivamento universal. 

“Outra parábola lhes disse: O reino dos céus é semelhante ao fermento, que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado”, Mateus 13: 33

Nas três primeiras parábolas os seus significados são bastante fáceis de serem entendidos por todos, as duas primeiras foram explicadas pelo próprio Mestre, a terceira traz em si mesma o significado. Porém a quarta é para alguns motivos para devaneios que não está nela inserido.

Acreditam que por ser o fermento sempre citado na Bíblia como ato mau, seja uma ação de satanás influenciando os crentes do reino de Deus.

Acreditamos que nada mais é que um desdobramento das parábolas em relação ao Reino dos céus, não estando nelas inserido nenhuma ação do mal e sim do Espírito Santo.

A do semeador, a aceitação ou não da palavra de Deus pelos homens e pelas mulheres em várias situações, incredulidade, indiferença e aceitação, conversão.

A do joio, mistura dos crédulos com os incrédulos, a separação dos crédulos para viverem no Reino dos Céus e dos incrédulos no lago de fogo, junto a satanás e seus anjos.

A da mostarda, o crescimento do evangelho em quantidade e qualidade, a formação das Igrejas, o abrigo em Cristo.

A do fermento, ação do evangelho na transformação no coração dos homens e das mulheres, através do Espírito Santo.

Sendo uma renovação espiritual poderosa, silenciosa, mas revolucionária, transformando de tal forma o coração do homem que faz dele um espelho para outros converterem-se a Cristo.

“ROGO-VOS, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.

E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”. Romanos 12: 1-2

E mais:

“Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor”. II Coríntios 3: 18

Assim como o fermento invisível leveda a farinha e a transforma para o crescimento, o evangelho age no interior do coração do homem silenciosamente, transformando-o numa nova criatura, de tal maneira que influencia em outros o desejo de seguir o Mestre, para terem a mesma transformação operada naquele que o influenciou. Um interagir silencioso de coração para coração.

“Porque tudo isto é por amor de vós, para que a graça, multiplicada por meio de muitos, faça abundar a ação de graças para glória de Deus.

Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia”. II Coríntios 4: 15-16

Nota-se a responsabilidade daqueles que se convertem a Jesus e são transformados em espelho de Cristo para muitos o seguirem.

Por isso devemos ser criteriosos naquilo que fazemos, para não servirmos de escândalo aos novos convertidos e aos não crentes, nisso devemos proceder diante de todos.

“Andai com sabedoria para com os que estão de fora, remindo o tempo.

A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um”. Colossenses 4:  5-6

Devemos, também, fugir daquilo que aparenta ser o mal.

“Abstende-vos de toda a aparência do mal”. I Tessalonicenses 5: 22

Assim como o fermento silenciosamente leveda toda a farinha, devemos ser fiéis a Cristo para que com o nosso exemplo possamos influenciar outros a crerem em Jesus.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele seja todo o louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 11/12/2021


 Ministério Terreno de Jesus

A parábola do tesouro escondido e da pérola de grande valor

Mateus 13: 44-46

Jesus conclui seus ensinos diante da multidão e vai para casa após sua conclusão, provavelmente a casa de Pedro que ele usava como quartel general, ali os seus discípulos lhe pedem explicação das primeiras parábolas, a do semeador, do joio e do trigo e a do grão de mostrada, ele as explica e acrescenta mais três, a parábola do tesouro escondido, da pérola e da rede lançada ao mar.  

“Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo”. Mateus 13: 44

Nessas novas parábolas Jesus compara o Reino dos Céus a grandes valores de riquezas temporais, um tesouro escondido e uma pérola de grande valor.

Naquela época, como não havia bancos financeiros ou um sistema de segurança, os proprietários de algum tesouro, escondia os seus bens enterrando-os em algum local de suas terras, por vezes acontecia de se afastarem ou morriam, sendo eles mantidos em segredos, como não eram repartidos a outros por direito, ali ficavam escondidos.

Na parábola um homem, o Mestre não especifica alguém, poderia ser um trabalhador, algum passante, diz apenas: um homem encontrou um tesouro e ao vê-lo, ficou muito feliz com a descoberta, para ser proprietário dele de fato, vende tudo que possuía para comprar a propriedade e usufruir do tesouro encontrado.

Jesus compara o tesouro escondido ao Reino dos Céus, algo extraordinário e traz ao que o encontra uma felicidade impressionante, fazendo-o desfazer-se de tudo que o prende a esse mundo, para poder usufruir do tesouro celestial, não é uma troca de bens materiais, mas de uma troca carnal por uma espiritual, a salvação não se vende, nem se compra.

Em todas as parábolas inscrita por Mateus ele se refere ao reino dos céus.

Alguns estudiosos divergem-se sobre esses dois termos, o reino dos céus e o reino de Deus, para uns o reino dos céus será estabelecido no reino futuro de Jesus, quando retornar a terra.  

Porém o reino dos céus e o reino de Deus são sinônimos de acordo com as Escrituras, em Mateus encontram-se duas passagens que não deixam dúvidas a esta assertiva:

“Disse então Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no reino dos céus.

E, outra vez vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus”. Mateus 19: 23-24

Mateus usa preferencialmente a palavra “Reino dos Céus”, enquanto em textos paralelos aos de Mateus; Marcos, Lucas e João usam “Reino de Deus”. Nota-se que o Reino dos Céus e o Reino de Deus são sinônimos.

Alguns dizem que Mateus evita usar o nome Reino de Deus, por obediência a lei em proibir o uso constante do nome de Deus.

O Reino dos céus e o Reino de Deus é o tesouro de grande valor que alguém o encontra, passando a fazer parte dele e operando no coração dos que creem nele, tendo-os como participantes, servos e súditos, enquanto estão aqui na terra e quando partirem para eternidade, não esperarão um novo reino, já fazem parte dele, o Reino dos Céus e o Reino de Deus

Entretanto o encontro desse grande tesouro somente será possível por auxílio do Espírito Santo que ao tocar no coração do homem e da mulher, pela graça de Deus, o convence de seus pecados, levando-os a conhecerem a magnitude do amor de Deus em Cristo Jesus.

“Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),

E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;

Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”. Efésios 2: 4-9

A parábola da pérola de grande valor possui a mesma semelhança do tesouro escondido, só diferem uma da outra porque o homem procura a pérola, enquanto o tesouro é encontrado, mas a temática é a mesma.

“Outrossim, o reino dos céus é semelhante ao homem, negociante, que busca boas pérolas;

E, encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e comprou-a”. Mateus 13: 45-46

Quando o homem sente o seu coração vazio e precisa de alguma coisa para preenchê-lo, passa a procurar.

Como fazer para enchê-lo ou ter uma razão de viver?

Enquanto dura essa procura vem a tristeza de alma, os vícios que o domina, os obstáculos que não conseguem vencer sozinho e tudo aquilo que não lhe traz benefícios a sua alma, sente o desânimo ao abatê-lo, a depressão, por vezes o desejo de fugir da vida, vez outra ouve-se alguém dizer: “Qual a razão desse meu viver?”

Mas ao encontrar Jesus de braços abertos esperando recebê-lo, não está tão distante do homem e da mulher que não possa encontrá-lo, então, eles acham uma grande e preciosa pérola que os transformam por inteiro.                            

Essa pérola de valor imensurável, o perdão aos seus pecados, tendo, por consequência, a salvação eterna, inserida nela o amor de Jesus Cristo, preenche o coração do homem e da mulher, Deus a dá a cada um gratuitamente.

Quando o homem e a mulher acham essa pérola, desfazem-se de tudo que lhes prendem a esse mundo pecaminoso e para mantê-la para si, obedecem aos mandamentos de Cristo, leem a sua palavra, seus ensinos, oram a todo o tempo e praticam-nos.

E o Apóstolo Paulo afirma:

“Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”. Filipenses 3: 13-14

A história do cristianismo mostra-nos homens e mulheres abnegadas que se entregaram de corpo e alma a Cristo, encontraram um grande tesouro e uma pérola de grande valor, tudo fizeram para mantê-la, divulgaram para que outros a encontrassem também, deixaram tudo e alguns à própria vida, para serem participante do maravilhoso Reino dos Céus e assim terem a vida eterna em Cristo Jesus.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele seja todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 18/12/2021


Ministério Terreno de Jesus.

A parábola da rede lançada ao mar

Mateus 13: 47-50  

A parábola da rede lançada ao mar parece ter alguma semelhança com a do joio e o trigo, porém ao analisá-la com mais atenção, observa-se a existência de diferenças entre elas, a do joio e do trigo, a semente, tanto a do joio quanto a do trigo, foram plantadas, enquanto a rede fora lançada ao mar aleatoriamente e os peixes bons e maus vieram juntos na rede ao ser puxada para a praia.

"Igualmente o reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanha toda a qualidade de peixes.

 

E, estando cheia, a puxam para a praia; e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora.

 

Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos, e separarão os maus de entre os justos, E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes". Mateus 13: 47-50

 

Em quase todo litoral marítimo, em lagos, lagoas, rios, ocorre o que se chama de arrastão, onde pesca-se uma grande variedade de peixes e crustáceos, em alguns locais os pescadores são ajudados por mulheres em cânticos folclóricos do local, essas pescas, por vezes, tornam-se em festa, por motivo da quantidade e qualidade de peixes, podemos, a grosso modo, imaginar, no retorno de Cristo, a festa dos anjos ao separar os bons dos maus, lembrei-me de um cântico do Cantor Cristão, “O Coral Santo”, em seu estribilho diz:

 

“Glória, glória os anjos cantam lá!

Glória, glória as harpas tocam já!

É o santo coro dando glória a Deus

Por mais um remido entrar nos céus”.

 

A diferença entre as parábolas do Joio e do trigo e a da rede, é que a primeira, a do joio e do trigo, satanás infiltra os não convertidos na congregação dos justos, para por meio de dissimulações, contendas, fofocas, julgamentos pré-concebidos, lançando-os uns contra os outros, misturam-se entre os salvos, tendo aparência de bons, porém o Senhor Deus os conhece e serão, nos últimos tempos, separados, quando do retorno de Jesus ao mundo e junto com seus anjos irá separar os bons servos e os maus, os crentes em Jesus, entrarão no gozo eterno, os maus serão lançados na fornalha de fogo ardente, onde haverá pranto e ranger de dentes.    

Na parábola da rede lançada ao mar, pesca-se todo tipo de peixes, os bons e os maus.

 

A mensagem do evangelho é para todos, sem distinções, pois o Senhor não faz acepção de pessoas.

 

Todos são e devem ser convidados a crerem em Jesus, mas nem todos aceitam a mensagem do Evangelho inteira e genuinamente, entregando-se de corpo e alma ao Senhor, são os convencidos, continuam com as mesmas práticas que anteriormente cometiam, são maus, violentos, arrogantes, sem amor ao próximo, amigos dos vícios, adúlteros são os amantes da concupiscência da carne, são os peixes maus.

 

"Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus". Gálatas 5: 19-21

 

Para se conhecer se são bons peixes é necessário conhecer a si próprio, confrontar o coração com as Escrituras Sagradas, se por algum motivo, ela condená-lo, maior é Deus que o seu coração.

 

"E nisto conhecemos que somos da verdade, e diante dele asseguraremos nossos corações;

 

Sabendo que, se o nosso coração nos condena, maior é Deus do que o nosso coração, e conhece todas as coisas

 

Amados, se o nosso coração não nos condena, temos confiança para com Deus; E qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos o que é agradável à sua vista.

 

E o seu mandamento é este: que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o seu mandamento.

 

E aquele que guarda os seus mandamentos nele está, e ele nele. E nisto conhecemos que ele está em nós, pelo Espírito que nos tem dado". I João 3: 19-

 

Jesus nessas duas parábolas procura mostrar que quem julga e condena é ele próprio com os seus anjos nos fins dos tempos.

 

Não dá a ninguém o direito de fazê-lo, pois o julgamento do homem e da mulher é de acordo com a sua medida carnal, enquanto a de Cristo é espiritual, ele vê o coração do homem e da mulher.

 

"Portanto, nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o louvor". I Coríntios 4: 5

 

Assim como os pescadores ao fim da pesca, separa os peixes bons dos maus, Jesus junto com seus anjos irá separar ao fim dos tempos os homens maus dos bons.

Os bons irão para o Reino em gozo espiritual nos céus com Cristo e seus anjos em glória eternal.

Enquanto os maus irão para o inferno na fornalha ardente com satanás e seus anjos.

 

"E disse-lhes Jesus: Entendestes todas estas coisas? Disseram-lhe eles: Sim, Senhor. E ele disse-lhes: Por isso, todo o escriba instruído acerca do reino dos céus é semelhante a um pai de família, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas". Mateus 13: 51-52

 

Também como o próprio Mestre ensina, ao fim de suas parábolas, em que o sábio, o escriba, semelhante a um pai de família, discerne o que é apropriado e o que não é para o seu próprio entendimento espiritual, pesquisando o que é novo e velho.

 

Jesus ao dizer-lhes se entenderam suas parábolas, procura ver se realmente assimilaram o que lhes dissera para que as possam colocar em prática.

 

Louvado seja Deus, a ele toda honra, louvor e Glória.

 

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 25/12/2021  


Ministério Terreno de Jesus

Seguir Jesus é para corajosos.

Mateus 8: 18-22; Lucas 9: 57-62

Jesus em seu ministério Terreno sempre fora acompanhado por uma multidão sequiosa para ouvir seus ensinos, serem curada e expulsos os demônios que os atormentava. 

Vendo Jesus a multidão, pediu aos seus discípulos que o passasse para o outro lado, porventura do lago de Genesaré. 

E Jesus, vendo em torno de si uma grande multidão, ordenou que passassem para o outro lado;

E, aproximando-se dele um escriba, disse-lhe: Mestre, aonde quer que fores, eu te seguirei.

E disse Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.

E outro de seus discípulos lhe disse: Senhor, permite-me que primeiramente vá sepultar meu pai.

Jesus, porém, disse-lhe: Segue-me, e deixa os mortos sepultar os seus mortos” Mateus 8: 18-22

Um doutor da lei, um escriba, aproximou-se de Jesus e pediu-lhe para segui-lo.

"E, aproximando-se dele um escriba, disse-lhe: Mestre, aonde quer que fores, eu te seguirei". Mateus 8: 19

 

O que poderia está ocorrendo no pensamento daquele homem em ter procurado o Mestre, para segui-lo?

Um homem conhecedor da lei, admirados pelos judeus, ocupava uma posição de destaque na sociedade da época e diferentemente dos outros escribas que possuíam aversão a Jesus, inveja e oposição rígida para com o Mestre, foi procurá-lo e pediu para segui-lo.

A princípio não há registro nas Escrituras o motivo dele ter ido até Jesus. Para alguns o desejo de ocupar um lugar proeminente no reino, crendo ele, ser o Mestre, o Messias prometido pelas Escrituras aquele que viria restaurar o reino a Israel.

Jesus mostrou-lhe a verdadeira e real condições para os que desejam segui-lo, não depende inicialmente de desejos pessoais, mas de chamada e a crueza de aceitar segui-lo

"E disse Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça". Mateus 8: 20

 

A dura realidade para os que desejam seguir o Mestre.

 

“E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.

 

Porque, qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida, a salvará”. Lucas 9: 23-24

 

Muitos procuram segui-lo. Quando Jesus aqui esteve, multidões o seguiam a procura de satisfações materiais, cura de enfermidades, expulsão de demônios, saciar a fome física e o desejo de libertação da escravidão romana, mas ao virem que o reino de Jesus é espiritual, afastaram-se dele.

 

 "Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele". João 6: 66

 

Para seguir Jesus é necessário ter fé, sabendo que as dificuldades, as adversidades são temporais e elas servem para o crescimento espiritual.

 

Atualmente muitos desejam seguir o Mestre, devem ter em mente que seguir o evangelho é uma vida despojada do mundo, das coisas seculares, pois ele se discerne espiritualmente e todos que o seguem, estarão sujeitos as mais variadas tentações do inimigo do evangelho. Para isso é necessário vestir a armadura de Cristo.

 

 

"Então disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos?

 

Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós?

 

Tu tens as palavras da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente". João 6: 67-69

 

Os que seguem o Mestre, devem despojar-se do homem carnal, o velho homem e passarem a viver no espírito, o novo homem.

 

"Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano;

 

E vos renoveis no espírito da vossa mente;

 

E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade". Efésios 4: 22-24

 

Sobre o escriba nada mais se fala sobre ele nas Escrituras, provavelmente vendo a dura realidade de se seguir o evangelho de Cristo, continuou seguindo o caminho largo que leva a perdição eterna.

 

Outro, provavelmente dos que ouviam o Mestre, pediu-lhe que enterrasse o seu pai, antes de segui-lo e mais um outro, citado por Lucas, ao ouvir o convite de Jesus pede-lhe que possa despedir-se de sua família.

 

"E outro de seus discípulos lhe disse: Senhor, permite-me que primeiramente vá sepultar meu pai". Mateus 8: 21

 

"Disse também outro: Senhor, eu te seguirei, mas deixa-me despedir primeiro dos que estão em minha casa". Lucas 9: 61

 

São desculpas que fazem ao convite de Jesus, há outras variadas desculpas para não seguirem o Mestre.

 

E o que diz Jesus a essas desculpas? A primeira ele diz:

 

"Mas Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu vais e anuncias o reino de Deus". Lucas 9: 60

 

E a segunda:

"E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus". Lucas 9: 62

 

Os judeus pela lei eram obrigados enterrar os mortos no mesmo dia, presume-se que ao pedir Jesus para enterrar o seu pai, seja uma questão relativa a própria lei que os filhos deveriam cuidar de seus pais até a morte e esse tenha pedido para cuidar do pai até a sua morte.

 

Jesus mostra-lhe a urgência de segui-lo e anunciar o evangelho, os mortos têm que possa enterrá-los.

 

Enquanto o evangelho deve ser anunciado a todos enquanto estão em vida, pois é eterno e com urgência.

 

A outra é bastante interessante, os que preparam a terra com o arado, não podem volver os olhos para trás para não perder o traçado reto da semeadura.

 

Os que volvem os olhos para o passado, para as dificuldades, para os obstáculos da vida não estão aptos para seguir o Mestre.

 

Deve-se ter coragem para seguir o curso normal da vida em Cristo, mesmo ante todas as tentações, adversidades, lutas diárias e a própria morte, seja pela enfermidade ou pela violência.

 

 "E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições". II Timóteo 3: 12

 

Não somente pelos homens, mas pelo real inimigo de Cristo, satanás.

 

E assim vivermos, não mais nós mesmos, mas Cristo vivendo em nós. E podermos dizer como o Apóstolo Paulo.

 

"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim". Gálatas 2: 20

 

Desejas seguir Jesus, creia de todo o coração, arrepende-te de teus pecados, confesse-os a Deus e o Espírito Santo o justificará.

 

Assim fazendo terás a vida eterna em Jesus e gozarás a eternidade na glória com Cristo e seus anjos.

 

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, honra, poder e Glória.

 

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 01/01/2022


Ministério Terreno de Jesus.

Jesus acalma as tempestades.

Marcos 4: 35-41

Jesus estava junto ao mar ensinando, uma multidão de pessoas acercou-se dele, sentindo-se cansado, pediu aos seus discípulos para embarcar num barco, provavelmente de Pedro e levasse-o para a outra margem do lago de Genesaré, ou Mar da Galileia.

“E, naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes: Passemos para o outro lado.

E eles, deixando a multidão, o levaram consigo, assim como estava, no barco; e havia também com ele outros barquinhos”. Marcos 4: 35-36

A travessia do mar da Galileia foi feita acompanhada por outros barcos, os seus tripulantes eram pescadores afeitos aos humores do vento e do mar, já acostumados às tempestades que acometia aquela região, a conformação geográfica do contorno do lago facilitava e permitia tempestades ocasionais.

“E levantou-se grande temporal de vento, e subiam as ondas por cima do barco, de maneira que já se enchia”. Marcos 4: 37

Sobreveio a eles um grande temporal, pelo relato, a tempestade era diferente de todas as que já haviam sofrido. Os discípulos de Jesus sentiram-se angustiados, ficaram em desespero, aterrorizados, as ondas e os ventos, jamais vistas por eles, levaria, o barco onde estavam, ao naufrágio se nada fosse feito e Jesus dormia na popa do barco, parecendo alheio a tudo o que ocorria.

“E ele estava na popa, dormindo sobre uma almofada, e despertaram-no, dizendo-lhe: Mestre, não se te dá que pereçamos?” Marcos 4: 38

O Mestre, cansado, uma grande prova de sua natureza humana, adormeceu na popa do barco com a cabeça apoiada numa almofada.

Um paradoxo para muitos, como o Senhor Jesus, sendo Deus, poderia adormecer, se a Bíblia diz que o Senhor não dorme, nem tosqueneja.

Deus ao tomar a forma de homem, natureza humana sem pecado, para assim cravar na cruz a natureza carnal sob o pecado que aprisiona todos os homens e mulheres, levando-os a perdição eterna, essa condição carnal que o Senhor Deus veio ao mundo através de Jesus, possuía tudo que é inerente ao homem, menos o pecado, Jesus o cordeiro imaculado, estava sujeito ao cansaço, a tristeza e a dor.

Muitos homens e mulheres tem para si o pensamento que o Senhor Deus está em seu trono, longe, transcendental, alheio a tudo que sobrevêm a este mundo, porém Deus em Jesus é imanente, próximo aos homens e mulheres, sentindo o mesmo que os humanos sofrem, estava junto dos pescadores na tempestade e ele naquele instante estava dormindo, mas não alheio ao que acontecia.

Pela conformação geológica do mar da Galileia, junto às montanhas circunvizinhas, sempre ocorria fortes ventos e violência do mar, porém a tempestade sofrida pelos barcos era de tamanha força que estavam prestes a submergir.

O Mestre dormia na popa do barco, os homens atemorizados o acordaram, para ajudá-los, pois estavam a naufragar.

“E ele, despertando, repreendeu o vento, e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E o vento se aquietou, e houve grande bonança.

E disse-lhes: Por que sois tão tímidos? Ainda não tendes fé?

E sentiram um grande temor, e diziam uns aos outros: Mas quem é este, que até o vento e o mar lhe obedecem?” Marcos 4: 39-41

Pensavam os discípulos que Jesus, adormecido no barco, estivesse alheio ao que estava ocorrendo ao seu redor, os homens e mulheres atualmente frente a tudo que ocorre pensam, quando surge em suas vidas as tempestades, que o Senhor dorme e está alheio aos seus problemas.

A ação pronta de Jesus mostra-lhes o seu grande poder, as forças da natureza sujeitam-se a sua ordem, a essência da natureza divinal de Cristo, o Filho de Deus, o Deus-Homem, o Deus todo-poderoso que pelo Espírito de Deus, veio ao mundo para livrar todos os homens e mulheres da escravidão do pecado, dando-lhes através de sua vida, sofrimento, morte e ressurreição a vida eterna e o refrigério para as almas sofridas, ordena ao mar e aos ventos que se acalmem, acalmaram-se e veio uma grande bonança.  

Vivem-se em dias difíceis, alguns por enfrentarem os mais variados tipos de problemas, não acreditam em qualquer tipo de salvação ou solução ao que acontecem em suas vidas, entregam-se ao desânimo, a depressão, ao desespero, ao pânico, ao sentimento de total abandono, de culpa e por vezes, leva-os ao desejo de tirar a própria vida.

Enfraquecem em suas esperanças, fé, confiança, chegam a colocar em dúvida a crença em Deus, se realmente ele existe, ou está ciente de seus problemas ou não se importa com eles, mesmo ouvindo os seus clamores e lágrimas derramadas em orações sofridas.

As tempestades da vida são deveras terríveis!

Os discípulos de Jesus vendo as forças da natureza sujeitarem-se a sua ordem, ficaram admirados e atemorizados.

 

“E sentiram um grande temor, e diziam uns aos outros: Mas quem é este, que até o vento e o mar lhe obedecem?”

 

E todos os que creem em Jesus e depositam sua fé no Mestre, vencem todas as tempestades da vida, os obstáculos, tudo o que de mal lhe sobrevêm no decorrer de sua existência aqui na terra.

 

O próprio Jesus convida a todos para depositarem nele a sua confiança, os seus fardos e esperar nele que ao seu tempo solucionará todos os seus problemas.

 

Porém se olharem com atenção, verão o que Jesus tem feito na vida de cada um dos seus, o que creem em seu nome, muitos de suas necessidades já foram supridas por ele, obstáculos removidos, milagres impossíveis de se realizarem e terem já acorridos, vidas transformadas e o maior de todos o que foi outorgado por Jesus, a salvação eterna em seu sacrifício na cruz. Está é a fé, a confiança, a certeza de que todos os obstáculos, lutas, adversidades, toda a tempestade que sobrevêm a todos, se o procurarem, será solucionado.

 

Na vida do homem e da mulher sempre haverá tempestade de todos os tipos. A confiança é que o Senhor, mesmo que pareça, esteja dormindo, ele está atento ao que sobrevêm a todos.

 

“Porque foste à fortaleza do pobre, e a fortaleza do necessitado, na sua angústia; refúgio contra a tempestade, e sombra contra o calor; porque o sopro dos opressores é como a tempestade contra o muro”. Isaías 25: 4

 

Estejam todos atentos as soluções que o Senhor tem realizado aos seus temores, dificuldades e livrando-os das tempestades da vida.

 

“Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra.

 

O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio”. Salmos 46: 10-11

 

Louvado seja o Senhor Deus, a ele toda honra poder e glória.

 

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 08/01/2022


Ministério Terreno de Jesus.

Os endemoniados de Gadara

O poder de Jesus que liberta.

Marcos 5: 1-20

Após as ordens de Jesus para o mar e o vento acalmarem-se, ele e os discípulos chegam no outro lado do mar, lado leste, a onze quilômetros de travessia, a cidade de Gadara. Uma cidade de gentios, povo não judaico.

“E CHEGARAM ao outro lado do mar, à província dos gadarenos”. Marcos 5: 1

Jesus tinha uma missão a cumprir aqui na terra entre os homens e mulheres, levar sobre si os sofrimentos de todos, dando-lhes o refrigério para suas almas e a salvação eterna, para realizar sua missão era conduzido pelo Espírito Santo em diversas situações importantes e impactantes, veja a ação do Espírito Santo no episódio acontecido em Gadara, Jesus dirigiu-se especificamente para esta cidade e ao chegar nela, vem ao seu encontro um homem possesso de demônios de a muito tempo, não tendo sossego, nem paz, tornava-se violento, agressivo e de extrema força.

