Viagem ao Lar Celestial

Viagem ao Lar Celestial

 














i













 História dos Apóstolos de Jesus Cristo 

A Fantástica História dos Apóstolos de Jesus Cristo e expansão do cristianismo no primeiro século. 


Inicialmente pensei escrever sobre uma viagem  imaginária ao Lar Celestial, porém a história dos Apóstolos e dos Cristão, desde o advento do Messias, Jesus, sua vida, sofrimento, morte, sepultamento,  ressurreição, ascensão ao Reino dos céus e o Ministério dos Apóstolos, após a descida do Espirito Santo, durante o primeiro século, eram mais fascinantes  que uma viagem imaginária, assim pus-me escrever a história Eclesiástica, os Apóstolos e Cristãos no primeiro século.

Para escrever sobre a história do cristianismo tem-se de começar no advento do Messias até a ascensão aos céus e o derramamento do Espírito Santo, iniciando, então, com o ministério dos Apóstolos.

Muito já se escreveu sobre este assunto, mas sempre existe algo que tenha passado despercebido, não pensamos, sermos inéditos, o que seria uma grande prepotência de nossa parte, mas humildemente nos demos o privilégio de escrever sobre este assunto.  

Primeiro crer na inerrância da Bíblia como a infalível Palavra de Deus, “Sola Scriptura”, somente as Escrituras, em seguida, em Jesus, conhecer sua essência, missão aqui na terra, seguir o caminho planejado por ele, ou seja, o caminho estreito.

Crer em Jesus é assumir sua identidade: "já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus que me amou e a si mesmo se entregou por mim". Gal. 2:20

Isto só é possível pela fé em Cristo Jesus “Sola Fide 

E o caminho a seguir, há um largo e outro estreito?

Uma incógnita!

Muitos são os caminhos, alguns fazem o caminho de Santiago de Compostela: "O mais tradicional é o Francês que começa em Saint-Jean-Pied-de-Port, no sul da França, e vai até Santiago de Compostela. São cerca de 800 km que passam por castelos, histórias de cavaleiros templários, igrejas encantadoras, vilarejos, plantações de uvas, florestas, pastos, rios". (asantiagovoy.travel/pt/caminho-de-santiago)

Acredita-se que essa viagem levará a uma felicidade em realizações futuras ou agradecimento de alguma benção recebida, porém é material, externa, terrena, efêmera, temporal, sem a participação do espiritual dado por Jesus Cristo, ao fim da jornada tudo volta ao que era antes.

Outro caminho seria o de Israel, onde Jesus peregrinou, há várias agências de viagens que fazem excursões para Israel. Porém os lugares que Jesus caminhou, hoje são ruínas Cafarnaum, Corazim, Betsaida e Jerusalém, do Templo de Salomão só resta um muro, o que sustentava o alicerce, hoje muro das lamentações.

Jesus profetizou a destruição de Israel, pediu aos seus servos ao vir a Abominação Avassaladora, fugisse da cidade, isso se deu  quando o Imperador romano, Tito, cercou a Judeia e a destruiu por completo, conta-se que nenhum servo de Jesus, os cristãos, sofreram algum dano, então, não é esse o caminho, pode para algumas pessoas sentirem-se influenciada emocionalmente pelo local onde Jesus esteve,  por exemplo, eu gostaria de fazê-los para sentir a atmosfera da caminhada. 

Há outros, muitos lembrados e seguidos por multidão de peregrinos, os de Roma, via Ápia, o Coliseu, a Capela Sistina, os Palácios dos Imperadores, não são esses os caminhos a nos interessar. 

Houve, logo após a morte de Jesus, um caminho seguido por dois discípulos do Mestre em frustação, tristeza, desânimo e fuga, o caminho para Emaús, quando, estes dois discípulos de Jesus, vindo de Jerusalém, após o enterro do Mestre, iam tristes, decepcionados, pelo caminho, Jesus aproximou-se deles e conversou com eles para dar-lhes ânimo.

Outro caminho, o de Damasco, quando o Apóstolo Paulo foi, com autorização do Sinédrio, para prender os crentes em Jesus e teve uma sublime aparição do Mestre que mudaria toda sua vida,  aparece ao Apóstolo e o admoesta por sua conduta infiel, o Apóstolo converteu-se e foi um baluarte na propagação do evangelho em todo o mundo.

Caminhamos, então, para o lar celestial em novidade de vida.

Mas qual o caminho a seguir?

Não façamos como Alice no País das Maravilhas, não sabendo o caminho perguntou ao gato sentado numa árvore:

"Onde vai dar este caminho?

O gato perguntou:

-Para onde queres ir?

Alice respondeu:

-Não sei para onde vou, estou perdida.

 O gato lhe disse:

-Para quem está perdido qualquer caminho lhe convém". (Lewis Carrol-o gato de Cheshire-Alice no Pais das Maravilhas)

Muitos estão como Alice no pais das maravilhas, não sabendo qual caminho seguir.


Há dois caminhos citados por Jesus um largo, cheio de atrações, concupiscências, lascívias e luxúrias, prazeres que agradam aos olhos e a carne, mas não leva ao Reino de Deus e um outro o estreito, cheios de adversidades, cardos, lutas, perseguições, difícil de seguir, este leva ao Reino dos Céus, para seguir este caminho é necessário crer em Jesus

“Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;

E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” Mateus 7:13,14

Temos diante de nós dois caminhos a seguir.

Um de grandes atrativos, a porta e o caminho largo são cheios de prazeres mundanos, agradáveis a vista e de todos os tipos que agradam ao homem e a mulher, uma ode ao “hedonismo, uma filosofia falsa”.

Ao seguir esse caminho satisfaremos os nossos olhos, a nossa carne e desagradaremos a Deus.

“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.

 Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.

E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. 1 João 2:15-17 

 Portanto não é este o caminho a seguir.

 Vejamos o outro a porta e o caminho estreito.

Jesus disse que ele era o caminho:

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”. João 14:6

A primeira atitude para entrar neste caminho é crer em Jesus, nos seus ensinos e mandamentos, arrepender-se de seus pecados e confessá-los a Deus. Assim o Espírito Santo tomará todo o ser do homem e da mulher e serás renovado no espírito, estarás apto a entrar pela porta estreita, porém há outros requisitos, despojar-se do velho homem ou da velha mulher, colocando aos pés de Cristo todo o teu fardo e revestir-se da armadura de Jesus.

“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.

Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.

Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mal e, havendo feito tudo, ficar firmes.

 Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça;

 E calçados os pés na preparação do evangelho da paz;

Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.

Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus”. Efésios 6:11-17

Prontos para entrar pela porta estreita e seguir o caminho estreito, em ordinário marche, cabeça erguida, peito para fora, barriga para dentro, um, dois, três.

 “Estou seguindo a Jesus Cristo

 Deste caminho, eu não desisto

 Estou seguindo a Jesus Cristo

 Atrás não volto, não volto não

 

 Atrás o mundo, Jesus a frente

Jesus é o Guia Onipotente

Atrás o mundo, Jesus à frente

Atrás não volto, não volto não

 

Estou seguindo a Jesus Cristo

Desse caminho, eu não desisto

Estou seguindo a Jesus Cristo

 Atrás não volto, não volto não

 

 Se me deixarem os pais e amigos

 Se me cercarem muitos perigos

 Se me deixarem os pais e amigos

 Atrás não volto, não volto não

 

Depois da luta, vem a coroa

E a recompensa é certa e boa

Depois da luta, vem a coroa

Atrás não volto, não volto não

Dois discípulos de Jesus no caminho do desânimo e da frustação, o caminho de Emaús.

Jesus disse que há dois caminhos, um largo, bom de se caminhar e o outro o estreito, difícil de se andar.

Os dois discípulos de Jesus seguiram pelo caminho errado, não deram ouvidos a ordem do Mestre para ficarem em Jerusalém, foram pelo caminho largo, afastaram-se do comprometimento das verdades bíblicas, inicialmente estavam tristes, não conheciam Jesus em sua inteireza de vida, estavam frustrados, sem esperança, desanimados, ansiosos, sem futuro, decepcionados.

No Evangelho de Lucas  um deles é identificado como Cléopas, presume-se tenham sido uns dos setenta e dois discípulos que o Mestre enviou para evangelizarem, como precursor de sua ida a vários lugares adjacentes a Judeia.

“Depois disso o Senhor designou outros setenta e dois e os enviou dois a dois, adiante dele, a todas as cidades e lugares para onde ele estava prestes a ir”. Lucas 10: 1

Eles aproveitaram a incerteza da ocasião e foram para Emaús, uma localidade distante de Jerusalém, sessenta estádio, aproximadamente onze quilômetros, não permaneceram em Jerusalém a pedido do Mestre.

“E eis que no mesmo dia iam dois deles para uma aldeia, que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús.

E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido.

E aconteceu que, indo eles falando entre si, e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou, e ia com eles.

Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem”. Lucas 24: 13-16

Jesus ao ressuscitar, apareceu a eles com uma aparência diferente, glorificada, daquela que estavam acostumados, tanto é que Maria Madalena não o reconheceu ao vê-lo no sepulcro após a ressurreição, pensou ser o jardineiro.

“E Maria estava chorando fora, junto ao sepulcro. Estando ela, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro.

E viu dois anjos vestidos de branco, assentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés.

E disseram-lhe eles: Mulher, por que choras? Ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram.

E, tendo dito isto, voltou-se para trás, e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus.

Disse-lhe Jesus: Mulher, por que choras? Quem buscas? Ela, cuidando que era o hortelão, disse-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei.

Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni, que quer dizer: Mestre”. João 20:11-16

Ao passarem pela porta estreita e seguirem o caminho estreito, terão em primeira mão a notícia da morte, sepultamento e ressurreição de Jesus Cristo, informação, esta, dada pelos quatros evangelhos que contam a vida de Jesus.

Jesus foi preso numa sexta-feira à noite, para não excitar a população que o amava, assim pensava os maiorais dos judeus.

“E os principais dos sacerdotes, e os escribas, andavam procurando como o matariam; porque temiam o povo”. Lucas 22:2

Nesta mesma noite foi julgado pelo sinédrio e pela manhã levado a Calígula, Imperador Romano, para sacramentar a morte por cruz, foi crucificado e a tarde faleceu, sendo neste mesmo dia sepultado, pois no outro dia seria sábado e de acordo com o critério judeu, não poderia permanecer na cruz.

Passado o sábado e logo nos primeiros albores do dia, algumas mulheres que o serviam, foram ao sepulcro com óleos aromáticos para embalsamarem seu corpo, Maria, mãe de Tiago, Maria Madalena, Joana, Salomé e outras. Iam, pelo caminho, conversando como abririam o sepulcro.

“E diziam umas às outras: Quem nos revolverá a pedra da porta do sepulcro?” Marcos 16: 3

Avistaram, quando chegaram, a porta do sepulcro aberta e o corpo de Jesus não estava no local, ficaram perplexas e foram contar aos Apóstolo o ocorrido, Pedro, e João foram ver o que havia acontecido, encontraram os lençóis jogados ao chão, enquanto o lenço que encobria seu rosto estava dobrado sobre a pedra onde jazera seu corpo, para a tradição judaica isso dizia que voltaria.

“Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis,

E que o lenço, que tinha estado sobre a sua cabeça, não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte.

Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu”. João 20: 6-8

“Depois de ressuscitar, Jesus apresentou-se a eles e deu-lhes muitas provas indiscutíveis de que estava vivo. Apareceu-lhes por um período de quarenta dias falando-lhes acerca do Reino de Deus.

Certa ocasião, enquanto comia com eles, deu-lhes esta ordem: "Não saiam de Jerusalém, mas esperem pela promessa de meu Pai, da qual falei a vocês.

Pois João batizou com água, mas dentro de poucos dias vocês serão batizados com o Espírito Santo". Atos dos Apóstolos 1: 3-5

Denota-se que os dois discípulos conversavam pelo caminho mostrando suas frustrações pelos acontecimentos com Jesus, sua morte na cruz e sepultamento, não tinham conhecimento de sua ressurreição e para os judeus, depois de três dias após o sepultamento nada houvesse ocorrido, tudo era acabado.

Demonstravam desânimo, tristeza, depressão e ansiedade, pois esperavam de Jesus a restauração do reino judaico sobre os romanos, mas se houvessem prestado atenção nos ensinos de Jesus, veriam que o Reino de Jesus era espiritual e ele veio para restaurar o coração da humanidade.

Durante a conversa deles, Jesus, sem eles o saberem quem era, juntou-se a eles e perguntou-lhes o que falavam entre si:

“E ele lhes disse: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós, e por que estais tristes?

E, respondendo um, cujo nome era Cléopas, disse-lhe: És tu só peregrino em Jerusalém, e não sabes as coisas que nela têm sucedido nestes dias?

E ele lhes perguntou: Quais? E eles lhe disseram: As que dizem respeito a Jesus Nazareno, que foi homem profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; 

E como os principais dos sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação de morte, e o crucificaram.

E nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel; mas agora, sobre tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram”. Lucas 24: 17-21  

Jesus os chama de néscios, sem conhecimento de causa, passa então a contar-lhes o que as Escrituras profetizavam a seu respeito desde o princípio de todas as coisas.

“E ele lhes disse: Ó néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram!

Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória?

E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras”. Lucas 24:25-27

Como judeus deveriam conhecer as Escrituras, mas não a conheciam em sua profundeza e nuances das suas verdades espirituais.

“Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!

Por que quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro?

Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado?

Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém”. Romanos 11:33-36

Estavam no caminho errado, era para ficar em Jerusalém, mas seguiram o coração em sua decepção, pois era mais fácil, não deram ouvidos as ordens do Mestre e foram para um local distante, como em fuga as consequências ou medo de ocorrer com eles a perseguição que adviria aos seguidores do Mestre.  

“Chegaram à aldeia para onde iam, e ele fez como quem ia para mais longe.

E eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles.

E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o, e lho deu.

Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes.

E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?

E na mesma hora, levantando-se, tornaram para Jerusalém, e acharam congregados os onze, e os que estavam com eles,

Os quais diziam: Ressuscitou verdadeiramente o Senhor, e já apareceu a Simão.

E eles lhes contaram o que lhes acontecera no caminho, e como deles fora conhecido no partir do pão”. Lucas 24:28-35 

Quando o homem e a mulher ao conhecerem Jesus, os seus olhos se abrem para as verdades em Cristo e são libertos de seus pecados.

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” João 8: 32

Um maravilhoso encontro com Jesus, entrou na casa com eles, ceou com eles, mas durante a oração e ao partir do pão, abriram-se seus olhos, sentiram que o coração ardia durante  no caminho com Cristo ao lado.

Deixaram incontinente o caminho errado e voltaram para Jerusalém, o caminho certo.

Ascensão de Jesus ao Reino dos Céus envolto numa nuvem em glória. 

Por ordem de Jesus, os Apóstolos encontravam-se no Monte das Oliveira, a 2 quilômetros de Jerusalém. 

“O Monte das Oliveiras é um complexo elevado de quatro colinas a leste da cidade de Jerusalém. Mas popularmente a designação Monte das Oliveiras se refere principalmente as duas colinas centrais. Nos tempos bíblicos o Monte das Oliveiras era coberto de vegetação e bem arborizado, principalmente com oliveiras. Mas durante o governo de Tito, todas as oliveiras foram retiradas. Isso significa que apesar de ainda existirem oliveiras muito antigas na base do monte, nenhuma delas pode ser datada do tempo de Jesus. Atualmente as encostas do Monte das Oliveiras são rochosas e com poucas árvores no lado oeste”. (estiloadotação.com) 

Jesus determina aos seus discípulos ficarem em Jerusalém, houve um motivo importante para esta ordem, poderiam, dispersarem, irem cada um para sua casa, desmotivando-se em continuar e sem o Espírito Santo, a missão de fazer os ensinos e mandamentos de Jesus por toda a face da terra, estaria sem o suporte necessário para realizarem a propagação do evangelho por todo o mundo.

Vimos aqueles dois discípulos no caminho de Emaús, sem ânimo, desmotivados, mas ao conhecerem Jesus, retornam a Jerusalém ao convívio dos Apóstolos.

O Mestre logo após sua ressurreição foi visto por quarenta pessoas que autenticaram sua ressuscitação.

“Depois do seu sofrimento, Jesus apresentou-se a eles e deu-lhes muitas provas indiscutíveis de que estava vivo. Apareceu-lhes por um período de quarenta dias falando-lhes acerca do Reino de Deus” Atos dos Apóstolos 1: 3

Esses discípulos, a quem Jesus falava sobre o Reino de Deus, perguntavam-lhe quando se daria a restauração do Reino, para eles, o temporal. Jesus fala-lhes sobre o Reino Espiritual. 

O sentimento judaico era primordialmente nacional, Deus era somente deles, o Messias seria para restaurar o reino temporal deles, não tinham uma visão global, não ia além do mundo judaico. 

Não era essa a visão e missão de Jesus, quando Deus separou Abraão para constituir uma Nação subordinada a Ele. Disse Deus a Abraão: “E em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz”. Gênesis 22:18

E Jesus ressurreto tinha uma missão para todos os seus discípulos, os que creem em seu nome, em todo o mundo, serem seus mensageiros, mas para isso ser possível só com a unção do Espírito Santo, o qual se daria por aqueles dias, portanto era necessário permanecerem em Jerusalém.

“Certa ocasião, enquanto comia com eles, deu-lhes esta ordem: "Não saiam de Jerusalém, mas esperem pela promessa de meu Pai, da qual falei a vocês.

Pois João batizou com água, mas dentro de poucos dias vocês serão batizados com o Espírito Santo". Atos dos Apóstolos 1: 4-5

Os discípulos de Jesus encontravam-se no Monte das Oliveiras, o mesmo Monte quando se deu sua prisão, poderia ser uma reflexão ou um sentimento de remorso por não ter ouvido o Mestre ao pedir-lhes que mantivessem em oração, vigília, antevendo sua prisão e o sofrimento que viria acontecer.

Jesus aparece a eles enquanto conversavam:

“O mesmo Jesus se apresentou no meio deles, e disse-lhes: Paz seja convosco.

E eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito.

E ele lhes disse: Por que estais perturbados, e por que sobem tais pensamentos aos vossos corações?

Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois, um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho.

E, dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés”. Lucas 24:36-40

“Parece que o Cristo ressuscitado tinha a capacidade de aparecer e desaparecer à sua vontade. 

Seu corpo ressuscitado possuía poderes que transcendiam as leis da matéria comum” (D.L.Moody)

O Mestre dá as últimas ordenanças a eles e eleva-se aos Céus, ao Trono de Glória, aguardando o seu retorno à terra.

“Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?

E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder.

Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.

E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.

E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco.

Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.

Então voltaram para Jerusalém, do monte chamado das Oliveiras, o qual está perto de Jerusalém, à distância do caminho de um sábado”. Atos 1: 6-12

Distância de um sábado, três quilômetros, o que era permitido a um judeu caminhar num sábado.

Uma magnificente imagem de Jesus elevando-se aos Céus, uma nuvem gloriosa o acompanhava, os discípulos em êxtase viram a sua ascensão.

Nós temos esse privilégio de participar dos momentos sublimes de Jesus, pelos testemunhos dos Apóstolos que conviveram com Jesus.

Estamos acompanhando Jesus e os Apóstolos pelo caminho que nos levará aos Céus.

História dos Apóstolos

Escolha de Matias como Apóstolo no lugar de Judas Iscariotes.

Os discípulos ficaram inebriados, com a indescritível ascensão e entronização ao Lar Celestial por Jesus envolto por uma gloriosa nuvem, não uma nuvem de vapor de água, tão comum na atmosfera, mas gloriosa.

Nesse estado de contemplação, com os olhos fitos nos céus, como algo inacreditável, aproximou-se deles dois anjos, vestidos de branco, a falar-lhes sobre esse momento e ordenou irem para Jerusalém, esperar a promessa de Jesus sobre o início e entronização do Ministério do Espírito Santo na terra.

“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.

E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.

E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco.

Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.

Então voltaram para Jerusalém, do monte chamado das Oliveiras, o qual está perto de Jerusalém, à distância do caminho de um sábado”. Atos 1: 8-12

“A ascensão de Cristo significava que Ele interrompia a comunhão visível com Seus discípulos na terra, e, ainda de posse do seu corpo ressurreto, tinha entrado no mundo invisível da habitação de Deus”. (D.L.Moody-CPAD). 

Foram para Jerusalém e entraram no Cenáculo, presume-se seja a casa de Maria, mãe de João Marcos, também onde Jesus realizou sua última ceia, residiam ali os Apóstolos.

“E, entrando, subiram ao cenáculo, onde habitavam Pedro e Tiago, João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, irmão de Tiago.

Todos eles perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos”. Atos 1:13,14

O Autor de Atos dos Apóstolos, Lucas, o médico amado, cita todos os Apóstolos, onze seu total, sendo que ao citar, apresenta os epítetos de alguns deles.

Simão, o Zelote, presume ser, para alguns uma pessoa zelosa, para outros, participante de um grupo de fariseus essênios e zelotes que lutaram contra Roma. 

“Os fariseus, essênios e zelotes “atuavam como grupos de resistência contra as forças de ocupação e os agentes de colaboração” (os saduceus) na época de Jesus”. (Farmer – citado por Beacons)

Judas, irmão de Tiago, trocou o nome para Tadeu, por motivo de Judas Iscariotes. 

Interessante ao citar as mulheres são aquelas que ao longo do Ministério terreno de Jesus o auxiliava, faz referência auspiciosa a Maria, mãe de Jesus.

Há controvérsias entre os estudiosos sobre os irmãos de Jesus, para uns eram filhos de José com outra mulher, sendo meio irmãos de Jesus, para outros primos e outros irmãos biológicos de Jesus. 

Outro fator a observar, eles perseveravam em orações e súplicas até o dia de Pentecoste, da ascensão de Jesus aos céus e do dia de Pentecoste passaram-se dez dias.

Estando eles reunidos, Pedro levantou-se e dirigiu-se aos presentes, Pedro era um líder inconteste, disse-lhes que por morte de Judas Iscariote, por suicídio, deveriam escolher outra pessoa que acompanhou Jesus desde seu batismo até sua ressurreição. 

Fez uma referência à morte de Judas, o qual rompeu o seu corpo e suas vísceras foram expostas, há, sem dúvida, algumas controvérsias a respeito do suicídio, somente no Evangelho de Mateus e em Atos dos Apóstolos faz referência ao suicídio, em Mateus diz que arrependido do que fizera, alguns estudiosos dizem que teve remorsos, lançou fora as trinta moedas de prata, jogando-as no Templo, foi-se enforcar. 

“E os príncipes dos sacerdotes, tomando as moedas de prata, disseram: Não é lícito colocá-las no cofre das ofertas, porque são preço de sangue”. Mateus 27: 6

Trinta moedas de prata era o preço de um escravo. 

No discurso de Pedro ele diz: “Ora, este adquiriu um campo com o galardão da iniquidade; e, precipitando-se, rebentou pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram.

E foi notório a todos os que habitam em Jerusalém; de maneira que na sua própria língua esse campo se chama Aceldama, isto é, Campo de Sangue”. Atos 1:18,19 “Aceldama é uma palavra aramaica traduzida por “Campo de Sangue”. 

Não há contradição entre o Evangelho de Mateus e Atos dos Apóstolos. 

“Agostinho, Bispo de Hipona, interpreta esta passagem assim "ele amarrou uma corda ao seu pescoço e, caindo com o rosto em terra, rebentou pelo meio" (Comentário de D.L. Moody-CPAD)

“Agostinho Bispo de Hipona e doutor da Igreja, Nasceu em 354 e chegou a ser bispo de Hipona durante 34 anos. Combateu duramente todas as heresias de sua época e morreu no ano 430”.

Pedro diz que de acordo com Salmos 69: 25, o lugar de Judas Iscariote deveria ser preenchido

“Porque no livro dos Salmos está escrito: Fique deserta a sua habitação, E não haja quem nela habite, e: Tome outro o seu bispado”. Atos 1: 20

“Judas teve o destino que mereceu por causa de sua incrível traição. O lugar de Judas foi preenchido não porque ele morreu, mas porque ele se desviou. Quando Tiago, o irmão de João, foi executado (Atos 12:2), seu lugar não foi preenchido”. (Comentário D.L.Moody-CPAD)

Para fazer parte no apostolado era necessário ter convivido com Jesus desde seu batismo por João Batista até a ressurreição.

“É necessário, pois, que, dos homens que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós,

Começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição.  

Apresentaram dois: José, chamado Barsabás, que tinha por sobrenome o Justo, e Matias.

E, orando, disseram: Tu, Senhor, conhecedor dos corações de todos, mostra qual destes dois tens escolhido,

Para que tome parte neste ministério e apostolado, de que Judas se desviou, para ir para o seu próprio lugar.

E, lançando-lhes sortes, caiu a sorte sobre Matias. E por voto comum foi contado com os onze apóstolos”. Atos 1: 21-26

Após a descida do Espírito Santo não mais se fez escolha por sorte e sim por ato exclusivo do Espírito Santo.

Sobre José, Barsabás, e Matias não há nenhum registro sobre eles.

Há sobre Matias duas tradições, uma que pregou na Judeia e foi morto apedrejado pelos judeus, em outra, evangelizou na Etiópia e foi morto enforcado.

Ficamos com o relato de Atos dos Apóstolos, os dois foram postos para a escolha para ficar no lugar de Judas Escariote, sendo Matias o escolhido, nada mais se falou nele.


História dos Apóstolos de Jesus.

Sermão do Apóstolo Pedro em Pentecoste

Atos dos Apóstolos 2: 14-40


Após o impressionante fenômeno do derramamento do Espírito Santo sobre os discípulos de Jesus no cenáculo onde estavam reunidos, quando sobreveio a eles um som de vento impetuoso e línguas repartidas caindo sobre cada um deles e foi dado a eles o poder de falarem em línguas maternas dos que estavam em Jerusalém. 

Judeus de várias partes do mundo estavam em Jerusalém, presumem-se milhões, são citados alguns locais em que viviam, eram judeus dispersos pelo mundo na diáspora e outros que habitavam em Jerusalém, muitos deles viam morar nela, para, nos últimos dias de vida pudessem morrer na cidade Santa.

“E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu.

E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.

E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando?

Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?

Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Asia,

E Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos,

Cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus. 

E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer?

E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto” Atos 2: 5-13

Pedro levantou e passou a explicar o que estava ocorrendo.

“Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a sua voz, e disse-lhes: Homens judeus, e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras.

Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo a terceira hora do dia”. Atos 2: 14-15

Um detalhe importante, os judeus não bebiam pela manhã, “terceira hora do dia”, nove horas

“O costume judeu era o de não comer 

antes dessa hora, que era a hora da oração matinal”. (Beacons-CPAD)  

Continuando, o Apóstolo Pedro, o seu testemunho, cita a profecia de Joel, contida em Joel 2: 28-31.

O derramamento do Espírito Santo na era messiânica, explicando o acontecimento ocorrido com os discípulos vinha da providência de Deus, eles estavam cheios do Espírito Santo e não embriagados, essa profecia foi dirigida sobre a Nação Israelita durante o poder messiânico, agora o seu cumprimento vinha sobre a Igreja Cristã.

Para os judeus o Espírito Santo somente apossava-se dos líderes da nação, reis, sacerdotes e profetas, o Apóstolo Pedro assegura-lhes ser o Espírito Santo para todos os súditos de Jesus, os que creem em seu nome e em todos os milagres, prodígios e sinais feitos por ele em seu Ministério terreno.

“Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel:

E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos sonharão sonhos;

E do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão”. Atos 2: 16-18

Após este preâmbulo, passa a testemunhar sobre Jesus Cristo com uma coragem e intrepidez cheio do Espírito Santo.

“Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis;

A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos”. Atos 2:22,23

Ao dizer-lhes, pela presciência e conselho de Deus fora entregue a eles, para cumprir o determinado nas Escrituras a respeito de Jesus, não os isenta da responsabilidade pela oposição, sofrimento, morte e sepultamento de Jesus.

“Embora a morte de Cristo estivesse no plano divino da redenção, isto de 

nenhuma maneira diminui a culpa daqueles que o mataram, porque eles agiram de livre e espontânea vontade”. (Beacon-CPAD)

Porém Deus não permitiu sua presença na sepultura, o ressuscitou para não passar pela decomposição e corrupção sujeita a todos os corpos humanos, porquanto Jesus era de natureza divina.

“Embora juízes humanos condenassem Jesus à morte, uma corte 

mais alta ressuscitou-o dos mortos, uma vez que era impossível que o 

Messias permanecesse sob o poder da morte”. (D.L.Moody)

“Ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela;

Porque dele disse Davi: Sempre via diante de mim o Senhor, Porque está à minha direita, para que eu não seja comovido;

Por isso se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; E ainda a minha carne há de repousar em esperança;

Pois não deixarás a minha alma no inferno, Nem permitirás que o teu Santo veja a corrupção; (Inferno, Seol, Hades, sepultura)

Fizeste-me conhecidos os caminhos da vida; Com a tua face me encherás de júbilo”. Atos 2:24-28

O Apóstolo Pedro diz a eles, Davi profetizou acerca de Jesus não permanecer na sepultura, pois continuaria vivo: “Fizeste-me conhecidos os caminhos da vida”.

Disse-lhes mais, a sepultura com o corpo de Davi permanecia junto deles e como profeta previu, pela palavra de Deus, levantaria do fruto de seus lombos aquele que assentaria em seu trono, Jesus o Messias, como também não o deixaria na sepultura, porém o glorificaria fazendo-o Senhor e Cristo.

“Saiba, pois com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo”. Atos 2:36

Ao ouvirem essas palavras caíram em si, perguntaram: “Que faremos, homens irmãos?” Atos 2:37

“E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo;

Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar”. Atos 2: 38-39

Com outras palavras disse: “Salvai-vos desta geração perversa”. Atos 2:40

Uma forte mensagem dita através do Espírito Santo, ocasionou quase três mil almas arrependidas, foram batizadas em águas e receberam o Espírito Santo. 

Início da Igreja Cristã

Atos dos Apóstolos 2:  29-36

A formação da Igreja Cristã se dá em Pentecoste, parece-nos impróprio dizer: Formação da primeira Igreja Cristã, por motivo de seus primeiros membros serem judeus.

Não era desejo dos Apóstolos criarem um outro caminho, se não a continuação do judaísmo, de acordo com as profecias a respeito de Jesus, um reino a semelhança do de Davi, porém espiritual.

“Homens irmãos, seja-me lícito dizer-vos livremente acerca do patriarca Davi, que ele morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura.

Sendo, pois, ele profeta, e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono...

Porque Davi não subiu aos céus, mas ele próprio diz: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita,

Até que ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés.

Saiba, pois com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo”. Atos 2: 29-30; 34-36

O Pentecoste era a festa das sete semanas, comemorava-se o fim da colheita e a entrega da lei de Deus aos judeus.

Para os cristãos, Pentecoste é a entronização no mundo do ministério do Espírito Santo, o qual influi decisivamente no conhecimento do povo sobre Jesus, sua missão messiânica, sua obra redentora e a expansão do cristianismo em todo o mundo.

Isso se deu no derramamento do Espírito Santo sobre os primeiros discípulos de Jesus, reunidos no cenáculo em Jerusalém, além dos doze Apóstolos, 120 pessoas, foi a primeira formação da Igreja Cristã, chamada primitiva.

A formação da Igreja Cristã e por conseguinte o início da expansão do Evangelho em todo os quadrantes da terra, impulsionados pelo  Espírito Santo.

Observamos a mensagem de Pedro aos milhares de judeus presente em Jerusalém, um homem simples, pescador da Galileia e num inflamado, corajosa, mensagem àqueles judeus, alguns cultos no judaísmo, levou-os a compungirem-se em seus corações:

 “compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, homens irmãos?” Atos 2:37 

O Espírito Santo agiu poderosamente em Pedro para falar-lhes de Jesus e os ouvintes para sentirem-se compungidos em seus corações em crer em Jesus. 

O Mestre, antes de ascender aos céus, falou-lhes que não os deixaria sós e o Espírito Santo ensinaria tudo ao seu respeito.

“Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós...

Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”. João 14: 18 e 26

Assim como o Apóstolo Pedro, os outros Apóstolo, participaram do melhor e mais capacitado seminário do mundo, Jesus Cristo e o Espírito Santo.

Agregaram-se, após a mensagem do Apóstolo Pedro, quase três mil fiéis, formando a primeira comunidade cristã no mundo.

“De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas,

E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.

E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.

E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum.

E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister.

E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,

Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar”. Atos 2: 41-47

Havia entre eles uma união, irmandade, partiam o pão entre si, para alguns estudiosos era a ceia memorial do Senhor, perseveravam nos ensinos dos Apóstolos, na adoração e nas orações.

Havia um sentimento amorável em cada um, os que eram abastados de bens, repartiam com os mais necessitados.

A Igreja inicial não possuía templo, mas iam ao Templo, as sinagogas, de casa em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, assim a Igreja crescia em quantidade e qualidade, tudo era feito com alegria e amor. 

“Não havia sociedades missionárias, nem instituições missionárias, nenhum esforço organizado nos três primeiros séculos; e em menos de 300 anos a população toda do império romano, que representava o mundo civilizado, foi nominalmente cristianizada.

Cada congregação foi uma sociedade missionária, e cada cristão um missionário inflamado pelo amor de Cristo para converter seu amigo. 

Cada cristão contou a seu próximo, o trabalhador ao seu companheiro de trabalho, o escravo a seu amigo escravo, o servo a seu mestre e mestra, a história da sua conversão, como um marinheiro conta a história do resgate de um naufrágio”. (Philip Schaff)

“A igreja primitiva não tinha templos.

Ela crescia através de suas reuniões nos lares. O lar dos crentes eram congregações, onde o evangelho era vivido e testemunhado com poder.

Paulo testificava de casa em casa”. (Pr. Hernandes Dias Lopes)

Assim cumprirão o mandamento de Jesus, todos santificados em Jesus e cheios do Espírito Santo, irmanados no cumprimento de sua ordem.

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.

Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado”. Marcos 16: 15-16

A importância da Igreja no mundo:

Adoração a Deus, a obediência aos ensinos de Jesus, a missão evangelizadora e ao ensino da Palavra de Deus. Todos os membros de uma Igreja são responsáveis pelo trabalho a ela destinado.

Primeiro milagre da era apostólica.

Atos dos Apóstolos 3: 1-26

Continuamos nossa viagem ao Lar Celestial.

O primeiro e extraordinário milagre da era cristã, foi o advento do Messias prometido, a encarnação do Senhor Deus em natureza humana, sua gestação, nascimento, vida, sofrimento, morte, sepultamento, ressurreição e ascensão ao trono Celestial.

O segundo maravilhosos milagre, foi o advento do Espírito Santo no dia de Pentecoste, porquanto Jesus em sua natureza humana estava restrito no mundo ao seu redor, era necessário sua morte, ressurreição, ascendência aos céus e sua glorificação, para assim o Espírito Santo vir a terra, não limitado no espaço, porém em onipresença, estar em todos os lugares e ao mesmo instante.

O primeiro milagre operado pelo Espírito Santo através dos Apóstolos Pedro e João.

Após o advento do Espírito Santo em Jerusalém, durante as festividades de Pentecoste e a formação da primeira comunidade cristã no mundo, os primeiros líderes da comunidade, os Apóstolos Pedro e João, foram ao Templo, atitude que reflete ser a primeira comunidade uma continuação do judaísmo e não uma nova ordem eclesiástica.

“E Pedro e João subiam juntos ao templo à hora da oração, a nona”. Atos 3:1

Era a hora do sacrifício e oração da tarde, os sacrifícios eram feitos duas vezes ao dia, um pela manhã e outro a tarde, o da tarde, hora nona, quinze horas em nosso calendário. 

“O incenso era oferecido no altar de ouro, no Santuário (ou Lugar Santo), antes que a oferta queimada fosse feita no altar de bronze pela manhã e à tarde, “para que a oferta queimada diária fosse, por assim dizer, envolta pela oferta do incenso”. “Enquanto isso acontecia, o povo também se reunia no templo, para orar”. (Schuerer – citado por Beacon-CPAD) 

“E era trazido um homem que desde o ventre de sua mãe era coxo, o qual todos os dias punham à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam”. Atos 3:2

“A porta Formosa media aproximadamente 22 metros de altura por 18 de largura, e 

era feita de bronze de Corinto revestido com uma espessa camada de ouro e prata”. (Josefo-Escritor judeu do primeiro século).

A porta Formosa ligava o Pátio dos Gentios ao Pátio das Mulheres 

Os Apóstolos ao passarem pela porta, entrarem no Templo, viram o homem coxo e este passou, a pedir-lhes esmolas, diz os comentaristas que era comum os mais necessitados pedirem esmolas.

“O qual, vendo a Pedro e a João que iam entrando no templo, pediu que lhe dessem uma esmola.

E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: Olha para nós.

E olhou para eles, esperando receber deles alguma coisa”. Atos 3: 3-5

Qual deve ter sido a surpresa do homem, ao pedir a Pedro e João uma esmola e eles pedirem para ele olhar para eles, esperava receber deles uma generosa esmola.

“E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.

E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos se firmaram”. Atos 3:6-7

Pedro lhe diz não possuir nenhum dinheiro, porém o maior bem a oferecer a ele era a cura em nome de Jesus. Dá-lhe a mão para ajudá-lo, tanto na fé, quanto na coragem em levantar-se. Ele levanta-se. 

Interessante ao se pôr de pé, o autor, Lucas, por ser médico, cita os seus pés e artelhos se firmaram, dando movimento ao ato de se ficar em pé. Um milagre extraordinário.

Deus agindo poderosamente na vida dos Apóstolos, através do Espírito Santo, conferindo a eles autenticidade de suas ações nestes primeiros passos na Comunidade Cristã. 

O milagre deu ensejo ao Apóstolo Pedro testemunhar sobre o Messias, Jesus Cristo, conferindo aos Apóstolo a atenção dos que ali estavam, porquanto conheciam o homem que era coxo, agora saltava de alegria e louvava a Deus por sua cura, essas atitudes atraiu para os Apóstolos os olhares incrédulos e maravilhados pelo milagre.

“E, saltando ele, pôs-se em pé, e andou, e entrou com eles no templo, andando, e saltando, e louvando a Deus.

E todo o povo o viu andar e louvar a Deus;

E conheciam-no, pois era ele o que se assentava a pedir esmola à porta Formosa do templo; e ficaram cheios de pasmo e assombro, pelo que lhe acontecera.

E, apegando-se o coxo, que fora curado, a Pedro e João, todo o povo correu atônito para junto deles, ao alpendre chamado de Salomão”. Atos 3:8-11

Diz-se que esse alpendre foi construído por Salomão e para todo o Templo. (Josefo, escrito judeu do primeiro século)

A multidão em êxtase os acompanhou, tendo o Apóstolo Pedro o cuidado de dissociar sua imagem, ou santidade e algum poder ao milagre, dizendo-lhes que o milagre foi operado pelo poder de Deus em Jesus Cristo.

“E quando Pedro viu isto, disse ao povo: Homens israelitas, por que vos maravilhais disto? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem?

O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu filho Jesus, a quem vós entregastes e perante a face de Pilatos negastes, tendo ele determinado que fosse solto.

Mas vós negastes o Santo e o Justo, e pedistes que se vos desse um homem homicida.

E matastes o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas.

E pela fé no seu nome fez o seu nome fortalecer a este que vedes e conheceis; sim, a fé que vem por ele, deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde”. Atos 3:12-16 

O Apóstolo Pedro, assim como fez em seu primeiro sermão, após o derramamento do Espírito Santo, testemunha que tudo esses acontecimentos são por natureza feitos por Deus através do Messias prometido, mostrando-lhes a hereditariedade de Jesus em Abraão, Isaque e Jacó, os formadores do povo judeu.

E por desconhecimento eles o mataram, preferindo em seu lugar um assaltante. Sendo isto já previsto por Deus, porém o Senhor o ressuscitou, o fez assentar em seu trono de Graças e enviou o seu Santo Espírito para continuar sua obra redentora.

Chama-os ao arrependimento e conversão a Jesus para apagar os seus pecados e venha tempo de refrigério a alma, através da fé e confiança em Cristo.

Esperando com paciência a vinda do Messias para a restauração de todas as coisas.

E todos nós, cheios do Espírito Santo, continuamos a levar a mensagem de salvação em Jesus a todos que necessitam.

Louvado seja o Senhor Deus a ele todo louvor, glória.


 


Viagem ao Lar Celestial

O início da oposição aos Cristãos

Atos dos Apóstolos cap. 4

O Apóstolo Pedro e João, por iniciativa do Espírito Santo, curaram um coxo de nascença de 40 anos, pois sem a ação do Espírito Santo nada fariam, esse homem era posto junto à porta formosa diariamente para esmolar.

Ao ser curado, agradecido a Deus, pulava e louvava ao Senhor, despertando a curiosidade das pessoas, levando uma multidão perplexa, porquanto o conheciam quando pedia esmolas, até aos Apóstolos, estes, vendo a multidão, sentiram a grande oportunidade de falarem de Jesus, tendo o cuidado de tirar de si a realização da cura, mostrando-lhes que a ação foi realizada pelo Espírito de Deus.

“E quando Pedro viu isto, disse ao povo: Homens israelitas, por que vos maravilhais disto? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem?”. Atos dos Apóstolos 3: 12

Apresentou a eles que o Deus de Abraão, Isaque e Jacó e predito pelos profetas, enviou Jesus ao mundo, sendo morto por eles e o sepultaram, porém o Senhor o ressuscitou e Jesus, após sua glorificação, enviou o seu Espírito ao mundo e por ele curou o homem que ali estava.

“E pela fé no seu nome fez o seu nome fortalecer a este que vedes e conheceis; sim, a fé que vem por ele, deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde”. Atos 3:16

Esse discurso foi feito no Alpendre de Salomão, um pátio coberto sustentado por grandes colunas a leste do Pátio dos Gentios, infere-se ter sido depois do culto de oração e sacrifício.

Foi tão grande a multidão que chamou atenção dos sacerdotes, do capitão do templo e os saduceus, acreditamos, por inveja e por serem saduceus.

Os saduceus eram de um partido dos judeus e os sacerdotes faziam parte dele, não aceitavam a doutrina da ressurreição, nem da existência de anjos, tampouco dos demônios, também discordavam dos fariseus quanto a interpretação da lei.

O capitão do templo era responsável pela ordem no Templo, sua autoridade equivalia ao dos sumos-sacerdotes.

“Todos eles pertenciam ao grupo dos

saduceus. Normalmente, admite-se que os sacerdotes eram saduceus. O capitão do Templo era um sacerdote. Shuerer escreve: “A este funcionário era confiada a principal superintendência dos arranjos para preservar a ordem dentro do Templo e ao seu redor”. Ele era “subordinado somente ao próprio sumo sacerdote”. (Beacon-CGADB)

“E estando eles falando ao povo, sobrevieram os sacerdotes, e o capitão do templo, e os saduceus,

Doendo-se muito de que ensinassem o povo, e anunciassem em Jesus a ressurreição dentre os mortos.

E lançaram mão deles, e os encerraram na prisão até ao dia seguinte, pois já era tarde”. Atos 4:1-3

Interessante a Lucas, o autor do livro de Atos dos Apóstolo, informar a quantidade dos que criam na mensagem dos Apóstolos e eram acrescentados à comunidade cristã.

“Muitos, porém, dos que ouviram a palavra creram, e chegou o número desses homens a quase cinco mil”. Atos 4:4

Crescia consideravelmente a expansão do Evangelho de Cristo e em consequência deu-se o início a perseguição aos cristãos em Jerusalém, ou como intitulamos esse histórico, “Uma viagem ao Lar Celestial”, o caminho para se chegar ao Lar Celestial é o caminho estreito, cheio de adversidades, perseguições e obstáculos.

O Apóstolos Pedro e João foram encarcerados e no outro dia fizeram o interrogatório.

“E aconteceu, no dia seguinte, reunirem-se em Jerusalém os seus principais, os anciãos, os escribas,

E Anás, o sumo sacerdote, e Caifás, e João, e Alexandre, e todos quantos havia da linhagem do sumo sacerdote.

E, pondo-os no meio, perguntaram: Com que poder ou em nome de quem fizestes isto?

Então Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Principais do povo, e vós, anciãos de Israel,

Visto que hoje somos interrogados acerca do benefício feito a um homem enfermo, e do modo como foi curado,

Seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, em nome desse é que este está são diante de vós”. Atos 4: 5-10

Observamos a obra do Espírito Santo na vida dos Cristãos, os que creem em Jesus e fazem de si testemunhas destes feitos em suas vidas.

Há controvérsias a respeito do Espírito Santo, sua natureza, missão e realizações junto aos crentes em Jesus.

Analisando as Escrituras encontramos sua real natureza divina.

Jesus nos dá a verdadeira natureza da Trindade, Deus o Pai, o Filho e o Espírito Santo, sendo uma única pessoa, Deus é uno.

“E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor”. Marcos 12:29

Jesus cita aos discípulos outro Consolador, dizendo-lhes não os deixará órfãos e voltará para eles, subtende que sua volta seria por aqueles dias.

“Se me amais, guardai os meus mandamentos

E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre”. João 14: 15-16

Deus criou todas as coisas, governa o mundo sob sua poderosa mão, fez o homem e a mulher para serem seus mordomos na terra, por desobediência deles a uma de suas ordens,  introduziu o mal na terra e por ser uma deidade maléfica, contaminou  toda humanidade.

“Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram”. Romanos 5:12

Deus é Santo e Justo, não compactua com o pecado, não havia condições ao homem e a mulher chegarem a Deus, precisava haver uma substituição de um inocente, para aproximarem-se de Deus, nenhum humano possuía estas condições, ser inocente e imaculado, pois toda humanidade está em pecado.

Sendo assim, o próprio Deus veio ao mundo para reconciliar a humanidade com ele, encarnou-se em figura humana, o Deus conosco, Jesus Cristo.

“Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo”. Romanos 5:17

Porém Jesus Cristo, o Deus encarnado, estava limitado, pela natureza humana, agir em seu atributo divino, a onipresença, estar em todos os lugares e ao mesmo instante, portanto houve a necessidade de cumprir as Escrituras no concernente a substituição da carne humana em pecado, reconciliando-a a Deus pela morte, derramando seu sangue para purificar a humanidade, fazendo a ponte de ligação com Deus, deu vida a todos pela sua ressurreição e ascendeu aos céus, sentando-se em seu trono na glória.

Não deixou o mundo só, órfão de sua presença, enviou seu Espírito para ficar ao lado de toda humanidade, o Deus Espírito Santo.

“Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós”. João 14: 18

Para se ter o Espírito Santo, há necessidade de uma vida permanente em santidade, guardando os mandamentos de Jesus, orando em todo o tempo e louvando-o.