E, saindo ele do barco, lhe saiu logo ao seu encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo;

 

O qual tinha a sua morada nos sepulcros, e nem ainda com cadeias o podia alguém prender;

 

Porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram por ele feitas em pedaços, e os grilhões em migalhas, e ninguém o podia amansar.

 

E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes, e pelos sepulcros, e ferindo-se com pedras". Marcos 5: 2-5

 

Ele estava em total desespero, não tinha paz, vendo Jesus, viu, como homem natural, quem lhe poderia salvar.

 

““E, quando viu Jesus ao longe, correu e adorou-o”. Marcos 5:6

 

Alguns pregadores aduzem o episódio da tempestade ao temor dos demônios no desejo de Jesus ir a Gadara e com isso expulsá-los daquele homem.

 

"E, clamando com grande voz, disse: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? conjuro-te por Deus que não me atormentes". Marcos 5: 7

 

Os demônios procuraram desviar a atenção de Jesus, ao referirem-se à condição dele de ser Filho de Deus e ter compaixão pelos aflitos, para ele se afastar, pois estaria atormentando-os, nessa condição o homem possuído.

 

Jesus perguntou-lhe o nome, para dessa forma, tomar as rédeas da situação.

"E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? E lhe respondeu, dizendo: Legião é o meu nome, porque somos muitos". Marcos 5: 9

Respondeu-lhe: uma legião, ou seja, uma infinidade de demônios. Estava dominado por uma fração do exército da maldade, nas hostes celestiais, uma prova cabal que os espíritos maus, em grande quantidade, superior as forças humanas, estão sempre prontos a ocupar o coração dos homens e mulheres.

Uma legião do exército romano era composta por aproximadamente seis mil homens, cento e vinte cavalarianos e apoio de outros homens.

"Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais". Efésios 6: 12

 

Porém não estamos desamparados das lutas que enfrentamos, Jesus está sempre ao nosso lado, quando menos esperamos, ele com seu imenso poder expulsa tudo que nos faz sofrer, dando-nos a vitória sobre todos os obstáculos da vida.

Os demônios não desejavam afastar-se daquela cidade, porquanto, por ser gentia, era-lhe favorável permanecer ali.

"E rogava-lhe muito que os não enviasse para fora daquela província.

 

E andava ali pastando no monte uma grande manada de porcos. E todos aqueles demônios lhe rogaram, dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles.

 

E Jesus logo lho permitiu. E, saindo aqueles espíritos imundos, entraram nos porcos; e a manada se precipitou por um despenhadeiro no mar (eram quase dois mil), e afogaram-se no mar". Marcos 5: 10-13

 

Os demônios sentindo-se derrotados, pedem ao Mestre, para incorporarem-se nuns porcos que ali pastavam, quase dois mil, ele permitiu e precipitando-se todos pelo despenhadeiro, afogaram-se.

 

Alguns estudiosos prendem-se ao fato de Jesus ter permitido aos demônios, entrarem-se nos porcos e morrerem, o que para muitos não era condizente fazê-lo.

 

“Trench: “Se esta concessão ao pedido dos espíritos maus ajudou de alguma maneira a cura deste sofredor, fazendo com que eles relaxassem a sua posse do corpo dele com

maior facilidade, aliviando o ataque através de sua saída, este teria sido um motivo suficiente para permitir que aqueles animais morressem. Para a cura definitiva do homem poderia ter sido necessário que ele tivesse esta evidência exterior e o testemunho de que os poderes infernais que o mantinham aprisionado agora o haviam deixado”. (1)

 

Aqueles que assistiram a magnitude do poder de Jesus e a grande quantidade de demônios expulsos, ficaram aterrorizados e transmitiram aos outros moradores o ocorrido, eles então pediram a Jesus que saísse dos termos da cidade. Tiveram medo de Jesus e deram mais valor aos porcos em detrimento do homem em ter sido livre do tormento.

Todos os milagres que Jesus realizou havia um propósito específico, mostrar seu poder divino, sua missão messiânica, libertar os homens de seus sofrimentos físicos, de alma, do poder satânico e do pecado, e cumprir a palavra de Deus, encerrando os sacrifícios cruentos para expiação dos pecados humanos, tomando o lugar do pecador, sacrificando-se a si próprio para a reconciliação do homem com Deus.

O poder de Jesus é infinito, acalmou o mar e a violência dos ventos, o poder sobre a natureza. Agora o poder sobre o exército do mal, uma legião de demônios que acometia aquele homem, Jesus os vence, venceu e vencerá para sempre.

“E foram ter com Jesus, e viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido e em perfeito juízo, e temeram.

E começaram a rogar-lhe que saísse dos seus termos.

E, entrando ele no barco, rogava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele.

Jesus, porém, não lho permitiu, mas disse-lhe: Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez, e como teve misericórdia de ti.

E ele foi, e começou a anunciar em Decápolis quão grandes coisas Jesus lhe fizera; e todos se maravilharam”. Marcos 5: 16-20

Precisa-se confiar plenamente em Deus para que ele possa agir no coração do enfermo e deixar todos os problemas com ele.  

Aquele gadareno estava vestido, calmo e aos pés de Jesus, feliz desejou seguir o Mestre, porém Jesus encarregou-lhe de transmitir aos seus e ao povo de sua cidade o ocorrido com ele.

Todos os salvos têm uma missão a cumprir, expor aos outros o que Deus fez em sua vida.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder, honra e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 15/01/2022

Referência bibliográfica:

Beacon/CPAD-(1)


Ministério Terreno de Jesus.

O chamado de Jesus é irrecusável.

Chamado de Mateus e o banquete com os publicanos e pescadores

Mateus 9: 9-13

Ao chamado de Jesus todos que o ouvem, deixam tudo e o seguem. Um convite irrecusável.

“E Jesus, passando adiante dali, viu assentado na recebedoria um homem, chamado Mateus, e disse-lhe: Segue-me. E ele, levantando-se, o seguiu”. Mateus 9:9

“E, passando, viu Levi, filho de Alfeu, sentado na recebedoria, e disse-lhe: Segue-me. E, levantando-se, o seguiu”. Marcos 2:14

“E, depois disto, saiu, e viu um publicano, chamado Levi, assentado na recebedoria, e disse-lhe: Segue-me. E ele, deixando tudo, levantou-se e o seguiu”. Lucas 5:27-28  

Jesus ao escolher seus discípulos convidava-os a segui-lo, todos eles ao seguirem, tinham consciência do que haveriam de passar em suas vidas por essa escolha. Deixaram tudo para seguirem Jesus, não foi diferente a Mateus, deixou um emprego seguro e encontrou em Jesus, algo superior em sua vida a salvação eterna e mensageiro do Evangelho ao escrever seu livro.  

Jesus passava pela recebedoria de impostos, tipo de secretaria de receita, ficava em Cafarnaum perto da estrada que ia de Damasco para as cidades costeiras, e era, portanto, um lugar favorável para se recolher impostos sobre as mercadorias que iam pela estrada ou que teriam de cruzar o Mar da Galiléia.

“Edersheim descreve, com base em fontes rabínicas, os impostos aborrecidos que eram extorquidos, e as classificações dos coletores, dos quais Mateus, como funcionário da Alfândega, era do pior tipo”. (Life and Times of Jesus, 1, 515-518)-(1)

“Os romanos exigiam que os judeus pagassem impostos por cada árvore frutífera, cada poço, cada pedaço de terra e cada animal que eles possuíssem. Essa taxação parecia opressiva e o fato de ser imposta por estrangeiros era particularmente ofensivo”. (2)

Jesus viu o cobrador de impostos, publicano, Levi, ou Mateus, o significado do nome, Mateus, é presente do Senhor, ele era um funcionário da alfândega no porto de Cafarnaum, um coletor de impostos, Jesus o convida a segui-lo, ele aceita o convite de prontidão, deixa tudo e vai com o Mestre.

Bonhoeffer comenta: “O discípulo é arrastado da sua relativa segurança para uma vida de completa

insegurança (ou seja, na verdade, para a completa segurança da companhia de Jesus)”. (3)

Os publicanos eram odiados pelos judeus, desprezados, eram deixados à própria sorte, eram, por eles, considerados pecadores, pois ao receberem os impostos ajudavam o Império Romano, alguns fraudavam o valor em proveito próprio.

Mateus, antes um homem desprezado, agora a convite de Jesus, o faz um feliz participante do reino de Deus. 

É considerado o autor do Evangelho segundo Mateus.

“E fez-lhe Levi um grande banquete em sua casa; e havia ali uma multidão de publicanos e outros que estavam com eles à mesa”. Lucas 5: 29

Mateus, em sua residência, prepara um banquete ao Mestre junto com seus amigos, Jesus e os seus discípulos participam, esse banquete é citado nos evangelhos de Marcos e Lucas como um grande banquete. 

“E os escribas deles, e os fariseus, murmuravam contra os seus discípulos, dizendo: Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores?” Lucas 5: 30

Os escribas e os fariseus, com inveja, criticam o Mestre. Dizem aos discípulos de Jesus porque ele estava sentado à mesa com os publicanos e pecadores.

A crítica é uma maneira invejosa de justificar-se a si mesmo, ou um sentimento de impotência, falta de reconhecimento de suas prerrogativas ante muitas pessoas e ao ver um outro sendo cortejado, sente inveja, passam a criticar. Tornando-se aos próprios olhos superior ou isento de culpa.

Ao virem Jesus junto de pessoas que eles consideravam rejeitadas pela sociedade como pecadoras, eles assim viam os publicanos, como não dignos de simpatia, criticaram o Mestre por estar sentado no meio deles os publicanos.

“Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes. Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício.

Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento”. Mateus 9: 12-13

Jesus cita a passagem do Profeta Oseias.

“Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos”. Os.6:6

Davi quando pecou e arrependido clamou a Deus.

“Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos.

Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus”. Salmos 51: 16-17

Ao jugarem Jesus, estavam indo contra a própria lei deles, pois ela não permitia o julgamento pré-concebido. 

Pensavam que agindo dessa forma defendiam a lei, pois nada há na lei que desabonasse Jesus.

Os publicanos, os que não agiam enganosamente, não eram pecadores por cobrarem os impostos, eram odiados por preconceito em função de estarem ajudando o Império Romano.

“PORTANTO, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo... Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas”. Rom.2:1 e 11

A missão primordial de Jesus era fazer a reconciliação do homem com Deus. Salvar os perdidos, dando-lhes a vida eterna.

“Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas”. João 10: 11

A missão de Jesus foi resgatar o pecador das garras que o predem ao poder das trevas. São doentes de alma. E o Mestre como o médico veio curar o coração perdido. Mesmo que seja o maior pecador ele o salvará e fará com que o seu coração se torne como a branca lã.

"Vinde então, e argui-me, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã". Isaias 1: 18

 

Louvado seja o Senhor Deus, a ele seja todo o louvor, poder e Glória.

 

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 22/01/2022

Referência Bibliográfica:

Dwight L. Moody/CPAD-(1)

Beacon/CPAD-(2;3)


O Ministério Terreno de Jesus

Judaísmo e Cristianismo.

Remendo novo em roupa velha e vinho novo em odres velhos.

Mateus 9: 14-17

Após o banquete oferecido por Mateus a Jesus, chegam os discípulos de João o Batista, interpelam o Mestre sobre o jejum, ao qual cumpriam o estabelecimento na lei de Moisés, para os discípulos de João, os de Jesus não guardavam ou cumpriam este mandamento.

“Então, chegaram ao pé dele os discípulos de João, dizendo: Por que jejuamos nós e os fariseus muitas vezes, e os teus discípulos não jejuam?” Mateus 9:14

Os judeus seguiam rigorosamente os seus rituais, o jejum era um deles. Nas Escrituras era prescrito um jejum anual (Dia da Expiação). Os judeus acrescentaram jejuns todas as segundas e

quintas-feiras, os fariseus e outros observavam esse ritual, inclusive os discípulos de João.

“E disse-lhes Jesus: Podem porventura andar tristes os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias, porém, virão, em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão”. Mateus 9:15

Jesus compara o seu momento atual, em vida terrena junto ao mundo, como uma festa de casamento em que todos sentem-se felizes com a presença do noivo, porém com a retirada do noivo, ele, Jesus, por morte na cruz, todos sentirão sua falta, a tristeza, a fraqueza espiritual, tomará conta dos homens e mulheres e para preencher esse vazio, jejuarão.

O jejum, nesse caso, será uma procura inconsciente da alma para o preenchimento do vazio do coração, a busca da alegria anterior da presença do noivo, Jesus Cristo, que foi tirado de junto dos homens e mulheres, não um jejum num ritual frio sem um propósito espiritual.

O jejum é momento de impotência, tristeza, fraqueza, busca, em contraste com a liberdade e a alegria da presença de Jesus Cristo, o noivo.

“Ninguém deita remendo de pano novo em roupa velha, porque semelhante remendo rompe a roupa, e faz-se maior a rotura.

Nem se deita vinho novo em odres velhos; aliás rompem-se os odres, e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; mas deita-se vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam”. Mateus 9:16,17

Jesus apresenta duas interessantes ilustrações revelando o lado judaico como passado, velho e sujeito a não se sustentar com algo novo.

Enquanto o cristianismo, o novo conceito, não um remendo, mas um vestido novo.

“As novas verdades do cristianismo não devem ser aplicadas às antigas formas do judaísmo”. (1)

“Assim Cristo e sua mensagem eram muito mais

do que o judaísmo contemporâneo remendado ou rejuvenescido”. (2)

O cristianismo é um novo tempo, uma nova mensagem espiritual, não mais um ritual, mas vindo do espírito do âmago do coração.

O judaísmo foi o berço da mensagem de Deus aos homens e mulheres, porém ficou restrita a um grupo ou Nação, estagnado neles mesmos.

O cristianismo é a continuidade do judaísmo espiritual, renovado, a expansão da mensagem de Deus a todos os homens e mulheres em todo o mundo.

Um novo tempo, uma nova vida espiritual em Cristo Jesus.

“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. 2 Coríntios 5:17

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 29/01/2022

Referência bibliográfica:

Beacon/CPAD-(1)

D.L.Moody/CPAD-(2)



Ministério Terreno de Jesus

A Mulher de Fluxo Sanguíneo

Marcos 5: 21 

Jesus deixa a cidade de Gadara e o homem que sofria de uma legião de demônios, agora livre de deles, testemunhando ao povo de Decápolis, retorna provavelmente no mesmo barco que fora, em seus deslocamentos até a cidade dos gadarenos, ao atravessar o mar, usava sempre um barco, possivelmente do Apóstolo Pedro, ao desembarcar a beira mar, caminhava pela areia da praia, essas atitudes nos faz ver, em sua natureza divina e terrena o apreço pelo mar, diz-se que o espelho de água do mar da Galileia e seu entorno são de extraordinária beleza.

Ao desembarcar e caminhando a beira mar, uma multidão juntou-se a ele.

“E, passando Jesus outra vez num barco para o outro lado, ajuntou-se a ele uma grande multidão; e ele estava junto do mar.

E eis que chegou um dos principais da sinagoga, por nome Jairo, e, vendo-o, prostrou-se aos seus pés,

E rogava-lhe muito, dizendo: Minha filha está à morte; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos, para que sare, e viva.

E foi com ele, e seguia-o uma grande multidão, que o apertava”. Marcos 5: 22-24

Em Mateus (9:18) diz que era um chefe e em Lucas (8:41) um príncipe da Sinagoga, para ele exercer essa função só poderia ser um doutor da lei, um fariseu, porventura um crítico e adversário de Jesus, porém o amor e carinho por sua filha que estava à morte e sabendo da passagem de Jesus, não se fez de rogado, ajoelhou-se aos pés do Mestre e pediu-lhe que curasse sua filha, Jesus o levantou e seguiu em direção a sua casa.

Nesse ínterim, surge desapercebida, uma mulher humilde, tímida, cheia de medo que sofria de uma hemorragia, veio por traz e tocou-lhe na orla de suas vestes, dizendo: “só em tocar-lhe ficarei curada”. 

“E certa mulher que, havia doze anos, tinha um fluxo de sangue,

E que havia padecido muito com muitos médicos, e despendido tudo quanto tinha, nada lhe aproveitando isso, antes indo a pior;

Ouvindo falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou na sua veste.

Porque dizia: Se tão-somente tocar nas suas vestes, sararei.

E logo se lhe secou a fonte do seu sangue; e sentiu no seu corpo estar já curada daquele mal”. Marcos 5: 25-29

A fé era imensa, ao tocar as vestes do Mestre, sentiu-se curada.

Podemos imaginar este momento: A mulher levemente toca a orla das vestes do Mestre e como um raio, acompanhado de um trovão, cai sobre ela, sem que ninguém veja, somente ela sente a cura. Impressionante e extraordinário deve ter sido para ela este acontecimento.

A iniciativa de ser curada foi da mulher, em silêncio, oculta, desapercebida, num gesto de coragem, tocou, bem de leve a orla das vestes do Mestre, este ato, impulsionado pela fé inabalável em Cristo, a curou.

Uma mulher humilde, em todos os sentidos, parece-nos em seu relato, padecendo de uma hemorragia há doze anos, gastos todo o seu dinheiro e bens, não conseguindo solucionar o seu padecimento, indo de mal a pior, nada mais tinha, apenas a fé em ser curada.  

Esse sofrimento, para o cerimonial judeu, ela era considerada imunda, não podia se relacionar com outras pessoas, a atitude de ir sem que ninguém soubesse de sua ação, era motivada pela sua fé.  

Jesus sentiu algo diferente, decisivo, implorante, nervoso, de medo, cheio de fé. 

O Mestre, provavelmente nem sentiu o toque, mas sentiu sair-lhe poder, como aquele raio e trovão imperceptível transferir-se para a mulher, procurou saber quem lhe havia tocado.

"E logo Jesus, conhecendo que a virtude de si mesmo saíra, voltou-se para a multidão, e disse: Quem tocou nas minhas vestes?" Marcos 5: 30 

Os seus discípulos incrédulos, não possuindo o discernimento divino, dizem-lhe:

"E disseram-lhe os seus discípulos: Vês que a multidão te aperta, e dizes: Quem me tocou? E ele olhava em redor, para ver a que isto fizera". Marcos 5: 31-32

 A mulher atemorizada identifica-se, prostrando-se aos seus pés, relatando todo o seu sofrimento e a cura ocorrida em si ao tocar as suas vestes.  

Ao ser tocado o Mestre tinha consciência da cura daquela mulher. 

“E disse Jesus: Alguém me tocou, porque bem conheci que de mim saiu virtude”. Lucas 8: 46

Chamou-lhe de Filha, esse era um tratamento carinhoso feito pelos Rabinos, condicionou a cura, a fé demonstrada por ela e deu-lhe a paz necessária.

“Ela foi espiritualmente curada. A cura realizada nela foi o fruto e o efeito apropriado da fé, do perdão dos pecados, e da obra da graça”. (1)

A mulher havia procurado os médicos durante doze anos e “gastara com os médicos todos os seus haveres, e por nenhum pudera ser curada,”. Lucas 8: 43

“Não foi o toque na veste de Jesus que curou a mulher; foi a sua fé. Mas a sua fé se manifestou através do seu ato”. (2)

Jesus o Mestre dos Mestres a curou!

Inicialmente, pelo relato dos Evangelhos, ela procurou por seus próprios meios a cura não conseguindo, sabendo da passagem do Mestre pelo local, aflorou em sua alma a fé num estado ativo e por meio dela, foi a busca da cura e Jesus a curou.

“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”. Hebreus 11:6

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 05/02/2022

Referência Bibliográficas:

Mathew Henry/CPAD-(1)

Beacon/CPAD-(2)


Ministério Terreno de Jesus.

Ressurreição da filha de Jairo.

Filha do Príncipe da Sinagoga. 

Lucas 8:

“E aconteceu que, quando voltou Jesus, a multidão o recebeu, porque todos o estavam esperando.

E eis que chegou um homem de nome Jairo, que era príncipe da sinagoga; e, prostrando-se aos pés de Jesus, rogava-lhe que entrasse em sua casa;

Porque tinha uma filha única, quase de doze anos, que estava à morte. E indo ele, apertava-o a multidão”. Lucas 8: 40-42

Antes de prosseguirmos no relato sobre a ressurreição da filha de Jairo, façamos um resumo dos acontecimentos ocorridos anteriormente: Durante o percurso de um dia de pregação de Jesus, sentiu desejo de ir a terra dos Gadarenos, embarcou num barco, possivelmente do Apóstolo Pedro, por estar cansado, adormeceu na popa do barco com a cabeça apoiada em uma almofada, sobreveio uma terrível tempestade, a qual Jesus acalmou os ventos e deu ordens ao mar para acalmar-se. Chegando em Gadara, livrou um homem de uma fração do exército da maldade nas hostes celestiais, uma legião de demônios, após esse acontecimento, retornou e uma multidão o esperava, Jairo, o Príncipe da Sinagoga, pediu-lhe para ir a sua casa livrar sua filha das garras da morte, Jesus atendeu e foi com ele, porém foram interrompidos por uma mulher que a anos possuía uma hemorragia não conseguia curar-se, Jesus a curou.

O Mestre segue em direção à casa de Jairo.

“Estando ele ainda falando, chegou um dos do príncipe da sinagoga, dizendo: A tua filha já está morta, não incomodes o Mestre.

Jesus, porém, ouvindo-o, respondeu-lhe, dizendo: Não temas; crê somente, e será salva”. Lucas 8: 49-50

Qual deve ter sido o grau de tristeza e frustação operado no coração com esta notícia, ”a tua filha já está morta”,  quando tudo parece perdido, Jesus estava ao seu lado e encorajou-o fortalecendo sua fé, disse-lhe: “Não temas; crê somente, e será salva”.

Chegaram à casa de Jairo, o quadro que viram era dantesco, alguns choravam, outros tocavam instrumentos, um grande alvoroço.

“E, entrando em casa, a ninguém deixou entrar, senão a Pedro, e a Tiago, e a João, e ao pai e a mãe da menina.

E todos choravam, e a pranteavam; e ele disse: Não choreis; não está morta, mas dorme.

E riam-se dele, sabendo que estava morta”. Lucas 8: 51-53

Jesus não permitiu que ninguém o seguisse, exceto o seu círculo íntimo formado por Pedro, Tiago, e João, irmão de Tiago. 

Era uma exigência dos mandamentos da lei em relação as testemunhas, o cuidado do Mestre aos pequenos detalhes da lei. 

“O privilégio que tiveram esses três de testemunhar este e outros eventos notáveis (a transfiguração; a agonia no Getsêmani, foi contrabalançado pela

responsabilidade posterior. Pedro foi o principal porta-voz no Pentecostes; Tiago foi martirizado um pouco depois desse acontecimento; e João exerceu uma inimaginável influência como o apóstolo do amor”. (1)

“E riam-se dele; porém ele, tendo-os feito sair, tomou consigo o pai e a mãe da menina, e os que com ele estavam, e entrou onde a menina estava deitada.

E, tomando a mão da menina, disse-lhe: Talita cumi; que, traduzido, é: Menina, a ti te digo, levanta-te.

E logo a menina se levantou, e andava, pois já tinha doze anos; e assombraram-se com grande espanto.

E mandou-lhes expressamente que ninguém o soubesse; e disse que lhe dessem de comer”. Marcos 5:40-43

“Os flautistas estavam ali para conduzir a procissão que pranteava o falecido. A tradição preservada pelos rabinos insistia na presença de várias carpideiras no funeral, mesmo no dos mais pobres; no funeral de um membro de família proeminente, como aqui, haveria muitas delas. A expressão catártica do luto incluía gritos agudos e o espancamento do próprio peito. Como na Palestina os corpos se decompunham rapidamente, os enlutados eram reunidos, se possível, logo após a morte da pessoa. O sono era um eufemismo comum para a morte (embora haja um contraste aqui)”. (2) 

“Toma-me As Mãos

Feliciano Amaral

Vem Senhor, me guiar

Minha fé sustentar

Fraco estou, débil sou, sem vigor

Quero as trevas deixar

Quero a luz alcançar

Pela mão, vem guiar-me Senhor!


Se o meu jornalhar

Exigir batalhar

Laços mil, Satanás me armar

Socorrer-me, oh! Vem

Meu Senhor, Salvador!

Pela mão, vem guiar-me ao lar!


Quero as trevas deixar

Quero a luz alcançar

Pela mão, vem guiar-me Senhor”.

Foram quatro milagres sobrenaturais, mostrando-nos o grande e infalível poder de Jesus. 

Muitos há que fazem uma interrogação, a mesma que os discípulos de Jesus fizera entre si quando ele apaziguou a tempestade:

Mas quem é este? 

“Quem é este, que até aos ventos e à água manda, e lhe obedecem?” Lucas 8:25

A resposta correta para esta pergunta é a única solução para a questão dos milagres.

Jesus é Deus, enquanto estava na terra, possuía duas naturezas amalgamadas entre si, natureza humana e a divina, portanto o poder de Deus estava sobre ele: 

O poder divinal sobre toda sua criação, o vento e o mar, sobre os demônios, o exército das hostes celestiais da maldade, sobre as enfermidades que atacam os homens e mulheres e sobre a morte. 

Vimos então a vitória de Jesus sobre os humores da natureza, dos demônios, das enfermidades e sobre a morte.

“E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória.

Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?

Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.

Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo”. 1 Coríntios 15: 54-57

Jesus tem poder sobre tudo e todos que creem nele não há o que temer.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 12/02/2022

Referência Bibliográfica:

Beacon/CPAD- (1)

Craig S, Reener/VidaNova - (2)



Ministério Terreno de Jesus

As questões de João Batista na prisão e os elogios de Jesus Cristo a ele.

Mateus 11: 1-15

João o Batista foi preso por Herodes Antipas, a pedido de sua mulher Herodias, por ter sido repreendido por ele ao casar-se com Herodias, mulher de seu irmão, Filipe II, a prisão foi “em Maquerus, a leste do Mar Morto (Josefo Antig. xviii. 5.2.)”(1) Mo

“E aconteceu que, acabando Jesus de dar instruções aos seus doze discípulos, partiu dali a ensinar e a pregar nas cidades deles.