“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele”. João 14: 21

E o Apóstolo Pedro diante daqueles homens, cheio do Espírito Santo, confronta-os, mas a força Espiritual de Pedro estava irmanada na Igreja que orava por ele.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo o poder, louvor e glória.

A primeira prisão dos Apóstolos

Atos dos Apóstolos 4: 1-14

 

Em vista da cura do coxo, uma multidão juntou-se no Alpendre, perplexa, porquanto conhecia o coxo que há quarenta anos era posto à Porta Formosa para esmolar, a multidão atônita diante dos Apóstolos acreditava ter sido eles os que o curara, os Apóstolos incontinente afastaram de si e esta suspeição, dizendo-lhes que o Espírito de Deus foi o responsável pela cura.

Sendo grande a multidão, a polícia do Templo interveio e por ser tarde, prenderam os Apóstolos.

“E lançaram mão deles, e os encerraram na prisão até ao dia seguinte, pois já era tarde”. Atos 4:3

No outro dia reuniu-se o Sinédrio.

“E aconteceu, no dia seguinte, reunirem-se em Jerusalém os seus principais, os anciãos, os escribas,

E Anás, o sumo sacerdote, e Caifás, e João, e Alexandre, e todos quantos havia da linhagem do sumo sacerdote”. Atos 4:5,6

Era a mais alta corte dos judeus, Caifás era o sumo sacerdote e presidente do Sinédrio, Anás era ex sumo sacerdote, sogro de Caifás, dos outros dois João e Alexandre nada se sabe a seu respeito.

Inquiriram deles, por saberem que eram leigos, sem letras e indoutos, ou seja, não cursaram as escolas dos Escribas.

“E, pondo-os no meio, perguntaram: Com que poder ou em nome de quem fizestes isto?

Então Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Principais do povo, e vós, anciãos de Israel,

Visto que hoje somos interrogados acerca do benefício feito a um homem enfermo, e do modo como foi curado,

Seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, em nome desse é que este está são diante de vós.

Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina.

E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”. Atos 4: 7-12

“Era coisa incomum que leigos sem preparo falassem com tal eficiência e autoridade”. (D.L.Moody-CGADB)

Observamos nas palavras de Pedro ser Jesus a pedra que fora rejeitada por eles, os construtores, a qual foi posta por Deus, cabeça de esquina.

Eles sabiam o que o Apóstolo estava dizendo.

Conheciam a profecia, ela era clara para eles.

“Portanto assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, uma pedra já provada, pedra preciosa de esquina, que está bem firme e fundada; aquele que crer não se apresse”. Isaías 28:16

Todo construtor antigo sabe do que se trata, uma forte pedra que assenta sobre si toda estrutura de uma construção lhe dando firmeza.

O Apóstolo Pedro reforça sua peroração mostrando-lhes ser Jesus a pedra de esquina e o único em que há salvação.

“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”. Atos 4:12

Viram os judeus que os Apóstolos estiveram com Jesus, sua intrepidez, audácia, veio desse contato constante com o Mestre.

Nada poderiam fazer com eles, por motivo da multidão e eles estarem junto com o homem que fora curado.

Tomaram conselho para admoestá-los em não falarem sobre Jesus ou sua ressurreição.

“Mas, para que não se divulgue mais entre o povo, ameacemo-los para que não falem mais nesse nome a homem algum.

E, chamando-os, disseram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem, no nome de Jesus”. Atos 4:17-18

Quando o homem e a mulher são alcançados pelo poder de Deus e eles o servem em novidade de vida, não há condições para se calarem diante do poder temporal, assim os Apóstolos Pedro e João responderam a eles.

“Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram: Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus;

Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido”. Atos 4: 19-20

Saltaram os Apóstolos, não tinham nada contra eles, também temiam a multidão pelo feito extraordinário que fizeram e o homem que fora curado estava junto deles.

Soltos, foram para juntos da comunidade cristã, houve regozijo entre ele, oraram a Deus para fortalecerem ante as perseguições. Ao término da oração o local estremeceu e eles ficaram todos cheios do Espírito Santo.

“E, soltos eles, foram para os seus, e contaram tudo o que lhes disseram os principais dos sacerdotes e os anciãos...

Agora, pois, ó Senhor, olha para as suas ameaças, e concede aos teus servos que falem com toda a ousadia a tua palavra;

Enquanto estendes a tua mão para curar, e para que se façam sinais e prodígios pelo nome de teu santo Filho Jesus.

E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus”.  Atos 4: 23 e 29-31


Uma comunidade em harmonia cheia do Espírito Santo

Atos dos Apóstolos 4: 22

A primeira comunidade Cristã, no início do século atual, formada logo após a ascensão de Jesus aos céus, era constituída de servos fiéis aos ensinos de Jesus e cheios do Espírito Santo, viviam em harmonia e em orações constantes.

Os Apóstolos Pedro e João foram presos, por falarem da morte de Jesus e sua ressurreição, após serem usados pelo Espírito Santo na cura de um homem coxo há quarenta anos, um milagre extraordinário.

Foram soltos, nada foi encontrado contra eles, retornaram ao convívio dos Cristão, quando chegaram, os membros da comunidade oraram agradecendo a Deus a liberdade e pediram auxílio para fortalecê-los nos embates futuros.

Ao término da oração sentiram uma forte presença do Espírito Santo no local.

“E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus” Atos 4:31

Viviam em união, eram unanimes em oração, compartilhavam entre si os seus bens, não se cuidavam de haver quem necessitava de alguma coisa, pois eram supridas em conjunto.

“E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns.

E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça”. Atos 4: 32-33

Como em toda comunidade, Igreja, existe o seu contraste, não seria a primeira irmandade isenta dessa situação, o coração do homem é controverso.

Observamos um paralelo entre pessoas, um bom e outro de índole má.

Um homem de nome José, chamado pelos Apóstolos de Barnabé, vende uma propriedade e deposita todo valor da venda aos pés dos Apóstolos.

“Então José, cognominado pelos apóstolos Barnabé (que, traduzido, é Filho da consolação), levita, natural de Chipre,

Possuindo uma herdade, vendeu-a, e trouxe o preço, e o depositou aos pés dos apóstolos”. Atos 4: 36-37

Demonstrou com essa atitude amor ao próximo, desprendimento das coisas terrenas e fazendo jus o que disse Jesus: “A melhor coisa é dá, do que receber”. Atos dos Apóstolos. 20: 35

Por outro lado, sabemos da oposição de satanás ao Reino de Deus, tudo faz para desagregar o povo fiel ao Senhor, escolhe alguém fraco na fé para fazer o seu serviço, implanta no coração da vítima o egoísmo, a falta de fé, a mentira, um coração inconstante, preso as coisas terrena, sem amor ao próximo.

Enquanto todos eram leais, solícitos uns com os outros, obedientes ao ordenamento do Espírito Santo, Ananias e Safira não o foram, mentiram ao Espírito Santo.

“Mas um certo homem chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma propriedade,

E reteve parte do preço, sabendo-o também sua mulher; e, levando uma parte, a depositou aos pés dos apóstolos”. Atos 5:1-2

O Apóstolo Pedro, por divina inspiração, soube o que fizeram, advertiu-o por ter dado azo a satanás e mentindo ao Espírito Santo, dizendo-lhe: houvesse vendido não era deles? Por que mentiram ao Espírito Santo?

Ouvindo essas palavras, Ananias, caiu morto. Sua esposa chegou três horas depois e confirmou a venda da herdade e a mentira ao Espírito Santo, também faleceu. Atos dos Apóstolos 5: 3-10

Esse ato despertou temor entre eles e aqui, em Atos, pela primeira vez aparece a palavra Igreja (ekklésia). Interessante, não uma referência a templo, mas a uma reunião de salvos em Cristo.

Tudo corria em harmonia, eram unanimes em tudo, reuniam-se no Alpendre de Salomão, sinais e prodígios eram feitos pelas mãos dos Apóstolos, traziam enfermos e os colocavam em locais onde o Apóstolo Pedro passava para a sua sombra os curassem, vinham de outros lugares circunvizinhos. Atos 5:14-16

O sumo-sacerdote e os saduceus tomados de inveja, eram todos da linha dos saduceus, investiram contra os Apóstolos e os prenderam.

A comunidade mantinha-se em orações.

Durante a noite um anjo do Senhor passando entre os guardas da prisão soltou os Apóstolos, sem nenhum ato físico identificasse por onde saíram e ordenou-os irem ao Templo e dizerem as palavras da vida.

“Mas de noite um anjo do Senhor abriu as portas da prisão e, tirando-os para fora, disse:

Ide e apresentai-vos no templo, e dizei ao povo todas as palavras desta vida”. Atos 5: 19-20

Pela manhã, se apresentaram no templo e ensinavam.

O sumo-sacerdote mandou tirá-los da prisão para argui-los, sendo grande surpresa não encontrando-os na prisão, ninguém sabia ao certo o que havia ocorrido. Outro surpreendente milagre!

Os Apóstolos estavam no Alpendre falando de Jesus ao povo, o Capitão e os seus serventes trouxeram-nos ao conselho, o sumo-sacerdote repreendeu-os dizendo, proibimo-los, não falarem mais sobre Jesus, sua morte e ressurreição e eles continuavam a falar.

“Dizendo: Não vos admoestamos nós expressamente que não ensinásseis nesse nome? E eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina, e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem.

Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens”. Atos 5:29-28

O Apóstolo Pedro continua a dizer-lhes sobre a morte de Jesus, consentida por eles e Deus o ressuscitou, enviou-lhe o seu Santo Espírito para chamá-los ao arrependimento, nisso tentaram matá-los por apedrejamento.

“Mas, levantando-se no conselho um certo fariseu, chamado Gamaliel, doutor da lei, venerado por todo o povo, mandou que por um pouco levassem para fora os apóstolos;

E disse-lhes: Homens israelitas, acautelai-vos a respeito do que haveis de fazer a estes homens”. Atos 5: 34-35

Citou sobre dois sediciosos, levaram centenas de homens com eles e após serem mortos, foram esquecidos.

“Dai de mão a estes homens, e deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará,

Mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la; para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus”. Atos 5: 38-39

Essas palavras nos fazem meditar na obra evangelizadora do Espírito Santo, nada irá impedir a sua propagação.

“Jesus diz a Pedro: Sobre esta pedra (Tu és o Cristo o Filho do Deus vivo) edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Mateus 16

Os Apóstolos foram libertos, antes receberam acoites, sentiram-se honrados, por serem dignos de padecer pelo nome de Jesus.

“E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar, e de anunciar a Jesus Cristo”. Atos 5:42

Louvado seja o nome do Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 13/06/2021


Viagem ao lar celestial

História dos apóstolos

Atos dos Apóstolos 6: 1-10

Os primeiros oficiais da Igreja e a difusão do Cristianismo.

Os cristãos da comunidade de Jerusalém, chamada Igreja, (At 5: 11 Eklesias), não tinham um templo físico, eles se reuniam no Pórtico de Salomão, continuavam a acomodar o trabalho social e a evangelização.

Eles não tinham uma organização eclesiástica, eram liderados pelos apóstolos, com o crescimento do número de convertidos, havia reclamações por parte dos gregos contra os hebreus em relação ao cuidado das viúvas.

"Naqueles dias, à medida que aumentava o número de discípulos, havia murmúrios dos gregos contra os hebreus, porque suas viúvas eram desprezadas no ministério diário." Atos 6: 1

Os judeus cristãos da Palestina, os hebreus, falavam aramaico e os judeus que passaram pela diáspora para o Mediterrâneo e voltaram a morar em Jerusalém, chamavam-se gregos, falavam grego, alguns nem sabiam o aramaico.

“As viúvas eram pessoas sem meios de subsistência, que recebiam da comunidade cristã o que precisavam para viver”. (Temperamental)

“E os doze, convocando a multidão de discípulos, disseram: Não é razoável deixarmos a palavra de Deus e servir às mesas.

Portanto, irmãos, escolham entre vocês sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, os quais podemos designar para este importante negócio.

Mas perseveraremos na oração e no ministério da palavra ”. Atos 6: 2-4

Os Apóstolos não estavam criando uma religião fora do Judaísmo, eles estavam seguindo as profecias do Antigo Testamento sobre o Messias, razão pela qual encontramos um grande crescimento na Igreja por parte dos Judeus.

A importante citação de Lucas, autor do livro Atos dos Apóstolos, sobre os doze Apóstolos junto à Igreja em Jerusalém, reforça sua presença e atuação neste início de evangelização.

 As palavras ditas por eles agradaram a todos e escolheram sete homens de bom caráter, entre eles Estêvão, homem de fé e cheio do Espírito Santo, todos tinham nomes gregos e eram da ala grega da Igreja.

"E esta opinião satisfez toda a multidão, e eles elegeram Estêvão, um homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, Procorus, Nicanor, Timon, Parmenas e Nicolau, um prosélito de Antioquia." Atos 6: 5

Eles foram apresentados aos apóstolos e eles aprovaram a nomeação e deram as mãos.

"A imposição de mãos era feita no Antigo Testamento e quando os judeus eram admitidos no Sinédrio." (Gênesis 48:13; Levítico 1: 4; Núm. 27:23 - Moody-CPAD)

Eles se tornaram os primeiros oficiais da Igreja junto com os Apóstolos, eles são diáconos, mas no início não foram chamados assim.

"Servir" é o verbo diakoneano. O substantivo cognato diaconia é traduzido como "ministério". (Beacon-CPAD).

Eu servia à mesa, seria uma espécie de fazer tudo no serviço social, arrecadar dinheiro, comida, outros objetos e distribuir para os menos afortunados.

“A frase pode ter sido interpretada no sentido mais amplo de gestão dos negócios financeiros da igreja, da qual uma parte importante era o fornecimento de alimentos aos necessitados” (Beacon-CPAD).

"E divulgava-se a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e muitos sacerdotes obedeciam à fé." Atos 6: 7

Com a exclusividade dos Apóstolos no serviço da oração e no anúncio do Evangelho, cresceu a adesão dos discípulos ao Cristianismo.

Tendo realmente influenciado a conversão dos sacerdotes, a frase "obedeceram à fé" implica o cristianismo.

Há, por parte da menção aos padres, um fator predominante em seu ato de seguir o cristianismo (Beacon cita que Flávio Josefo mencionou que havia vinte mil padres em Jerusalém), eles abdicaram de uma vida aceita por todos para outra . sujeito ao ódio e perseguição.

Por que a menção especial da conversão de um grande número de sacerdotes? Lumby sugere: "Para esses homens, o sacrifício seria maior do que para os israelitas comuns, pois eles sentiram todo o peso do ódio contra os cristãos e perderam seu status e apoio, assim como seus amigos." (Beacon-CPAD).

E Estêvão, cheio de fé e poder, fez maravilhas e grandes sinais entre o povo.

E alguns que eram da sinagoga chamados libertinos, e dos Cirrenees e Alexandrianos, e daqueles da Cilícia e da Ásia, levantaram-se e disputaram com Estevão.

E eles não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava. Atos 6: 8-10

Não há informações sobre as maravilhas e sinais que Estevão fez, no entanto, de acordo com os Evangelhos e Atos dos Apóstolos, eles foram principalmente milagres de cura e expulsão de demônios.

Existe controvérsia sobre quantas sinagogas são citadas neste versículo, DLMoody cita que "Uma tradição exagerada diz que havia 480 sinagogas em Jerusalém", alguns dizem que uma ou cinco, de acordo com Schuerer "Eu não tinha certeza se a menção se refere a e para uma ou cinco congregações ”, Beacon aceita a de Bruce. Ele diz: “Tenho a tendência de pensar que se trata apenas de uma sinagoga, frequentada por judeus libertados ou por seus crimes.

dos diferentes locais mencionados ”.

Sobre a sinagoga ou sinagogas.

Sobre o significado de Libertos, Lumby diz: “Os Libertinoi eram provavelmente os descendentes de alguns judeus que foram levados cativos para Roma por Pompeu (63 aC) e foram libertados (libertini) por seus opressores. Ao retornar a Jerusalém, eles formaram uma congregação e, em particular, vestiam um

sinagoga".

“Os cirenes eram de Cirene, no Norte da África, onde viviam muitos judeus. Os alexandrinos eram de Alexandria, Egito, perdendo apenas para Roma como a maior metrópole do Império Romano. Há evidências abundantes de dois escritores judeus do primeiro século, Filo e Josefo, de que grande parte da população desta cidade era composta de judeus. Knowling diz: “De acordo com Filo, dois dos cinco distritos da cidade eram chamados de 'os judeus' por causa do número de judeus que os habitavam. Um quarteirão, o Delta, era totalmente habitado por eles ”. A Cilícia tem um interesse especial por ser a província de origem de Paulo. É muito provável que o jovem fariseu Saulo pertencesse a esta sinagoga e brigasse com Estêvão. Ásia, como sempre no Novo Testamento, refere-se à província romana da Ásia, localizada no extremo oeste da Ásia Menor (atual Turquia) ”. (Beacon-CPAD)

Acredito na importância de conhecer esses detalhes históricos.

No próximo domingo falaremos sobre a morte de Estevão.

Original de Edgard Neves - Saquarema - Rio de Janeiro - Brasil - 20/06/2021



Viagem ao Lar Celestial

Estevão, o Primeiro Mártir do Cristianismo

Atos dos Apóstolos 6: 10-15 e Cap. 7

Dos sete discípulos escolhidos para servir às mesas, Estevão, foi citado por Lucas, o autor de Atos dos Apóstolos: “Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo”. Atos 6:5

Estevão sobressaiu nesse início de evangelização em Jerusalém pelo seu poder e fé, os judeus competiam com ele, mas não conseguiam suplantar sua sabedoria, nem ao Espírito com que falava.

“não podiam resistir à sabedoria, e ao Espírito com que falava”. Atos 6:10

Tomados de inveja subornaram uns homens que o ouviam, mentindo sobre suas palavras, levaram ao sinédrio.

Diante do sinédrio levantaram falso testemunho a seu respeito, deturparam e mentiram sobre aquilo que falava, mas Deus era com ele e os presentes ao sinédrio ao vê-lo, viram seu rosto como de um anjo.

“E disse o sumo sacerdote: Porventura é isto assim?” Atos 7:1 

Ele, cheio de poder e fé, relatou a história de Israel desde a escolha de Deus a Abraão em Ur dos Caldeus até Jesus Cristo, durante o seu relato mostrou-lhes, o quanto eles eram incrédulos e duros de cerviz em compreender a vontade de Deus.

Quando se diz cheio de poder, infere-se cheio do Espírito Santo.

O que vem a ser cheio do Espírito Santo? 

Muito se tem falado sobre este tema, ao vir as atitudes e vida dos Apóstolos, conclui-se, ser cheio do Espírito Santo é estar em permanente oração, estudando as Escrituras Sagradas, ser inteiramente sujeito a vontade e orientação de Deus.

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”. Gálatas 2:20

Estevão acusou-os de não ouvirem e virem os acontecimentos passados, nem os futuros, tendo inclusive matados os que profetizaram a respeito do Messias.

“Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim vós sois como vossos pais.

A qual dos profetas não perseguiram vossos pais? Até mataram os que anteriormente anunciaram a vinda do Justo, do qual vós agora fostes traidores e homicidas;

Vós, que recebestes a lei por ordenação dos anjos, e não a guardastes”. Atos 7: 51-53

Ao ouvirem essas palavras, enfureceram-se contra Estevão e quando ele sentiu, seria morto por eles, disse vir os céus abertos e Jesus a direita de Deus.

“Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus;

E disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus” Atos 7: 55-56

Expulsaram para fora da cidade e o apedrejaram até a morte, um jovem chamado Saulo, recebia as capas como testemunho dos que o apedrejaram.

“E, expulsando-o da cidade, o apedrejavam. E as testemunhas depuseram as suas capas aos pés de um jovem chamado Saulo.

E apedrejaram a Estêvão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito.

E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu”. Atos 7: 58-60

“Adormeceu é a metáfora bíblica comum para o fenômeno da morte” (D.L.Moody)

Pode-se inferir como um eufemismo para morte.

Estevão o primeiro mártir do cristianismo.

Os propósitos e os desígnios de Deus estão ocultos aos homens e mulheres, porém, pelo Espírito Santo, mesmo não conhecendo a vontade de Deus, são impulsionados a realizá-los, vezes, por perseguição ou morte.

A Igreja de Jerusalém achava-se circunscrita a Jerusalém, acomodada ao trabalho interno, social e de evangelização, sem expandir para outros lugares as suas tendas, esse não era o desejo de Deus, o evangelho deveria ser para toda a humanidade até os confinas do mundo, com a morte de Estevão, a perseguição recrudesceu, foram espalhados pela Judeia e Samaria, sempre ao surgir acomodação dos crentes ocorriam perseguições.

“Amplia o lugar da tua tenda, e estendam-se as cortinas das tuas habitações; não o impeças; alonga as tuas cordas, e fixa bem as tuas estacas.

Porque transbordarás para a direita e para a esquerda; e a tua descendência possuirá os gentios e fará que sejam habitadas as cidades assoladas”. Isaías 54: 2-3

O cuidado de Deus com a expansão do Evangelho, a escolha de seus servos mais fiéis passam por experiências contraditórias, Abraão escolhido do meio de um povo pagão, onde sacrificavam crianças ao deus pagão, foi posto a prova por Deus, ao pedir sua único filho em sacrifício, em obediência ao Senhor tentou fazê-lo, Deus não permitiu e mostrou-lhe uma nova realidade, a substituição da  humanidade, representada no seu único filho, o filho da promessa, por um cordeiro, a simbologia de Jesus Cristo.

Outro Moisés que a princípio pensou, por seu próprio meio, realizaria a abolição de seu povo, Deus mostrou-lhe quem faria de fato a libertação do povo seria ele, o próprio Deus.

Saulo depois do encontro com Jesus, passou a chamar-se Paulo, achava suas ações, perseguir os cristãos, estavam na aprovação de Deus, ledo engano. 

Todos, Abraão, Moisés e Paulo, iam por caminhos diversos à vontade de Deus.

“E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria, exceto os apóstolos”. Atos 8:1

Os Apóstolos ficaram para dar estabilidade a Igreja e supervisionar os trabalhos que surgiriam com a expansão do Evangelho em outros lugares.

“Mas os que andavam dispersos iam por toda a parte, anunciando a palavra”. Atos 8:4 

O Espírito Santo guiava-os e auxiliava-os na expansão do evangelho por toda a parte, convertendo, ensinando a todos guardarem os ensinos e mandamentos do Senhor Jesus até os fins dos tempos. 

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.


Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 27/06/2021



Viagem ao Lar Celestial

Perseguição aos Cristão e a Primeira diáspora do cristianismo.

Atos dos Apóstolos 8: 1-8

A Igreja em Jerusalém (Ekklesia) estava acomodada, vivia entre o trabalho social e evangelização, tudo corria tranquilamente, porém com a morte de Estevão surgiu uma grande perseguição, sendo esta impulsionada por jovem, chamado Saulo, com sua conversão mais a frente, passou a chamar-se Paulo, acredita-se ter sido ele membro do Sinédrio, porquanto era da Cilicia, faria parte da sinagoga e, por ventura, estaria discutindo com Estevão

“E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria, exceto os apóstolos...

E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão”. Atos 8: 1 e 3

“Ele se convenceu de que esse novo movimento que proclamava um criminoso crucificado como o Messias não podia ser de Deus. Pois o V.T. pronunciava uma maldição sobre qualquer um que

fosse pendurado sobre uma árvore. Era uma prova escriturística, segundo o entendimento de Saulo, que Jesus era um enganador e esse novo

movimento era blasfemo”. (D.L.Moody-CPAD)

Convertido, mais tarde, a Jesus, ele diz sobre esses momentos de perseguidor.

“Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu;

Segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível.

Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo”. Filipenses 3: 5-7

A ação de Deus, o Espírito Santo, é surpreendente, iniciou-se o evangelho junto aos judeus, espalhou-se para o mundo inteiro, cumprindo a profecia dita por Deus a Abraão de que sua descendência abençoaria as nações, assim começou em Jerusalém, onde criou-se a primeira Igreja, sendo os Apóstolos seus líderes, com a dispersão de grande parte de seus membros, os Apóstolos permaneceram em Jerusalém para dar estabilidade a Igreja e coordenar o trabalho evangelísticos.

Ao estabelecer a evangelização, nesse início, em Samaria foi providencial, porquanto os samaritanos eram descendentes dos remanescentes de Israel quando foram conquistados pelos Assírios.

A história de Israel, as dez tribos, leva-nos ao rei Salomão.

Salomão teve muitas mulheres de várias nações, a Bíblia nos diz:

“E o rei Salomão amou muitas mulheres estrangeiras, além da filha de Faraó: moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hetéias,

Das nações de que o Senhor tinha falado aos filhos de Israel: Não chegareis a elas, e elas não chegarão a vós; de outra maneira perverterão o vosso coração para seguirdes os seus deuses. A estas se uniu Salomão com amor”. 1 Reis 11: 1-2

Com a velhice de Salomão as mulheres perverteram seu coração, ele seguiu os deuses dessas mulheres, fazendo altar para os seus deuses, Deus disse-lhe que dividiria seu reino, não enquanto fosse vivo, por amor a Davi, seu pai.

Salomão elevou um dos seus servos para administrar a casa de José, seu nome Jeroboão.

Jeroboão, certa vez, saiu de Jerusalém e encontrou um profeta Aías, o silonita, Jeroboão estava vestido com uma roupa nova, o profeta a rasgou em doze pedaços e deu-lhe dez, disse-lhe que Deus repartiu o reino de Israel em dez partes, ficando com Judá e Benjamim e as outras tribos seriam dele. Salomão o perseguiu para matá-lo, ele fugiu para o Egito.

Com a morte de Salomão subiu ao trono Roboão, filho de Salomão, o povo pediu clemência a Roboão, porquanto Salomão havia excedido nos impostos, Roboão pediu conselhos aos anciãos e aos jovens seus amigos, porém seguiu o conselho dos jovens seus amigos, assim as dez tribos se revoltaram, colocaram Jeroboão como rei que voltou do Egito com a morte de Salomão.

Jeroboão com receio das dez tribos, sitiadas em Samaria, fossem a Jerusalém adorar o Senhor no Templo, fez para eles dois bezerros de ouro para adorarem.

“E pôs um em Betel, e colocou o outro em Dã.

E este feito se tornou em pecado; pois que o povo ia até Dã para adorar o bezerro.

Também fez casa nos altos; e constituiu sacerdotes dos mais baixos do povo, que não eram dos filhos de Levi”. 1 Reis 12: 29-31

Deus castigou Israel por tê-lo abandonado por outros deuses.

“Assim andaram os filhos de Israel em todos os pecados que Jeroboão tinha feito; nunca se apartaram deles;

Até que o Senhor tirou a Israel de diante da sua presença, como falara pelo ministério de todos os seus servos, os profetas; assim foi Israel expulso da sua terra à Assíria até ao dia de hoje.

E o rei da Assíria trouxe gente de Babilônia, de Cuta, de Ava, de Hamate e Sefarvaim, e a fez habitar nas cidades de Samaria, em lugar dos filhos de Israel; e eles tomaram a Samaria em herança, e habitaram nas suas cidades”. 2 Reis 17: 22-24

Os judeus evitavam passar por Samaria, odiavam os samaritanos, Jesus procurava sempre, mostrar-lhes os samaritanos como pessoas boas e fazia comparações entre os principais dos judeus com os samaritanos, o próprio Jesus praticou sua consideração e amor com os samaritanos, quando pediu água a uma mulher samaritana, algo inconcebível para judeu.

Tanto que a mulher viu nele o Messias prometido e levou, por seu testemunho, a cidade ouvi-lo e converte-se a ele, pois passou dois dias na cidade.

“Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, e foi à cidade, e disse àqueles homens:

Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Porventura não é este o Cristo?

Saíram, pois, da cidade, e foram ter com ele...

Indo, pois, ter com ele os samaritanos, rogaram-lhe que ficasse com eles; e ficou ali dois dias.

E muitos mais creram nele, por causa da sua palavra.

E diziam à mulher: Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo”. João 4: 28-30 e 40-42

“A cidade de Sanaria foi reconstruída por

Herodes, o Grande, nos moldes de uma cidade grega e recebeu o nome de Sebaste, em honra do imperador romano.

A mensagem de Filipe na Samaria foi o Messias (Cristo), isto é, que Jesus era o Cristo”. (D.L.Moody-CPAD)

Quando Filipe ali chegou foi bem recebido

“E, descendo Filipe à cidade de Samaria lhes pregava a Cristo.

E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia;

Pois que os espíritos imundos saíam de muitos que os tinham, clamando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos eram curados.

E havia grande alegria naquela cidade”. Atos 8: 5-8

A história Cristã é momentosa.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo o louvor, poder e Glória.

 

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 04/07/2021

 

 

Viagem ao Lar Celestial

Propagação do Evangelho em Samaria

Atos dos Apóstolos 8: 9

Antes de Filipe chegar a Samaria vivia ali um mágico, enganava o povo com suas mágicas, os samaritanos ouviam-no e eram iludidos por ele.

“E estava ali um certo homem, chamado Simão, que anteriormente exercera naquela cidade a arte mágica, e tinha iludido o povo de Samaria, dizendo que era uma grande personagem;

Ao qual todos atendiam, desde o menor até ao maior, dizendo: Este é a grande virtude de Deus.

E atendiam-no, porque já desde muito tempo os havia iludido com artes mágicas”. Atos 8:9-11

Atribuía a si mesmo “a grande virtude de Deus” e o povo “O Grande Poder”:

“Grande era uma palavra usada pelos gregos para designar o Deus judeu (o poder de Deus que é chamado Grande)”. (D.L.Moody-CPAD)   

Com a chegada de Filipe, Simão vendo os sinais e prodígios, passou a andar com ele, tendo inclusive convertido-se a Jesus e sentia-se atônito com os acontecimentos.

“Mas, como cressem em Filipe, que lhes pregava acerca do reino de Deus, e do nome de Jesus Cristo, se batizavam, tanto homens como mulheres.

E creu até o próprio Simão; e, sendo batizado, ficou de contínuo com Filipe; e, vendo os sinais e as grandes maravilhas que se faziam, estava atônito”. Atos 8:12,13

Nota-se que a pregação de Felipe era acerca do reino de Deus e de Jesus Cristo, sendo fiel ao mandamento de Jesus pregar o Evangelho, ensiná-lo e batizar os que cressem.

O Apóstolo Pedro diante do Sinédrio testificou sobre Jesus:

“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”. Atos 4:12

Sobre a natureza da conversão de Simão, “Meyer tem a dizer: Na verdade ele foi, pela pregação e pelos sinais de Filipe, movido pela fé em Jesus Cristo como o Messias.

Mas a sua fé era somente histórica e intelectual, sem ter como resultado uma mudança de vida interior”. (Citado por Beacon-CPAD)

O trabalho de Felipe e as conversões ocorridas em Samaria chegou ao conhecimento da Igreja em Jerusalém, esta enviou o Apóstolos Pedro e João para certificassem e tomassem algumas atitudes necessárias.

Ao chegarem, descobriram que eles foram batizados a semelhança do Batismo de João, o Batista, o batismo de arrependimento, não receberam o Batismo no Espírito Santo.

“Os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo

(Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido; mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus).

Então lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo”. Atos 8:15-17

Há controvérsias a respeito desse acontecimento, para a maioria, o recebimento do Espírito Santo pelos Samaritanos e por serem judeus mestiços, foi a confirmação, para os Apóstolos e para a Igreja em Jerusalém, a aceitação deles por Deus e aptos a possuírem os dons do Espírito Santo extensivos a todos os que crerem em Jesus Cristo.

“Pode-se perguntar por que Filipe, que estava cheio do Espírito, não pôde concluir este trabalho sem a vinda de Pedro e João.

A resposta provavelmente é que era necessário estabelecer a unidade da Igreja de Jesus Cristo, no início, por meio deste ato de autoridade apostólica.

Não deveria haver movimentos separados surgindo aqui e ali, mas sim uma Igreja unida, fundada pelos homens que Jesus encarregou desta tarefa”. (Beacon- CPAD)

“O significado desse acontecimento está no fato dessa gente ser samaritana. Eis aí o primeiro passo através do qual a igreja rompeu suas cadeias judias indo na direção de uma comunhão realmente universal...

Deus estava realmente rompendo as barreiras do preconceito racial e incluindo essa gente mestiça dentro da comunidade da Igreja.

Não foi um novo Pentecostes, mas uma extensão do Pentecoste ao povo samaritano”. (D.L.Moody-CPAD)

Mostra a todos os pregadores a mensagem primordial da Igreja falar sobre Jesus, seu reino, ensinos e mandamentos em tempo e fora de tempo.

“Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.

Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;

E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas”. 2 Timóteo 4:2-4

Simão ao vir que pela imposição das mãos pelos Apóstolos os samaritanos receberam o Espírito Santo, desejou ter esse poder e ofereceu dinheiro aos Apóstolos.

“E Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro,

Dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo.

Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro.

Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus”. Atos 8:18-21

O ato de Simão ter oferecido dinheiro passou a chamar de simonia:

“Simonia é o ato de vender favores divinos, bênçãos, cargos eclesiásticos, prosperidade material, bens espirituais, coisas sagradas, em troca de dinheiro. A etimologia da palavra provém de Simão Mago...

A prática da simonia no final da Idade Média provocou sérios problemas à postura moral da Igreja. E foi uma das razões que levou Martinho Lutero a escrever as suas 95 teses e a rebelar-se contra a autoridade de Roma”. (Wikipédia)

Os Apóstolos retornaram a Jerusalém, no caminho de volta falavam de Jesus, do reino de Deus e seu evangelho.

Felipe em Samaria possuía uma tarefa, como muitos Pregadores e Pastores, árdua e cheia de haveres, podia pregar para grandes públicos, mas o Senhor Deus houve por bem enviá-lo ao deserto pregar para uma única pessoa.

Poder-se-ão alegar que em Samaria havia muitos trabalhos e era necessário ali ficar, mas o anjo do Senhor ordenou a Felipe que fosse para o deserto a caminho do sul em direção a Gaza.

“E o anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Levanta-te, e vai para o lado do sul, ao caminho que desce de Jerusalém para Gaza, que está deserta”. Atos 8:26

“Talvez fossem 56 quilômetros de Samaria a Jerusalém e cerca de 96 quilômetros a mais para Gaza”. (Beacon-CPAD)

“E levantou-se, e foi; e eis que um homem etíope, eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todos os seus tesouros, e tinha ido a Jerusalém para adoração,

Regressava e, assentado no seu carro, lia o profeta Isaías”. Atos 8:27,28

Se Felipe houvesse demorado não teria encontrado o Eunuco, perderia a oportunidade de evangelizá-lo, “ Westminster Dictionary ofthe Bible afirma que a profecia de Salmos 68.31 — “A Etiópia cedo estenderá para Deus as suas mãos” — “foi cumprida com a conversão do eunuco etíope (At 8.26-40) e a introdução do Evangelho na Abissínia”.

“Então Filipe, abrindo a sua boca, e começando nesta Escritura, lhe anunciou a Jesus.

E, indo eles caminhando, chegaram ao pé de alguma água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado?

E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.

E mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e o batizou”. Atos 8:35-38

Deus quando fala, seja por sonho, uma voz no cérebro, ou alguém dirigindo uma palavra, não se pode olvidar, mas dar ouvido ao que se fala, pois poderá ser Deus a ordenar algo a respeito, uma missão ou tarefa a realizar.

Louvado seja Deus, a ele todo o poder, louvor e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 11/07/2021.   

 

Viagem ao Lar Celestial

Conversão do Apóstolo Paulo

Atos dos Apóstolos 9: 1

Com o aparecimento de Saulo, nome em hebraico e Paulo em grego, foi importantíssimo para a evolução e expansão do cristianismo, inicialmente com seu consentimento e participação efetiva na perseguição aos cristãos, deu início a diáspora e com a fuga dos crentes a evangelização em vários locais do oriente médio e até os confins da terra.

Tem-se para uns, a diáspora, um impulso de Deus aos cristãos da época para sair a busca da humanidade perdida, eles eram judeus convertidos ao cristianismo.

“O judaísmo, por exemplo, afirmava que o poder supremo do universo tem interesses e inclinações, mas seu principal interesse é na minúscula nação judaica e na obscura terra de Israel. O judaísmo tinha pouco a oferecer a outras nações e durante a maior parte de sua existência não foi uma religião missionária”. (Yuval Noah Harari-Sapiens-Uma breve história da Humanidade) Yuval é professor na Universidade de Israel.

No início do cristianismo, para Saulo, os judeus convertidos a Jesus eram blasfemos aos ensinos judaicos e deveriam morrer, por serem enganosos e perigosos.

“E Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote.

E pediu-lhe cartas para Damasco, para as sinagogas, a fim de que, se encontrasse alguns deste Caminho, quer homens quer mulheres, os conduzisse presos a Jerusalém”. Atos 9:1,2

“Havia uma comunidade judia em Damasco de cerca de dez a dezoito mil pessoas. Caminho. Uma palavra usada para descrever a fé cristã

Embora Saulo nascesse e fosse criado na cidade gentia de Tarso, na Cilícia (22:3), estudou em Jerusalém aos pés de Gamaliel, um dos notáveis rabinos judeus daquele tempo (5:34 e segs.). Era considerado um aluno brilhante (Gl. 1:14) e um zeloso fariseu (Fl. 3-5)”. (Beacon-CPAD).

No trajeto, próximo à Damasco, surgiu a sua frente uma forte luz, o seu resplendor era superior a luz do sol, surpreendidos com o facho de luz caíram em terra e Saulo ouviu uma voz que lhe dizia: “Saulo, Saulo por que me persegues?”

“E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu.

E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?” Atos 9:3,4

Todos que foram chamados para uma obra específica por Deus, tiveram um encontro impactante com o Senhor, Moisés, a sarça ardente, os Apóstolos, o Pentecoste e a Saulo não poderia ser diferente.

Atordoado com a aparição e a voz a lhe falar por que me persegues, ao persegui os cristãos, ele perseguia Jesus Cristo.

Perguntou, respeitosamente, quem era que lhe falava.

“E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões.

E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que eu faça? E disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer”. Atos 9: 5-6

Aguilhão: “Ponta de ferro que, fixada na extremidade de um bastão, é usada para picar bois.

Tudo aquilo que incita a agir; estímulo: a glória é um poderoso aguilhão”. (Dicionário online de português).

Nota-se em todos os comissionamentos de Deus aos homens e mulheres a primeira ordem do Senhor é levantar-se.

Saulo levantou-se, porém nada enxergava, havia uma escuridão em seus olhos, era a transição das trevas do judaísmo para a maravilhosa luz em Cristo.

Saulo foi conduzido a uma casa na rua Direita em Damasco, ali ficou três dias sem ver, comer ou beber.

Observa-se que ficou três dias: “E esteve três dias sem ver, e não comeu nem bebeu”. Atos 9:9

Tempos, três dias, a Bíblia os apresenta para momentos cruciais da vida religiosa, foi com Jonas, para refletir o que fez, foi com Lázaro, mas quatro dias, para reforçar a sua morte e o poder de Jesus sobre a morte, o Mestre três dias, para os discípulos sentirem sua ausência e a alegria de sua ressurreição, foi com Saulo, para posicionar-se com o seu passado judaico, com o momento presente e com seu futuro. Estava com os olhos vedados e em oração.

“Os conceitos maiores do judaísmo, nomeadamente berit ("aliança"),masorah ("transmissão") e qabbalah ("recepção"), posicionam-se numa cadeia de solidariedades que privilegiam o passado e estabelecem a memória como sendo a atitude principal da experiência do tempo”. (O espaço do tempo, segundo o judaísmo. judaísmohttps://journals.openedition.org › cultura).

Saulo um judeu autêntico, desde o início de sua infância, foi pautado na vida judaica, era altamente ortodoxo ao judaísmo, tudo fazia consciente que estava agradando a Deus, na estrada de Damasco teve um severo impacto a sua crença, seu passado.

Um choque de consciência, o que fazia era contrário aos desígnios de Deus, um fator, que para ele era blasfemo e enganoso ao seu pensamento judaico e perseguidor, Deus lhe diz ser o caminho ao qual perseguia, era dele e ele o seu perseguidor.

Saulo pronto para o presente e para o futuro que adviria.

Deus envia Ananias para fazê-lo ver e introduzi-lo no novo caminho.

“E havia em Damasco um certo discípulo chamado Ananias; e disse-lhe o Senhor em visão: Ananias! E ele respondeu: Eis-me aqui, Senhor.

E disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e vai à rua chamada Direita, e pergunta em casa de Judas por um homem de Tarso chamado Saulo; pois eis que ele está orando”. Atos 9: 10-11

Não há informações a respeito desse Ananias, diz-se que poderia ser um convertido no início do cristianismo, mas não se tem muitas notícias a seu respeito.

Relutou em ir, foi e impôs as mãos sobre Saulo, este teve sua visão refeita, comeu e bebeu, foi batizado e cheio do Espírito Santo.

Ficou um pouco de tempo com eles. Foi a uma sinagoga e falou sobre Jesus, os presentes ficaram atônitos, pois sabiam qual a missão de Saulo em Damasco.

Os judeus não gostaram, desejavam matá-lo, ficaram juntos as saídas da cidade para cumprir os seus propósitos.

Os Cristãos, sabendo do intento dos judeus em matar a Saulo, colocaram-no num cesto e desceram por cima do muro.

“Tomando-o de noite os discípulos o desceram, dentro de um cesto, pelo muro”. Atos 9:25

Foi para Jerusalém, ocorrendo o mesmo fato de Damasco.

“Sabendo-o, porém, os irmãos, o acompanharam até Cesareia, e o enviaram a Tarso”. Atos 9: 29-30

Saulo foi para a Arábia, onde ficou três anos.

“Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça,

Revelar seu Filho em mim, para que o pregasse entre os gentios, não consultei a carne nem o sangue,

Nem tornei a Jerusalém, a ter com os que já antes de mim eram apóstolos, mas parti para a Arábia, e voltei outra vez a Damasco.

Depois, passados três anos, fui a Jerusalém para ver a Pedro, e fiquei com ele quinze dias”. Gálatas 1:15-18

“Paulo de Tarso, ponderou que, se o poder supremo do universo tem interesses e inclinações, e se Ele se deu ao trabalho de encarnar e morrer na cruz para a salvação da humanidade, então isso é algo que deve ser comunicado a todos, e não só aos judeus. Portanto, era necessário difundir a boa palavra – o evangelho – sobre Jesus para o mundo inteiro”. (Yuval Noah Harari-idem)

Quando o homem e a mulher se convertem a Cristo, é por inteiro, uma transformação total de vida.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 18/07/2021


Viagem ao Lar Celestial

A cura de um Paralítico

Atos 9: 31-35

Após a conversão de Saulo (Paulo), passaremos a citá-lo como Paulo, nome grego, em consequência de sua conversão passou a ser perseguido pelos judeus, sentindo a necessidade de aprimoramento teológico, foi para Arábia, permanecendo na Cilícia e Tarso, provavelmente pregando em sua terra natal.

Diz o Apóstolo Paulo: “Depois fui para as partes da Síria e Cilícia”. Gal. 1: 21

“Com base nisto, parece que ele passou esses anos evangelizando a sua província natal da Sirio-Cilícia.

Tarso era a capital da Cilicia. Na época de Paulo, era o terceiro maior centro universitário, depois de Atenas e Alexandria”. (Beacon-CPAD)

Os Cristão da Judeia, da Galileia e Samaria, com a conversão de Paulo, passaram a viver em paz e prosperidade.

“Assim, pois, as igrejas em toda a Judéia, e Galileia e Samaria tinham paz, e eram edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e consolação do Espírito Santo”. Atos 9:31

“O resultado da partida de Paulo de Jerusalém teve dois aspectos. Em primeiro lugar, a sua própria vida foi poupada, o que foi uma grande dádiva para o seu próprio século e para todas as gerações futuras. Em segundo lugar, o movimento cristão na Palestina foi aliviado, durante algum tempo, de mais perseguições”. (Beacon-CPAD)

Durante esse período Pedro realizava a evangelização na Judeia, Samaria e toda parte, cumprindo o mandamento de Jesus, pregar o evangelho do Reino e a salvação em Cristo e

chegou na cidade de Lida, ficava próximo a cidade de Jope a 48Km de Jerusalém.

“Pedro em Lida, encontrou um grupo de cristãos que provavelmente fugiram para lá na dispersão causada pela perseguição em Jerusalém. Filipe já tinha evangelizado essa região”. (D.L.Moody-CPAD)

“E aconteceu que, passando Pedro por toda a parte, veio também aos santos que habitavam em Lida.

E achou ali certo homem, chamado Enéias, jazendo numa cama havia oito anos, o qual era paralítico”. Atos 9:32,33

Pelo tempo de sua paraplegia poderia ser considerado irrecuperável. Para Deus nada é impossível.

“Ali Pedro achou certo homem chamado Enéias que tinha sido um paralítico por oito anos. O seu caso era, portanto, considerado irremediável.

Mas nenhum caso é irremediável para Deus. Pedro disse ao homem: Jesus Cristo te dá saúde; levanta-te e faze a tua cama. Ele obedeceu imediatamente e foi curado. Todo o povo de Lida e de Sarona, que era próxima — a planície de Sarona, que se estende desde Lida para o norte, até o monte Carmelo — via agora caminhando aquele que fora um paralítico preso a uma cama. O resultado foi que muitos se converteram ao Senhor. A igreja continuava a crescer”. (Beacon-CPAD).

Permitam-me apresentar um testemunho sobre mim. Estive na mesma situação durante mais de um ano com paraplegia, uma bactéria alojou-se em minha coluna, na décima segunda vértebra, corroeu  parte da vértebra e inflamou a medula espinhal, trouxe-me muitas dores,  impediu os movimentos de minhas pernas, nem sentar conseguia. Em nenhum momento desacreditei em Deus. Fui para um hospital realizar exames mais acurados, como sentia muitas dores, deram-me um remédio do qual sou alérgico, se não fosse minha família ver a reação ao tratamento, teria ocorrido um choque anafilático. Deus ajudou-me muito, fiz uma ressonância magnética, descobriram a bactéria e seu estrago, aquilo que a princípio seria irreversível, Deus curou-me por completo. Minha incapacidade física foi por mais de um ano, no início não me mexia, nem para um lado, nem para o outro, paulatinamente com tratamento fisioterápico e medicamentoso consegui melhoras, passei a sentar, passar para cadeira de rodas, para o andador, para muletas de braço, bengala e sem a bengala, atualmente uso a bengala para ter melhor equilíbrio por motivo da idade, sou idoso.