E João, ouvindo no cárcere falar dos feitos de Cristo, enviou dois dos seus discípulos,

A dizer-lhe: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?”. Mateus 11:1-3

Presume-se que Jesus ficou sozinho, pregava e ensinava nas cidades deles.

Na prisão, João Batista indagava a si próprio se Jesus era realmente o Messias que Isaias profetizara ou haveria um outro, porquanto na mente dos judeus ou na interpretação deles, o Messias seria um guerreiro que libertaria o povo da escravidão dos romanos.

Jesus carinhosamente responde-lhe:

“E Jesus, respondendo, disse-lhes: Ide, e anunciai a João as coisas que ouvis e vedes:

Os cegos veem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho”. Mateus 11: 4-5

Ao responder à pergunta de João, Jesus o faz ver que a profecia estava sendo cumprida por ele, a cura dos cegos, dos coxos, os mortos são ressuscitados e a pregação do evangelho é anunciado aos pobres. (Isaías 35: 4-6; 61:1)

Jesus autenticou, junto a João, sua credencial como o Messias.

“E bem-aventurado é aquele que não se escandalizar em mim”. Mateus 11: 6

Com sua resposta e mensagem a João, estimulou a fé dele, fê-lo lembrar e reconhecê-lo como o Messias prometido, tendo a confiança nele, sabendo que Jesus nunca o deixará no escândalo ou no opróbrio, quem o reconhece como o enviado de Deus ao mundo para resgatá-los à salvação e creem nele, serão bem-aventurados.

O Jesus passa a elogiar João Batista.

“E, partindo, eles, começou Jesus a dizer às turbas, a respeito de João: Que fostes ver no deserto? uma cana agitada pelo vento?

Sim, que fostes ver? um homem ricamente vestido? Os que trajam ricamente estão nas casas dos reis.

Mas, então que fostes ver? um profeta? Sim, vos digo eu, e muito mais do que profeta;

Porque é este de quem está escrito: Eis que diante da tua face envio o meu anjo que preparará diante de ti o teu caminho”. Mateus 11:7-10

João era conhecido por todas as pessoas daquelas cidades vizinhas e vinham de vários lugares arrependidos para serem batizados.

“Então ia ter com ele Jerusalém, e toda a Judéia, e toda a província adjacente ao Jordão;

E eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados”. Mateus 3: 5-6

Jesus pergunta aos seus ouvintes: “Que fostes ver no deserto? uma cana agitada pelo vento?”.

Eles conheciam a coragem de João Batista, não era, portanto, uma cana agitada pelo vento, inconstante ou que se curvava aos poderosos, mas uma fortaleza viva em Deus que a todos conclamava ao arrependimento e repreendia quem estava errado, isso causou-lhe a prisão por Herodes.

“Sim, que fostes ver? um homem ricamente vestido? Os que trajam ricamente estão nas casas dos reis”.

Sem dúvida, os que fazem a vontade de Deus na evangelização são humildes e despojados de qualquer vaidade.

“E este João tinha as suas vestes de pelos de camelo, e um cinto de couro em torno de seus lombos; e alimentava-se de gafanhotos e de mel silvestre”. Mateus 3:4

“Mas, então que fostes ver? um profeta? Sim, vos digo eu, e muito mais do que profeta;

Porque é este de quem está escrito: Eis que diante da tua face envio o meu anjo, que preparará diante de ti o teu caminho”. Mateus 11: 9-10

João era o precursor do Ministério terreno de Jesus, era a voz que clama no deserto, tinha coragem para falar aos poderosos, era ascético, humilde, mas poderoso junto a Deus, nisso Jesus lhe faz um excelente elogio.

“Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João o Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele”. Mateus 11:11

Há uma discussão entre os estudiosos sobre este versículo, não sabem a quem Jesus se refere como o menor, ou como o maior.

“O famoso pregador do século IV, Crisóstomo, interpretou aquele que é o menor como uma referência a Cristo. Muitos patriarcas da igreja o acompanharam nesta interpretação, como Erasmo e Lutero”.

Em épocas recentes, Cullman apoiou esta opinião, com base nos seus estudos dos Rolos do Mar Morto. Ele apresenta a sua opinião da seguinte forma: “O menor (ou seja, Jesus como o discípulo) é maior do que ele (ou seja, João Batista) no reino do céu”. (2)

Seguindo as opiniões dos eruditos, acreditamos que Jesus se refere a si mesmo como o menor, quando foi a João o Batista se batizar tornando-se seu discípulo, cumprindo a lei:

“Então veio Jesus da Galileia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele.

Mas João opunha-se-lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim?

Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele o permitiu”. Mateus 3:13-15

Jesus sendo maior no Reino dos Céus, quando revestido da essência divinal e após o batismo, o Senhor lhe diz: “este é o meu Filho amado”.

“E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele.

E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”. Mateus 3: 16-17

“E, desde os dias de João o Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele.

Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João.

E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir”. Mateus 11:12-14

O versículo doze é para muitos estudiosos bastante difícil, ficam em dúvida se a violência feita ao reino dos céus, é uma violência externa contra o reino, o que para eles desde o início do cristianismo e em sua expansão e até aos dias atuais acontece oposição, mas se estudarmos o versículo a luz do livro do Evangelho de Lucas, veremos que para se obter ou entrar no reino dos céus será somente pela força e coragem.

“A lei e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o reino de Deus, e todo o homem emprega força para entrar nele”. Lucas 16:16

João o Batista foi o último profeta do Velho Testamento e de acordo com Jesus era o Elias prometido.

“João foi o último profeta da dispensação do V.T. que

profetizou a vinda do Messias. Incluída entre essas profecias do V.T.

estava a vinda de Elias, para anunciar o grande Dia do Senhor (Ml. 4:5)” (3)

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. Mateus 11: 15

Uma advertência e um chamado para perscrutar com atenção as Escrituras Sagradas.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 19/02/2022

Referências Bibliográfica:

Dwight L. Moody/CPAD (1; 3)

Beacon/CPAD – (2)


Ministério de Terreno de Jesus

A discriminação dos judeus para com Jesus e João Batista.

Profecia contra as cidades de Corazim, Betsaida e Cafarnaum.

Mateus 11: 16-30

João enviou dois de seus discípulos perguntarem a Jesus se ele era o Messias ou viria outro, o Mestre respondeu a pergunta com convicção e autoridade, elogiou João Batista e após acrescentou uma pequena parábola de meninos que desejavam brincar, mas não havia entre eles um compartilhamento de interesses, dando entender a discriminação dos fariseus e saduceus relativo as atitudes de Jesus e de João Batista.

“Mas, a quem assemelharei esta geração? É semelhante aos meninos que se assentam nas praças, e clamam aos seus companheiros,

E dizem: Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamo-vos lamentações, e não chorastes.

Porquanto veio João, não comendo nem bebendo, e dizem: Tem demônio.

Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo dos publicanos e pecadores. Mas a sabedoria é justificada por seus filhos”. Mateus 11:16-19

Jesus ao citar essa parábola faz um paralelo das incoerências daquela geração, meninos inconstantes sem companheiros para brincar, mostrando o caráter discriminatório dos fariseus e saduceus para com aqueles que eles consideravam oponentes.

A João que tinha uma vida pura, era ascético, não dado a uma vida social, não comendo nem bebendo, eles diziam ter demônio.

Enquanto Jesus era social, reunia-se com publicanos e pecadores, bebia e comia com eles, diziam ser ele um comilão e beberrão. “Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo dos publicanos e pecadores”.

Os publicanos eram os cobradores de impostos, alguns eram judeus a serviço do governo romano, uma afronta aos judeus, consideravam-nos pecadores, por trair o seu povo a favor de Roma

“Mas a sabedoria é justificada por seus filhos”.

Porquanto a sabedoria justificava tanto Jesus quanto João, por suas atitudes e obras.

Jesus passa a repreender as cidades de Corazim e Betsaida, por ter nelas ocorrido grandes ações de milagres, prodígios e sinais, realizados por Jesus, enquanto os seus habitantes ficaram indiferentes a esses milagres, acharam-se superiores ao poder de Deus, não mudaram sua maneira de viver e em outras cidades as dos gentios, Tiro e Sidon, cidades da Fenícia, houvessem ocorridos os mesmos milagres, prodígios e sinais, eles se arrependeriam de seus pecados.

“Então começou ele a lançar em rosto às cidades onde se operou a maior parte dos seus prodígios o não se haverem arrependido, dizendo:

Ai de ti, Corazim! ai de ti, Betsaida! porque, se em Tiro e em Sidon fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza.

Por isso eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidon, no dia do juízo, do que para vós.

E tu, Cafarnaum, que te ergues até ao céu, serás abatida até ao inferno; porque, se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje.

Eu vos digo, porém, que haverá menos rigor para os de Sodoma, no dia do juízo, do que para ti”. Mateus 11: 20-24

A predição de Jesus ocorreu literalmente, Corazim não se tem conhecimento de sua localização e “Betsaida, (não Betsaida Julia), estava à margem leste do rio Jordão, perto do lugar onde ele desemboca no Lago da Galileia”. (1) b

Cafarnaum foi o lar de Jesus, onde aconteceu os maiores milagres e prodígios, mas seus moradores tornaram incrédulos, foi inteiramente destruída, aquela opulência, sobrou apenas ruínas.

Cafarnaum ficava na margem norte do Mar da Galileia, próxima de Betsaida e Corazim. Ao compará-la a Sodoma e Gomorra, cidades onde o pecado levou a sua destruição pelo fogo dos céus, quando Ló lá esteve, se houvessem para essas cidades as mesmas oportunidades de salvação que teve Cafarnaum, estariam de pé até hoje.

“Este parágrafo permanece como uma severa advertência a todos os que testemunham a presença e o poder de Cristo, manifestados nos seus dias, ao longo de todas as épocas. Aqueles que se recusam a se arrepender serão duplamente condenados, por rejeitarem a luz que lhes é ofertada”. (2)

Jesus fala-lhes sobre a sabedoria dada por Deus aos simples e não aos sábios, pois o conhecimento se fundamenta no temor do Senhor.

“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência”. Provérbios 9:10

“Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos.

Sim, ó Pai, porque assim te aprouve”. Mateus 11: 25-26

Na tradição judaica a sabedoria estava nas pessoas que eram verdadeiramente sábias e não sábios aos próprios olhos, nem nos que confiavam em seu próprio entendimento, mas aos simples, cuja sabedoria se fundamenta no temor do Senhor. Deus confunde a sabedoria dos “sábios”. 

“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência”. Provérbios 9:10

“Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes’. 1 Coríntios 1:27

“Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. Mateus 11:27

Jesus apresenta-se como o reservatório da providência de Deus, tudo foi entregue por Deus a ele e ele reserva-se o direito de dar a quem nele crer. Convida, portanto, todos os necessitados para virem a ele e terem o refrigério na sua alma.

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.

Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.

Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. Mateus 11:28-30

Tendo de Deus autoridade suprema, convida a todos em real necessidade de salvação, paz, consolo e alívio para a alma.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 25/02/2022

Referência Bibliográfica:

Beacons/CPAD – (1;2)


Ministério Terreno de Jesus.

A escolha dos doze Apóstolos.

O envio de dois a dois como missionários.

Mateus 9: 36-38; 10: 1-42; 11: 1; Marcos 6: 7-13; Lucas 9: 3-6

Jesus no início de seu Ministério constituiu o seu grupo de apoio, doze no seu total, deu o nome de Apóstolos, para organizá-lo passou em vigília orando ao Pai a busca de orientação nessa escolha.

Orações persistentes e vigílias nos momentos críticos eram uma constante no ministério de Jesus.

Com os prodígios, sinais, milagres, expulsões de demônios, a popularidade de Jesus crescia, as multidões passaram a segui-lo, os fariseus e saduceus com inveja fizeram uma oposição ferrenha a Jesus, desejando matá-lo.

Passaram a fazer conselho com seus inimigos para matá-lo, portanto era urgente escolher os seus discípulos mais próximos, aqueles que aprenderiam os seus ensinos e seguiriam-no em suas tarefas.

Para essa escolha era necessário a orientação de Deus.

“E, os fariseus, ficaram cheios de furor, e uns com os outros conferenciavam sobre o que fariam a Jesus.

E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus". Lucas 6: 11-12

Jesus desde o início de seu ministério terreno o fez em orações, antes das tentações, após o batismo de João e em todos os momentos de seu ministério.

Sempre orava em lugares onde estivesse a sós, pois ali estaria em maior contato com o Pai, sem interferência de qualquer pessoa.

“E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus.

E, quando já era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos:

Simão, ao qual também chamou Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu;

Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelote;

E Judas, irmão de Tiago, e Judas Iscariotes, que foi o traidor”. Lucas 6:12-16

Escolheu os seus discípulos e capacitou-os nos seus ensinos, nos seus mandamentos, para dar seguimento a sua missão evangelizadora, quando chegou o momento de praticarem o que aprenderam, Jesus os chamou e enviou dois a dois a busca das ovelhas perdidas de Israel, porém mostrou aos discípulos e a todos, em todo o tempo, um olhar, uma visão, diferenciada para com os problemas dos homens e mulheres na sociedade em que vivem.   

“E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.

E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor. 

 

Então, disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros. Rogai, pois, ao Senhor da seara, que mande ceifeiros para a sua seara". Mateus 9: 35-38

 

Demonstrou uma grande compaixão pelos homens e mulheres. Compaixão um sentimento que nasce no interior do coração, irradia-se em todo ser e transforma-se numa imperiosa necessidade de auxiliar os que mais precisam.

 

“E, chamando os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal”. Mateus 10:1

 

Chamou os doze Apóstolos para uma missão específica, antes os revestiu de poderes espirituais, para expulsarem os demônios, curarem as enfermidades e todos outros males.

 

“Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes:

 

O primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão;

 

Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Lebeu, apelidado Tadeu;

 

Simão, o Cananita, e Judas Iscariotes, aquele que o traiu.

 

Jesus enviou estes doze, e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho dos gentios, nem entrareis em cidade de samaritanos;

 

Mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel;

E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus”. Mateus10: 2-7

 

Mateus repete os nomes dos doze, interessante que os quatro primeiros, Pedro, André, Tiago e João, foram testemunhas dos maiores milagres de Jesus, sempre estiveram próximo do Mestre. Judas Iscariotes foi o que traiu Jesus com beijo.

 

Foram instruídos a não entrarem em casa dos gentios, nem dos samaritanos, isto porque o evangelho de Jesus, as boas novas, eram primeiramente destinadas ao povo judeu, pois o Messias foi prometido inicialmente ao judeu, com a aceitação deles, o evangelho seria destinado ao povo em geral.

 

A mensagem a ser pregada, a mesma que Jesus e João o batista iniciaram o seu ministério: “É chegado o Reino dos céus”.

 

Uma nova realidade de vida, àquela esperança da vinda do Messias chegou até eles, materializada em Jesus, o Messias prometido, essa era a mensagem para aquela época e também para os dias atuais, Jesus, o Rei dos reis, deve ser pregado em todo o tempo, pois é chegado o Reinos dos Céus.

 

“Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça daí”. Mateus 10: 8

 

Junto com a mensagem deveriam auxiliar os homens e mulheres em suas aflições, essas ações seriam feitas em orações, ou como informa o Apóstolo Tiago em sua epístola:

 

“Está alguém entre vós aflito? Ore. Está alguém contente? Cante louvores.

 

Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor;

 

E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados”. Tiago 5:13-15

 

“Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos,

 

Nem alforges para o caminho, nem duas túnicas, nem alparcas, nem bordões; porque digno é o operário do seu alimento”. Mateus 10: 9-10

 

As ordens de Jesus parecem-nos bastantes rigorosas, porém observando melhor, concluímos que a viagem seria curta, de pouca duração e urgente, o povo judeu era hospitaleiro, teriam comida e alojamento grátis, não precisavam se sobrecarregarem.

 

“E, em qualquer cidade ou aldeia em que entrardes, procurai saber quem nela seja digno, e hospedai-vos aí, até que vos retireis.

 

E, quando entrardes nalguma casa, saudai-a;

 

E, se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; mas, se não for digna, torne para vós a vossa paz.

 

E, se ninguém vos receber, nem escutar as vossas palavras, saindo daquela casa ou cidade, sacudi o pó dos vossos pés.

 

Em verdade vos digo que, no dia do juízo, haverá menos rigor para o país de Sodoma e Gomorra do que para aquela cidade” Mateus 10: 11-15

 

Precisavam ter cuidado na escolha onde se hospedariam em cada cidade, ficariam ali até terminar o que fariam. Quando chegassem a cidade, saudariam com a paz, rejeitados, deveriam, de acordo com a tradição, sacudir a poeira dos pés em sinal de que Deus os rejeitava por não aceitarem sua mensagem e haveria menos rigor para Sodoma e Gomorra do que para aquela cidade.

 

Estas são instruções que os Apóstolos deveriam se conduzir na e durante a evangelização que fariam, fez também advertências para o que aconteceria nos seus ministérios, veremos nas próximas mensagens.

 

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

 

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 12/03/2022

 

Referências Bibliográfica:

Consulta

Beacon/CPAD

Dight L. Moody/CPAD


Ministério Terreno de Jesus

Advertências aos doze Apóstolos, os cuidados e perseveranças no trabalho de evangelização.

Mateus 10: 16

“Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas” Mateus 10:16

Os Apóstolos são, por Jesus, alertados pelo que ocorreria durante o ministério de cada um, a dureza em que passarão, as perseguições, não só nesse início, quando em todo tempo em que estiverem evangelizando, a história é profícua em relatos do que passaram e continuam passando os evangelistas na missão dada por Jesus.

O Mestre pede-lhes que sejam cautelosos, prudentes, e sinceros ou inofensivos no trato com as pessoas.

"Sozinha, a prudência da serpente é mera astúcia, e a simplicidade da pomba pouco mais que fraqueza; mas combinadas, a prudência da serpente salvaria da exposição desnecessária ao perigo; a simplicidade da pomba, dos expedientes pecaminosos de escapar dele" (1)

“Acautelai-vos, porém, dos homens; porque eles vos entregarão aos sinédrios, e vos açoitarão nas suas sinagogas”. Mateus 10: 17

Jesus adverte os seus discípulos com o que aconteceria a eles durante a missão evangelista, em que sofreriam oposição, prisões e seriam açoitados.

Antes dos anos 70 dc, o sinédrio era composto por anciãos e, ou sacerdotes, as sinagogas era o local de assembleia pública e ministravam as punições aos condenados por ela com açoites, esses açoites eram feitos em tiras de couro, 40 açoites era o máximo permitido pela lei.

“Quarenta açoites lhe fará dar, não mais; para que, porventura, se lhe fizer dar mais açoites do que estes, teu irmão não fique envilecido aos teus olhos”. Deuteronômio 25:3

Provavelmente os discípulos ao ouvirem isso, ficaram triste, pois para eles um paradoxo, porquanto seriam portadores da salvação eterna, porém eles, os judeus, a quem era dirigida essa dádiva, recusariam, os prenderiam e os açoitariam nas suas sinagogas.

“E sereis até conduzidos à presença dos governadores, e dos reis, por causa de mim, para lhes servir de testemunho a eles, e aos gentios”. Mateus 10: 18

Jesus anteviu o que aconteceria aos seus Apóstolos, após sua morte seriam entregues aos governadores e reis, esta era administração dos romanos, governadores, os vassalos dos romanos, procônsul, procuradores e reis, dando entender que até os governadores do oriente e aos confins da terra, a perseguição seria universal, como presenciamos atualmente.

“Mas, quando vos entregarem, não vos dê cuidado como, ou o que haveis de falar, porque naquela mesma hora vos será ministrado o que haveis de dizer.

Porque não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós”. Mateus 10: 19-20

Com estas palavras encorajadoras reforçou que eles não estariam sozinhos em nenhum momento de seu ministério, o Espírito Santo pelejaria por eles, este é o auxílio de Deus que estará sempre ao lado de seus Apóstolos e missionários.

“E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai o filho; e os filhos se levantarão contra os pais, e os matarão.

E odiados de todos sereis por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo”. Mateus 10: 21-22

Um momento super doloroso nas palavras de Jesus o reconhecimento, por eles, da oposição de seus familiares contra aos que creem ou crerão em Jesus usando de violências tais que chegarão à morte, isso ocorre em muitas famílias mulçumanas.

“Em uma cultura (judaica) em que a lealdade familiar era essencial e a honra dos pais, suprema, é provável que tais palavras soassem particularmente severas”. (2)

Porém não deveriam, sujeitarem-se ao desespero, porque a providência de Deus estaria pronta e atenta a perseverança deles no ministério evangelístico e os levaria à salvação.

As oposições, agressões, prisões e todas as inúmeras adversidades sobreviriam a eles, porém deveriam estar firmes na missão a eles confiada por Deus, pois o galardão seria a salvação eterna, um bem sublime, poderoso, superior a tudo que poderiam sofrer sobre a terra.

“Quando, pois, vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel sem que venha o Filho do homem”. Mateus 10:23

Este versículo é de difícil interpretação, o início nem tanto, Jesus pede a eles que não enfrentem a perseguição, mas, se possível, fugir para um lugar mais apropriado para realizarem a pregação, porém o que traz uma certa dificuldade é a alusão sobre a vinda do Filho do Homem.

Extraíamos a citação nos comentários de Beacon: “Talvez a melhor interpretação possível seja a de Tasker: “Este versículo é muito difícil, só o encontramos no texto de Mateus e é melhor compreendido como uma referência à vinda do Filho do Homem em triunfo, imediatamente após a sua ressurreição, quando Ele apareceu aos apóstolos e os encarregou de fazer discípulos em todas as nações (28.18-20)”. (3)

Os ensinos de Jesus são para toda a vida, seguindo-os em sua inteireza e colocando-os em prática, não haverá nada que impeça a felicidade do homem e da mulher neste mundo mal.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 26/03/2022.

Referências Bibliográficas:

Comentários de:

Dwight L. Moody/CPAD - (1)

Craig S. Keener/NovaVida – (2)

Beacon/CPAD – (3)


Ministério Terreno de Jesus

O valor, a segurança, a garantia e o preço do discipulado.

Mateus 10: 24-33

Jesus em suas instruções aos doze discípulos, apresenta o valor dos discipulados, coloca-os em pé de igualdade a si próprio, dizendo-os, se perseguiram o chefe de família, quanto mais os seus domésticos, servos.

“Não é o discípulo mais do que o mestre, nem o servo mais do que o seu senhor.

Basta ao discípulo ser como seu mestre, e ao servo como seu senhor. Se chamaram Belzebu ao pai de família, quanto mais aos seus domésticos?” Mateus 10: 24-25

Belzebu, essa palavra encontra-se somente no Novo Testamento. Beacon cita Davies que diz: “Beelzebub, significava originalmente ‘senhor das moscas’. Mas nessa época significava Satanás, como

o senhor da casa dos demônios”. (1)

Moody diz: “(antes Belzebul ou Bezebul) era considerado o "príncipe

dos demônios" (Mt. 12:24; Lc. 11:15), ao que parece idêntico a Satanás. A verdadeira explicação é incerta, embora pareça estar

relacionado com "Baal-Zebube", deus de Ecrom (II Reis 1:16)”. (2)

Vimos nas palavras de Jesus o valor dos discípulos, são considerados iguais ao Mestre, se este foi perseguido pelos homens, quanto mais os seus discípulos, dá a eles uma segurança.

“Portanto, não os temais; porque nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se.

O que vos digo em trevas dizei-o em luz; e o que escutais ao ouvido pregai-o sobre os telhados.

E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo”. Mateus 10: 26-28

A garantia e a segurança dada por Jesus aos seus discípulos durante a missão evangelizadora, não temer os perseguidores, pois tudo que ocorre é do conhecimento de Deus e ao fim da jornada será revelado, a mensagem de vida e salvação deve ser pregada em tempo e fora de tempo e nos telhados, pois os telhados eram baixos e podia a mensagem ser ouvida por muitas pessoas, os ensinos de Jesus, os quais forem feitos em privado, eram liberados pelo Mestre, para serem ensinados a todos livremente, não havia segredos, tampouco impedimentos aos ouvintes em ouvi-las. 

Se por motivo à morte os rondasse, ou estivessem sujeitos a ela, não a temesse, pois os que matam o corpo, não têm permissão por Deus para matar a alma, porquanto corpo e alma são distintos, o corpo fator humano, carne, ser biológico, sujeito à morte.

A alma, espírito, fator divino, não sujeita à morte por situação externa, somente por ação divina.

Deviam temer, sim, a Deus, pois este tem soberania para levar ao inferno corpo e a alma.

A maioria dos estudiosos advogam que Jesus está falando de Deus e não de satanás, pois se devem temer a Deus e resistir a satanás.

“Não se vendem dois passarinhos por um ceitil? e nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai.

E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados.

Não temais, pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos.

Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus.

Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus”. Mateus 10: 29-33

O Mestre encoraja os seus discípulos, mostrando o valor de cada um deles para com Deus, porquanto os menores detalhes da vida não passam despercebidos por ele, os passarinhos eram os objetos menos valiosos da época.

“Um ceitil valia aproximadamente um centavo. Embora comercialmente cada pássaro valesse apenas meio centavo, nenhum deles cairia no chão sem o consentimento do Criador. Somente a eternidade pode explicar esse conceito de Deus. As mentes finitas são incapazes. E necessário um “salto de fé” para se crer em um Deus que, na verdade, é infinito em conhecimento e em poder”. (3)

Jesus sai dos pássaros e passa para um caso pessoal a eles, os seus próprios cabelos, estão todos contados, sendo, então, os discípulos mais valiosos que qualquer coisa diante do Pai, “mais valeis vós do que muitos passarinhos”.

Ao encorajar os seus discípulos, dando-lhes toda a assistência no decorrer da missão evangelizadora, pede fidelidade ao seu nome, não fugir da responsabilidade de evangelização, tampouco negá-lo diante dos homens e mulheres, pois aos fiéis haverá galardão até o fim, ele, Jesus, confessará a fidelidade de seus discípulos a Deus, porém se alguém o negar diante dos homens e mulheres, Jesus também os negará diante do Pai.