Acredito na ação de Deus em todos os acontecimentos da vida, todos os milagres relatados na Bíblia têm um propósito de Deus para o conhecimento e crescimento da humanidade em seu poder sobre tudo.  

O paralítico, Eneias, curado pelo Apóstolo Pedro, foi um instrumento de Deus para o crescimento e expansão do Evangelho naquelas cidades.

“E viram-no todos os que habitavam em Lida e Sarona, os quais se converteram ao Senhor”. Atos 9:35

Nunca podemos esquecer dos cuidados de Deus, alguns poderão ser curados de um dia para o outro, ou levar algum tempo, ou ser irreversível, conforme a vontade de Deus, se para ele a nossa cura for para o seu engrandecimento, ou a nossa situação for para o seu benefício, ele agirá de acordo com sua vontade. Assim foi com o Apóstolo Paulo.

“E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar.

Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim.

E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.

Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte”. 2 Coríntios 12:7-10

Tenho a convicção que a minha incapacidade foi uma ação de Deus para o meu benefício e usar-me para, por meio de minha paralisia, conhecer o seu poder e fazê-lo conhecido pelas mensagens, testemunhos e levar auxílio aos, que na mesma situação minha, possa dar certeza de confiança, fé, a todos os que sofrem de que Deus não irá desampara-los.      

“E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.

E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos.

E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. Romanos 8:26-28

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo o poder, louvor e Glória para sempre.

 

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 25/07/2021


Viagem ao Lar Celestial

Dorcas uma mulher extraordinária.

Atos 9: 36-4

O Apóstolo Pedro estava em Lida, após curar um paralítico de nome Eneias.

Numa cidade próxima de Lida, Jope, afastada quinze quilômetros de Lida, era uma cidade portuária abastada, atualmente Jafa, está unida a Tel Aviv, morava nela uma mulher de nome Dorcas, nome grego, sendo o nome aramaico, Tabita, possuía um belo atributo inerente a pessoas amoráveis e caridosas com os mais necessitados.

“Dorcas ultrapassava todas as outras mulheres da Bíblia. É ela a única que foi chamada discípula!” (Prof. Uwe Roberto Strauss urstrauss@terra.com.br www.educadorpontocom.com.br)

“Abundavam as suas obras em bondade e caridade”. (NASB)

“Era muito amada pelos cristãos por causa de suas boas obras e atos de caridade”. (D.L.Moody-CPAD)

“E havia em Jope uma discípula chamada Tabita, que traduzido se diz Dorcas. Esta estava cheia de boas obras e esmolas que fazia”. Atos 9:36

Como todos os humanos, Dorcas veio a falecer, os necessitados por ela atendidos, principalmente as viúvas, sentiram-se desamparados, então enviaram dois homens a Lida para trazer o Apóstolo Pedro a Jope, pela Escritura presume-se que estivesse enferma não tendo ainda falecido, como a distância era pequena poderia o Apóstolo chegar a tempo para socorrê-la, ou como para alguns, antes de ser sepultada, para os judeus os mortos deveriam ser sepultados no mesmo dia, não poderiam ficar para o outro dia.

“E aconteceu naqueles dias que, enfermando, ela morreu; e, tendo-a lavado, a depositaram num quarto alto.

E, como Lida era perto de Jope, ouvindo os discípulos que Pedro estava ali, lhe mandaram dois homens, rogando-lhe que não se demorasse em vir ter com eles”. Atos 9:37,38

Prontamente o Apóstolo Pedro foi com eles.

“E, levantando-se Pedro, foi com eles; e quando chegou o levaram ao quarto alto, e todas as viúvas o rodearam, chorando e mostrando as túnicas e roupas que Dorcas fizera quando estava com elas”. Atos 9:39

“No judaísmo, o morto era sempre lavado antes de ser sepultado. Somente mulheres preparavam o corpo de outras mulheres para 0 sepultamento.

Cuidar das viúvas era um ato fundamental de devoção no judaísmo antigo; Tabita havia sido benfeitora das viúvas”. ((Craig S. Keener-Com. His.Cult. da Bíblia. Ed. Vida Nova)

“Viúvas, encontravam-se entre as pessoas mais necessitadas do mundo antigo, foram objeto particular da caridade de Tabita.

Provavelmente estavam usando as roupas feitas por Dorcas para elas”. (D.L.Moody-CPAD)

“A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo”. Tiago 1:27

Em toda a Bíblia há incentivos aos cuidados para com os órfãos e as viúvas, mostrando o desejo de Deus aos seus fiéis, auxiliarem os mais necessitados, principalmente os estrangeiros, os órfãos e as viúvas.

Em algumas de nossas Igrejas e denominações tem políticas públicas de assistência aos mais necessitados, algumas Igrejas nomeiam os seus projetos com o nome de Dorcas.

Aqui em Saquarema havia uma discípula de Jesus, D. Zildinha, orava por todos que a procuravam, há alguns relatos de cura operados por Jesus em suas orações, com o seu falecimento, foi homenageada pela Prefeitura e Secretaria de Educação e Cultura, nomeando a Creche em Vilatur-Saquarema com o seu nome: “Creche D. Zildinha”.

“Mas Pedro, fazendo sair a todos, pôs-se de joelhos e orou: e, voltando-se para o corpo, disse: Tabita, levanta-te. E ela abriu os olhos, e, vendo a Pedro, assentou-se.

E ele, dando-lhe a mão, a levantou e, chamando os santos e as viúvas, apresentou-lha viva.

E foi isto notório por toda a Jope, e muitos creram no Senhor”. Atos 9:40-42

O Apóstolo Pedro fez o mesmo que Jesus ao atender o pedido do Principal da Sinagoga de nome Jairo, pediu que todos saíssem, ajoelhou-se e orou, o Senhor Deus atendeu sua oração e restarou a vida de Dorcas, Pedro a trouxe e apresentou a mulher viva às viúvas.

Isto foi notório a todos, muitos creram no Senhor, a Igreja crescia e expandia por toda a parte.

Os comentaristas não se prendem muito aos fatos humanos e amoráveis de Dorcas, são lacônicos, porém existe um fator importantíssimo na atitude de Dorcas para com os necessitados os órfãos e as viúvas o amor ao próximo.

O amor ao próximo são dádivas de Deus e quem o oferece é abençoado pelo Senhor.

“Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.

Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor...

Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?

E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão”.1 João 4: 7-8 e 20-21

Quantas mulheres empreendem a mesma ação de Dorcas anonimamente, não são conhecidas, porém Deus as conhece.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele seja todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 01/08/2021 


 Viagem ao Lar Celestial

Apóstolo Pedro e Cornélio

Atos dos Apóstolos 10: 1-48

A ação do Espírito Santo na passagem progressiva e poderosa do evangelho de Cristo junto aos judeus para os gentios.

A quebra da barreira discriminatória se dá com Jesus, primeiro com a mulher Samaritana, depois com várias mensagens, parábolas citando a ação benévola dos samaritanos, também com curas milagrosas aos gentios.

Na evangelização apostólica a ação do Espírito Santo se dá inicialmente em Jerusalém com o derramamento do Espírito Santo, com a diáspora dos cristãos e com a presença do Apóstolo Pedro e do diácono Filipe em Samaria.

E aos gentios, não judeus, em Cesareia, dando início a expansão do evangelho até os confins da terra.

O Apóstolo Pedro encontrava-se na cidade de Jope, após a restituição da vida de Dorcas e a incorporação dela junto aos santos em Jope.

Ele estava na casa de um certo Simão, curtidor e a residência do curtidor, por motivo de seu ofício, ficava próximo ao mar.

Um paradoxo, o Apóstolo Pedro, por ser judeu, não poderia ficar na casa do curtidor, por ele mexer em animais mortos, seria considerado imundo. “Entretanto, o judaísmo enfatizava a virtude da hospitalidade. Pedro que, provavelmente, jamais havia sido seguidor das regras dos fariseus a aceita de bom grado”. (Com. Hist. Cult. Bíblico-Novo Testamento-Vida Nova-Craig S. Keener)

Numa cidade próxima, Cesareia, distante 48km de Jope, residia um Centurião chamado Cornélio, “Cornélio era um nome muito comum no Império Romano. Isto se devia, em parte, ao fato de que, em 82 a.C., Cornélio Sulla libertara dez mil escravos”. (Beacon-CPAD).

“E havia em Cesareia um homem por nome Cornélio, centurião da coorte chamada italiana,

Piedoso e temente a Deus, com toda a sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo, e de contínuo orava a Deus”. Atos 10: 1-2

“Cesareia era o principal porto da Palestina e a

capital do governo romano ali. Herodes, o Grande, tinha construído no lugar da Torre de Strato uma magnífica cidade e um porto deslumbrante, protegido por um extenso quebra-mar...

Era um centurião da coorte chamada Italiana. Uma

coorte normalmente consistia em seiscentos homens — a décima parte de uma legião”. (Beacon-CPAD)

“Cornélio era comandante da coorte ... italiana.

Uma inscrição latina foi preservada indicando a presença, na Síria, da "segunda coorte italiana de cidadãos romanos", no ano 69”. (D.L.Moody-CPAD).

Cornélio era romano, como tal gentio, porém piedoso, exercia ações de benevolência ao povo de Cesareia e seguia alguns costumes dos judeus, era tenente a Deus, orava e dava esmolas.

“Embora o termo “temente a Deus” tivesse sentido amplo, em Atos e em outros textos judaicos, ele é

usado, geralmente, com sentido técnico de gentio justo que não havia sido circuncidado. Esse tipo de convertido incompleto é mencionado por Josefo, Filo, em certas inscrições e até mesmo pelo filósofo pagão Epíteto”.  (Craig S. Keener – Ed. Vida Nova- idem)

“Esses homens devotos e tementes a Deus foram o solo mais fértil para o Evangelho se enraizar. Cornélio era um "semi prosélito" desse tipo. Seu

caráter piedoso manifestava-se por suas esmolas liberais ao povo e suas orações regulares a Deus”. (D.L.Moody-CPAD).

“Este, quase à hora nona do dia, viu claramente numa visão um anjo de Deus, que se dirigia para ele e dizia: Cornélio.

O qual, fixando os olhos nele, e muito atemorizado, disse: Que é, Senhor? E disse-lhe: As tuas orações e as tuas esmolas têm subido para memória diante de Deus”. Atos 10: 3-4

Hora nona, três horas da tarde, Cornélio seguia o costume dos judeus em suas orações, a hora nona era a hora do sacrifício no Templo.

“Jope foi o ponto inicial da fuga de Jonas quando ele se recusou a pregar aos gentios (Jn 1.3)”. (Craig S. Keener – Ed. Vida Nova- ibidem)

Deus escolhe homens e mulheres tementes a ele para sua obra de evangelização.

O Anjo de Deus ordena que ele envie homens a Jope para trazer o Apóstolo Pedro até Cesareia, para contar-lhe as boas novas da salvação, ele chama dois de seus criados e um soldado de confiança.

“E, retirando-se o anjo que lhe falava, chamou dois dos seus criados, e a um piedoso soldado dos que estavam ao seu serviço.

E, havendo-lhes contado tudo, os enviou a Jope”. Atos 10:7,8

Cesareia distava de Jope 48Km, levaram dois dias para chegar aonde Pedro estava.

O Apóstolo Pedro subiu ao terraço para almoçar, era a hora sexta, meio-dia.

“E no dia seguinte, indo eles seu caminho, e estando já perto da cidade, subiu Pedro ao terraço para orar, quase à hora sexta.

E tendo fome, quis comer; e, enquanto lho preparavam, sobreveio-lhe um arrebatamento de sentidos,

E viu o céu aberto, e que descia um vaso, como se fosse um grande lençol atado pelas quatro pontas, e vindo para a terra.

No qual havia de todos os animais quadrúpedes e feras e répteis da terra, e aves do céu.

E foi-lhe dirigida uma voz: Levanta-te, Pedro, mata e come.

Mas Pedro disse: De modo nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda.

E segunda vez lhe disse a voz: Não faças tu comum ao que Deus purificou”. Atos 10: 9-15

Ao judeu, de acordo com a lei, não era permitido comer animais fora do prescrito na lei, eram considerados imundos, mesmos os animais permitidos e que estivesse em contato com os não permitidos, eram para ele imundos.

Deus mostra-lhe, aquilo que ele purificou não seria imundo. Com essa visão, Deus preparava o coração do Apóstolo Pedro a receber os gentios.

“Deus não faz acepção de pessoas. Uma pessoa que teme a Deus e faz o que é certo, quer seja judia ou gentia, é aceita por Deus. Era uma grande lição para o judeu aprender e assinala um passo definitivo na

expansão da igreja da comunidade judia a um nível universal”. (D.L.Moody-CPAD)

“E, pensando Pedro naquela visão, disse-lhe o Espírito: Eis que três homens te buscam.

Levanta-te pois, desce, e vai com eles, não duvidando; porque eu os enviei”. Atos 10: 19-20

O Apóstolo Pedro vai com os mensageiros de Cornélio para Cesareia e com ele alguns fiéis também vão com ele para servir de testemunhas.

Chegando a Cesareia são recebidos por Cornélio e algumas pessoas.

“E no dia imediato chegaram a Cesareia. E Cornélio os estava esperando, tendo já convidado os seus parentes e amigos mais íntimos”. Atos 10:24

Cornélio se curva a frente do Apóstolo, este o levanta e diz-lhe que é homem igual a todos.

Faz uma pequena explanação, ou prólogo, informando que, como é conhecido, aos judeus não é permitido ajuntar-se ou chegar-se a estrangeiros, porém Deus disse-lhe que todos são iguais perante ele, não havendo judeus ou gentios, diante de Deus todos são iguais.

Passa-lhe a falar de Jesus, esta é a mensagem primordial do Evangelho, pregar a salvação em Jesus.

“O sermão de Pedro é o nosso primeiro exemplo de pregação aos gentios. Contém poucas considerações sobre o significado da pessoa de

Cristo, nenhuma ênfase sobre sua preexistência, encarnação e divindade, nem sobre o caráter expiatório de sua morte. É realmente uma "Cristologia primitiva" e consiste principalmente da proclamação dos fatos da morte, vida e ressurreição de Jesus e o apelo para crer nEle para perdão de pecados”. (D.L.Moody)

“A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele creem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome.

E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra”. Atos 10: 43-44

“Apesar dos seus preconceitos judaicos, Pedro sentiu que Deus tinha aceitado plenamente estes gentios no Reino. Então, ele propôs que o batismo cristão lhes fosse ministrado (47). Cornélio e seus amigos foram batizados em nome do Senhor (48), i.e., em nome de Jesus. Esta fórmula era aparentemente usada na Igreja Primitiva, assim como a forma da trindade (Mt 28.19). A ênfase principal aqui está no fato de que era um

batismo cristão”. (Beacon-CPAD)

A importância dada pelo autor, Lucas, ao escrever esse texto que nos parece longo, são dois capítulos o 10 que é objeto de análise e o 11, será analisado domingo que vem, remete a aceitação de Deus aos gentios e derruba vários preconceitos em relação a discriminação aos alimentos e as pessoas não judias.

Deus não faz acepção de pessoas, nem a preconceitos humanos. 

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória. 

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 08/08/2021

 

Bibliografia analisada:

Comentário de D.L.Moody – CPAD - Atos dos Apóstolos.

Beacon – CPAD – Volume 06 – Evangelho de João e Atos dos Apóstolos

Craig S. Keener – Comentário Histórico Cultural Bíblico – Novo Testamento – Ed. Vida Nova.

 

 Viagem ao Lar Celestial

A Conversão de Cornélio – II Parte

 Atos dos Apóstolos 11: 1-18

A história do cristianismo, como toda a história, é, por si só, excitante, todos os cristãos deveriam conhecê-la.

Seu início se dá com o advento do Messias, Jesus Cristo, após sua morte, ressurreição e ascensão ao Reino dos Céus e com o derramamento do Espírito Santo, a expansão dos ensinos e mandamentos de Jesus até os confins da terra, mostra-nos o desejo do Senhor Deus em ser conhecido e adorado por todos os humanos.

Nesse contexto a semente de mostarda, o cristianismo, brota no meio judeu, porém o judaísmo com arrogância de serem exclusivos do poder de Deus, sem direito de outros terem o mesmo acesso ao Reino do Senhor, bloqueou, em parte, a expansão do Evangelho, porém Deus, através do Espírito Santo, permitiu a perseguição aos Cristão e com isso a diáspora, com a fuga dos cristão, os samaritanos, uma miscigenação de judeus da dez tribos, exceto a de Judá e Benjamim, com outras nações, foram os segundos a receber a unção do Espírito Santo.

A terceira manifestação do Espírito Santo foi aos gentios, os não judeus, realizada na casa de Cornélio por Pedro, derrubando a oposição dos judeus tradicionais e introduzindo inexoravelmente o Evangelho a toda humanidade.

Inicialmente não se dá sem confronto com os judeus tradicionais, o Apóstolo Pedro é chamado à Jerusalém para explicar o ocorrido em Cesareia.       

Explicação do Apóstolo Pedro aos Cristãos em Jerusalém.

O Apóstolo Pedro retorna a Jerusalém, após os acontecimentos em Cesareia, quando esteve hospedado e alimentando-se na casa de um gentio, o que não era permitido a um judeu fazê-lo, foi duramente criticado pelos cristãos de Jerusalém, o Apóstolo precisou fazer sua defesa.

“E ouviram os apóstolos, e os irmãos que estavam na Judéia, que também os gentios tinham recebido a palavra de Deus.

E, subindo Pedro a Jerusalém, disputavam com ele os que eram da circuncisão,

Dizendo: Entraste em casa de homens incircuncisos, e comeste com eles”. Atos 11:1-3

“É surpreendente que num livro tão curto Lucas dedicasse tanto espaço à repetição da conversão de Cornélio. Isto indica que Lucas considerava este acontecimento como um dos mais importantes na vida da igreja primitiva”. (D.L.Moody)

Sem dúvida, este fato foi importantíssimo, pois já grassava no meio dos cristãos judeus a corrente dos judaizantes que exigiam aos cristãos convertidos o ritual da circuncisão, o surgimento da heresia judaizante, mais tarde combatida pelos Apóstolos, principalmente pelo Apóstolo Paulo, observa-se atualmente uma invasão de rituais do judaísmo nas Igrejas Evangélicas.  

“Este partido conservador, judaizante, criticou Pedro, pois reconhecia que um judeu que comia com gentios estava na realidade deixando de lado as práticas judias e consequentemente deixava de ser judeu”. (D.L. Moody-CPAD).

“O fato de que aquilo que tinha acontecido em Cesareia e repetido aqui mostra a grande importância ligada a este evento significativo. Iniciara-se uma nova época— a da evangelização dos gentios”. (Beacon-CPAD).

O Apóstolo Pedro não se justificou, passou a informação do que aconteceu em Cesareia.

Antes de entrar na explicação de Pedro, façamos um resumo dos acontecimentos ocorrido em Cesareia.

Cornélio era um Centurião temente a Deus, fazia boas obras, orava nos horários em que os judeus cumpriam o ritual judaico, mas não conhecia a salvação, nem o autor da salvação eterna, Jesus Cristo.

Deus dos altos céus viu o cuidado e manifestação de fé desse gentio.

“E havia em Cesareia um homem por nome Cornélio, centurião da coorte chamada italiana,

Piedoso e temente a Deus, com toda a sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo, e de contínuo orava a Deus”. Atos 10:1,2

Deus enviou o Apóstolo Pedro que se encontrava em Jope, uma cidade próxima, para falar de Jesus e fazê-lo conhecido a Cornélio, sua família e outros, porventura, ouvissem a mensagem.

A ida e estadia do Apostolo Pedro à Cesareia, na casa do Centurião Cornélio, gentio, ele e os outros que ouviram a mensagem, escandalizou os judeus cristãos de Jerusalém, estavam presos aos costumes e rituais dos judeus, ainda não discerniam que o Evangelho, a Nova Aliança em Jesus, era universal.

“Dizendo: Entraste em casa de homens incircuncisos, e comeste com eles.

Mas Pedro começou a fazer-lhes uma exposição por ordem, dizendo”. Atos 11: 3-4

“Se um homem sabe que tem razão, a sua melhor

defesa é uma explicação direta do que fez, e do porquê. Este foi o método seguido por Pedro. Ele começou a fazer-lhes uma exposição por ordem”. (Beacon-CPAD)

Disse-lhes que estava em Jope, quando teve uma visão de um vaso, em forma de um grande lençol, que descia dos céus, tendo nele os espécimes de animais da terra, quadrúpedes, feras, répteis e aves do céu.

“Foi o Espírito Santo que lhe disse que fosse com aqueles homens até à casa de Cornélio, de modo que ele não teve escolha. Se o povo quisesse criticá-lo por ter ido, teria que discutir com o Espírito sobre o assunto”; (Beacon-CPAD)

Contou-lhes que ao iniciar a falar-lhes sobre Jesus o Espírito Santo caiu sobre eles e começaram a falar em línguas, vendo a ação de Deus em dar-lhes os dons do Espírito, quem seria ele em não lhes batizar em água.

“E, quando comecei a falar, caiu sobre eles o Espírito Santo, como também sobre nós ao princípio.

E lembrei-me do dito do Senhor, quando disse: João certamente batizou com água; mas vós sereis batizados com o Espírito Santo.

Portanto, se Deus lhes deu o mesmo dom que a nós, quando havemos crido no Senhor Jesus Cristo, quem era então eu, para que pudesse resistir a Deus?” Atos 11:15-17

Os Cristãos de Jerusalém se deram por satisfeito com a explicação do Apóstolo, a pequena semente de mostarda tornava-se uma enorme árvore, onde todos, desde Jerusalém até os confins da terra, abrigaram-se e abrigam-se em seus ramos.

“E, ouvindo estas coisas, apaziguaram-se, e glorificaram a Deus, dizendo: Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida”. Atos 11:18

A história do cristianismo, com suas mais variadas adversidades e apoio sistemático do Espírito Santo, se expande, vamos com humildade e reverência acompanhar o seu desenvolvimento, inicialmente pelo livro dos Atos dos Apóstolos, comentaristas, livros de história, revistas, jornais e opiniões em site da internet. Espero, oro, em Deus consegui esse desejo de explanar a expansão do Evangelho no mundo.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória. 

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 15/08/2021

 

 Viagem ao Lar Celestial

A Primeira Igreja Cristã.

Atos dos Apóstolos 11: 19-30

 

A expansão do evangelho se deu progressivamente, após a morte de Estevão e com a perseguição aos convertidos a Jesus em Jerusalém, estes foram para vários lugares pregando o Evangelho do Reino, “as boas novas”, porém a mensagem de Cristo era somente pregada aos judeus.

“E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus”. Atos 11:19

Observa-se a pluralidade do evangelho em sua expansão, de acordo com Craib o movimento cristão iniciou no meio rural, Galileia, veio para o urbano, Jerusalém e cosmopolita, Antioquia.

“Essa transição rápida praticamente não tem paralelo na história e indica considerável flexibilidade social.

O fato de 0 judaísmo haver se adaptado a esses

vários ambientes ao longo dos séculos fornecia um meio para essas rápidas transições na comunidade de judeus cristãos”. (Craib S. Keener-Com. Bíb. Cult.)

Antioquia era a terceira cidade mais importante do Império Romano, depois de Roma e Alexandria, era a sede do Governador romano da Síria e do quartel general da Legião romana da Síria.

Era uma cidade pagã, adoravam Apolo e Artemis.

“O culto às deidades pagãs, Apolo e Ártemis, cuja adoração incluía a prostituição ritual, tinha o seu quartel general nas proximidades. Antioquia era notória por sua degradação moral”. (D.L.Moody)

“A oito quilômetros da cidade, ficava o bosque de Dafne, um importante centro de adoração a Apoio e Artemis [ouArtemisa]. Como um resultado parcial disto, Antioquia era famosa pela sua imoralidade”. (Beacon-CPAD)

O Evangelho de Cristo era pregado somente aos judeus em todos os lugares em que os cristãos passavam vindo de Jerusalém, em Antioquia ocorria o mesmo, porém veio alguns homens de chiprios e cirenenses, trouxeram a mensagem de Jesus aos gregos, os gregos aqui citados são gentios, não judeus, iniciando a expansão aos gentios e formando a Primeira Igreja Cristã para o mundo.

“E havia entre eles alguns homens chíprios e cirenenses, os quais entrando em Antioquia falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus.

E a mão do Senhor era com eles; e grande número creu e se converteu ao Senhor”. Atos 11: 20-21

O crescimento da comunidade evangélica em Antioquia chegou aos ouvidos da Igreja em Jerusalém, enviaram Barnabé para conhecer e fortalecer os crentes de Antioquia.

“E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé a Antioquia.

O qual, quando chegou, e viu a graça de Deus, se alegrou, e exortou a todos a que permanecessem no Senhor, com propósito de coração;

Porque era homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor”. Atos 11:22-24

Barnabé, seu nome verdadeiro era José, porém os Apóstolos deram-lhe o nome de Barnabé (filho da consolação), era da tribo de Levi, natural de Chipre, foi um dos primeiros cristãos, vendeu uma de suas propriedades e deu para a Igreja em Jerusalém.

“Então José, cognominado pelos apóstolos Barnabé (que, traduzido, é Filho da consolação), levita, natural de Chipre,

Possuindo uma herdade, vendeu-a, e trouxe o preço, e o depositou aos pés dos apóstolos”. Atos 4: 36-37

Após aprovar o trabalho que era realizado em Antioquia, foi a busca do Apóstolo Paulo na cidade de Tarso.

“E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia.

E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos”. Atos 11: 25-26

Uma característica nos cristãos é acreditar nas profecias, o que aconteceu, veio alguns profetas de Jerusalém a Antioquia e um profeta de nome Agabo previu, pelo Espírito Santo, haveria uma grande falta de alimentos por toda aquela área, o que ocorreu mais tarde, os cristãos de Antioquia, antes mesmo do acontecimento, socorreu os irmãos de outros lugares.

“E naqueles dias desceram profetas de Jerusalém para Antioquia.

E, levantando-se um deles, por nome Ágabo, dava a entender pelo Espírito, que haveria uma grande fome em todo o mundo, e isso aconteceu no tempo de Cláudio César.

E os discípulos determinaram mandar, cada um conforme o que pudesse, socorro aos irmãos que habitavam na Judéia.

O que eles com efeito fizeram, enviando-o aos anciãos por mão de Barnabé e de Saulo”. Atos 11: 27-30

A benevolência, o auxílio aos carentes e o amor de Cristo no coração do cristão é uma forma de externar o amor de Cristo dado a todos.

“Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo que a ti mesmo”.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória para todo sempre.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 22/08/2021

   

 Viagem ao Lar Celestial

A Prisão do Apóstolo Pedro em Jerusalém

Atos dos Apóstolos 12: 1

A morte do Apóstolo Tiago, filho de Zebedeu e irmão de João, o evangelista, a prisão do Apóstolo Pedro, a impossível e impressionante libertação do Apóstolo Pedro realizada por Deus.

“E por aquele mesmo tempo o rei Herodes estendeu as mãos sobre alguns da igreja, para os maltratar”. Atos 12:1

O autor do livro de Atos dos Apóstolos continua seu relato após os cristãos de Antioquia se unirem e enviarem donativos para Jerusalém e adjacência antes da fome profetizada por Agbo acontecer.

O Rei Herodes Agripa I foi neto do rei Herodes, o Grande, por parte de seu casamento com Mariamne, a princesa hasmoneana, era filho de Aristóbulo, não aparece nas Escrituras, fora morte por seu pai Herodes, o Grande, por ser hasmoneano os judeus o aceitavam como Rei.

Agripa era, etnicamente, tanto judeu quanto idumeu em contraste com Herodes, o Grande. Desfrutava, portanto, de grande popularidade entre o povo, em favor do qual utilizava sua grande influência. Era partidário dos fariseus e frequentava o templo. (1)

“E matou à espada Tiago, irmão de João”. Atos 12:2

Tiago era filho de Zebedeu, pouco se fala da influência de Tiago nos Atos dos Apóstolos, por ser Apóstolo, um dos companheiros de Jesus, possuía um certo destaque entre os cristãos, por isso Herodes o matou.

Ele e seu irmão, João, junto com Pedro, foram testemunhas da transfiguração de Jesus.

Certa vez, eles fizeram, junto com sua mãe, um pedido à Jesus, para se assentarem no reino vindouro de Jesus um a cada lado dele. Disse Jesus: não era lhe dado o direito de escolher quem ficaria ao seu lado, porém disse-lhes que eles beberiam do mesmo cálice, morte, que ele beberia. (Mateus 20: 20-23)

Quando Jesus escolheu seus discípulos deu apelido a cada um deles, a Tiago e João foi-lhes dado o apelido de filhos do trovão.

“E a Tiago, filho de Zebedeu, e a João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, que significa: Filhos do trovão”. Marcos 3:17

Como Jesus conhecia o interior do coração dos seus discípulos, pode-se inferir serem eles impetuosos ao falar.

Em outra ocasião indo para Jerusalém, passaram por uma aldeia samaritana, os samaritanos não quiseram recebê-los, pois os seus rostos mostravam que iam para Jerusalém, eles, Tiago e João, pediram a Jesus que lançasse fogo dos céus e os consumisses.

“E os seus discípulos, Tiago e João, vendo isto, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez?

Voltando-se, porém, repreendeu-os e disse: Vós não sabeis de que espírito sois”. Lucas 9:54-55

A profecia de Jesus sobre a morte de seus apóstolos se cumpriu. Havia vários tipos de mortes, crucificação, apedrejamento, lançados aos leões e pela espada. Tiago foi o primeiro mártir dos Apóstolos. Foi morto à espada.

Herodes Agripa I viu que os líderes dos judeus ficaram satisfeitos, mandou prender o Apóstolo Pedro para o matar no dia seguinte num espetáculo público.

“E, vendo que isso agradara aos judeus, continuou, mandando prender também a Pedro. E eram os dias dos ázimos.

E, havendo-o prendido, o encerrou na prisão, entregando-o a quatro quaternos de soldados, para que o guardassem, querendo apresentá-lo ao povo depois da Páscoa”. Atos 12: 3-4

Pedro estava acorrentado a dois soldados, e dois outros ficavam nas portas. Embora o apóstolo esperasse ser executado no dia seguinte, pôde dormir profundamente. (2)

A confiança em Deus faz o crente descansar em suas promessas, mesmo sabendo que seus dias estão contados.

Herodes Agripa I pode ter conhecido o papel predominante que o Apóstolo Pedro desempenhou nas atividades iniciais do cristianismo. Executá-lo seria desfechar um forte golpe contra a Igreja de Jesus Cristo.

Prendeu Pedro e encerrou-o na prisão, com a intenção de apresentá-lo justamente no final da festa, quando a grande multidão da Páscoa aclamaria Herodes ao executar um líder do movimento herege. (3)

Os inimigos do Evangelho esquecem ou não creem no poder da oração dos fiéis servos de Cristo, a Igreja em Jerusalém permanecia em orações para o livramento de Pedro.

“Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus.

E quando Herodes estava para o fazer comparecer, nessa mesma noite estava Pedro dormindo entre dois soldados, ligado com duas cadeias, e os guardas diante da porta guardavam a prisão”. Atos 12: 5-6

Impossível sair ou fugir sem que os guardas acordassem e impedissem a fuga do preso, porém Deus é o Deus do impossível, ele enviou um anjo para libertar Pedro da prisão.

“E eis que sobreveio o anjo do Senhor, e resplandeceu uma luz na prisão; e, tocando a Pedro na ilharga, o despertou, dizendo: Levanta-te depressa. E caíram-lhe das mãos as cadeias.

E disse-lhe o anjo: Cinge-te, e ata as tuas alparcas. E ele assim o fez. Disse-lhe mais: Lança às costas a tua capa, e segue-me”. Atos 12: 7-8

O Apóstolo não estava entendendo o que acontecia, mas fez o que lhe era ordenado, passaram pelos guardas e os portões de ferro abriram-se sozinhos, percorreram a rua, quando estavam próximo do local em que a Igreja estava reunida, o anjo o deixou.

Interessante “a luz resplandeceu na prisão”, a movimentação, as cadeias desprendem dos braços de Pedro, veste-se, os portões de ferro se abrem e nenhum guarda percebeu o que acontecia, essa guarnição era chamada de quaterno, pois deveriam fazer a guarda de três em três horas, para não dormirem e eles nesse período não se deram conta do sumiço de Pedro. Impressionante o agir de Deus.

A luz predomina nas trevas e não há nada que impeça o agir de Deus.

“E Pedro, tornando a si, disse: Agora sei verdadeiramente que o Senhor enviou o seu anjo, e me livrou da mão de Herodes, e de tudo o que o povo dos judeus esperava.

E, considerando-o nisto, foi à casa de Maria, mãe de João, que tinha por sobrenome Marcos, onde muitos estavam reunidos e oravam”. Atos 12: 11-12

João Marcos, ou Marcos, foi discípulo de Pedro e escreveu o Evangelho de Marcos, recebendo do Apóstolo Pedro a narrativa do Ministério de Jesus. Para alguns estudiosos, essa casa e o cenáculo foi a mesma da última ceia do Senhor e do derramamento do Espírito Santo.

Chegando à casa bateu na porta, uma menina, chamada Rode, veio atender e ao ouvir a voz do Apóstolo, de tão feliz, não abriu a porta, correu e disse aos presentes que era o Apóstolo, não acreditaram nela, disseram que estava fora de si, Pedro continuou batendo, abriram a porta e viram que era o Apóstolo, fizeram uma grande algazarra, ele pediu para não falarem alto e contou como Deus o libertou da prisão.

“E acenando-lhes ele com a mão para que se calassem, contou-lhes como o Senhor o tirara da prisão, e disse: Anunciai isto a Tiago e aos irmãos. E, saindo, partiu para outro lugar”. Atos 12:17

No outro dia ocorreu um grande tumulto, ninguém sabia o paradeiro do Apóstolo Pedro.

“E, sendo já dia, houve não pouco alvoroço entre os soldados sobre o que seria feito de Pedro.

E, quando Herodes o procurou e o não achou, feita inquirição aos guardas, mandou-os justiçar. E, partindo da Judéia para Cesareia, ficou ali”. Atos 12: 18-19

Deus, o justo juiz, não permiti que ninguém fique impune, em toda a história eclesiástica todos que fizeram o mal, foram punidos.

Assim ocorreu com os Herodes, o primeiro a sofrer a punição por suas maldades foi Herodes, o Grande, aquele que matou as crianças menores de dois anos, para alcançar Jesus, morreu  apodrecendo em vida, o outro foi seu filho Herodes Antipas, o que matou João Batista, por ter abandonado sua mulher, filha do rei Arete, rei hasmoneu, perdeu a guerra para o seu ex-sogro, foi deportado e morreu no exílio, seu sobrinho rei da Palestina, Herodes Agripa I, o que matou a espada Tiago e tentou matar o Apóstolo Pedro, morreu da mesma maneira que seu avô Herodes, o grande.

“E num dia designado, vestindo Herodes as vestes reais, estava assentado no tribunal e lhes fez uma prática.

E o povo exclamava: Voz de Deus, e não de homem.

E no mesmo instante feriu-o o anjo do Senhor, porque não deu glória a Deus e, comido de bichos, expirou”. Atos 12:21-23

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo o louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 29/08/2021

Referência Bibliográficas

(1)Craib. S. Keener – Comentário Histórico-Cultural da Bíblia. Ed. Vida Nova

(2)D.L.Moody-Comentário Bíbliaco-CPAD)

(3)beacon-Comentário Biblicos


[15:33, 28/06/2022] Edgard: Viagem ao Lar Celestial
A expansão do cristianismo.
Igreja em Antioquia. 
Atos 13: 1-3
O início do cristianismo se dá de fato com o nascimento de Jesus, sua vida, sofrimento, morte e ressurreição, após a ressurreição de Jesus e ascensão ao seu reino nos Céus, diante de seus discípulos no monte das Oliveiras, ascende ao trono de Graças, ordena-os ficarem em Jerusalém, aguardando o derramamento do Espírito Santo, para terem poder e conhecimento a seu respeito e pregarem até os confins do mundo.
“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”. Atos 1:8
 Este fenômeno ocorreu num cenáculo em Jerusalém, diante de cento e vinte pessoas crentes em Jesus, após o derramamento do Espírito Santo e testemunhos dos discípulos de Jesus foram acrescidos a nova ordem espiritual mais de cinco mil almas. 
Jerusalém torna-se o centro do cristianismo, porém o Evangelho não se expande além de suas fronteiras, sobrevém aos Cristão em Jerusalém terrível e cruel perseguição feita pelos líderes dos judeus, tem-se os primeiros martes, Estevão foi um deles. 
Saulo os perseguia ferozmente, obrigando os fiéis dispersarem-se para vários lugares e eles iam pregando as boas novas do Reino de Deus pelos locais em que passavam. 
Inicia-se a expansão do Evangelho progressivamente, chegando em Samaria, pregado por Filipe, a comunidade cristã cresce e o Apóstolo Pedro e João são designados pelos cristãos de Jerusalém para supervisionarem o trabalho em Samaria. 
No retorno, os Apóstolos Pedro e João, passam em várias cidades adjacentes pregando o Evangelho. 
Com a conversão de Saulo a Jesus, a paz e a tranquilidade reinaram na Judeia e Galileia. 
Saulo, por sua conversão a Jesus, passou de perseguidor à perseguido sujeito a ser morto, ele é obrigado a refugiar-se em Tarso, sua cidade natal. 
O Apóstolo Pedro, incansável em suas visitas missionárias, chegou na cidade de Lida, onde curou um paralítico de nome Eneias e na cidade vizinha a Lida, Jope, ressuscitou Dorcas uma cristã amada por seu auxílio aos menos favorecidos. 
O Apóstolo Pedro estando hospedado em Jope, o Espírito Santo enviou-o a Cesareia, a convite de Cornélio, Centurião romano, converteu-se a Jesus ele, sua família e outras pessoas próximas.
O Apóstolo Pedro foi obrigado retornar à Jerusalém para justificar sua entrada, hospedagem e alimentar-se junto aos gentios e incircuncisos.
A expansão do Evangelho chegou à Fenícia, Chipre e Antioquia levado pelos dispersos, após a morte de Estevão, porém eles só falavam de Jesus aos judeus.
“Alguns deles, todavia, cipriotas e cireneus, foram a Antioquia e começaram a falar também aos gregos, contando-lhes as boas novas a respeito do Senhor Jesus.
A mão do Senhor estava com eles, e muitos creram e se converteram ao Senhor”. Atos 11: 20-21. 
Com chegada desses Cristãos, cipriotas e cireneus, a Antioquia houve muitas conversões entre os gentios, a Igreja em Jerusalém sabendo desse acontecimento enviou Barnabé para ver e fortificar os conversos, sendo eles pela primeira vez chamados de Cristãos.
Atioquia, de acordo cm Flávio Josefo, foi a terceira maior cidade do Império Romano e também do mundo, com uma população estimada em mais de meio milhão de habitantes, depois de Roma e Alexandria. 
Cresceu a ponto de se tornar o principal centro comercial e industrial da província romana da Síria.
Barnabé, após aprovar o trabalho que era realizado em Antioquia, foi a Tarso buscar o Apóstolo Paulo para ajudá-lo em Antioquia.
Veio a Antioquia, de Jerusalém, um profeta, de nome Agabo, profetizou que haveria grande fome naquelas províncias.
A Igreja que se formou em Antioquia, reuniu-se e enviou, através de Barnabé, Saulo e alguns Anciãos, donativos para Jerusalém e outras Igrejas.
“E, levantando-se um deles, por nome Ágabo, dava a entender pelo Espírito, que haveria uma grande fome em todo o mundo, e isso aconteceu no tempo de Cláudio César.
E os discípulos determinaram mandar, cada um conforme o que pudesse, socorro aos irmãos que habitavam na Judéia.
O que eles com efeito fizeram, enviando-o aos anciãos por mão de Barnabé e de Saulo”. Atos 11:28-30 
Em Jerusalém o rei Herodes Agripa I, para agradar os judeus, passou a maltratar os Cristãos, matou Tiago, filho de Zebedeu e irmão de João, o Evangelista.
Vendo que agradava os líderes judaicos, prendeu o Apóstolo Pedro, porém com o auxílio de Deus o Apóstolo Pedro foi solto milagrosamente e partiu para um outro lugar.
A mão de Deus pesou poderosamente sobre Herodes Agripa I e morreu com dores horríveis e cheio de bichos.
A expansão do Evangelho crescia em todos os lugares.
O Apóstolo Paulo, Barnabé, João Marcos retornam à Antioquia.
“E a palavra de Deus crescia e se multiplicava.
E Barnabé e Saulo, havendo terminado aquele serviço, voltaram de Jerusalém, levando também consigo a João, que tinha por sobrenome Marcos”. Atos 12: 24-25
Nesse pequeno relato do crescimento do cristianismo, desde a ascensão de Jesus ao Reino dos Céus, do capítulo 01 ao 12, o protagonista incansável, nessa primeira etapa, foi o Apóstolo Pedro e a Igreja responsável foi a de Jerusalém.
A partir do capítulo 13 de Atos dos Apóstolos os personagens serão outros, a Igreja será a de Antioquia e o Apóstolo será Paulo. 
“E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo”. Atos 13:1
Era comum na Igreja os profetas e doutores, pois havia uma forte influência judaica entre eles, Simeão era um nome judaico, enquanto Niger um nome romano, muito comum em Roma, Menaém nome judaico, fora criado com Herodes Antipas, o tetrarca, sugere ter nessa época sessenta anos, algumas crianças escravas eram criadas junto com os poderosos, por suas mães serem ama de leite.
Barnabé e Paulo ficaram algum tempo em Antioquia servindo ao Senhor, quando o Espírito Santo separou-os para uma grande obra de evangelização.
“E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.
Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram”. Atos 13:2,3
Louvado seja o Senhor, a ele todo louvor, poder e Glória.
Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 05/09/2021



Viagem ao Lar Celestial

Igreja em Antioquia-Uma Igreja Missionária

Atos dos Apóstolos 13 e 14

A Expansão do Cristianismo no mundo gentílico iniciou em Antioquia da Síria.

O nascimento e crescimento do Evangelho ocorreu em Jerusalém, um crescimento impressionante, mas local.

Jerusalém foi o polo de Missões Nacionais.

Houve a diáspora com as perseguições e o afastamento dos crentes para várias localidades, a pregação do Evangelho chega a Antioquia da Síria, uma cidade próspera, a terceira do Império Romano, depois de Roma e Alexandria, bem localizada, o que favoreceu bastante a expansão do evangelho no mundo.

Antioquia foi o polo de Missões Mundiais.

Antioquia passou a ser o centro da expansão do cristianismo mundial e foi pela primeira vez chamado os convertidos a Jesus de Cristãos.

Assim o cristianismo deixou de ser um apêndice do judaísmo, para ser uma religião que conquistaria o mundo.

Início das viagens missionárias do Apóstolo Paulo.

“E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo”. Atos 13:1

A Igreja de Antioquia foi organizada por Cristãos dispersos pela perseguição a Estevão, porém pregavam somente aos judeus.

Entretanto entre eles houve alguns homens, chíprios e cirenenses, que falavam aos gregos, gentios, sobre Jesus.

Houve um crescimento extraordinário na Igreja o que chamou atenção da Igreja em Jerusalém, ela enviou Barnabé para supervisionar o trabalho. Gostou do que viu e foi a Tarso buscar Saulo para ajudá-lo em Antioquia.

Um profeta vindo de Jerusalém de nome Agbo, profetizou que haveria fome em vários locais, principalmente na Judeia, a Igreja em Antioquia providenciou auxílio aquelas províncias e enviou Barnabé e Saulo para levar os sustentos a Jerusalém.

Terminado o serviço em Jerusalém, Barnabé e Saulo retornaram a Antioquia e levaram com eles João Marcos.

A Igreja era composta por profetas e doutores, para vários comentaristas, os profetas eram os pregadores das Escrituras, os doutores os estudiosos e intérpretes delas.

“Nas epístolas de Paulo, este termo é aplicado àqueles que pregam o Evangelho. Os profetas eram considerados logo depois dos apóstolos, e os doutores ou mestres ocupavam o terceiro lugar (1 Co 12.28)”. (1)

Beacon cita Ramsay dividindo-os, Simeão, chamado Niger, Lucio e Manaém como profetas e Barnabé e Saulo como doutores.

Simeão, ou Niger, Simeão nome hebreu e Níger, no latim, preto. Lúcio de sirene, norte da África e Manaém, acredita-se que fora criado com Herodes Antipas e sua mãe, ama de leite.

“Um era cipriota, outro um cireneu, outro era judeu, mas, por causa de seu nome duplo, estava acostumado a se misturar com não judeus. Um deles era a conexão com a casa de Herodes. E Saulo, o apóstolo dos gentios, havia sido nomeado pelo céu — esta relação pode ser de alguma forma considerada típica de “todo o mundo” dentro do

qual o Evangelho iria agora se propagar”. (2)

Desenvolveram um excelente trabalho, a Igreja em Antioquia jejuou e orou ao Senhor e o Espírito Santo separou Barnabé e Saulo para a obra de Missões mundiais.

“E, servindo, eles, ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.

Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram”. Atos 13: 2-3

“Quando alguém está envolvido no propósito de se dedicar a uma oração intensa e ininterrupta, esta pode ter um valor incalculável. O costume de servir ao Senhor através da oração e do jejum em ocasiões de importantes decisões têm sido praticado pelos santos de todos os séculos”. (3)

Seguiram por Seleucias, porto de Antioquia, navegaram para Chipre, uma grande ilha, possuía duzentos e quarenta quilômetros de cumprimentos e sessenta e cinco quilômetros de largura, era rica em cobre, provavelmente nesse local deu-se início a evangelização, porquanto era o lar de Barnabé.

Chegaram a Salamina, onde anunciaram a Palavra de Deus nas Sinagogas, João Marcos os acompanhava. Salamina, um porto oriental de Chipre era sua cidade mais importante, havia diversas sinagogas, porquanto habitavam muitos judeus e era costume de Paulo pregar o Evangelho "aos judeus primeiro" (Rm. 1:16); mas geralmente era entre os gentios que frequentavam as sinagogas judias que o Evangelho se enraizava. João (Marcos) para os mestres, auxiliava-os na função de instruir os convertidos nas verdades do Evangelho e na vida cristã. (4)

 Atravessaram a ilha, chegando à cidade de Pafos:

“E, havendo atravessado a ilha até Pafos, acharam um certo judeu mágico, falso profeta, chamado Barjesus,

O qual estava com o procônsul Sérgio Paulo, homem prudente. Este, chamando a si Barnabé e Saulo, procurava muito ouvir a palavra de Deus”. Atos 13: 6-7

Pafos uma cidade portuária, também Chamada Augusta, por muito tempo, a capital da província e mantinha algumas relações comerciais com a Judeia. Era tradicionalmente ligada ao culto da deusa Afrodite, os magos judeus eram considerados os melhores. Para Flávio Josefo, Felix, imperador romano na Judeia, possuía um amigo judeu cipriota que mago. As Escrituras proibiam o exercício de magia, mas não era incomum encontra judeus a exercendo-a.