“Seja fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida”. Ap. 2: 10c

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 10/04/2022

Referência Bibliográficas:

Beacon/ CPAD-(1;3)

D.L.Moody/CPAD-(2)

Consulta ao Comentário de Craig S. Keener/Edt.VidaNova


Ministério Terreno de Jesus

O preço do discipulado

Mateus 10: 34-40 e 11:1

Nas palavras de Jesus aos doze Apóstolos e aos discípulos em geral, encontramos encorajamento, valores, garantias, seguranças e um preço a pagar, coragem, vigilâncias, sensibilidades e oposições sistemáticas dos homens e mulheres, também dos próprios familiares, mostrando-lhes que os seus ensinos e mandamentos não seriam bem recebidos pelos opostos, por esse motivo a paz não seria bem aceita e sim a espada para todos que cressem nele, em seus ensinos e fizessem-nos conhecidos, um paradoxo para muitos, pois a essência de Jesus é a paz.

“Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada”. Mateus 10:34

Um choque de realidade para quem ouviu e lê esse discurso, a paz que Jesus traz é interior, na alma, enquanto a espada é a oposição ao que ele prega, nem todos estão preparados para ouvir e lê o que ensina, pois muitas vezes vem de encontro ao que pratica e vivem em seu cotidiano.

“Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra;

E assim os inimigos do homem serão os seus familiares”. Mateus 10: 35-36

As palavras de Jesus soam proféticas, a realidade é notória em todos os tempos, os familiares são os maiores inimigos dos discípulos de Cristo, pois não aceitam que eles creem em Jesus, pratiquem seus ensinos e mandamentos.

“Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim”. Mateus 10:37

Nesse versículo encontramos uma contradição, as tradições judaicas e a própria Escrituras impõem uma condição aos familiares, amar e proteger os filhos e pais, porém Jesus pede-lhes uma exclusividade, amá-lo sobre todas as coisas, existe uma garantia incluída nessas palavras, se amarmos primeiramente o Mestre sobre todas as coisas, tudo nos será propício.

“E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.

Este é o primeiro e grande mandamento”. Mateus 22: 37-38

E disse mais:

“E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim”. Mateus 10:38

Naquela época era comum um condenado levar sua cruz, todos conheciam esse fato, Jesus ao dizer essa frase, mostra-lhes que a cruz eram as adversidades, sofrimentos e por vezes os levaria à morte.

O Apóstolo Paulo escreveu aos Filipenses: “para mim o viver é Cristo, e morrer é lucro”. Fil. 1: 21

 Há corinho muito significativo:

“Estou seguindo a Jesus Cristo,

Deste caminho não desisto,

Eu não desisto,

Para trás não volto, não volto mais”.

“Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á”. Mateus 10:39

Muitos acreditam que a concupiscência e o que o mundo oferece, é a essência da vida, dinheiro, corrupção, vícios e os prazeres mundanos, procuram até modificar as Escrituras para esconderem os seus pecados, porém ela mostra-lhes o grande erro que cometem e as suas consequências.

“Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre”. I João 2: 17 ( KJB)

“Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” Marcos 8:36 (NVI)

“Não é tolo aquele que perde o que não pode reter, para ganhar o que não pode perder". (Jim Elliot)

Jesus terminando suas recomendações aos seus Apóstolos diz:

“Quem vos recebe, a mim me recebe; e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou.

Quem recebe um profeta em qualidade de profeta, receberá galardão de profeta; e quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá galardão de justo.

E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão”. Mateus 10:40-42

A promessa do Mestre em estar vigilante aos afazeres de seus discípulos, oferecer aos que aceitam a mensagem, aproximação deles e todos que forem cordatos, receberão do Senhor um galardão.

“E aconteceu que, acabando Jesus de dar instruções aos seus doze discípulos, partiu dali a ensinar e a pregar nas cidades deles”. Mateus 11:1

O Mestre não perdia um momento sequer para levar seus ensinos, mensagens e pregar o evangelho do Reino.

“Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.

Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo”. João 9:4-5

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo o louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 24/04/2022


Ministério Terreno de Jesus

Rejeição a Jesus em Nazaré, sua cidade natal.

Mateus 13: 53-58 e Marcos 6: 1-6

“E, partindo dali, chegou à sua pátria, e os seus discípulos o seguiram.

E, chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga; e muitos, ouvindo-o, se admiravam, dizendo: De onde lhe vêm estas coisas? e que sabedoria é esta que lhe foi dada? e como se fazem tais maravilhas por suas mãos?” Marcos 6:1-2

Em duas ocasiões Jesus esteve em Nazaré sua cidade natal. E foi discriminado, rejeitado e expulso nas duas vezes.

A primeira no início de seu ministério, após ser tentado por satanás. Nessa ocasião relatou sua condição de representante de Deus aos homens, ao citar a passagem de Isaías:

“O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres.

Enviou-me a curar os quebrantados do coração, A pregar liberdade aos cativos,

E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do SENHOR”. Lucas 4: 18-19 e dizer-lhe: “Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos”. Lucas 4: 21b

Não aceitaram, discriminaram-no, fazendo acepção de pessoas em referência a sua condição de ser filho de uma família modesta, ter trabalhado na adolescência e juventude no ofício de carpinteiro, considerado por eles inadequado a um Rabi.

Jesus quando jovem, antes de seguir o Ministério messiânico, era carpinteiro e auxiliava seu pai.

“Jesus é chamado de "carpinteiro”.

No ano 6 d.C., início da infância de Jesus, Séforis, capital da Galileia na época era a cidade mais importante da região, havia sido destruída pelos romanos, e a reconstrução começou imediatamente. Havia, portanto, bastante demanda de carpinteiros (a maioria trabalhava com madeira) e de pedreiros em Nazaré, vilarejo a pouco mais de seis quilômetros das ruínas de Séforis”. (1)

O Mestre aos doze anos, ao discorrer com os doutores sobre a lei e não ter acompanhado os seus pais ao retornar para sua casa e após o encontrarem, seguiu-os e lhes foi sujeito, presume-se que auxiliava seu pai na carpintaria.

"E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava no seu coração todas estas coisas". Lucas 2: 51

 

E falavam: como ele poderia ter tanta sabedoria e autoridade?

Lucas responde: “E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens". Lucas 2: 52

Escandalizaram-se dele, não lhe deram ouvidos, nem houve milagres naquela cidade, endureceram o coração.

Em sua segunda viagem a Nazaré deu-se a mesma manifestação da primeira, não aprenderam.

"E, chegando à sua pátria, ensinava-os na sinagoga deles, de sorte que se maravilhavam, e diziam: De onde veio a este a sabedoria, e estas maravilhas?

 

Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas?

 

E não estão entre nós todas as suas irmãs? De onde lhe veio, pois, tudo isto? E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse:

 

Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa.

 

E não fez ali muitas maravilhas, por causa da incredulidade deles". Mateus 13: 54-58

 

Há algumas vertentes de opiniões em relação aos familiares de Jesus entre os estudiosos e doutrinas das Igrejas Católicas, Ortodoxas e Evangélicas a respeito:

 

“A menção dos irmãos e irmãs de Jesus levanta, imediatamente, a questão da perpétua virgindade de Maria, sua mãe - um dogma da igreja católica romana que não

encontra respaldo nas Escrituras.

 

No século IV, Helvídio (380 d.C.) afirmou que eles eram filhos de José e Maria. Essa é a opinião mais natural, especialmente devido ao fato de os nomes de seus irmãos terem sido mencionados aqui.

 

Essa opinião é provavelmente apoiada pela maioria dos protestantes e evangélicos.

 

Epifânio (382 d.C.) afirmou que eles eram meio-irmão de Jesus, filhos de um casamento anterior de José.

 

O fato de o nome de José não ser mais mencionado depois que Jesus iniciou o seu ministério público, levou à conclusão de que ele devia ser um homem de certa idade, e que já havia morrido.

 

Essa é a opinião oficial da Igreja Ortodoxa Grega e tem o apoio de um número considerável de protestantes e anglicanos.

 

Jerônimo (383 d.C.) deu um passo adiante. Ele considerou os “irmãos” como “primos”. Essa interpretação foi finalmente adotada pela igreja católica romana. Ela faz parte da sublimação e da adoração da “Virgem Santíssima”, agora fortalecida pelos dogmas oficiais romanos da sua Imaculada Conceição e da Assunção de seu corpo”. (2)

 

Jesus muito se admirou da incredulidade deles.

“E disse: Em verdade vos digo que nenhum profeta é bem recebido na sua pátria”. Lucas. 4: 24 

Na sua primeira viagem, comparou a incredulidade deles com os homens e mulheres do passado, na época do profeta Elias por sua ida a Sarepta de Sidom, terra de gentios, enviado por Deus, para saciar a fome de uma viúva.

Havia fome e seca em toda a terra, porém Deus viu numa mulher gentia a fé que não encontraria entre os judeus, pois ela saciaria a fome do profeta, em detrimento dela própria e de seu filho, porquanto nada possuíam, além daquilo que era para ela e sua filho.

“Em verdade vos digo que muitas viúvas existiam em Israel nos dias de Elias, quando o céu se cerrou por três anos e seis meses, de sorte que em toda a terra houve grande fome;

E a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a Sarepta de Sidom, a uma mulher viúva”. Lucas 4: 25-26

Pois Deus sabia que o povo israelita rejeitaria o profeta.

E por confiar em Deus que ele lhe daria seu sustento, ela, a viúva de Sarepta, alimentou o profeta com a ultima alimentação dela, foi, então, suprida em todas as suas necessidades por Deus, enquanto houve seca, nada lhe faltou. 

 

Citou, também, Naamã, capitão do exército do rei da Síria, porém leproso.

 

“E muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro”. Lucas 4:27

 

Este ao saber que o profeta Eliseu o curaria, procurou-o. Eliseu deu-lhe ordens para banhar-se sete vezes no rio Jordão, ele ficou indignado pela simplicidade da tarefa.

 

Mas ao ouvir o conselho de seus servos, foi e banhou-se no rio Jordão, a lepra o deixou. 

 

A viúva e Naamã eram gentios, não judeus, creram em Deus e ele resolveu suas necessidades. 

 

“E disse: Em verdade vos digo que nenhum profeta é bem recebido na sua pátria”. Lucas. 4: 24

 

A rejeição a Jesus ocorreu e ocorre em todas as épocas, no passado e no presente.

Porquanto aceitá-lo, para alguns, é um ato difícil de ser feito, pois requer um esvaziamento total de si próprio, o orgulho, o amor-próprio, humilhar-se ante o invisível é algo impensável para muitos.

O que parece ser para muitos um ato simples crer em Jesus, para outros bastante difícil, deve-se ter humildade, fé, o que ocorreu com Naamã, ele indignou-se por ser algo simples o banhar-se no rio Jordão, esperava algo grandioso ou fazê-lo nos rios de Damasco, considerava-os melhores que os de Israel, via a tarefa como algo banal e não condizente com sua posição social, porém teve humildade e banhou-se no rio Jordão, foi curado. A viúva de Sarepta teve fé no imponderável, creu que Deus de alguma forma resolveria o seu problema.

Para que alguma coisa aconteça na vida dos homens é preciso fé. Faltou aos homens de Nazaré humildade em reconhecer Jesus como portador da mensagem de Deus e fé no seu poder de fazer milagres, fecharam-se na sua altivez, no seu orgulho e rejeitaram Jesus por ter sido jovem simples, vindo de uma família humilde.

“Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele”. Marcos 6: 3

Quantos há que rejeitam Jesus por motivo de sua posição social, de sua cultura, desprezam as mensagens ditas por pessoas humildes, fecham-se na arrogância, discriminam, não desejam ouvir as palavras do Mestre.

Mas Jesus aceita todos os que creem em seu nome, seja rico, pobre, todos.

“Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.

Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome”. João 1: 11-12 

“Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”. João 3: 36

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo o louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 22/05/2022.

Referência Bibliográficas

Craig S. Keener/Edt VidaNova (1)

Beacon/CPAD (2)

Sugestão de leitura:

Bíblias: ARA, ACF, NVI, King James;

Comentários:

Mathew Henry/CPAD

Dwiht Lymon Moody/CPAD.


Ministério Terreno de Jesus Cristo

A multiplicação dos pães.

O relato desse milagre encontramos nos quatros evangelhos.

Mateus 14: 13-21; Marcos 6: 30-44; Lucas 9: 10-17; João 6: 1-15

O poder sobrenatural de Jesus sobre a natureza humana a fome física e a espiritual, um poder extraordinário.

Jesus soube, através dos discípulos de João Batista, a morte dele por Herodes Atipas, Jesus teve consciência dos riscos que corria se caísse nas mãos de Herodes, pois ainda não era chegado a hora de seu sacrifício, afastou-se com seus discípulos que haviam chegado de uma missão evangelizadora ordenada por ele, eram os setenta, estavam cansados, ele os convidou, para irem a um lugar deserto e a sós, para orarem a Deus, esperar nele e ver o que fazer, refazendo suas forças e assim continuarem a missão proposta para a salvação da humanidade.

 

"E ele disse-lhes: Vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco.

 

Porque havia muitos que iam e vinham, e não tinham tempo para comer. E foram sós num barco para um lugar deserto". Marcos 6: 31-32

 

Quantos há que precisam desse momento de refrigério, são lutas, adversidades, obstáculos, críticas, por vezes infundadas, necessitam se refugiarem em Cristo, em orações, férias, por isso Deus deu a todos o descanso semanal e na lei dos homens, as férias anuais, para refazerem suas forças.

 

Jesus, em todos os momentos difíceis no seu ministério, procurou um refúgio a sós ou com os seus discípulos para orarem e refazerem as forças.   

 

"E a multidão viu-os partir, e muitos o conheceram; e correram para lá, a pé, de todas as cidades, e ali chegaram primeiro do que eles, e aproximavam-se dele.

 

E Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas". Marcos 6: 33-34

 

A distância percorrida pela multidão, de acordo com Beacon, a pé 13km, enquanto os discípulos no barco a remo 10km.

 

Os ensinos de Jesus, pelos comentários dos evangelistas, deveriam se estender por longas horas durante o dia.

 

No Seminário, onde estudava, o professor de hermenêutica chamou-nos a atenção sobre o tempo que levávamos na exposição da Palavra de Deus no púlpito, disse-nos que em Igreja no centro das cidades a oratória deveria ser curta, concisa, porquanto os ouvintes tinham muitos afazeres e pouco tempo para ouvi-la, enquanto em cidades pequenas, afastadas do centro urbano ou rural, onde, em algum lugares, os ouvintes percorriam extensas estradas de terra, por vezes a pé ou a cavalo, charretes, ávidos em ouvir as mensagens, estas deveriam ser longas, para compensarem os esforços despendidos por eles, para ouvi-la.

 

"E, sendo chegada a tarde, os seus discípulos aproximaram-se dele, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já avançada; despede a multidão, para que vão pelas aldeias, e comprem comida para si". Mateus 14: 15

 

Havia uma multidão desejosa de ouvir o Mestre, porém sem alimentar-se, estavam antes ouvindo Jesus com a fome espiritual, mas após os ensinos sentiram a fome física.

 

Diante de todos os milagres e prodígios feitos por Jesus, os seus discípulos, e até atualmente, não possuem uma visão da magnitude do poder do Mestre.

 

Jesus apresenta-lhes uma tarefa de grande impacto psicológico e espiritual, para aferir se a fé que tinham era verdadeira.

Haja vista que no Velho Testamento encontramos Moisés, através do Espírito Santo, alimentando o povo de Israel pelo deserto com o Maná e também os realizados pelos profetas, exemplo: o Profeta Eliseu e Elias.

“Jesus, porém, lhes disse: Não é mister que vão; dai-lhes vós de comer”. Mateus 14: 16

Os discípulos ficaram perplexos com a ordem de Jesus, não havia motivos para a surpresa, pois haviam assistido vários milagres que atestavam a sua divindade, era para conhecerem a real potencialidade do Mestre de realizar o que ordenara.

Mas diante da multidão e com parcos recursos, sentiram-se impotentes.

Diante de grandes missões, dadas por Deus, é que se veem os verdadeiros heróis da fé.

Conta-se que Dwiht Lyman Moody, o pregador do evangelho e um dos heróis da fé, nada pedia aos homens, somente ao Senhor Deus e foi vitorioso em tudo. 

“Filipe respondeu-lhe: Duzentos dinheiros de pão não lhes bastarão, para que cada um deles tome um pouco.

E um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe: Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos?” João 6: 7-9

Na adversidade e na incapacidade do homem e da mulher resolverem os seus problemas, é que se vê a mão de Deus operar.

Observa-se os poucos recursos e a quantidade de pães e de peixes, insuficientes para alimentar aquela multidão.

Podemos volver nossos olhos para Moisés e o povo israelense quando saiu do Egito sem nada levar para sua sobrevivência, Deus os alimentou com o maná e deu-lhes água para beber em toda a peregrinação, quarenta anos num deserto.

“E disse Jesus: Mandai assentar os homens. E havia muita relva naquele lugar. Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil.

E Jesus tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos discípulos, e os discípulos pelos que estavam assentados; e igualmente também dos peixes, quanto eles queriam”. João 6:10,11

A fé e o amor ao próximo não é quando oferecemos o que nos sobeja, mas sim quando nos fará falta e ao ofertarmos sem o retorno a nós mesmo.

Foi assim com a viúva de Sarepta ao alimentar o profeta Elias, nada possuía e o que tinha, era a última coisa que teria para alimentar-se. (I Reis 17:11-15)

 

Jesus ordenou aos discípulos que fizessem sentar os homens, organizou-os em grupos, para receberem sem tumulto o seu alimento.

Eram aproximadamente cinco mil homens, somando as crianças, mulheres e idosos, se levarmos em conta a média de cinco pessoas por família, pode-se chegar a vinte e cinco mil, sem exagero, o total da multidão, não é o total um absurdo, pois pelo relato do Apóstolo João era época próxima a Páscoa, em que a afluência de pessoa àquele local tornava-se muito grande e o testemunho sobre o poder de Jesus em curar, expulsar demônios fazia com que muitos o seguisse.

Ele abençoou os pães e peixes, entregou aos seus discípulos e estes aos homens representantes de cada grupo. Sobrando, após terem-se saciados, doze cestos. Foram todos bem alimentados.

"E a graça de nosso Senhor superabundou com a fé e amor que há em Jesus Cristo". I Timóteo 1: 14

 

Alimentou uma multidão com quantidade insuficiente de pães e peixes. Foram saciados na fome carnal, também na fome espiritual através de seus ensinos, de sua vida, ministério, sofrimentos, amor, misericórdias e compaixão. 

Na atualidade muitos procuram Jesus para satisfazer o seu desejo carnal, curar-se, ser próspero, viver com abundância, esquecem-se da finalidade precípua do reino de Cristo a essência espiritual, ser próspero espiritualmente, pode-se viver com o mínimo para a sobrevivência carnal, mas abundante no espírito.

“Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus”. Efésios 2: 7

Temos diante de nós a magnitude do poder de Jesus em operar em tudo. Curou as enfermidades e deficiências impossíveis de serem solucionadas pela medicina ou pela ciência, acalmou o mar, os ventos e alimentou uma multidão, não uma vez, mas duas. Um poder extraordinário de Jesus, o poder divino sobre tudo e sobre todos.

Jesus deseja apenas que se creia nele, no seu amor, compaixão e misericórdia e arrependendo-se de seus pecados, confessando-os a eles, tendo fé e confiança que ele irá por sua graça, modificar todo o teu ser e dar-te uma nova condição de vida.

E assim tereis a vida eterna nele em gozo perene nos céus.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele o poder, honra e glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 05/06/2022

Sugestão de leitura:

Bíblias: ARA; ACF, NVI e King James

Comentários Bíblicos:

Mathew Henry/CPAD;

Beacon/CPAD;

Dwight Lyman Moody/CPAD;

Craig S. Keener/EdtVida


Ministério Terreno de Jesus Cristo.

Jesus andando sobre as águas do mar.

Mateus 14: 22-36; Marcos 6: 45-56; João 6: 14-24

 

Após a realização do grande milagre de Jesus, a multiplicação dos pães, a multidão saciada em sua fome física e maravilhada com o acontecimento, recolheu o que sobrou em doze cestos, reconheceu, mesmo erroneamente, Jesus como o Messias prometido, não o verdadeiro e real significado do Messias do reino dos céus, divino, mas do Messias terreno, guerreiro, à semelhança de Moisés e Davi, como pensavam que os resgataria das mãos dos romanos. 

 

Jesus ao vir que eles o fariam rei e sentindo que haveria uma explosão de revolta pela multidão contra os romanos, colocando seus discípulos, sua missão resgatadora e reconciliadora da humanidade com Deus, em risco, obrigou seus discípulos, a entrarem num barco e apressadamente fossem para outra margem bem distante daquele lugar, a Betsaida e não foi com eles, mas ficou sozinho, foi orar. 

 

"Vendo, pois, aqueles homens o milagre que Jesus tinha feito, diziam: Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo.

 

Sabendo, pois, Jesus que haviam de vir arrebatá-lo, para o fazerem rei, tornou a retirar-se, ele só, para o monte". João 6: 14-15

 

"E logo obrigou os seus discípulos a subir para o barco, e passar adiante, para o outro lado, a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão.

 

E, tendo-os despedido, foi ao monte a orar". Marcos 6: 45-46

 

A missão terrena de Jesus foi implantar o Reino de Deus na terra, não um reino temporal, mas espiritual, eterno.

 

Ao desejarem lhe fazer rei, o afastaria inteiramente de sua missão messiânica e essa era a segunda oportunidade que satanás se apresentava, para tirá-lo da proposta de Deus, resgatar a humanidade e livrá-la do pecado.

 

Em todo o momento crucial que Jesus enfrentava, afasta-se a procura da presença de Deus, o Pai, em oração, nisso se vê a natureza humana de Cristo ao procurar força no Pai para vencer as tentações e os obstáculos. Mostra-nos a necessidade de se ficar a sós com Deus em orações, ter um lugar reservado, onde possa apresentar a Deus as súplicas, os agradecimentos, os pedindos e louvando o seu nome em espírito, assim cresceremos espiritualmente, na fé, na dependência em cristo e na obediência aos seus mandamentos.

 

Os discípulos obedeceram prontamente a ordem de Jesus, embarcaram no barco e seguiram à  Betsaida.

 

Estavam só, o Mestre não fora com eles, via-os do monte, observava-os em suas lutas contra as adversidades do mar, ondas e o vento.

 

O amigo não se afasta, pode-se ficar distante, mas está no espírito ou em espírito, observando o amigo em tudo que precisa.

 

Por vezes, pensa-se, alguns, que Jesus não esteja próximo as suas lutas, adversidades, obstáculos tais e difíceis e não os vê, tem-se observado várias manifestações a esse respeito, mostrando o desânimo, desespero, pânico, sentimento de abandono da alma sofrida, sentindo-se só sem o Mestre, porém Jesus, mesmo a pessoa não o sentindo ao seu lado, ele está ao lado de cada um dos creem nele e vê as suas dificuldades em vencer os obstáculos, porém deixa-os remar contra os ventos e as ondas, as adversidades e obstáculos, para fortalecimento na fé, na paciência, na longanimidade e na esperança e saberem que ele irá, a seu tempo, dar solução ao problema e no momento mais propício ele socorre o aflito.

 

O Mestre lá do monte vê seus discípulos remando, lutando contra o vento e as ondas do mar, haviam remado vinte e cinco a trinta estádios, equivalente a cinco ou seis quilômetros. Beacon informa que “em sua extremidade norte, onde eles estavam, o Lago da Galileia tem cerca de onze quilômetros de largura”. Conta um fato que aconteceu com ele: “O Lago da Galileia é famoso por suas repentinas e terríveis tempestades. O escritor deste livro nunca se esqueceu da tempestade que enfrentou nesse mesmo lago em 1953. Parecia que o barco de pesca iria certamente afundar cada vez que despencava em uma profunda depressão que se formava entre ondas gigantescas. Porém, rangendo, gemendo, tremendo todo, ele conseguiu atravessar as ondas sucessivas, enquanto torrentes de água inundavam a proa.

O potente motor desse moderno barco de pesca fazia com que ele continuasse a navegar para frente”.

 Imaginamos, então, os discípulos enfrentando essa tormenta com seus frágeis remos, eu, por vezes, tenho o hábito de remar meu caiaque pelas lagoas de Araruama e Saquarema e vez enquanto sofro para vencer a correnteza e os ventos em proporção muito inferior a uma borrasca enfrentada no lago da Galileia.

 

"E o barco estava já no meio do mar, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário". Mateus 14: 24

 

E o mar se levantou, porque um grande vento assoprava.

 

E, tendo navegado uns vinte e cinco ou trinta estádios, viram a Jesus, andando sobre o mar e aproximando-se do barco; e temeram. João 6: 18-19

 

Jesus no monte vê seus discípulos em dificuldades no meio do mar e vai ao encontro deles, mas como ir, se estava só, porém ele possuía duas naturezas amalgamadas entre si, a natureza humana e a divina, foi, portanto, andando sobre as ondas do mar.

 

Vê-se, então, outra vez o seu grande poder sobre as forças da natureza, o vento e o mar, criadas por ele.

 

"Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez". João 1: 3

 

Os discípulos ao vê-lo, tomaram-se de pavor, acreditando fosse ele um fantasma.

 

"Mas, quando eles o viram andar sobre o mar, cuidaram fosse um fantasma, e deram grandes gritos.

 

Porque todos o viam, e perturbaram-se; mas logo falou com eles, e disse-lhes: Tende bom ânimo; sou eu, não temais". Marcos 6: 49-50

 

O medo não é inerente ao homem, ele é imposto por situações, histórias ou crendices.

 

Diante do medo deles, Jesus apresenta-se como Eu sou, o Deus eterno, superior a tudo e a todos, o Deus todo poderoso. "Disse-lhes: Tende bom ânimo; sou eu, não temais".

 

Os discípulos a ouvirem a voz do Mestre, do amigo, sentiram-se seguros. As ovelhas ao ouvir a voz do pastor, sentem-se seguras.

 

"Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido"

 

As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem". João 10: 14 e 27

 

O grande contraste ocorre no pedido de Pedro para ir ao encontro de Jesus sobre as águas e ele o deixa. Pedro natureza humana, medo, Jesus natureza divina, poder.

 

"E respondeu-lhe Pedro, e disse: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas.