Barjesus era o mago que acompanhava o Procônsul Sérgio Paulo, o significado de seu nome era filho de Josué, para alguns: filho da salvação, para Craib: filho do diabo.   

“Roma tinha dois tipos de província uma sob a liderança do imperador e a outra sob a liderança do senado. A Judeia era governada por procuradores designados pelo Imperador e as outras pelo senado, os procônsules, Chipre passou de província imperial para província senatorial”. (5)

O Procônsul demonstrou interesse na mensagem dos Apóstolos e convidou-os para ouvir a Palavra acerca de Jesus, porém o mago, agora chamado e Elimar, opunha-se, provavelmente com receio de perder o lugar que ocupava junto ao Procônsul.

Bruce comenta: “Elimas parece ter sido um dos mágicos de estimação que os grandes homens às vezes mantinham em seu séquito, e ele tinha uma perspicaz suspeita de que se o procônsul prestasse atenção em Barnabé e Saulo, seus próprios serviços provavelmente seriam dispensados”. (6)

Foi repreendido energicamente pelo Apóstolo Paulo ficando cego.

“Todavia Saulo, que também se chama Paulo, cheio do Espírito Santo, e fixando os olhos nele,

Disse: Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perturbar os retos caminhos do Senhor?

Eis aí, pois, agora contra ti a mão do Senhor, e ficarás cego, sem ver o sol por algum tempo. E no mesmo instante a escuridão e as trevas caíram sobre ele e, andando à roda, buscava a quem o guiasse pela mão.

Então o procônsul, vendo o que havia acontecido, creu, maravilhado da doutrina do Senhor”. Atos 13:9-12

As maravilhas de um servo de Cristo, ser obediente a sua Palavra de vida, ser cheio do Espírito Santo, ser corajoso e nunca o negar em momento algum.

Louvado seja o nome do Senhor Deus, a ele todo o louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema- Rio de Janeiro – Brasil – 12/09/2021

Referências bibliográfica.

Bíblia Sagrada – Tradução, revisão e atualização – João Ferreira de Almeida – SBB

Comentários bíblicos:

Beacon/CPAD – (1,2,3 e 6)

D.L.Moody/CPAD – (4)

Craig S. Keener-Com.Hist.Cult.da Bíblia/Vida Nova – (5)


[16:34, 28/06/2022] Edgard: Viagem ao Lar Celestial
Primeira viagem do Apóstolo Paulo – Parte II
Atos dos Apóstolos 13: 13-43
O Apóstolo Paulo e Barnabé serviam em espírito e obediência ao Senhor em Antioquia da Síria, o Espírito Santo os separou para missões entre os gentios (não judeus).
Os Membros da Igreja de Antioquia jejuaram, oraram e colocaram as mãos sobres os dois e enviaram-nos para a tarefa que o Espírito de Deus os separou.
Saíram, presume-se a pé, levaram João Marcos com eles. Foram a Selêucia, dali navegaram para a ilha de Chipre, chegaram a Salamina, anunciaram a Palavra de Deus na Sinagoga.
Atravessaram a ilha, chegaram a Pafos, onde pregaram a Palavra e o Procônsul daquela comarca, Sérgio Paulo, interessou-se pelo que diziam, mas os Apóstolos tiveram um entrevero com um mágico, ele não permitia o Apóstolo falar de Jesus ao Procônsul, sendo severamente repreendido por Paulo ficou cego e o Procônsul vendo a ação do Espírito Santo agindo por meio de Paulo creu na mensagem de vida eterna em Jesus Cristo.
Beacon cita Lumby que comenta: “Ele ficou convencido, pelo milagre e pelas palavras com as quais o fato foi acompanhado, de que os apóstolos eram os mestres do caminho do Senhor que ele estivera procurando em vão em Elimas”. Acreditar no contexto de Atos significa aceitar a Cristo como seu Salvador e, dessa forma, tornar-se cristão”. (1)
“E, partindo de Pafos, Paulo e os que estavam com ele chegaram a Perge, da Panfília. Mas João, apartando-se deles, voltou para Jerusalém”. Atos 13: 13
O retorno de João Marcos à Jerusalém traz uma variedade de hipóteses entre os estudiosos sobre sua volta, para uns, saudades da mãe e de Jerusalém, para outros, ciúmes ou inveja de Paulo, outros, preguiça de continuar a viagem ou temor pela própria vida.
“Os missionários chegaram a Perge da Panfília. Era uma viagem de cerca de 270 quilômetros até o continente da Ásia Menor. Perge estava cerca de 13
quilômetros de distância de Cestrus, e talvez a 8 quilômetros do rio. E provável que tenham desembarcado no principal porto de Atália, e caminhado até Perge”. (2)
Beacon cita o comentário de Lake e Cadbury:
“A natureza geralmente infestada de malária da
costa e o clima muito mais saudável de Antioquia (1.000 metros acima do nível do mar) torna bastante provável a sugestão de Ramsay de que Paulo havia sofrido de malária em Perge”. (3) 
D.L.Moody cita: “Sir William Ramsay considerou a possibilidade de Paulo ter adoecido com malária na costa baixa de Perge e estar doente ao chegar a Antioquia. Embora isso não possa ser comprovado, é uma possibilidade interessante”. (4) 
“Além disso, era muito perigoso subir as montanhas infestadas por ladrões e cortadas por traiçoeiras torrentes de água. Ele, João Marcos, não estava disposto a arriscar a sua vida. Portanto, foi para casa”. (5)
“E eles, saindo de Perge, chegaram a Antioquia, da Pisídia, e, entrando na sinagoga, num dia de sábado, assentaram-se” Atos 13: 14
Paulo e Barnabé foram para o interior passando pelas montanhas de Tauro e entrando na parte sul da província romana da Galácia, chegaram a Antioquia da Pisidia. A cidade mais importante dessa parte da Galácia, ficava perto da região da Pisidia, passou a chamar-se Antioquia da Pisidia para diferenciar da Antioquia da Síria.
“E, depois da lição da lei e dos profetas, lhes mandaram dizer os principais da sinagoga: Homens irmãos, se tendes alguma palavra de consolação para o povo, falai.
E, levantando-se Paulo, e pedindo silêncio com a mão, disse: Homens israelitas, e os que temeis a Deus, ouvi:” Atos 13: 15-16
Havia um procedimento no culto realizado na Sinagoga, Beacon cita o comentário de Bruce: “No primeiro século, o culto da sinagoga consistia (a) do Shema (“Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor), (b) da oração do líder, (c) da leitura da Lei (e, no sábado e nos dias festivos, da leitura dos Profetas), (d) de um sermão proferido por algum membro capacitado da congregação”. (6)
O Apóstolo Paulo faz um gesto com a mão pedindo silêncio e atenção a sua mensagem. 
Entre os gregos havia um gesto muito comum com a mão, o dedo polegar estendido para o alto, os dedos, indicador e o médio unidos, apontado para frente e os dedos, mindinho e anular, dobrados para dentro da mão.
Homens israelitas, os judeus, os que temeis a Deus, os simpatizantes ao judaísmo sem seguirem o ritual imposto aos judeus.
Façamos um resumo do sermão do Apóstolo Paulo, o seu sermão, a primeira vista, parece-nos com o de Estevão, porém seu início foi diferente ao de Estevão, que iniciou em Abraão, enquanto Paulo inicia em Moisés, dizendo-lhes que Deus os tirou do Egito com mão forte, suportou-os por quarenta anos durante a peregrinação no deserto, e deu-lhes juízes por quatrocentos e cinquenta anos até Samuel, quando então pediram um rei, Deus lhes deu Saul, porém não fez o que era reto ao Senhor, foi-lhe tirado o reino e dado a Davi.
“E, quando este foi retirado, levantou-lhes como rei a Davi, ao qual também deu testemunho, e disse: Achei a Davi, filho de Jessé, homem conforme o meu coração, que executará toda a minha vontade.
Da descendência deste, conforme a promessa, levantou Deus a Jesus para Salvador de Israel”. Atos 13: 22-23
O Apóstolo Paulo faz referência a João o Batista como precursor do ministério de Jesus e depois clama aos presentes à Sinagoga, dizendo-lhes:
“Homens irmãos, filhos da geração de Abraão, e os que dentre vós temem a Deus, a vós vos é enviada a palavra desta salvação”. Atos 13:26
Apresenta-lhes a vida, sofrimento, morte, sepultamento e ressurreição de Jesus Cristo.
“E ele por muitos dias foi visto pelos que subiram com ele da Galileia a Jerusalém, e são suas testemunhas para com o povo.
E nós vos anunciamos que a promessa que foi feita aos pais, Deus a cumpriu a nós, seus filhos, ressuscitando a Jesus;
Como também está escrito no salmo segundo: Meu filho és tu, hoje te gerei”. Atos 13: 31-33   
Mostra-lhes que a ressurreição de Jesus foi por inteiro, sua natureza humana e divina, amalgamaram-se não permitindo fossem destruídas ou separadas na sepultura.
“Porque, na verdade, tendo Davi no seu tempo servido conforme a vontade de Deus, dormiu, foi posto junto de seus pais e viu a corrupção.
Mas aquele a quem Deus ressuscitou nenhuma corrupção viu.
Seja-vos, pois, notório, homens irmãos, que por este se vos anuncia a remissão dos pecados”. Atos 13: 36-38
“Dormiu”, um eufemismo para morte.
“E de tudo o que, pela lei de Moisés, não pudestes ser justificados, por ele é justificado todo aquele que crê.
Vede, pois, que não venha sobre vós o que está dito nos profetas:
Vede, ó desprezadores, e espantai-vos e desaparecei; porque opero uma obra em vossos dias, ora tal que não crereis, se alguém vo-la contar”. Atos 13: 39-41
Encerrou o seu discurso, saiu da Sinagoga e muitos judeus e gentios o seguiram, aconselho-os a continuarem fiéis a Deus.
“E, saídos os judeus da sinagoga, os gentios rogaram que no sábado seguinte lhes fossem ditas as mesmas coisas.
E, despedida a sinagoga, muitos dos judeus e dos prosélitos religiosos seguiram Paulo e Barnabé; os quais, falando-lhes, os exortavam a que permanecessem na graça de Deus”. Atos 13: 42-43
Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo o poder, louvor e Glória.
Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 19/09/2021
Referências bibliográficas.
Comentários de:
Beacon/CPAD (1; 3; 6)
D.L.Moody/CPAD (2; 4; 5)


[16:44, 28/06/2022] Edgard: Viagem ao Lar Celestial.
Primeira Viagem Missionária do Apóstolo Paulo-III
Atos dos Apóstolos 13: 42-
O Apóstolo Paulo e Barnabé encontram-se em Antioquia da Pisidia, ao término de sua mensagem na Sinagoga da comunidade, poderosa em palavra, compreensiva e cheia do Espírito Santo, os gentios ficaram maravilhados pelo conteúdo exposto, pede ao Apóstolo seu retorno no outro sábado para continuar sua mensagem. 
“E, saídos os judeus da sinagoga, os gentios rogaram que no sábado seguinte lhes fossem ditas as mesmas coisas.
E, despedida a sinagoga, muitos dos judeus e dos prosélitos religiosos seguiram Paulo e Barnabé; os quais, falando-lhes, os exortavam a que permanecessem na graça de Deus”. Atos 13: 42-43
Aguardar uma semana sem evangelizar de casa em casa seria difícil para o Apóstolo, aja visto, a personalidade impetuosa, forte dele, sem perder um momento na evangelização, tanto que mais tarde, próximo do fim de seu ministério, ele diz: “Como nada, que útil seja, deixei de vos anunciar, e ensinar publicamente e pelas casas,
Testificando, tanto aos judeus como aos gregos, a conversão a Deus, e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo”. Atos 20:20,21 
Os gentios conversos que pediram o Apóstolo para falar na Sinagoga no outro sábado, convidaram a cidade para assistir a mensagem.
“E no sábado seguinte ajuntou-se quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus”. Atos 13:44
Observa-se um sentimento de inveja incorporar em algum seguimento da população, seja ela qual for, em relação a alguém que atraia para si, ou para a proclamação de sua mensagem de fé, multidões, foi assim com os profetas do Velho Testamento, com Jesus e os Apóstolos.
“Então os judeus, vendo a multidão, encheram-se de inveja e, blasfemando, contradiziam o que Paulo falava”. Atos 13:45
O Apóstolo Paulo e Barnabé ousadamente informa que sendo eles detentores das profecias relativa a Jesus, deveria ser a eles pregado o Evangelho do Mestre, porém ao rejeitarem, ele e Barnabé estavam isentos da obrigação de pregar para eles a fonte da vida eterna e assim passariam para os gentios essa mensagem de vida.
“Mas Paulo e Barnabé, usando de ousadia, disseram: Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e não vos julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios;
Porque o Senhor assim no-lo mandou: eu te pus para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até os confins da terra”. Atos 13: 46-47
“Este era um fato que, de agora em diante, iria se repetir cidade após cidade, os judeus rejeitando o Evangelho e os gentios aceitando. Tudo isso era o cumprimento da profecia de Isaías 49.6, palavras originalmente dirigidas a Israel, mas aplicadas a
Cristo em Lucas 2.32. Paulo então afirma que Deus o havia nomeado para ser a luz dos gentios, para levar o Evangelho até aos confins da terra”. (1)
“E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se, e glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna.
E a palavra do Senhor se divulgava por toda aquela província”. Atos 13: 48-49 
A alegria dos gentios parece-nos uma reação contrária a exclusividade dos judeus em relação as suas crenças e rituais, impedindo aos demais não judeus   aceitação de suas crenças, mesmo aos circuncidados, fazendo diferença em nós e eles,  
Esta foi a primeira cisão entre o Apóstolo Paulo e os judeus, uma clara alusão ao desejo de Deus para a expansão do Evangelho, retirar do Apóstolo a obrigação de somente evangelizar os judeus e libertá-lo para evangelizar o mundo gentio.
A citação de Lucas: “Creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna”. Não há entre os comentaristas uma relação destas palavras à doutrina da predestinação, teológica, mas sim histórica. A saída do evangelho do mundo judeu em direção ao dos gentios, muitos creram e estavam destinados a vida eterna.
Observa-se que a cada avanço do Evangelho os judeus o rejeitavam e o gentios de bom grado o aceitavam e criam na mensagem de vida eterna.
“E a palavra do Senhor se divulgava por toda aquela província.
Mas os judeus incitaram algumas mulheres religiosas e honestas, e os principais da cidade, e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé, e os lançaram fora dos seus termos.
Sacudindo, porém, contra eles o pó dos seus pés, partiram para Icônio.
E os discípulos estavam cheios de alegria e do Espírito Santo”. Atos 13: 49-52
Os Apóstolos sabiam dos riscos que enfrentariam no decorrer de suas missões evangelísticas, tinham ciência que Deus estava com eles sustentando-os em todo o momento.
“Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria.
Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos”. Salmos 126: 5-6
Acompanhar a história do cristianismo, as lutas, as adversidades, a oposição e mortes, é algo salutar e extraordinário.
Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.
Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 26/09/2021
Referência Bibliográfica.
Beacon/CPAD (1)
D.L.Moody/CPAD


Viagem ao Lar Celestial
Os Apóstolos Paulo e Barnabé retornam a Antioquia da Síria.  
Atos dos Apóstolos 14
O retorno dos Apóstolos de sua primeira viagem missionária para Antioquia da Síria, não foi muito tranquilo, enfrentaram grande oposição dos judeus e alguns gentios por eles incentivados.
Em Antioquia da Pisidia foram hostilizados e expulsos da cidade pelos judeus, por algumas mulheres da classe alta cooptadas por eles e pelos principais da cidade.
Os Apóstolos, ao saírem, limparam os pés do pó da cidade, dando a entender a eles, por rejeitarem sua mensagem, são pagãos e estão sob o juízo de Deus.
“Mas os judeus incitaram algumas mulheres religiosas e honestas, e os principais da cidade, e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé, e os lançaram fora dos seus termos.
Sacudindo, porém, contra eles o pó dos seus pés, partiram para Icônio.
E os discípulos estavam cheios de alegria e do Espírito Santo”. Atos 13: 50-52
Chama-nos atenção o cuidado de Deus com os seus missionários, mesmo sob forte oposição e adversidade, “eles estavam cheios de alegria e do Espírito Santo”. 
Foram para a cidade de Icônio, cidade próspera, um pouco menos que Éfeso e Esmirra. 
Os missionários itinerantes chamavam mais atenção em cidade como Icônio do que em cidades maiores.
Icônio estava a mais de 135 quilômetros de Antioquia da Pisidia, uma caminhada de aproximadamente quatro dias.
“Usar a estrada principal, Sebaste (estrada Augusta), tornava mais fácil que fosse seguida.  Ela era a única rota leste-oeste de fácil acesso nessa região montanhosa. Icônio ficava mais adiante na mesma estrada (a via Sebaste), no extremo oriente da Frígia-Galácia”. (1) 
“E aconteceu que em Icônio entraram juntos na sinagoga dos judeus, e falaram de tal modo que creu uma grande multidão, não só de judeus, mas de gregos.
Mas os judeus incrédulos incitaram e irritaram, contra os irmãos, os ânimos dos gentios.
Detiveram-se, pois, muito tempo, falando ousadamente acerca do Senhor, o qual dava testemunho à palavra da sua graça, permitindo que por suas mãos se fizessem sinais e prodígios”. Atos 14: 1-3
“Icônio era a cidade do extremo oriente do distrito da Frígia e ficava na província romana da Galácia. Aqui a experiência da oposição judia e a fé gentia repetiu-se.
Entretanto, já que levou algum tempo para a oposição se tornar eficaz, os apóstolos puderam pregar a palavra por um longo tempo”. (2)
“Lumby diz “É notável através do livro de Atos que
a perseguição pareça ter se originado, em cada caso, entre os judeus”. Os adversários judeus incitaram e irritaram, contra os irmãos, os ânimos dos gentios; eles “envenenaram os seus pensamentos” (NEB)”. (3)
As mensagens dos Apóstolos eram confirmadas pelo Espírito Santo e por suas mãos operavam sinais e prodígios, alguns judeus incrédulos envenenaram o povo, havendo divisão entre eles sujeito, a um motim, os Apóstolos prudentemente foram para Listra. 
“E dividiu-se a multidão da cidade; e uns eram pelos judeus, e outros pelos apóstolos.
E havendo um motim, tanto dos judeus como dos gentios, com os seus principais, para os insultarem e apedrejarem.
Sabendo-o eles, fugiram para Listra e Derbe, cidades de Licaônia, e para a província circunvizinha”. Atos 14: 4-6. 
A cidade de Listra era comercialmente próspera e ficava a trinta quilômetro distante de Icônio, um dia de viagem.
Os filósofos em Listra discursavam em mansões, palácios, um contraste com o Apóstolo Paulo que apresentava suas mensagens na rua, parece que não havia Sinagoga em Listra.
“E ali pregavam o evangelho.
E estava assentado em Listra certo homem leso dos pés, coxo desde o ventre de sua mãe, o qual nunca tinha andado.
Este ouviu falar Paulo, que, fixando nele os olhos, e vendo que tinha fé para ser curado,
Disse em voz alta: Levanta-te direito sobre teus pés. E ele saltou e andou”. Atos 14:7-10
Este fato levantou um grande alvoroço entre o povo, para os licaônicos os deuses desceram a terra, eles adoravam dois deuses, Hermes e Zeus.
“E as multidões, vendo o que Paulo fizera, levantaram a sua voz, dizendo em língua licaônica: Fizeram-se os deuses semelhantes aos homens, e desceram até nós.
E chamavam Júpiter a Barnabé, e Mercúrio a Paulo; porque este era o que falava”. Atos 14: 11-12
“Pensavam que os dois visitantes fossem dois deuses. Zeus era o deus principal do Panteão grego, e Hermes era o mensageiro dos deuses.
Júpiter e Mercúrio são os nomes latinos equivalentes aos nomes gregos desses mesmos deuses, mas os termos gregos é que deveriam ser usados”. (4)
Os dois Apóstolos não sabiam o que estava ocorrendo, o tumulto era grande e eles, o povo, falavam no idioma licaônico, os Apóstolos não entendiam, até sentirem o que ocorria, ao entenderem, rasgaram as vestes e dissuadiram o povo para não sacrificarem os touros. 
“Ouvindo, porém, isto os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgaram as suas vestes, e saltaram para o meio da multidão, clamando,
E dizendo: Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós, sujeitos às mesmas paixões, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo, que fez o céu, e a terra, o mar, e tudo quanto há neles;
O qual nos tempos passados deixou andar todas as nações em seus próprios caminhos.
E contudo, não se deixou a si mesmo sem testemunho, beneficiando-vos lá do céu, dando-vos chuvas e tempos frutíferos, enchendo de mantimento e de alegria os vossos corações.
E, dizendo isto, com dificuldade impediram que as multidões lhes sacrificassem”. Atos 14:14-18 
Solucionado o problema, sobrevieram os judeus de Antioquia e Icônio e sublevaram o povo de Listra a apedrejarem os Apóstolos e arrastaram-nos para fora da cidade pensando que estavam mortos, mas o poder de Deus os levantou e foram para outras cidades pregando o evangelho e levantando líderes para as Igreja que eram formadas, chegaram, depois de tantas provações e fortalecimento por Deus do seu ministério, a Antioquia da Síria e relataram tudo que havia acontecido durante estes períodos em que estiveram fora pregando o evangelho e formando Igrejas.
 todo louvor, poder e Glória.
Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 03/10/2021
Referências Bibliográficas.
Craig S. Keener/Com.Hist.Cult.da Bíblia-NovaVida(1)
D.L.Moody/CPAD (2;4)
Beacon/CPAD (3)



[17:09, 28/06/2022] Edgard: Viagem ao Lar Celestial
Primeiro Congresso doutrinário da Igreja Cristã no mundo.
Atos dos Apóstolos 15
Os Apóstolos Paulo e Barnabé, no seu retorno à Antioquia da Síria, relataram os acontecimentos que passaram durante a primeira viagem missionária pela Galácia, as adversidades, oposição dos judeus, conversões dos gentios, o crescimento do cristianismo, implantação de Igrejas, formação de líderes, colocando-os para dirigirem as Igrejas formadas. As escolhas dos anciãos eram feitas em conjunto, orações, jejuns e entre os membros da Igreja local.
“E, havendo-lhes, por comum consentimento, eleito anciãos em cada igreja, orando com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido”. Atos 14:23
Ficaram algum tempo em Antioquia da Síria, entretanto, nesse interim, chegaram de Jerusalém alguns fariseus convertidos ao cristianismo, trouxeram perturbações aos crentes da Igreja.
“Então alguns que tinham descido da Judéia ensinavam assim os irmãos: Se não vos circuncidardes conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos”. Atos 15:1 
Surgiu uma grande discussão e contenda entre eles.
Estava em jogo o futuro do cristianismo, tornar-se uma grande nação cristã ou uma mera seita judaica.
“A pergunta era: Os gentios cristãos eram obrigados a obedecer à lei dos judeus? Da resposta a esta pergunta dependia, em grande parte, o destino da igreja. Se a resposta fosse “Sim”, o cristianismo seria apenas uma outra seita do judaísmo; se “Não”, estaria livre para cumprir a missão divinamente ordenada de ser uma religião mundial”. (1)    
Paulo e Barnabé sentiram o grande risco em que corria o cristianismo se essa ideia surtisse efeito, em sua carta aos Gálatas ele adverte os cristãos.
“Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará.
E de novo protesto a todo o homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei.
Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído.
Porque nós pelo Espírito da fé aguardamos a esperança da justiça”. Gálatas 5:2-5 
Por motivo da contenda, achou-se melhor, aconselhar-se numa reunião em Jerusalém para discutir o assunto entre os Apóstolos, foram os Apóstolos Paulo, Barnabé, os anciãos da Igreja e vários membros da Igreja de Antioquia a Jerusalém, a distância entre as duas cidades era de aproximadamente de quinhentos quilômetros.
“Tendo tido Paulo e Barnabé não pequena discussão e contenda contra eles, resolveu-se que Paulo e Barnabé, e alguns dentre eles, subissem a Jerusalém, aos apóstolos e aos anciãos, sobre aquela questão.
E eles, sendo acompanhados pela igreja, passavam pela Fenícia e por Samaria, contando a conversão dos gentios; e davam grande alegria a todos os irmãos”. Atos 15:2-3
Podemos sentir a preocupação dos Apóstolos durante essa viagem a Jerusalém, passaram quase um ano em sua primeira viagem, pregando aos gentios, sofrendo todas as agruras da vida e nessa reunião poderia perder aquela alegria que sentiram após serem expulsos da cidade de Antioquia da Pisidia:
“E os discípulos estavam cheios de alegria e do Espírito Santo”. Atos 13:52
Chegaram a Jerusalém, foram bem recebidos e relataram o quanto Deus havia feito por eles, porém o grupo dos fariseus levantou a questão de ordem.
“E, quando chegaram a Jerusalém, foram recebidos pela igreja e pelos apóstolos e anciãos, e lhes anunciaram quão grandes coisas Deus tinha feito com eles.
Alguns, porém, da seita dos fariseus, que tinham crido, se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés”. Atos 15: 4-5 
Como se esperava, houve uma grande contenda, necessitou uma reunião entre os Apóstolos e os anciãos para resolverem o assunto.
O Apóstolo Pedro, por ter tido uma profunda experiência com o Espírito Santo, em mostrar-lhe que Deus não faz acepção de pessoas ou costumes, rituais, exposição carnais, mas sim em fatos espirituais, tomou a palavra e expos o desejo de Deus receber os gentios, sem as obrigações expostas na lei.
“Congregaram-se, pois, os apóstolos e os anciãos para considerar este assunto.
E, havendo grande contenda, levantou-se Pedro e disse-lhes: Homens irmãos, bem sabeis que já há muito tempo Deus me elegeu dentre nós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do evangelho, e cressem.
E Deus, que conhece os corações, lhes deu testemunho, dando-lhes o Espírito Santo, assim como também a nós;
E não fez diferença alguma entre eles e nós, purificando os seus corações pela fé.
Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar?
Mas cremos que seremos salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo, como eles também”. Atos 15: 6-11
“Pedro afirma aqui que o legalismo judeu era uma obrigação e um fardo que os judeus não foram
capazes de suportar. Em contraste com o peso da Lei, a salvação é pela graça tanto para gentios como para judeus”. (2)
“Schuerer documenta esta afirmação quando escreve: “A vida era um tormento contínuo para o homem zeloso que sentia estar a todo o momento correndo o risco de transgredir a lei; e por depender tanto da forma exterior, ele ficava muitas vezes na incerteza se tinha realmente preenchido todos os requisitos”.
Pedro terminou seu discurso declarando que existe apenas um caminho para a salvação, tanto para os judeus como para os gentios (cf. 4.12). Ele disse: Mas — em contraste com o insuportável jugo da lei —, cremos que seremos salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo, como eles também. Isto é, os judeus não poderão ser salvos pela obediência à lei de Moisés, mas somente através da graça de Cristo. Nisto, Pedro estava perfeitamente de acordo com Paulo”. (3)
Concordaram com as palavras do Apóstolo Pedro e logo a seguir, tomou a palavra Tiago, diz alguns estudiosos ser ele irmão de Jesus, sendo o líder da Igreja em Jerusalém, contou sobre o ocorrido com o Apóstolo Pedro em Cesareia, na casa de Cornélio, o centurião e algumas referência ao Velho Testamento sobre a aceitação de Deus aos gentios.
Após a reunião acharam necessário escrever uma carta e enviá-la as Igrejas sobre esse assunto.
“Então pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos, com toda a igreja, eleger homens dentre eles e enviá-los com Paulo e Barnabé a Antioquia, a saber: Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens distintos entre os irmãos.
E por intermédio deles escreveram o seguinte: Os apóstolos, e os anciãos e os irmãos, aos irmãos dentre os gentios que estão em Antioquia, e Síria e Cilícia, saúde.
Porquanto ouvimos que alguns que saíram dentre nós vos perturbaram com palavras, e transtornaram as vossas almas, dizendo que deveis circuncidar-vos e guardar a lei, não lhes tendo nós dado mandamento,
Pareceu-nos bem, reunidos concordemente, eleger alguns homens e enviá-los com os nossos amados Barnabé e Paulo,
Homens que já expuseram as suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo.
Enviamos, portanto, Judas e Silas, os quais por palavra vos anunciarão também as mesmas coisas.
Na verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias:
Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá.
Tendo eles então se despedido, partiram para Antioquia e, ajuntando a multidão, entregaram a carta.
E, quando a leram, alegraram-se pela exortação”. Atos 15: 22-31.
Os cristãos de Antioquia ao ouvirem a leitura da carta e ficaram muito aliviados em saber que eles, como gentios, não seriam obrigados a obedecer à lei judaica.
Todos os cristãos estão sob a graça de Deus e sua lei é espiritual, reside em dois mandamentos: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.
Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.
Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 10/10/2021
Referências bibliográficas:
Beacon/CPAD (1; 3)
D.L;Moody/CPAD (2)
Mathews Henry/CPAD
Craib S. Keener/Vida Nova



Viagem ao Lar Celestial

A Segunda viagem Missionária do Apóstolo Paulo.

Atos 15 e 16

Solucionado o problema entre os fariseus convertidos a Jesus e os gentios, sobre a obrigatoriedade da circuncisão e obediência a lei de Moisés pelos gentios, trouxe, esse problema, real perturbação doutrinária as Igrejas.

Os Apóstolos, tendo Tiago como mediador, parece-nos, a princípio, ser o líder da Igreja Cristã em Jerusalém e com o conhecimento e inspiração do Espírito Santo, estabeleceu que seria enviada uma carta circular a todas as Igrejas Cristãs o consenso entre os Apóstolos e Anciãos sobre o assunto, ficou decidido que aos gentios não seria obrigatório a observância da circuncisão, nem obediência a lei de Moisés, porém deveriam observar alguns cuidados e costumes não condizentes com a vida cristã.

“Enviamos, portanto, Judas e Silas, os quais por palavra vos anunciarão também as mesmas coisas.

Na verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias:

Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá”. Atos 15: 27-29

Retornaram a Jerusalém alguns que vieram a Antioquia, ficando o Apóstolo Paulo e Barnabé, eles continuavam a pregar e ensinar a Palavra de Deus pelos arredores da Síria.

O Apóstolo Paulo sentiu desejo de voltar aos locais, de sua primeira viagem missionária, para ver como estavam os Cristãos que ali ficaram, convidou Barnabé para ir com ele, porém Barnabé quis levar João Marcos, o que havia deserdado na primeira vez, o Apóstolo Paulo não aprovou sua ida, não houve consenso entre os dois, Barnabé seguiu para Chipre com João Marcos, o Apóstolo Paulo convidou Silas para ir com ele.

“E Paulo e Barnabé ficaram em Antioquia, ensinando e pregando, com muitos outros, a palavra do Senhor.

E alguns dias depois, disse Paulo a Barnabé: Tornemos a visitar nossos irmãos por todas as cidades em que já anunciamos a palavra do Senhor, para ver como estão.

E Barnabé aconselhava que tomassem consigo a João, chamado Marcos.

Mas a Paulo parecia razoável que não tomassem consigo aquele que desde a Panfília se tinha apartado deles e não os acompanhou naquela obra.

E tal contenda houve entre eles, que se apartaram um do outro. Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre.

E Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu, encomendado pelos irmãos à graça de Deus.

E passou pela Síria e Cilícia, confirmando as igrejas”. Atos 15: 35-41

Chegaram à Derbe e Listra, houve ali um caso marcante, eles encontraram o jovem Timóteo, convertido na viagem anterior dos Apóstolos, possuía bom testemunho da comunidade, era filho de uma mulher judia e seu pai um grego, gentio.

“E chegou a Derbe e Listra. E eis que estava ali um certo discípulo por nome Timóteo, filho de uma judia que era crente, mas de pai grego;

Do qual davam bom testemunho os irmãos que estavam em Listra e em Icônio”. Atos 16:1-2

“Para os judeus da Palestina o casamento misto era um pecado terrível. “Os judeus palestinos viam 0 casamento misto entre judeus e pagãos como pecado terrível”. (1)

Havia, portanto, por conveniência, circuncidar Timóteo, não por religiosidade, para o Apóstolo Paulo a circuncisão era um meio carnal, nada significava, somente para o judeu como marca de nacionalidade.

O Apóstolo Paulo precisava de Timóteo e ele como meio judeu, não seria aceito na comunidade dos judeus.

“Paulo quis que este fosse com ele; e tomando-o, o circuncidou, por causa dos judeus que estavam naqueles lugares; porque todos sabiam que seu pai era grego”. Atos 16:3

“Timóteo ofendia os judeus que Paulo conhecia de cidade em cidade e aos quais ele pregava o Evangelho pela primeira vez. Paulo o circuncidou por expediente e não por princípio religioso. Timóteo foi circuncidado, portanto, não como Cristão, mas como judeu. Esta é uma aplicação do princípio que Paulo expressou em I Co. 9:20: "E

ia-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei". (2)

“Para Timóteo ser recebido nas sinagogas que Paulo pretendia visitar, ele teria de ser circuncidado. “Pois de acordo com o código rabínico, o filho de uma mãe judia era considerado judeu”. Dessa forma, a fim de ser considerado um bom judeu, ele precisava ser circuncidado. “Isso não traria nenhuma ofensa aos gentios e tornaria as obras de Timóteo mais aceitáveis aos judeus”. (3)

Estes fatos iniciais do cristianismo, torna-se de real importância para as Igrejas Cristãs atuais, pelo motivo de muitas Igrejas estarem voltando sua atenção e práticas ao costume e rituais do judaísmo.

“E, quando iam passando pelas cidades, lhes entregavam, para serem observados, os decretos que haviam sido estabelecidos pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém.

De sorte que as igrejas eram confirmadas na fé, e cada dia cresciam em número”. Atos 16: 4-5

Chama-nos bastante atenção que tanto os judeus quanto os cristãos daquela época procuravam ouvir as diretrizes do Espírito Santo emanadas para aquilo que fariam, ou seguiriam em seu caminho.

Observa-se que muitos não procuram, através da oração, a orientação do Espírito Santo, mesmo no seu dia a dia, ao seguir a prática de ouvir a orientação do Espírito Santo pela oração, muitos problemas e acidentes poderiam ser evitados.

“E, passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia.

E, quando chegaram a Mísia, intentavam ir para Bitínia, mas o Espírito não lho permitiu.

E, tendo passado por Mísia, desceram a Trôade”. Atos 16: 6-8

Os Apóstolos estavam intimamente conectados com a vontade de Deus, pois Deus e seu Espírito eram patrocinadores da missão que eles estavam realizando.

Uma psicóloga americana disse que as vezes uma voz quase imperceptível em nossa consciência ou um fato qualquer nos dá uma orientação a seguir em determinada ação ou impede de fazermos algo, devemos dar atenção a esses pequenos e imperceptíveis atos, pois pode ser a voz de Deus dando-nos uma mensagem.

 Os Apóstolos seguiram a ordem do Espírito Santo e em Trôades:

“E Paulo teve de noite uma visão, em que se apresentou um homem da Macedônia, e lhe rogou, dizendo: Passa à Macedônia, e ajuda-nos.

E, logo depois desta visão, procuramos partir para a Macedônia, concluindo que o Senhor nos chamava para lhes anunciarmos o evangelho.

E, navegando de Trôade, fomos correndo em caminho direito para a Samotrácia e, no dia seguinte, para Neápolis;

E dali para Filipos, que é a primeira cidade desta parte da Macedônia, e é uma colônia; e estivemos alguns dias nesta cidade”. Atos 16: 9-12

“Paulo deve ter imaginado por que havia sido proibido pelo Espírito de ir para a esquerda (Ásia) ou para a direita (Bitínia). Mas, ao caminhar em linha reta até o fim da terra, de repente uma grande porta se abriu e ele se encontrou frente a frente com um grande campo a cultivar na Europa. Deus havia fechado as portas menores porque tinha uma tarefa maior reservada para o seu apóstolo. Isto às vezes também acontece em nossa vida.

Podemos notar na direção divina Deus guiando-nos através do controle e da disposição. Quando obedecemos aos controles, a devida direção irá

chegar em seu devido tempo. Embora possamos ser testados, Deus sempre deixará bem clara a sua vontade àqueles que lhe obedecem”. (4)

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo o louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 17/10/2021

Referências Bibliográficas:

Craig S. Keener-Com.Hist.Ed.da Bíblia/Nova Vida (1)

D.L.Moody/CPAD (2)

Beacon,CPAD (3; 4)


Viagem ao Lar Celestial

Lídia, a vendedora de púrpura.

Atos 16: 6-15

O Apóstolo Paulo e foram impedidos, pelo Espírito Santo, de entrar em algumas cidades, assim seguiram o trajeto pré-determinado pelo próprio Espírito, chegando a Trôades, essa cidade não tinha grande importância, mas era estratégica, pois o Apóstolo foi, por conveniência, sem uma direção específica, para essa cidade em que o Espírito Santo permitiu sua entrada.

“E, passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia.

E, quando chegaram a Mísia, intentavam ir para Bitínia, mas o Espírito não lho permitiu.

E, tendo passado por Mísia, desceram a Trôade”. Atos 16:6-8

“Trôade situava-se no noroeste da Mísia e estava diretamente a oeste de grande parte da Mísia. Bitínia era a província senatorial, a nordeste da Mísia. Paulo e seus companheiros, portanto, vão da Mísia oriental (perto da Bitínia e logo ao norte da Frigia), no sentido oeste, para Trôade de Alexandria,

que ficava entre quinze e vinte e cinco quilômetros a sudoeste do mais famoso ílium antigo, a Troia de Homero (como Roma considerava que sua linhagem mítica remontava a Trina, o lugar tinha importância simbólica para o império)”. (1)

“Ilium” uma palavra que o dicionário online informa desconhecer. Somente encontrei no dicionário de Charlton T. Lewis sua definição, como citado é a própria cidade de Troia, contada por Homero no seu conto “Helena de Troia”.

“Iiyum ou Ilion, a poetical name for Troja, the city of  Ilium, Troy”. (2)

“E Paulo teve de noite uma visão, em que se apresentou um homem da Macedônia, e lhe rogou, dizendo: Passa à Macedônia, e ajuda-nos.

E, logo depois desta visão, procuramos partir para a Macedônia, concluindo que o Senhor nos chamava para lhes anunciarmos o evangelho.

E, navegando de Trôade, fomos correndo em caminho direito para a Samotrácia e, no dia seguinte, para Neápolis;

E dali para Filipos, que é a primeira cidade desta parte da Macedônia, e é uma colônia; e estivemos alguns dias nesta cidade”. Atos 16: 9-12

Quando o homem ou a mulher estão intimamente ligados em espírito e oração a Deus, este lhes fala por sonhos ou algum fato o que deseja do seu servo.

O Apóstolo, através de um sonho, vê a vontade de Deus delineada para a sua realização, um chamado para evangelizar a Macedônia, incontinente o Apóstolo obedece a orientação do Espírito Santo seguindo em direção a Macedônia.

“Quem viajasse da Ásia à Macedônia ou vice-versa em geral passava pelo porto de Trôade. A enseada artificial em Trôade de Alexandria havia tornado a cidade o principal porto mercantil entre a Macedônia e a Ásia Menor; a importância da área foi intensificada pela história e pelas lendas greco-romanas”. (3)

“E no dia de sábado saímos fora das portas, para a beira do rio, onde se costumava fazer oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que ali se ajuntaram”. Atos 16: 13

Provavelmente o Apóstolo e sua comitiva tenha se hospedado em alguma hospedaria, sendo que eram mal afamadas e consideradas um local perigoso.

No outro dia era sábado, para alguns estudiosos, não havia sinagoga, eles foram para a beira do rio, não se conhece ao certo qual era esse rio, pois o mais próximo distava de um dia de viagem, provavelmente um pequeno córrego, o local, um rio ou córrego, para os judeus, eram lugares puros, ali encontraram mulheres piedosas que oravam.

Tanto Josefo quanto inscrições da época atestam que mulheres, em grande número, bem mais do que os homens acorriam aos encontros de oração dos judeus.

Não havendo uma Sinagoga, não acontecia um estudo doutrinário, porém leituras do Torah e alguns livros proféticos.

As mulheres sentiam-se atraídas ao judaísmo, pois lhes davam uma certa liberdade fora do ritual pagão, portanto não eram aprofundadas nas doutrinas dos judeus, por isso quando o Apóstolo lhes falou sobre Jesus, ouviram de bom grado, creram e foram batizadas.

“E uma certa mulher, chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que servia a Deus, nos ouvia, e o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia”. Atos 16: 14

Lídia era vendedora de púrpura, a púrpura (roxo) era extraído de um molusco comum no mediterrâneo, o Murex.

“Tiatira era famosa pelas associações de tintureiros e pelos tecidos. Inscrições revelam que outros agentes comerciais de Tiatira também

vendiam tinta púrpura na Macedônia e se tornaram prósperos com esse trabalho.

A púrpura mais cara era uma tinta que os tirios, na Fenicia, extraíam da trituração de moluscos. Há quem estime que era preciso triturar dez mil moluscos para se obter um pouquinho da tinta de alto preço.

Apesar do odor repugnante associado à tintura, a raridade dela tornava-a um símbolo de fortuna.

A púrpura foi artigo de luxo, associado à riqueza, ao longo da cultura mediterrânea por mais de mil anos”. (4)

“E, depois que foi batizada, ela e a sua casa, nos rogou, dizendo: Se haveis julgado que eu seja fiel ao Senhor, entrai em minha casa, e ficai ali. E nos constrangeu a isso”. Atos 16: 15

Lídia era uma mulher de posses, independente, não se sabe ao certo qual o seu estado civil, não vem ao caso, cedeu sua casa, parece-nos ser bem ampla para acomodar o Apóstolo e comitiva confortavelmente, eles aceitaram a oferta e permaneceram ali.

A hospedagem era um fator preponderante no judaísmo, no livro de Hebreus o autor diz:

“Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, não o sabendo, hospedaram anjos”. Hebreus 13:2

Este versículo faz referência a atitude de Ló quando hospedou dois anjos, há, também, a atitude de Raabe quando hospedou os espias enviado por Josué a Jericó.

De Lídia nada mais sabemos sobre ela, porém sua conversão e a hospitalidade ficaram marcadas para sempre. São pequenas coisas que nos parecem sem importância, porém para Deus de grande significado.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 24/10/2021

Referência Bibliográfica:

Latin Dictionary Founded on Amdrews, ed. Freud’s Latin dictionary, Charlton T. Lewis. (2)

Craig S, Keener/Com.Hist.Cult.daBíblia/VidaNova. (1;3;4)

Beacon/CPAD

D.L.Moody/CPAD


O impressionante livramento da prisão do Apóstolo Paulo e Silas

Atos dos Apóstolos 16: 16-30

O Apóstolo Paulo não era conhecido na cidade de Filipos, uma colônia romana, esta cidade foi capturada por Filipe da Macedônia, que a fortificou para ser uma fortaleza fronteiriça, e desenvolveu as suas minas de ouro, às quais deu o seu próprio nome.

Não havia Sinagogas, eram necessários dez judeus para formarem uma, os missionários estavam hospedados em uma hospedaria, local não condizentes para eles.

De acordo com alguns comentaristas, foram à busca de um local junto ao rio para orarem, margens de rio e praia eram lugares propício à purificação dos judeus, onde encontraram mulheres piedosas e simpáticas ao judaísmo que se reuniam, não se faz menção aos homens, por motivo deles serem gentios e para serem recebidos pelos judeus, necessitariam circuncidar-se, enquanto as mulheres não e no judaísmo estavam livres do ritual do paganismo.

Os missionários falaram de Cristo e uma mulher piedosa, vendedora de púrpura, independente, de boa índole, nome Lídia, converteu-se a Jesus e cedeu sua casa para o Apóstolo e comitiva.

O evangelista Lucas e autor dos Atos dos Apóstolos passou usar o pronome nós nos relatos em Filipos, ter-se agregado ao grupo dos missionários nesta cidade e presenciado os fatos que ali aconteceram. Mathew Henry em seu comentário, ao se referir aos missionários, cita os três, o Apóstolo Paulo, Silas e Lucas, presume-se que Lucas, por ser médico, passou a fazer parte do grupo por ter o Apóstolo Paulo contraído malária, “Lucas, o médico amado”, tanto que Filipos de uma cidade próspera, hoje é apenas um cemitério, foi destruída pela malária.

“E aconteceu que, indo nós à oração, nos saiu ao encontro uma jovem, que tinha espírito de adivinhação, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores.

Esta, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo”. Atos 16: 16-17

 “A jovem devia ser uma “jovem escrava”. Moulton e Milligan dizem que a palavra grega que originalmente significava “uma jovem” passou mais tarde a significar, na língua grega, uma ‘escrava do sexo feminino’.

Tinha espírito de adivinhação — lit., “um espírito, uma jibóia”. Bruce escreve: “As Pythones eram

inspiradas por Apolo, o deus Pitiã, consideravam estar personificado em uma serpente (a jibóia) na ilha de Delfos (também chamada Pito)”. (1)

Passou vários dias perseguindo os Missionários e citando que eram “servos do Altíssimo”, o Apóstolo Paulo sentiu-se indignado com esta perturbação, tirando-lhe o sentido de suas meditações.

“E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E na mesma hora saiu”. Atos 16: 18

Impressionante a ação do Espírito Santo, na mesma hora, no mesmo momento, no mesmo instante, o demônio saiu por completo. Uma demonstração clara aos moradores daquela cidade do poder de Deus sobre os espíritos imundos.

“E, vendo seus senhores que a esperança do seu lucro estava perdida, prenderam Paulo e Silas, e os levaram à praça, à presença dos magistrados.

E, apresentando-os aos magistrados, disseram: Estes homens, sendo judeus, perturbaram a nossa cidade,

E nos expõem costumes que não nos é lícito receber nem praticar, visto que somos romanos.

E a multidão se levantou unida contra eles, e os magistrados, rasgando-lhes as vestes, mandaram açoitá-los com varas.

E, havendo-lhes dado muitos açoites, os lançaram na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança.

O qual, tendo recebido tal ordem, os lançou no cárcere interior, e lhes segurou os pés no tronco”. Atos 16:19-24

As perseguições anteriores eram feitas pelos judeus em relação a religião, sentiam o cristianismo como adversário e uma nova mudança no paradigma do judaísmo, no entanto, agora é financeiro, usavam a jovem para usufruírem poder do lucro, não era a jovem o motivo da indignação dos senhores, mas a saída dos espíritos de adivinhação o que lhes dava lucros.

Bruce comenta: “. Sua “esperança de lucro” era, na verdade, o próprio espírito que havia sido expulso”. Como o demônio “tinha saído”, sua esperança de lucro havia “desaparecido”. (2)

Prenderam o Apóstolo Paulo e Silas, levaram para a praça, o Ágora, apresentaram aos magistrados, pretores romanos, havia dois pretores para cada colônia.

Apresentaram suas razões: Primeiro o preconceito racial “Esses homens, sendo judeus”.

Segundo: “Perturbaram nossa cidade”, para os romanos uma grave acusação, infringir a Pax Romana, palavra-chave do império, algo intolerável.

Terceiro: “E nos expõem costumes que não nos é lícito receber nem praticar, visto que somos romanos”. O judaísmo era aceito com restrições pelos romanos, porém o cristianismo nem tanto, por não ser uma seita judaica e ter uma mensagem própria aliada a salvação espiritual em Cristo, para eles uma nova religião, para Roma essa mensagem não era simpática.

O povo, numa reação antissemítica, levantou-se contra o Apóstolo e Silas e os magistrados rasgaram suas vestes.

Há uma controvérsia, se rasgaram as vestes deles próprios ou dos Missionários.

“Ramsay acredita que os magistrados (pretores) rasgaram as próprias vestes “em legal horror”, mas provavelmente Alexandre é mais correto, quando diz: “Não as suas próprias, como alguém poderia imaginar, o que estaria totalmente fora do caráter dos romanos, mas aquelas que pertenciam a Paulo e Silas”. (3)

Foram castigados com acoites, feixes de varas,  e manietados no tronco no cárcere interior.

“E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam”. Atos 16:25

Uma cena dantesca, provavelmente com o dorso nu, feridos pelos açoites, presos pelas pernas numa posição dolorosa, as pernas ficavam entre abertas, num local infecto, úmido, sombrio, diz-se escuros mesmo durante o dia, os Missionários ali postos, mas no sofrimento tiram forças para louvarem com cânticos e orações em alta vozes acordando os outros que estavam naquela masmorra com eles.

“O incidente que se segue representa um dos gloriosos memoriais do triunfo do cristianismo no espírito humano. Ao invés de murmurarem e se queixarem porque não podiam dormir por causa das dores, eles estavam louvando a Deus. Ao orarem, eles sentiam a alegria crescer dentro deles e isto os levava a cantar. A oração sincera sempre leva à glorificação, e a glorificação dispersa a tristeza. Naquele escuro calabouço, uma luz

brilhava no coração dos dois missionários. Eles oravam e cantavam bem alto, de modo que os outros presos os escutavam”. (4)

Porém algo impressionante ocorre e nos emociona, Deus não esquece de seus servos.

Os homens e mulheres poderão infringir todos os males aos seus servos de Cristo, mas o Senhor os livra magistralmente.

“E de repente sobreveio um tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos.

E, acordando o carcereiro, e vendo abertas as portas da prisão, tirou a espada, e quis matar-se, cuidando que os presos já tinham fugido.

Mas Paulo clamou com grande voz, dizendo: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos”. Atos 16:26-28

O imponderável acontece, o Deus do impossível age a favor dos Missionários, enquanto louvavam e oravam o Senhor veio em socorro deles, alguns procuram minimizar o ocorrido, tirando o fator sobrenatural para ocorrências naturais, não se sustentam na narrativa.

O carcereiro ao vir as portas abertas, ficou aterrorizado pensando que houvesse os prisioneiros fugidos, tentou matar-se, num ato de fuga as consequências que adviria pelo fato dos prisioneiros terem fugidos, porém o Apóstolo Paulo bradou em alta voz não lhe fizesse mal, pois todos ali estavam.

“E, pedindo luz, saltou dentro e, todo trêmulo, se prostrou ante Paulo e Silas.

E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar?” Atos 16:29-30

Para crer em Jesus e segui-lo é necessário ser forte e corajoso, confiar plenamente nele, sabendo que nem tudo são fácies, há as lutas, adversidades, os obstáculos, porém existe um livramento, pois Deus tudo vê.

“Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares”. Josué 1:9

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de janeiro – Brasil – 31/10/2021

Referências bibliográficas:

Beacon/CPAD (1;2;3)

Craig S. Keener-Com.Hist.Cult.daBíblia-VidaNova (4)

D.L.Moody/CPAD

Mathew Henry/CPAD


Viagem ao Lar Celestial

Organização da Igreja em Filipos.

Atos dos Apóstolos 16: 30-40

O extraordinário poder de Deus e um carcereiro atemorizado

O Apóstolo Paulo empreendeu junto com Silas, o agora seu companheiro de viagem, por ter Barnabé seguido outro caminho junto com João Marcos, a segunda viagem apostólica, com o fim de confirmar as Igrejas organizadas durante a primeira viagem do Apóstolo Paulo junto com Barnabé e fortalecê-las no Evangelho de Cristo, levaram consigo uma carta de encorajamento e alguns conselhos doutrinários, dentre eles a não circuncisão dos gentios convertidos a Cristo.

“E Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu, encomendado pelos irmãos à graça de Deus.

E passou pela Síria e Cilícia, confirmando as igrejas”. Atos 15:40,41

Chegaram a Derbe e Listra, em Listra encontraram um jovem, de nome Timóteo, filho de pai gentio e mãe judia, possuía bom testemunho da comunidade em Listra, parece-nos se converteu durante a primeira viagem missionária do Apóstolo Paulo e Barnabé, fora criado nos caminhos do Senhor por sua mãe, Eunice, e por sua vó, Lóide.

“E chegou a Derbe e Listra. E eis que estava ali um certo discípulo por nome Timóteo, filho de uma judia que era crente, mas de pai grego;

Do qual davam bom testemunho os irmãos que estavam em Listra e em Icônio”. Atos 16: 1-2

Para alguns estudiosos Timóteo pode ter sido um dos que socorreu o Apóstolo Paulo e Barnabé na ocasião do apedrejamento. (Atos 14: 19-20; 2Tim. 3: 10-11)

Por conveniência o Apóstolo Paulo circuncidou Timóteo, por ser meio judeu e precisaria dele quando fosse falar aos judeus.

“E, quando iam passando pelas cidades, lhes entregavam, para serem observados, os decretos que haviam sido estabelecidos pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém.

De sorte que as igrejas eram confirmadas na fé, e cada dia cresciam em número”. Atos 16: 4-5

Passaram por várias cidades, desejavam ir até elas, porém o Espírito Santo os impedia, ao chegarem a Trôades, o Apóstolo Paulo, por sonho, viu um jovem a pedir-lhe que passasse a Macedônia para ajudá-lo.

Quando Deus age não há quem o impeça. (Isaias 43: 13)

Incontinente vão para a Macedônia, chegam à cidade de Filipos, parece-nos não haver na cidade uma Sinagoga, poderia morar alguns judeus, pois tinham um núcleo de oração frequentado por mulheres gentias junto ao um córrego, o Apóstolo soube desse local, vai até ele e fala de Jesus as mulheres, sendo que uma delas, de nome Lídia, de Tiatira, vendedora de púrpura, se converte a Jesus, oferece sua casa para o Apóstolo e seus companheiros hospedarem-se.

A cidade de Filipos foi conquistada por Filipe II da Macedônia, pai de Alexandre, Magno, essa foi a primeira cidade que o Apóstolo Paulo pregou o Evangelho na Europa , fundou a Primeira Igreja Cristã em Filipos, era uma Igreja missionária, a cidade era um centro médico, dela se extraía a púrpura dos mexilhões Mudex.

O Apóstolo Paulo e seus companheiros, Silas e Timóteo não eram conhecidos na cidade.

Em várias saídas do Apóstolo pela cidade eram seguidos por uma jovem, acredita-se escrava, possuidora de um espírito de adivinhação, dava bons lucros aos seus senhores por suas adivinhações, ela, por muitos dias, importunou os missionários.

“Esta, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo”. Atos 16:17

A importunação chegou a um tal ponto que o Apóstolo se irritou e expulsou o espírito de adivinhação da jovem.

“E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E na mesma hora saiu”. Atos 16:18

A expulsão do demônio desagradou os senhores da jovem, perderam o objeto de lucro, o espírito enganador, fizeram um grande alvoroço e prenderam o Apóstolo Paulo e Silas, com o assentimento dos administradores da cidade, após acoitá-los. ordenaram ao carcereiro prendê-los, colocou-os a ferro num tronco.

O Apostolo e Silas não se intimidaram, louvavam e oraram a Deus em alta voz, superando as dores e o sofrimento, por volta da meia noite sobreveio um grande terremoto, fez as correntes que prendiam Paulo e Silas, soltarem-se e as portas da prisão abrirem-se. Impressionante milagre.

O carcereiro tomado de terror procurou matar-se, o Apóstolo Paulo clamou em alta voz para não se matar, pois todos ali estavam.

O carcereiro levou-os para sua casa, tratou as feridas dos missionários e deu-lhes de comer.

“E, pedindo luz, saltou dentro e, todo trêmulo, se prostrou ante Paulo e Silas.

E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar?

E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa”. Atos 16: 29-31

Crê, não é conhecer, ou saber que ele existiu e sim fazê-lo participante na vida de cada um intimamente, como diz o próprio Apóstolo Paulo:

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”. Gálatas 2:20  

No outro dia os magistrados deram ordens para libertarem os missionários, o carcereiro informou ao Apóstolo sua libertação e poderiam ir livres, o Apóstolo não aceitou a forma e atitude dos magistrados em sua libertação.

“E o carcereiro anunciou a Paulo estas palavras, dizendo: Os magistrados mandaram que vos soltasse; agora, pois, saí e ide em paz.

Mas Paulo replicou: Açoitaram-nos publicamente e, sem sermos condenados, sendo homens romanos, nos lançaram na prisão, e agora encobertamente nos lançam fora? Não será assim; mas venham eles mesmos e tirem-nos para fora.

E os quadrilheiros foram dizer aos magistrados estas palavras; e eles temeram, ouvindo que eram romanos.

E, vindo, lhes dirigiram súplicas; e, tirando-os para fora, lhes pediram que saíssem da cidade”. Atos 16: 36-39

Deus agiu poderosamente na vida de seus servos, o Apostolo Paulo, Silas e Timóteo não eram conhecidos na cidade e através de Lídia, tiveram um abrigo em sua casa, provavelmente foi nessa casa o início da Igreja em Filipos.

Com a expulsão do demônio, a prisão dos Servos de Cristo e o extraordinário livramento do cárcere, fizeram-nos conhecidos e através do testemunho dos Missionários do advento, da vida, do sofrimento, da morte e ressurreição de Jesus, a cidade conheceu Jesus Cristo e o seu grande poder divinal.

Durante o relato, neste texto, não passa despercebido a mudança do pronome de tratamento para a segunda pessoa do plural “nós”, usado pelo autor, porquanto ele foi espectador desses acontecimentos, com a saída do Apóstolo Paulo, Silas e Timóteo da cidade, Lucas, o médico amado, passa a ser o responsável por alguns anos da Igreja em Filipos.

Por ter em Filipos um centro médico e o Apóstolo Paulo necessitar de apoio a sua saúde, deduz-se ter contraído o vírus da malária em Derbe e Lucas ser médico, morador em Filipos, o Apóstolo foi seu paciente e por sua pregação, tenha se convertido a Cristo.

“E, saindo da prisão, entraram em casa de Lídia e, vendo os irmãos, os confortaram, e depois partiram”. Atos 16: 40

A Igreja em Filipos foi uma Igreja missionária, auxiliava os Missionários com suas ofertas e o Apóstolo Paulo possuía um grande carinho por ela. Quando escreveu sua carta a Igreja de Filipos ele estava preso em Roma, Timóteo ajudou-o a escrevê-la.

“Paulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo, a todos os santos em Cristo Jesus, que estão em Filipos, com os bispos e diáconos:

Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai e da do Senhor Jesus Cristo.

Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós,

Fazendo sempre com alegria oração por vós em todas as minhas súplicas,

Pela vossa cooperação no evangelho desde o primeiro dia até agora.

Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo”. Filipenses 1: 1-6

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo o louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 07/11/2021


Viagem ao Lar Celestial

A segunda viagem missionária do Apóstolo Paulo.

Atos dos Apóstolos 17: 1

Após o Apóstolo Paulo e Silas serem libertos da prisão em Filipos, e a pedido dos magistrados para que deixassem a cidade, eles foram à casa de Lídia, onde teve início a Primeira Igreja Cristã na Europa, confortaram os irmãos e partiram.

“E, vindo, lhes dirigiram súplicas; e, tirando-os para fora, lhes pediram que saíssem da cidade.

E, saindo da prisão, entraram em casa de Lídia e, vendo os irmãos, os confortaram, e depois partiram”. Atos 16: 39-40

Seguiram o caminho proposto pelo Espírito Santo, foram pela estrada Egnátia a famosa via que ligava Roma ao resto do mundo oriental, passaram por Anfípolis e Apolônia em direção a Tessalônica.

“E passando por Anfípolis e Apolônia, chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus”. Atos 17:1

As distâncias entre as cidades eram longas, de Filopos a Anfílopos, 53 km e 48 km até Apolônia, mais 60 km para chegarem a Tessalônica, não temos informações de como fizeram esse trajeto.  

“Beacon cita Bruce, com muita propriedade ele observa: “As estradas do Império tornaram-se para Paulo as estradas para o Reino do céu’ “. (1)

“Tessalônica era uma cidade importante nessa época: o maior porto da Macedônia, capital do antigo segundo distrito e, agora, residência do governador da província”. (2)

“E Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles; e por três sábados disputou com eles sobre as Escrituras,

Expondo e demonstrando que convinha que o Cristo padecesse e ressuscitasse dentre os mortos. E este Jesus, que vos anuncio, dizia ele, é o Cristo”. Atos 17: 2-3

O Evangelho de Jesus Cristo teve nos judeus e suas Sinagogas um fator preponderante na expansão do cristianismo ao mundo, mesmo com a oposição e perseguições aos missionários.

As oposições e perseguições eram permitidas por Deus para fortalecer e encorajar os missionários e contra a acomodação, se acaso existisse.

A pregação do Apóstolo Paulo consistia em expor e demonstrar o que as Escrituras apresentava sobre Jesus, fazendo-os examinarem o Velho Testamento.

“As Escrituras do Antigo Testamento ensinam que o Messias iria sofrer (SI 22; Is 53), morrer e ressuscitar (SI 16.10), Paulo, então podia provar seu argumento mais importante: este Jesus, que vos anuncio, dizia ele, é o Cristo”. (3)

“E alguns deles creram, e ajuntaram-se com Paulo e Silas; e também uma grande multidão de gregos religiosos, e não poucas mulheres principais”. Atos 17:4

Devido às condições sociais da época, era mais fácil às mulheres abastadas converterem-se a uma religião diferente, situação distinta dos homens.

Entre os seguidores gentios do judaísmo, havia um número muito maior de mulheres que de homens, isso porque o judaísmo exigia a circuncisão dos prosélitos e os cristãos não faziam tal exigência dos convertidos.

Uma parcela da população mais pobres, os ociosos, vadios, perambulavam-se pelo mercado local e estavam prontos para participar de alguma sedição.

“Mas os judeus desobedientes, movidos de inveja, tomaram consigo alguns homens perversos, dentre os vadios e, ajuntando o povo, alvoroçaram a cidade, e assaltando a casa de Jasom, procuravam trazê-los para junto do povo”. Atos 17:5

“Apesar do poder econômico da cidade, muitos em Tessalônica eram pobres e, não poucos, desempregados. Exemplos antigos atestam que os desempregados ociosos que ocupavam os mercados, em geral vistos com desprezo em fontes antigas, eram facilmente instigados a criar tumultos. Os residentes judeus eram uma minoria inexpressiva em Tessalônica”. (4)

Jason, presume-se ser ele judeu, hospedou Paulo e Silas, o seu nome era comum entre os gregos e judeus, os missionários não estavam no local.

“E, não os achando, trouxeram Jasom e alguns irmãos à presença dos magistrados da cidade, clamando: Estes que têm alvoroçado o mundo, chegaram também aqui;

Os quais Jasom recolheu; e todos, estes, procedem contra os decretos de César, dizendo que há outro rei, Jesus.

E alvoroçaram a multidão e os principais da cidade, que ouviram estas coisas.

Tendo, porém, recebido satisfação de Jasom e dos demais, os soltaram”. Atos 17: 6-9

A acusação era muito séria, poderia, eles sofrerem a pena de morte, por estarem apresentando um outro rei além de Cesar, o Rei Jesus.

“A cidade tinha um templo para a adoração ao imperador e suas moedas honravam os césares Júlio e Augusto como deuses”. (5)

A providência divina é extraordinária, Paulo, Silas e Timóteo não estavam presentes na casa, quando os arruaceiros chegaram e levaram o anfitrião deles, afastando a possibilidade deles sofrerem uma penalidade maior pela acusação.

“E logo os irmãos enviaram de noite Paulo e Silas a Beréia; e eles, chegando lá, foram à sinagoga dos judeus”. Atos 17:10

“Beacon cita Ramsay sugere que esta pode ter sido uma garantia de que Paulo deixaria a cidade para não mais retornar, e que este teria sido o obstáculo a que o apóstolo se referiu em 1 Tessalonicenses 2.18”. (6)

Jason e os irmãos encaminharam Paulo e Silas à Bereia. Timóteo não é citado, não se sabe o motivo.

Bereia ficava a oitenta quilômetros distante de Tessalônica e era uma cidade importante e centro do culto ao imperador.

Os missionários, como de costume, foram a uma Sinagoga e pregaram sobre Jesus, sendo bem recebidos, os judeus examinavam as Escrituras para encontrar a veracidades dos Missionários em suas mensagens, eram mais nobres que os de Tessalônica.

“Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.

De sorte que creram muitos deles, e também mulheres gregas da classe nobre, e não poucos homens”. Atos 17: 11-12

A importância dos estudos bíblicos, através deles se conhece a verdadeira narração das Escrituras sobre Jesus, a promessa de seu advento e o porquê se fez necessário sua vinda a este mundo, sua vida, ministério sofrimento, morte, ressurreição e assunção aos céus.

O resultado desse exame honesto e interessado, feito diariamente nas Escrituras, foi descobrir que as coisas faladas pelos missionários eram exatamente assim.

Os judeus de Tessalônica ao saberem que os missionários pregavam as boas novas sobre Jesus, atiçaram a multidão contra os missionários para protegerem o Apóstolo Paulo, enviaram-no para Atenas, ficando Silas e Timóteo.

“Em Beréia, aconteceu o mesmo que na província da Galácia. Da mesma maneira como os judeus de Antioquia da Pisídia e de Icônio seguiram Paulo a Listra, onde lhe trouxeram dissabores, agora os judeus de Tessalônica, ao ouvirem que a

Palavra de Deus também era anunciada por Paulo em Beréia, foram lá e excitaram as

multidões. O melhor texto grego traz a frase “atiçaram e incitaram as multidões”.

O resultado foi que Paulo precisou abandonar a cidade”. (7)

“Mas, logo que os judeus de Tessalônica souberam que a palavra de Deus também era anunciada por Paulo em Beréia, foram lá, e excitaram as multidões.

No mesmo instante os irmãos mandaram a Paulo que fosse até ao mar, mas Silas e Timóteo ficaram ali.

E os que acompanhavam Paulo o levaram até Atenas, e, recebendo ordem para que Silas e Timóteo fossem ter com ele o mais depressa possível, partiram”. Atos 17:13-15

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo o louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 14/11/2021

Referências bibliográficas:

Beacon/CPAD (1;2;4;6;7)

Craig S. Keeber/Com.Hist.Cult.Bíb/Nova Vida (3;5)


Viagem ao Lar Celestial

O Deus Desconhecido

Atos 17: 12-34

O Apostolo Paulo, acompanhado de Silas e Timóteo, deixam Tessalônica e seguem para Bereia, por motivo da perseguição pelos judeus.

Chegando a Bereia foram bem recebidos, pois os judeus bereanos eram mais nobres e desejosos de conhecer as verdades que o Apóstolo Paulo pregava, conferiam nas Escrituras sua veracidade e houve muitas conversões a Cristo.

“De sorte que creram muitos deles, e também mulheres gregas da classe nobre, e não poucos homens”. Atos 17:12

Porém os judeus invejosos souberam que os Missionários estavam pregando em Bereia, foram para lá incitar os bereanos e protagonizar manifestações contrárias a eles.

Há entre os estudiosos que alguns de Bereia tenham informado aos de Tessalônica que o Apóstolo e sua comitiva estavam pregando em sua cidade e por esse motivo, foram a Bereia instigar o povo contra os missionários de Cristo.

O Apóstolo Paulo, mais tarde, teve conhecimento que os Cristão em Tessalônica sofreram cruel perseguição dos judeus, ele próprio, em carta aos Tessalonicenses, equiparou-os aos judeus convertidos em outras cidades, sabia também que ele e Silas eram caluniados pelos perseguidores em Tessalônica.

   

“Mas, logo que os judeus de Tessalônica souberam que a palavra de Deus também era anunciada por Paulo em Beréia, foram lá, e excitaram as multidões.

No mesmo instante os irmãos mandaram a Paulo que fosse até ao mar, mas Silas e Timóteo ficaram ali.

E os que acompanhavam Paulo o levaram até Atenas, e, recebendo ordem para que Silas e Timóteo fossem ter com ele o mais depressa possível, partiram”. Atos 17:13-15

A perseguição era para todos os que aderiram a pregação do Apóstolo Paulo, mas creia-se que era especificamente contra o Apóstolo, os bereanos sentindo o risco de vida do Apóstolo levaram ele para o litoral, na certeza de ele embarcar num navio em direção a Atenas.

“Assim foi que os judeus tessalonicenses puseram-se a excitar e agitar as multidões, alegando sem dúvida que os cristãos estavam agindo como traidores de Roma.

Essas acusações colocaram todos os cristãos sob risco, mas à vista de Paulo ser o foco dos ataques dos judeus, os irmãos fizeram Paulo partir em direção ao mar, isto é, acharam melhor que ele partisse”. (1)

Acredita-se que para ludibriar os perseguidores o Apóstolo tenha ido a pé por terra.

“Não sabemos se foram por terra ou mar, mas o fato de os acompanhantes terem conduzido Paulo durante todo o caminho até Atenas leva-nos a acreditar que foram por terra.

Dessa maneira, eles fizeram a longa jornada de mais de 300 quilômetros em direção ao sul. Depois de receberem ordens de Paulo para Silas e Timóteo irem a Atenas o mais depressa possível (o mais rápido que pudessem), eles retornaram a Beréia”. (2)

“Rackham salienta que "entre a Macedônia e a Tessalônica levantava-se grande barreira, a enorme massa do monte Olimpo, o que obrigava a estrada a ir de um país a outro ao longo do litoral. Daí, ainda que Paulo tivesse a intenção de ir à Grécia a pé, teria sido forçado a ir até o litoral ("em direção ao mar"), isto é, à praia, antes de tomar a estrada’”. (3)

Em Atenas o Apóstolo Paulo angustiava-se em seu espírito, ao vir a cidade tomada pela idolatria.

“E, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria”. Atos 17:16

“Lake e Cadbury escrevem: “A abundância de estátuas em Atenas e, em geral, as evidências da religiosidade dos atenienses eram notáveis aos olhos dos outros visitantes”. (4)

“Enquanto Paulo caminhava por esta praça e pelas ruas de Atenas, por todos os lados, em nichos e em pedestais, em templos e nas esquinas, seus olhos fixavam-se nas obras dos grandes artistas. Todavia, o apóstolo via aquelas representações de deuses e semideuses não como objetos de beleza artística, mas como exemplos de idolatria alucinada”. (5)

O Apóstolo Paulo usou, como estratégia, os seus dois ministérios, um aos gentios e outro aos judeus.

“De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos, e todos os dias na praça com os que se apresentavam.

E alguns dos filósofos epicureus e estoicos contendiam com ele; e uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos; porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição”. Atos 17: 17-18

O Apóstolo Paulo estava na cidade de Atenas, palco dos grandes filósofos, Sócrates, Arquimedes, Platão e Aristóteles.

Inicialmente, como era de seu costume, pregou na Sinagoga junto ao seu povo, porém, a semelhança de Sócrates, pregava nas praças e no Ágora (mercado).

Disputava com os estoicos e epicureus.

“Epicureus: Seguidores do Filósofo Epicuro (341-270 a.C.), que criou a filosofia ética que faz do prazer o ideal de vida. Que tenta alcançar o prazer sensual, amoroso ou gastronômico. Quem se entrega aos prazeres mundanos.

Estoicos: Seguidores de Zeno (340-265 a.C.), filosofia em que a vida ideal se conformava com a natureza da qual a maior expressão era a razão (logos) – Panteísta”.  (6)

Os atenienses não aceitavam ensinamentos religiosos fora dos seus deuses e ideias filosófica que não fosse antiga.

“Em Atenas a introdução de deuses estranhos, embora fosse prática comum, constituía ofensa capital se, por essa razão, as deidades locais fossem rejeitadas e a religião estatal perturbada”. (7)

“E tomando-o, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas?

Pois coisas estranhas nos trazes aos ouvidos; queremos, pois, saber o que vem a ser isto

(Pois todos os atenienses e estrangeiros residentes, de nenhuma outra coisa se ocupavam, senão de dizer e ouvir alguma novidade)”. Atos 17:19-21

Para a maioria dos estudiosos eles, os epicureus e os estoicos, não encontraram nos ensinos de Paulo que ofendesse as suas ideias ou seus deuses, levaram por curiosidade em saber que deuses eles estavam ensinando.

O Areópago em tempos anteriores fora um espaço de alta tradição na cultura ateniense, porém não havia perdido de todo sua importância como fórum e local para apresentação de estudos filosóficos.

O Apóstolo Paulo não se intimidou ante a pergunta deles, parece-nos e para alguns estudiosos não conter nos escritos de Lucas toda a imponência do discurso do Apóstolo no Areópago, mas sim uma síntese do que ele discursou:

“E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Homens atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos;

Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio.

O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens;

Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas;

E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação;

Para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós;

Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração.

Sendo nós, pois, geração de Deus, não havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens.

Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam;

Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos.

E, como ouviram falar da ressurreição dos mortos, uns escarneciam, e outros diziam: Acerca disso te ouviremos outra vez.

E assim Paulo saiu do meio deles.

Todavia, chegando alguns homens a ele, creram; entre os quais foi Dionísio, areopagita, uma mulher por nome Dâmaris, e com eles outros”. Atos 17:22-34

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 21/11/2021

 

Referências Bibliográficas:

David J. Willians/Ed. Vida/(1;3;5;7)

Beacons/CPAD/(2;4)

(cp. Filostrato, Vida de Apolônio de Tiana 4.19)”. (5)

https://dricamillo.wordpress.com/(6)

(cp. Xenofonte, Memorabilia 1.1; Josefo, Contra Apion 2.262-275). (7)

Consulta:

D.L.Moody/CPAD

Mathew Henry/CPAD

Craig.S.Keener/Ed.NovaVida.


Viagem ao Lar Celestial

O Apóstolo Paulo na Cidade de Corinto

Atos dos Apóstolos 18: 1-7

Quando o Apóstolo Paulo saiu às escondidas de Bereia e foi para Atenas, solicitou a presença de Timóteo e Silas em Atenas com urgência.

“Parece que Silas e Timóteo se juntaram a Paulo em Atenas, e que o apóstolo enviou Timóteo de volta a Tessalônica (1 Ts 3.1-3) e Silas a Filipos ou Beréia (18.5). Na ocasião em que novamente se juntaram a Paulo, ele estava em Corinto (18.5). Foi lá que o apóstolo escreveu as duas epístolas aos Tessalonicenses”. (1)

Algo bastante interessante nas viagens do Apóstolo Paulo era organizava em todas as cidades em que passou e pregou, um núcleo do cristianismo nascente, uma Igreja e nela deixava um dirigente.

A permanência do Apóstolo Paulo em Atenas foi proveitosa, o seu discurso no Areópago foi de uma extraordinária beleza, em que mesclou a cultura expostas nas Escrituras Sagradas e nos poemas e na tradição filosófica encontrada nos estudos dos filósofos de Atenas, houve a conversão de Dionísio, o Areopagita, e Dâmaris, por ter sido citada, presume-se de um padrão elevado e discípula de algum filósofo.

“É possível que Dâmaris fosse filósofa ou (mais provável) discípula de um filósofo”. (2)

“Entretanto, houve alguns que creram. Entre eles estava Dionísio, o areopagita.

Foi uma grande vitória conquistar um convertido neste seleto grupo de cerca de trinta pessoas. “Pode até haver uma nota de triunfo no epíteto “areopagita”, escrito depois dos nomes dos convertidos”. Nada mais sabemos a respeito de Dâmaris, porém ela deve ter sido um membro muito conhecido da igreja de Atenas”. (3)

“E depois disto partiu Paulo de Atenas, e chegou a Corinto.

E, achando um certo judeu por nome Áqüila, natural do Ponto, que havia pouco tinha vindo da Itália, e Priscila, sua mulher (pois Cláudio tinha mandado que todos os judeus saíssem de Roma), ajuntou-se com eles,

E, como era do mesmo ofício, ficou com eles, e trabalhava; pois tinham por ofício fazer tendas.

E todos os sábados disputava na sinagoga, e convencia a judeus e gregos”. Atos 18: 1-4

Não se sabe o motivo de Lucas não informar nada sobre Corinto, sua sociedade, cultura ou a geografia, portanto para melhor informações sobre Corinto, nada melhor que os comentaristas.

“Atenas era o centro da cultura, mas Corinto era o centro do comércio, pois sua situação geográfica tornava isto inevitável. Estava localizada em um estreito istmo que ligava a seção continental da Grécia ao Peloponeso, no Sul. Era perigoso viajar ao redor da extremidade sul da Grécia por causa da enorme quantidade de pequenas e rochosas ilhas que se projetavam do mar, e também porque os ventos constantes vinham do Norte e tendiam a desviar os navios para as costas da África. Corinto tinha um porto oriental, Cencréia, e um porto ocidental, Licaum.

Marinheiros e viajantes de todo o Mediterrâneo podiam ser encontrados nas ruas de Corinto. Esta é provavelmente a razão por que Paulo passou um ano e meio nesta grande metrópole.

O Evangelho iria se propagar a partir deste centro, para todo o mundo conhecido na época.

Mas essa cidade também era famosa por seu baixo índice de moralidade, e, ser de Corinto, significava ser moralmente corrupto (ou “passar a ser de Corinto era o mesmo que passar a ser corrupto”).

Diziam que o templo de Afrodite abrigava mais de mil prostitutas sagradas. Como a imoralidade fazia parte do culto religioso, não é de admirar que a moral fosse deplorável sob todos os aspectos.

Politicamente, Corinto era a capital da província romana da Acaia (Grécia).

Fazia parte da política habitual de Paulo fundar uma igreja forte em cada capital provincial, para que a evangelização da província se difundisse a partir desse centro principal”. (4)

“Não é de admirar que o apóstolo tenha escrito: "E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor" (1 Coríntios 2:3). No entanto, aqui está Paulo determinado a proclamar a "Jesus Cristo, e este crucificado" (1 Coríntios 2:2). Se essa mensagem obtivesse vitória aqui, seria vencedora em qualquer outro lugar!”. (5)

De Atenas a Corinto a distância era 96 quilômetros, não se sabe se foi por terra ou por mar, em Corinto o Apóstolo Paulo estava só, Timóteo em Tessalônica e Silas em Bereia, mas Deus provê seus servos de seu auxílio, sendo assim o Apóstolo encontrou dois cristãos vindo de Roma, Aquila e Priscila, Aquila natural do Ponto região nordeste da Asia Menor (Beacon). Eram judeus, foram expulsos de Roma.

“Este é provavelmente o decreto mencionado por Suetônio em sua obra Life of Claudius  — “Ele

(Cláudio) expulsou os judeus de Roma porque estes estavam em um estado de permanente tumulto por instigação de um tal “Chrestus” (provavelmente, uma redação errada de “Christus”, ou Cristo). Isto aconteceu no ano 49 d.C., um ano antes da chegada de Paulo a Corinto”. (7)

“E, quando Silas e Timóteo desceram da Macedônia, foi Paulo impulsionado no espírito, testificando aos judeus que Jesus era o Cristo.

Mas, resistindo e blasfemando eles, sacudiu as vestes, e disse-lhes: O vosso sangue seja sobre a vossa cabeça; eu estou limpo, e desde agora parto para os gentios”. Atos 18: 5-6

Como era hábito do Apóstolo Paulo ensinar e pregar, primeiramente nas Sinagogas, aos judeus e gentios prosélitos, ele o fez em Corinto, presume-se que com a amizade de Aquila e Priscila e eles serem do mesmo ofício, tenha agregado-se a eles no trabalho de confecção de tendas, era sem dúvida uma atividade muito laboriosa e empregava vários trabalhadores, pode-se aceitar o argumento de ter o Apóstolo esfriado em seu ímpeto evangelístico, pois o Apóstolo estava só, tenha arrefecido um pouco o entusiasmo na evangelização e a oposição, perseguições, tenham influído poderosamente no coração do Apóstolo e ele sentiu-se desanimado, com a chegada de Timóteo e Silas revigorou o seu fervor evangelístico.

“E, saindo dali, entrou em casa de um homem chamado Justo, que servia a Deus, e cuja casa estava junto da sinagoga.

E Crispo, principal da sinagoga, creu no Senhor com toda a sua casa; e muitos dos coríntios, ouvindo-o, creram e foram batizados”. Atos 18:7,8

Quando Deus precisa animar seus servos para a obra, ele envia um anjo para falar-lhe, Josué ao assumir a tarefa de continuar a levar o povo de Israel até a terra prometida, Deus lhe falou:

“Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares”. Josué 1:9

Deu-se com o Apóstolo Paulo, quando mais precisou de uma palavra de ânimo Deus lhe falou:

“E disse o Senhor em visão a Paulo: Não temas, mas fala, e não te cales;

Porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade.

E ficou ali um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus”. Atos 18:9-11

Louvado seja o Senhor Deus, a ele toda poder, honra e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 28/11/2021.

Referência bibliográfica.

Beacon/CPAD-(1;4)

Craig S. Keener/VidaNova-(2;5)

David J. Willians/Vida-(3;7)


Viagem ao Lar Celestial

O Espírito Santo diz ao Apóstolo Paulo: “Fale e não te cale”.

Atos dos Apóstolos 18: 4-17

O Apóstolo Paulo estava na cidade de Corinto, como era seu costume, pregava e ensinava primeiramente nas Sinagogas aos judeus e gentios prosélitos, sempre sofria oposição e perseguições dos judeus que insuflava os gentios para ajudá-los na tarefa de persegui-lo, em Corinto alguns da Sinagoga o resistia.

O Apóstolo Paulo seguindo orientações do Velho Testamento e do próprio Jesus, quando sofressem resistência a mensagem e vissem a incredulidade dos oponentes, sacudissem suas vestes ou tirassem o pó de suas sandálias, como a dizer-lhes que estava livre de castigo divino pela dureza do coração deles, eram homens e mulheres de dura cerviz, em não aceitarem a mensagem de Cristo para salvarem-se dessa geração má.

Assim fez o Apóstolo Paulo, sacudiu as suas vestes e os deixou a própria sorte, saiu da sinagoga e foi para uma casa próxima, criando uma comunidade cristã, a primeira Igreja Cristã de Corinto.

“E todos os sábados disputava na sinagoga, e convencia a judeus e gregos.

E, quando Silas e Timóteo desceram da Macedônia, foi Paulo impulsionado no espírito, testificando aos judeus que Jesus era o Cristo.

Mas, resistindo e blasfemando eles, sacudiu as vestes, e disse-lhes: O vosso sangue seja sobre a vossa cabeça; eu estou limpo, e desde agora parto para os gentios”. Atos 18: 4-6

Houve muitas conversões, como sempre ocorria, o Apóstolo Paulo dessa vez, aproveitou a oportunidade, saiu do meio deles e foi para uma casa próxima à Sinagoga de um homem chamado Justo.

Com a conversão do principal da sinagoga, Crispo, e sua família, muitos dos coríntios converteram-se e foram batizados. O Evangelho de Cristo se expandia.

“E, saindo dali, entrou em casa de um homem chamado Justo, que servia a Deus, e cuja casa estava junto da sinagoga.

E Crispo, principal da sinagoga, creu no Senhor com toda a sua casa; e muitos dos coríntios, ouvindo-o, creram e foram batizados”. Atos 18: 7-8

Deus conhece o coração do homem e da mulher, sabe quando precisam de ânimo, força e poder para continuar na obra de evangelização, sem esmorecer e vem a até eles e dá-lhes uma palavra de encorajamento.

“E disse o Senhor em visão a Paulo: Não temas, mas fala, e não te cales;

Porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade.

E ficou ali um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus”. Atos 18: 9-11

Assim foi com Elias, confinado numa caverna, em fuga para não morrer e em desânimo, quando perguntado por Deus: “O que fazes aqui Elias?”

“E ali entrou numa caverna e passou ali a noite; e eis que a palavra do Senhor veio a ele, e lhe disse: Que fazes aqui Elias?

E ele disse: Tenho sido muito zeloso pelo Senhor Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada, e só eu fiquei, e buscam a minha vida para ma tirarem...

E o Senhor lhe disse: Vai, volta pelo teu caminho para o deserto de Damasco...

Também deixei ficar em Israel sete mil: todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda a boca que não o beijou”. 1 Reis 19: 9-10; 15; 18

Não demorou muito o Apóstolo Paulo teve a confirmação da presença de Deus ao seu lado.

“Mas, sendo Gálio procônsul da Acaia, levantaram-se os judeus concordemente contra Paulo, e o levaram ao tribunal,

Dizendo: Este persuade os homens a servir a Deus contra a lei.

E, querendo Paulo abrir a boca, disse Gálio aos judeus: Se houvesse, ó judeus, algum agravo ou crime enorme, com razão vos sofreria,

Mas, se a questão é de palavras, e de nomes, e da lei que entre vós há, vede-o vós mesmos; porque eu não quero ser juiz dessas coisas.

E expulsou-os do tribunal”. Atos 18: 12-16

Em consequência da rejeição, por parte de Gálio, o Procônsul da Acaia, da acusação dos judeus ao Apóstolo Paulo, os gregos agrediram o principal da Sinagoga, Sóstenes, isso de acordo com o texto, há, por parte de alguns estudiosos, outra versão sobre quem agrediu Sóstenes, ficamos com o texto.

“Então todos os gregos agarraram Sóstenes, principal da sinagoga, e o feriram diante do tribunal; e a Gálio nada destas coisas o incomodava”. Atos 18:17

Estes fatos mostraram ao Apóstolo Paulo que Deus estava ao seu lado e ele o protegeria em várias circunstâncias, somente deveria crer nele, ter fé e confiança.

David J. Willian comenta: “De tudo isso, algo positivo talvez tenha sobrevindo a Paulo. Ele deve ter percebido pela primeira vez o potencial total da proteção oferecida pelo estado romano. Se essa proteção era oferecida aqui, como seria na própria Roma? Assim foi que o Espírito teria semeado a semente de uma ideia que gradualmente se tornou o grande objetivo de Paulo”, pregar em Roma.

Ficou em Corinto mais alguns dias, porém sentiu desejo de voltar a Jerusalém.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 05/12/2021


Viagem ao Lar Celestial

A proteção de Deus ao Apóstolo Paulo em Corinto e o retorno a Jerusalém e Antioquia da Pisidia.

Atos dos Apóstolos 18: 18

A promessa divina feita ao Apóstolo Paulo, através de uma visão do Senhor, segundo a qual ninguém faria mal a ele, teve um cumprimento notável, a proteção indireta do procônsul da Acaia, Gálio, que não aceitou a denúncia feita pelos judeus contra o Apóstolo Paulo e os expulsou do fórum, trouxe uma certa tranquilidade ao Apóstolo o que fez para ele ficar mais alguns dias em Corinto.

“E disse o Senhor em visão a Paulo: Não temas, mas fala, e não te cales;

Porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade”. Atos 18:9,10

Gálio foi procônsul da Acaia no período de julho de 51 d.c a julho de 52 d.c, seu nome primitivo era Marcos Aneu Novato, filho de Sêneca, o retórico, irmão de Mela (pai de Lucânio, o poeta), e de Sêneca, o filósofo estóico e, durante algum tempo, tutor de Nero. Nasceu na Espanha, e foi a Roma durante o reinado de Tibério; sendo adotado pela família do amigo de seu pai, Lúcio Júnio Gálio, assumindo o nome de seu pai adotivo (agora ele era Lúcio Júnio Gálio Aneu).

Todos quantos conheceram Gálio falaram bem dele, em termos elogiosos. (1)

“E Paulo, ficando ainda ali muitos dias, despediu-se dos irmãos, e dali navegou para a Síria, e com ele Priscila e Áquila, tendo rapado a cabeça em Cencréia, porque tinha voto”. Atos 18:18

O Apóstolo Paulo possuía, sem dúvida, gratidão a Deus pelos seus cuidados com ele em todo o tempo que percorreu, em suas duas viagens evangelísticas, várias cidades sofrendo em todas elas as maiores injúrias e o Senhor o livrou, sentiu-se devedor, fez um voto, ir a Jerusalém oferecer um sacrifício a Deus como Nazareno, rapou a cabeça e seguiu em direção a cidade santa, sendo acompanhado por Aquila e Priscila.

Há entre os estudiosos uma grande controvérsia sobre esse voto e o motivo tenha levado o Apóstolo em fazê-lo.

“Lumby escreve: “Por alguma razão, durante uma enfermidade ou em meio ao seu conflito em Corinto, ele fizera um voto sobre si mesmo semelhante aos votos dos nazireus (Nm 6.1-21)”.

O corte do cabelo marcava o final do voto. Como estes votos geralmente terminavam em Jerusalém, esta pode ter sido a razão da viagem de volta de Paulo na ocasião oferecer o seu cabelo no templo, como Lumby sugere”. (2)

“Tais votos, baseados do voto do nazireado de Números 6:1-21, aparentemente eram uma característica comum da piedade judaica (cp. 23:21-26; m. Nazir ). A conclusão do voto marcava-se pela cabeça rapada e pela oferta de sacrifícios no templo. (cp. Josefo, War 2.309-314). Parece que foi isso que Paulo fez em Cencréia, sem dúvida com o espírito de gratidão por tudo quanto Deus lhe havia feito em Corinto. A menção que Lucas faz dessas trivialidades pode ter a intenção de mostrar como eram infundados os ataques judaicos e judaico-cristãos contra Paulo, com base numa alegada antipatia do apóstolo pelas tradições judaicas”. (3)

“Alguns comentaristas como John Gill, Matthew Henry, João Calvino, creem que Paulo fez o voto de Nazireu, mas como alguém ciente que era livre da Lei.

New People’s Testament diz:

“O porquê de ele ter feito o voto, por quanto tempo, e o que rapar a cabeça tem a ver com isso são questões de conjectura. O voto de nazireu requeria o rapar da cabeça em Jerusalém e o cabelo cortado oferecido no templo. Este não podia ser o voto de nazireu.” (4)

A fé de Paulo em Jesus não havia diminuído em nada o fato de ele ser judeu.

Foram para Cencreia.

“Cencreia era um porto de Corinto no lado egeu do istmo; ali também havia templos de ísis, Ártemis, Afrodite, Asclépio e Poseidon. Viajar de navio era mais fácil, rápido e barato que por terra”. (5)

“E chegou a Éfeso, e deixou-os ali; mas ele, entrando na sinagoga, disputava com os judeus.

E, rogando-lhe eles que ficasse por mais algum tempo, não conveio nisso.

Antes se despediu deles, dizendo: É-me de todo preciso celebrar a solenidade que vem em Jerusalém; mas querendo Deus, outra vez voltarei a vós. E partiu de Éfeso”. Atos 18:19-21

Era desejo do Apóstolo pregar em Éfeso, algum tempo atras, o foi impedido pelo Espírito Santo fazê-lo, porém a pressa de chegar a Jerusalém, não lhe deu possibilidade de ficar mais tempo na cidade.

Aquila e Priscila ficaram em Éfeso, onde fixaram residência, de acordo com D. L. Moody, Beacon, citando Alexander, considera isto um tipo de parêntesis: “Como se ele tivesse dito: Áquila e Priscila não foram adiante, deixando Paulo completar sua viagem sozinho, mas somente depois de ter ido à sinagoga, onde se dirigiu aos judeus mostrando como estava longe de ter abandonado o desejo e a esperança da sua salvação”

Éfeso era principal cidade da província romana da Asia, o Apóstolo Paulo segue em direção a Jerusalém.

“E, chegando a Cesaréia, subiu a Jerusalém e, saudando a igreja, desceu a Antioquia”. Atos 18: 22

A estadia do Apóstolo na cidade de Jerusalém foi curta, porém deu para ele sentir as necessidades da Igreja e procurou auxílio.

Desceu a Antioquia, uma Igreja missionária, a que o indicou a missão evangelística, ficou algum tempo ali, não há precisão de quanto tempo permaneceu na cidade, porém o espírito indomável do Apóstolo o fez partir para a terceira viagem missionária.

Louvado seja o Senhor Deus. a ele todo louvor, poder, honra e Glória

Original de Edgard Neves – Saquarema – rio de Janeiro – Brasil – 12/12/2021

Referências Bibliográficas:

Citado por David J. Willian - Sêneca, Epistles 104.1; Plínio, Natural History 21.33; Tácito, Armais 15.73; Dio Cassio, Roman History 61.35. (1; 3)

Beacon/CPAD – (2)

Bible.org-(4)

Craig S. Keener/Com.Hist.Cult.Bib/Vida Nova –(5)

Viagem ao Lar Celestial

A Terceira viagem do Apóstolo Paulo e a chegada de Apolo em Éfeso.

Atos 18: 23-28

O Apóstolo Paulo permaneceu em Antioquia da Síria por um período não conhecido, porquanto o texto não informa.

Sentindo a necessidade de visitar as Igrejas e confirmar o andamento dos trabalhos delas, seguiu o seu caminho, antes esperou a primavera por ser mais seguro a viagem, no inverno as estradas eram intransitáveis.

“Beacon cita Bruce diz: ’’Nestes dois versículos e em 19.1, está compreendida uma viagem de 2.400 quilômetros. Veja como Lucas consegue rapidamente cobrir este terreno, ao descrever uma viagem em que não acompanhou Paulo”. (1)

“David L. Willian opina que o Apóstolo tenha ficado até a primavera seguinte (53 d.C.?)”. (2)

“E, estando ali algum tempo, partiu, passando sucessivamente pela província da Galácia e da Frígia, confirmando a todos os discípulos”. Atos 18:23

Tendo passado pela província da Galácia e da Frigia, a saber, a região do sul da Galácia, numa linha quase direta com Éfeso.