 

E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus". Mateus 14: 28-29

 

O afoito Apóstolo deixou com seu exemplo alguns ensinamentos, primeiro manter-se com os olhos em Cristo, segundo não tentar o Mestre.

 

Enquanto Pedro, ao caminhar olhava para Jesus, ia ao seu encontro, quando tirou o olhar em Jesus, olhando para as ondas, o vento, as adversidades, começou a afogar-se, fez como o náufrago, invés de olhar para a boia de salvação, olha para as ondas, perdendo a boia.

 

Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se àl destra do trono de Deus”. Hebreus. 12: 2

 

Jesus apresenta-se aos seus discípulos com o verdadeiro significado de sua natureza, a natureza divina.

 

Jesus, porém, lhes falou logo, dizendo: Tende bom ânimo, sou eu, não temais”. Mateus 14: 27

 

Pedro sentiu que sem Jesus não poderia vencer as suas incertezas, o medo e ao tirar o foco em Jesus, foi ao fundo, clamou por salvação, o Mestre estende a sua mão, o salva e lhe diz: “Homem de pouca fé, por que duvidaste?” Mateus 14: 31

 

Por que o temor, o medo, a angústia, a ansiedade, a dúvida e o pânico?

 

Jesus, o amigo que satisfaz, está sempre e em todos os momentos da vida, ao lado de todo aquele que crê e faz a sua vontade.

 

Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando”. João 15: 14

 

Lembrando sempre de Jesus, em todas as dificuldades, como um grande amigo, ele estenderá sua mão para socorrer a todos.

 

Creia no Senhor Jesus e serás salvo da ira futura.

 

Louvado seja o Senhor Deus. A ele toda a honra, glória e louvor

 

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 26/06/2022



Ministério Terreno de Jesus Cristo

Jesus o Pão da Vida o material e o espiritual.

João 6: 25-48

Jesus embarca no barco em que estavam seus discípulos, após vir até eles andando sobre as ondas do mar e socorrendo o Apóstolo Pedro, quando este estava se afogando por culpa de sua pobre fé, dirigem-se para Cafarnaum.

A multidão que fora saciada com a multiplicação dos pães, depois de procurá-lo por todo a parte, não viram o Mestre entrar no barco, foram a busca dele em Cafarnaum.

“Vendo, pois, a multidão que Jesus não estava ali nem os seus discípulos, entraram eles também nos barcos, e foram a Cafarnaum, em busca de Jesus.

E, achando-o no outro lado do mar, disseram-lhe: Rabi, quando chegaste aqui?” João 6: 24-25

Ficaram surpresos, pois não o viram no barco com os discípulos.

Jesus conhecendo o coração deles e o intuito da pergunta, respondeu-lhes diretamente:

“Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes.

Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou”. João 6: 26-27 

Há no homem uma dificuldade em separar o material do espiritual, não consegue discernir o que é realmente o material, terreno, do espiritual, dos céus, porquanto o material é visto e é tátil, enquanto o espiritual não se vê.

Assim os homens e mulheres são condicionados a pensar só no bem-estar de si próprio, na cura das enfermidades, o livramento dos sofrimentos da alma, a prosperidade nos bens terrenos, um bom emprego, um belo carro, casa própria, esquecendo-se da realidade espiritual do evangelho de Cristo, vão a busca daquilo que os satisfazem fisicamente e é efêmero, passageiro, 

Jesus sempre lhes mostrou o real significado de seu Reino, o espiritual, no Sermão do Monte, o cumprimento  da lei dava-se inicialmente no coração, ela é espiritual, o relacionamento entre os homens e mulheres é feito primeiramente na alma,, no espírito, os seus milagres, sinais e prodígios, levava-os a crê em um Deus espiritual, porém na visão deles, em decorrência da interpretação dos escribas e fariseus da lei mosaica, mostrava-lhes o significado do Messias como o restaurador do reino judaico à semelhança do rei Davi, um reino humano, terrestre.

Enquanto no coração do homem e da mulher não houver uma predisposição espiritual em crer em Jesus, não haverá esse discernimento espiritual.

“Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.

Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido”. I Coríntios 2:14,15

O homem e a mulher natural não compreendem o que Jesus está a dizer-lhes sobre a busca do alimento espiritual, prende-se as coisas terrenas e temporais, por isso perguntam a Jesus como realizar as obras do agrado de Deus. 

“Que faremos para executarmos as obras de Deus?” João 6: 28

A lei sujeitava o homem às obras e acreditavam que por meio delas eram expiados os seus pecados.

O Apóstolo Paulo cita em Gálatas a justificação pela fé.

“Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada”. Gal. 2: 16 

Eles, então, perguntam ao Mestre: como realizar as obras do agrado de Deus?

Jesus respondeu-lhes que para realizar a obra de Deus é crê nele, o seu Filho amado e serão salvos.

“A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou”. João 6: 29

Crer em Jesus é um processo, uma dádiva dada por Deus, através de sua graça, de seu amor para que o homem e a mulher tenham acesso a seu Reino eterno e será feito somente pela fé em Cristo.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.

Não vem das obras, para que ninguém se glorie”. Efésios 2:8,9

Eles, os judeus, em sua visão temporal, perguntam ao Mestre, qual o sinal ele mostraria de seu poder divino, para que eles pudessem crer nele, porque Moisés havia dado a eles o maná dos céus.

Para eles quem alimentou o povo no deserto fora Moisés durante a peregrinação, uma perspectiva terrena, não um conceito espiritual de que Deus os alimentara e sustentara-os até a entrada em Canaã.

“Disseram-lhe, pois: Que sinal, pois, fazes tu, para que o vejamos, e creiamos em ti?  Que operas tu?

Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Deu-lhes a comer o pão do céu.

Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu.

Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.

Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão.

E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede.

Mas já vos disse que também vós me vistes, e contudo não credes”. João 6:31-36

Jesus retruca dizendo-lhes que o maná não foi Moisés que lhes deu, mas Deus deu a eles para que vivessem durante a peregrinação e esse maná não era eterno e sim a sombra do eterno que ele lhes daria, se cressem, o maná eterno, ele próprio, Jesus, o Pão da vida.

“Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.

Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou”. João 6: 37-38

Afirma a sua divindade e dá a verdadeira significação do seu ministério espiritual, dizendo-lhes ter vindo do Pai, dos céus, para resgatar os homens e mulheres à salvação e todos que a ele chegar, através do Espírito Santo, de modo nenhum serão lançados fora do seu Reino.

O pão é o alimento universal por excelência, desde os primórdios dos tempos os homens e mulheres alimentam-se dele.

Jesus foi prometido aos homens e mulheres por Deus antes da criação do mundo para a salvação de todos que o procurem em humilde e sincera conversão espiritual crendo nele, arrependendo-se de seus pecados e confessando-os a Deus, Jesus o pão da vida, alimenta a alma de todos, porém a vista do homem carnal é difícil crer no magnificente milagre da encarnação de Deus, tomar a forma humana, viver como humano, morrer, ser sepultado e ressurgir.

“Murmuravam, pois, dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu.

E diziam: Não é este Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe nós conhecemos? Como, pois, diz ele: Desci do céu?

Respondeu, pois, Jesus, e disse-lhes: Não murmureis entre vós.

Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.

Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim.

Não que alguém visse ao Pai, a não ser aquele que é de Deus; este tem visto ao Pai.

Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna.

Eu sou o pão da vida”. João 6:41-48

Jesus o Pão da Vida.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo o louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 10/07/2022


Ministério Terreno de Jesus Cristo

A apropriação espiritual de Jesus Cristo pelos homens e mulheres.

Jesus o pão da vida, comer sua carne e beber seu sangue.

João 6: 49-71

Depois de Jesus Cristo ter dito aos judeus e aos seus discípulos sobre quem deu o maná no deserto aos israelitas fora Deus e não Moisés, pois eles haviam dito que Moisés dera o maná no deserto, Jesus não somente refutou essa ideia, como disse ser o maná do deserto, o antigo e temporário, enquanto o novo maná, o pão dos céus, é eterno e dá a vida aos homens e mulheres eternamente.

“Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Deu-lhes a comer o pão do céu.

Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu.

Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. João 6:31-33

Os judeus em sua mente finita e focada somente nos problemas terrenos, sem um discernimento espiritual, não acreditam na divindade de Cristo, mesmo vendo os seus extraordinários prodígios e milagres, preocupam-se nas origens de Jesus desacreditando-o em suas palavras.

“Murmuravam, pois, dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu.

E diziam: Não é este Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe nós conhecemos? Como, pois, diz ele: Desci do céu?” João 6: 41-42

Jesus diz a eles que somente pelo discernimento do Espírito Santo pode-se chegar ao conhecimento das verdades espirituais.  

“Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim.

Não que alguém visse ao Pai, a não ser aquele que é de Deus; este tem visto ao Pai.

Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna.

Eu sou o pão da vida”. João 6: 44-48

Parece-nos citar Isaias 54: 13 “E todos os teus filhos serão ensinados pelo Senhor; e a paz de teus filhos será abundante”. (NVI)

“Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”. 1 Coríntios 2:14 (ACF)

“Quem não tem o Espírito não aceita as coisas que vêm do Espírito de Deus, pois lhe são loucura; e não é capaz de entendê-las, porque elas são discernidas espiritualmente”. 1 Coríntios 2:14 (NVI)

“Vossos pais comeram o maná no deserto, e morreram.

 Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra.

Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo.

Disputavam, pois, os judeus entre si, dizendo: Como nos pode dar este a sua carne a comer?” João 6: 49-52

Jesus paulatinamente conduz sua narrativa a cruz, para que eles possam compreender o seu verdadeiro ministério terreno, a sua natureza humana cravada na cruz para a salvação do mundo.

“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.

Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida.

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.

Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim.

Este é o pão que desceu do céu; não é o caso de vossos pais, que comeram o maná e morreram; quem comer este pão viverá para sempre”. João 6: 53-58

Jesus chega ao clímax de sua mensagem, mostrando-lhes a sua real missão, o sacrifício na cruz, para alguns comentaristas não há referência a ceia do Senhor, mas uma real apropriação de Jesus pela humanidade ao crer nele, ser inteiramente dele, faz, portanto, uma citação a Trindade divina, com um conceito mais amplo, incluindo nela os homens e as mulheres como participantes de Cristo em todo o tempo até a eternidade:

“Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim”. Hebreus 3:14

“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim”. Vemos, então: Deus em Jesus, Jesus no Espírito Santo e nós participantes incorporado em Jesus.

A incredulidade cega o coração do homem e da mulher não permitindo continuar seguindo Jesus.

Craig S. Keener diz que: “Somente os que fossem sábios o bastante para continuar com Jesus conseguiriam entender o sentido de seus ensinamentos”. Jesus, assim como muitos rabinos judaicos, ensinava por enigma, parábolas.

“Muitos, pois, dos seus discípulos, ouvindo isto, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir?

Sabendo, pois, Jesus em si mesmo que os seus discípulos murmuravam disto, disse-lhes: Isto escandaliza-vos?

Que seria, pois, se vísseis subir o Filho do homem para onde primeiro estava?

O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos digo são espírito e vida.

Mas há alguns de vós que não creem. Porque bem sabia Jesus, desde o princípio, quem eram os que não criam, e

quem era o que o havia de entregar.

E dizia: Por isso eu vos disse que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lhe for concedido.

Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele”. João 6: 60-66

Jesus com sua mensagem reivindicava deles completa submissão, a auta devoção, e a auto entrega dos discípulos a ele. Quem o pode ouvir? Significando “Quem pode aceitar isso?”.

Para eles, os judeus, era difícil aceitar o que Jesus estava dizendo, interpretavam literalmente suas palavras e levava-os a pensar em canibalismo. O cordeiro Pascal deveria ser comido, porém beber o sangue era proibido.

O canibalismo era por alguns pagãos aceitos, entretanto os romanos bobinavam.

Craig S. Keener relata: “Os romanos, mais tarde, interpretaram de modo equivocado a linguagem cristã em referência à ceia do Senhor: “Comer do corpo e tomar do sangue do Senhor” soava a canibalismo para as pessoas de fora e suscitou uma perseguição ainda maior contra a igreja. Entretanto, no contexto da Páscoa, Jesus se identifica, de modo figurado, com o cordeiro pascal”.

Os discípulos, aqueles que se afastaram, não perceberam o significado espiritual da mensagem de Cristo e o seu envolvimento em seu reino, porquanto foram a busca de satisfação carnal, alimentar-se de pães e não no comprometimento no evangelho de Jesus, outros, assim como Judas, pensavam mais em tirar proveito material do evangelho que a santidade de coração.

“Então disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos?

Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.

E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente.

Respondeu-lhe Jesus: Não vos escolhi a vós os doze? e um de vós é um diabo.

E isto dizia ele de Judas Iscariotes, filho de Simão; porque este o havia de entregar, sendo um dos doze’. João 6: 67-71

Em todo cenário humano existe os fiéis apoiadores e os traidores, com Jesus ocorreu o mesmo, servindo como encorajamento a todos os líderes, haverá sempre os mesmos fatos, os apoiadores e os traidores.

O Apóstolo Pedro teve uma visão da graça redentora de Deus em Jesus Cristo, Judas, pelo seu envolvimento político, não teve a mesma visão, como diz Beacon: “Judas tenha visto uma cruz, e não um Reino celestial logo à frente? Ele tenha definido como a sua direção a rejeição da luz, culminando em uma separação final? “Ele... saiu logo: e era já noite”.

Os onze Apóstolos, sem Judas suicidou-se e foi substituído no Apostolado por Matias, tiveram o privilégio de serem participantes na ressurreição, na Assunção de Jesus no Reino Celestial e retorno no Espírito em Pentecostes.

A Graça de Deus e a santidade do homem e da mulher em Cristo os revestem de imensuráveis privilégios, inacessível àqueles que não creem em Jesus.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 23/07/2022

Referências Bibliográficas

Bíblias: ARA; ACF; NVI

Comentários:

D.L.Moody; Beacon/CPAD

Craig S. Keener/VidaNova.


Ministério Terreno de Jesus Cristo.

O afastamento de alguns discípulos de Jesus ante seu discurso.

João 6: 59-71

Jesus estava ensinando aos seus discípulos na Sinagoga em Cafarnaum, falava por figuras, parábolas, comparações, metáfora e muito mais, os discípulos  não entenderam o seu discurso, afastaram-se dele, porquanto confrontava-os na própria ignorância, em atribuir a Moisés a oferta do Maná no deserto aos judeus durante a peregrinação, fez em jogo de palavras um paralelo ao pão, citando ser ele o Pão da Vida eterno, enquanto o Maná fora transitório e ele, Jesus, o Maná eterno, o Pão da Vida e quem comesse de sua carne e bebesse o seu sangue, viveriam para sempre, não compreenderam, ou seja, para se ter a vida eterna é necessário crer em Jesus.

“Ele disse estas coisas na sinagoga, ensinando em Cafarnaum.

Muitos, pois, dos seus discípulos, ouvindo isto, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir?” João 6: 59-60

Jesus, a encarnação do Pai junto aos homens e mulheres, possuía os atributos divino, a onisciência.

“Sabendo, pois, Jesus em si mesmo que os seus discípulos murmuravam disto, disse-lhes: Isto escandaliza-vos?

Que seria, pois, se vísseis subir o Filho do homem para onde primeiro estava?

O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos digo são espírito e vida.

Mas há alguns de vós que não creem. Porque bem sabia Jesus, desde o princípio, quem eram os que não criam, e quem era o que o havia de entregar”. João 6 :61-64

As mensagens de Jesus eram para uma mudança, uma transferência, no conceito deles do pensamento religioso em termos terreno, levando-os ao espiritual, por isso diz sobre sua ascensão ao reino dos céus e suas palavras eram espírito e vida. Essas mensagens levavam seus discípulos à cruz, a uma vida de sacrifícios e criavam neles responsabilidades na observância do Evangelhos de Cristo, tirava o foco do material terreno, para o espiritual, eram, portanto, difíceis para eles crerem, porquanto somente através do Espírito Santo chega-se ao Reino dos Céus e as expectativas dos discípulos não eram essas.

“E dizia: Por isso eu vos disse que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lhe for concedido.

Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele” João 6: 65-66

Ficaram frustrados com a mensagem de Cristo, não eram esses os propósitos deles, a vida espiritual, pois tiravam deles os desejos temporais, seguiam o Mestre com pensamentos errados, não desejavam afastar-se da religião tradicional, alguns achavam a vida espiritual e santidade de coração muito exigente, outros desejavam apenas bens materiais, como alimentar-se, outros, como Judas, enxergavam o apelo para o plano espiritual como algo fora do contexto do momento em que viviam, subjugados pelos romanos, desejavam uma rutura política, um levante contra os romanos.

“Jesus perguntou aos Doze: "Vocês também não querem ir? "

Simão Pedro lhe respondeu: "Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna.

Nós cremos e sabemos que és o Santo de Deus".

Então Jesus respondeu: "Não fui eu que os escolhi, os Doze? Todavia, um de vocês é um diabo! "

( Ele se referia a Judas, filho de Simão Iscariotes, que, embora fosse um dos Doze, mais tarde haveria de traí-lo)” João 6:67-71 (NVI)

Um momento impactante no Ministério de Jesus, uns afastam-se do Mestre por não satisfazer seus desejos materiais, terrenos e momentâneos, outros permanecem pelo impacto das mensagens de Cristo diretamente em seus corações, mostrando-lhes ser ele o Cristo, o Santo de Deus, o Apóstolo Pedro teve a visão espiritual sobre a real dimensão da Missão de Jesus no mundo.

Quando o homem e a mulher são escolhidos por Deus, creem em Jesus, veem através do espírito o verdadeiro significado da vida eterna, tornam-se discípulos abnegados do Mestre e filhos adotivos, adotados por Deus, a vida terrena muda, passando a ter a visão espiritual.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo o louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 14/08/2022

Referência Bibliográfica:

Bíblias: ARA, ACF e NVI

Comentários em João:

D.L.Moody; Beacon/CPAD.



Ministério Terreno de Jesus Cristo.

A Justiça feita pela lei e a Justiça pela fé.

Mateus 15: 1-20

Jesus, após o seu discurso na Sinagoga de Cafarnaum, quando os que o seguiam, a ouvirem os seus ensinamentos e descobrirem que para o seguir era necessário ter responsabilidade como cidadãos terreno e espirituais, afastaram-se dele, vendo que seus fiéis discípulos continuariam com ele, mesmo aquele, por desejo terreno, o traidor, o seguiria, saiu da Judeia e foi para a Galileia, pois lhe seria mais seguro, distante dos judeus que procuravam mata-lo.

“E depois disto Jesus andava pela Galileia, e já não queria andar pela Judéia, pois os judeus procuravam matá-lo”. João 7:1

Porém os judeus não lhe davam tréguas, ali chegando, juntaram-se os inimigos para o tentar com a oposição sistemática.

“Então chegaram ao pé de Jesus uns escribas e fariseus de Jerusalém.” Mateus 15:1

“E ajuntaram-se a ele os fariseus, e alguns dos escribas que tinham vindo de Jerusalém”. Marcos 7:1

A distância de Jerusalém, Cidade Santa, à Galileia era de cento e sessenta quilômetros, os fariseus e os escribas, doutores da lei, anciãos, para alguns estudiosos era possível serem uma representação oficial do Sinédrio, para investigar Jesus.

“dizendo:

Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? pois não lavam as mãos quando comem pão”. Mateus 15: 1-2

“E, vendo que alguns dos seus discípulos comiam pão com as mãos impuras, isto é, por lavar, os repreendiam.

Porque os fariseus, e todos os judeus, conservando a tradição dos antigos, não comem sem lavar as mãos muitas vezes;

E, quando voltam do mercado, se não se lavarem, não comem. E muitas outras coisas há que receberam para observar, como lavar os copos, e os jarros, e os vasos de metal e as camas.

Depois perguntaram-lhe os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos antigos, mas comem o pão com as mãos por lavar?” Marcos 7: 2-5

Marcos expõe seu Evangelho com bastante detalhes, pois o escreveu aos gentios, eles não tinham ideia ou o porquê desse ritual insignificante, houve, portanto, a necessidade de explica-la. Mateus escreveu o seu Evangelho aos judeus, entretanto, não havia necessidade de explicar, pois os judeus a conheciam.

Mathew Henry cita a atitude de dois rabinos sobre essa prática: “O rabino Joses determinou: “Comer sem lavar as mãos é um pecado tão grave quanto o adultério”. E o rabino Akiba, mantido prisioneiro, tendo recebido água tanto para lavar as mãos como para beber com a sua refeição, e tendo a maior parte sido derramada acidentalmente, lavou as mãos com o que sobrou, embora não lhe sobrasse nada para beber, dizendo que preferiria morrer a transgredir

a tradição dos anciãos. Este forte fanatismo em uma questão tão pequena poderia parecer muito estranho, se nós não o víssemos ainda hoje nos opressores da igreja, que não somente gostam de colocar em prática as suas próprias invenções, mas também forçam, furiosamente, a obediência às suas imposições”.

Dwight L. Moody diz: “A tradição dos anciãos era o corpo não-escrito de ordens e ensinamentos dos venerados rabis do passado, um conjunto de 613 regras com o fim de regular cada aspecto da vida”.

Para os judeus, os Mestres eram responsáveis pelo que faziam seus discípulos, eles, os escribas e fariseus, desejaram saber a posição de Jesus sobre a observância das tradições nos ensinamentos praticado por ele.

Jesus responde, chamando-os de hipócritas, hipócrita designa um sujeito de duas caras, era usado no teatro máscara para moldar a imagem do ator ao interpretar determinada cena em que mudava o seu papel.

“E ele, respondendo, disse-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito:  Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim;

Em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens.

Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens; como o lavar dos jarros e dos copos; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas.

E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição”. Marcos 7:6-9

Ao responder, Jesus citou uma passagem de Isaías e os comparou aos hipócritas, cuja aparência exterior é diferente da sua realidade interior.

Beacon diz: “Honram a Deus com seus lábios, mas seu coração está longe dele. Sua doutrina era em vão, porque ensinavam mandamentos de homens em lugar dos mandamentos de Deus.

 Sua tradição oral era uma completa subversão humana à lei divina”.

Jesus apresenta-lhes o erro que praticavam, mudavam a lei em proveito próprio, tiravam de quem precisava, por lei, o pai e a mãe, para satisfazer as finanças deles.

“Porque Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e quem maldisser, ou o pai ou a mãe, certamente morrerá.

Vós, porém, dizeis: Se um homem disser ao pai ou à mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta ao Senhor;

Nada mais lhe deixais fazer por seu pai ou por sua mãe,

Invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis semelhantes a estas”. Marcos 7:10-13

A atitude dos fariseus e escribas poderia causar desgraças aos pais, porém para eles o que importava era a oferta, provavelmente para o Templo.

Beacon diz o seguinte: “Esse dinheiro com o qual eu poderia ter-lhe ajudado foi dedicado a Deus. Corbã tornou-se assim “uma casuística rigorosa, insensível e desumanamente lógica”. Também se tornou uma barreira para algum filho arrependido que se lastimasse pelo voto, e desejasse quebrá-lo. Os fariseus nada mais lhe deixariam fazer por seu pai ou sua mãe. Um voto era um voto!”.

Craig S. Keener diz: “Corbã, termo este, significava “consagrado a Deus”, na linguagem popular: “Proibido para isso e para aquilo”, também são brechas, detalhes, criados por dedicação a lei, com tanto amor a lei os haviam permitido criar brechas das quais violavam a lei (como fazem muitos cristãos atuais)”,

Subentende que Jesus virou as costas para os fariseus e escribas, e dirigiu-se à multidão.

“E, chamando outra vez a multidão, disse-lhes: Ouvi-me vós, todos e compreendei.

Nada há, fora do homem, que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai dele isso é que contamina o homem.

Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça”. Marcos 7:14-16

Parece-nos que não compreenderam a parábola, por isso ele diz: “Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça”, era uma formalidade que ele sempre usava para os seus ouvintes raciocinassem sobre o que falava. Os seus discípulos mais próximos, também não entenderam.

“Depois, quando deixou a multidão, e entrou em casa, os seus discípulos o interrogavam acerca desta parábola.

E ele disse-lhes: Assim também vós estais sem entendimento? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar,

Porque não entra no seu coração, mas no ventre, e é lançado fora, ficando puras todas as comidas?

E dizia: O que sai do homem isso o contamina.

Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as fornicações, os homicídios,

Os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura.

Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem”. Marcos 7:17-23

Beacon diz: “O que é meramente externo não pode contaminar a natureza espiritual do homem, nem o purifica”.

E Tito exemplifica bem como ter a regeneração e santificação em Cristo Jesus: “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo,

Que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador;

Para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna”. Tito 3:5-7

Louvado seja o Senhor Deus, a ele seja o louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 28/08/2022

Referências Bibliográficas:

Bíblias: ADF-Almeida Corrigida e Fiel

Comentários.

Dwight L. Moody; Beacon/CPAD; Craig S. Keener/VidaNova


Ministério Terreno de Jesus Cristo

Jesus e a mulher cananeia

A humildade e fé de uma mulher não judia salva sua filha.

Texto básico.

Mateus 15: 21-28 e Marcos 7: 24-30

Jesus, após responder aos judeus que o criticavam, porque seus discípulos não lavavam as mãos antes de alimentarem-se, chamou-lhes a atenção por darem mais valor ao ritual de limpeza externa, corporal, do que a purificação interior, no espírito, ensinou-os o que realmente contamina o homem e a mulher, procede do coração, se for o mal, será mal, se for o bem, será o bem.

Sentindo a oposição dos judeus aos seus ensinos e a sua própria pessoa, sai da Judeia e vai em direção à cidade de Tiro e Sidom, região parte da Palestina, hoje o Líbano, desejava ficar só com os discípulos para ensiná-los e encorajá-los, ali chegando entrou numa casa, pediu para que ninguém o incomodasse

E, levantando-se dali, foi para os termos de Tiro e de Sidom. E, entrando numa casa, não queria que alguém o soubesse, mas não pôde esconder-se”. Marcos 7: 24

Entretanto uma mulher grega de origem sírio-fenícia, sabendo de sua presença, foi-lhe ao encontro, clamando para que curasse sua filha, possuidora de um espírito imundo.
Porque uma mulher, cuja filha tinha um espírito imundo, ouvindo falar dele, foi e lançou-se aos seus pés.
E esta mulher era grega, siro-fenícia de nação, e rogava-lhe que expulsasse de sua filha o demônio”. Marcos 7: 25

“E eis que uma mulher cananeia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada”. Mateus 15:22

A atitude de Jesus neste acontecimento, para alguns seja um paradoxo, pela essência de Jesus ser amorável, Deus é amor, não poderia em momento algum ter agido daquela forma, pensam que o Mestre a tenha discriminado, mas ao se observar melhor o contexto, chega-se à conclusão que Jesus agiu corretamente.