De acordo com a citação do versículo ele teria visitado todas as cidades de suas viagens anteriores: Derbe, Listra, Icônio e Antioquia, pregando “sucessivamente e confirmando a todos os discípulos”.

Parece que o Apóstolo Paulo não teve um companheiro durante essa viagem até Éfeso.

Lucas, o autor do livro de Atos dos Apóstolos, dá uma pausa no relato sobre a peregrinação do Apóstolo Paulo e apresenta a chegada de um judeu em Éfeso vindo de Alexandria, eloquente e conhecedor das Escrituras.

“E chegou a Éfeso um certo judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloquente e poderoso nas Escrituras.

Este era instruído no caminho do Senhor e, fervoroso de espírito, falava e ensinava diligentemente as coisas do Senhor, conhecendo somente o batismo de João”. Atos 18: 24-25

Apolo era judeu, natural de Alexandria, cidade egípcia, fora fundada por Alexandre, o Grande, a qual deu seu próprio nome, Apolo era um homem eloquente e poderoso nas Escrituras.

Alguns estudiosos informam que peregrinos judeus vindos do Egito tenham tido contato com Jesus e com os ensinos de João Batista, sem, contudo, conhecer sobre a morte, ressurreição de Jesus e o Pentecoste, interpretam essas palavras: “os caminhos do Senhor” com relação aos ensinos de João Batista.

“Beacon citando Alexander diz: Alexander escreve: “O caminho do Senhor é uma frase usada em outras passagens apenas em relação ao ministério de João Batista como precursor de nosso Senhor. Como o batismo de João está expressamente mencionado na última frase, tem sido sugerido, e não seria de todo impossível, que aqui ele está significando a religião ensinada por João, i.e., a doutrina da vinda de um Messias cujo reino está prestes a se revelar”. (3)

“Ele começou a falar ousadamente na sinagoga; e, quando o ouviram Priscila e Aquila, o levaram consigo e lhe declararam mais precisamente o caminho de Deus”. Atos 18:26

A grande importância em termos nas nossas Igrejas pessoas conhecedoras do Evangelho de Cristo, para numa ocasião como esta, semelhante a de Apolo, poderem instruir aqueles que não conhecem profundamente a respeito de Jesus.

Foi o que Priscila e Aquila fizeram, convidaram Apolo, provavelmente a sua casa, e ensinaram o caminha do Senhor, dissertando sobre o advento, vida, sofrimento, morte, sepultamento, ressurreição, assunção aos céus e o derramamento do Espírito Santo.

Deus chama os seus servos para a missão evangelística, porém os capacita para cumprirem com correção a sua Palavra. 

“Segundo este entendimento da frase, é concebível que a fé que Apolo possuía já lhe houvesse trazido o dom do Espírito, antes que recebesse o batismo cristão; ou mesmo que ele não houvesse recebido esse rito cristão, seu batismo anterior teria sido considerado suficiente à vista de seus dons carismáticos (veja G. W. H. Lampe, The Seal ofthe Spirit [Londres: Longmans, Green, 1951]”. (4)

“Querendo ele passar à Acaia, o animaram os irmãos, e escreveram aos discípulos que o recebessem; o qual, tendo chegado, aproveitou muito aos que pela graça criam”. Atos 18: 27

Apolo já instruído no verdadeiro caminho do Senhor e desejando ir a Acaia, Corinto, os irmãos de Éfeso o animaram, deram-lhe carta de apresentação, ele, então, aproveitou muito e pela graça criam, a sua ida foi muito proveitosa aos Coríntios.

Deus em suas misericórdias conhece a necessidade do seu campo missionário e para lá envia homens abnegados, cultos, instruídos no seu evangelho assim a expansão do cristianismo cresce em qualidade.

“Porque com grande veemência, convencia publicamente os judeus, mostrando pelas Escrituras que Jesus era o Cristo”. Atos 18:28

“Apolo era um homem de letras com um zelo pelo Senhor e um talento para a pregação. Ele trabalhou na obra do Senhor, ajudando o ministério dos apóstolos e edificando fielmente a igreja. Sua vida deve encorajar cada um de nós a crescer "na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo" (2 Pedro 3:18) e usar nossos dons dados por Deus para promover a verdade”. (5)

A última nota a respeito do evangelista Apolo encontra-se na carta a Tito, o Apóstolo Paulo pede que se dê apoio a ele, provavelmente em Creta.

"Encaminha com diligência Zenas, o intérprete da lei, e Apolo, a fim de que não lhes falte coisa alguma". Tito 3:13

Para alguns o livro de Hebreus tenha sido escrito por ele, mas não há confirmação sobre isso.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele seja todo louvor, poder e Glória.

Origina de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 19/12/2021

Referências Bibliográficas:

Beacon/CPAD – (1;3)

David L. Willian/VidaNova – (2;4)

Gotquestion.org – (5)


Viagem ao Lar Celestial

O Apóstolo Paulo em Éfeso

Atos dos Apóstolos 19: 1-11

O Apóstolo Paulo saiu de Corinto e Apolo saiu de Éfeso, coincidentemente, não há referência se houve acordo entre eles, a vinda de Paulo a Éfeso foi por terra e pelo caminho das montanhas, pois era mais direto e de temperatura amena, não há um consenso sobre a frase: “as regiões superiores”, por não haver essa citação em outras passagens bíblicas.

“E sucedeu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso; e achando ali alguns discípulos”. Atos 19:1

Acredita-se que essa passagem por regiões superiores tenha sido para confirmar as Igrejas dessas regiões.

Chegando a Éfeso encontrou alguns discípulos, em número de doze, creem-se que esses discípulos sejam adeptos ou estudantes de João o Batista. Esses discípulos, semelhante a Apolo, conheciam as Escrituras, porém não conheciam nada sobre o ministério do Espírito Santo, apenas o conhecimento superficial sobre Jesus, sem conhecer o advento do Messias, vida, sofrimento, morte, ressurreição, ascensão ao Reino dos Céus e derramamento do Espírito Santo em pentecoste.

“Disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo”. Atos 19: 2

Sobre a pergunta do Apóstolo Paulo a estes discípulos: “Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes?”

Porquanto é corrente o recebimento do Espírito Santo logo ao crer em Jesus e o batismo cristão, por ordem do Mestre, incluía a citação do nome dos componentes da Trindade:

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém!”. Mateus 28: 19-20

O Apóstolo observou que o conhecimento deles era incompleto.

Perguntou-lhes outra vez:

“Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados então? E eles disseram: No batismo de João”. Atos 19: 3

João Batista era a voz do deserto, o precursor do ministério de Jesus, ele preparava os homens e as mulheres para a vinda do Messias ao mundo, precisavam preparar-se para esse momento crucial do Evangelho, arrependendo-se e crendo na salvação em Cristo Jesus.

“Apareceu João batizando no deserto, e pregando o batismo de arrependimento, para remissão dos pecados.

E toda a província da Judéia e os de Jerusalém iam ter com ele; e todos eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados”. Marcos 1: 4-5

Acreditamos que o Apóstolo tenha dissertado com mais detalhes sobre o batismo de João e sobre o Espírito Santo, não tão sucinto assim como o apresentado por Lucas.

“Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo”. Atos 19: 4

Tendo eles compreendido a mensagem do Apóstolo Paulo e como haviam anteriormente crido em Jesus, o Apóstolo achou que era momento de serem batizado em nome da Trindade.

“E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus.

E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam.

E estes eram, ao todo, uns doze homens”. Atos 19:2-7

De acordo com D.L.Moody “Isto não descreve um novo Pentecostes, mas uma extensão da experiência do Pentecostes para incluir todos os crentes. Nenhum significado especial deve ser buscado na imposição das mãos de Paulo para o recebimento do Espírito. Esta experiência, como aquela de Pedro e João na Samaria (8:16, 17) tem a intenção de demonstrar a unidade da Igreja. Uma vez que os crentes são batizados por um Espírito em um corpo (I Co. 12:13).

Não vem a caso discutir se esses discípulos eram ou não cristãos antes de Paulo se encontrar com eles, como também é fútil questionar se os apóstolos eram salvos antes do Pentecostes. Eram discípulos de Jesus, mas com um conhecimento incompleto do

Evangelho”. (1) m

Após estes acontecimentos o Apóstolo, como era seu costume, passou a ensinar e pregar na Sinagoga aos judeus e gentios prosélitos.

“E, entrando na sinagoga, falou ousadamente por espaço de três meses, disputando e persuadindo-os acerca do reino de Deus”. Atos 19:8

Os propósitos de Deus estão acima da nossa percepção, o Apóstolo passou três meses disputando e persuadindo os judeus e os prosélitos acerca do reino de Deus, porém, parece-nos não havia progresso na expansão do Evangelho ali em Éfeso, Deus então agiu ao seu modo, fechou o coração dos judeus e passaram a contestar o Apóstolo dificultando sua missão evangelística, ele, então, foi para uma escola de um certo Tirano, não se tem informação dessa escola, ou de Tirano, nem se o espaço era alugado, deduz-se que sim.

“Mas, como alguns deles se endurecessem e não obedecessem, falando mal do Caminho perante a multidão, retirou-se deles, e separou os discípulos, disputando todos os dias na escola de um certo Tirano.

E durou isto por espaço de dois anos; de tal maneira que todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus, assim judeus como gregos”. Atos 19: 9-10

“O texto ocidental traz um aditamento em que se pode deduzir que Paulo fazia suas reuniões entre a quinta e a décima hora, todos os dias (das onze da manhã às dezesseis horas). A esta hora talvez a maior parte das pessoas estivesse repousando de seu trabalho (cp. Martial, Epigrams 4.8), inclusive o próprio Paulo, pois sabemos que ele trabalhava para seu próprio sustento em Éfeso (20:34; 1 Coríntios 4:12) e, à semelhança de outros profissionais e artesãos, começaria seu trabalho antes de o sol nascer”. (2) w

Deus agiu extraordinariamente, com a evangelização na escola de Tirano e adjacências, o evangelho expandiu-se por todas aquelas províncias, sendo Éfeso uma cidade onde vinham multidões de pessoas, por motivo de seu comércio, ou para festas e os espetáculos romanos ou para adorar a deusa de Éfeso.

Isso contribuiu para a expansão do Evangelho, muitos que afluíam a cidade, ouviam as mensagens de Paulo, se convertiam e ao retornar para os seus locais de residência levavam a mensagem de Cristo, surgindo Igrejas nessas provinciais.

“E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias”. Atos 19:11

“Por este ou aquele método de trabalho (a pregação missionária direta, ou o regresso ao lar de convertidos em trânsito por Éfeso), estabeleceram-se as igrejas de Colossos, Laodicéia e Hierápolis, no vale do Lycus, e talvez outras da Ásia”. (3)w

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 26/12/2021

Referências bibliográficas:

D.L.Moody/CPAD – (1)

David L. Willian/NovaVida – (2;3)

Viagem ao Lar Celestial

O Apóstolo Paulo em Éfeso e os exorcistas

Atos dos Apóstolos 19: 10

O Apóstolo Paulo permaneceu na cidade de Éfeso pelo período de dois anos e ensinava, pregava, falava de Cristo por várias cidades, fez extraordinários milagres, prodígios e sinais.

“E durou isto por espaço de dois anos; de tal maneira que todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus, assim judeus como gregos.

E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias”. Atos 19: 10-11

Éfeso era a capital romana da Ásia, onde residia o

Procônsul.  Era um importante centro comercial e

cambial, com um porto movimentado, e desfrutava de grande prosperidade.

O Apóstolo Paulo fez de Éfeso o centro da evangelização de toda Asia, foram organizadas igrejas em Colossos, Laodicéia e Hierápolis e outras igrejas.

Deus usou o Apóstolo Paulo poderosamente e por suas mãos fez maravilhas extraordinárias, tendo os moradores e quicas de outras cidades, usarem peças de uso pessoal do Apóstolo, como aventais e lenços, para passar sobre os doentes e endemoninhados, eles eram curados por Deus.

“De sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos saíam”. Atos 19:12

Este acontecimento chamou atenção de alguns ambulantes, exorcistas Judeus, a busca de publicidade ou auxílio financeiro.

“E alguns dos exorcistas judeus ambulantes tentavam invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que tinham espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por Jesus a quem Paulo prega.

E os que faziam isto eram sete filhos de Ceva, judeu, principal dos sacerdotes”. Atos 19: 13-14

Não se sabe nada sobre o sacerdócio de Ceva, não há registro do seu nome na comunidade dos sacerdotes em Jerusalém, acredita-se seja um apóstata.

Havia muitos judeus que se autointitulavam possuidores do poder de expulsar os demônios. Flávio Josefo, historiador judeu do primeiro século, diz que a prática de exorcismo realizada pelos judeus era bem aceita pela população. (Antiguidade)

“Há uma passagem notável em Justino, o mártir, na qual ele se queixa de que os exorcistas judeus, como uma classe, haviam adotado as mesmas práticas mágicas e superstições dos pagãos (Diálogo 85)”. (1)

“Respondendo, porém, o espírito maligno, disse: Conheço a Jesus, e bem sei quem é Paulo; mas vós quem sois?

E, saltando neles o homem que tinha o espírito maligno, e assenhoreando-se de todos, pôde mais do que eles; de tal maneira que, nus e feridos, fugiram daquela casa.

E foi isto notório a todos os que habitavam em Éfeso, tanto judeus como gregos; e caiu temor sobre todos eles, e o nome do Senhor Jesus era engrandecido.

E muitos dos que tinham crido vinham, confessando e publicando os seus feitos.

Também muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos e, feita a conta do seu preço, acharam que montava a cinquenta mil peças de prata.

Assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia”. Atos 19:15-20

Faltava a esses homens o poder do Espírito Santo, porém esse ocorrido fora deveras importante, pois os que creram, deixaram suas práticas de magia e passaram a seguir os ensinos do Evangelho que o Apóstolo ensinava, fez com os que exerciam as artes mágicas, desfazerem-se de seus livros e amuletos.

Após estes acontecimentos, o Apóstolo sentiu em seu espírito o desejo de ir a Roma, entretanto precisava rever as Igrejas da Macedônia e Acaia e auxiliar a Igreja de Jerusalém em suas necessidades materiais.

“E, cumpridas estas coisas, Paulo propôs, em espírito, ir a Jerusalém, passando pela Macedônia e pela Acaia, dizendo: Depois que houver estado ali, importa-me ver também Roma.

E, enviando à Macedônia dois daqueles que o serviam, Timóteo e Erasto, ficou ele por algum tempo na Ásia”. Atos 19: 21-22

Deus age no momento certo, como impulsionar a ida do Apóstolo num imperativo para sua viagem, sem deixar dúvidas de sua vontade, para isso ocorreu um tumulto em Éfeso pelos ourives e artesões, com receio das pregações do Apóstolo vir diminuir seus ganhos nas confecções de imagens da deusa Diana.

“E, naquele mesmo tempo, houve um não pequeno alvoroço acerca do Caminho.

Porque um certo ourives da prata, por nome Demétrio, que fazia de prata nichos de Diana, dava não pouco lucro aos artífices,

Aos quais, havendo-os ajuntado com os oficiais de obras semelhantes, disse: Senhores, vós bem sabeis que deste ofício temos a nossa prosperidade;

E bem vedes e ouvis que não só em Éfeso, mas até quase em toda a Ásia, este Paulo tem convencido e afastado uma grande multidão, dizendo que não são deuses os que se fazem com as mãos.

E não somente há o perigo de que a nossa profissão caia em descrédito, mas também de que o próprio templo da grande deusa Diana seja estimado em nada, vindo a ser destruída a majestade daquela que toda a Ásia e o mundo veneram.

E, ouvindo-o, encheram-se de ira, e clamaram, dizendo: Grande é a Diana dos efésios.

E encheu-se de confusão toda a cidade e, unânimes, correram ao teatro, arrebatando a Gaio e a Aristarco, macedônios, companheiros de Paulo na viagem.

E, querendo Paulo apresentar-se ao povo, não lho permitiram os discípulos.

E também alguns dos principais da Ásia, que eram seus amigos, lhe rogaram que não se apresentasse no teatro.

Uns, pois, clamavam de uma maneira, outros de outra, porque o ajuntamento era confuso; e os mais deles não sabiam por que causa se tinham ajuntado.

Então tiraram Alexandre dentre a multidão, impelindo-o os judeus para diante; e Alexandre, acenando com a mão, queria dar razão disto ao povo.

Mas quando conheceram que era judeu, todos unanimemente levantaram a voz, clamando por espaço de quase duas horas: Grande é a Diana dos efésios”. Atos 19: 23-34

“Éfeso era a sede da adoração da grande deusa Diana (Ártemis, o equivalente grego). Diana não era a deusa grega tradicional que leva esse nome, mas a antiga deusa-mãe da Ásia Menor, comumente conhecida por Cibele. O templo de Diana, cujos

alicerces foram descobertos, era uma das sete maravilhas do mundo antigo”. (2)

O tumulto tomou proporções enorme, chegou numa situação que muitos não sabiam o que estava ocorrendo.

“Então o escrivão da cidade, tendo apaziguado a multidão, disse: Homens efésios, qual é o homem que não sabe que a cidade dos efésios é a guardadora do templo da grande deusa Diana, e da imagem que desceu de Júpiter?

Ora, não podendo isto ser contraditado, convém que vos aplaqueis e nada façais temerariamente;

Porque estes homens que aqui trouxestes nem são sacrílegos nem blasfemam da vossa deusa.

Mas, se Demétrio e os artífices que estão com ele têm alguma coisa contra alguém, há audiências e há procônsules; que se acusem uns aos outros;

E, se alguma outra coisa demandais, averiguar-se-á em legítima assembleia.

Na verdade, até corremos perigo de que, por hoje, sejamos acusados de sedição, não havendo causa alguma com que possamos justificar este concurso.

E, tendo dito isto, despediu a assembleia”. Atos 19:35-41

Demétrio não continuou com sua acusação, tudo voltou ao normal, parece-nos ter sido uma ação de Deus para encorajar o Apóstolo em seu propósito de viajar, passando por Macedônia, Acaia e Jerusalém.

Louvado seja o Senhor Deus, a todo o louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 02/01/2022.

Referência bibliográfica

D.L.Moody/CPAD-(1)

David L. Willian/VidaNova-(2)


Viagem ao Lar Celestial

Viagem do Apóstolo Paulo levando suprimento para a Igreja em Jerusalém.

Atos dos Apóstolos 20: 1

Era desejo do Apóstolo Paulo ir a Jerusalém e depois a Roma, porém permaneceu ainda algum tempo em Éfeso.

“Assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia.

E, cumpridas estas coisas, Paulo propôs, em espírito, ir a Jerusalém, passando pela Macedônia e pela Acaia, dizendo: Depois que houver estado ali, importa-me ver também Roma.

E, enviando à Macedônia dois daqueles que o serviam, Timóteo e Erasto, ficou ele por algum tempo na Ásia”. Atos 19:20-22 

Deus age no coração do homem e da mulher imperativamente sem dar-lhes motivos para recuo e no momento certo faz o que lhe apraz.

O Apóstolo Paulo desejava ir a Jerusalém e depois a Roma, durante sua permanência em Éfeso não houve uma ocasião propícia para cumprir o seu desejo de viagem, surgiu, então, um tumulto na cidade pelos artesãos de imagens da deusa Diana, pressupondo que as pregações e mensagens sobre Jesus destruiria o culto a deusa e prejudicaria o comércio de suas imagens, prevendo a derrubada do templo, esse templo era considerado uma das sete maravilhas do mundo, isso foi o estopim para realizar sua viagem.

“E, depois que cessou o alvoroço, Paulo chamou a si os discípulos e, abraçando-os, saiu para a macedônia”. Atos 20:1

Deus deu condições ao Apóstolo realizar sua viagem à Jerusalém, levando auxílio beneficente e financeiro aos necessitados judeus e gentios cristão.

O Apóstolo enviou, antes de sua viagem, dois dos seus aliados, Timóteo e Erasto, para a Macedônia fazer a coleta das ofertas e auxílios para levar quando passasse por aqueles locais.

Timóteo já o conhecemos, foi o jovem convertido pelo Apóstolo Paulo, parece-nos em Listra, em uma de suas primeiras viagens e seu companheiro em outras tantas, fora ensinado por sua mãe, Eunice, e vó Loide, acerca das Escrituras Sagradas e do Messias.

Erasto foi administrador e tesoureiro em Corinto.

“Se essa é a mesma pessoa, talvez Erasto tenha sido 0 aedile, ou comissário de obras públicas, em Corinto durante um tempo. Nesse caso, a passagem

deixa claro que a posição de uma pessoa no reino e no mundo não é avaliada conforme o mesmo padrão”. (1)

“A passagem de Erasto pela antiga cidade de Corinto, foi confirmada por arqueólogos da Escola Americana de Estudos Clássicos de Atenas, em 1929 e 1947, quando, ao ser escavado um caminho datado do primeiro século da Era Cristã, foram encontrados nele uma praça e um bloco de pedra calcária contendo a seguinte inscrição: Erasto, Comissão de Obras Pública”. (2)

Algumas características marcantes do caráter do Apóstolo Paulo, ele preocupava-se em demasia com seus ensinos, discípulos, cooperadores, auxiliares e líderes das Igrejas, sempre que partia em missão evangelística para um outro local, convidava os que ficariam em seus locais de trabalho, encorajava-os, dava as últimas informações e partia, de tempo em tempo voltava para certificar-se do trabalho de cada um e no possível coletava auxílios para os necessitados de outras Igrejas.

Estava a caminho de Jerusalém.

“E, havendo andado por aquelas terras, exortando-os com muitas palavras, veio à Grécia.

E, passando ali três meses, e sendo-lhe pelos judeus postas ciladas, como tivesse de navegar para a Síria, determinou voltar pela macedônia”. Atos 20: 2-3

O Apóstolo chegou a Grécia, ficando ali três meses em decorrência do inverno, fez de Corinto sua base nesse período.

Há pessoas que ficam curiosas como Deus fala aos seus servos, uma delas é a intuição.

O Apóstolo viajaria da Grécia para Síria de navio, observou que havia muitas pessoas para viajar, muitas delas judeus que estavam indo para Jerusalém, pois estava próximo à Páscoa, o navio estava cheio de judeus, soube-se de uma armadilha contra ele, não se sabe ao certo o motivo, se pelo fato do Apóstolo estar com o auxílio financeiro em espécime ou por suas implicações com o caminho, pregações.

O Apóstolo decidiu seguir pela estrada, voltou a Macedônia, não temos informações qual o meio de locomoção, se a pé, a cavalo ou camelo.

“E acompanhou-o, até à Ásia, Sópater, de Beréia, e, dos de Tessalônica, Aristarco, e Segundo, e Gaio de Derbe, e Timóteo, e, dos da Ásia, Tíquico e Trófimo.

Estes, indo adiante, nos esperaram em Trôade.

E, depois dos dias dos pães ázimos, navegamos de Filipos, e em cinco dias fomos ter com eles a Trôade, onde estivemos sete dias”. Atos 20: 4-6

Pelo relato paralelo dos estudiosos, os mestres judaicos viajavam sempre acompanhados de seus discípulos para Jerusalém levando suas ofertas e impostos do Templo, o Apóstolo tendo optado seguir viagem pela estrada foi acompanhado pelos representantes das comunidades cristãs adjacentes aqueles locais que enviaram suas ofertas aos judeus e gentios em Jerusalém.

Parece-nos ser desejo do Apóstolo está em Jerusalém durante as festas da Páscoa, mas o Espírito Santo não permitiu, porquanto perdeu-se muito tempo, na Grécia três meses por motivo do inverno, no retorno da Grécia a Macedônia, em Filipos foram para Trôades levaram cinco dias, em Trôades ficaram sete dias. Com essa demora poder-se-ia chegar a Jerusalém nas festas de Pentecoste, mais apropriada aos cristãos, pois foi o início do Ministério do Espírito Santo.

“E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e prolongou a prática até à meia-noite.

E havia muitas luzes no cenáculo onde estavam juntos.

E, estando um certo jovem, por nome Eutico, assentado numa janela, caiu do terceiro andar, tomado de um sono profundo que lhe sobreveio durante o extenso discurso de Paulo; e foi levantado morto.

Paulo, porém, descendo, inclinou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: Não vos perturbeis, que a sua alma nele está.

E subindo, e partindo o pão, e comendo, ainda lhes falou largamente até à alvorada; e assim partiu.

E levaram vivo o jovem, e ficaram não pouco consolados”. Atos 20: 7-12

Em Trôades foi realizada a ceia do Senhor no partir do pão, interessante que foi feita no primeiro dia da semana, há dúvida se esse dia se refere ao calendário judaico ou romano, se romano:

“Neste evento, parece que a igreja havia já transformado o "domingo" em seu dia de reuniões”. (3)

“Embora alguns cristãos primitivos talvez se reunissem todos os dias, em algum momento começaram a se encontrar especialmente no primeiro dia da semana (domingo), provavelmente por ser a data da ressurreição, bem como para evitar conflitos com as reuniões da sinagoga, que

ocorriam no sábado”. (4)

O Apóstolo socorreu o jovem, estando tudo bem, retornou a prédica e pela manhã seguiu viagem.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 09/01/2022

Referências Bibliográficas:

Craig S Reener-Com.Hist.Cult.daBíblia/NovaVida-(1;4)

www.aprendendocomosgrandes.blogspot.com.br-(2)

David J. Willians/NovaVida-(3)

 Viagem ao Lar Celestial.

Viagem do Apóstolo Paulo de Trôade a Mileto.

Atos dos Apóstolos 20: 5-17

O Apóstolo Paulo estava em Éfeso e propôs no coração ir a Roma, mas antes, passaria por Jerusalém, levaria auxílios para os necessitados da Igreja, despediu-se dos irmãos e seguiu em direção a Macedônia, visitou várias Igrejas durante o percurso, chegou a Grécia, ficou ali três meses, quando prontificou-se ir para a Síria, descobriu que os judeus haviam armados uma armadilha contra si, voltou para a Macedônia, foi acompanhado por líderes das Igrejas daquelas províncias até a Asia, chegou a Trôades, passou por Filipos, onde Lucas agregou-se a eles.

“Estes, indo adiante, nos esperaram em Trôade.

E, depois dos dias dos pães ázimos, navegamos de Filipos, e em cinco dias fomos ter com eles a Trôade, onde estivemos sete dias”. Atos 20: 5-6

No primeiro dia da semana reuniram-se para a ceia do Senhor e ouvir a mensagem do Apóstolo, o local onde estavam, havia muitas luzes, essas luzes eram provenientes de velas, ou lamparinas, estava cheio o cenáculo e o Apóstolo alongou o seu sermão até meia noite.

“E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e prolongou a prática até à meia-noite.

E havia muitas luzes no cenáculo onde estavam juntos”. Atos 20: 7-8

Um jovem de nome Eutico estava sentado no peitoral da janela, provavelmente o local estava bastante quente, o calor da presença das pessoas, a fumaça das lamparinas e o discurso do Apóstolo, proporcionou ao jovem letargia, dormiu e caiu da janela do terceiro andar do prédio, dando-o como morto, há uma discussão sobre se ele morreu, ou fora dado como morto.

“Rackam: Eutico caiu do terceiro andar... e foi levantado morto” (cf. RSV). O texto grego não diz “como morto” (Phillips) ou “como se estivesse morto” (NEB). (1) 

“E, estando um certo jovem, por nome Eutico, assentado numa janela, caiu do terceiro andar, tomado de um sono profundo que lhe sobreveio durante o extenso discurso de Paulo; e foi levantado morto.

Paulo, porém, descendo, inclinou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: Não vos perturbeis, que a sua alma nele está.

E subindo, e partindo o pão, e comendo, ainda lhes falou largamente até à alvorada; e assim partiu.

E levaram vivo o jovem, e ficaram não pouco consolados”. Atos 20: 9-12

De acordo com o texto o jovem foi levantado morto, o Apóstolo Paulo desceu a escadaria do prédio, o abraçou, com o abraço e o contato com o corpo do jovem, fê-lo voltar a vida.

Retornou ao cenáculo, partiu o pão, para muitos a ceia do Senhor, como precisava viajar no outro dia, o tempo era escasso, prolongou sua mensagem até o amanhecer e partiu.

O jovem foi entregue a família vivo e muito os consolaram.

“Nós, porém, subindo ao navio, navegamos até Assôs, onde devíamos receber a Paulo, porque assim o ordenara, indo ele por terra”. Atos 20:13

Especula-se que o Apóstolo não fora com Lucas e os companheiros, por não se sentir bem nesse tempestuoso mar, eles contornariam o Cabo Lectum. Enquanto o Apóstolo caminharia aproximadamente trinta quilômetro até Assôs.

A viagem pelo mar era duas vezes mais longa, talvez o motivo de Paulo tenha preferido dispor de algum tempo para uma tranquila meditação enquanto caminhava sozinho.

“E, logo que se ajuntou conosco em Assôs, o recebemos, e fomos a Mitilene”. Atos 20:14

Mitilene era a capital de Lesbos, Safo e Alceu eram contemporâneos, nativos de Mitilene em Lesbos e aristocratas afetados pelas lutas de poder locais, mas, além disso, eles tinham pouco em comum - exceto o mais importante: o dom para escrever poesia lírica. Safo era poetisa e Alceu um poeta guerreiro.

Mitilene estava a cerca de 50 quilômetros de distância de Mileto. Ela foi descrita por Cícero como nobre, por Horácio como bela, e por Vitrúvio

como magnífica.

 “E, navegando dali, chegamos no dia seguinte defronte de Quios, e no outro aportamos a Samos e, ficando em Trogílio, chegamos no dia seguinte a Mileto.

Porque já Paulo tinha determinado passar ao largo de Éfeso, para não gastar tempo na Ásia. Apressava-se, pois, para estar, se lhe fosse possível, em Jerusalém no dia de Pentecostes”. Atos 20: 15-16

“Samos. Esta ilha, situada a sudoeste de Efeso, era famosa por ser a terra natal de Pitágoras”. (2)

De Mileto a Éfeso por terra era de mais de cinquenta quilômetros.

“No dia seguinte, eles chegaram a Mileto. Esse lugar, famoso por ser o berço de Tales, havia sido anteriormente uma importante cidade comercial da Ásia Menor; mas tinha sido agora ultrapassada por Éfeso, que ficava aproximadamente a 50 quilômetros de distância”. (3)

“Tales de Mileto, provavelmente descendente de fenícios, nasceu na antiga colônia grega Mileto, região da Jônia, atual Turquia, por volta de 623 ou 624 a.C. Tales de Mileto foi um importante pensador, filósofo e matemático grego pré-socrático. É considerado, por alguns, o "Pai da Ciência" e da "Filosofia Ocidental".

Suas principais ideias expandiram os horizontes teóricos nas áreas da matemática, filosofia e astronomia. Para ele, a água era o principal elemento da natureza e a essência de todas as coisas”. (4)

“E de Mileto mandou a Éfeso, a chamar os anciãos da igreja”. Atos 20:17

Os mensageiros do Apóstolo a Éfeso teriam de viajar rapidamente para chegar no terceiro dia de Paulo em Mileto, fazer essa viagem seria um grande sacrifício para eles.

“Entretanto, a missão de Paulo em Jerusalém era urgente; ele precisava levar a oferta a Jerusalém durante as festas de Pentecoste, quando a cidade estivesse cheia e esse auxílio aos necessitados da Igreja ressoaria como símbolo da unidade étnica da igreja e seria em alto e bom som”. (5)

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 16/01/202

Referência Bibliográfica:

Beacon: RSV - A Revised Standard Version (sigla em inglês RSV) é uma tradução da Bíblia para o inglês publicada em 1952 pela Divisão de Educação Cristã do Conselho Nacional das Igrejas de Cristo nos EUA. Esta tradução em si é uma revisão da American Standard Version (ASV) de 1901 e pretendia ser uma tradução em inglês moderna legível e literalmente precisa que visava "preservar tudo o que …

Wikipedia · Texto sob CC-BY-SA licença NEB - New English Bible.

Beacon/CPAD-(1;2;3)

www.todamateria.com.br/-(4)

Craig S. Keener/Com.Hist.Cult.daBíblia/NovaVida-(5)


Viagem ao Lar Celestial

O Apóstolo Paulo em Mileto.

Exortação aos Anciãos de Éfeso.

Atos 20: 15-38

O Apóstolo Paulo chegou a Mileto, não desejou passar em Éfeso, por motivo dos efésios fazerem ele perder tempo em sua despedida, preferiu ficar em Mileto, enviou mensageiros a Éfeso, chamarem os Anciãos para seu último encontro e conselhos, considerava que os não veria mais, depois de a ir a Roma.

“E de Mileto mandou a Éfeso, a chamar os anciãos da igreja”. Atos 20:17

Quando os Anciãos chegaram, o Apóstolo iniciou o seu sermão, encorajamento, dizendo-lhes:

“E, logo que chegaram junto dele, disse-lhes: Vós bem sabeis, desde o primeiro dia em que entrei na Ásia, como em todo esse tempo me portei no meio de vós,

Servindo ao Senhor com toda a humildade, e com muitas lágrimas e tentações, que pelas ciladas dos judeus me sobrevieram;

Como nada, que útil seja, deixei de vos anunciar, e ensinar publicamente e pelas casas,

Testificando, tanto aos judeus como aos gregos, a conversão a Deus, e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo”. Atos 20:18-21

O comentário de Beacon e bastante significativo: “Paulo, reconhecendo rapidamente a importância estratégica dessa cidade líder da Ásia Menor, ficou preocupado em providenciar para que os anciãos da

igreja fossem orientados a preservar uma elevada pureza de doutrina e conduta. O fato de essa política ter dado um resultado positivo ficou comprovado pela posição que Éfeso ocupou nos tempos que se seguiram. O Dr. Cell, da Boston University School ofTheology, costumava dizer que, no segundo século, tudo que fosse determinado por Roma e pelas igrejas da Ásia Menor era considerado como da mais alta autoridade pela igreja em[EPN1]  geral”. (1)     

“E agora, eis que, ligado eu pelo espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que lá me há de acontecer,

Senão o que o Espírito Santo de cidade em cidade me revela, dizendo que me esperam prisões e tribulações.

Mas de nada faço questão, nem tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.

E agora, na verdade, sei que todos vós, por quem passei pregando o reino de Deus, não vereis mais o meu rosto”. Atos 20: 22-25

O Apóstolo possuía a convicção, por revelação do Espírito Santo, que sofreria perseguições e prisões durante a viagem e permanência em Jerusalém, mas estava convicto de ter pregado o Evangelho da Graça de Deus em todas as cidades em que passou. Por isso estava com alma limpa diante de Deus, em ter cumprido com alegria a carreira e o ministério recebido do Senhor Jesus.

“Portanto, no dia de hoje, vos protesto que estou limpo do sangue de todos.

Porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus”. Atos 20: 26-27

Significa “todo o plano da salvação, o que Deus oferece e o que Ele pede aos homens”. Inclui não só as doutrinas do “arrependimento a Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo”, mas também a regeneração e a completa santificação.

É preciso ter não só os pecados perdoados, mas também o coração purificado de todo o pecado e ser cheio do Espírito Santo. Deixar de pregar tudo isto é deixar de declarar todo o conselho de Deus. (2)

“Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.

Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho;

E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si.

Portanto, vigiai, lembrando-vos de que durante três anos, não cessei, noite e dia, de admoestar com lágrimas a cada um de vós”. Atos 20: 28-31

O Apóstolo admoesta os Anciãos no cuidado com eles mesmos, no apascentar as ovelhas, pois eles não foram por vontade própria ou por outros homens ordenados Bispos, mas pelo Espírito de Deus, para isso era necessário cuidar de si mesmo, do rebanho e da Igreja, porquanto foram resgatados pelo sangue de Cristo Jesus.

O Apóstolo apresenta duas situações que surgirão com sua partida, introdução de lobos vorazes de fora da Igreja, procurando levar os cristãos ao erro.

“Mestres heréticos chegariam depois que Paulo houvesse partido, e que desencaminhariam o povo. (3)

E outros da própria Igreja: “Phillips insiste na frase após si, traduzindo o texto como: “Tentando atrair os discípulos e torná-los seus próprios seguidores”. Aparentemente, o apóstolo está se referindo aos adeptos do judaísmo que já estavam trabalhando nessa área geral, como sabemos através da epístola aos gálatas. Na província da Ásia, as igrejas também estavam sendo ameaçadas pelas influências gnósticas. O fato de os anciãos de Éfeso terem sido beneficiados por esta advertência está implícito em Apocalipse 2.2”. (4)

“Agora, pois, irmãos, encomendo-vos a Deus e à palavra da sua graça; a ele que é poderoso para vos edificar e dar herança entre todos os santificados.

De ninguém cobicei a prata, nem o ouro, nem o vestuário.

Sim, vós mesmos sabeis que para o que me era necessário a mim, e aos que estão comigo, estas mãos me serviram.

Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos, e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber”. Atos 20:32-35

“Longe de exigir recompensa, o apóstolo jamais cobiçou prata, nem ouro, nem vestes. Estas eram formas tradicionais de riqueza no mundo antigo, e símbolos de "status".

Estas mãos, disse ele, proveram o que me era necessário a mim, e aos que estão comigo; podemos imaginar o apóstolo levantando as próprias mãos ao dizer isso (as palavras estão colocadas numa posição enfática no grego), numa demonstração de algo que os efésios sabiam muito bem”. (5)

“E, havendo dito isto, pôs-se de joelhos, e orou com todos eles.

E levantou-se um grande pranto entre todos e, lançando-se ao pescoço de Paulo, o beijavam,

Entristecendo-se muito, principalmente pela palavra que dissera, que não veriam mais o seu rosto. E acompanharam-no até o navio”. Atos 20:36-38

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 23/01/2022

Referências bibliográfica:

Beacon/CPAD-(1;2;4)

David L. Willian/NovaVida-(3;5)

Viagem ao Lar Celestial

O Apóstolo Paulo em Mileto.

Exortação aos Anciãos de Éfeso.

Atos 20: 15-38

O Apóstolo Paulo chegou a Mileto, não desejou passar em Éfeso, por motivo dos efésios fazerem ele perder tempo em sua despedida, preferiu ficar em Mileto, enviou mensageiros a Éfeso, chamarem os Anciãos para seu último encontro e conselhos, considerava que os não veria mais, depois de a ir a Roma.

“E de Mileto mandou a Éfeso, a chamar os anciãos da igreja”. Atos 20:17

Quando os Anciãos chegaram, o Apóstolo iniciou o seu sermão, encorajamento, dizendo-lhes:

“E, logo que chegaram junto dele, disse-lhes: Vós bem sabeis, desde o primeiro dia em que entrei na Ásia, como em todo esse tempo me portei no meio de vós,

Servindo ao Senhor com toda a humildade, e com muitas lágrimas e tentações, que pelas ciladas dos judeus me sobrevieram;

Como nada, que útil seja, deixei de vos anunciar, e ensinar publicamente e pelas casas,

Testificando, tanto aos judeus como aos gregos, a conversão a Deus, e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo”. Atos 20:18-21

O comentário de Beacon e bastante significativo: “Paulo, reconhecendo rapidamente a importância estratégica dessa cidade líder da Ásia Menor, ficou preocupado em providenciar para que os anciãos da

igreja fossem orientados a preservar uma elevada pureza de doutrina e conduta. O fato de essa política ter dado um resultado positivo ficou comprovado pela posição que Éfeso ocupou nos tempos que se seguiram. O Dr. Cell, da Boston University School ofTheology, costumava dizer que, no segundo século, tudo que fosse determinado por Roma e pelas igrejas da Ásia Menor era considerado como da mais alta autoridade pela igreja em[EPN1]  geral”. (1)     

“E agora, eis que, ligado eu pelo espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que lá me há de acontecer,

Senão o que o Espírito Santo de cidade em cidade me revela, dizendo que me esperam prisões e tribulações.

Mas de nada faço questão, nem tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.

E agora, na verdade, sei que todos vós, por quem passei pregando o reino de Deus, não vereis mais o meu rosto”. Atos 20: 22-25

O Apóstolo possuía a convicção, por revelação do Espírito Santo, que sofreria perseguições e prisões durante a viagem e permanência em Jerusalém, mas estava convicto de ter pregado o Evangelho da Graça de Deus em todas as cidades em que passou. Por isso estava com alma limpa diante de Deus, em ter cumprido com alegria a carreira e o ministério recebido do Senhor Jesus.

“Portanto, no dia de hoje, vos protesto que estou limpo do sangue de todos.

Porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus”. Atos 20: 26-27

Significa “todo o plano da salvação, o que Deus oferece e o que Ele pede aos homens”. Inclui não só as doutrinas do “arrependimento a Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo”, mas também a regeneração e a completa santificação.

É preciso ter não só os pecados perdoados, mas também o coração purificado de todo o pecado e ser cheio do Espírito Santo. Deixar de pregar tudo isto é deixar de declarar todo o conselho de Deus. (2)

“Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.

Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho;

E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si.

Portanto, vigiai, lembrando-vos de que durante três anos, não cessei, noite e dia, de admoestar com lágrimas a cada um de vós”. Atos 20: 28-31

O Apóstolo admoesta os Anciãos no cuidado com eles mesmos, no apascentar as ovelhas, pois eles não foram por vontade própria ou por outros homens ordenados Bispos, mas pelo Espírito de Deus, para isso era necessário cuidar de si mesmo, do rebanho e da Igreja, porquanto foram resgatados pelo sangue de Cristo Jesus.

O Apóstolo apresenta duas situações que surgirão com sua partida, introdução de lobos vorazes de fora da Igreja, procurando levar os cristãos ao erro.

“Mestres heréticos chegariam depois que Paulo houvesse partido, e que desencaminhariam o povo. (3)

E outros da própria Igreja: “Phillips insiste na frase após si, traduzindo o texto como: “Tentando atrair os discípulos e torná-los seus próprios seguidores”. Aparentemente, o apóstolo está se referindo aos adeptos do judaísmo que já estavam trabalhando nessa área geral, como sabemos através da epístola aos gálatas. Na província da Ásia, as igrejas também estavam sendo ameaçadas pelas influências gnósticas. O fato de os anciãos de Éfeso terem sido beneficiados por esta advertência está implícito em Apocalipse 2.2”. (4)

“Agora, pois, irmãos, encomendo-vos a Deus e à palavra da sua graça; a ele que é poderoso para vos edificar e dar herança entre todos os santificados.

De ninguém cobicei a prata, nem o ouro, nem o vestuário.

Sim, vós mesmos sabeis que para o que me era necessário a mim, e aos que estão comigo, estas mãos me serviram.

Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos, e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber”. Atos 20:32-35

“Longe de exigir recompensa, o apóstolo jamais cobiçou prata, nem ouro, nem vestes. Estas eram formas tradicionais de riqueza no mundo antigo, e símbolos de "status".

Estas mãos, disse ele, proveram o que me era necessário a mim, e aos que estão comigo; podemos imaginar o apóstolo levantando as próprias mãos ao dizer isso (as palavras estão colocadas numa posição enfática no grego), numa demonstração de algo que os efésios sabiam muito bem”. (5)

“E, havendo dito isto, pôs-se de joelhos, e orou com todos eles.

E levantou-se um grande pranto entre todos e, lançando-se ao pescoço de Paulo, o beijavam,

Entristecendo-se muito, principalmente pela palavra que dissera, que não veriam mais o seu rosto. E acompanharam-no até o navio”. Atos 20:36-38

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 23/01/2022

Referências bibliográfica:

Beacon/CPAD-(1;2;4)

David L. Willian/NovaVida-(3;5)


Viagem ao Lar Celestial

Retorno do Apóstolo Paulo a Jerusalém.

Mileto a Tiro

Atos dos Apóstolos 21: 1-7

Após a despedida do Apóstolo Paulo e dos Anciãos de Éfeso em Mileto, este pôs-se em viagem.

“E aconteceu que, separando-nos deles, navegamos e fomos correndo caminho direito, e chegamos a Cós, e no dia seguinte a Rodes, de onde passamos a Pátara”. Atos 21: 1

Essa época do ano os ventos eram favoráveis, de Mileto a Cós a distância era aproximadamente de 64 quilômetros.

Na ilha de Cós existia o templo de Esculápio, o deus da cura, com uma escola de medicina anexa. Suponham que esta era a terra de Hipócrates, o pai da moderna ciência médica.

A pequena cidade também abriga o Instituto Hipocrático Internacional e o Museu Hipocrático dedicado a ele. Perto do Instituto estão as ruínas de Asklepieion, onde Heródico ensinou medicina a Hipócrates.

O principal porto e centro populacional da ilha, também chamada Cós, é também o centro cultural e turístico.

Rodes, a cerca de 130 quilômetros de Cós, era uma cidade famosa pelo Colosso de Rodes, uma gigantesca estátua de bronze com 45 metros de altura, de Apolo, o rei-sol.

Antigamente, as pernas da estátua se estendiam sobre a entrada da baia. Uma das sete maravilhas do mundo da antiguidade, ela já estava em ruínas quando Paulo visitou o lugar, tendo sido destruída por um terremoto no ano 224 a.C. Mas a cidade ainda era uma cidade livre, e um importante porto comercial sob o Império Romano.

No terceiro dia de viagem, depois de Mileto, o barco alcançou Pátara, que estava a 110 quilômetros de distância de Rodes. Era um porto de mar localizado na costa da Lícia, na extremidade

sudoeste da Ásia Menor.

Não há menção do Apóstolo ter pregado nessas cidades, sendo mais tarde, Pátara, um centro de grande influência no cristianismo.

Foi conquistada por Alexandre Magno em 333 a.C. 

Ali nasceram vários bispos da Igreja primitiva. 

Trocaram de navio, embarcando num maior e apto a enfrentar o mar, sem contornar a costa bastante perigosa e numa embarcação maior o conforto era melhor 

“E, achando um navio, que ia para a Fenícia, embarcamos nele, e partimos.

E, indo já à vista de Chipre, deixando-a à esquerda, navegamos para a Síria e chegamos a Tiro; porque o navio havia de ser descarregado ali.

E, achando discípulos, ficamos ali sete dias; e eles pelo Espírito diziam a Paulo que não subisse a Jerusalém”. Atos 21:2-4

Esse navio maior que encontraram em Pátara, podia atravessar os cerca de quinhentos e cinquenta quilômetros pelo mar aberto até Tiro (viagem de talvez quatro ou cinco dias) sem precisar seguir rente à costa e parar em muitos portos menores.