“Mas ele não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, chegando ao pé dele, rogaram-lhe, dizendo: Despede-a, que vem gritando atrás de nós”. Mateus 15:23

Jesus ficou em silêncio, porém seus discípulos incomodados pela insistência da mulher e pelo clamor, pediram-lhe para despedi-la.

Havia um propósito nas atitudes de Jesus, primeiramente, não dar condições ao pensamento dos judeus de tê-los abandonado, ele é o Messias prometido, primeiro para os judeus e depois para toda a humanidade, os gentios, os não judeus, no Evangelho de João encontramos uma afirmação dos judeus em relação ao seu afastamento, quando em Jerusalém, na festa dos Tabernáculos, os principais dos fariseus e os sacerdotes mandaram prendê-lo, Jesus disse então que iria para o Pai e eles o buscariam, porém não o achariam

"Disseram, pois, os judeus uns para os outros: Para onde irá este, que o não acharemos? Irá porventura para os dispersos entre os gregos, e ensinará os gregos?" João 7: 35

Os judeus eram exclusivistas, para eles Deus era somente deles, os gentios, os não judeus, eram por eles excluídos dos ensinos, do culto, dos sacrifícios, eram discriminados e os chamavam de cães.

Jesus não faz acepções de pessoas, ele veio para salvar todos os homens, esse milagre foi realizado em terras gentias, a uma mulher gentia, sua origem era odiada pelos judeus por ser cananeia.

Havia, portanto a necessidade, naquele momento do milagre para ser objeto do conhecimento de todos e virem ser Deus, o salvador universal.

Jesus a deixou algum tempo clamando para ver se realmente ela estava convicta da sua fé e do poder dele, pois a mulher era de um povo idólatra, conhecia a idolatria, porém ela insistentemente continuou clamando.

Pela impaciência de seus discípulos ao clamor da mulher e por eles achá-la incômoda, Jesus faz uma declaração de que sua missão era para os judeus, para alguns a observação de seus discípulos era para que atendesse a mulher e a deixasse ir embora.

“E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel”. Mateus 15:24

Nota-se nesse episódio, primeiramente, a missão Messiânica de Jesus, salvar o seu povo, os judeus.

"Veio para o que era seu, e os seus não o receberam". João 1:11

O clamor da mulher, não judia, faz referência à missão divina de Jesus. "Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim". MT 15:22

Ao enfatizar esse aspecto, ela deixou explícito a missão e a descendência divina de Jesus, como Messias prometido nas Escrituras. Corrobora com a rejeição por parte daqueles que deveriam ser beneficiários da graça de Deus.

"Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.

Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.

Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus". Ef. 2: 12-13; 19

“Então chegou ela e adorou-o, dizendo: Senhor, socorre-me!

Ele, porém, respondendo, disse: Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos.

E ela disse: Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores.”. Mateus 15: 25-27

Uma observação nesses versículos, Jesus ao citar os cachorrinhos, está fazendo referência aos animais domésticos e não aos cães selvagens ou os vadios, aqueles criados com afeição e que os donos davam a eles as migalhas que sobravam.

A mulher reconhece as palavras de Jesus e responde-lhe com humildade. Ela demonstra humildade e grande fé, permitindo ao Senhor curar sua filha, ao humilhar-se diante dele:

"E ela disse: Sim, SENHOR, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores.

Então respondeu Jesus, e disse-lhe: Ó mulher, grande é a tua fé! Seja isso feito para contigo como tu desejas. E desde aquela hora a sua filha ficou sã". Mateus 15: 27-28

E sua filha por esse ato incomparável de fé foi curada por Jesus.

"Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam".

Hebreus 11: 6

No ato de fé existem duas condições. Uma crer que Deus existe e é o galardoador dos que o buscam.

Outra que ele age no interior do homem e na vida do crente. Sem essas duas condições não há salvação.

O carcereiro ao tirar o Apóstolo Paulo e Silas da prisão, após Deus ter realizado um grande milagre na vida dos Apóstolos, salvando-os da prisão e o carcereiro ao vir o grande milagre, desejou ser salvo por Cristo.

"E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar?

E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa". At. 16: 31

 

Ao tomar a atitude de buscar o Mestre, crer nele, ter fé no poder divino de Jesus, arrepender de seus pecados, confessá-los a Deus, a vida modifica-se, fazendo-o em nova realidade de vida.

"Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo".

II Cor. 5:17

Esse incidente foi bem resumido por G. Campbell Morgan, citado por Beacon: “Contra o preconceito, ela veio; contra o silêncio, perseverou; contra a exclusão, prosseguiu; e contra a rejeição, ela venceu”.

Seja esse episódio um incentivo a todos para crerem em Cristo Jesus, arrependendo dos pecados e confessando-os a Deus.

Há também um outro aspecto, muitos clamam a Deus, por vezes em noite insones, mas os seus desejos e pedidos não são concedidos conforme o seu desejo, pensam que Deus não os ouviu, ou os abandonou, não é o caso, o Senhor Deus ouve todos os que o buscam, mas os critérios em conceder os pedidos, só a ele pertence a decisão.

“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor.

Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos”. Isaías 55: 8-9

“Respondeu-lhe Jesus: O que eu faço não o sabes agora; compreendê-lo-ás depois”. João 13: 7

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, honra, poder e glória.

Original de Edgard Neves – Servo do Senhor Jesus – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 11/09/2022

Referências Bibliográficas:

Bíblias: ARA-Almeida Revista e Atualizada; ACF-Almeida Corrigida e Fiel; NVI-Nova Versão Internacional.

Comentários:

Beacon; Dwight L, Moody; Mathew Henry/CPAD


Ministério Terreno de Jesus Cristo.

Marcos 7: 31-37

A cura, por Jesus, do surdo e mudo.

Jesus a única esperança para os desvalidos

Estas passagens de Marcos é bem sugestiva, encontramos nela alguns ensinamentos, inicialmente o Mestre está na Galileia, chegou-se a ele uma delegação de fariseus e escribas, vindo de Jerusalém, atribui-se a essa delegação ordens do Sinédrio para espionar o Mestre em seus ensinos, eles reclamam com jesus sobre a não observância pelos seus discípulos das tradições dos rabinos, Jesus diz para eles que as coisas espirituais são superiores as carnais e o lavar as mãos muitas vezes antes do consumo de alimentos, são rituais impostos por homens e a sua não observância, não irá contaminar o homem ou a mulher espiritualmente, porém o que sai do coração, do espírito, do interior da alma Homem e da mulher é o que os contamina.

Sentindo a oposição dos judeus, Jesus afasta-se da Judeia e vai para Tiro e Sidon, na Fenícia, saindo da jurisdição de Herodes, temendo ser morto por ele, passando por esse local e entrando numa casa para ficar a sós com seus discípulos, atende uma mulher cananeia e cura sua filha endemoniada, depois volta a Galileia, de acordo com D.L.Moody Jesus não foi imediatamente para a Galileia, deu uma volta pela imediação, tangenciando o mar da Galileia, diz: “Marcos mostra que Jesus prosseguiu para o norte da Fenícia através de Sidom, depois para o leste atravessando o Jordão e finalmente para o sul através de Decápolis até alcançar o mar da Galiléia. Essa rota sugere que ele evitou deliberadamente o domínio de Herodes Antipas, aparentemente o litoral sul”.

“E ele, tornando a sair dos termos de Tiro e de Sidom, foi até ao mar da Galileia, pelos confins de Decápolis”. Marcos 7:31 (ACF)

A saída de Jesus de Tiro e Sidom não o levou direto à Galiléia, ao invés disso, levou-o pelo caminho que contornava a praia ocidental do lago, mar da Galileia, chegando à Decápolis. Beacon diz: “Ele acompanhou os limites do reino do hostil Antipas e evitou as áreas mais densamente habitadas”.

Deus deu ao homem o espírito da vida, deu-lhe visão para ver suas maravilhas, deu-lhe audição para ouvir os sons de sua criação e deu-lhe o poder da fala para louvar e comunicar aos seus semelhantes as obras de suas mãos.

“E trouxeram-lhe um surdo, que falava dificilmente; e rogaram-lhe que pusesse a mão sobre ele”. Marcos 7:32 (ACF)

“Ali algumas pessoas lhe trouxeram um homem que era surdo e mal podia falar, suplicando que lhe impusesse as mãos”. Marcos 7:32 (NVI)

Trouxeram-lhe um surdo e mudo (em algumas traduções o homem era gago), não se sabe ao certo se era gentio ou judeu, não vem ao caso, porém na época de Jesus, tanto os judeus, quanto os gentios, não aceitavam os deficientes, eram tidos como imundos, a deficiência um castigo de Deus e improdutivos ao trabalho.

E, tirando-o à parte, de entre a multidão, pôs-lhe os dedos nos ouvidos; e, cuspindo, tocou-lhe na língua”. Marcos 7: 33 (ACF)

 

“Depois de levá-lo à parte, longe da multidão, Jesus colocou os dedos nos ouvidos dele. Em seguida, cuspiu e tocou na língua do homem”. Marcos 7:33 (NVI)

 

O homem era surdo e mudo, Jesus não tinha o hábito de tocar nas pessoas, aqui ele abre um precedente, parece-nos, por ser deficiente, o Mestre tenha usado esses sinais para ele compreender o que seria feito, colocou seus dedos nos ouvidos e tocou em sua língua.

 

“E, levantando os olhos ao céu, suspirou e disse: Efatá; isto é, Abre-te.

 

E logo se abriram os seus ouvidos, e a prisão da língua se desfez, e falava perfeitamente”. Marcos 7: 34 (ACF)

 

“Então voltou os olhos para os céus e, com um profundo suspiro, disse-lhe: "Efatá! ", que significa: Abra-se.

Com isso, os ouvidos do homem se abriram, sua língua ficou livre e ele começou a falar corretamente”. Marcos 7:34-35 (NVI)

 

Jesus não desejava que seus milagres fossem objetos de propagação, isso para evitar a oposição a ele por parte dos maiorais dos judeus, “porém quanto mais proibia, mais o divulgavam”.

 

“E ordenou-lhes que a ninguém o dissessem; mas, quanto mais lhos proibia, tanto mais o divulgavam.

 

E, admirando-se sobremaneira, diziam: Tudo faz bem; faz ouvir os surdos e falar os mudos". Marcos 7: 36-37(ACF)

 

“Jesus ordenou-lhes que não o contassem a ninguém. Contudo, quanto mais ele os proibia, mais eles falavam.

O povo ficava simplesmente maravilhado e dizia: "Ele faz tudo muito bem. Faz até o surdo ouvir e o mudo falar". Marcos 7:36-37

 

Aquele homem não possuía o poder de ouvir, nem expressar seus sentimentos por palavras, algumas pessoas conhecendo o sofrimento dele, o levaram a Jesus para que o curasse.

Há um simbolismo significativo nesse episódio, o Mestre tira-o de entre a multidão, dando-lhe importância pessoal, identificando-se com o seu problema, toca-lhe os ouvidos e com sua saliva a língua, um toque precioso que cura, salva e dá vida aos desvalidos.

Após o toque, o Mestre olha para os céus, suspira; a busca do Pai e mostra toda sua compaixão pelos que sofrem ao suspirar; e na língua aramaica diz: “Efatá” abre-te, ordena que sua audição e o direito de falar sejam restaurados. Sublime ato de amor, compaixão e misericórdia para com os homens em seus sofrimentos.

O Profeta Isaias predisse esse momento com o advento do Messias.

“Dizei aos turbados de coração: Esforçai-vos e não temais; eis que o vosso Deus virá com vingança, com recompensa de Deus; ele virá, e vos salvará.

Então, os olhos dos cegos serão abertos, e os ouvidos dos surdos se abrirão. Então, os coxos saltarão como cervos, e a língua dos mudos cantará, porque águas arrebentarão no deserto, e ribeiros, no ermo.

E a terra seca se transformará em tanques, e a terra sedenta, em mananciais de águas; e nas habitações em que jaziam chacais haverá erva com canas e juncos”. Isaias 35: 4-7

Ouvir, ver e falar são privilégio dados aos homens por Deus, aqueles que, porventura, não possuírem essas condições, Deus deu a eles caminhos para suprirem essas necessidades, aos surdos e mudos a linguagem gestual e labial, aos cegos o tato e a percepção espacial.

O gesto de Jesus ao curar aquele surdo e mudo vai além de um milagre, há uma mensagem implícita nesse ato para todos os homens. Ele dá aquele homem uma identidade, tira-o da multidão, dá-lhe importância pessoal, o que lhe era negado pelos fariseus, saduceus e a maioria dos judeus, toca-lhe com as mãos os ouvidos e com a saliva a língua, gesto de amor e misericórdia.

Há muitos homens que ouvem, veem e falam, tem o coração endurecido para as verdades do Mestre, não escutam, não veem e não falam, estão perdidos no próprio entendimento, portanto não são salvos pelo Senhor e não desfrutam do seu amor, de sua misericórdia, nem de sua graça.

É dada aos homens, por Deus, a oportunidade de serem curados espiritualmente os que crerem em Jesus. Quem crer será salvo, terá a vida eterna, quem não crer permanecerá nas trevas. 

“E Jesus clamou, e disse: Quem crê em mim, crê, não em mim, mas naquele que me enviou. E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou. Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.

E se alguém ouvir as minhas palavras, e não crer, eu não o julgo; porque eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo”. João 12: 44-47

A todos é dado a oportunidade de serem salvos por Jesus e terem o privilégio de viver ao seu lado na eternidade, interessante que a vida eterna inicia no momento que o homem e a mulher creem em Jesus no coração, passam a fazer parte do reino de Deus.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele seja o louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 25/09/2022

Referências Bibliográficas.

Bíblias: ACF-Almeida Corrigida e Fiel; NVI-Nova Versão Internacional

Comentários no Evangelho de Marcos:

Dwight L. Moody; Beacon; Mathew Henry/CPAD


Ministério Terreno de Jesus Cristo

Ministério na Fenícia – Evangelismo pessoal

Texto da mensagem Mateus 15: 29-39; Marcos 8: 1-10 

Jesus, sentindo a oposição sistemática dos maiorais dos judeus, Fariseus e saduceus, como também a de Herodes Antipas, exemplificou aos seus discípulos, por seu próprio ato, os seus ensinos para quando eles sofressem oposições, saíssem daquela cidade e fossem para outra; “Quando pois vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra...” (Mateus 10:23)

Saiu, portanto, de Cafarnaum e foi às cidades de Tiro e Sidon, retornou pelas cidades de Decápolis (as dez cidades), realizou os milagres da filha da mulher Cananeia, do surdo e mudo, curou muitos doentes e deficientes que eram deixados aos seus pés, conforme a profecia de Isaias: “Então os olhos dos cegos serão abertos, e os ouvidos dos surdos se abrirão. Então os coxos saltarão como cervos, e a língua dos mudos cantará”. (Isaías 35: 5-6)

Dwight L. Moody comentou essa viagem: “Marcos mostra que Jesus prosseguiu para o norte da Fenícia através

de Sidom, depois para o leste atravessando o Jordão e finalmente para o sul através de Decápolis até alcançar o mar da Galiléia. Essa rota sugere que ele evitou deliberadamente o domínio de Herodes Antipas”.

Estava em terras gentias, fora dos termos de Israel, era seguido por uma multidão de pessoas sequiosas em ouvi-lo e serem curados.

“Isso nos dá alguma ideia da grande incidência de doenças e de calamidades naqueles dias onde não havia hospitais, e o número de médicos era bastante reduzido. Até hoje afirma-se que cerca da metade das crianças árabes que vivem nas cidades têm doenças nos olhos por falta de saneamento básico”. (Beacon/CPAD)

Três dias, eram passados, sem alimentarem-se. O Mestre compadeceu-se mais uma vez deles e ordenou os seus discípulos a alimentarem aquela multidão.

"Partindo Jesus dali, chegou ao pé do mar da Galileia, e, subindo a um monte, assentou-se lá.

 

E veio ter com ele grandes multidões, que traziam coxos, cegos, mudos, aleijados, e outros muitos, e os puseram aos pés de Jesus, e ele os sarou,

 

De tal sorte, que a multidão se maravilhou vendo os mudos a falar, os aleijados sãos, os coxos a andar, e os cegos a ver; e glorificava o Deus de Israel.

 

E Jesus, chamando os seus discípulos, disse: Tenho compaixão da multidão, porque já está comigo há três dias, e não tem o que comer; e não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça no caminho.

 

E os seus discípulos disseram-lhe: De onde nos viriam, num deserto, tantos pães, para saciar tal multidão?" Mateus 15: 29-33

 

Alguns comparam esse acontecimento com os dos cinco mil que foram alimentados, D.L.Moody contesta esta comparação, dizendo: “As diferenças nos detalhes são numerosas, e não há nada essencialmente improvável a respeito de duas multiplicações milagrosas”.

 

Os discípulos ainda não compreendiam a real magnitude do primeiro milagre da multiplicação dos pães, quando cinco mil homens, mulheres e crianças foram alimentados, agora, perplexos ante a ordem do Mestre, respondem a Jesus: como alimentar aquela multidão: “De onde nos viriam, num deserto, tantos pães, para saciar tal multidão?" (Mateus 15: 33)

Há homens e mulheres que são agraciados pela graça de Deus, porém continuam incrédulos as manifestações do Espírito Santo em suas vidas, murmuram a qualquer obstáculo que enfrentam, duvidam dos cuidados de Deus, há, por vezes, o esfriamento da fé no Mestre por muitos.

"E Jesus disse-lhes: Quantos pães tendes? E eles disseram: Sete, e uns poucos de peixinhos.

 

Então mandou à multidão que se assentasse no chão,

 

E, tomando os sete pães e os peixes, e dando graças, partiu-os, e deu-os aos seus discípulos, e os discípulos à multidão.

 

E todos comeram e se saciaram; e levantaram, do que sobejou, sete cestos cheios de pedaços.

 

Ora, os que tinham comido eram quatro mil homens, além de mulheres e crianças". Mateus 15: 34-38

 

A importância do exemplo de Jesus, ele em suas mensagens pregava o arrependimento dos pecados, a humildade em aceitá-las, crendo nele, tendo fé no seu poder miraculoso para perdoar os pecados, dando-lhes a vida eterna.

O Mestre, também em sua compaixão e misericórdia, satisfaz as necessidades materiais de todos, curando-os e alimentando-os.

Seus milagres satisfaziam as necessidades dos homens e mulheres por completo, assim foi quando alimentou cinco mil homens e mulheres com dois peixinhos e cinco pães, agora, saciou a fome de quatro mil homens, mulheres e crianças com sete pães e alguns peixinhos.

Não só alimentava o espírito deles com suas mensagens, mas alimentava-os com pães e peixes.

O amor, compaixão e a misericórdia se confundem no auxílio a humanidade, tanto na fome e sede espiritual, quanto no material.

Na espiritual: porque o mundo jaz no pecado e seus corações encontram-se vazios.

Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno". I João 5: 19

 

No material: A necessidade premente dos homens no auxílio aos seus sofrimentos tanto de alma quanto do corpo.

 

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”. Mateus. 11: 28

 

A obrigação de todos os discípulos de Cristo é levar o evangelho a toda criatura em todo mundo.

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado”. Mc. 16: 15-16

Falar de Cristo, de suas mensagens, do arrependimento e de ser crer nele para a salvação eterna, mas usando também o amor, a compaixão e a misericórdia, sentindo o que precisa cada um no alívio dos seus problemas.

“Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; 

Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;

Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.

Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?

E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes”. Mateus 25: 34-40

A necessidade da ação social, individualmente, por qualquer servo do Mestre, ou de forma coletiva, através da Igreja, são obediência aos mandamentos e exemplos dados por Jesus.

Os milagres, as multiplicações dos pães e o cuidado com os enfermos, Jesus não somente realizava aos seus servos, mas a todos indistintamente. Devemos ter em mente o seu exemplo em nossas ações sociais. Pois seremos medidos pelo que fizermos.

Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo". Tiago. 2: 13 

Não se vingar de ninguém; pelo contrário, deixem que seja Deus quem dê o castigo.

Pois as Escrituras Sagradas dizem:

Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor.

 

Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça.

 

Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem". Romanos 12: 19-21

 

Ao virmos o grande amor, compaixão e misericórdia do Senhor para com os homens, precisamos cada um de nós termos a fé, a confiança e a esperança de que ele irá agir de forma surpreendente em nossa vida ao seu tempo e termos também a visão da ação de Jesus em todos os momentos da nossa caminhada terrena, vendo o seu agir milagrosamente em nossa vida nos menores acontecimentos diários, sem desacreditar nele.

 

Creia no Senhor Jesus.

 

Louvado seja o Senhor Deus, a ele seja dado o louvor, honra e Glória.

 

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 16/10/2022


Ministério Terreno de Jesus Cristo.

A oposição dos fariseus e saduceus não davam tréguas a Jesus.

Mateus 16: 1-4; Marcos 8: 10-13

Após Jesus ter alimentado quatro mil pessoas ao pé do morro em Decápolis, veio para Magadã.

“E, tendo despedido a multidão, entrou no barco, e dirigiu-se ao território de Magadã”. Mateus 15:39 (ACF)

“E os que comeram eram quase quatro mil; e despediu-os.

E, entrando logo no barco, com os seus discípulos, foi para as partes de Dalmanuta”. Marcos 8: 9-10 (ACF)

“Cerca de quatro mil homens estavam presentes. E, tendo-os despedido,

entrou no barco com seus discípulos e foi para a região de Dalmanuta”.  Marcos 8: 9-10 (NVI)

Há um consenso entre os estudiosos sobre o nome da localidade citada por Mateus (Magadã) e a citada por Marcos, por ser uma cidade desconhecida, suspeita-se seja Magdala, cidade de Maria Madalena.

Moody diz: Aparentemente o lugar fica no litoral ocidental da Galiléia”.

Beacon comenta este episódio: “Tendo despedido a multidão, Jesus entrou no barco - literalmente “subiu no barco” - e foi para as “fronteiras” de Magdala. Essa era a cidade de onde veio Maria Madalena. Estava localizada na fértil planície de Genesaré. Os manuscritos gregos mais antigos trazem o termo “Magadã”. Como a localização dessa última é desconhecida, fica fácil entender por que algum escriba a mencionou como a cidade de Madalena”.

“Pode ser que Dalmanuta simplesmente tenha sido outro nome para Magadã, ou talvez fosse uma área vizinha, cujo nome, embora pouco usado ou não muito conhecido, não obstante foi preservado para nós no Evangelho de Marcos”. (Wikipédia-xacute@uol.com.br- http://xacute1.com)

Chegando nessa cidade os fariseus e saduceus acercaram-se de Jesus para o tentar.

“E, chegando-se os fariseus e os saduceus, para o tentarem, pediram-lhe que lhes mostrasse algum sinal do céu”. Mateus 16:1 (ACF)

“Os fariseus e os saduceus aproximaram-se de Jesus e o puseram à prova, pedindo-lhe que lhes mostrasse um sinal do céu”, Mateus 16:1 (NVI)

Os fariseus eram os responsáveis pelas sinagogas, guardiões dos pergaminhos e dirigentes delas, os saduceus eram os sacerdotes no templo, responsáveis pelos sacrifícios. Havia divergências entre eles na teologia, os fariseus criam na ressurreição, enquanto os saduceus não criam, os fariseus eram contrários aos romanos e os saduceus favoráveis. Eram unidos no Sinédrio e em oposição a Jesus.

Pediram-lhe um sinal, algum fenômeno extraordinário.

“Mas ele, respondendo, disse-lhes: Quando é chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está rubro.

E, pela manhã: Hoje haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Hipócritas, sabeis discernir a face do céu, e não conheceis os sinais dos tempos?” Mateus 16: 2-3 (ACF)

“Ele respondeu: "Quando a tarde vem, vocês dizem: ‘Vai fazer bom tempo, porque o céu está vermelho’,

e de manhã: ‘Hoje haverá tempestade, porque o céu está vermelho e nublado’. Vocês sabem interpretar o aspecto do céu, mas não sabem interpretar os sinais dos tempos!” Mateus 16: 2-3 (NVI)

Eles, nas palavras de Jesus, conheciam as alterações dos dias vindouros pelas cores do céu, porém não conheciam os sinais dos tempos, estes, sinais, ditos pelos profetas ao longo do tempo vivido até então pelo povo de Israel, tendo chegado ao tempo propício para o milagre da encarnação do Messias e o seu sacrifício, morte, sepultamento, a permanência de três dias no seio da terra e sua ressurreição, a plenitude dos tempos.

“Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei”. Gálatas 4:4 (ACF)

“Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da lei”. Gálatas 4:4 (NVI)

Esta foi a segunda vez que Jesus respondeu aos fariseus e saduceus sobre o sinal de Jonas.

Os Fariseus e saduceus desejavam vir de Jesus um sinal, um fenômeno extraordinário igual ou semelhante ao de Josué, quando fez o sol e a lua permanecerem parados ou o de Elias que lançou fogo dos céus sobre as oferendas e as consumiu, porém ante a incredulidade deles não aceitariam Jesus, o qual desde o início de seu ministério realizava os prodígios e milagres surpreendentes, Jesus disse certa vez a eles:

“Mas bem vos conheço, que não tendes em vós o amor de Deus.

Eu vim em nome de meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis.

Como podeis vós crer, recebendo honra uns dos outros, e não buscando a honra que vem só de Deus?

Não cuideis que eu vos hei de acusar para com o Pai. Há um que vos acusa, Moisés, em quem vós esperais.

Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim; porque de mim escreveu ele.

Mas, se não credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras?” João 5: 42-47  

Eram hipócritas, cegos, guia de cegos, viam apenas seus próprios interesses, não aceitavam Jesus, por inveja ou interesse, porquanto temiam perder o status que achavam ter junto aos romanos, procuravam apenas um deslise para o matar.

“Uma geração má e adúltera pede um sinal, e nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas. E, deixando-os, retirou-se”. Mateus 16:4 (ACF)

“Uma geração perversa e adúltera pede um sinal miraculoso, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas". Então Jesus os deixou e retirou-se”. Mateus 16:4 (NVI)

Jesus sabendo as más intensões deles “uma geração má e perversa”, não merecia nenhum sinal de sua parte, retrucou-os e se afastou deles.

Aos incrédulos não há como fazê-los acreditar no amor de Deus, fecham seu coração para as verdades exposta, veem apenas o que lhes interessa, para esses a ira de Deus permanece, porém há para os homens e mulheres virtuosos uma condição para salvar-se, pois o amor de Deus é imensurável, crer em Jesus, arrepender-se e confessar os seus pecados a ele, assim serão salvos da ira futura.

Louvados seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 06/11/2022

Referências Bibliográficas

Bíblias; ACF-Almeida Corrigida e Fiel; NVI-Nova Versão Internacional.

Comentários:

Beacon/CPAD; D.L.Moody/CPAD

Wikipédia-   Xavier Cutajar – (xacute@uol.com.br- http://xacute1.com)


Ministério Terreno de Jesus Cristo

A Hipocrisia

O Fermento dos fariseus e saduceus

Mateus 16: 5-10

Marcos 8: 13-21

Jesus, após o entrevero com os fariseus e saduceus ao pedir-lhe um sinal do céu, afasta-se de Dalmanuta, Magadã e vai para Betsaida de barco, atravessa o mar da Galileia, no trajeto, ainda pensando na discussão com os fariseus e saduceus, aconselha seus discípulos a terem cuidados com eles.

“E, passando seus discípulos para o outro lado, tinham-se esquecido de trazer pão.

E Jesus disse-lhes: Adverti, e acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus”. Mateus 16: 5-6

“E, deixando-os, tornou a entrar no barco, e foi para o outro lado.

E eles se esqueceram de levar pão e, no barco, não tinham consigo senão um pão.

E ordenou-lhes, dizendo: Olhai, guardai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes”. Marcos 8: 13-15

Os discípulos preocuparam-se com a advertência de Jesus, pensando que ele havia visto que não haviam providenciado provisões e possuíam apenas um pão.

A visão deles eram distorcidas, pensavam apenas nas coisas materiais e terrenas, não possuíam ainda o discernimento espiritual, somente tiveram essa acuidade, quando foram batizados em Pentecoste.

Podemos afirmar, esse desconhecimento espiritual, era em decorrência dos ensinos dos fariseus e saduceus e Jesus sabendo disso os adverte sobre o fermento deles, a hipocrisia.

O que pensavam os fariseus e saduceus?

Os saduceus eram os sacerdotes, aristocratas, tinham a tendência de serem ricos e de ocuparem cargos poderosos, incluindo o de sumo sacerdote.

Eles ocupavam a maioria dos 70 lugares do conselho, no Sinédrio. Seguiam as decisões de Roma (Israel nesta época estava sob o controle romano), preocupavam-se mais com a política do que com o religioso.  Por serem ricos e aristocratas, não eram muito bem aceitos entre o povo comum.

Negavam a imanência de Deus, ou seja, o contato do Senhor com o homem na vida quotidiana.

Negavam a ressurreição dos mortos, a vida depois da morte e a existência do reino espiritual, anjos e demônios.

Enquanto os fariseus eram oriundos da classe média, eram minoria no sinédrio, por serem simpáticos ao povo, suas observações eram aceitas no sinédrio, porém seguiam as tradições orais, juntamente com as Escrituras, dando-lhes autoridades e com elas uma lista de regras e rituais incompatíveis com as mesmas Escrituras que obrigavam o povo seguir.

Jesus disse certa vez sobre as atitudes deles: “Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com seu dedo querem movê-los”. Mateus 23:4

Eram contrários aos pensamentos dos saduceus, por não serem doutrinas religiosas as quais criam.

Os fariseus eram inimigos dos saduceus, porém juntaram-se a eles, para condenarem Jesus.

O Mestre adverte seus discípulos sobre o fermento dos fariseus e saduceus, os seus ensinos e a hipocrisias deles, assim como o fermento ao levedar a massa, a faz crescer, o fermento dos fariseus e dos saduceus faria um grande estrago na vida deles e dos seus ensinos, deturpando por completo o evangelho que deveria ser puro, perfeito de acordo com as Escrituras e os mandamentos e ensino dele.

Um aviso importantíssimo para os dias atuais, quando somos bombardeados por ensinos que tiram Jesus, sua vida, suas mensagens do centro do evangelho e do reino espiritual, colocando em seu lugar a alta ajuda, a satisfação terrena em detrimento do espírito. Ensinos de homem, sem uma visão espiritual, pensam no pão que perece, esquecem do pão eterno.

Os discípulos tendo os seus olhos para o mundo terreno, não compreenderam que Jesus estava lhes falando de ensinos enganosos dos fariseus e saduceus, opondo-se aos seus ensinos do reino eterno e espiritual de Deus.

"E arrazoavam entre si, dizendo: É porque não temos pão.

E Jesus, conhecendo isto, disse-lhes: Para que arrazoais, que não tendes pão? não considerastes, nem compreendestes ainda? tendes ainda o vosso coração endurecido?

Tendo olhos, não vedes? e tendo ouvidos, não ouvis? e não vos lembrais,

Quando parti os cinco pães entre os cinco mil, quantas alcofas cheias de pedaços vos levantastes? Disseram-lhe: Doze.

E, quando parti os sete entre os quatro mil, quantos cestos cheios de pedaços vos levantastes? E disseram-lhe: Sete.

E ele lhes disse: Como não entendeis ainda?" Marcos 8: 16-21

Quantos há que não tem uma visão completa para o que Deus faz na sua vida. São pequenas coisas, milagres invisíveis que somente os que vivem no espírito veem.

E o próprio Jesus diz:

"Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?" Mateus 6: 25

Assim estavam aqueles discípulos pensando no que haveriam de comer. O Mestre repreende e diz:

"E Jesus, percebendo isso, disse: Por que arrazoais entre vós, homens de pouca fé, sobre o não terdes trazido pão?

Não compreendeis ainda, nem vos lembrais dos cinco pães para cinco mil homens, e de quantas alcofas levantastes?

Nem dos sete pães para quatro mil, e de quantos cestos levantastes?" Mateus 16: 8-10

Andemos em novidade de vida pensando nas coisas do alto, do espírito, tendo fé que em tudo o Senhor nos abençoará. Sejamos fiéis a ele, não dando ouvidos a doutrinas de homens que não tem Jesus, seus ensinos ou o que preconiza as Escrituras como centro de suas mensagens e pregações.

A mensagem do Senhor Jesus e de Deus são de esperança de vida eterna e abundante em sua graça, discernindo no espírito, para que se tenha paz no coração.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves -Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 27/11/2022

Referências Bibliográfica;

Bíblias: ACF-Almeida Corrigida e Fiel; NVI-Nova Versão Internacional.

Comentários bíblicos em Mateus e Marcos;

Dwight Lymon Moody; Beacons; Mathew Henry/CPAD


Ministério Terreno de Jesus

A cura do cego de Betsaida Julia.

Marcos 8: 22-25

A oposição ao Ministério terreno de Jesus cresce entre os judeus, o Mestre torna-se conhecido, os fariseus e saduceus de Jerusalém, o Sinédrio, opõe-se em tudo o que ele faz, também em ações de seus discípulos.

Jesus precisando de algum momento para ficar a sós com seus discípulos, afasta-se da Galileia e vai para a fenícia.

“Levantando-se Jesus, saiu dali e foi para as terras de Tiro e Sidom. Tendo entrado numa casa, não queria que ninguém soubesse onde ele estava. No entanto, não pôde ocultar-se”. Marcos 7:24 (NAA)

Façamos um pequeno resumo da viagem de Jesus pelo território gentílico.

“Foi a única vez, até onde vai o registro, em que Jesus saiu da Palestina para visitar um território estritamente gentio. Seu propósito nessas viagens fora da Galileia não foi, em primeiro lugar, ministrar às multidões, mas instruir seus discípulos, razão por que queria que ninguém o soubesse”. (D.L.M)

O Mestre colocando em prática os seus próprios ensinos aos discípulos, percorre várias cidades dos gentios, sai da Galileia, chega a Tiro e Sidon, cura a filha de uma mulher grega, sírio-fenícia de nação, Tiro e Sidon, “situavam-se entre 65 e 95 quilômetros de Cafarnaum, possuíam uma longa história desde a antiguidade, quando os fenícios lideraram o mundo da navegação.

Tanto Tiro como Sidom tinham baías naturais, o que fazia com que suas posições se assemelhassem a fortalezas. A Fenícia, que quase circundava todo o norte da Galileia, fazia parte da Síria. Por causa dessa proximidade era muito natural que um viajante da Galileia atravessasse o território de Tiro, Elias foi um deles quando visitou a viúva de Sarepta. Jesus seguiu a rota de um circuito a partir de Sidom, passando pelo território de Decápolis, até o mar da

Galileia. Dessa forma, Ele acompanhou os limites do reino do hostil Antipas e evitou as áreas mais densamente habitadas”. (Beacon)

Saiu de Tiro e Sidon, chegou a Decápolis, curou um surdo mudo, alimentou quatro mil pessoas, com sete pãezinhos e alguns peixinhos.

Tomaram o barco e foram para Dalmanuta, não há uma precisão sobre este local, “um lugar não identificado situado na margem ocidental do mar da Galileia. Outros escritos dizem Magadã ou Magdala, de onde Maria Madalena poderia ter vindo”. (Beacon)

Os fariseus e saduceus não lhe davam tréguas, pede-lhe um sinal, Jesus diz a eles, não lhes daria nenhum sinal, somente o de Jonas, uma referência a sua morte, sepultamento e ressurreição.

Jesus estava no lado oriental do mar da Galileia onde os fariseus e saduceus pede-lhe um sinal, entrou novamente no barco e foi para o nordeste em direção a Betsaide Júlia, durante a viagem admoesta os seus discípulos a fugirem da hipocrisia dos fariseus e saduceus.

“E chegou a Betsaida; e trouxeram-lhe um cego, e rogaram-lhe que o tocasse”. Marcos 8:22 (ACF)

“Jesus e os discípulos chegaram naturalmente a Betsaida, uma considerável cidade localizada há um quilômetro e meio da margem nordeste do lago. “Originariamente, era uma pequena aldeia, porém Filipe, o tetrarca da Galileia, elevou-a à posição de cidade e deu-lhe o nome de Julias, em homenagem a Júlia, a filha do imperador.” (Beacon)

Pessoas caridosas, compassivas e com fé em Jesus, sentindo em si a situação do homem ser cego levam-no a Jesus, para ele o tocar e curá-lo, interessante possuíam fé e confiança em Jesus de dar-lhe a visão tão necessária.

“E, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia; e, cuspindo-lhe nos olhos, e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe se via alguma coisa”. Marcos 8:23 (ACF)

Seria um ato simples, se Jesus apenas o tocasse, porém era necessário mais detalhe para uma cura impossível diante de um povo gentio, não conhecedor dos feitos de Deus aos homens.

Jesus tirou-o da aldeia, para que não houvesse plateia, “privacidade e silêncio para o tratamento”. Usou a saliva, não como medicamento, mas para fortalecimento de sua fé, “perguntou-lhe se via alguma coisa”.

“E, levantando ele os olhos, disse: Vejo os homens; pois os vejo como árvores que andam”. Marcos 8:24 (ACF)

Há relatos de pessoas, mesmo entre parentes nossos, após cirurgia nos olhos, não veem com nitidez, necessitam usar óculos,

“Cole, um inglês, observa que “qualquer um que tenha sido levado a pedir desculpas a um poste, depois de uma colisão, por causa da neblina de Londres, irá estimar... ‘imediatamente’ a ‘colunar semelhança’ que existe entre o ‘tronco’ de uma árvore e um homem!”. (Beacon)

“Depois disto, tornou a pôr-lhe as mãos sobre os olhos, e o fez olhar para cima: e ele ficou restaurado, e viu a todos claramente”. Marcos 8:25 (ACF)

““O homem olhou firmemente... ficou restabelecido, e via tudo distintamente - mesmo o que estava à distância” (NT Amplificado). O milagre foi completo e total. O homem não ficou nem com miopia nem com hipermetropia! Não está claro nas Escrituras porque Jesus realizou esse milagre em duas etapas, embora muitas explicações tenham sido

oferecidas pelos estudiosos da Bíblia. Pode ser que Marcos tenha introduzido essa história como uma espécie de parábola relacionada com os discípulos que somente então haviam começado a entender Jesus. “Em breve, depois do segundo toque do Seu Espírito no Pentecostes, eles passariam a ver as coisas claramente.” (Beacon)

Quantos de nós precisamos de uma segunda chance, ou mais, para ver e entender o que Deus deseja de cada um nós, o homem e a mulher naturais não possuem o discernimento do Espírito Santo, não entendem as ações de Deus em suas vidas, necessitam de vários toques de Deus para discernirem o desejo do Senhor, por vezes enveredaram por um caminho de sofrimento atros, porém o Senhor está pronto, com sua mão estendida para auxiliar a todos os que o procuram.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo o louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 11/12/2022

Referência bibliográfica:

Bíblia traduções: ACF=Almeida Corrigida e Fiel; NAA-Nova Almeida Atualizada; NVI-Nova Versão Internacional

Comentários no Evangelho de Marcos

Beacon/CPAD; Dwight Lynon Moody.CPAD


Ministério Terreno de Jesus

Jesus, o Deus homem, o Cristo de Deus.

Mateus 16: 15

Jesus em viagem pelas cidades dos gentios desejava conversar as sós com seus discípulos, ensinar sua doutrina, não conseguiu, em algumas cidades pela aglomeração dos desejosos em serem curados pelo Mestre, foi para as terras de Cesareia de Felipe, ao chegarem, perguntou a seus discípulos o que os homens e as mulheres diziam sobre sua pessoa.

“E, chegando Jesus às partes de Cesareia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem?” Mateus 16:13 (ACF)

“Chegando Jesus à região de Cesareia de Filipe, perguntou aos seus discípulos: "Quem os homens dizem que o Filho do homem é? “Mateus 16:13 (NVI)

O local em que Jesus fez essa pergunta foi apropriada, porquanto Cesareia “estava localizada em um planalto rochoso debaixo das sombras do elevado monte Hermom, cujos picos ficam cobertos de neve o ano todo, M’Neile observa: “O ministério público na Galileia havia terminado e a jornada em direção à cruz logo seria iniciada; e Ele desejava atrair os discípulos a uma afinidade ainda maior com a sua pessoa, como jamais havia feito”. Era necessário que seus doze seguidores tivessem uma fé muito sólida em sua missão como o Messias, para enfrentarem um futuro que iria, rigorosamente, testá-la”. (Beacon)

“E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas”. Mateus 16:14 (ACF)

“Eles responderam: "Alguns dizem que é João Batista; outros, Elias; e, ainda outros, Jeremias ou um dos profetas". Mateus 16:14

Os homens e as mulheres têm variedades de opiniões em relação a Jesus, assim como naquela época, atualmente dá-se o mesmo, na época de Jesus, diz Moody “João Batista era o precursor profetizado, Elias era aquele que precederia o "dia do Senhor", Jeremias era esperado que aparecesse e restaurasse a arca que supostamente escondera”.

Jesus conhecendo o coração deles, a dúvida entre alguns dos seus discípulos, pergunta-lhes:

“Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou?” Mateus 16:15 (ACF)

"E vocês? ", perguntou ele. "Quem vocês dizem que eu sou?” Mateus 16:15 (NVI)

Uma pergunta crucial, pelo visto a resposta só poderia ser dada pelo Espírito Santo, isso implicaria, pelos judeus, uma blasfêmia, ser igual a Deus ou ser filho do próprio Deus, observa-se que a oposição na sua maior concepção foi em decorrência dessa afirmativa.

“E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Mateus 16:16 (ACF)

“Simão Pedro respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo". Mateus 16:16 (NVI)

O Apóstolo Pedro, como porta voz dos discípulos e cheio do Espírito Santo, responde a Jesus diferentemente dos líderes dos judeus, pois criam num Messias terreno, humano a semelhança do Rei Davi que viria restabelecer o reino natural dos judeus, não cria em termos espirituais, o dito pelo Apóstolo Pedro ao apresentar Jesus em sua natureza espiritual, fez os judeus manifestarem uma oposição cruel a Jesus, por sentirem ter o Mestre blasfemado fazendo-se igual a Deus.

Beacon cita Carr: “Essa confissão não só vê em Jesus o prometido Messias como reconhece, no próprio Messias, a sua natureza divina”.

“E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus”. Mateus 16:17 (ACF)

“Respondeu Jesus: "Feliz é você, Simão, filho de Jonas! Porque isto não lhe foi revelado por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus”. Mateus 16:17 (NVI)

A palavra carne ou sangue citada por Jesus, refere-se à humanidade, enquanto a revelação divina, espiritual, nos faz reconhecer realmente quem é Jesus.

Dwight L. Moody diz: “Verdades espirituais só podem ser compreendidas por aqueles cujas faculdades espirituais foram despertadas por Deus. Tal discernimento espiritual era uma evidência do bem-aventurado estado espiritual de Pedro”.

“Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Mateus 16:18 (ACF)

“E eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la”. Mateus 16:18 (NVI)

“Agora eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha igreja, e as forças da morte não a conquistarão”. Mateus 16:18 (NVT)

A afirmação de Jesus em resposta a Pedro, diz: “sobre esta pedra edificarei minha Igreja”, conforme vários estudiosos, o Mestre refere-se a palavra do Apóstolo Pedro: “Tu és o Cristo o filho do Deus vivo”.

“Cristo é a Pedra sobre a qual a Igreja foi fundada. Através dele vem a fé em Deus para a salvação do pecado. Dele vem o amor ao coração humano, que faz com que os homens considerem a pessoa humana como sagrada, uma vez que Deus é o Criador do ser físico e espiritual do homem e o fundamento de toda a esperança futura” (Earle E. Cairns)

O Apóstolo Paulo apresenta Jesus como fundamento de sua Igreja, diz:

“Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo”. 1 Coríntios 3:11 (ACF)

“Porque ninguém pode colocar outro alicerce além do que já está posto, que é Jesus Cristo”. 1 Coríntios 3:11 (NVI)

O Apóstolo Pedro segue a mesma teoria de Paulo:

“E, chegando-vos para ele, pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa,

Vòs também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo”. 1 Pedro 2:4-5 (ACF)

“À medida que se aproximam dele, a pedra viva — rejeitada pelos homens, mas escolhida por Deus e preciosa para ele vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas na edificação de uma casa espiritual para serem sacerdócio santo, oferecendo sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus, por meio de Jesus Cristo”. 1 Pedro 2:4-5 (NVI)

“Não se pode concluir a partir desse jogo de palavras que esta rocha “seja Pedro”, e conclui: “A referência foi feita provavelmente à verdade que o apóstolo havia proclamado, isto é, ao fato de que o Messianismo do Senhor seria como uma rocha imóvel sobre a qual a sua ‘ecclesia’ (igreja) estaria segura”. (M’Neile/Beacon)

“Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;

E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”. Mateus 16:18-19 (ACF)

“E eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la.

Eu lhe darei as chaves do Reino dos céus; o que você ligar na terra terá sido ligado nos céus, e o que você desligar na terra terá sido desligado nos céus". Mateus 16:18-19 (NVI)

Não há controvérsias entre as traduções, o Hades, palavra grega, refere-se ao mundo dos mortos e inferno, não há parâmetro no grego, nem no hebraico, houve necessidade de Jesus explicar o que seria o inferno, para isso citou o vale de hinom, geena, “O inferno, onde o fogo nunca se apaga,

onde o seu verme não morre, e o fogo não se apaga”. Marcos 9:43-44 (NVI)

“As portas do inferno (Hades) significam os “poderes da morte”, isto é, todas as forças que se opõem a Cristo e ao seu Reino. Em grego, Hades era o lugar dos espíritos que partiram e equivale à palavra hebraica Seol. Morrison diz: “Nosso Salvador quer dizer que a sua verdadeira igreja nunca sucumbirá à morte e à destruição”. (Beacon)

As chaves do Reino são entregues a todos os mensageiros de Cristo, porquanto o une ao que creem nele, liga quem crer em Jesus ao Reino dos Céus.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo o louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 25/12/2022

Referências Bibliográficas:

Bíblias, traduções: ACF-Almeida Corrigida e Fiel; NVI-Nova Versão Internacional; NVT-Nova Versão Transformadora.

Comentários: Beacon/CPAD; Dwight Lymon Moody/CPAD; Earle E. Cairns-História da Igreja/Edt.Vida Nova


Ministério Terreno de Jesus Cristo.

Jesus prediz sua morte e ressurreição.

Mateus 16:

O Apóstolo Pedro, cheio do Espírito Santo, responde a indagação de Jesus aos seus discípulos quem ele era dizendo-lhe o Cristo o Filho do Deus vivo, o Mestre aplaude sua resposta, dizendo-lhe que ela fora dita através do Espírito Santo.

“E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.

E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus”. Mateus 16:16-17 (ACF)

“Simão Pedro respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo".

Respondeu Jesus: "Feliz é você, Simão, filho de Jonas! Porque isto não lhe foi revelado por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus”. Mateus 16:16-17 (NVI)

Jesus continua a dizer-lhe que sobre a afirmação de ser ele o Cristo, o Filho de Deus, ele edificará a sua Igreja e as portas do Hades, a morte, a sepultura, inferno, não prevalecerão sobre ela, vimos, portanto, em toda história do cristianismo o desejo insano das hostes celestial da maldade nos ares tentando de todas as formas destruí-la, não tem conseguido, pois a Igreja de Cristo está assentado sobre a rocha, a pedra de esquina, o Senhor Jesus, o Filho do Deus vivo.

“Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Mateus 16:18 (ACF)

“E eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la”. Mateus 16:18 (NVI)

Sentido, Jesus, estarem seus discípulos aptos a ouvir de sua missão aqui na terra, resgatar a humanidade de seus pecados, pois ela estava sujeita ao pecado original, o pecado do primeiro homem, Adão, e somente por uma ação divina, Deus tomando a forma de homem, natureza humana, poderia livrar os homens e mulheres da escravidão do pecado. Disse-lhes para não contar a ninguém que ele era o Cristo.

Passou a falar-lhes do que adviria com sua ida a Jerusalém.

“Desde então começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muitas coisas dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia”. Mateus 16:21 (ACF)

“Desde aquele momento Jesus começou a explicar aos seus discípulos que era necessário que ele fosse para Jerusalém e sofresse muitas coisas nas mãos dos líderes religiosos, dos chefes dos sacerdotes e dos mestres da lei, e fosse morto e ressuscitasse no terceiro dia”. Mateus 16:21 (NVI)

O homem e a mulher se não estiverem atentos e revestidos da armadura espiritual de Cristo, serão presas fáceis do inimigo espiritual, foi assim, o Apóstolo Pedro em seu afã de livrar Jesus dos ruins acontecimentos que aconteceria em Jerusalém, não tomou cuidado em dar vazão a sua natureza humana, própria dos homens e mulheres em proteger os seus próximos, esqueceu da profecia de Isaias, tentou dissuadir o Mestre de ir a Jerusalém, uma artimanha sórdida do maligno pretendendo afastar Jesus de sua principal missão, cravar na cruz o pecado da humanidade, sentindo a ação de satanás, repreendeu-o incontinente.

“E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso.

Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens”. Mateus 16:22-23 (ACF)

“Então Pedro, chamando-o à parte, começou a repreendê-lo, dizendo: "Nunca, Senhor! Isso nunca te acontecerá! "

Jesus virou-se e disse a Pedro: "Para trás de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, e não pensa nas coisas de Deus, mas nas dos homens". Mateus 16:22-23 (NVI)

Após repreender o Apóstolo Pedro, Jesus apresenta aos seus discípulos as condições para segui-lo.

“Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me”. Mateus 16:24 (ACF)

“Então Jesus disse aos seus discípulos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”. Mateus 16:24 (NVI)

A Cruz é o símbolo da renúncia, diz Beacon: “Renuncie-se a si mesmo” é a frase que está escrita na porta de

entrada do Reino de Deus. Todo cristão deve se humilhar, renunciar aos seus pecados e negar a si próprio para entrar” neste Reino.

Renunciar a si mesmo é despojar-se do velho homem que se corrompe pela concupiscência da carne. A concupiscência da carne são tudo que prende o homem e a mulher a este mundo carnal: “Adultério, prostituição, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas”. Gálatas 5: 19-21

Porém renunciando a si mesmo tereis o fruto do Espírito Santo:

“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,

mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.

E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.

Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito”. Gálatas 5:22-25.

A Cruz simboliza a morte do eu, pessoal, de si mesmo, crucificar o próprio eu.

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”. Gálatas 2:20

Beacon resume esse versículo com significados bastantes apropriados: “Tudo isso está sugerindo que o único caminho para a vida é através da: Renúncia de si mesmo (regeneração); da Morte do “eu” (santificação total); e da determinação própria (Siga-me)”.

“Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.

Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” Mateus 16:25-26 (ACF)

Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa, a encontrará.

Pois, que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderá dar em troca de sua alma?” Mateus 16:25-26 (NVI)

Nas palavras de Jesus está explicita vida e alma sendo a mesma coisa, no original do grego a palavra para designar tanto a vida, como a alma são a mesma psyque.

Beacon apresenta o comentário de F. C. Grant: “E a alma que pensa e sente e é, em geral, o princípio vivo dentro do corpo”

Por fim Jesus diz aos seus discípulos que virá em Glória com seus anjos e dará a cada um a recompensa pelo que fizeram, o final do versículo traz alguma controvérsia entre os estudiosos.

“Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras.

Em verdade vos digo que alguns há, dos que aqui estão, que não provarão a morte até que vejam vir o Filho do homem no seu reino”. Mateus 16:27-28

“Pois o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então recompensará a cada um de acordo com o que tenha feito.