Os sete dias que ali ficaram aguardando o navio ser o navio descarregado, encontraram alguns crentes, discípulos de Cristo, interessante o Evangelho ter chegado a tão longe em pouco tempo, a ação evangelizadora do Espírito Santo.

A preferência de hospedagem entre cristãos e judeus era motivada por má influência das hospedagens das cidades e pela oportunidade de falar, exortar e ensinar o caminho a todos, não se perdia oportunidade de falar de Jesus.

Paulo usou o tempo durante o qual o navio era descarregado para encontrar-se com os discípulos. É possível que sua estada em Tiro tenha incluído um culto, como em Trôade, com celebração da santa ceia.

“E, havendo passado ali aqueles dias, saímos, e seguimos nosso caminho, acompanhando-nos todos, com suas mulheres e filhos até fora da cidade; e, postos de joelhos na praia, oramos.

E, despedindo-nos uns dos outros, subimos ao navio; e eles voltaram para suas casas”. Atos 21:5-6

Existe em Tiro uma praia muito linda, de areia macia, com vários quilômetros de extensão, na qual pode-se ver caravanas de camelos que estão em viagem. Foi nesta praia que aconteceu a despedida.

Essas despedidas eram calorosas, oravam de joelhos, abraçavam-se, alguns chegavam a chorar.

Momentos magníficos e de grande significado de gratidão a um homem que deu toda sua vida em prol da expansão do Evangelho.

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 30/01/2022

Referências bibliográficas.

Consulta e estudos.

Wilkipédia-Cós,Rodes e Pátara.

Beacons/CPAD

David L. Willian/NovaVida

Craig. S. Keener/Com.Hst.Cult.daBíblia/NovaVida



Viagem ao Lar Celestial

Retorno do Apóstolo Paulo à Jerusalém.

Tiro à Cesareia.

Atos dos Apóstolos 21: 8

“E, havendo passado ali aqueles dias, saímos, e seguimos nosso caminho, acompanhando-nos todos, com suas mulheres e filhos até fora da cidade; e, postos de joelhos na praia, oramos.

E, despedindo-nos uns dos outros, subimos ao navio; e eles voltaram para suas casas”. Atos 21: 5-6

Todas as despedidas têm uma característica dramática, as de Paulo encaixam bem nessa atmosfera do drama.

Ao se despedir dos irmãos em Tiro fizeram num encontro nas belas praias de Tiro, consideradas as mais belas do Mediterrâneo.

“A National Geographic hackeou as melhores praias do Oriente Médio, e adivinha? A praia de Tiro, no Líbano, ficou em primeiro lugar!”. (1)

“E nós, concluída a navegação de Tiro, viemos a Ptolemaida; e, havendo saudado os irmãos, ficamos com eles um dia”. Atos 21:7

Ptoleimada fica a uma distância de Tiro quarenta quilômetros pela estrada, sendo que o Apóstolo seguiu de navio.

Ptoleimada era a cidade de Ptolomeu, situada na costa do mar Mediterrâneo, entre o Monte Carmelo e a cidade de Tiro. Foi primitivamente chamada de Acco, encontramos este nome nas Escrituras, no livro de Juízes cap. 1 v. 31. Hoje ele se chama Acco. 

Tiro ficava a apenas dois dias de viagem a pé de Ptolemaida. Não foi, portanto, 0 mero atraso do navio que os manteve ali.

“Ptolemaida era a antiga Accho, nome que a cidade readquiriu após o período romano (Acre dos cruzados). Nos dias de Paulo era apenas uma colônia. Entretanto, havia ali uma comunidade judaica, e uma igreja cristã que talvez datasse da mesma época da igreja de Tiro. Sem dúvida alguma Paulo havia visitado esses crentes antes, visto que Ptolemaida ficava à beira de uma estrada pela qual ele havia viajado várias vezes antes. Agora ele passaria um dia inteiro com aqueles irmãos”.  (2)

Os judeus e os cristãos podiam contar com a hospitalidade de outros membros de seu grupo aonde fossem. Era um elemento característico de sua cultura que honrava o anfitrião, além de ser alternativa incomparavelmente melhor do que passar a noite em hospedarias, as quais, em geral, também funcionavam como bordéis. (3)

Podemos acrescenta nessa característica admoestação contida em Hebreus 13:2

“Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, não o sabendo, hospedaram anjos”. Hebreus 13:2

Isso lembrava aos judeus e aos gentios convertidos a visita dos anjos a Abraão a Sara. (Gen. 18; 1-15).

“E no dia seguinte, partindo dali Paulo, e nós que com ele estávamos, chegamos a Cesareia; e, entrando em casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele”. Atos 21:8

Como deve ter sido a confraternização na chegada do Apóstolo Paulo na casa de Filipe, o antigo perseguidor e o perseguido, acreditamos num sublime momento de felicidades, com efusivos abraços.

Porém com a perseguição de Saulo(Apóstolo Paulo) muito contribuiu para a expansão do Evangelho por Samaria e cidades próximas e até a África. Conversaram bastante.

“E tinha este quatro filhas virgens, que profetizavam.

E, demorando-nos ali por muitos dias, chegou da Judéia um profeta, por nome Ágabo;

E, vindo ter conosco, tomou a cinta de Paulo, e ligando-se os seus próprios pés e mãos, disse: Isto diz o Espírito Santo: Assim ligarão os judeus em Jerusalém o homem de quem é esta cinta, e o entregarão nas mãos dos gentios.

E, ouvindo nós isto, rogamos-lhe, tanto nós como os que eram daquele lugar, que não subisse a Jerusalém.

Mas Paulo respondeu: Que fazeis vós, chorando e magoando-me o coração? Porque eu estou pronto não só a ser ligado, mas ainda a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus”. Atos 21:9-13

As filhas de Felipe eram adolescentes, 12 a 17, pelo relato de Lucas, tinham bom conceito na Igreja, não há referência as suas profecias.

Sempre havia alguém que profetizava, veio, então um homem de Jerusalém, por nome de Ágabo, profetizou o que ocorreria a Paulo quando este chegasse a Jerusalém. Era comum a estes profetas, encenarem suas profecias, por vezes, dramatizando o fato.

Todos procuraram advertir e impedir do Apóstolo Paulo ir a Jerusalém.

Havia uma característica peculiar no Apóstolo Paulo somente ouvir o que de fato atribuía ao Espírito Santo, convicto ao apelo do Espírito Santo para que ele fosse a Jerusalém, seguiu sua expectativa e vontade.

 “E, como não podíamos convencê-lo, nos aquietamos, dizendo: Faça-se a vontade do Senhor.

E depois daqueles dias, havendo feito os nossos preparativos, subimos a Jerusalém”. Atos 21: 14-15

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, Poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 06/02/2022.

Referências Bibliográfica:

NationalGeografic/Wk. – (1)

David.L.Willian/VidaNova – (2)

Craig.S.keener.com.Hist.Cult.daBiblia/VidaNova – (3)



Viagem ao Lar Celestial

A chegada do Apóstolo Paulo em Jerusalém

Atos dos Apóstolos 21: 15-26

O Apóstolo estava em Cesareia na casa de Filipe, chegou um homem vindo de Jerusalém dizendo ser profeta de nome Ágbo, numa encenação teatral, muito familiar entre eles, os profetas dramatizavam suas profecias, procurou mostrar aos presentes o que  ocorreria ao Apóstolo Paulo em Jerusalém se para lá ele fosse, isso trouxe temor a todos e procuraram evitar do Apóstolo ir à Jerusalém, porém o Apóstolo estava convicto que Deus tinha o desejo dele servir como testemunha de Cristo em suas aflições, não deu ouvidos aos pedidos dos seus companheiros. Este profeta Ágbo é o mesmo que em Antioquia previu grande fome em todo mundo, principalmente na Judeia.

“E, como não podíamos convencê-lo, nos aquietamos, dizendo: Faça-se a vontade do Senhor.

E depois daqueles dias, havendo feito os nossos preparativos, subimos a Jerusalém.

E foram também conosco alguns discípulos de Cesareia, levando consigo um certo Mnasom, chíprio, discípulo antigo, com quem havíamos de hospedar-nos”. Atos 21:14-16

A distância de Cesareia a Jerusalém era de aproximadamente cem quilômetros, deduz-se que esses preparativos tenha sido aluguel de cavalos.

“Eram necessários três dias para completar a viagem. Se eles alugassem cavalos, como

foi sugerido por Ramsay e Rackham, e apoiado por Bruce (“uma suposição muito

razoável”), a viagem provavelmente seria feita em dois dias”. (1)

“Mnasom, chíprio, discípulos antigo”, tenha sido um fundador da Igreja em Jerusalém e se converteu no derramamento do Espírito Santo em pentecoste, há dúvida entre os estudiosos, se ele era judeu ou gentio converso. Aparenta ser uma pessoa de posses, por hospedou a comitiva do Apóstolo em Jerusalém.

“E, logo que chegamos a Jerusalém, os irmãos nos receberam de muito boa vontade.

E no dia seguinte, Paulo entrou conosco em casa de Tiago, e todos os anciãos vieram ali.

E, havendo-os saudado, contou-lhes por miúdo o que por seu ministério Deus fizera entre os gentios.

E, ouvindo-o eles, glorificaram ao Senhor, e disseram-lhe: Bem vês, irmão, quantos milhares de judeus há que creem, e todos são zeladores da lei”. Atos 21: 17-20

Chegaram a Jerusalém e foram bem recebidos pela comunidade de cristãos, Igreja em Jerusalém, a primícia do cristianismo.

Foram a casa de Tiago, ele era o líder da Igreja junto aos anciãos.

Beacon: “Este era Tiago, o irmão de Jesus, que aparentemente era o bispo ou o principal pastor da igreja de Jerusalém e o moderador do Concílio de Jerusalém”. (2)

Conversaram bastante, o Apóstolo deu um relatório bem detalhado de sua peregrinação evangelística, pelas cidades gentílicas.

“E, havendo-os saudado, contou-lhes por miúdo o que por seu ministério Deus fizera entre os gentios”. Atos 21:19

Momentos agradabilíssimos passados entre eles, um detalhe significativo no relatório, o Apóstolo pautou que fora Deus que o orientou em todo o seu ministério.

Porém havia uma oposição de judeus, alguns estudiosos dizem que até entre judeus cristãos ocorria uma divergência aos ensinos do Apóstolo Paulo.

“E já acerca de ti foram informados de que ensinas todos os judeus que estão entre os gentios a apartarem-se de Moisés, dizendo que não devem circuncidar seus filhos, nem andar segundo o costume da lei”. Atos 21:21

“Os judeus cristãos haviam sido informados de que Paulo pregava contra a lei, essas informações era obra dos intransigentes "homens da circuncisão" que se concentraram em perseguir o apóstolo e perturbar-lhe o trabalho. Por toda a parte esses homens maltratavam a Paulo, porque lhe compreendiam mal a doutrina. Quanto mais ele anunciava a doutrina da salvação pela graça, mais era acusado falsamente pelos seus inimigos de induzir os judeus da diáspora a se apartarem de Moisés, isto é, a jogar fora toda restrição moral. Quanto à circuncisão em particular, sem dúvida alguma muitos judeus cristãos foram influenciados por esses ensinos, chegaram à conclusão de que já não havia mais razões para judeus e gentios cumprirem esse rito. Daí a acusação contra Paulo que dizia que não deviam circuncidar seus filhos, nem andar segundo os costumes da lei [judaica]. Entretanto, embora Paulo com certeza não advogasse a prática da circuncisão, não se opunha a que os judeus cristãos a praticassem e, o que sabemos, nunca instruiu alguém contra sua prática”. (3)

“Que faremos pois? em todo o caso é necessário que a multidão se ajunte; porque terão ouvido que já és vindo.

Faze, pois, isto que te dizemos: Temos quatro homens que fizeram voto.

Toma estes contigo, e santifica-te com eles, e faze por eles os gastos para que rapem a cabeça, e todos ficarão sabendo que nada há daquilo de que foram informados acerca de ti, mas que também tu mesmo andas guardando a lei”. Atos 21:22-24

Para aplacar as falsas informações da oposição, sugeriram ao Apóstolo realizar o ritual do nazareno junto a quatro jovens que fariam, pagaria as despesas e poria fim as acusações.

“Todavia, quanto aos que creem dos gentios, já nós havemos escrito, e achado por bem, que nada disto observem; mas que só se guardem do que se sacrifica aos ídolos, e do sangue, e do sufocado e da fornicação.

Então Paulo, tomando consigo aqueles homens, entrou no dia seguinte no templo, já santificado com eles, anunciando serem já cumpridos os dias da purificação; e ficou ali até se oferecer por cada um deles a oferta”. Atos 21: 25-26

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória.

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 13/02/2022

Referências Bibliográfica:

Beacon/CPAD – (1;2)

David J. Willians/NovaVida – (3)


Prisão do Apóstolo Paulo em Jerusalém 

Atos 21: 17-37 

O Apóstolo Paulo chegou à Jerusalém vindo de Cesareia, foi bem recebido pelos cristãos do local. 

“E, logo que chegamos a Jerusalém, os irmãos nos receberam de muito boa vontade. 

E no dia seguinte, Paulo entrou conosco em casa de Tiago, e todos os anciãos vieram ali. 

E, havendo-os saudado, contou-lhes por miúdo o que por seu ministério Deus fizera entre os gentios”. Atos 21:17-19 

A importância do relato do Apóstolo sobre seu trabalho junto aos gentios e aprovação de Deus para esse ministério teve como resposta aos judeus tradicionais e judeus cristão, isso porque havia um crescimento na oposição deles contra o trabalho do Apóstolo junto aos gentios. 

“E, ouvindo-o eles, glorificaram ao Senhor, e disseram-lhe: Bem vês, irmão, quantos milhares de judeus há que creem, e todos são zeladores da lei”. Atos 21: 20 

Ao citarem “todos são zeladores da lei”, foi uma advertência ao Apóstolo que sua presença na cidade provocaria indignação entre milhares de judeus cristãos que permaneceram zelosos da lei. 

“E já acerca de ti foram informados de que ensinas todos os judeus que estão entre os gentios a apartarem-se de Moisés, dizendo que não devem circuncidar seus filhos, nem andar segundo o costume da lei. 

Que faremos pois? em todo o caso é necessário que a multidão se ajunte; porque terão ouvido que já és vindo”. Atos 21: 21-22 

Lumby comenta: “Consequentemente, podemos entender a grande hostilidade que o apóstolo sentiu, e a sua linguagem forte a respeito destes judaizantes. Os partidários destes homens devem ter trabalhado na preparação para a visita de Paulo, e devem ter envenenado as mentes dos homens contra ele. 

A acusação levantada contra Paulo era falsa. Os judeus alegavam que ele estava ensinando todos os judeus que estão entre os gentios a apartarem-se de Moisés”. (1)  

Havia entre os judeus tradicionais, ortodoxos, e judeus cristãos uma crescente oposição aos gentios e aos judeus considerados por eles apóstatas, o Apostolo Paulo, para eles, era o maior arauto do afastamento dos judeus dos mandamentos de Moisés, inclusive da circuncisão, o que não era verdade. 

Os líderes de Jerusalém e os companheiros que acompanhavam o Apóstolo sugeriram que havia entre eles quatro homens, fazendo o voto de Nazireu, Paulo poderia ajuntar-se a eles durante o ritual do voto, surge uma dúvida entre os comentaristas, se Paulo apenas iria, durante o voto, acompanhá-los, sem fazer o voto, ou fazê-lo também. 

“Faze, pois, isto que te dizemos: Temos quatro homens que fizeram voto. 

Toma estes contigo, e santifica-te com eles, e faze por eles os gastos para que rapem a cabeça, e todos ficarão sabendo que nada há daquilo de que foram informados acerca de ti, mas que também tu mesmo andas guardando a lei”. Atos 21: 23-24  

“Os estudiosos, assim, discordam quanto ao sentido exato do versículo. O fato de Paulo estar purificado e os ajudar não significa necessariamente que tenha participado do voto deles. Aqueles (como Agripa 1) que usavam os próprios fundos para pagar as despesas dos nazireus eram vistos como devotos (Josefo, Ant. 19.293-294)”. (2)  

Porém se analisarmos com cuidado, veremos que para o Apóstolo Paulo não haveria problema de consciência, se acaso fosse para ganhar algum judeu para Cristo:  

“Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais. 

E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei”. 1 Coríntios 9: 19-20 

Houve, porém, o cuidado dos que sugeriram ao Apóstolo sua participação no ritual do voto de Nazireu, de não contaminar o pensamento dos gentios cristãos por sua participação no ato, dando vazão para que eles também o fizessem, para isso enviaram cartas, repetiram, as advertências propostas no primeiro concílio da Igreja em Jerusalém. 

“Todavia, quanto aos que creem dos gentios, já nós havemos escrito, e achado por bem, que nada disto observem; mas que só se guardem do que se sacrifica aos ídolos, e do sangue, e do sufocado e da fornicação”. Atos 21:25 

Com a explicação dos líderes da Igreja, o Apóstolo sentiu-se livre em participar do ritual. 

“Então Paulo, tomando consigo aqueles homens, entrou no dia seguinte no templo, já santificado com eles, anunciando serem já cumpridos os dias da purificação; e ficou ali até se oferecer por cada um deles a oferta. 

E quando os sete dias estavam quase a terminar, os judeus da Ásia, vendo-o no templo, alvoroçaram todo o povo e lançaram mão dele, 

Clamando: Homens israelitas, acudi; este é o homem que por todas as partes ensina a todos contra o povo e contra a lei, e contra este lugar; e, demais disto, introduziu também no templo os gregos, e profanou este santo lugar. 

Porque tinham visto com ele na cidade a Trófimo de Éfeso, o qual pensavam que Paulo introduzira no templo”. Atos 21:26-29 

Faltava pouco para terminar o cerimonial do voto, quando os judeus da Ásia, principalmente de Éfeso, onde o Apóstolo, por suas pregações, angariou inimigos, romperam no Templo e viram o Apóstolo Paulo e fizeram um grande alvoroço, uma das acusações de maior gravidade, sujeita à morte, era a profanação do Templo, os judeus possuíam, pelos romanos, liberdade para executar à morte quem o profanasse.  

“Esta era uma ofensa para a qual o Sinédrio recebera autorização dos romanos para aplicar a pena de morte. Josefo, Guerras 6.124-128”. (3)  

“Relatos de profanação do templo podiam provocar tumultos incontroláveis. Quando um soldado romano se expôs de maneira indecente no templo, um tumulto levou milhares de pessoas a morrerem pisoteadas (Josefo, que não costumava subestimar os números, calcula as mortes em vinte mil; Ant. 20.112)”.  

Essa era a única transgressão pela qual as autoridades judaicas podiam executar a pena de morte — mesmo que se tratasse 

de cidadão romano — sem consultar Roma”. (4)  

O tumulto era crescente, desejavam matá-lo ali mesmo, mas não poderiam fazer dentro do Templo, por motivo de haver derramamento de sangue, também o Apóstolo poderia fugir e entrar no santuário. 

“E alvoroçou-se toda a cidade, e houve grande concurso de povo; e, pegando Paulo, o arrastaram para fora do templo, e logo as portas se fecharam”. Atos 21:30 

Arrastaram-no para fora do Templo, para o pátio dos gentios, fecharam as portas, provavelmente pelo chefe responsável pelas portas, “o Sagan, Levita” (4), para evitar maior número de pessoas, fuga do Apóstolo, talvez para impedir que Paulo se refugiasse no santuário, também para evitar o derramamento de sangue que violaria o santuário. 

“Josefo classificou o derramamento de sangue no santuário como a “abominação da desolação”. Impedir que se derramasse sangue nos recintos sagrados era importante”. (5) 

Impedir um tumulto dessa grandeza somente os soldados romanos. 

“E, procurando eles matá-lo, chegou ao tribuno da coorte o aviso de que Jerusalém estava toda em confusão; 

O qual, tomando logo consigo soldados e centuriões, correu para eles. E, quando viram o tribuno e os soldados, cessaram de ferir a Paulo. 

Então, aproximando-se o tribuno, o prendeu e o mandou atar com duas cadeias, e lhe perguntou quem era e o que tinha feito. 

E na multidão uns clamavam de uma maneira, outros de outra; mas, como nada podia saber ao certo, por causa do alvoroço, mandou conduzi-lo para a fortaleza. 

E sucedeu que, chegando às escadas, os soldados tiveram de lhe pegar por causa da violência da multidão. 

Porque a multidão do povo o seguia, clamando: Mata-o!” Atos 21:31-37 

Não foi difícil ao tribuno, junto com os soldados, chegarem a tempo de impedir o massacre do Apóstolo, a fortaleza Antônia tinha uma visão de toda Jerusalém e ficava próxima do Templo, para chegar ao pátio dos gentios precisava descer dois lances de escada.  

“A Fortaleza Antônia era uma praça-forte construída por Herodes, o Grande, em Jerusalém, na extremidade oriental da muralha da cidade, ligada ao Templo por uma galeria, e cujo nome homenageava o triúnviro romano, Marco Antônio, protetor de Herodes”. (6)


O Apóstolo Paulo na fortaleza Antônia em Jerusalém. 

Atos dos Apóstolos 21: 31-40 

O Apóstolo Paulo seguindo a orientação dos irmãos da Igreja em Jerusalém para junto de quatro homens que faziam o voto de Nazireu, os acompanhasse e purifica-se com eles, a fim de aplacar a ira dos judeus que acreditavam ser ele o disseminador do afastamento dos judeus das leis de Moisés, o que era falso, porém era por eles insistentemente apregoado em várias cidades, principalmente em Éfeso, como verdade e o perseguia aonde fosse. 

Encontram-no no Templo, fizeram um enorme alvoroço, arrastam-no para fora do Templo, para o pátio dos gentios. O tumulto tomou um grande vulto, caindo no conhecimento dos soldados da fortaleza, tendo o Tribuno, junto com os centuriões e os soldados romanos, agido com rapidez, conseguido resgatar o Apóstolo das mãos da turba. 

“Lake e Cadbury escrevem que “a guarnição em Jerusalém consistia em uma coorte de auxiliares que abrangia — pelo menos oficialmente — 760 homens de infantaria com um destacamento de 240 cavaleiros”. 

Eles acrescentam: “A sede da guarnição era em Antônia, que se comunicava com o Templo por dois lances de escada, e das suas torres de vigia o Templo era supervisionado”. (1)  

“E, procurando eles matá-lo, chegou ao tribuno da coorte o aviso de que Jerusalém estava toda em confusão; 

O qual, tomando logo consigo soldados e centuriões, correu para eles. E, quando viram o tribuno e os soldados, cessaram de ferir a Paulo”. Atos 21:31-32 

O Tribuno vendo o tumulto e não sabendo quem era Paulo, nem o que estava acontecendo, por cautela acorrentou-o a duas correntes, presume-se a dois soldados.  

“As duas cadeias significam que Paulo foi acorrentado a dois soldados, um de cada lado, e com isso cumpriu-se a profecia de Ágabo”. (2)  

“Ao que tudo indica, estar preso entre dois soldados. Ser acorrentado era considerado vergonhoso”. (3)   

“Então, aproximando-se o tribuno, o prendeu e o mandou atar com duas cadeias, e lhe perguntou quem era e o que tinha feito. 

E na multidão uns clamavam de uma maneira, outros de outra; mas, como nada podia saber ao certo, por causa do alvoroço, mandou conduzi-lo para a fortaleza. 

E sucedeu que, chegando às escadas, os soldados tiveram de lhe pegar por causa da violência da multidão. 

Porque a multidão do povo o seguia, clamando: Mata-o!” Atos 21:33-36  

O Tribuno procurando saber quem era Paulo e o que ele havia feito, não conseguiu, o tumulto era grande e os manifestantes não se entendiam entres eles, parece-nos que grande parcela deles não sabiam o que ocorria. Levou o Apóstolo para a fortaleza. Ali o interrogou. 

“E, quando iam a introduzir Paulo na fortaleza, disse Paulo ao tribuno: É-me permitido dizer-te alguma coisa? E ele disse: Sabes o grego? 

Não és tu porventura aquele egípcio que antes destes dias fez uma sedição e levou ao deserto quatro mil salteadores?” Atos 21:37-38 

O Apóstolo Paulo dirigiu-se ao Tribuno na língua grega, ele ficou surpreso ao ouvir Paulo a lhe falar em grego, pensou ser ele um grego egípcio, um arruaceiro que agregou milhares de pessoas, levou-os ao deserto, sendo mortos os que o acompanhava e ele fugiu, estavam à procura dele, por isso o Tribuno ficou surpreso, pensou tê-lo em suas mãos.  

“David J. Willians cita Flávio Josefo: “O procurador Félix havia ordenado um ataque ao monte, mas o egípcio fugira, deixando a "maioria" de seus comandados ou capturados ou mortos”. (4)   

“Mas Paulo lhe disse: Na verdade que sou um homem judeu, cidadão de Tarso, cidade não pouco célebre na Cilícia; rogo-te, porém, que me permitas falar ao povo. 

E, havendo-lho permitido, Paulo, pondo-se em pé nas escadas, fez sinal com a mão ao povo; e, feito grande silêncio, falou-lhes em língua hebraica, dizendo”. Atos 21: 39-40 

Há uma dúvida sobre o idioma em que o Apóstolo se dirigiu ao povo, se em hebraico ou aramaico, nas traduções de Almeida, ARA E ACF, cita-se hebraico e nas traduções NVI, Nova Versão Internacional e na King James, cita aramaico, porém o mais certo seja o aramaico, por ser conhecido pelo povo judeu tanto os da diáspora quanto os residentes na Judeia. 

“Na região oriental do império, o latim era limitado ao uso militar e aos documentos que tratavam de cidadãos romanos. 

A administração pública da Síria-Palestina usava o grego, que também era a primeira língua da aristocracia de Jerusalém”. (5) 

Havia também o grego koinê usado pela população em geral, o grego koinê um dialeto criado por Alexandre o Grande, era falado do Egito à Índia. O hebraico era falado pelos maiorais dos judeus e o aramaico, um idioma próximo ao hebraico, usado pela população judia. 

“Homens, irmãos e pais, ouvi agora a minha defesa perante vós. Quando ouviram que lhes falava em aramaico, ficaram em absoluto silêncio. Então Paulo disse”. Atos 22: 1-2 (NVI) 

Podemos dividir o discurso do Apóstolo em três partes: 

1- Sua biografia inicial como judeu, zeloso pela lei de Moisés. 

“Quanto a mim, sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, e nesta cidade criado aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zelador de Deus, como todos vós hoje sois. 

E persegui este caminho até à morte, prendendo, e pondo em prisões, tanto homens como mulheres, 

Como também o sumo sacerdote me é testemunha, e todo o conselho dos anciãos. E, recebendo destes cartas para os irmãos, fui a Damasco, para trazer maniatados para Jerusalém aqueles que ali estivessem, a fim de que fossem castigados”. Atos 22: 3-5 

Um homem culto instruído desde sua tenra idade, nos ensinamentos da lei moisaica, quando jovem foi ensinado nas melhores escolas e no melhor dos professores da época, Gamaliel. 

Em Filipenses ele diz: “Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu; 

Segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível”. Filipenses 3: 5-6 

2- Sua conversão a Jesus Cristo. 

“Ora, aconteceu que, indo eu já de caminho, e chegando perto de Damasco, quase ao meio-dia, de repente me rodeou uma grande luz do céu. 

E caí por terra, e ouvi uma voz que me dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? 

E eu respondi: Quem és, Senhor? E disse-me: Eu sou Jesus Nazareno, a quem tu persegues. 

E os que estavam comigo viram, em verdade, a luz, e se atemorizaram muito, mas não ouviram a voz daquele que falava comigo. 

Então disse eu: Senhor, que farei? E o Senhor disse-me: Levanta-te, e vai a Damasco, e ali se te dirá tudo o que te é ordenado fazer. 

E, como eu não via, por causa do esplendor daquela luz, fui levado pela mão dos que estavam comigo, e cheguei a Damasco. 

E um certo Ananias, homem piedoso conforme a lei, que tinha bom testemunho de todos os judeus que ali moravam, 

Vindo ter comigo, e apresentando-se, disse-me: Saulo, irmão, recobra a vista. E naquela mesma hora o vi. 

E ele disse: O Deus de nossos pais de antemão te designou para que conheças a sua vontade, e vejas aquele Justo e ouças a voz da sua boca. 

Porque hás de ser sua testemunha para com todos os homens do que tens visto e ouvido. 

E agora por que te deténs? Levanta-te, e batiza-te, e lava os teus pecados, invocando o nome do Senhor”. Atos 22: 6-16 

Num forte testemunho sobre sua conversão ao escrever aos Gálatas, diz: “Porque eu, pela lei, estou morto para a lei, para viver para Deus. 

Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”. Gálatas 2: 19-20 

3- Sua missão evangelística junto aos gentios. 

“E aconteceu que, tornando eu para Jerusalém, quando orava no templo, fui arrebatado para fora de mim. 

E vi aquele que me dizia: Dá-te pressa e sai apressadamente de Jerusalém; porque não receberão o teu testemunho acerca de mim. 

E eu disse: Senhor, eles bem sabem que eu lançava na prisão e açoitava nas sinagogas os que criam em ti. 

E quando o sangue de Estêvão, tua testemunha, se derramava, também eu estava presente, e consentia na sua morte, e guardava as capas dos que o matavam. 

E disse-me: Vai, porque hei de enviar-te aos gentios de longe”. Atos 22: 17-21 

Ao ouvirem estas últimas palavras, recrudesceu o tumulto. 

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória. 

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 06/03/2022 


Prisão do Apóstolo Paulo em Jerusalém. 

Discurso em sua defesa 

Atos dos Apóstolos 22: 1-21 

Quando os judeus da Asia, Éfeso, viram o Apóstolo Paulo no Templo, fizeram um alvoroço e tumultuaram de tal forma que foi necessário a ação dos romanos para livrarem-no de ser morto por eles.  

“E na multidão uns clamavam de uma maneira, outros de outra; mas, como nada podia saber ao certo, por causa do alvoroço, mandou conduzi-lo para a fortaleza”. Atos 21:34 

Os romanos conduziram o Apóstolo para a fortaleza Antônia, contígua ao Templo, ao introduzirem-no na fortaleza, a turba tentou trazê-lo para o meio deles e o matarem, não conseguiram. 

“E sucedeu que, chegando às escadas, os soldados tiveram de lhe pegar por causa da violência da multidão. 

Porque a multidão do povo o seguia, clamando: Mata-o! 

Quando os soldados estavam para introduzir Paulo na fortaleza, ele perguntou ao comandante: "Posso dizer-te algo? "Você fala grego? ", perguntou ele. 

"Não é você o egípcio que iniciou uma revolta e há algum tempo levou quatro mil assassinos para o deserto?” Atos 21: 35-38 (NVI) 

O Apóstolo pediu ao Tribulo autorização para falar ao povo, com intuito de apaziguar os ânimos, ao pedir-lhe, falou em grego, o tribuno ao ouvi-lo falar em grego, pensou ser ele o egípcio grego que havia realizado ações terroristas por aquele tempo, aliciou quatro mil elementos, indo para o deserto foi derrotado pelos romanos, vencido, fugiu, alguns dos que o seguiam foram mortos e outros presos.  

Provavelmente em decorrência das violências produzidas pelo grego egípcio e outras ocorridas anteriormente por seus asseclas contra as pessoas de Jerusalém, Judeia e adjacências, eles eram assassinos, conforme Flávio Josefo, sendo eles sicarii (homens da adaga", do latim sica) (1),  usavam uma adaga sob as vestes e feriam os passantes, depois de os ferir, escondiam-na sob as vestes, o povo andava atemorizados, podemos inferir que esses motivos levaram os judeus de Jerusalém, junto com os de efésios, ir contra o Apóstolo, pois muitos não tinham a menor ideia do que estava acontecendo.  

“Paulo respondeu: "Sou judeu, cidadão de Tarso, cidade importante da Cilícia. Permite-me falar ao povo". Atos 21: 39 (NVI) 

O Apóstolo se identificou como judeu, mostrou não ser gentio, como tal, não profanou o Templo e de Tarso, uma cidade importante da Cilícia, não sendo, portanto, o grego egípcio, foi-lhe permitido falar ao povo. 

“Tendo recebido permissão do comandante, Paulo levantou-se na escadaria e fez sinal à multidão. Quando todos fizeram silêncio, dirigiu-se a eles em aramaico”. Atos 21: 40 (NVI) 

Há uma pequena discordância na tradução de Almeida, na ARA e ACF, diz hebraico, porém na NVI e na King James, aramaico, o hebraico e o aramaico eram idiomas próximos e os judeus tinham preferências pelo aramaico, mais popular. 

O Apóstolo iniciou sua defesa fazendo um histórico de sua vida como judeu zeloso da lei, perseguidor do caminho, teve o cuidado de não citar Igreja ou cristãos, crentes em Jesus, para não acirrar os ânimos. 

"Irmãos e pais, ouçam agora a minha defesa". 

Quando ouviram que lhes falava em aramaico, ficaram em absoluto silêncio. Então Paulo disse: 

"Sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas criado nesta cidade. Fui instruído rigorosamente por Gamaliel na lei de nossos antepassados, sendo tão zeloso por Deus quanto qualquer de vocês hoje. 

Persegui os seguidores deste Caminho até a morte, prendendo tanto homens como mulheres e lançando-os na prisão”. Atos 22:1-4 

Após discorrer sobre sua vida como judeu, passa a falar sobre sua conversão. 

Conta-lhes do encontro com Jesus, como se deu sua conversão. Ao falar das testemunhas, Sumo sacerdote e anciãos, ao qual lhe deram cartas com autorização para trazer os cristãos de Damasco para Jerusalém, parece que o Sumo sacerdote atual (Ananias) não era aquele que havia lhe dado carta (Caifas), falou-lhes da intensa luz e esta, mais forte que o sol do meio-dia, o fez cair ao chão e também os seus companheiros, porém somente ele ouviu a voz de Jesus:  

“Ora, aconteceu que, indo eu já de caminho, e chegando perto de Damasco, quase ao meio-dia, de repente me rodeou uma grande luz do céu. 

E caí por terra, e ouvi uma voz que me dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? 

E eu respondi: Quem és, Senhor? E disse-me: Eu sou Jesus Nazareno, a quem tu persegues. 

E os que estavam comigo viram, em verdade, a luz, e se atemorizaram muito, mas não ouviram a voz daquele que falava comigo. 

Então disse eu: Senhor, que farei? E o Senhor disse-me: Levanta-te, e vai a Damasco, e ali se te dirá tudo o que te é ordenado fazer” Atos 22: 6-10 

Ele enfatiza o brilho da luz, sobrepujando o brilho do sol, mostrando ser um fato sobrenatural, podemos sugerir que isto tenha poderosamente influído no curso total de sua vida, a partir desse momento sublime no contato com Jesus.   

Com o brilho da luz o Apóstolo ficou temporariamente cego. 

“Então disse eu: Senhor, que farei? E o Senhor disse-me: Levanta-te, e vai a Damasco, e ali se te dirá tudo o que te é ordenado fazer. 

E, como eu não via, por causa do esplendor daquela luz, fui levado pela mão dos que estavam comigo, e cheguei a Damasco. 

E um certo Ananias, homem piedoso conforme a lei, que tinha bom testemunho de todos os judeus que ali moravam, 

Vindo ter comigo, e apresentando-se, disse-me: Saulo, irmão, recobra a vista. E naquela mesma hora o vi”. Atos 22:10-13 

Ao citar Ananias como homem piedoso conforme a lei, tinha bom trânsito entre os judeus, sem dizer que era cristão, procurou mostrar-lhes a condição de um cidadão de bem, a altura da missão dada por Deus em fazê-lo ver. 

Após esse contato, Ananias informou ao Apóstolo sua missão e deveria invocar o nome do Senhor, arrepender-se e batizar-se. 

O Apóstolo retorna a Jerusalém, num momento íntimo em oração com Deus no Templo, ele foi arrebatado para fora de si e Deus lhe falou. 

“E aconteceu que, tornando eu para Jerusalém, quando orava no templo, fui arrebatado para fora de mim. 

E vi aquele que me dizia: Dá-te pressa e sai apressadamente de Jerusalém; porque não receberão o teu testemunho acerca de mim”. Atos 22: 17-18 

Para os judeus orar e receber uma manifestação de Deus dentro do Templo, era, sem dúvida, algo aprovado por Deus, eles mantinham-se em total silêncio ante a exposição do Apóstolo em sua defesa. 

“E eu disse: Senhor, eles bem sabem que eu lançava na prisão e açoitava nas sinagogas os que criam em ti. 

E quando o sangue de Estêvão, tua testemunha, se derramava, também eu estava presente, e consentia na sua morte, e guardava as capas dos que o matavam”. Atos 22: 19-20 

O Apóstolo Paulo desejava ficar em Jerusalém, ao expor ao Senhor o que fizera aos cristãos e a Estevão, porém o Senhor ordenou-lhe que saísse incontinente de Jerusalém. 

“E disse-me: Vai, porque hei de enviar-te aos gentios de longe”. Atos 22:21 

Ao ouvirem estas últimas palavras, ouve uma explosão de fúria entre os ouvintes, de tal forma que o tribuno pensou que rasgariam o Apóstolo e o matariam ali mesmo. 

O socorreu e deu ordens ao centurião que o examinasse com açoites para saber o que estava acontecendo. 

O Apóstolo bem sabia o que estava por vir, interessante eles estavam na mesma sala em que Jesus passou pelas agressões dos romanos e eles eram muito cruéis. Os açoites eram feitos por tiras de couros e nas pontas objetos que perfuravam o corpo da vítima, por vezes levava à morte, ou deixavam cicatrizes horríveis a mostrar os ossos dos condenados. 

O Apóstolo sentiu que estava em real perigo de vida, necessitava ter uma atitude que o livrasse daquela situação.  


O Apóstolo Paulo apresenta em sua defesa, sua cidadania romana. 

Atos dos Apóstolos 22: 21-30 e 23: 1-11 

O Apóstolo estava preso na fortaleza Antônia em Jerusalém, após pedir ao Tribuno autorização para se dirigir aos revoltosos com o fim de se defender, fora ouvido em silêncio por falar-lhes em aramaico, porém no fim de seu discurso e mencionar que Deus havia dado a missão a ele de pregar ao gentios, ao ouvirem a palavra gentios, o tumulto reacendeu com surpreendente violência e o tribuno agiu com presteza, pensava que iam matá-lo, o resgatou, ordenou a um centurião para que ele fosse açoitado e assim descobrisse o cerne de sua acusação. O Apóstolo sentiu sua real situação e corria um sério risco a sua vida. 

“E disse-me: Vai, porque hei de enviar-te aos gentios de longe. 

E ouviram-no até esta palavra, e levantaram a voz, dizendo: Tira da terra um tal homem, porque não convém que viva. 

E, clamando eles, e arrojando de si as vestes, e lançando pó para o ar, 

O tribuno mandou que o levassem para a fortaleza, dizendo que o examinassem com açoites, para saber por que causa assim clamavam contra ele”. Atos 22: 21-24 

A fúria da multidão era objeto de uma acusação séria, feita pelos judeus de Éfeso, porém falsa, de que o Apóstolo estaria afastando os judeus das leis de Moisés, da circuncisão e havia profanado o Templo. 

A profanação do Templo era uma acusação grave e passível de morte, o Apóstolo fora acusado de introduzir um grego no templo o que não aconteceu, era uma acusação falsa. 

O Apóstolo tinha ciência do sofrimento que passaria se fosse açoitado. O local em que ele estava, era o mesmo que Jesus sofreu agressões por açoites. 

“E, quando o estavam atando com correias, disse Paulo ao centurião que ali estava: É-vos lícito açoitar um romano, sem ser condenado? 

E, ouvindo isto, o centurião foi, e anunciou ao tribuno, dizendo: Vê o que vais fazer, porque este homem é romano. 

E, vindo o tribuno, disse-lhe: Dize-me, és tu romano? E ele disse: Sim. 

E respondeu o tribuno: Eu com grande soma de dinheiro alcancei este direito de cidadão. Paulo disse: Mas eu o sou de nascimento. 

E logo dele se apartaram os que o haviam de examinar; e até o tribuno teve temor, quando soube que era romano, visto que o tinha ligado”. Atos 22: 25-29 

Um momento assaz inesperado, quando tudo parecia perdido, eis que Deus vem em socorro de seus servos. 

Paulo apresenta-se como cidadão romano, seus algozes a partir daí nada podem fazer, alguns procônsules, em épocas anteriores, puniam até com a morte cidadãos romanos sem o devido julgamento, porém o Tribuno, Claudio Lísias, aqui referido, não podia fazer sem o consentimento do Presidente Félix, se assim o fizesse, seria punido por este. 

Para ser cidadão romano era necessário ter nascido de pai romano, era o caso do Apóstolo Paulo, acredita-se que seus antecedentes tenham recebido este título por um Imperador, era de família aristocrata de Tarso da Cilícia, estudou nas melhores escolas da época e do famoso fariseu Gamaliel, enquanto Claudio Lísias obteve por suborno, parece que Paulo respondeu ao tribuno em latim, para assim marcar sua origem romana, o Apóstolo Paulo era culto, falava o Latim, grego, aramaico e hebraico.  

“E no dia seguinte, querendo saber ao certo a causa por que era acusado pelos judeus, soltou-o das prisões, e mandou vir os principais dos sacerdotes, e todo o seu conselho; e, trazendo Paulo, o apresentou diante deles”. Atos 22:30 

O Tribuno não sabia o motivo do ódio dos judeus ao Apóstolo Paulo, era romano, culto, possivelmente um criminoso influente, ou o problema fosse algo relativo a religião judaica, para saber o que realmente ocorria, convocou o Sinédrio, o Sinédrio era a corte suprema da Judeia, essa convocação não era um julgamento, porém uma reunião para se saber quem realmente era o Apóstolo e o que havia feito.   

“E, pondo Paulo os olhos no conselho, disse: Homens irmãos, até ao dia de hoje tenho andado diante de Deus com toda a boa consciência. 

Mas o sumo sacerdote, Ananias, mandou aos que estavam junto dele que o ferissem na boca. 

Então Paulo lhe disse: Deus te ferirá, parede branqueada; tu estás aqui assentado para julgar-me conforme a lei, e contra a lei me mandas ferir? 

E os que ali estavam disseram: Injurias o sumo sacerdote de Deus? 

E Paulo disse: Não sabia, irmãos, que era o sumo sacerdote; porque está escrito: Não dirás mal do príncipe do teu povo”. Atos 23:1-5 

Parece-nos que com essas palavras iniciais do Apóstolo, o Sumo Sacerdote no auto de sua autoridade ordenou um individuo próximo do Apóstolo ferir sua boca com uma bofetada, tenha neste ato infringido a lei e o Apóstolo fez ver a ele o seu ato impróprio, uma atitude hipócrita, chamou-o de parede branquiada. Não estava longe da verdade, pois o Sumo Sacerdote Ananias, era corrupto, desviava os dízimos dos sacerdotes mais pobres, era vassalo dos romanos, violento, cruel, usava os “sincarii” para matar seus desafetos, no ano 66 dc foi morto pelos zelotes, durante a revolução dos judeus contra os romanos. 

Realmente o Apóstolo não sabia ser ele o Sumo Sacerdote, para alguns a reunião era informal e o Sumo Sacerdote estava sem as indumentárias do cargo, ele conhecia o anterior Sumo Sacerdote, Caifaz. 

“E Paulo, sabendo que uma parte era de saduceus e outra de fariseus, clamou no conselho: Homens irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseu; no tocante à esperança e ressurreição dos mortos sou julgado. 

E, havendo dito isto, houve dissensão entre os fariseus e saduceus; e a multidão se dividiu. 

Porque os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espírito; mas os fariseus reconhecem uma e outra coisa”. Atos 23: 6-8 

Não temos, sem dúvida, um aprofundamento do que ocorria no plenário da reunião do Sinédrio, porém podemos aduzir, ter por parte dos saduceus ou dos fariseus algo que chamou atenção do Apóstolo e este aproveitou a ocasião de fazer aflorar as divergências doutrinárias dos dois grupos, o que deu certo, houve, portanto, um tumulto entre eles e o Tribuno achou que poderiam despedaçá-lo, chamou os soldados, tirando-o do local. 

“E originou-se um grande clamor; e, levantando-se os escribas da parte dos fariseus, contendiam, dizendo: Nenhum mal achamos neste homem, e, se algum espírito ou anjo lhe falou, não lutemos contra Deus. 

E, havendo grande dissensão, o tribuno, temendo que Paulo fosse despedaçado por eles, mandou descer a soldadesca, para que o tirassem do meio deles, e o levassem para a fortaleza”. Atos 23: 9-11 

Deus sempre esteve ao lado de seus servos, esses acontecimentos levam-nos crer a ação do Senhor para nos encorajar na missão proposta por ele em nossas vidas. 

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo o louvor, poder e Glória. 

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 03/04/2022 

Referências Bibliográficas 

Consultas nos comentários de: 

História Eclesiástica de Euzébio de Cesareia 

História Bíblica e Cultural de Craig S. Keener 

Comentários de David J. William no Livro de Atos dos Apóstolos 

O conforto de Jesus ao Apóstolo Paulo e a confirmação de sua ida à Roma. 

Atos dos Apóstolos 23: 

O Apostolo Paulo corria risco de vida em Jerusalém, fora acusado de desviar os judeus das leis de Moisés e ter profanado o Templo, introduzindo nele um grego, sendo salvo pelo Tribuno romano e seus soldados. 

Não sabendo o que fez o Apóstolo para reunir contra ele tantas pessoas pedindo sua morte, reuniu o Sinédrio, o tribunal máximo dos judeus, para avaliar o que estava acontecendo. 

Durante a reunião do conselho o Apóstolo no início de sua defesa sofreu, por ordem do Sumo-sacerdote, uma agressão, respondeu-lhe a altura, porém havendo algumas controvérsias, o Apóstolo Paulo, após dizer-lhes que era acusado por crer e ter a esperança na ressurreição dos mortos, levou os saduceus e fariseus discutirem entre si, sendo que os fariseus acreditavam na ressurreição, enquanto os saduceus não, levantou-se um grande tumulto, estando o Apóstolo sujeito algum tipo de agressão, o Tribuno com a soldadesca tirou-o do tumulto, achava que seria despedaçado por eles, levou-o para a fortaleza Antônia, deixando-o em local seguro e confortável, de acordo com Craig: “Prisioneiros eram detidos na fortaleza Antônia, a qual não deixava de ser local relativamente confortável; havia ali uma casa de banho e vários quartos”. (1) 

“E Paulo, sabendo que uma parte era de saduceus e outra de fariseus, clamou no conselho: Homens irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseu; no tocante à esperança e ressurreição dos mortos sou julgado. 

E, havendo dito isto, houve dissensão entre os fariseus e saduceus; e a multidão se dividiu... 