Garanto-lhes que alguns dos que aqui se acham não experimentarão a morte antes de verem o Filho do homem vindo em seu Reino". Mateus 16:27-28 (NVI)

Beacon apresenta Morison, diz: “Não temos dúvida de que o nosso Salvador está se referindo, de forma indefinida, ao estabelecimento e à extensão de seu Reino e à manifestação de si próprio como Rei vitorioso, que teve lugar quando Jerusalém e o judaísmo, ambos totalmente corrompidos até o seu âmago, foram aniquilados”.

Dwight L. Moody dá outra versão, apresenta a transfiguração que se dará logo após as falas de Jesus aos seus discípulos: “Chafer chama a Transfiguração de "pré-estreia da vinda do reino na terra" (L. S. Chafer)

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 15/01/2023

Referência Bibliográfica:

Bíblias: ACF-Almeida Corrigida e Fiel; NVI-Nova Versão Internacional.

Comentários: Beacon/CPAD; Dwight Lymon Moody/CPAD


Ministério Terreno de Jesus Cristo

A Glória Resplandecente – A Transfiguração de Jesus.

Marcos 9: 1-13

Jesus, a caminho de Cesareia de Filipe, ensinava seus discípulos, perguntou-lhes quem os homens diziam ser ele, deram-lhe uma resposta vaga e ele perguntou aos discípulos: “E para vós quem eu sou?” Uma forma de saber se eles realmente o conheciam.

O Apóstolo Pedro, inspirado pelo Espírito Santo, deu-lhe a resposta certa: “Tu és o Cristo o Filho do Deus Vivo”.

Sentindo Jesus que seus discípulos estavam aptos a conhecer sua missão redentora, passou a dizer-lhes que convinha ir a Jerusalém, sofrer nas mãos dos líderes judaicos, morrer e ressuscitar ao terceiro dia, o Apóstolo Pedro, incitado por satanás, procura afastá-lo de sua missão, é severamente repreendido por Jesus.

Jesus, então, convoca todos os crentes a tomar sua cruz e segui-lo, pois para os que ganham sua alma nesse mundo, prazeres efêmeros, concupiscência da carne e dos olhos a perderão, porém quem a perde por amor aos seu nome e do evangelho, a ganharão no reino dos céus.

“E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me.

Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará.

Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?

Ou, que daria o homem pelo resgate da sua alma?” Marcos 8:34-37 (ACF)

“E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me.

Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará.

Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?

Ou, que daria o homem pelo resgate da sua alma?” Marcos 8:34-37 (NVI)

Disse, também, que algum deles verão a sua Glória nos céus, isso ocorreu no monte da transfiguração e em Pentecoste, até os dias atuais quando se crer em Jesus.

“Dizia-lhes também: Em verdade vos digo que, dos que aqui estão, alguns há que não provarão a morte sem que vejam chegado o reino de Deus com poder”. Marcos 9:1 (ACF)

“E lhes disse: "Garanto-lhes que alguns dos que aqui estão de modo nenhum experimentarão a morte antes de verem o Reino de Deus vindo com poder". Marcos 9:1 (NVI)

“Como o futuro Messias já havia chegado, a glória de seu reino futuro também já estava presente”. (Craig S. Keener)

Jesus aos seis dias levou três de seus discípulos mais próximo de si a subir um monte elevado, seis dias foram passados para absorverem os seus ensinos anteriores e estarem aptos para o acontecimento do qual passariam a vir com seus próprios olhos.

“E seis dias depois Jesus tomou consigo a Pedro, a Tiago, e a João, e os levou sós, em particular, a um alto monte; e transfigurou-se diante deles;

E as suas vestes tornaram- se resplandecentes, extremamente brancas como a neve, tais como nenhum lavadeiro sobre a terra as poderia branquear”. Marcos 9:2-3 (ACF)

“Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e os levou a um alto monte, onde ficaram a sós. Ali ele foi transfigurado diante deles.

Suas roupas se tornaram brancas, de um branco resplandecente, como nenhum lavandeiro no mundo seria capaz de branqueá-las”. Marcos 9:2-3 (NVI)

Algo impressionante, Jesus transfigura-se na sua verdadeira forma divina, o Deus Homem, o Filho do Homem, O Filho do Deus Vivo.

Suas vestes tornaram-se resplandecentes, tão alvas que nenhum lavandeiro conseguiria alvejá-las.

Os discípulos frente a este impressionante fenômeno ficam estupefatos e surpresos, viram, também, ao lado dele Moisés e Elias a conversarem.

“E apareceu-lhes Elias, com Moisés, e falavam com Jesus”. Marcos 9:4 (ACF)

“E apareceram diante deles Elias e Moisés, os quais conversavam com Jesus”. Marcos 9:4 (NVI)

Para os judeus tanto Moisés e Elias eram vivos, não se sabe do que Moisés faleceu ou em que local foi sepultado, apenas na epístola de Judas faz-se referência ao corpo de Moisés, em que satanás e o Arcanjo Miguel o disputavam (Judas 1:9). Elias foi aos céus num carro de fogo (2Reis 2:11), havia também entres eles uma tradição que antes do Messias vir, Moisés e Elias viriam primeiro.

Os Apóstolos apavorados sem saber o que dizer, o Apóstolo Pedro sugeriu, fizessem três tendas, uma para Jesus, outra para Moisés e outra para Elias.

“E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Mestre, é bom que estejamos aqui; e façamos três cabanas, uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias.

Pois não sabia o que dizia, porque estavam assombrados”. Marcos 9:5-6 (ACF)

“Então Pedro disse a Jesus: "Mestre, é bom estarmos aqui. Façamos três tendas: uma para ti, uma para Moisés e uma para Elias".

Ele não sabia o que dizer, pois estavam apavorados”. Marcos 9:5-6 (NVI)

O Apóstolo Pedro, como bom judeu, conhecedor da Palavra de Deus, viu a oportunidade de manter viva a tradição judaica, a lembrança das tendas no deserto durante a peregrinação dos israelitas, em que elas mostravam a presença de Deus junto do povo.

Nesse interim o monte é tomado por uma nuvem espessa, a semelhança do Monte Sinai, quando Moisés subiu para escrever as tábuas da lei e falar com Deus.

“E desceu uma nuvem que os cobriu com a sua sombra, e saiu da nuvem uma voz que dizia: Este é o meu filho amado; a ele ouvi”. Marcos 9:7 (ACF)

“A seguir apareceu uma nuvem e os envolveu, e dela saiu uma voz, que disse: "Este é o meu Filho amado. Ouçam-no! ". Marcos 9:7 (NVI)

Dentro das nuvens o Senhor Deus testemunhou que Jesus é o seu Filho amado e determinou ouvi-lo.

Após estas palavras nada mais se ouviu, tampouco a presença de Moisés e Elias, eles desapareceram, restou apenas Jesus e seus discípulos.

Jesus pediu-lhes que nada dissessem a ninguém antes de sua assunção aos céus.

“E, tendo olhado em redor, ninguém mais viram, senão só Jesus com eles.

E, descendo, eles do monte, ordenou-lhes que a ninguém contassem o que tinham visto, até que o Filho do homem ressuscitasse dentre os mortos.

E eles retiveram o caso entre si, perguntando uns aos outros que seria aquilo, ressuscitar dentre os mortos”. Marcos 9:8-10 (ACF)

“Repentinamente, quando olharam ao redor, não viram mais ninguém, a não ser Jesus.

Enquanto desciam do monte, Jesus lhes ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do homem tivesse ressuscitado dos mortos.

Eles guardaram o assunto apenas entre si, discutindo o que significaria "ressuscitar dos mortos". Marcos 9:8-10 (NVI)

A dúvida dos discípulos de Jesus sobre “ressuscitar dos mortos” era crível, até atualmente há muitos que as tem. Acreditavam que nos fins dos tempos os fiéis a Deus ressuscitariam todos ao mesmo tempo. Em Daniel temos: “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno”. Daniel 12:2

“E interrogaram-no, dizendo: Por que dizem os escribas que é necessário que Elias venha primeiro?

E, respondendo ele, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e todas as coisas restaurará; e, como está escrito do Filho do homem, que ele deva padecer muito e ser aviltado.

Digo-vos, porém, que Elias já veio, e fizeram-lhe tudo o que quiseram, como dele está escrito”. Marcos 9:11-13 (ACF)

“E lhe perguntaram: "Por que os mestres da lei dizem que é necessário que Elias venha primeiro? "

Jesus respondeu: "De fato, Elias vem primeiro e restaura todas as coisas. Então, por que está escrito que é necessário que o Filho do homem sofra muito e seja rejeitado com desprezo?

Mas eu lhes digo: Elias já veio, e fizeram com ele tudo o que quiseram, como está escrito a seu respeito". Marcos 9:11-13 (NVI)

Jesus respondeu aos seus discípulos sobre Elias, fala-lhes sobre João o Batista, o precursor de seu Ministério Terreno.

“Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus”. Isaías 40:3

O próprio João Batista se auto identifica como a voz que clama no deserto, quando os enviados dos fariseus o interrogaram: “Disse: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.

E os que tinham sido enviados eram dos fariseus”. João 1:23-24

Louvado seja o Senhor Deus, a ele seja dado todo o louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 29/01/2023

Referências Bibliográficas:

Bíblias tradução: ACF-Almeida Corrigida e Fiel; NVI-Nova Versão Internacional.

Comentários: Craig S.Keener/ComentárioHistóricoCulturaldaBíblia/NovoTestamento/Edt.VidaNova.


No alto do monte a Glória Excelsa, ao pé do monte a grande tristeza.

Marcos 9: 9

Ao término da visão gloriosa de Jesus transfigurado e com a estapafúrdia solicitação do Apóstolo Pedro para fazerem três tendas simbolizando a presença de Jesus, Moisés e Elias, pois espantados com a visão, não sabiam o que dizer., ao olharem em derredor não viram ninguém e  começaram a descer o monte.

“E, tendo olhado em redor, ninguém mais viram, senão só Jesus com eles.

E, descendo, eles do monte, ordenou-lhes que a ninguém contassem o que tinham visto, até que o Filho do homem ressuscitasse dentre os mortos.

E eles retiveram o caso entre si, perguntando uns aos outros que seria aquilo, ressuscitar dentre os mortos”. Marcos 9:8-10 (ACF)

“Repentinamente, quando olharam ao redor, não viram mais ninguém, a não ser Jesus.

Enquanto desciam do monte, Jesus lhes ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do homem tivesse ressuscitado dos mortos.

Eles guardaram o assunto apenas entre si, discutindo o que significaria "ressuscitar dos mortos". Marcos 9:8-10 (NVI)

Jesus, ao pedir-lhes que a ninguém contasse o ocorrido na transfiguração, até que ele ressuscitasse de entre os mortos, isto porque poderia haver disseção e confusão entre os judeus, levando o povo a insurgir-se contra os romanos, após sua ressurreição já não haveria mais esse perigo.

“E interrogaram-no, dizendo: Por que dizem os escribas que é necessário que Elias venha primeiro?

E, respondendo ele, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e todas as coisas restaurará; e, como está escrito do Filho do homem, que ele deva padecer muito e ser aviltado.

Digo-vos, porém, que Elias já veio, e fizeram-lhe tudo o que quiseram, como dele está escrito”. Marcos 9:11-13 (ACF)

“E lhe perguntaram: "Por que os mestres da lei dizem que é necessário que Elias venha primeiro? "

Jesus respondeu: "De fato, Elias vem primeiro e restaura todas as coisas. Então, por que está escrito que é necessário que o Filho do homem sofra muito e seja rejeitado com desprezo?

Mas eu lhes digo: Elias já veio, e fizeram com ele tudo o que quiseram, como está escrito a seu respeito". Marcos 9:11-13 (NVI)

O Mestre concorda com eles e diz: Elias haveria de vir antes do Messias, porém ele já teria vindo e o mataram, como também farão com ele.

Faz alusão a João Batista, o precursor de seu Ministério, diz-lhes que eles farão com ele, Jesus, o mesmo que fizeram com João Batista.

 

Chegaram ao pé do monte.

 

“E, quando se aproximou dos discípulos, viu ao redor deles grande multidão, e alguns escribas que disputavam com eles.

E logo toda a multidão, vendo-o, ficou espantada e, correndo para ele, o saudaram”. Marcos 9:14-15 (ACF)

 

“Quando chegaram onde estavam os outros discípulos, viram uma grande multidão ao redor deles e os mestres da lei discutindo com eles.

Logo que todo o povo viu Jesus, ficou muito surpreso e correu para saudá-lo”. Marcos 9:14-15 (NVI)

 

Alguns estudiosos procuram fazer um paralelo entre a aparição de Jesus e a de Moisés com a surpresa da multidão, sugerindo estar Jesus com o rosto resplandecente. D.L.Moody não concorda, diz: “não haver referência em nenhum evangelho sobre este fato”, portanto a surpresa da multidão fica por conta da rápida chegada de Jesus, quando ninguém o esperava e pelo momento oportuno.

 

“E perguntou aos escribas: Que é que discutis com eles?

E um da multidão, respondendo, disse: Mestre, trouxe-te o meu filho, que tem um espírito mudo;

E este, onde quer que o apanhe, despedaça-o, e ele espuma, e range os dentes, e vai definhando; e eu disse aos teus discípulos que o expulsassem, e não puderam”. Marcos 9:16-18 (ACF)

 

“Perguntou Jesus: "O que vocês estão discutindo? "

Um homem, no meio da multidão, respondeu: "Mestre, eu te trouxe o meu filho, que está com um espírito que o impede de falar.

Onde quer que o apanhe, joga-o no chão. Ele espuma pela boca, range os dentes e fica rígido. Pedi aos teus discípulos que expulsassem o espírito, mas eles não conseguiram". Marcos 9:16-18 (NVI)

 

 

Jesus interroga os escribas sobre o que estavam discutindo, nisso é interrompido por um pai aflito, seu filho estava possuído de um demônio e os discípulos que ali ficaram, não puderam expulsá-lo.

 

 

“E ele, respondendo-lhes, disse: Ó geração incrédula! até quando estarei convosco? até quando vos sofrerei ainda? Trazei-mo”. Marcos 9:19 (ACF)

 

“Respondeu Jesus: "Ó geração incrédula, até quando estarei com vocês? Até quando terei que suportá-los? Tragam-me o menino". Marcos 9:19 (NVI)

 

Jesus exclama, chamando-os de incrédulos e até quando sofreria a incredulidade deles, uma repreensão aos escribas, não ajudavam, ou antes procuravam dificultar os trabalhos dos que desejavam auxiliar os desvalidos, eram incrédulos e maus.

 

“E trouxeram-lho; e quando ele o viu, logo o espírito o agitou com violência, e, caindo o endemoninhado por terra, revolvia-se, escumando.

E perguntou ao pai dele: Quanto tempo há que lhe sucede isto? E ele disse-lhe: Desde a infância.

E muitas vezes o tem lançado no fogo, e na água, para o destruir; mas, se tu podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós, e ajuda-nos.

E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê.

E logo o pai do menino, clamando, com lágrimas, disse: Eu creio, Senhor! ajuda a minha incredulidade”. Marcos 9:20-24 (ACF)

 

“Então, eles o trouxeram. Quando o espírito viu Jesus, imediatamente causou uma convulsão no menino. Este caiu no chão e começou a rolar, espumando pela boca.

Jesus perguntou ao pai do menino: "Há quanto tempo ele está assim? " "Desde a infância", respondeu ele.

"Muitas vezes o tem lançado no fogo e na água para matá-lo. Mas, se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos. "

"Se podes? ", disse Jesus. "Tudo é possível àquele que crê. "

Imediatamente o pai do menino exclamou: "Creio, ajuda-me a vencer a minha incredulidade!”. Marcos 9:20-24 (NVI)

 

O demônio ao vir Jesus sentiu a supremacia do Mestre, procurou, através do sentimento amoroso de Jesus influir em sua decisão de não o expulsar, por compaixão ao estado do menino.

 

Lembro-me de certa vez ter passado por um problema desse, próximo a minha casa há uma mercearia, lá cheguei, encontrei o dono da mercearia, sua mãe, irmã, seu cunhado e um jovem conhecido do local, este jovem estava com um espírito demoníaco, aproximei, senti no coração o desejo de expulsar o demônio, fiz a primeira vez, dizendo-lhe para sair em nome de Jesus, disse-me que eu não tinha poder para expulsá-lo, falei-lhe que realmente eu não tinha poder para isso, só que estava expulsando-o em nome de Jesus, pediu-me para afastar-me, se continuasse no meu propósito em expulsá-lo, ele jogaria o jovem, o chamou de cavalo, ao solo e o deixaria ali até o outro dia estirado no chão. Afastei-me e pedi aos que ali estavam para fazer o mesmo, deixando-o só, está situação deixou-me bastante triste por não ter continuado a exorcizar, porém algum tempo depois soube que ele se converteu a Jesus e tornou-se Pastor de uma Igreja numa cidade próxima. Vi, então, que o Espírito Santo continuou fazendo o trabalho não concluído por mim, isso para não sentir-me vaidoso, ou orgulhoso e a vista daqueles que ali estavam, pois só Jesus expulsa os demônios.

 

“E Jesus, vendo que a multidão concorria, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele, e não entres mais nele.

E ele, clamando, e agitando-o com violência, saiu; e ficou o menino como morto, de tal maneira que muitos diziam que estava morto.

Mas Jesus, tomando-o pela mão, o ergueu, e ele se levantou”. Marcos 9:25-27 (ACF)

 

“Quando Jesus viu que uma multidão estava se ajuntando, repreendeu o espírito imundo, dizendo: "Espírito mudo e surdo, eu ordeno que o deixe e nunca mais entre nele".

O espírito gritou, agitou-o violentamente e saiu. O menino ficou como morto, a ponto de muitos dizerem: "Ele morreu".

Mas Jesus tomou-o pela mão e o levantou, e ele ficou em pé”. Marcos 9:25-27 (NVI)

 

Jesus expulsou o demônio e este ao sair agitou violentamente o menino, o deixou como se estivesse morto, o Mestre toma-o pela mão e o levanta, assim ele faz com todos os homens e mulheres, estende sua mão e os levanta em todas as situações que estiverem.

 

“Depois de Jesus ter entrado em casa, seus discípulos lhe perguntaram em particular: "Por que não conseguimos expulsá-lo? "

Ele respondeu: "Essa espécie só sai pela oração e pelo jejum". Marcos 9:28-29 (NVI)

 

“E, quando entrou em casa, os seus discípulos lhe perguntaram à parte: Por que o não pudemos nós expulsar?

E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum”. Marcos 9:28-29 (ACF)

 

Jejum é o domínio sobre a carne da própria pessoa, a oração é o sentimento de dependência do homem e da mulher a Jesus, pois sem Jesus nada podemos fazer.

 

“Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”. João 15:5

 

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

 

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 12/02/2023.

 

Referências Bibliográficas.

Bíbias/traduções: ACF-Almeida Corrigida e Fiel; NVI-Nova Versão Internacional.

Comentários: Mathew Henry/CPAD; Dwight Lymon Moody/CPAD; Beacon/CPAD; Craig S. Keener/VidaNova.


Ministério Terreno de Jesus

Ser o maior sendo o menor.

Mateus 18: Marcos 9: Lucas 9:

Um dos atributos da deidade de Jesus é ser onisciente, os discípulos do Mestre, no caminho de Cesareia de Filipe em direção à Cafarnaum, discutiam entre si quem seria o maior entre eles, ao chegarem em casa, Jesus pergunta a eles o que discutiam no caminho, calaram-se.

“E chegou a Cafarnaum e, entrando em casa, perguntou-lhes: Que estáveis vós discutindo pelo caminho?

Mas eles calaram-se; porque pelo caminho tinham disputado entre si qual era o maior”. Marcos 9:33-34 (ACF)

“E chegaram a Cafarnaum. Quando ele estava em casa, perguntou-lhes: "O que vocês estavam discutindo no caminho? "

Mas eles guardaram silêncio, porque no caminho haviam discutido sobre quem era o maior”. Marcos 9:33-34 (NVI)

Acredita-se ter acontecido esta discussão a informação de Jesus sobre sua morte e ressurreição, para eles a oportunidade da restauração do reino dravídico, tão esperado pela nação judaica e  deposição do Império romano, livrando-os do jugo escravagista dos romanos, também em todas as ocasiões Jesus escolhia os Apóstolos Pedro, Tiago e João para acompanhá-lo a sós em momentos importantes, isto atiçou no meio deles a curiosidade quem seria o maior no reino temporal de Jesus com sua posse, como acreditavam, com a sua posse como Messias.

Para os judeus o Messias seria um ser terreno, guerreiro que restauraria o reino, a semelhança do reino de Davi e os livraria do jugo romano, pensavam então quem seria dentre eles o maior.

“Porque ensinava os seus discípulos, e lhes dizia: O Filho do homem será entregue nas mãos dos homens, e matá-lo-ão; e, morto ele, ressuscitará ao terceiro dia.

Mas eles não entendiam esta palavra, e receavam interrogá-lo”. Marcos 9:31-32 (ACF)

“porque estava ensinando os seus discípulos. E lhes dizia: "O Filho do homem está para ser entregue nas mãos dos homens. Eles o matarão, e três dias depois ele ressuscitará".

Mas eles não entendiam o que ele queria dizer e tinham receio de perguntar-lhe”. Marcos 9:31-32 (NVI)

Jesus, para surpresa dos discípulos, colocou uma criança entre eles, como referência de quem seria o maior no reino dos Céus.

“E ele, assentando-se, chamou os doze, e disse-lhes: Se alguém quiser ser o primeiro, será o derradeiro de todos e o servo de todos.

E, lançando mão de um menino, pô-lo no meio deles e, tomando-o nos seus braços, disse-lhes:

Qualquer que receber um destes meninos em meu nome, a mim me recebe; e qualquer que a mim me receber, recebe, não a mim, mas ao que me enviou”. Marcos 9:35-37 (ACF)

“Assentando-se, Jesus chamou os Doze e disse: "Se alguém quiser ser o primeiro, será o último, e servo de todos".

E, tomando uma criança, colocou-a no meio deles. Pegando-a nos braços, disse-lhes:

"Quem recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo; e quem me recebe, não está apenas me recebendo, mas também àquele que me enviou". Marcos 9:35-37 (NVI)

Jesus ao colocar uma criança como exemplo de proeminência em seu reino, foi de grande impacto para os seus discípulos, porquanto na época as crianças eram consideradas estorvos, sem valor, ou um valor quase nulo, sem cultura, imprópria para a produção intelectual ou mesmo para o trabalho.

Observamos nesta atitude uma repreensão aos discípulos por desejarem grandezas terrenas, porém o poder está nas mãos dos mais humildes e na essência de vida de uma criança encontra-se a inocência, a honestidade, a pureza de coração e a obediência.

 Jesus mostra a verdadeira grandeza do caráter de um homem e de uma mulher, ela é revelada no serviço humilde. Quando alguém recebe uma criança em Seu Nome, está inconscientemente acolhendo Cristo, assim estará também recebendo o Pai que o enviou, os estudiosos acrescentam os iniciantes no evangelho por Jesus dizer os pequeninos.

“E qualquer que escandalizar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma mó de atafona, e que fosse lançado no mar.

E, se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor é para ti entrares na vida aleijado do que, tendo duas.

Onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga”. Marcos 9: 42-44 (ACF)

"Se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, seria melhor que fosse lançado no mar com uma grande pedra amarrada no pescoço.

Se a sua mão o fizer tropeçar, corte-a. É melhor entrar na vida mutilado do que, tendo as duas mãos, ir para o inferno, onde o fogo nunca se apaga,

onde o seu verme não morre, e o fogo não se apaga”. Marcos 9:42-44 (NVI)

O Mestre apresenta uma série de situações simbólicas, a qual o homem ou a mulher crente nele, por suas atitudes pecaminosas fizerem um destes pequenos servos de Cristo, afastarem-se dele, o pecado torna-se tão forte e a posição do pecador para reabilitar-se, seria como amarrar ao pescoço uma pedra, chamada Mó de azenha, era uma pedra usada para moer o milho, de tão pesada um homem só não conseguia levantá-la, para isso precisavam de animais de carga que a movimentava,

“Mas, qualquer que escandalizar um destes pequeninos, que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar”. Mateus 18:6

Jesus em sua admoestação apresenta outras situações, como a mão, o pé, o olho, porquanto ao arrancar o que lhe faz pecar, será melhor entrar no reino dos céus aleijado do que ir para o inferno, isso não quer dizer fazer estas coisas literalmente, porém exemplos fortes para alertar a gravidade do pecado.

Os judeus não possuíam um parâmetro que lhe fosse possível conhecer o inferno. Jesus compara-o ao vale de hinom (Geena), em hebraico Ge-Hinnom, um vale de horror e desprezo, ao dizer que “o inferno, onde o fogo nunca se apaga, onde o seu verme não morre, e o fogo não se apaga” era o lixão de toda Jerusalém, lugar tétrico e afastado da cidade.

“Porque cada um será salgado com fogo, e cada sacrifício será salgado com sal.

Bom é o sal; mas, se o sal se tornar insípido, com que o temperareis? Tende sal em vós mesmos, e paz uns com os outros”. Marcos 9:49-50 (ACF)

“Cada um será salgado com fogo.

"O sal é bom, mas se deixar de ser salgado, como restaurar o seu sabor? Tenham sal em vocês mesmos e vivam em paz uns com os outros". Marcos 9:49-50 (NVI)

Jesus mostra-lhes algo muito comum ao judeu, o sal, ele possuía duas propriedades, uma temperar a carne e a outra preservá-la da corrupção, na lei de Deus, dada a Moisés, há a obrigatoriedade ao judeu durante o sacrifício, fosse ela temperada com sal.

“E todas as tuas ofertas dos teus alimentos temperarás com sal; e não deixarás faltar à tua oferta de alimentos o sal da aliança do teu Deus; em todas as tuas ofertas oferecerás sal”. Levítico 2:13

No sacrifício o fogo consumia toda a oferta, assim cada um será salgado e consumido pelo fogo, o cuidado para que a vida de todos, homens e mulheres, tenham o bom sal, se for insípido, como restaurar o sabor?

“Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens”. Mateus 5:13

O bom sal ficava sobre o altar e o mal, o insípido, era posto ao redor do altar no chão onde os homens o pisavam.

Vedes como sois e tende paz entre todos vós.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo o louvo, poder, honra e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 09/04/2023

 



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 



 



 






 

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