E, havendo grande dissensão, o tribuno, temendo que Paulo fosse despedaçado por eles, mandou descer a soldadesca, para que o tirassem do meio deles, e o levassem para a fortaleza” Atos 23: 6-7 e 10. 

Clamou no conselho, isto quer disser, exclamou em alta voz. 

O Apóstolo, sendo humano, com sentimento a flor da pele, deveria, sem dúvida, estar pesaroso, com o ânimo abalado e perguntando-se, se chegaria a Roma, ou morreria antes, neste estado dramático de sua vida, Jesus chega ao seu lado e lhe diz: “Paulo, tenha ânimo!” 

“E na noite seguinte, apresentando-se-lhe o Senhor, disse: Paulo, tem ânimo; porque, como de mim testificaste em Jerusalém, assim importa que testifiques também em Roma”. Atos 23:11 

Um grande conforto num momento dramático de sua vida, quando tudo parece que está perdido, as lutas, as adversidades, são superiores as suas forças e a morte lhe é vizinha, Jesus chega ao seu lado e diz: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. João 16:33 

Confortado e com o ânimo redobrado, o Apóstolo passa a noite sabendo que a providência de Deus o faria chegar à Roma, porém as ameaças continuam, um grupo de quarenta fanáticos jurou matar o Apóstolo. 

“E, quando já era dia, alguns dos judeus fizeram uma conspiração, e juraram, dizendo que não comeriam nem beberiam enquanto não matassem a Paulo. 

E eram mais de quarenta os que fizeram esta conjuração. 

E estes foram ter com os principais dos sacerdotes e anciãos, e disseram: Conjuramo-nos, sob pena de maldição, a nada provarmos até que matemos a Paulo. 

Agora, pois, vós, com o conselho, rogai ao tribuno que vo-lo traga amanhã, como que querendo saber mais alguma coisa de seus negócios, e, antes que chegue, estaremos prontos para o matar”. Atos 23:12-15 

Esses fanáticos judeus, acredita-se sejam sicariis, assassinos com adaga, contratados para esse fim, matar o Apóstolo Paulo, não estavam satisfeitos com as atitudes do Tribuno, também não conseguiram extrair nada do Apóstolo e assim não tendo nada que acusá-lo, fizeram, portanto, um juramento, pensa-se que não havia nesse grupo os fariseus, porque os fanáticos procuraram os sacerdotes e anciãos simpáticos à condenação dele. 

Nada se sabe sobre a família do Apóstolo, só aparece nessa passagem a citação da irmã e do sobrinho dele, mas Deus separou seu sobrinho e o encarregou de ouvir e fazer saber ao Apóstolo a ameaça dos fanáticos, Deus agindo em prol de Paulo. 

“E o filho da irmã de Paulo, tendo ouvido acerca desta cilada, foi, e entrou na fortaleza, e o anunciou a Paulo. 

E Paulo, chamando a si um dos centuriões, disse: Leva este jovem ao tribuno, porque tem alguma coisa que lhe comunicar. 

Tomando-o ele, pois, o levou ao tribuno, e disse: O preso Paulo, chamando-me a si, rogou-me que trouxesse este jovem, que tem alguma coisa para dizer-te. 

E o tribuno, tomando-o pela mão, e pondo-se à parte, perguntou-lhe em particular: Que tens que me contar? 

E disse ele: Os judeus se concertaram rogar-te que amanhã leves Paulo ao conselho, como que tendo de inquirir dele mais alguma coisa ao certo. 

Mas tu não os creias; porque mais de quarenta homens de entre eles lhe andam armando ciladas; os quais se obrigaram, sob pena de maldição, a não comer nem beber até que o tenham morto; e já estão apercebidos, esperando de ti promessa”. Atos 23:16-21 

No local em que o Apóstolo estava preso, podia-se receber visitas de parentes, dessa forma ele soube do plano dos fanáticos e rapidamente tomou sentido da ameaça, enviando o seu sobrinho falar com o Tribuno. 

O Tribuno, Claudio Lísias, vendo o perigo pelo qual Paulo passava, deu ordens aos centuriões que preparassem uma escolta e levassem o Apóstolo para Cesareia. 

“Então o tribuno despediu o jovem, mandando-lhe que a ninguém dissesse que lhe havia contado aquilo. 

E, chamando dois centuriões, lhes disse: Aprontai para as três horas da noite duzentos soldados, e setenta de cavalaria, e duzentos archeiros para irem até Cesareia; 

E aparelhai animais, para que, pondo neles a Paulo, o levem salvo ao presidente Félix”. Atos 23: 22-24 

Uma escolta de alto estilo como a uma autoridade romana e não para um prisioneiro, porém o Apóstolo Paulo estava investido no mais alto grau de um servo de Cristo, embaixador do Reino dos Céus. 

Bruce, citado por Beacon, fornece aquilo que é provavelmente o melhor resumo do assunto: “A escolta se compunha de infantaria pesada, cavalaria e tropas com armas leves... todas constituintes do exército romano”. (2)   

Aproveitando a oportunidade, escreveu a Félix uma carta apresentando Paulo a ele. 

“E escreveu uma carta, que continha isto: 

Cláudio Lísias, a Félix, potentíssimo presidente, saúde. 

Esse homem foi preso pelos judeus; e, estando já a ponto de ser morto por eles, sobrevim eu com a soldadesca, e o livrei, informado de que era romano. 

E, querendo saber a causa porque o acusavam, o levei ao seu conselho. 

E achei que o acusavam de algumas questões da sua lei; mas que nenhum crime havia nele digno de morte ou de prisão. 

E, sendo-me notificado que os judeus haviam de armar ciladas a esse homem, logo to enviei, mandando também aos acusadores que perante ti digam o que tiverem contra ele. Passa bem”. Atos 23:25-30  

O Tribuno Claudio Lisias provavelmente acrescentou o prenome Cláudio em homenagem ao Imperador romano a quem lhe deu o título de cidadão romano, conta-se que ele vendia os títulos para aumentar o tesouro do império.  

O governador Félix era cruel, mau, desumano e corruptor, fora escravo no passado e de acordo com Beacon, citando Tácito, historiador romano, disse: “O historiador romano Tácito, brincando com o fato de que Félix tinha sido escravo, escreveu sobre ele: “Antônio Félix, permitindo-se todo tipo de barbáries e luxúrias, exercia o poder de um rei com o espírito de um escravo”. (3) 

Essas eram as pessoas que julgariam o incorruptível Apóstolo Paulo. 

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo louvor, poder e Glória. 

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 17/04/2022 

Referências Bibliográficas: 

Consultas: 

Dwiht L. Moody/CPAD 

David J. Willian/EdtVidaNova 

Craig S. Keener/EdtNovaVida (1) 

Beacon/CPAD – (2;3) 

 A prisão do Apóstolo Paulo em Cesareia 

Atos dos Apóstolos 23: 31-35 e 24: 1-27  

O Tribuno, Cláudio Lísias, em Jerusalém, providenciou uma escolta romana para levar o Apóstolo ao Governador Félix à Cesareia, escreveu uma carta, enviou o Apóstolo, pois corria risco de morte pelos judeus fanáticos. 

“Tomando, pois, os soldados a Paulo, como lhe fora mandado, o trouxeram de noite a Antipátride”. Atos 23:31 

Esta cidade ficava distante quarenta quilômetros de Cesareia, fora criada por Herodes, o Grande e deu-lhe o nome em homenagem a seu pai Antíprato, estava localizada junto a via romana de Cesareia Marítima à Jerusalém. 

O perigo a vida do Apóstolo havia sido desfeito, não precisava mais de uma escolta tão vultosa, “agora o perigo imediato de assassinato tinha passado, e os quatrocentos soldados da infantaria mais os archeiros retornaram a Jerusalém, enquanto os setenta cavaleiros acompanharam Paulo a distância que restava até Cesareia “E no dia seguinte, deixando aos de cavalo irem com ele, tornaram à fortaleza. 

Os quais, logo que chegaram a Cesareia, e entregaram a carta ao presidente, lhe apresentaram Paulo”. Atos 23: 32-33 

O presidente de Cesareia era Antônio Félix, fora escravo e favorito do Imperador Cláudio.  

Tácito, historiador romano, não faz uma boa descrição sobre o caráter de Félix, diz o seguinte: "ele exercia o poder de um rei com selvageria e paixão, e com a disposição de um escravo" (History 5.9). Não é nada bonito o retrato pintado por Tácito da vida pública e particular de Félix. Influenciado por seu infame irmão, deleitava-se assim em toda licenciosidade e excesso, julgando "que poderia cometer o mal e ficar impune" (Tácito, Annals 12.54)”.  

“E o presidente, lida a carta, perguntou de que província era; e, sabendo que era da Cilícia, 

Disse: Ouvir-te-ei, quando também aqui vierem os teus acusadores. E mandou que o guardassem no pretório de Herodes”. Atos 23:34-35 

Dessa vez o Apóstolo estava numa sala ou num quarto e não no cárcere, na masmorra, desfrutava de uma relativa privacidade. 

“Os oficiais providenciavam acomodações melhores para os prisioneiros de status elevado”.  Parece-nos ser esse o caso em relação ao Apóstolo. 

Foram dois anos de repouso para este guerreiro do Senhor em Cesareia e mais dois em Roma. 

Beacon faz uma reflexão sobre esse período de cárcere sofrido pelo Apóstolo, bastante interessante, se o Apóstolo tivesse dado ouvidos aos profetas e anciãos que tudo fizeram para que ele não fosse a Jerusalém, não teria passado por esses sofrimentos todos, oposições, risco de morte e prisão, teria ido para Roma, pregado o evangelho e feito muitas outras obras na evangelização. 

“Uma coisa devemos ter sempre em mente: destes quatro anos de inatividade física forçada, e consequente oportunidade para meditação tranquila, surgiram os escritos mais ricos de Paulo. Se ele não tivesse sido aprisionado — pelo Espírito, como também pelo 

governo romano — não teríamos hoje as suas epístolas da prisão, com os seus profundos pensamentos e verdades espirituais. Foi por causa desta experiência que Paulo pôde escrever, “sou o prisioneiro de Jesus Cristo” (Ef 3.1), não apenas o prisioneiro de Roma. 

Como prisioneiro de Jesus Cristo, ele era mantido sob o controle do Espírito, em um relacionamento ainda mais íntimo com o seu Senhor do que em qualquer ocasião anterior. Assim, ele foi capaz de realizar o seu serviço mais perfeito”.   

O Governador Félix perguntou ao Apóstolo de qual cidade ele era, ao responder ser da Cilícia, província romana, o governador se deu por satisfeito, pois ele poderia julgar o Apóstolo, sem necessidade de pedir autorização a alguém de outra jurisdição, por isso enviou ao pretório de Herodes para posterior arguição. 

Faz-nos lembrar que Jesus ao ser julgado por Pôncio Pilatos, procurador da Judeia, enviou-o a Herodes Antipas, que governava a Galileia, da qual vinha Jesus. No caso de Paulo, não se achou necessário consulta externa.  

“E, cinco dias depois, o sumo sacerdote Ananias desceu com os anciãos, e um certo Tértulo, orador, os quais compareceram perante o presidente contra Paulo”. Atos 24:1 

Tértulo, cujo nome seja grego, parece ser ele judeu, como o Apóstolo e pela forma de sua oratória, conhecimento do judaísmo, citando em seu argumento na primeira pessoa do plural no pronome nós, tudo leva crer ser ele judeu. 

“E, sendo chamado, Tértulo começou a acusá-lo, dizendo: Visto como por ti temos tanta paz e por tua prudência se fazem a este povo muitos e louváveis serviços, 

Sempre e em todo o lugar, ó potentíssimo Félix, com todo o agradecimento o queremos reconhecer”. Atos 24: 2-3 

O início da oratória foi uma evidente bajulação, pois Félix era um notório divisor da paz reinante entre judeus e romanos, a administração corrupta e repressora do governador, não havia gerado paz nem reformas, o orador procurava, através desse rapapé, atrair a benevolência para Félix condenar o Apóstolo. 

“Mas, para que não te detenha muito, rogo-te que, conforme a tua equidade, nos ouças por pouco tempo. 

Temos achado que este homem é uma peste, e promotor de sedições entre todos os judeus, por todo o mundo; e o principal defensor da seita dos nazarenos; 

O qual intentou também profanar o templo; e nós o prendemos, e conforme a nossa lei o quisemos julgar”. Atos 24: 4-6 

Em seu argumento procurou ser conciso e acusou o Apóstolo de peste, uma acusação semelhante à do Imperador Cláudio aos judeus sediciosos que lutavam contra os romanos, acusou o Apóstolo como um deles, disse também que o Apóstolo havia profanado o Templo, acusação esta que, pelos romanos, autorizava os judeus matarem quem houvesse feito tal ato, acusação falsa. 

O Apóstolo Paulo, por sua vez, fez sua defesa, a defesa do Apóstolo foi mais convincente que a de Tértulo, orador pago pelos judeus. 

“Paulo, porém, fazendo-lhe o presidente sinal que falasse, respondeu: Porque sei que já vai para muitos anos que desta nação és juiz, com tanto melhor ânimo respondo por mim. 

Pois bem podes saber que não há mais de doze dias que subi a Jerusalém a adorar”. Atos 24: 10-11 

Em sua defesa disse que eles não possuíam provas de suas acusações, deu testemunho de seu contato com Jesus e a sua esperança na ressurreição dos mortos. 

“E não me acharam no templo falando com alguém, nem amotinando o povo nas sinagogas, nem na cidade. 

Nem tampouco podem provar as coisas de que agora me acusam. 

Mas confesso-te isto que, conforme aquele caminho que chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na lei e nos profetas. 

Tendo esperança em Deus, como estes mesmos também esperam, de que há de haver ressurreição de mortos, assim dos justos como dos injustos. 

E por isso procuro sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens. 

Ora, muitos anos depois, vim trazer à minha nação esmolas e ofertas. 

Nisto me acharam já santificado no templo, não em ajuntamentos, nem com alvoroços, uns certos judeus da Ásia, 

Os quais convinha que estivessem presentes perante ti, e me acusassem, se alguma cisa contra mim tivesse. 

Ou digam estes mesmos, se acharam em mim alguma iniquidade, quando compareci perante o conselho, 

A não ser estas palavras que, estando entre eles, clamei: Hoje sou julgado por vós acerca da ressurreição dos mortos”. Atos 24:12-21 

Ouviu-os até esse ponto, Félix poderia dar veredito ao caso, se o Apóstolo não fosse romano, o entregaria aos judeus, porém o Apóstolo era romano, postergou o julgamento, pois poderia tirar proveito financeiro, ele era corrupto. 

“Então Félix, havendo ouvido estas coisas, lhes pôs dilação, dizendo: Havendo-me informado melhor deste Caminho, quando o tribuno Lísias tiver descido, então tomarei inteiro conhecimento dos vossos negócios. 

E mandou ao centurião que o guardasse em prisão, tratando-o com brandura, e que a ninguém dos seus proibisse servi-lo ou vir ter com ele. 

E alguns dias depois, vindo Félix com sua mulher Drusila, que era judia, mandou chamar a Paulo, e ouviu-o acerca da fé em Cristo”. Atos 24: 22-24 

Drusila era a filha mais jovem de Herodes Agripa 1 e irmã de Agripa II e Berenice. Ela casou-se com o rei de uma pequena região na Síria, mas, aos dezesseis anos, divorciou-se de seu marido instigada por Félix para se casar com ele”.   

“Ela estivera casada com Azizus, rei de Emesa, mas Félix a havia seduzido, levando-a a abandonar o marido e casar-se com ele. Seria sua terceira esposa”. 

O governador manteve o Apóstolo Paulo detido por bastante tempo esperando receber uma ajuda financeira, propina, ele era corrupto. 

“E, tratando, ele, da justiça, e da temperança, e do juízo vindouro, Félix, espavorido, respondeu: Por agora vai-te, e em tendo oportunidade te chamarei. 

Esperando ao mesmo tempo que Paulo lhe desse dinheiro, para que o soltasse; pelo que também muitas vezes o mandava chamar, e falava com ele. 

Mas, passados dois anos, Félix teve por sucessor a Pórcio Festo; e, querendo Félix comprazer aos judeus, deixou a Paulo preso”. Atos 24:25-27 

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo o louvor, poder e Glória. 

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 27\08\2025 

Referências Bibliográficas e sugestão de leitura: 

Comentários Bíblicos 

D.L.MoodyCPAD – (1;4 

David J. Willians/VidaNova – (2; 7) 

Craig S. Keener/NovaVida – (3;6) 

Beacon/CPAD – (5) 


O Apóstolo Paulo diante de Pórcio Festo  

Atos 25: 1-12 

O Apóstolo Paulo continuava preso em Cesareia, porém possuía algum conforto, poderia receber visitas, uma delas o próprio Felix e sua esposa Drusila 

Diz David J. Willian, citando Ehrhardt: "Precisamos lembrar-nos da solidão e do tédio enfrentados por esses cortesões no estrangeiro, a fim de poder apreciar a situação histórica". (1)  

Nessas visitas Felix esperava ao mesmo tempo que Paulo lhe desse dinheiro, para que o soltasse; pelo que também muitas vezes o mandava chamar, e falava com ele. 

Mas, passados dois anos, Félix teve por sucessor a Pórcio Festo; e, querendo Félix comprazer aos judeus, deixou a Paulo preso”. Atos 24: 27 

Félix poderia soltar o Apóstolo Paulo da prisão, porém desejava receber do Apóstolo dinheiro, pois sabia que ele era empresário e levava doações a Jerusalém, também precisava agradar os judeus por ter apaziguado uma insurreição entre os judeus e gregos com enorme violência, sendo, pelos judeus, acusado por sua crueldade ao Imperador Nero, este não gostava de Félix, mas por influência de seu irmão, Pallas, Nero também não gostava dele, não se sabe como Pallas influenciou na situação de Félix junto a Nero, ele foi apenas deposto do cargo. Em seu lugar tomou posse Pórcio Festo. (2)  

“Evidentemente, Félix estava motivado por dois desejos: o de garantir um suborno por parte de Paulo, e o de ficar em uma situação favorável com os judeus. Mas ele fracassou nos dois objetivos. Uma delegação de judeus levou acusações contra Félix perante o imperador em Roma. Assim, ele não obteve nada como retribuição pelo seu chocante erro judicial ao lidar com o caso de Paulo”. (3)  

“Entrando, pois, Festo na província, subiu dali a três dias de Cesaréia a Jerusalém. 

E o sumo sacerdote e os principais dos judeus compareceram perante ele contra Paulo, e lhe rogaram, 

Pedindo como favor contra ele que o fizesse vir a Jerusalém, armando ciladas para o matarem no caminho”. Atos 25:1-3   

Pórcio Festo foi governador na Judeia na época de Nero entre 60 a 62 dC, seu nome provinha do latim festus, alegre, pouco se sabe a seu respeito, porém foi um bom governador, seu caráter era melhor que o de Félix. (internet Wilkipédia) 

Pórcio Festo evidentemente tinha um caráter melhor do que o do seu predecessor, 

embora não se saiba muito sobre ele. Na verdade, Knowling afirma: “Não sabemos nada sobre ele, exceto as informações do Novo Testamento e de Josefo”. Schuerer o descreve como “um homem que, embora disposto a agir com justiça, encontrava-se completamente incapaz de desfazer o engano resultante dos equívocos do seu antecessor”. (4)  

Festo procurou estabelecer contato com as autoridades da Judeia, parece aos estudiosos que o sumo sacerdote não era mais Ananias e sim Ismael ben Fiabi, entretanto, assim como os judeus de Jerusalém, ele era contrário ao Apostolo Paulo, interessante observar que os romanos mudaram a prática de escolha sacerdotal, antes era feito por hereditariedade, os romanos passaram escolher os sacerdotes de dois em dois anos, não mais até a morte até então, 

Instaram com Festo para conduzir o Apóstolo a Jerusalém para o matarem em alguma emboscada, lembramos dos quarentas que haviam feito votos para o matar. 

Festo não deu ouvido. 

“Mas Festo respondeu que Paulo estava guardado em Cesareia, e que ele brevemente partiria para lá. 

Os que, pois, disse, dentre vós, têm poder, desçam comigo e, se neste homem houver algum crime, acusem-no. 

E, havendo-se demorado entre eles mais de dez dias, desceu a Cesareia; e no dia seguinte, assentando-se no tribunal, mandou que trouxessem Paulo. 

E, chegando ele, rodearam-no os judeus que haviam descido de Jerusalém, trazendo contra Paulo muitas e graves acusações, que não podiam provar” Atos 25:4-7 

O historiador Lucas não se deu ao caso de apresentar as acusações, apenas citou que eles trouxeram muitas e graves acusações, mas não podiam provar. 

“Mas ele, em sua defesa, disse: Eu não pequei em coisa alguma contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César”. Atos 25:8  

Sem provas para acusá-lo, o Apóstolo ao dizer que não era culpado de infringir as leis dos judeus nem as dos romanos.  não existia, portanto, uma acusação formal e verdadeira contra ele. “O caso deveria ter sido encerrado”. (5)  

“Todavia Festo, querendo comprazer aos judeus, respondendo a Paulo, disse: Queres tu subir a Jerusalém, e ser lá perante mim julgado acerca destas coisas? Atos 25: 9 

A proposta de Festo a Paulo foi com o intuito de agradar os judeus, poderia haver algum indício de boa vontade por parte dele para com o Apóstolo. O Apóstolo Paulo ficou numa situação difícil, se aceitasse a solicitação de Festo, sugeria a eles uma suspeição de ter cometido algum delito, também o julgamento em Jerusalém não seria justo, porquanto os judeus não o tinham como inocente, ele seria condenado à morte. Festo não era confiável, mesmo sendo de bom caráter, não ficaria ao seu lado em detrimento dos judeus. Havia, também a possibilidade de ser morto no traslado de Cesareia à Jerusalém. 

“Mas Paulo disse: Estou perante o tribunal de César, onde convém que seja julgado; não fiz agravo algum aos judeus, como tu muito bem sabes. 

Se fiz algum agravo, ou cometi alguma coisa digna de morte, não recuso morrer; mas, se nada há das coisas de que estes me acusam, ninguém me pode entregar a eles; apelo para César. 

Então Festo, tendo falado com o conselho, respondeu: Apelaste para César? para César irás”. Atos 25:10-12 

Festo percebeu que estava perante um homem culto, devotado a Deus e conduzido pelo Espírito Santo, sabedor de seus direitos como cidadão romano e acima de tudo, um cidadão do Reino dos Céus. 

Beacon cita Lenski: “Festo se enganou com este homem. Aqui está um homem que olha para ele diretamente nos olhos e não tem medo do seu julgamento injusto. Festo teve de receber estas censuras em corte aberta. Podemos imaginar como os judeus olharam para ele e apreciaram os seus méritos quando ele ouviu estes simples fatos ditos por Paulo”. (6) 

“Seu caso deveria ser transferido para a tribunal de Nero, cujos primeiros anos não haviam mostrado a crueldade que haveria de acontecer mais tarde (cp. Suetônio, Nero 9s.). Desse modo, o propósito de Deus, segundo o qual Paulo deveria ir a Roma, começava a tomar corpo”. (7)  

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo o louvor, poder e Glória. 

Original de Edgard Neves – Servo do Senhor Jesus Cristo - Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 03\09\2025  

Referências Bibliográficas: 

David J. Willian/Edt Vida – (1;7) 

Flávio Josefo/Hist.Hebreus – (2) 

Beacon/CPAD – (3;4;5;6)

Defesa do Apóstolo Paulo perante Herodes Agripa II 

Atos dos Apóstolos 25: 13-27; 26: 1-3 

O Apóstolo Paulo apresentou sua defesa diante de Festo, este, porém, após ouvir a explanação e querendo agradar os judeus, propôs-lhe uma escolha, se o Apóstolo optasse escolher o que Festo desejava e os judeus também, incorreria em duas situações desfavoráveis a si próprio, uma, morreria numa emboscada no traslado de Cesareia à Jerusalém e a outra, o que seria a mesma coisa, estava condenado à morte antecipadamente pelo sinédrio e Festo não era confiável, não aceitou o oferecimento de Festo, desejou ser julgado no tribunal de César em Roma.  

“Todavia Festo, querendo comprazer aos judeus, respondendo a Paulo, disse: Queres tu subir a Jerusalém, e ser lá perante mim julgado acerca destas coisas? 

Mas Paulo disse: Estou perante o tribunal de César, onde convém que seja julgado; não fiz agravo algum aos judeus, como tu muito bem sabes”. Atos 25: 9-10 

Há entre os estudiosos uma dificuldade de tradução ao sentido da frase no grego, a dúvida é relativa a forma da resposta do Apóstolo a Festo, como indelicada e injusta. Parece-nos que Festo sabia do assunto melhor do que aparentava, por isso o Apóstolo lhe diz: “como tu muito bem sabes”. 

Beacon cita o comentário sobre o desejo do Apóstolo ir a presença do Imperador para ser julgado, diz: Bruce comenta: “Se interpretarmos o apelo de Paulo da maneira usual, como um apelo à pessoa do imperador, podemos concluir que ele não foi feito tanto em nome da sua segurança pessoal, mas sim por um desejo de obter o reconhecimento das igrejas pelo império romano, praticando um religio licita distinto do judaísmo”. Frase latina, traduzindo: uma religião lícita distinta do judaísmo e obtendo os mesmos privilégios dos judeus. 

“Depois de ter consultado seus conselheiros, Festo declarou: "Você apelou para César, para César irá! " Atos 25:12  

Conselheiros, não o sinédrio, Bruce diz: “Eram os assessores do governador, em cujos conselhos ele sempre poderia confiar, embora a decisão estivesse somente nas suas mãos”. 

O Apóstolo permaneceu algum tempo aos cuidados do governador em Cesareia. 

“E, passados alguns dias, o rei Agripa e Berenice vieram a Cesareia, a saudar Festo”. Atos 25:13 

O rei Herodes Agripa II era neto de Herodes, o grande, e filho de Herodes Agripa I, o que matou Tiago, irmão de João e por esse motivo, teve uma morte horrível.  

Agripa II, quando seu pai morreu, tinha dezessete anos e o Imperador Cássio não querendo dar um governo a um adolescente, o manteve no palácio, mais tarde o fez rei de Chalcis Chalcis era governado por um tio de Agripa II, casado com Berenice, sua irmã, após a morte de seu tio, ela foi viver com seu irmão. 

Schuerer diz que “logo ela tinha o homem fraco completamente aprisionado nas tramas da sua rede, de modo que, a respeito dela, mãe de duas crianças, as piores histórias corriam. Quando o escândalo se tornou público, Berenice, para eliminar as oportunidades de quaisquer comentários maldosos, decidiu casar-se com Polemon da Cilicia”. Este casamento não durou muito tempo, e ela em breve estava de volta à casa do seu irmão, onde “pareceu ter retomado as suas antigas relações com ele. Pelo menos, posteriormente, era isto o que se dizia em Roma”. 

Conta-se que Berenice teve um caso com o Imperador Vespasiano, antes de ser amante de Tito.  

David J. Willians diz sobre Berenice: “Ela esperava casar-se com Tito, mas a antipatia do povo romano contra os judeus não o permitiu (veja Josefo, Antiqüities 20.145-147; Guerras 2.425-429; Juvenal, Sa-tires 6.156ss.; Tácito, História 2.81; Suetônio, Tito 7). Continua “Agripa recebeu o governo de Chalcis, cujo território ficava ao norte-nordeste da Galileia, e que antigamente havia sido governado por seu tio (morto em 48 d.C.) - Simultaneamente, o imperador lhe transferiu o direito (até então com os procuradores da Judéia) de nomear o sumo sacerdote e a custódia das vestes sagradas. Portanto, Agripa era a pessoa com quem Festo naturalmente procuraria uma opinião erudita sobre assuntos relacionados à religião judaica”. 

Beacon cita Rackham, ele diz, “A chegada de Agripa foi uma sorte para Festo”. Por outro lado, Agripa 

estava “plenamente familiarizado com os costumes judaicos e a sua teologia”; e era “completamente romano nos seus gostos e nas suas simpatias”. 

“E, como ali ficassem muitos dias, Festo contou ao rei os negócios de Paulo, dizendo: Um certo homem foi deixado por Félix aqui preso, 

Por cujo respeito os principais dos sacerdotes e os anciãos dos judeus, estando eu em Jerusalém, compareceram perante mim, pedindo sentença contra ele. 

Aos quais respondi não ser costume dos romanos entregar algum homem à morte, sem que o acusado tenha presentes os seus acusadores, e possa defender-se da acusação”. Atos 25: 14-16 

Festo ao dizer “não ser costume dos romanos entregar algum homem à morte”, Beacon diz: Essa citação “expressa bem os altos princípios da justiça romana, que fizeram dela o principal fundamento da jurisprudência moderna. Mas infelizmente até mesmo o melhor dos sistemas se rompe devido à fragilidade do fator humano. O Novo Testamento dá um eloquente testemunho do fato de que a justiça romana frequentemente falhava e se tornava uma farsa. “Pilatos ‘entregou Jesus’ aos judeus; Félix esperava um suborno de Paulo e o deixou na prisão para obter uma opinião favorável dos judeus; o mesmo Festo, embora convencido da inocência do apóstolo, manteve-o na prisão, também para agradar aos judeus”. 

“Acerca do qual, estando presentes os acusadores, nenhuma coisa apontaram daquelas que eu suspeitava. 

Tinham, porém, contra ele algumas questões acerca da sua superstição, e de um tal Jesus, morto, que Paulo afirmava viver”. Atos 25: 18-19 

Em outras traduções fala-se em religião (NVI e King James) 

“Ao contrário, levantaram apenas algumas questões relativas à sua própria religião, sobre as quais discordavam dele; e quanto a um certo Jesus, já morto, o qual Paulo alega insistentemente que está vivo”. Atos 25: 19 (NVI; KJ) 

Os estudiosos discutem o que levou Festo a citar essa palavra, Beacon sugere a conclusão de Thayer: “Festo, na presença do rei judeu Agripa, usa a palavra ambígua e cuidadosamente, sobre a religião judaica, para deixar o seu próprio julgamento sobre esta verdade em suspenso”. 

Em relação a ressurreição de Jesus, manteve-se incrédulo e sem interesse de aprofundar no assunto. 

Diz Beacon citando, Rackham observa que estas palavras “representam com exatidão a 

ideia que um romano teria sobre o Senhor”. Os gregos (e os romanos) zombavam da 

ideia de uma ressurreição. Se Cristo tinha morrido, somente um tolo iria dizer que Ele estava vivo”. 

“E, apelando Paulo para que fosse reservado ao conhecimento de Augusto, mandei que o guardassem até que o envie a César. 

Então Agripa disse a Festo: Bem quisera eu também ouvir esse homem. E ele disse: Amanhã o ouvirás.    

E, no dia seguinte, vindo Agripa e Berenice, com muito aparato, entraram no auditório com os tribunos e homens principais da cidade, sendo trazido Paulo por mandato de Festo”. Atos 25: 21-23. 

Deus cuida de seus servos e os honra diante dos homens, o Apóstolo Paulo, um homem culto, estudou nas melhores escolas daquela época, entrou como prisioneiro, mas livre como servo de Cristo e embaixador do Reino dos Céus, num auditório enorme. Ali estavam o rei Agripa II, o governador e seus convidados de honra, os chefes militares, isto é, os tribunos ou comandantes das tropas aquarteladas em Cesareia e os principais da cidade. Entre esses estariam alguns judeus, mas a maioria sem dúvida era constituída de gentios.   

Um "espetáculo de vestuário e cerimonial, de decoração e grandes títulos" (Rackham). “Em contraste, Paulo estava diante dessa gente em vestuário humilde”. (David J. William) 

Beacon apresenta alguns contrastes entre Agripa II e o Apóstolo Paulo: “1. Agripa era um escravo do pecado, ao passo que Paulo era um homem livre em Cristo; 2. Agripa estava acompanhado por uma mulher pecadora, ao passo que Paulo estava acompanhado pelo seu Senhor invisível; 3. O contraste seria ainda mais agudo no julgamento final”. 

“E Festo disse: Rei Agripa, e todos os senhores que estais presentes conosco; aqui vedes um homem de quem toda a multidão dos judeus me tem falado, tanto em Jerusalém como aqui, clamando que não convém que viva mais. 

Mas, achando eu que nenhuma coisa digna de morte fizera, e apelando ele mesmo também para Augusto, tenho determinado enviar-lho. 

Do qual não tenho coisa alguma certa que escreva ao meu senhor, e por isso perante vós o trouxe, principalmente perante ti, ó rei Agripa, para que, depois de interrogado, tenha alguma coisa que escrever. 

Porque me parece contra a razão enviar um preso, e não notificar contra ele as acusações”. Atos 25:24-27 

Festo estava diante de um problema, para ele o Apóstolo era inocente, nada havia do que incriminá-lo, essa reunião era para o rei Agripa orientá-lo no que iria escrever ao Imperador. 

Porém havia um problema a acusação era política, entretanto era mais teológica e isso não era o caso de enviar Paulo ao Imperador, não havia um consenso entre eles. Sendo assim a presente reunião não era um julgamento. A esse respeito, o máximo que se poderia dizer é que se tratava de uma audiência informal. Mas acima de tudo era um divertimento — "um desempenho de gala da justiça romana" (Ehrhardt). 

“Depois Agripa disse a Paulo: É permitido que te defendas. Então Paulo, estendendo a mão em sua defesa, respondeu: 

Tenho-me por feliz, ó rei Agripa, de que perante ti me haja hoje de defender de todas as coisas de que sou acusado pelos judeus; 

Mormente sabendo eu que tens conhecimento de todos os costumes e questões que há entre os judeus; por isso te rogo que me ouças com paciência”. Atos 26:1-3 

Para os estudiosos, este foi o mais belo, épico e grandiloquente discurso do Apóstolo Paulo em toda sua peregrinação exposta por Lucas nos Atos dos Apóstolos,  

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo o louvor, poder e Glória. 

Original de Edgard Neves – Servo do Senhor Jesus Cristo - Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 10\09\2025 

Leitura Sugerida; 

Bíblias: ARA-Almeida Revista e Atualizada; ACF-Almeida corrigida e Fiel; NVI-Nova Versão Internacional e King James  

Comentários Bíblicos em Atos dos Apóstolos: Mathew Henry; Dwigth Lyman Moody; Beacon; Eugênio de Cesareia/CPAD. 

David J. William/Edt.Vida e Craig S. Keener/Edt.NovaVida 

 

Comentários sobre Atos dos Apóstolos: 

Diwght L. Moody/CPAD 

Mathew Henry/CPAD 

Craig S. Keener/Edt.NovaVida 

Eugênio de Cesareia, Hist.Eclesiástica/CPAD

Earle E. Cairns/CristianismoAtravésdosSéculos/Edt. VidaNova 

Bruce L. Shelley/Hist.Cristianismo/Edt.Thomas Nelson Brasil

O épico discurso do Apóstolo Paulo perante Herodes Agripa II 

Atos dos Apóstolos 25: 23-27; 26: 1-39 

O Apóstolo Paulo continuava preso aos cuidados do governador Festo de Cesareia, porém não havia uma acusação formal contra o Apóstolo e este, por ter solicitado ser julgado em Roma, não poderiam enviá-lo ao Imperador sem um documento relatando o fato dessa atitude.  

O governador Festo foi salvo em sua dificuldade para escrever a carta de apresentação do Apóstolo ao Imperador, pela visita do Rei Herodes Agripa II e sua esposa, Berenice.  

“O quadro de um oficial romano perturbado, cheio de espanto diante da doutrina da ressurreição, e procurando aconselhamento da parte de um reizinho palestino, é tão ingênuo que só pode ser verdadeiro" (Williams) 

Agripa II era judeu e conhecia os assuntos relativo ao judaísmo, isso facilitaria a Festo publicar o documento que seria enviado ao Imperador e justificaria sua atitude em enviar o Apóstolo ao imperador perante os judeus. 

“Se esse rei judeu não considerar Paulo culpado, Festo estará protegido das queixas dos sacerdotes aristocratas de Jerusalém”. (Craig S. Keeber/Vida) 

No dia seguinte ao desejo de Agripa conhecer o Apóstolo, o Governador marcou a audiência para ele apresentar sua defesa a Agripa II. 

A audiência foi um verdadeiro aparato de celebridades com suas vestes e adornos, um desfile de vaidades. 

“E, no dia seguinte, vindo Agripa e Berenice, com muito aparato, entraram no auditório com os tribunos e homens principais da cidade, sendo trazido Paulo por mandato de Festo”. Atos 25:23 ACF 

“No dia seguinte, Agripa e Berenice vieram com grande pompa e entraram na sala de audiências com os altos oficiais e os homens importantes da cidade. Por ordem de Festo, Paulo foi trazido”. Atos 25:23 NVI 

“Foi um momento de muito aparato. Esta expressão traduz a palavra grega phantasia (cp. nossa palavra "fantasia"), que representa a natureza transitória deste "espetáculo de vestuário e cerimonial, de decoração e grandes títulos" (Rackham, p. 461). Em contraste, Paulo estava diante dessa gente agrilhoado e em vestuário humilde”. (David J. William/Edt.Vida) 

Após o preambulo do governador Festo sobre a presença do Apóstolo estar preso aos seus cuidados, o rei Agripa II autoriza o Apóstolo apresentar sua defesa.  

Este discurso foi épico e o clímax de todos os discursos feitos pelo Apóstolo em todo ministério apresentado por Lucas nos Atos dos Apóstolos. Deus honra os seus servos fiéis. 

“E, quando vos conduzirem às sinagogas, aos magistrados e potestades, não estejais solícitos de como ou do que haveis de responder, nem do que haveis de dizer. 

Porque na mesma hora vos ensinará o Espírito Santo o que vos convenha falar”. Lucas 12: 11-12 

“Então Agripa disse a Paulo: "Você tem permissão para falar em sua defesa". A seguir, Paulo fez sinal com a mão e começou a sua defesa: 

"Rei Agripa, considero-me feliz por poder estar hoje em tua presença, para fazer a minha defesa contra todas as acusações dos judeus, 

e especialmente porque estás bem familiarizado com todos os costumes e controvérsias deles. Portanto, peço que me ouças pacientemente”. Atos 26:1-3 

O discurso do Apóstolo é elogiado pelos estudiosos por ser polido, enfeitado por palavras raras, estilo elaborado, grandiloquente. O primeiro discurso do Apóstolo em Antioquia foi dirigido aos judeus, em Mileto aos cristãos, porém diante de Agripa II, do Governador Festo e da aristocracia judaica, gentias e dos romanos foi a mensagem para o mundo todo baseada em suas próprias experiências da graça de Deus.  

Beacon cita Moulton diz que o uso aqui é “um dos toques literários característicos do discurso perante Agripa”. Parece claro que Paulo tinha um elevado nível cultural. O prisioneiro se considerava bem-aventurado por ser capaz de defender-se. Paulo estava especialmente feliz porque Agripa tinha conhecimento de todos os costumes e questões — “disputas” ou “controvérsias” — que há entre os judeus (3) Esta caracterização de Agripa encontra suporte documental em uma afirmação de Schuerer: “A tradição rabínica fala de questões pertinentes à lei que foram propostas por ministros de Agripa ou pelo próprio rei ao famoso escriba Rabi Elieser”. Schuerer ainda acrescenta: “O judaísmo era realmente um assunto de convicção de coração com Agripa, como tinha sido com o seu pai”. (Beacon/CPAD) 

“Quanto à minha vida, desde a mocidade, como decorreu desde o princípio entre os da minha nação, em Jerusalém, todos os judeus a conhecem, 

Sabendo de mim desde o princípio (se o quiserem testificar), que, conforme a mais severa seita da nossa religião, vivi fariseu. 

E agora pela esperança da promessa que por Deus foi feita a nossos pais estou aqui e sou julgado. 

À qual as nossas doze tribos esperam chegar, servindo a Deus continuamente, noite e dia. Por esta esperança, ó rei Agripa, eu sou acusado pelos judeus”, Atos 26: 4-7  

Inicialmente fala de sua vida pregressa em Jerusalém, alguns estudiosos especulam que tenha citado a cidade de Tarso da Cilícia, “como decorreu desde o princípio entre os da minha nação”, outros em toda a Judeia. Sendo que sua vida era conhecida pelos judeus e eles a conhecia muito bem por ser ele um judeu ortodoxo, criado diante da mais severa religião, seita, a dos fariseus, estudou aos pés do rabino Gamaliel, ancião muito influente junto aos judeus e membro do Sinédrio. 

O apóstolo fala em Jesus como esperança messiânica entre os judeus, cita, portanto, as doze tribos que a esperam por ela servindo noite e dia continuamente, diz, então, por esta esperança ele é acusado. 

Vejamos a interpretação de alguns estudiosos citados por Beacon: “Knowling assim explica: “Uma esperança não meramente da ressurreição dos mortos, mas do Reino do Messias, com o qual está relacionada a ressurreição, pois o contexto aponta para a esperança nacional de Israel”. Alexander “A esperança descrita neste versículo não pode ser aquela de uma ressurreição geral, que somente parcialmente revelada no Antigo Testamento, e não era sustentada por todos os judeus desta época”. Ele prossegue: “A única esperança que corresponde a essa descrição, como antiga, nacional e ainda intensa, é a esperança no Messias, como prometido aos patriarcas, prognosticada na lei, predita pelos profetas e ainda ardentemente esperada pelo povo”. (Beaacon/CPAD) 

“Pois quê? julga-se coisa incrível entre vós que Deus ressuscite os mortos? 

Bem tinha eu imaginado que contra o nome de Jesus Nazareno devia eu praticar muitos atos; 

O que também fiz em Jerusalém. E, havendo recebido autorização dos principais dos sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e quando os matavam eu dava o meu voto contra eles. 

E, castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, os obriguei a blasfemar. E, enfurecido demasiadamente contra eles, até nas cidades estranhas os persegui”. Atos 26: 8-11 

O Apóstolo faz uma pergunta, demostrando surpresa em saber que os judeus não acreditassem na ressurreição dos mortos, podemos traduzir literalmente essa passagem, diz Beacon: ““Por que se julga incrível entre vós que Deus ressuscite os mortos?”  

Parece-nos, como alguns estudiosos dizem que o Apóstolo está conduzindo a mensagem para sua verdadeira pregação sobre a ressurreição de Jesus, um preâmbulo: “Knowling diz que esta pergunta deve ser interpretada “em relação à grande verdade à qual todo o discurso tem a intenção de conduzir que Jesus, embora crucificado, ressuscitou, que Ele neste momento era uma pessoa viva e que pela sua ressurreição tinha provado ser o Messias, o cumpridor da esperança de Israel”. 

Após essa pausa, passa a falar sobre a perseguição que realizou com os Cristãos, para alguns era uma defesa de que não havia profanado o Templo, para outros uma justificação a sua consciência, uma meã culpa, por seus atos contra os Cristão. 

“Eu verdadeiramente”. Brusce exibe a força disto: “Embora eu fosse um fariseu, e desta forma, teoricamente, acreditasse na ressurreição dos mortos, ainda assim julguei-a inacreditável neste caso particular e julguei que fosse o meu dever opor-me a tal heresia”.  

Passa a falar-lhes sobre sua conversão e a missão dada por Deus a ele para fazer com que os homens e mulheres cressem em e Jesus, arrependerem-se de seus pecados e confessasse-os a Deus. 

“Sobre o que, indo então a Damasco, com poder e comissão dos principais dos sacerdotes, 

Ao meio-dia, ó rei, vi no caminho uma luz do céu, que excedia o esplendor do sol, cuja claridade me envolveu a mim e aos que iam comigo. 

E, caindo nós todos por terra, ouvi uma voz que me falava, e em língua hebraica dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa te é recalcitrar contra os aguilhões. 

E disse eu: Quem és, Senhor? E ele respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues; 

Mas levanta-te e põe-te sobre teus pés, porque te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda; 

Livrando-te deste povo, e dos gentios, a quem agora te envio, 

Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados, e herança entre os que são santificados pela fé em mim. 

Por isso, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial. 

Antes anunciei primeiramente aos que estão em Damasco e em Jerusalém, e por toda a terra da Judéia, e aos gentios, que se emendassem e se convertessem a Deus, fazendo obras dignas de arrependimento. 

Por causa disto os judeus lançaram mão de mim no templo, e procuraram matar-me. 

Mas, alcançando socorro de Deus, ainda até ao dia de hoje permaneço dando testemunho tanto a pequenos como a grandes, não dizendo nada mais do que o que os profetas e Moisés disseram que devia acontecer, 

Isto é, que o Cristo devia padecer, e sendo o primeiro da ressurreição dentre os mortos, devia anunciar a luz a este povo e aos gentios”. Atos 26:12-23 

Ao dizer estas palavras, Festo o interrompe abruptamente dizendo-lhe que as muitas letras o faziam delirar, o que o Apóstolo lhe diz que estava em seu juízo perfeito. 

“E, dizendo ele isto em sua defesa, disse Festo em alta voz: Estás louco, Paulo; as muitas letras te fazem delirar. 

Mas ele disse: Não deliro, ó potentíssimo Festo; antes digo palavras de verdade e de um são juízo”. Atos 26: 24-25 

Uma ação já esperada por parte de Festo, quando na justificativa a Agripa II de ter o Apóstolo preso em Cesareia, mostrou-se cético ao judaísmo e a ressurreição dos mortos, presumindo um delírio de alguém aceitar que uma pessoa que havia falecido, houvesse retornado a viver. 

“Tinham, porém, contra ele algumas questões acerca da sua superstição, e de um tal Jesus, morto, que Paulo afirmava viver”. Atos 25:19 

O Apóstolo procura tocar no coração de Agripa II a verdadeira fé em Cristo, baseando-se no conhecimento do rei, aos escritos dos profetas antigos do Velho Testamento.  

“Porque o rei, diante de quem também falo com ousadia, sabe estas coisas, pois não creio que nada disto lhe é oculto; porque isto não se fez em qualquer canto. 

Crês tu nos profetas, ó rei Agripa? Bem sei que crês. 

E disse Agripa a Paulo: Por pouco me queres persuadir a que me faça cristão! 

E disse Paulo: Prouvera a Deus que, ou por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos quantos hoje me estão ouvindo, se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias”. Atos 26:26-29 

O que Herodes Agripa II recua ante esta investida do Apóstolo, dizendo-lhe se desejava a sua conversão ao cristianismo em pouco tempo de exposição ao assunto e encerra a audiência, saindo todos do auditório. 

Louvado seja o Senhor Deus, a ele todo o louvor, poder e Glória. 

Original de Edgard Neves – Saquarema – Rio de Janeiro – Brasil – 17\09\2025  



 

 


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A Saga de Edgard Pinto Neves

Viagens de Edgard Pinto Neves